Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Humor do fim de semana

  Do blog Quadrinhos Gonzo Muito feliz

 

Mais da série "Humor no jornalismo":

  • No cenário da TV ao vivo...
  • Humor no jornalismo científico
  • O jornal impresso é insubstituível
  • O Ministério da Saúde adverte
  • Seremos mesmo retardados?
  • Âncoras de TV não usam calças
  • Chorinho no pescoção
  • Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h21

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    Terceira edição da oficina Mural

     
     

    Terceira edição da oficina Mural

      O repórter Bruno Garcez,  jornalista da BBC Brasil há nove anos, ex-correspondente em Washington e atualmente bolsista Knight International da organização não-governamental com sede nos Estados Unidos International Center for Journalists (ICFJ), realizará entre os dias 16 e 17 e 23 e 24 de outubro a terceira edição da oficina Mural – um workshop para jornalistas, blogueiros e videastas naturais da periferia da Grande São Paulo e interessados em relatar histórias sobre suas comunidades e seus bairros.

    Já participaram das oficinas duas turmas com mais de 20 alunos cada uma. Os integrantes vêm alimentando regularmente o blog Mural, que conta com textos e vídeos produzidos pelos participantes – todos girando em torno de temas ligados ao dia a dia de bairros periféricos, que podem ser, por exemplo, desde a rua na Vila Rubi que há décadas não conta com saneamento, até as atividades de um coletivo de artistas no Capão Redondo que tem contribuído para superar estereótipos negativos sobre o bairro.

    Os integrantes não precisam ser estudantes ou formados em jornalismo, mas necessariamente devem ter alguma experiência em criar textos, contar histórias, escrever blogs ou em produzir vídeos ser egressos de bairros periféricos da Grande São Paulo. Entre os participantes, serão bem-vindos também aqueles que tenham ingressado em universidades particulares, mas através de programas de inclusão, como o ProUni.

    A ideia central do projeto é o de recrutar e treinar jornalistas de comunidades da periferia de São Paulo e procurar fazer com que os textos e vídeos criados por estes "correspondentes comunitários" cheguem à grande mídia por meio de parcerias.

    As aulas serão realizadas das 10h às 18h e acontecem na sede da Folha de S. Paulo (alameda Barão de Limeira, 425, Quinto Andar, Sala de Treinamento).

    Os interessados entrem em contato por favor pelo email bgarcez@gmail.com ou através do twitter: @muralbrasil ou @brunogarcez. Pede-se que enviem um currículo, um breve texto de até 1500 caracteres explicando o porquê de seu interesse em participar do curso e um texto ou vídeo de sua autoria, que esteja entre seus favoritos.

    As inscrições vão até o dia 14 de outubro.

    Se você tem sede de contar histórias, fazer entrevistas, apresentar personagens e documentar a realidade de seu bairro, junte-se ao "Mural".

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h19

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    Manual de sobrevivência para sua 1ª apuração de crime

      Quem fez o manual foi a trainee CLARISSA FALBO, e ela publicou primeiro no blog do professor de direito da Folha, Gustavo Romano Língua de fora

    CLIQUE AQUI para ler Jóia

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h01

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    Mais 7 vagas para jornalistas

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h58

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    Curso de produção jornalística

     
     

    Curso de produção jornalística

    • Para aprimorar técnicas de redação;
    • Em São Paulo;
    • 26 a 29 de outubro;
    • Das 19h às 22h;
    • Gratuito para jornalistas;
    • Mais informações com Cândice Quincoses: candice.quincoses@fecap.br ou (11) 3272-2503;

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h54

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    Cobertura das eleições pela TV Folha

    Acompanhem o depoimento da trainee CLARISSA FALBO, sobre a experiência com a cobertura em tempo real feita pela Folha, no último domingo:

      Foi muito legal poder ajudar a equipe multimídia da Folha na primeira cobertura das eleições com transmissão ao vivo pela Folha.com. Foram 17 horas seguidas de trabalho, correria, frio, confusão, jingles políticos no ouvido e barrinhas de cereal. Eu adorei!

