Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Desafio corrigido!

 
 

Desafio corrigido!

  Como prometi colocar aqui o meu miniconto, vou me submeter a isso, apesar de ele ter ficado BEM pior que o de todos que enviaram. Se fosse um campeonato, eu teria ficado em último facim-facim. Mas a ideia é mostrar o que o Fabrício corrigiu. Então, lá vamos nós (Com vergonha):

 

 Ficou assim depois que ganhou uma fortuna no cassino , cochichou a senhoria, a escada rangendo atrás de si.  Acabrunhado, com medo de todos, sabe? Entra aqui, tira o chapéu com esse olhar vazio, sobe para o quarto, bate a porta. Às vezes passa dias sem comer. Não agüento ver isso. Acho que pirou, sabe? Não agüentou a pressão. Dizem que ganhou um milhão. Deu metade à família, uns mortos de fome como ele era, ouviu ameaças da ex-mulher, que hoje vive com um gigolô sem uma esteira pra dar um ataque. Outro dia uns agiotas invadiram-lhe o quarto e reviraram tudo. Eu teria colocado ele pra fora depois disso, não gosto de confusão por aqui, mas, como digo, não agüento, já são mais de dez anos de convívio, né? E ele dobrou o pagamento, é um homem generoso. Acho que ele não se deu conta de que pode comprar um castelo e largar essa pensão, sabe? Bem, nem sei se ainda pode. Acho que a vadia disse coisas que não há ouvido que agüente, os agiotas só querem lhe sugar o sangue. Se ele não morasse aqui, quem sabe já não teria sido morto por essa gente...

Foi interrompida por um estalido seco. Subiu correndo as escadas, Oh, Carlos, o que você fez!, enquanto o outro preferiu procurar outra pensão para morar.

 

Só tem um probleminha: esqueci o papel com as correções lá no jornal (já estou em casa) Tonto. Juro que não foi de propósito! Mas lembro bem os pontos que ele comentou:

  1. Acho que ele gostou da solução do monólogo, mas disse que, em alguns momentos, eu uso uma linguagem que não é cabível num texto oral, como o que simulei. Por exemplo, ao dizer "invadiram-lhe" e "lhe sugar". Ninguém conversa assim.
  2. Por outro lado, embora seja comum a repetição de termos na linguagem oral (e acho que minhas repetições foram involuntariamente conscientes, já que eu estava pensando com a cabeça de uma mulher fofoqueira contando um causo em disparada. Pelo menos o "sabe?" foi consciente), é muito ruim repetir palavras tantas vezes, ainda mais num texto tão curto, o que as deixa tão próximas. É o caso do verbo "agüentar" e suas conjugações.
  3. Ele não gostou do "Oh, Carlos", se não me engano, mas não lembro por quê. Acho que achou exagerado.
  4. Também achou exagerado a senhoria chamando a mulher do cara de vadia.
  5. "Estalido seco" é clichê, ele lembrou.
  6. Por fim, ele gostou do final, em que não esqueci do ouvinte e retomei ele na história, ao mesmo tempo fazendo um julgamento de valor sobre os personagens a partir da cabeça daquele espectador dos fatos.
Agora desafio vocês a outra coisa mais chata, mas que não deixa de ser um exercício: pegar esse meu texto, ou o dos colegas no post abaixo, e fazer adaptações para que ele fique melhor (isso implica em apontar outros problemas no texto, ler de forma bem crítica). Não sou uma pessoa apegada a textos, podem meter o pau! Bem humorado

Escrito por Cris às 22h32

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Desafio aceito!

 

  Na última terça propus um desafio aqui no blog, que já nos tinha sido proposto pelo professor Fabrício Corsaletti.

Felizmente, vários aceitaram e enviaram textos excelentes:


"Monte Carlo. Estorou a banca e, então, os miolos. Um milhão órfãos."

Roberto Takata, Beagá-MG


"Ele estava esperando o dia no qual a grande sorte bateria à sua porta para consumar o que estava planejando havia muito tempo. E ela chegou justamente no Black Jack, no Cassino de Monte Carlo. Naquele dia as coisas deram certo. Sempre experimentava o limite nas suas apostas. Depois de algumas horas, estava com um milhão de dólares à sua disposição. Voltaria para casa feliz. Satisfeito. Afinal, estava próximo por em prática o que estava pensando insistentemente. O fracasso nos negócios o deixara deprimido. Não gostaria de morrer pobre. O disparo no coração foi o ato final de um homem amargurado e preso ao passado."

