Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

51ª turma - Aguirre por Fernanda, Fernanda por Aguirre

 Sexta à noite, fim de semana chegando, bom momento pra conhecer pessoas novas, certo? Portanto, é hora (já passou da hora, na verdade) de apresentar a vocês os trainees da 51ª turma! Comecemos, então, com AGUIRRE TALENTO e FERNANDA REIS.

Uma observação: desta vez, todos os vídeos de apresentação dos trainees foram feitos por LUCIANO ABE e DOUGLAS LAMBERT, os especialistas em vídeo da turma!

Aguirre Talento, 23 anos, formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia

Sou nascido e criado em Salvador, mas só depois da adolescência é que fui me apaixonando pela diversidade cultural da Bahia. Antes, fui um fã xiita de heavy metal na terra do dendê, mas pouco a pouco minha cabeça foi se abrindo, mudança que foi selada ao cortar os cabelos longos que eu cultivava. Desde criança li muito, incentivado inicialmente por gibis que meu pai me dava, e também gostava de escrever. Eu costumava criar jornaizinhos sobre videogames só por diversão. Admirava o trabalho de jornalista de meu pai, que foi uma das influências para que eu me decidisse pela profissão. Também cogitei fazer faculdade de computação, por causa da afinidade que tenho com tecnologias, mas desisti, assustado pela pesada carga de matemática. Até gosto das operações com números, mas o nível seria elevado demais para manter minha sanidade mental. Jornalismo depois se provou a escolha certa e hoje não me vejo fazendo outra coisa. Durante a faculdade, escrevi para um site sobre rock, passei um tempo na assessoria de imprensa de um colégio e depois estagiei no jornal  "A Tarde", que posteriormente foi meu primeiro emprego após a conclusão do curso. Passei por editorias diversas, por isso desenvolvi interesses variados, mas minha maior paixão é a cobertura política. Já estou acostumado às piadinhas com meu sobrenome "Talento", mas espero ouvir mais algumas por aí. Também meu aniversário, em 11 de setembro, é outro mote para as brincadeiras. Ainda bem que o bom humor é uma das minhas maiores qualidades.

Fernanda Reis, 21 anos, paulistana, vai se formar este ano em ciências sociais pela USP

Nasci em São Paulo e morei na cidade quase toda minha vida, com exceção de dois anos que passei em Paris com a minha família. Sempre gostei de ler e escrever – quando criança escrevia várias histórias e tinha muitos livros planejados –, e por isso sempre gostei mais de ciências humanas do que de exatas. Escolhi fazer faculdade de ciências sociais por gostar de estudar ciência política e por acreditar que aprenderia muito sobre muitas coisas diferentes. Acertei na escolha, mas nunca quis ser acadêmica e há tempos sonho em enveredar pelo jornalismo.

Em São Paulo, gosto de ir ao cinema e de passar tempo em livrarias. Além de romances, gosto de comprar livros de culinária – apesar de cozinhar pouco –, livros sobre esportes – apesar de não ter a menor aptidão para praticá-los – e livros sobre os Beatles. Adoro também livros de viagens para programar roteiros, mesmo que para datas ainda não definidas.

Escrito por Luiz Gustavo às 20h57

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As megacoberturas

 
 

As megacoberturas

  (Primeiro eu queria pedir desculpas pelo sumiço recorde, mas é que esses últimos dias foram muuuuito intensos).

Não é todo dia que acontecem megacoberturas, daquelas que mobilizam uma ou mais editorias inteeeeeiras e fazem o jornal todo ficar em alerta sobre o assunto.

A última, antes de ontem, foi quando o tsunami varreu o Japão.

As revoltas árabes, por terem se dissolvido ao longo de vários dias, tiveram um impacto menor (penso eu, que nunca pisei na editoria de Mundo).