    Minha missão foi ser a produtora da equipe de TV que acompanhou o candidato José Serra (PSDB) durante todo o dia da eleição. A repórter Guiliana Vallone e o cinegrafista Vladimir Bianchini foram os outros membros da Equipe Serra.

     

    Nós saímos da Redação por volta das 8h30, votamos e fomos esperar Serra no local de votação dele, um colégio localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

     

    No mesmo local, também votam o presidenciável Plínio Arruda (PSOL), o candidato à vice-presidência pelo Partido Verde, Guilherme Leal (PV), e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSDB).

     

    Levamos o mochilink, um equipamento portátil – do tamanho de uma mochila - para transmitir ao vivo sinais de vídeo e áudio do momento do voto dos candidatos e de entrevistas com eles e seus correligionários. Tínhamos que esperar pacientemente nossos personagens aparecerem e correr atrás deles assim que surgissem na rua do colégio.

     

    Depois que todos votaram, nós passamos a acompanhar apenas José Serra durante a tarde e até o final da apuração dos votos.

     

    O problema foi que Serra sumiu. Ele despistou os jornalistas no momento em que saiu do colégio onde votou e proibiu seus assessores de passar qualquer informação sobre o seu paradeiro.

     

    Como nós éramos a Equipe Serra, tínhamos que saber onde o Serra estava para poder transmitir ao vivo, deste local, novas informações sobre o dia do candidato. Então passamos a tarde toda procurando o tucano e nada de encontrá-lo.

     

    Depois de horas rodando no carro da reportagem, decidimos esperar na casa do candidato até que ele resolvesse dar sinal de vida.

     

    Lá estavam também todos os outros jornalistas que, como nós, ficaram incumbidos de colar no presidenciável. Ficamos esperando juntos notícias da assessoria da campanha.

     

    (Claro que tinha uma outra equipe da Folha tentando localizá-lo e com pistas bem quentes do lugar de onde ele estava acompanhando a apuração. Nós tivemos que ficar lá esperando, porque estávamos com muito equipamento.)

     

    Por volta das 21h, as assessoras de comunicação de Serra convocaram os jornalistas para uma casa de shows e eventos, onde os tucanos iriam comemorar a vitória de Geraldo Alckmin no governo de São Paulo e o segundo turno das eleições presidenciais.

     

    Chegamos lá e finalmente encontramos um Serra bem humorado que fez um discurso para dar lide e fazer a cobertura valer. A festa acabou por volta da 1h30.

     

    O que aprendi:

     

    - Se for trabalhar com equipamentos eletrônicos, tenha como carregar as respectivas baterias; providencie adaptadores para usar a energia da bateria do carro, fios e extensões e não tenha receio de pedir eletricidade emprestada de camaradas das outras TVs se houver necessidade;

     

    - Tenha paciência, o trabalho vai durar, você vai cansar, vai sentir fome, frio, levar pisões no pé e foras de assessores. Tudo vai valer a pena depois e você vai pedir para ajudar de novo no segundo turno;

     

    - Como não vai ser possível uma pausa para o almoço, nem para o jantar, providencie mantimentos: garrafas de água, barrinhas de cereal, bolachas e energético para casos de emergência (hihi);

     

    - Faça um planejamento da cobertura: mesmo que não seja divulgada a agenda e que você só saiba o que vai acontecer com antecedência de minutos, reserve tempo para micro-reuniões com seus companheiros de trabalho para dividir tarefas, fazer escolhas e decidir o que fazer para captar as melhores imagens e pegar as melhores falas dos personagens;

     

    - FAÇA XIXI SEMPRE QUE SURGIR A OPORTUNIDADE! É sério, você nunca sabe quando vai achar um banheiro de novo e a pior coisa do mundo é trabalhar com a bexiga cheia.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h04

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    Políticos que preferem não aparecer

      Dicas do repórter FILIPE COUTINHO, da sucursal da Folha em Brasília, para pautas com políticos que preferem não aparecer:

     

    Vi o post sobre as dificuldades para encontrar o Zé Dirceu votando.