Batista Cruz, Feira de Santana-BA


"O Cavaleiro das Trevas"): Ele se olha no espelho. A navalha limpa a espuma de seu rosto como um rodo delicado. Um milhão. Quem diria. Sem suar nada, exceto por nervosismo. Os melhores e mais viciados jogadores do mundo estavam em Monte Carlo. Um milhão. Qualquer um a esta altura estaria pensando em como queimar esse dinheiro. Em como ele lhe resolveria a vida. Ele, não. Tudo o que ele pensa é quanto desse milhão será oficialmente encontrado pela polícia, enquanto fecha os olhos e risca a navalha em sua garganta com um só puxão." 

Marcelo Soares, São Paulo-SP


"Vida. Desde criança, havia percebido que o inverno chegava mais cedo para ele. Naquela noite, o fato parecia se intensificar ainda mais. Na rua, um pedinte tinha algo qualquer na perna esquerda. Ou direita. Ou no braço. Uma nota, uma emergência, uma ferida. Passou rapidamente por aquele homem, que parecia falar um dialeto singular. Andou mais um pouco e entrou no cassino. Apostou. Imaginou vencer. Na mesma rua, nem sombra de qualquer ser humano. Entrou em casa, rasgou as cédulas, deixou, entre seus dedos, apenas uma quantia inferior a que tinha quando quase avistou o pedinte. "A vida tem seu preço", pensou. Apertou o gatilho e não houve quem ouvisse o estrondo. A nota se balançava, mas permanecia firme entre as mãos do homem, como a entender o quadro que se instaurou naquele lugar."

Juliana, Beagá-MG


"Caminha poucas quadras até o cassino em uma noite de brisa suave. Observa à sua direita a marina de Monte Carlo, os barcos com luzes que se movem muito discretamente sob um farfalho d’água. Trabalhara o dia todo no quarto do hotel. Terminara seu romance. Merecia uma bebida e algumas horas à mesa de pôquer. Quando saiu, amanhecia. Tinha os olhos injetados de silêncio. A brisa agora era fria, o sol ainda não a aquecera. Foi sua noite de sorte, mas também de astúcia, e cada um naquela mesa foi destroçado por seu jogo agressivo, farsante e duro. Um milhão; tanto e tão pouco. Voltou para o hotel, abriu a porta da sacada, acendeu um cigarro. Na mesa seu romance, sobre a cama seu dinheiro, sobre a marina seu corpo viajante. Um voo sem retorno, lançado da sacada de um hotel em Mônaco, à procura de algum sentido."

Rogério de Moraes, São Paulo-SP

Só não reproduzi os que não cumpriram o objetivo principal do exercício, que era escrever todo o conto em até dez linhas. Teriam estourado a retranca e levado um xingão do editor Bem humorado Mesmo assim, são todos muito bons e vocês podem ler AQUI.

Alguém mais quer esgrimar aí nos comentsMuito feliz

Escrito por Cris às 22h17

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Jornalismo com informações públicas

 
 

Jornalismo com informações públicas

A Abraji abriu inscrições para o curso on-line "Transparência e investigação: jornalismo com informações públicas".

O treinamento é gratuito e tem financiamento do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação, da UNESCO.

O objetivo do curso é levar a repórteres conhecimentos e ferramentas para a realização de reportagens baseadas em informações disponibilizadas por órgãos públicos.

Interessados podem se inscrever aqui

 

Veja mais informações aqui: http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=1777

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h41

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O desafio de Tchekhov

  Toda quarta-feira, estou participando de uma oficina de narrativas com o Fabrício Corsaletti, que nos ensina a ler com um outro olhar as obras de grandes escritores e discutir técnicas narrativas que podem ser usadas no texto jornalístico.

No exercício da primeira aula, ele pediu que a gente escrevesse um miniconto, com no máximo 10 linhas, a partir do seguinte tema: "Um homem, em Monte Carlo, vai ao cassino, ganha um milhão, volta para casa, se suicida. (Tchekhov)"

Todo mundo da turma se esforçou para escrever esse miniconto da melhor maneira possível e entregou ao Fabrício para ele comentar.