Em Cotidiano, não me lembro de ter participado de outra como ontem. O mais perto que cheguei disso foi quando a linha vermelha do metrô deu uma pane por várias horas e o Guto, pauteiro da editoria, saiu ligando para todos chegarem mais cedo, para fazerem um caderno que ficou quase especialmente focado no problema do metrô.

Outras coberturas mega foram o apagão generalizado no país e o desapareciento do avião da Air France, que aconteceram quando eu já estava no jornal, mas não estava em Cotidiano.

Portanto, ontem foi minha estreia nesse tipo de cobertura. E é muito diferente do dia-a-dia, muito mesmo. As energias ficam todas concentradas naquele assunto. A preocupação de todos gira em torno disso. Você deixa de almoçar e trabalha até mais tarde, mas não percebe. Você fica ligadíssimo na internet e na TV, vendo a cobertura de todos, mas ainda quer descobrir algo que ninguém achou (como se fosse possível) ou pensar numa abordagem que ninguém pensou.

Por exemplo, você quer descobrir o quanto antes os nomes das vítimas. E não é para ser sensacionalista, não é uma coisa gratuita. É porque esse tipo de tragédia precisa ser humanizada. Aquelas pessoas não são números, são vidas perdidas, que têm nomes, preferências, histórias e, ainda mais importante, dezenas de outras pessoas que as amam e ficaram para trás. Cabe a nós, os contadores de histórias, cavar tudo isso e apresentar aos leitores. Fazer com que sintam a gravidade do que ocorreu.

E também, obviamente, tentar descobrir quem é o Wellington, o causador de todo o desespero. O que levaria alguém a tomar a atitude dele. É a pergunta que não cala, na cabeça de todos os leitores, as autoridades, as famílias e de qualquer pessoa que tenha um mínimo de sensibilidade e que não estava em outro planeta durante o evento.

Ficamos imersos naquilo. Não é sempre que chego em casa e ainda fico pensando no trabalho; geralmente aperto o botão "off" ou pelo menos o "stand by". Mas ontem isso foi impossível, até porque esse era o assunto de todas as rodinhas, inclusive na minha casa. Portanto, aconteceu aquelas raridades: antes de dormir, às 23h e tanto, ainda fiquei vendo emails e scraps e outras coisas que eu tinha tentado fazer durante o dia, e fiquei enviando para os editores por e-mail. Ao acordar, hoje, a primeira coisa que fiz foi mandar todo o apanhado para o pauteiro.

E estou falando em primeira pessoa, mas representando todos os colegas que participaram da cobertura. Imagino como deveria estar no Rio, com as pessoas divididas em equipe, correndo atrás das histórias in loco. Sentindo aquele drama todo, aquela tensão. Cercado de trocentos colegas de outros veículos, do país inteiro. Ninguém teve botão "off" pra apertar depois.

Esse tipo de megacobertura é um desafio para quem participa dela. Piorado, porque invariavelmente diz respeito a grandes tragédias. Mas diz respeito, também, ao espírito do jornalismo. Ao fazer noticioso, pautado pelo calor dos eventos, com hora para fechar e num trabalho absolutamente em equipe.

Se alguém tiver alguma curiosidade sobre como foi a cobertura ontem, pergunte aí, que a gente tenta responder ou procurar quem possa responder.

Escrito por Cris às 19h06

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A força da imagem

A leitora Heloísa nos fez a seguinte pergunta:

“Gostaria de saber a opinião de vocês sobre a foto do assassino publicada na Folha. É ético fazer isso? Acho que é explorar demais a tragédia, pois não agrega nada à notícia. Obrigada!”

A forte imagem (eu, pelo menos, achei) foi publicada por vários veículos de comunicação. Não vou colocá-la aqui no blog para não surpreender leitores desavisados, mas quem quiser pode vê-la clicando AQUI.

É uma discussão interessante (para não dizer "polêmica").  A imagem é notícia, ou agrega algo à notícia? Até que ponto uma imagem como essa deve ser publicada?  