     

    Aqui em Brasília tivemos que fazer isso com os candidatos e descobrimos uma maneira de facilitar o serviço de encontrar pessoas que preferem não aparecer.


    Tem um macete no site do TSE que é possível descobrir exatamente a sala onde a pessoa vota. Acho que isso foi feito pelos repórteres, mas vale a pena passar essa dica para os seus leitores.

    Saber a seção onde o eleitor vota facilita na hora de “cercar” o fujão. Ou seja, mesmo que a pessoa tente entrar por uma porta alternativa, a reportagem ganha mais uma chance ao saber a sala do colégio onde ele vota – e esse lugar geralmente não tem mais de uma saída para facilitar que o fujão escape.

    No site do TSE, na parte da esquerda, é possível consultar o local de votação do eleitor. Para isso, é preciso o nome completo, data de nascimento e nome completo da mãe. Quanto mais famosa a pessoa, mais fácil fica de achar pelo Google.

     

    O site Políticos do Brasil, do Fernando Rodrigues, também tem essas informações.

    Depois que descobrir a zona e a seção eleitoral, nos sites do TRE tem o endereço desses lugares. No colégio, geralmente tem um listão de onde fica a seção.

     

    Ou seja, além de ficar à espreita na entrada do colégio, um bom caminho pode ser ficar próximo da sala onde a tal pessoa vota. Esse lugar é público e, em tese, a reportagem não poderia ser barrada.

     

    Além disso, não costuma ter mais de uma saída. É claro que, no caso do José Dirceu, a universidade se dispôs a dificultar o serviço, para a sorte dele e azar da reportagem.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h49

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    Mais 16 vagas para jornalistas

     
     

    Mais 16 vagas para jornalistas

      Hoje há vagas apenas em quatro Estados. CLIQUE AQUI para ler posts recentes, com vagas em outros SETE Estados Jóia

    Rio

    São Paulo

    Minas

    Goiás

    Este blog apenas divulga oportunidades de trabalho que chegam a nosso conhecimento. Não nos responsabilizamos pelas vagas que não são da Folha.

    Primeiros passos para entrar em 13 grandes veículos de comunicação de todo o país

    Acompanhe os concursos da Folha

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h30

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    Boas ideias em jornalismo online

      O Poynter Institute está à procura de projetos jornalísticos online.

    E vai premiar as duas ideias de maior potencial com US$ 10 mil cada, duas semanas de treinamento na sede do Instituto, na Flórida, e mais seis meses de consultoria, para alavancar o projeto.

    Interessados devem enviar um vídeo, de até três minutos, para: pitch@poynter.org

    Os materiais serão aceitos até o dia 12/10, e devem esclarecer os seguintes pontos:

    • O problema/oportunidade que será explorada;
    • Sua ideia ou solução;
    • Quem mais está fazendo algo semelhante, quais são suas referências;
    • Quais serão suas fontes de renda;
    • Experiência da equipe envolvida;

    CLIQUE AQUI para mais informações. 

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h08

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    Vários cursos para jornalistas, do C-se

     
     

    Vários cursos para jornalistas, do C-se

      Vários cursos legais, CLIQUE AQUI para ver todos e saber mais detalhes Jóia

    Em São Paulo:

    • Produção em telejornalismo
    • Comunicação interna
    • Hipermídia e redes sociais
    • Assessoria de imprensa
    • SEO
    • Assessoria digital

    No Rio:

    • Hipermídia e redes sociais
    • Assessoria de imprensa

    Em Brasília:

    • Redação e estilo na web: como escrever bem
    • Jornalismo 2.0

    Cursos online:

    • Assessoria de imprensa
    • Medindo resultados em comunicação
    • Como usar twitter
    • Assessoria digital
    • Gerenciamento de crises

    Também há cursos em Fortaleza, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Recife e Beagá! Todos entre outubro e dezembro.


