Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Exercício

Correção completa e mais dois desafios!

 
 

Correção completa e mais dois desafios!

  Para não me acusarem de fugir da raia, coloco agora a correção completa do Fabrício Corsaletti naquele primeiro desafio que coloquei a partir da aula dele:

"Cristina, gostei da estrutura, a senhoria falando, falando – e então o desfecho rápido. A fala dela, aqui e ali, poderia ser um pouco mais oral, na minha opinião. Às vezes parece que o narrador é que está falando, não a personagem. Veja as observações pontuais."

E aí ele aponta o excesso do verbo "agüentar", o "invadiram-lhe", que não cabe no discurso oral, o "estalido seco", que é um clichê, o "Oh, Carlos, o que você fez!", que é "teatral demais", e o "vadia", que acho que ele achou exagerado (escreveu apenas: "Será?").

Mais dois desafios para vocês, de exercícios que tivemos que fazer:

1) Descrever um objeto concreto qualquer, em dez linhas.

2) Descrever coisas abstratas e, com imagens, tentar torná-las o mais físicas possível, em um parágrafo (por exemplo, descrever a timidez, ou a angústia, sem ter que falar com todas as palavras que está descrevendo a timidez).

Depois coloco aqui a correção para esses meus exercícios Bem humorado

Escrito por Cris às 19h27

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Desafio corrigido!

 
 

Desafio corrigido!

  Como prometi colocar aqui o meu miniconto, vou me submeter a isso, apesar de ele ter ficado BEM pior que o de todos que enviaram. Se fosse um campeonato, eu teria ficado em último facim-facim. Mas a ideia é mostrar o que o Fabrício corrigiu. Então, lá vamos nós (Com vergonha):

 

 Ficou assim depois que ganhou uma fortuna no cassino , cochichou a senhoria, a escada rangendo atrás de si.  Acabrunhado, com medo de todos, sabe? Entra aqui, tira o chapéu com esse olhar vazio, sobe para o quarto, bate a porta. Às vezes passa dias sem comer. Não agüento ver isso. Acho que pirou, sabe? Não agüentou a pressão. Dizem que ganhou um milhão. Deu metade à família, uns mortos de fome como ele era, ouviu ameaças da ex-mulher, que hoje vive com um gigolô sem uma esteira pra dar um ataque. Outro dia uns agiotas invadiram-lhe o quarto e reviraram tudo. Eu teria colocado ele pra fora depois disso, não gosto de confusão por aqui, mas, como digo, não agüento, já são mais de dez anos de convívio, né? E ele dobrou o pagamento, é um homem generoso. Acho que ele não se deu conta de que pode comprar um castelo e largar essa pensão, sabe? Bem, nem sei se ainda pode. Acho que a vadia disse coisas que não há ouvido que agüente, os agiotas só querem lhe sugar o sangue. Se ele não morasse aqui, quem sabe já não teria sido morto por essa gente...

Foi interrompida por um estalido seco. Subiu correndo as escadas, Oh, Carlos, o que você fez!, enquanto o outro preferiu procurar outra pensão para morar.

 

Só tem um probleminha: esqueci o papel com as correções lá no jornal (já estou em casa) Tonto. Juro que não foi de propósito! Mas lembro bem os pontos que ele comentou:

  1. Acho que ele gostou da solução do monólogo, mas disse que, em alguns momentos, eu uso uma linguagem que não é cabível num texto oral, como o que simulei. Por exemplo, ao dizer "invadiram-lhe" e "lhe sugar". Ninguém conversa assim.
  2. Por outro lado, embora seja comum a repetição de termos na linguagem oral (e acho que minhas repetições foram involuntariamente conscientes, já que eu estava pensando com a cabeça de uma mulher fofoqueira contando um causo em disparada. Pelo menos o "sabe?" foi consciente), é muito ruim repetir palavras tantas vezes, ainda mais num texto tão curto, o que as deixa tão próximas. É o caso do verbo "agüentar" e suas conjugações.
  3. Ele não gostou do "Oh, Carlos", se não me engano, mas não lembro por quê. Acho que achou exagerado.
  4. Também achou exagerado a senhoria chamando a mulher do cara de vadia.
  5. "Estalido seco" é clichê, ele lembrou.
  6. Por fim, ele gostou do final, em que não esqueci do ouvinte e retomei ele na história, ao mesmo tempo fazendo um julgamento de valor sobre os personagens a partir da cabeça daquele espectador dos fatos.
Agora desafio vocês a outra coisa mais chata, mas que não deixa de ser um exercício: pegar esse meu texto, ou o dos colegas no post abaixo, e fazer adaptações para que ele fique melhor (isso implica em apontar outros problemas no texto, ler de forma bem crítica). Não sou uma pessoa apegada a textos, podem meter o pau! Bem humorado

Escrito por Cris às 22h32

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Nariz-de-cera, a série

 
 

Nariz-de-cera, a série

  Está parecendo série mesmo, porque é o terceiro post seguido, né. Mas acho que as discussões estão legais.

Ontem mostrei como passaram pela minha cabeça as três possibilidades de lide que discutimos no post anterior: o clássico, o nariz-de-cera e um meio-termo mais alternativo.

Na verdade, meu raciocínio foi o seguinte: esta matéria não é hard news, é quase que de comportamento, de certa forma. Por ser mais leve, permite lides também mais leves e descritivos, como defendi no post anterior. Portanto, vou descartar o lide mais burocrático do quê-quem-onde-quando.

Daí, em minha primeira tentativa de fazer um lide mais alternativo, saiu como no exemplo 2 do post anterior. Muuuuito longo, com muitos detalhes, custando a chegar ao ponto (ou assim pensei na hora, com a ajuda do GUTO GONÇALVES, que me deu uma segunda opinião).

Por isso, cortei bastante, tentei ser mais objetiva, mas mantendo a ideia de descrever bastante a cena e colocar o leitor dentro da Paulista.

Lendo os comentários de vocês, percebo como é difícil achar o ponto de equilíbrio de que sempre falamos. Das 14 escolhas dos leitores (considerando que alguns optaram por duas), cinco preferiram o lide clássico, cinco concordaram com o meu raciocínio e quatro preferiam o lide mais descritivo.

Quem está certo? Ninguém, porque não existe certo e errado nessas coisas. Aliás, arrisco a dizer que o certo é o que votou numa quarta opção, ainda não escrita, que vai equilibrar ainda mais a objetividade com o detalhamento, mas puxando por um gancho mais atraente que eu não percebi ao escolher meu lide.

E aí, quem se arrisca a escrever esta quarta possibilidade nos comentários, pra gente avaliar? Bem humorado

(Lembrando que não há certo e errado, é só um pequeno exercício!)

Escrito por Cris às 20h36

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Dois exercícios para fazer com os trainees

 
 

Dois exercícios para fazer com os trainees

1. ENTREVISTA

Não é toda hora que se tem a chance de entrevistar o presidente do Supremo, certo?

E ele vai estar numa "entrevista aberta", na sabatina da Folha, nesta terça (veja aqui).

Dá para fazer dois tipos de exercício num evento como este (e é o que os trainees vão fazer):

  • estudar as perguntas feitas pelos entrevistadores: como elas são feitas? em que ordem? com que objetivo? como eles reagem à reação do entrevistado?
  • qual é o lide da entrevista? (ou seja, se tivessem que escrever um texto sobre o evento, o que seria o destaque?) --depois dá para comparar com o que for publicado no dia seguinte no jornal.

(no cinema, também, uma aula de entrevista)

2. MATEMÁTICA
Pergunta lançada no twitter por @tmeller, que desafiou: "Quero ver os trainees da @anaestela resolverem esta".
Um carro americano anda 25 milhas com um galão de gasolina. Um carro brasileiro anda 13 km com 1 litro. Quem gasta mais pra andar 200 km?
1 galão = 3,78 L // 1 milha = 1609 m // US$ 1 = R$ 2,30 // 1 galão nos EUA = US$ 2 // 1 litro aqui = R$ 2,60

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h02

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Como uma história é contada no vídeo

 
 

Como uma história é contada no vídeo

Não, eu não abandonei o blog. É só falta de tempo, mesmo.