Eu, Guto, entendo que há muito interesse público nessa fotografia, mas confesso, fiquei um pouco desconcertado, não me senti muito bem. Refletindo, concordo com quem pensa que a principal função do jornalismo não é “fazer bem”, e sim levar informação à sociedade. Então a pergunta é: vocês acham que essa foto é notícia? O que acharam da sua publicação?

Uma situação oposta: Xico Sá, em seu blog, destacou a capa do jornal “Meia Hora” (veja o post AQUI). Segue:

Devo dizer que concordo com ele. Achei uma belíssima capa, de uma baita sensibilidade.


  NEM SÓ IMAGENS - O leitor João Carlos se sentiu incomodado com a capa do jornal "A Tribuna". Achou de mau gosto, por terem destacado no texto da manchete a irrelevância, em vez da relevância. Prova de que nem só a escolha das imagens pode gerar desconforto, mas também a das palavras, que é tão subjetiva quanto. Vejam AQUI e digam pra gente o que acham Bem humorado

Escrito por Luiz Gustavo às 18h55

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Mudança (e Dia do Jornalista)

A leitora Daniele Bragança, do Rio, me perguntou como, com a formação em engenharia química, acabei vindo parar no jornalismo.

Aproveito o Dia do Jornalista para falar um pouquinho sobre isso.

Na faculdade, envolvido com tantos números, comecei a sentir falta de escrever. Passei a criar o hábito de me sentar e escrever o que me vinha à mente. Em geral, engavetava tudo, mas, de vez em quando, mostrava a alguns amigos e já cheguei a ouvir que eu deveria investir nisso.

Lembro que, depois de pouco mais da metade do curso, fiz um anúncio discreto a pouquíssimas pessoas. “Ah, estou pensando em ir embora, fazer jornalismo.” No fim, fiquei na promessa e concluí a faculdade de engenharia.

Um belo dia, lendo a Folha, que eu tinha mesmo o costume de ler, vi o anúncio para as inscrições da 49ª turma do programa de treinamento. Aparentemente, o “espírito de jornalista” que eu havia trancado em algum lugar escapou naquele momento. Procurei saber mais sobre o assunto e resolvi arriscar.

Acabei entrando, bem desse jeito: correndo, sim, atrás do que eu queria, mas com tudo colaborando um pouco para que eu encontrasse o meu caminho.

De certa forma, acho que devo à minha formação a afinidade com o jornalismo científico.

Para quem tem esse "espírito de jornalista" e acha que é tarde demais, minha dica é: pense bem se é mesmo o que você quer e pode fazer, mas não se contenha só por medo da mudança. O jornalismo não é fácil, nada é. Mas ele pode ser realmente apaixonante!

Deixo aqui a pergunta: vocês têm histórias sobre mudanças de carreira relacionadas ao jornalismo? Deixo também meu e-mail, luiz.souza@grupofolha.com.br, para quem quiser compartilhar alguma experiência.

Aos meus colegas que sempre souberam o talento que tinham para o jornalismo, e também àqueles que, como eu, descobriram-se jornalistas um pouquinho mais tarde: feliz Dia do Jornalista! =)

Escrito por Luiz Gustavo às 19h41

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parece, mas não é

 
 

parece, mas não é

Repórter muito rodado com certeza já encontrou uma dessas cascas de banana, em que tudo parece ser de um jeito, mas não é.

Essa foto veio num convite para um curso do Sesc Vila Mariana, sobre mimetismo, que não tem muito a ver com nossa profissão.

Mas, fuçando no site, achei este outro, sobre como a fotografia pode mentir.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h10

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Cultura Sem Limites

 Nos meses de abril e maio, em São Paulo, ocorre na Livraria Cultura a oficina cinematográfica "Afinal, quem faz os filmes?".