    Outros cursos legais da Revista Imprensa: http://www.oficinasimprensa.com.br (dica da Lanna Jóia)

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h11

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    Ele esteve ali, mas eu não vi

      A trainee Natália Cancian passou parte do domingo empenhada em encontrar o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu.

     

    Protagonista de escândalos e polêmicas, o político votou após entrar por um portão alternativo, com ajuda de seguranças e assessores.

     

    Confiram o depoimento e as dicas da Natália, para lidar com pautas semelhantes:

     

    Ontem fui acompanhar o repórter ROGÉRIO PAGNAN na tentativa de encontrarmos o ex-ministro José Dirceu, que vota em uma universidade de Moema (zona sul de São Paulo).

     

    Ele me alertou sobre as eleições presidenciais, em 2006, quando Dirceu, acusado de participação no mensalão, foi alvo de xingamentos e até de arremesso de pastéis por alguns eleitores.

     

    Chegamos ao local por volta das 7h30. Logo encontramos dois outros repórteres, do “Estadão” e “Istoé”.

     

    A cobertura aconteceu em parceria, depois de levarmos um "chapéu" do ex-ministro e dos seus assessores - ele entrou por um portão lateral, diferente dos outros eleitores, enquanto a assessora de imprensa ao nosso lado dizia não ter previsão de que horas ele poderia chegar (!).


    Enquanto um ligava para o TRE, o outro pedia informações para assistentes dos mesários e vizinhos do lugar.

     

    Falamos também com um funcionário da Justiça Eleitoral, que recebia agradecimentos dos seguranças. Ele titubeou, gaguejou e disse que a decisão era da universidade (que nada tinha a ver com o assunto).

     

    A autorização para liberar uma entrada exclusiva foi da juíza responsável pela zona eleitoral. O objetivo, segundo ela, era evitar tumultos. Terminada a apuração, voltamos para o jornal e fizemos a matéria.

     

    Mais aprendizado: com dez anos de experiência na Folha, Pagnan é criterioso com cada palavra do texto. Ele não escreve nada que não esteja gravado ou deixe dúvidas.

     

    A matéria saiu na Folha.com, e editada com informações do Palocci e do Temer no impresso.

     

    O que aprendi:

     

    Na apuração 

    • Informe-se sobre o endereço do local e quanto tempo leva até chegar lá; 
    • Descubra com a assessoria o horário em que a pessoa vai votar. Caso não consiga, chegue cedo e aguarde (pessoas que sofrem algum tipo de revés político tendem a ir mais cedo votar);
    • Não dê a cobertura por terminada se quem você espera não apareceu. Procure os desdobramentos do fato (no caso do José Dirceu, como ele entrou e saiu sem que quase ninguém visse? e por quê?)
    • Grave as entrevistas;
    • Na hora de entrevistar, vá direto ao ponto e seja sincero com a fonte sobre o que quer saber. Ontem, não havia tempo e o que interessava era saber quem permitiu que o ex-ministro entrasse por outro portão. O funcionário da Justiça Eleitoral disse que estava cumprindo ordens. “Ordem de quem?”, insistiu Pagnan. Ele não soube responder;
    • Tenha bom relacionamento com colegas de outros veículos. Saiba trabalhar em conjunto. Em uma situação como a de ontem, a parceria foi fundamental e, no fim, cada um fez um textinho diferente.

