Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Mudança de endereço!

Olá pessoal!

O endereço do blog Novo em Folha mudou para http://novoemfolha.blogfolha.uol.com.br/

(Não esqueça de atualizar a lista dos seus favoritos e do Google Reader. Piscadela Não sabe adicionar ao GReader? Aprenda AQUI)

Escrito por Luisa Pessoa às 14h41

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Será que o Leandro passou?

Você leu aqui no blog o post do meu colega LEANDRO MACHADO, contando a angústia que sentiu ao fazer a prova de um programa de treinamento em jornalismo?

Ele fez faculdade particular, estava concorrendo com 2.000 candidatos e achava que seria uma parada dura.

Se você não leu e quiser saber do que se trata antes de prosseguir neste relato, veja aqui.

Eu tinha ficado de descobrir se o Leandro passou ou não, afinal, naquela seleção.

E quem conta o desfecho da história para vocês é o próprio personagem da aventura (aliás, ele tem muito senso de humor! Dá até para colocar o post na nossa campanha "mais humor no jornalismo"!):

 

Inexplicavelmente, eu passei na prova de trainee. Mas depois do terremoto vem sempre o tsunami: fui convocado para a fase mais assustadora para um recém-formado em jornalismo (pelo menos para mim): a entrevista!

E, para salvar meu futuro, decidi encarar o desafio como um desses lutadores do UFC: primeiro o treino, depois, a luta.

Li todos aqueles sites que ensinam como devemos nos comportar em entrevistas de emprego, aqueles que tentam nos moldar do momento em que acordamos até a hora em que saímos da empresa:

1) seja precavido, porque pode chover, então leve o guarda-chuva;
2) veja bem, calça preta não combina com camisas amarelas;
3) leve alguma coisa para ler, de preferência uma revista internacional;
4) na hora da entrevista, olhe bem nos olhos do entrevistador;
5) não bata o pé no chão, pois dá a entender que você quer ir embora;
6) pergunte o nome dos entrevistadores, eles vão gostar;
7) não use o perfeccionismo como defeito.

Enfim, li todas essas dicas e, mesmo assim, fiquei nervoso.

E se o entrevistador for um daqueles jornalistas com 345 anos de profissão? Ele vai me ver e, na hora, decretar: “Olha, Leandro, sinto muito, mas você não leva jeito pro jornalismo”. E eu, medroso, vou escorregando para debaixo da mesa enquanto o dinossauro tenta me esmagar.

E se ele quiser saber minha opinião sobre a crise do capitalismo? Ah, e o neoliberalismo, você gosta? O que foi mesmo a guerra da Bósnia? Daniel Dantas é ator ou banqueiro? E se ele quiser saber o que acho do Lula? Do FHC? Qual o nome do fundador do jornal? E se ele quiser saber...

Pesquisei tudo, é claro, mas, durante a entrevista, nada disso foi solicitado. “Onde mora sua namorada, Leandro? Tem cachorro? Vive com seus pais? Me conta qual foi o dia mais feliz da sua vida? E o mais triste?”. E assim foi...

O discurso para essa entrevista eu não tinha preparado. Foi tudo tão natural que nem nervoso eu fiquei. Não passei, mas, hoje, sei que a fórmula perfeita para se dar bem ainda não foi inventada.

Fiquei mal e achei mesmo que o melhor era mudar de profissão, aquelas coisas. Dois meses depois, recebi um telefonema: "Leandro, quer trabalhar na Folha? A entrevista é no dia...".

E aqui estou.

E vocês, também acham que a entrevista é a parte mais assustadora para um recém-formado? Por quê?

 [Mais tarde eu coloco aqui os links de outros posts que dão dicas para seleções --não, eu não digo para levar guarda-chuva, rsrsrs]

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h14

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Até as 11h de hoje, 1.860.424 posts de blog já haviam sido escritos no dia

 São quase 3 mil posts por minuto!! Se a distribuição fosse uniforme, em cada país da Terra haveria 14 pessoas publicando um post a cada minuto.

Mas agora, quando você está aqui nos visitando, todos esses números (e muitos outros) já mudaram!

O site, Worldmeter, é muito divertido. Jornalisticamente, o que ele tem de melhor é a fonte dos dados, que pode ser útil quando precisarmos achar estatísticas sobre cada um dos assuntos que eles medem.

A dica foi de meu professor Guilherme Alpendre, da Abraji Jóia

Aliás, se você gosta de jornalismo e ainda não é membro da Abraji, considere essa opção. Custa, por ano, apenas 0,000005 % do que foi gasto em educação no mundo apenas nas primeiras 11 horas do dia de hoje. Isso se você já for profissional. Se você for estudante, a taxa anual equivale a 0,000002 % do que foi gasto até as 11h de hoje em educação. (menos que um copo de chopp por semana). Bem humorado


E por falar em estatísticas, não deixe de ler o post abaixo!!

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h15

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Estatísticas e jornalismo

Como utilizar informações estatísticas em reportagens?

O Getstats fez uma lista com 12 dicas básicas para nenhum jornalista se deixar enganar pelos números...

A Abraji publicou em seu site a tradução de parte das dicas (mas vale a pena dar uma olhada no texto original, em inglês, que é mais detalhado) Piscadela

"Check-list da "higiene numérica"
1. Cuidado com quem fornece os dados. Quem os processou; quais são as credenciais do fornecedor; ele está vendendo algo?
 
2. Se a reportagem é baseada em uma amostra, essa amostra é uma representação justa do plano maior?
 
3. O que exatamente os pesquisadores perguntaram (em casos de enquetes ou pesquisas de opinião, por exemplo)? O que o público entende pode não coincidir com a ideia que o pesquisador tinha ao formular a questão.
 
4. Que tipo de dado foi fornecido: média ou mediana?
 
5. Ao trabalhar com uma amostra, cheque a margem de erro fornecida. Dependendo do caso, a comparação entre dois ou mais elementos fica prejudicada. Por exemplo, uma pesquisa que aponta que 52% de pessoas são a favor do aborto e tem margem de erro de 3 pontos não afirma categoricamente que mais da metade dos entrevistados é a favor do aborto.
 
6. Uma alteração nos números não representa uma tendência. Desvios aparecem frequentemente. Por exemplo: um número que seja muito maior do que os demais pode prejudicar o cálculo de uma média simples.
 
7. Cuidado ao fazer associações de causa e efeito. Números nem sempre fornecem relações diretas.
 
8. Na hora de mostrar casos raros/diferentes, as reportagens devem contextualizá-los.
 
9. Comparações podem fazer riscos ficarem mais inteligíveis. Ao apresentar o risco de morrer durante uma cirurgia com anestesia geral, por exemplo, diga que ele é igual, em média, ao risco de morrer andando de moto a 100 km/h.
 
10. Dê uma visão equilibrada dos números que estão sendo mostrados. "Pode ser de até 1.000" aponta para um extremo; melhor dizer "é pouco provável que seja maior do que 1.000".
 
11. Ao mostrar a frequência de um evento, faça-o em  relação a um certo número de pessoas. Por exemplo: uma em cada cem pessoas são atingidas por raios na cidade de Jundiaí.
 
12. Use gráficos só quando forem claros e contarem a história que está no texto." 

 

Escrito por Luisa Pessoa às 15h08

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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