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Novo em Folha

 

Para ler balanços

Várias pautas interessantes podem ser garimpadas nos numerozinhos miúdos dos balanços de empresas. Só precisa saber lê-los, e isso é o que costuma ser mais difícil. Às vezes pode estar lá o detalhe que vai levar a uma pergunta reveladora. Já aconteceu comigo, quando fui entrevistar o presidente de uma empresa que vende um produto cujo uso as autoridades tentam proibir no Brasil. Ele reclamava que uma lei de São Paulo o estava impedindo de exportar para países que ainda usam o produto. Eu tinha anotado, antes da entrevista, quanto eles haviam declarado exportar e quanto as exportações haviam crescido. Se eu fosse craque em ler balanços, poderia ter extraído ainda mais coisas. Infelizmente, não sou. Mas existe onde buscar subsídios pra ler melhor os dados financeiros.

Um blog especializado em educação financeira, com base nos EUA, publicou algumas dicas interessantes neste ano. Embora a legislação tributária e algumas regras contábeis possam ser diferentes de um país para o outro, o básico da contabilidade não muda. Por isso, veja lá:

The Profit and Loss Statement

The Balance Sheet

Cash Flow

Analyzing Financial Statements

Se você prefere ler em português, visite este site da União Europeia.

Na dúvida, se você tiver tempo, procure ter na agenda o telefone de um bom contador, ou professor de contabilidade, e o entreviste, ainda que em off, quando tiver de ler um balanço.

Escrito por Marcelo Soares às 14h05

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O que faz a editoria de Novas Plataformas?

Outro dia postei aqui um relato da Heloísa Negrão sobre recursos do iPhone para fazer reportagem. A leitora Juliana Siqueira, que pesquisou assuntos correlatos para a sua monografia, perguntou o que faz a editoria. A Heloísa responde:

A editoria de Novas Plataformas é responsável pela publicação da Folha em tablets e celulares.

No caso dos celulares, o jornal tem um aplicativo para iPhone com as últimas notícias da Folha.com e também o m.folha.com.br, que traz o conteúdo da Folha.com em um layout específico para as telinhas dos celulares -- mais leve e menor. O app e o m.Folha são atualizados dia e noite. 

Para tablets, existem três aplicativos: um para o sistema iOS (o do iPad) e dois para Android (versões 2.2 e 3.0).

No iPad, existem duas maneiras de ler a Folha. Uma está editada exclusivamente para o tablet. Reúne todo o conteúdo do jornal impresso mais atualizações e vídeos da Folha.com. Outra maneira é baixar a edição digital, que é a reprodução do jornal impresso.

Uma equipe trabalha para transpor o jornal impresso para esta edição exclusiva para tablet. Editamos chamadas e, em alguns casos, fotos (por exemplo, uma imagem vertical que cai perfeitamente bem na primeira página do jornal, às vezes não cabe nos “quadradinhos” do app). A forma de hierarquização das notícias não necessariamente é a mesma das páginas do papel.

Você costuma ler a versão mobile da Folha ou de outros jornais? Qual é o seu aplicativo favorito? E o que você acha mais legal nele?

Escrito por Marcelo Soares às 16h56

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+ 31 novas vagas para jornalistas, em 10 Estados!

 
 

+ 31 novas vagas para jornalistas, em 10 Estados!

  Vagas em DEZ Estados e no exterior!!! surpreso

Londres

São Paulo

Pernambuco

Rio

Paraná

Rio Grande do Sul

Maranhão

Rio Grande do Norte

Santa Catarina

Pará

Bahia

Este blog apenas divulga oportunidades de trabalho que chegam a nosso conhecimento. Não nos responsabilizamos pelas vagas que não são da Folha.

Primeiros passos para entrar em 13 grandes veículos de comunicação do país 

Acompanhe os concursos da Folha

Escrito por Cris às 18h48

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Sabatina em quadrinhos com Joe Sacco

Já que estamos falando em jornalismo em áreas de conflito (veja o post abaixo), bora falar de alguém que faz essa cobertura de maneira única.