Amanhã ele deve nos devolver as versões corrigidas, e devo colocar a minha aqui, com o que aprendi.

Mas, antes, quem se arrisca a exercitar esse miniconto, aí nos comentários? Bem humorado

Escrito por Cris às 19h26

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+ 16 novas vagas para jornalistas em todo o país

Escrito por Cris às 19h12

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Entrevistas exemplares da BBC

 A dica é do nosso professor de direito, Gustavo Romano Jóia:

O In Our Time, programa da rádio BBC4, colou em seu site, disponível para download, todas as 500 entrevistas levadas ao ar nos últimos 14 anos.

Não existe nada comparável a isso no Brasil (ou em qualquer outro país do mundo, que eu saiba), mas basicamente são entrevistas de 30 a 42 minutos, sempre com três superespecialistas (professores das melhores universidades do mundo, ganhadores de Nobel etc.) em uma determinada área, discutindo um único assunto por entrevista.

Os assuntos vão de física quântica a idade do bronze, passando por religiões mortas, filosofia, vida em Marte e artes.

Vale MUITO a pena ouvir e fazer o download.

As entrevistas estão separados por grandes áreas. Os links, infelizmente, estão muito escondidos dentro do site, por isso seguem:

Cultura (123 documentários): www.bbc.co.uk/podcasts/series/iotc/all

História (131 documentários): www.bbc.co.uk/podcasts/series/ioth/all

Filosofia (62 documentários): www.bbc.co.uk/podcasts/series/iotp/all

Religião (39 documentários): www.bbc.co.uk/podcasts/series/iotr/all

Ciência (145 documentários): www.bbc.co.uk/podcasts/series/iots/all

 

O programa vai ao ar na BBC4 às quintas, o que quer dizer que está disponível para download na quinta a noite.

Para assinar o podcast com os episódios futuros usando o itunes, o link é esse: itpc://downloads.bbc.co.uk/podcasts/radio4/iots/rss.xml

 


 

 Para entender melhor o direito e com ele se relaciona com nosso trabalho em jornalismo e nossa vida prática, leia aqui o blog do Gustavo

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h31

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Estude em Stanford de graça

A dica é do site Catraca Livre. Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h56

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+ 26 vagas para jornalistas; 2 na Folha

 
 

+ 26 vagas para jornalistas; 2 na Folha

  A Folha abriu concurso para pesquisador editorial em literatura brasileira, com salário de R$ 2.500, por três meses. As inscrições terminam no dia 10.

Também está aberto concurso para redator de mídias sociais, colaborador, até dezembro. Inscrições terminam nesta quarta, dia 5/10.

E mais:

Inglaterra

Todo o Brasil

São Paulo

Pernambuco

Brasília

Rio de Janeiro

Minas

Rio Grande do Sul

Este blog apenas divulga oportunidades de trabalho que chegam a nosso conhecimento. Não nos responsabilizamos pelas vagas que não são da Folha.

Primeiros passos para entrar em 13 grandes veículos de comunicação do país 

Acompanhe os concursos da Folha

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h59

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Como não comprar gato por lebre (imagens adulteradas)

Quando a foto acima foi divulgada, houve um zum-zum-zum de que ela teria sido adulterada para deixar Jobs mais magro.

No mundo da imagem digital e dos softwares cada vez mais sofisticados, esse é um risco real.

Para evitá-lo, siga as dicas da International Journalists Network (resuminho abaixo, mas não deixe de ler o post original para ver imagens e exemplos).

A regra geral é "Se é bom demais pra ser verdade, provavelmente é falso":

1. Verifique informações anexadas à imagem em programas especiais (clique aqui para ver um deles)

2. Use Image Level Analyzer para procurar alterações

3. Compare o suposto local da foto com outras imagens seguras que tenha da mesma região. Cheque a estação climática e o horário, veja se as condições de luz e sombra da foto batem.

4. Verifique roupas, prédios, idiomas, placas de carro e outras pistas

5. Pesquise na internet sobre o remetente da imagem

6. Peça outros frames da mesma história, para ver se a sequência faz sentido

7. Entreviste o autor da imagem pessoalmente ou por telefone

8. Use TinEye, um buscador reverso de imagens


Sobre publicar ou não a foto de Jobs, leia aqui a opinião de leitores deste blog e aqui o post da Cris, com link para a coluna da ombudsman Suzana Singer sobre o tema.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h54

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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