Mas passo pra vocês um exercício que os trainees fizeram ontem:

vejam este vídeo, feito pela Adam Ellick, do "New York Times". É um documentário de 14 minutos.

Depois pensem sobre o seguinte:

  • qual é o tema da história? Ou seja, o objetivo do jornalista: o que ele quer dizer ao leitor?
  • como ele atinge esse objetivo? Como ele decide contar essa história?

Amanhã (ou outro dia no futuro próximo) eu comento.

Inté

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h04

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Exercício: monte uma pauta passo a passo

 
 

Exercício: monte uma pauta passo a passo

Quem quiser pode fazer ao mesmo tempo que os trainees um exercício que eles começaram ontem.

A idéia é produzir uma pauta de serviço (que seja útil ao leitor, dê informação prática e/ou explique como fazer algo).

Vamos começar com esse tipo de pauta porque é mais fácil entender qual o objetivo dela, a justificativa para executá-la. Assim fica mais fácil manter o foco.

Até agora, eles já seguiram estes passos:

1) pensar na pauta: para isso, partiram no noticiário dos últimos dias. Pauta de serviço nem sempre precisa de gancho, mas se tiver tem mais chances de emplacar.  Um exemplo de pauta de serviço com gancho é aquele das piscinas que dei neste post.

2) pesquisar: tendo uma ideia, o segundo passo é ver se já não foi publicado nada do tipo (pelo menos recentemente). Se foi, precisamos achar um enfoque novo. Se a proposta é original, passamos ao passo 3

3) redigir a sugestão: com título e uma proposta bem curta, como a que sugeri neste post.

4) exercício de convergência: hoje os trainees tiveram uma aula de multimídia: várias outras maneiras de contar histórias além da conhecida texto/foto/arte, com meu prof ALEC DUARTE (na semana que vem, vamos repartir com vocês a aula. Amanhã, já publico um resuminho que meu trainee RODRIGO VIZEU prometeu fazer).

Depois da aula, eles voltaram à sugestão de pauta que tinham feito e pensaram em formas diferentes de tratar do assunto. Façam isso vocês também.

Algums exemplos de outras plataformas:

  • celular
  • vídeo
  • som
  • microblog
  • blog
  • fórum
  • enquete
  • joguinhos
  • bate-papo com entrevistado
  • etc. etc. --sejam criativos e ousados!!!!!!!!!! 
  • Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h44

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    Qual seria seu lide? E seu título?

     
     

    Qual seria seu lide? E seu título?

    Meu recém-trainee MATHEUS MAGENTA está na reportagem de cidades da Folha Online e escreve para contar das dúvidas que aparecem quando a gente põe a mão na massa.

    Que tal vocês se colocarem no lugar dele e pensarem no que fariam?

    Achei que seria interessante compartilhar um pouco da rotina do online. Estou trabalhando lá desde o dia 15 de dezembro e o primeiro dilema já apareceu em dois exemplos que seguem abaixo.

    1- Na quarta-feira (14), precisei fazer uma nota sobre o trânsito de São Paulo no momento. Liguei para a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e ouvi de um acidente na marginal Tietê. Um motociclista ficou ferido ao bater num carro, que capotou logo em seguida. O acidente interditou uma das faixas. Num raro momento em que eu tive para pensar no título, fiquei em dúvida sobre o que colocar: o ferido ou a interdição na faixa que causava lentidão no local? O resultado está aqui. (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u489924.shtml)

    2- Por volta da mesma hora do acidente , uma ciclista morreu atropelada na avenida Paulista. O título da nota foi "Ciclista morre atropelada na Paulista; CET interdita parte da via" (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u489962.shtml), com um lide falando primeiro do congestionamento causado por um atropelamento e depois mais especificamente do corpo da ciclista atropelada por um ônibus por volta das 11h50.