Joe Sacco já fez reportagens em quadrinhos sobre a Palestina, sobre a Bósnia e sobre a Faixa de Gaza. Nos últimos anos, vêm pipocando monografias e outros estudos sobre seu trabalho.

(Parêntese para uma das minhas broncas na vida. "Jornalismo em quadrinhos" juntou-se ao "jornalismo literário" como um daqueles modismos que estudante de jornalismo adora "falar sobre", mas fazer, que é bom, nada.)

Na terça, Sacco foi sabatinado por jornalistas da Folha e do UOL sobre seu trabalho. Num toque singelo, em vez de fazer uma reportagem tradicional sobre a sabatina, o pessoal da Ilustrada fez uma notícia em quadrinhos sobre o evento.

Pra isso, chamou dois feras do desenho: Fábio Moon e Gabriel Bá, autores de uma das dez melhores graphic novels de 2011 segundo a Amazon. Seguindo o estilo de Sacco, eles fizeram em preto-e-branco, sem tons de cinza. Pena que não tinha prédios de fundo, pra ver se eles seguiriam o detalhismo de Sacco nos cenários.

O primeiro quadrinho ficou assim:

O material publicado pela Ilustrada tem detalhes interessantes. Como em todas as notícias sobre as sabatinas da Folha, ele inclui pequenos depoimentos de participantes, com fotinhos. Inclusive esses estão em quadrinhos.

Se você é assinante da Folha ou do UOL, clique aqui pra ler.

Não conhece ainda o trabalho do Joe Sacco? Estes são os livros dele já publicados no Brasil:

Área de Segurança Gorazde (Conrad, 2001)

Uma história de Sarajevo (Conrad, 2005)

Derrotista (Conrad, 2006)

Notas sobre Gaza (Cia. das Letras, 2010)

Palestina (Conrad, 2011 - reedição)

Escrito por Marcelo Soares às 16h34

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Jornalismo e conflitos armados

Estão abertas as inscrições para o 10º curso de Jornalismo e Conflitos Armados e Outras Situações de Violência. O curso é um módulo do projeto "Repórter do Futuro", oferecido pela Oboré, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

O curso abordará aspectos do Direito Internacional Humanitário, ou Direito Internacional dos Conflitos Armados, úteis para o trabalho da imprensa. Também será apresentada uma descrição da ação humanitária do CICV em quase 80 países e, por fim, haverá debates sobre questões éticas, técnicas e jurídicas ligadas ao trabalho do jornalista em missão profissional perigosa.

Os conferencistas deste ano serão o jornalista da "Folha de S.Paulo" Samy Adghirni, especialista em assuntos do Oriente Médio e política externa, o assessor jurídico do CICV, Gabriel Valladares, e o coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo e assessor do CICV André Vianna, além de um oficial do Exército.

Ao todo, são 20 vagas oferecidas exclusivamente a estudantes universitários de graduação que tenham interesse nessa área do jornalismo. Pessoas já graduadas podem acompanhar o curso somente como observadores. Os interessados devem preencher uma ficha de pré-inscrição, disponível de 1º a 15 de agosto no site da Oboré.

A seleção será realizada no dia 20 de agosto, durante um encontro de confraternização com a presença do chefe da delegação regional do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, Felipe Donoso.

Escrito por Marcelo Soares às 16h02

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Cobertura de desastres: o osso do jornalismo

 Todo ofício tem um ou mais ossos e com o jornalismo não poderia ser diferente.

Para mim, o osso mais comprido que temos que enfrentar é quando precisamos conversar com parentes de pessoas que acabaram de morrer em uma tragédia.

E haja tragédia! Jornalista é o profissional que, junto aos médicos, bombeiros e policiais, com mais frequência tem que lidar com tragédias e desastres e crimes e acidentes. Principalmente o jornalista de cidades.

Daí o sujeito acabou de descobrir que perdeu a amada mulher e mãe de seu filho, que está em estado grave, e você tem que chegar para ele e ver se ele topa falar um pouco sobre a esposa, quem ela era, qual a história dela.

O que ele quer, nessa hora, é te enforcar.

E há muitos que realmente tratam o jornalista como se fosse o culpado, o assassino, o pior ser humano da Terra, o causador daquele desastre.