  • Direção, roteiro e edição com profissionais que trabalharam em filmes como "Tropa de Elite", "Cidade de Deus" e "Bicho de Sete Cabeças"
  • Aulas aos sábados (16/4, 30/4, 7/5 e 14/5), das 14h às 17h
  • R$ 750

Mais informações AQUI.

Escrito por Luiz Gustavo às 17h09

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O blog deles, ou seja, o nosso blog

 

Os trainees da 51ª turma, que começou há duas semanas, criaram um blog para contar suas aventuras e seus aprendizados.

Está muito legal.

Vale a pena seguir (aqui).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h13

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Aprenda a investigar empresas

Do site da Abraji (se você não conhece a Abraji, não sabe o que está perdendo):

Balanços das empresas podem ser ponto de partida para grandes investigações jornalísticas 


Investigação jornalística muitas vezes é feita por meio de análise de documentos e  verificação de pequenos detalhes. Quando se trata de investigações em empresas, é fundamental que se acompanhem as demonstrações contábeis, conhecidas como balanços patrimoniais. O perito, consultor contábil e professor da PUC-SP Ivam Peleias ensinará jornalistas a ler e interpretar esses dados durante o 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. E a partir daí os repórteres conseguirão avaliar com mais propriedade a saúde econômica de uma empresa.

 

Leia mais aqui: http://abraji.org.br/?id=90&id_noticia=1475

 

6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo

Quando: 30 de junho a 2 de julho de 2011

Onde: São Paulo - Universidade Anhembi Morumbi - campus Vila Olímpia - unidade 7 (Rua Casa do Ator, 275)

Inscrições: bit.ly/6congresso 

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h37

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Canal da Folha no YouTube

 O tempo em que os jornais só faziam reportagens impressas passou, isso já é perceptível. No Treinamento, inclusive, não nos restringimos à mídia impressa, também aprendemos sobre videorreportagem e edição (como, aliás, falei há um tempo para o blog, AQUI).  

Uma grande prova dessa mudança é que vários veículos têm canais no YouTube, onde disponibilizam seu conteúdo em vídeo. A Folha é um deles, vale conferir AQUI

Outra sugestão: no pé da página do canal da Folha, há links para os canais de diversos outros grandes veículos, como o "Guardian", o "New York Times", o "Washington Post" e vários outros. Recomendamos!

Escrito por Luiz Gustavo às 17h30

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Inscrições para projeto Repórter do Futuro

 O projeto Repórter do Futuro, que traz o módulo "Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter", está com inscrições abertas até o dia 14 de abril.

Os inscritos deverão participar do encontro de confraternização que ocorrerá no dia 16 de abril, às 9h, já divulgado aqui no blog.

O curso será ministrado aos sábados, das 9h às 13h, entre os dias 30/4 e 18/6, na USP. Há 25 vagas.

Inscrições e mais informações AQUI.

Escrito por Luiz Gustavo às 16h52

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Um blog para quem quer saber o que rola na mídia digital

É o Webmanario, do meu professor Alec Duarte.

Um dos melhores lugares para ficar sabendo antes o que se discute e o que se inventa no jornalismo digital.

aqui

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h49

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Bom site para o jornalismo investigativo

  Para quem se interessa por jornalismo investigativo, uma ótima dica é o site Investigative Dashboard (cuja URL, inclusive, é bem fácil de lembrar: http://investigativedashboard.org ) .

 

A ideia é descobrir o caminho do dinheiro que passa de país a país pelo sistema privado, com indicações de vários sites onde dados de empresas podem ser encontrados. Há também um espaço para compartilhamento de informações entre jornalistas.

 

A página também tem um canal no YouTube com vídeos que podem ser úteis para quem é novo na área.

 

A dica veio pela lista de discussão da Abraji, que traz várias informações úteis e interessantes de jornalistas para jornalistas. Para saber mais sobre a lista e se inscrever, clique AQUI.

 

E lembrando que as inscrições para o próximo Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo estão abertas. Saiba mais AQUI.