    Recebemos vários e-mails de leitores indignados com a hierarquia de informações nesta nota. Como poderíamos dar mais importância a um congestionamento do que a uma pessoa que morreu?, perguntavam os leitores.

    Fiquei me questionando que estaria certo e até agora não encontrei a resposta.

    O que tem mais valor jornalístico? O congestionamento na marginal (a coisa mais normal do trânsito paulistano)? Uma ciclista morta, mesmo que morra um ciclista a cada cinco dias em São Paulo? O tráfego lento na avenida Paulista? Um motoqueiro ferido?

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h30

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    É mais notícia o fato bom ou o ruim?

     
     

    É mais notícia o fato bom ou o ruim?

    Esta é pra vocês terem no que pensar no final de semana (acharam que iam ficar livres, né? Nãnaninanão).

    A dúvida é do meu leitor Vinicius, de Natal:

    Sou jornalista formado e trabalho há cinco anos em redação (sou repórter da editoria de Economia). 

    Hoje estava escrevendo uma matéria sobre a pesquisa da cesta básica do Dieese. Sempre que pego este tipo de matéria sei que tenho duas grandes missões: aproximar o assunto do leitor natalense, enfocando a realidade local, e simplificar ao máximo os números, que parecem nunca atrair as donas-de-casa (que deveriam ser as principais interessadas no meu texto).

    Mas, depois de olhar por quase meia hora para as tabelas, percebi que havia boas e más notícias. Vai parecer trocadilho, mas a boa é que a cesta natalense era a sexta mais barata do país. Por outro lado, era a mais cara do Nordeste.

    Eu optei pela notícia negativa porque ela trazia o elemento regional. Mas se fosse o contrário?

    Afinal, o que é notícia: o que é bom ou o que é ruim??? Se você estivesse no meu lugar, o que faria?

    Meu comentário

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h49

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    Bichos horrendos - é preciso encarar?

     
     

    Bichos horrendos - é preciso encarar?

    E por falar em animais aquáticos e horripilantes, vocês seriam capazes de fazer o que fez este repórter?

    Cristian Dimitrius/http://diveadventures.blogspot.com/

    Mergulhar por aí atrás de uma sucuri? (para acompanhar toda a história, comece neste post e vá subindo até o encontro final).

    Ou, refraseando a pergunta: se um editor te propõe uma pauta como esta, o que você faz?

    Meu comentário

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h22

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    É melhor ouvir que ler?

     
     

    É melhor ouvir que ler?

    Ainda tenho que comentar aqui aquele exercício sobre que meios (texto, arte, áudio, vídeo?) funcionam melhor em cada tipo de história. Mas hoje na FOL há um bom exemplo que pode nos ajudar a pensar no assunto:

    ÁudioBrasileiro descreve rotina em Israel

    Ouçam tentem pensar em como seria se fosse só texto e me digam: vocês concordam que o público sai ganhando com áudio? Por quê?

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h41

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    Iguais, mas diferentes

     
     

    Iguais, mas diferentes

    Já que é feriado e sobra tempo livre (até para quem está de plantão, a não ser que ocorram tsunamis), pensem comigo neste exercício.

    Acho que vocês sabem que o programa de treinamento da Folha vai mudar um pouco, para incluir exercícios multimídia.

    Na base, ele terá o mesmo conteúdo: que histórias rendem pauta, como organizar uma apuração, como começar um texto informativo, que títulos funcionam melhor e assim por diante.

    Até certo ponto, jornalismo é jornalismo, independentemente do meio e da periodicidade. O que isso quer realmente dizer é que, para fazer bom jornalismo em qualquer veículo, é preciso entender primeiro os "fundamentos".

    O que me importa agora, no entanto, é pensar sobre as diferenças, porque é delas que vamos tratar no programa de treinamento --e, por consequência, aqui no blog, já que ele é uma extensão do curso.

    E foi com isso na cabeça que eu passei cinco dias na praia.