E nós temos que, pacientemente, explicar que não somos urubus (pelo menos não todos). Que o que queremos é mostrar à sociedade que aquela vítima não é só mais um número na estatística de violência de São Paulo, mas uma pessoa com nome e sobrenome, história, realizações, sonhos e planos que deixaram de ser cumpridos. Ou seja, alguém como eu, você e os leitores, que poderão perceber que aquele crime foi grave e não pode ser banalizado -- como nenhum crime deveria ser.

Confesso que toda vez que eu tenho que ir a um velório ou enterro ou porta de hospital ou beira de casas soterradas etc para falar com parente arrasado, que acabou de perder um ente querido, penso por que é mesmo que eu gosto de ser jornalista. É só quando consigo convencer a pessoa de tudo isso que eu disse no parágrafo anterior e ouço dela um verdadeiro obituário carinhoso sobre a vítima e ganho subsídios para escrever uma matéria que pode tocar alguém (inclusive os culpados pelo crime, as autoridades etc) é que me lembro.

Mas não é fácil. Alguém tem um truque para compartilhar? Ou quer dividir uma história de cobertura parecida?

Escrito por Cris às 23h11

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O trânsito atrapalha a apuração?

 
 

O trânsito atrapalha a apuração?

  A leitora Martha perguntou neste post:

"numa cidade como SP, de trânsito lento, como vcs avaliam as pautas, o que vale ir para a rua e o que será feito por telefone da redação. O quanto o trânsito influencia nesse julgamento? E quanto tempo vcs perdem em deslocamento? Vcs levam notebok e mandam as matérias do local ou voltam para a redação?"

Olha, eu acho que o trânsito influencia pouco na decisão da escolha pela forma de apuração em si. Algumas matérias podem ser facilmente apuradas por telefone. Noutras, é indispensável ir até o local para ver o que está acontecendo, dar dimensões aos fatos, falar com personagens etc. Por exemplo, no caso do deslizamento no morro da Mata Virgem, era indispensável que alguém fosse ao local para falar com os moradores, mas foi perfeitamente possível apurar outras informações complementares sobre o acidente da Redação, como dois colegas fizeram e mostrei no outro post.

Agora, se é indispensável ir até um local e o trânsito está atravancado e está perto da hora do fechamento, o que fazer? Uma opção é essa que você falou: levar o notebook para passar as coisas do local. Que eu me lembre, nunca fiz isso em Cotidiano (mas o pessoal de Esporte, por exemplo, faz direto). E há outras duas opções: passar todas as informações para algum redator transformar num texto ou escrever um texto com começo, meio e fim e ditar para alguém por telefone. Isso é feito desde que o mundo é mundo, com a diferença que antes os jornalistas tinham que correr atrás de um orelhão para ditar o texto, se achasse que não daria tempo de chegar para escrever.

Hoje mesmo tive que ficar um tempo de plantão numa delegacia que não é exatamente longe da Redação, mas separada por uma Nove de Julho bem engarrafada. Para agilizar, pedi à minha colega FABIANA REWALD, que estava pegando meus retornos, para acessar minha agenda no Excel e me passar uns telefones úteis para eu ir apurando pelo celular. Como eu não teria tempo de chegar à Redação para o primeiro fechamento (às 20h), escrevi no bloquinho e ditei pra ela escrever a notinha. Depois voltei pra Redação e aumentei o tamanho do texto para o segundo fechamento (às 23h).

O importante é tentarmos uma forma de contornar o problema do trânsito para que ele afete o mínimo possível a qualidade da informação. A vantagem de trabalhar numa Redação é que estamos sempre em equipe e podemos contar com o apoio dos colegas do online, da foto, do fechamento, com outros repórteres...

Escrito por Cris às 00h00

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Reportagem com o iPhone

Heloísa Negrão, da editoria de Novas Plataformas da Folha, participou na semana passada de um "webinário" sobre como usar o iPhone para reportagem. E mandou pra gente um relato do que ouviu:

 

iPhone e o iReporter

O repórter Neal Augenstein, da rádio WTOP, de Washington,  diz ser o primeiro jornalista a substituir o notebook/gravador pelo iPhone. Em seminários na web, ele dá dicas sobre como usar o smartphone da Apple e seus aplicativos na profissão -- principalmente no jornalismo de rádio.