Escrito por Luiz Gustavo às 16h04

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Show de bola

Há desses momentos no jornalismo, quando a gente tem a notícia, a ideia e a imagem tudo ao mesmo tempo, tudo dando certo...

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h08

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Como funcionam os romances

 
 

Como funcionam os romances

Boa dica de livro para jornalistas que:

  • querem cobrir literatura
  • querem aprender mais sobre crítica cultural
  • querem usar técnicas de narrativa em seus textos

É "Como Funciona a Ficção", do crítica de literatura da "New Yorker". Leia mais aqui.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h34

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Rumos Jornalismo Cultural

  Inscrições abertas para o programa Rumos Jornalismo Cultural

  • Gratuitas
  • Até o dia 15 de julho
  • Aberto para estudantes e professores
  • Prêmios nas categorias: reportagem impressa, reportagem radiofônica, reportagem audiovisual e web-reportagem

Inscrições e mais informações AQUI 

Escrito por Luiz Gustavo às 14h36

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Twitter, demissões e o que faz da internet um perigo

Na semana passada a gente publicou um post sobre quando o que um jornalista escreve no Twitter provoca a sua demissão.

Os detalhes todos estão aqui, mas, em resumo, eram cinco os principais problemas:

1)      Vulgaridade

2)      Posição política

3)      Falar sem pensar

4)      Revelar “offs”

5)      Problemas pessoais

Na mesma semana em que publicamos o post, tweets levaram à demissão de dois jornalistas da Folha.

A ombudsman da Folha, Suzana Singer, tratou do caso na sua coluna de domingo. E uma das repórteres envolvidas colocou em seu blog a troca de mensagens que teve com Suzana.

É um episódio interessante para acompanhar, refletir, para discutir.

E para lembrar que o meio muda a mensagem.

O efeito de criticar o chefe numa conversa de bar muda muito se as críticas vierem numa faixa na entrada da empresa.

Tudo bem reclamar da sogra com sua melhor amiga. Até mesmo com seu marido. Mas experimente colocar no orkut, com as mesmas palavras, para ver que efeito tem.

Você dirá coisas duras e justas numa briga com seu filho ou sua irmã. Mas duvido que as deixaria expostas no Facebook.

A internet é mais perigosa porque:

  • o que você põe no ar fica no ar para sempre. Mesmo que você se arrependa e apague, muito texto capturado antes do arrependimento ainda pode voltar para te assombrar
  • na internet as informações se espalham com rapidez impressionante
  • o que está por escrito tem sempre mais peso do que o que é apenas dito
  • sua intenção pode ser mal interpretada numa frase escrita, pois não é possível saber em que tom você está fazendo a observação
  • já que sua crítica está sendo feita em público, a chance do criticado se ofender é muito maior. O conteúdo da crítica pode até ser brando, mas a forma pública como é feita tem o efeito de uma punhalada

Achar o meio termo entre liberdade de expressão e responsabilidade profissional é sempre delicado e cada um tem um jeito de agir. E, mais complicado ainda ainda, cada chefe tem um jeito de reagir.

O mais seguro --em tudo, até mesmo na vida pessoal-- é fazer elogios em público e críticas em particular. De preferência para o próprio alvo das críticas e da forma mais gentil e construtiva possível.

Note bem: a questão não é se acovardar. É achar a melhor estratégia para conseguir o que queríamos, afinal, com as críticas: que as coisas melhorem.

Também não pretendo discutir o episódio em si, mas que lições podemos tirar deles.

O que vocês acham? Já se arrependeram de algo que disseram em público? Acreditam que deve haver limites para o que um jornalista coloca na rede? Quais?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h34

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Luz, muita luz

É domingo, então posso fazer este post totalmente pessoal.

E, por coerência com o tema, sem muitas palavras.

 

Também quero chegar aos 80 anos assim:

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 22h48

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PERFIL

Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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