    Continuava pensando nisso quando lia um livrinho de contos do Conan Doyle --o criador de Sherlock Holmes--, "Dr. Negro e outros contos de terror e mistério".

    E a última história do livro, "A Sala do Pavor", é que rendeu pano pra manga deste exercício.

    Infelizmente só achei o texto na íntegra em inglês (clique aqui), mas quem não dominar o idioma pode comprar por R$ 8, em bancas de jornais ou pela internet, uma edição da L&PM em português.

    Leiam o conto e me digam: por que o personagem estranho, encurvado e escondido sob um pano negro jamais ficará satisfeito? (nosso tema é que história funciona em cada meio, certo?) 

    Meu comentário

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h09

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    Matemática? Socorro!

    Matemática? Socorro!

    É um clichê, mas minha experiência nos últimos dez anos confirma que 99% dos jornalistas têm horror (ou, melhor ainda, pavor) de matemática.

    Mas este exercício não vai doer.

    Só de olhar pro título abaixo, sem nem ler a matéria, já dá para perceber que alguma coisa está fora da ordem? Saiu na Folha de ontem.

    PIB de São Paulo cresce no mesmo ritmo nacional e ganha mais peso no país

    Pensem um pouco antes de ler a matéria [este link é para a versão da Folha Online, aberta a todos. Se for assinante, compare com a versão da Folha, para ter idéia de como os mesmos números podem ser lidos de forma diferente].

    Meu comentário

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h01

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    O que fazer com imprecisões?

    O que fazer com imprecisões?

    Faz tempo que não aparece um exercício, né?

    Então façam este. Leiam a matéria abaixo, que tem uma imprecisão. Qual é? E como resolver?

     Temporal destelha casas e causa queda de muros em Jundiaí (SP)
    Colaboração para a Folha Online

    Um temporal ocorrido na noite de segunda-feira (10) destelhou casas e provocou a queda de muros de alguns imóveis em Jundiaí (58 km de São Paulo). Não há registro de feridos, segundo o Corpo de Bombeiros.

    Durante a manhã desta terça, a Defesa Civil percorre pontos da cidade para levantar os danos com moradores. Ainda não há estimativas com relação ao número de atingidos. A maior parte das ocorrências foi registrada das 18h às 23h de ontem.

    A previsão do tempo para hoje em Jundiaí é de tempo nublado, com possibilidade de chuva isolada, de acordo com informações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).   

    Meu comentário

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h13

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    O que não pode faltar?

    O que não pode faltar?

    Este é para quem acompanhou a final da Copa do Mundo de futebol de salão.

    Chegou esta foto, com a legenda abaixo. Que informação fundamental está faltando?

    Texto: BRA481. R O DE JANEIRO (BRASIL), 19/10/08.- El arquero Frankilin, de Brasil, detiene un penalti de Espaæa durante el partido por la final del Mundial de Fœtbol Sala que disputaron hoy, 19 de octubre de 2008, en el GimnÆsio de Maracananzinho, en Róo de Janeiro (Brasil). Brasil ganú 4 - 3 en los penales. EFE/MARCELO SAYA

    COMENTÁRIO NA SEGUNDA-FEIRA - Parabéns. Vocês sugeriram várias coisas que tornariam a legenda mais completa: que o goleiro entrou só para a decisão por pênaltis, por exemplo, e que foi Marcelo, nascido no Brasil e naturalizado espanhol, quem chutou e teve a bola defendida.

    Era informação crucial dizer que esta era a segunda defesa de Franklin, ou seja, aquela que deu ao Brasil a Copa do Mundo. Como ele rebateu duas bolas, era importante saber a qual das duas se referia esta foto, já que a segunda é mais jornalística que a primeira.  Não acham?

    E um PS para quem ficar achando que "errou" na resposta: o que realmente importa for ter se interessado pelo assunto, refletido e arriscado uma resposta. Foi ter tido vontade de aprender e dado um passo adiante. É isso que faz a gente crescer na profissão.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h29

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    Façam junto comigo

    Façam junto comigo

    Um exercício pra quem está à toa neste sábado nublado --em SP, pelo menos.