    Na matéria

    • Cheque o nome das fontes. O ideal é pedir para que o entrevistado soletre. Faça uma busca na internet para ver se a grafia é semelhante a que você obteve (mas só confie em sites oficiais). Se não for, verifique de novo com o entrevistado;
    • Se a informação é de um funcionário da fonte, vale deixar claro isso no texto;
    • Não faça parágrafos extensos (a Folha, por exemplo, tem o limite de oito a nove linhas, no máximo);
    • Cuidado ao informar a região onde fica determinado local. A universidade onde o ex-ministro vota, em Moema, fica na zona sul, mas na divisa com outras regiões, o que poderia causar confusão;
    • Não dê como certo um número que não é confirmado. Seguranças agradeceram ao funcionário, por exemplo, mas você não sabe quantos deles fizeram isso. Dê apenas a informação geral, confirmada, e não arrisque a precisão se você não a tiver;
    • Cheque as aspas que você for utilizar novamente na gravação, para que estejam iguais;
    • Revise o texto mais uma vez e passe o corretor (é grande a chance de escapar uma preposição);
    • Não se preocupe se o texto final ficar pequeno ou render apenas uma nota. Eleição é o tipo de evento em que poderiam ser feitas várias matérias – mas o jornal não tem espaço para todas elas. Aproveite o espaço do online para divulgar mais informações.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h51

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    Quatro razões para ser jornalista científico

    "Tem gente que cobre a prefeitura.

    Nós cobrimos o universo"

    A provocação acima ficava grudada na parede atrás do editor de Ciência da Folha, quando ainda havia uma parede atrás dele.

    Com  a reforma, a equipe ficou cercada de ar por todos os lados, mas a máxima permanece no DNA dos jornalistas científicos.

    Você vai encontrar algo dela no excelente texto do meu colega RICARDO MIOTO:

    Este humilde texto está aqui para convencer o leitor de que o caminho para a luz passa pelo jornalismo científico – ou que, ao menos, existe muita coisa legal para alguém que queira trabalhar na área fazer, mas vamos evitar essa modéstia desnecessária.
     
    Escrevi o texto originalmente para ajudar um amigo que está interessado na área, mas estava pouco confiante sobre a sua capacidade de trabalhar com o tema. Muita gente com talento para o jornalismo desvia de ciência por achar que é complicado demais, técnico demais, chato demais para uma alma sem devoção pela penitência.
     
    Não é verdade. Eu até fiquei com vontade de dizer que, realmente, todos aqui na editoria de ciência têm um intelecto brilhante, que são mentes privilegiadas, e isso sem falar na questão estética, já que estas bancadas mais parecem concurso de Miss (sem a parte do desfile de biquíni). Mas, exceto pela parte da beleza, não é assim que as coisas são.
     
    Dou abaixo alguns exemplos de coisas que a gente fez aqui recentemente (a maioria no último mês, nenhuma há mais de dois meses) para tentar desmistificar a coisa. Em resumo, são as quatro razões pelas quais você, leitor, deveria estar morrendo de vontade de ser jornalista de ciência.
     
    Porque tudo que é divertido cabe na nossa editoria

    Então você é um cara todo divertido? Brinca com o porteiro, é amigão do garçom? O que é que você vai fazer em ciência, né? Escrever sobre a importância da mitose no ciclo celular?
     
    Cara, ciência não é isso. Ao menos não só isso. Ciência pode ter enorme apelo entre o público. Eu diria que é a editoria com mais potencial para isso, até.
     
    Isso porque existe gente fazendo pesquisa científica séria sobre quase tudo neste mundão velho sem porteira, então trabalhando aqui você pode fazer matérias sobre coisas com grande apelo popular, que muita gente vai ler. Alguns dos temas que mais costumam agradar às pessoas são bichos domésticos (em especial cachorros, o povo não pode ver um focinho bonitinho que já começa a falar "ohnnnnn!"), religião, sexo, história, comportamento e Stephen Hawking, mas há vários outros. Correndo um pouco atrás, mas também com uma legião de fãs, há coisas como astronomia e dinossauros.
     
    Não é à toa que ciência é considera porta de entrada de leitores no jornal.
     
    Algumas matérias sobre isso que fizemos recentemente:
    Pesquisa explica "milagre" de Moisés, do meu editor REINALDO JOSÉ LOPES, envolvendo religião, e as minhas Cães não lambem seus donos por amor e Tabu da virgindade feminina veio com a agricultura, respectivamente sobre cachorros e sexo.
     