- Ele usa o aplicativo Vericorder - VCA Audio Pro (US$ 5,99 na Apple Store), que permite gravar e editar áudio no próprio iPhone. O áudio final pode ser enviado para a redação via e-mail também pelo telefone. Neste vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=LWz2x9dXpsM&feature=player_embedded), Augenstein ensina a usar o app;

- Augenstein diz usar e estar satisfeito com o microfone do próprio iPhone 4 -- mas faz a ressalva de que é um pouco sensível ao vento. Quando tinha o modelo 3GS, o repórter usava o microfone Blue Mikey, que pode ser acoplado no telefone (http://www.bluemic.com/mikey/), porém o acessório não é compatível com iPhone 4.

- Augenstein recomenda colocar o iPhone no modo avião quando o repórter for gravar uma entrevista/coletiva, dessa maneira nenhuma ligação poderá interromper a gravação. Além disso, depois de dar o play, ele recomenda apertar o botão on/off, assim nenhum esbarrão na tela causará a perda do material;

- O repórter adaptou um suporte de microfone para usá-lo com o iPhone (veja a imagem), para isso usou super-cola e um pedaço de espuma (para não quebrar a tela)

- Caso o entrevistado esteja longe, Augenstein recomenda usar um adaptador de microfone no iPhone, ele indica este daqui - http://www.kvconnection.com/product-p/km-iphone-xtrs.htm

- Augenstein leva sempre um carregador de iPhone (que possa ser ligado no acendedor do carro), pois a bateria do telefone não dura muito;

- Para fazer transmissões (de rádio) ao vivo, ele sugere usar o Skype, pois a conexão WiFi é melhor do que a ligação normal de celular dependendo de onde o repórter estiver;

- O USTream.com possibilita transmitir ao vivo um vídeo gravado pelo iPhone. É preciso fazer uma assinatura do serviço no site e baixar o app Ustream no iPhone. Ao abrir o app e tocar sobre o "Go", o que for filmado vai direto para o Ustream (o site oferece código para colocar o vídeo em outros sites ou blogs);

- Para editar a foto rapidamente, sem precisar de nenhum app, use o “print-screem do telefone. Selecione a imagem que você deseja cortar na galeria de imagens, redimensione usando seus dedos (movimento de pinça) e depois tire um print screem da tela (apertando o botão central e o de desligar ao mesmo tempo). A nova imagem será salva automaticamente na galeria de imagens.

-- Augenstein tuíta com frequência pelo iPhone. Ele diz que é mais rápido mostrar uma foto pela rede social do que enviar para a redação. O aplicativo do Twitter para iPhone é gratuito;  

Mais dicas no Tumblr  -- http://iphonereporting.tumblr.com/

***

Eu e a Cris fizemos posts sobre assuntos relacionados nas últimas semanas:

Cris: "Com que telefone eu vou?"

Eu: "Cobrindo um desastre via Twitter"

Tem alguma dúvida ou dica sobre o assunto? Poste aqui nos comentários!

Escrito por Marcelo Soares às 14h41

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Curso de documentário na Escola São Paulo

A diretora Paola Prestes (veja alguns curtas seus aqui) ministra um curso de documentário a partir do dia 12 de agosto, na Escola São Paulo.

Haverá três tipos de aulas:

- Fundamentos em documentário (história, pesquisa, roteiro/edição, linguagem)
- Aulas técnicas sobre fotografia (com Rodolfo Sanchez) e som (com Luiz Adelmo Manzano)
- Oficinas onde os alunos farão um vídeo-documentário (com Marco Del Fiol)

Também haverá convidados: Toni Venturi, para uma conversa sobre a vocação política do documentário, e Jean-Claude Bernardet. para uma conversa sobre novas linguagens em documentário.

Ao final do curso, os participantes deverão ter um documentário pronto ou em fase de finalização.

Para saber mais, procure Karen Keppe na Escola São Paulo (11-3060-3636) ou visite o site http://www.escolasaopaulo.org/cursos/cinema

Escrito por Marcelo Soares às 13h45

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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