    E é em tempo real, porque este é um problema que acabei de precisar resolver, no fechamento da primeira página.

    É o seguinte: havia redigido a chamada abaixo. Ela precisa ter três bloquinhos de exatamente sete linhas, como está ali. Isso porque o texto sairia em três colunas, portanto precisa de três partes com o mesmo tamanho.

    Meus problemas: 1) não explico direito que apartamento é aquele do terceiro bloco e 2) preciso incluir duas informações: a) que fim levou Lindemberg e b) o governador defendeu a ação policial.

    Como reescrever pra dar conta de tudo? No meu caso, pra complicar, tenho dez minutos pra fazer isso sem atrasar o fechamento...

     Piorou o estado de saúde
    da estudante Eloá Pimentel,
    15, baleada na cabeça an­-
    teontem após ter ficado qua-­
    tro dias refém do ex-namo­-
    rado Lindemberg Alves, 22,
    em Santo André (SP).

    O funcionamento neuro­-
    lógico caiu para o nível mais
    crítico e ela ainda corria ris-­
    co de vida na tarde de on­-
    tem. Nayara Silva, 15, amiga
    de Eloá que levou um tiro no
    rosto, está fora de perigo.

    Responsável pela opera­
    ção, o coronel da PM Eduar-­
    do José Félix disse que não
    houve erro da polícia na vol­-
    ta de Nayara ao apartamen­-
    to e que colocaria seu filho
    no lugar dela.

    COMENTÁRIO NO DOMINGO - Achei bem legal que houvesse cinco pessoas a fim de fazer exercício de edição em pleno sábado!! Vou comentar depois as opções de vocês, mas deixa eu mostrar como eu fiz:

    Caiu para o nível mais crí­  aqui eu fui direto ao estado
    tico o estado neurológico da de saúde dela, sem primeiro dizer

    estudante Eloá Pimentel
    , 15, que piorou pra só depois explicar
    baleada na cabeça anteon­
    tem após ter ficado quatro
    dias refém do ex-namorado
    Lindemberg Alves, 22.

    Nayara Silva, 15, amiga de aqui eu tento ligar o
    Eloá que estava no aparta­    apartamento ao tiro, para
    mento e levou um tiro no     que o leitor entenda que era
    rosto
    , está fora de perigo.      o cativeiro
    Lindemberg foi transferido
    para cela isolada em centro
    de detenção em Pinheiros.

    A ação da polícia foi defen­
    dida pelo governador de SP, para incluir o governador,
    José Serra. Responsável pe­ correi a parte do filho
    la operação, o coronel da do comandante
    PM Eduardo José Félix ne­
    gou erro na volta de Nayara
    ao cativeiro
    .Págs. C1, C3 e C4

    Este texto ainda tinha um defeito: quando o jornal chegasse às mãos do leitor, havia uma possibilidade enorme que Eloá já estivesse morta. Por isso, era importante dizer de quando eram essas notícias.

    Por isso, reescrevi de novo o primeiro bloquinho:

    Estava no nível mais críti­
    co, na tarde de ontem
    , o es­
    tado neurológico de Eloá Pi­
    mentel, 15, baleada na cabe­
    ça após ter ficado quatro
    dias refém do ex-namorado
    Lindemberg Alves, 22.

    Mais tarde, com notícias mais quentes, houve um outro bom exemplo de edição. Eu havia esboçado a chamada abaixo, agora já com quatro colunas de texto, mas não estava nada contente com ela:

    Como havia possibilidade grande de Eloá já estar morta na manhã seguinte, quando o leitor recebesse o jornal, era preciso avisá-lo da provável morte cerebral. Mas meu texto estava defeituoso. As falhas que me incomodavam: a divisão do segundo bloquinho entre dois assuntos diferentes (Eloá e Nayara) e o fato de haver dois bloquinhos inteiros para o Lindemberg, o que me parecia exagerado.

    Passei-o então a minha colega VERA GUIMARÃES, que em pouco tempo melhorou-o muito:

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h39

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    Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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