    Essa dos cães, aliás, saiu no domingo de eleição. O jornal repleto de petistas, tucanos, fichas sujas, fichas ainda mais sujas, tribunais eleitorais e, quando o sujeito vira a página, dá de cara com lambidas caninas. Faz bem para o jornal como um todo surpreender o leitor com essa quebra, acho que esse tipo de coisa é fundamental para o jornal que queremos ser.
     
    Porque a ciência está presente nos grandes temas contemporâneos

    Mas então você é um intelectual, um antenado? Quer discutir o futuro da sociedade, de onde viemos, para onde vamos e se vai ter parada para uma coxinha no caminho?
     
    Rapaz, então chega aí.
     
    Os livros de história na escola com frequência se prendem bastante aos aspectos políticos que causam mudanças na sociedade, a gente vai acompanhando os acontecimentos presidente por presidente. Sem dúvida isso é importante, mas não dá para ignorar os impactos na sociedade de mudanças científicas e tecnológicas. A penicilina e a bomba atômica talvez tenham causado mais mudanças do que Churchill. Novas invenções continuam surgindo, e a gente tem oportunidade de acompanhar ao vivo, cobrindo ciência, como o mundo vai aprendendo a lidar com elas.
     
    Um exemplo é a excelente matéria da minha colega GIULIANA MIRANDA sobre o turismo de células tronco, gente que vai para lugares como a China em busca de tratamentos caros e milagrosos que não dão em nada, em agosto: Cientistas atacam cura com célula-tronco
     
    Porque os problemas do mundo passam por ciência

    Mas o companheiro quis virar jornalista porque ele é de luta? Quer apontar erros, que fazer jornalismo crítico?
     
    Felizmente, há jornalismo do bom em ciência, mesmo porque a área está repleta de interesses e porque cientistas são gente. Não há uma alma que não concorde que a pesquisa científica (e a boa compreensão da ciência) são fundamentais para o futuro do país e deste planetinha, então você terá a oportunidade de tentar fazer o país melhorar - olha que cívico, você.
     
    A SABINE RIGHETTI escreveu recentemente, por exemplo, a matéria Estudos sobre Aids esquecem os subtipos de HIV de país pobre, sobre a assimetria na distribuição de pesquisas científicas sobre a doença pelo mundo. Eu escrevi ET fez pirâmides, dizem alunos dos EUA, sobre analfabetismo científico. O LUCIANO BURATTO escreveu, com ajuda da Sabine, a ótima história Concurso ignora pós multidisciplinar, contando como os editais das universidades brasileiras para contratar novos pesquisadores são ingênuos.
     
    Porque existem ótimas histórias em ciência

    E, finalmente, porque você tem espaço para deixar sair o Gay Talese que há em você.
     
    O mundo da ciência está repleto de personagens, de histórias bacanas sobre grandes nomes da história da pesquisa que vão ficando mais claras com o tempo. Há muito conflito, muita intriga, muita inveja, muita sorte e muito azar -- tudo que faz os roteiros de Hollywood terem tanto sucesso, enfim.
     
    Fiz duas matérias nos últimos tempos sobre essas coisas, Carta revela desprezo por "mãe" do DNA, sobre Rosalind Franklin, a mulher que foi fundamental na descoberta da estrutura do DNA mas morreu sem receber créditos por isso, e Faroeste astronômico (em quadrinhos!), sobre Guillaume Le Gentil, o cientista mais azarado da história, que perdeu mulher, dinheiro e quase morreu porque resolveu ir observar o céu na Índia no século 18.
     
    Provavelmente existem outros motivos, mas esses quatro são bons para começar. Jornalismo científico, em resumo, é legal e importante. Não precisa ser burocrático, chato, distante da vida das pessoas. É isso.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h12

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    Curso: Jornalismo jurídico

     
     

    Curso: Jornalismo jurídico

    • Em Brasília.
    • Dura 18 horas, sempre à noite.
    • R$ 10 a hora-aula
    • Começa em 19/11.
    • Informações: 61-3035-7292
    • CLIQUE AQUI para saber mais.
    (Dica do leitor Marcos Jóia)

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h51

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    Mais 18 novas vagas para jornalistas

     
     

    Mais 18 novas vagas para jornalistas

     

      Lembro que a vaga para repórter de cidades do "Agora" ainda está de pé, com inscrições até quinta-feira.

    E mais, em OITO (Ficando velho) Estados:

    São Paulo

    Rio

    Minas 

    Rio Grande do Sul

    Espírito Santo

    Alagoas

    Santa Catarina

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    Primeiros passos para entrar em 13 grandes veículos de comunicação de todo o país

    Acompanhe os concursos da Folha

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 23h05

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    Proncovô? - Quando a história é muito boa...

      Uma história de um telefonema misterioso...

    Outras da Proncovô:

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h47

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    Vou fazer duas viagens nesta semana e depois preciso realmente mergulhar num outro trabalho. Estarei, portanto, em compasso de caracol. Lento, mas sempre em frente. Sorriso

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h24

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    Exercício de uso de banco de dados

    O Webmanario, do meu colega ALEC DUARTE, dá o link para um exercício bem legal. Repasse a seu professor. Faça na sua escola você também. (aqui)

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h22

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    500 livros para ler antes de morrer

     
     

    500 livros para ler antes de morrer

    O blog do gJol dá o link para 500 livros "baixáveis" (aqui).

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h20

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    A insustentável solidão do editor

     Um leitor do meu blog acaba de virar editor. E me escreve:

    "Estou feliz, porém, assustado. Terei que delegar tarefas aos repórteres, fico com medo de que eles não entendam a minha nova postura. Não sei nada de liderança. Como enfrentar esse processo de transição? Acredito que você já tenha passado por isto. Me ajuda!"

    Nossa, e como eu já passei por isso.

    Lembrei-me de como foi difícil virar editora sem experiência de chefia nem maturidade para isso.

    Seguramente foi a transição mais sofrida da minha carreira, errei muito e demorei bastante tempo até mais ou menos aprender como fazer.

    O problema principal é a nossa insegurança, que agrava a dificuldade de ter que chefiar pessoas (ou seja, ter que contrariá-las, mandar nelas, criticá-las etc.).

    Só o meu leitor, ele próprio, vai conseguir descobrir como sobreviver na nova função, porque não sei muito sobre ele nem sobre a relação que tem com seus futuros comandados e seus chefes, mas algumas coisas talvez ajudem:

    >> parar pra pensar no que vc quer da cobertura que ficará sob sua responsabilidade (ou seja, ter claro seus objetivos editoriais)
    >> refletir sobre como a equipe que vc terá sob sua chefia pode colaborar para isso
    >> fazer uma reunião com a equipe e explicar isso (seus objetivos e como eles podem contribuir), e pedir sugestões
    >> o ideal é que as pessoas se sintam parte de uma equipe, ou seja, sintam que são importantes para vc, que estão todos do mesmo lado
    >> por mais que haja resistências e ciúmes, tentem sempre deixar tudo no plano profissional. Quebre as resistências de forma profissional, ou seja, conversando sempre em termos da cobertura, do resultado do trabalho, e não da pessoa como um todo

    Nem tudo vai dar certo de cara. Mas com calma as coisas andam.

    Um livro excelente [infelizmente só existe em inglês] é "the effective editor" (http://www.amazon.com/Effective-Editor-Foster-Davis/dp/1566251427/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1286136030&sr=8-1
    ).

    Foi feito justamente para quem acaba de virar editor do nada. Em todo lugar do mundo isso acontece e as pessoas ficam perdidas. Esse livro é muito claro e me ajudou bastante.

    Mais leitores já passaram por isso? Querem contar como se viraram?

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h11

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    Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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