Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Uma entrevista da Mônica do CQC

e as 7 dicas que aprendemos com ela.

 

Quer aprender de graça? Estude o trabalho dos outros.

No dia do debate presidencial Folha-UOL, os trainees acompanharam uma entrevista da repórter Mônica Iozzi, do CQC.

O vídeo mostra o que aprendemos com isso.

Um resuminho do que você vai ver:

  1. um bom entrevistado pode despencar de repente. Estar preparado, com a leitura dos jornais em dia etc., impede vexames
  2. mesmo que a entrevista seja inesperada, perca uns minutos para planejar algumas perguntas
  3. uma forma de atrair a atenção do entrevistado é levantar pontos em comum ("Você é meu conterrâneo!")
  4. não desista, insista. O máximo que vai acontecer é não conseguir nada
  5. às vezes, uma pergunta "óbvia" rende uma resposta inesperada
  6. trabalho em equipe ajuda
  7. repórter também deve pensar na edição

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O que você tem de especial

 Ela tinha um prêmio bacana, que rendeu até publicação em jornal grande. Também havia feito um dos principais programas de treinamento do país.

Mas, nos concursos, não era chamada.

Se a gente olhar o currículo (que está neste post), dá pra ter uma pista. A informação mais destacada, no alto, em corpo maior e negrito, é a graduação em jornalismo por uma universidade federal.

Mas quantas pessoas se formam todos os anos nas federais? É claro que esse não era seu ponto forte. As outras qualidades estavam lá também, mas o editor que está se afogando em pilhas de currículos talvez não tenha paciência para chegar até elas.

Se eu fosse a moça, inverteria tudo. Começaria com o programa de treinamento e o prêmio. E, assim que isso me abrisse uma porta num veículo grande, inverteria de tudo e colocaria as experiências profissionais em primeiro lugar.

O currículo tem que ser "um ser vivo", que vai se adaptando à nossa história e ao que esperam dele. Piscadela

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h56

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Proncovô? - uma pauta que surgiu do Google Reader

 Quer aprender a usar o Google Reader? É facil. Clique aqui.

[a Cris já pensou em mais quatro ou cinco coisas pra contar na série...]

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h08

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

NYT X WSJ: o filme

  Com legendas em inglês.

Vi primeiro no Desculpe a Poeira Jóia

diz o Webmanário que o NYT fala pela primeira vez em deixar de publicar...

O "Valor" tinha matéria ontem mostrando que as ações do NYT caíram tanto que já se fala que o controle pode mudar de mãos...

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mais 23 vagas para jornalistas, 2 na Folha

 
 

Mais 23 vagas para jornalistas, 2 na Folha

  Há dois concursos em andamento na Folha: para repórter colaborador de Turismo, com inscrições terminando hoje, e para redator de Mundo, com inscrições até amanhã.

E mais:

São Paulo

Rio de Janeiro

Brasília

Paraná

Minas

Maranhão

Tocantins

Este blog apenas divulga oportunidades de trabalho que chegam a nosso conhecimento. Não nos responsabilizamos pelas vagas que não são da Folha.

Primeiros passos para entrar em 13 grandes veículos de comunicação de todo o país

Acompanhe os concursos da Folha

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h44

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Vagas | PermalinkPermalink #

Proncovô? a série (hoje: tenha pautas prontas)

Começa hoje uma nova série do blog, batizada de Proncovô? ("pra onde que eu vou?" em mineirês, a língua oficial da estrela deste programa, Riso).

Em vídeos (curtos!), a repórter CRISTINA MORENO DE CASTRO, parceira habitual aqui do blog, vai contar o que aprende no dia a dia da cobertura de Cotidiano.

No primeiro capítulo, ela faz com que nos lembremos da velha máxima "quem não tem pauta é pautado".

 

Você também já se viu nesta situação, sem nada para sugerir?

Aqui no blog já demos algumas dicas pra sair desse mato sem cachorro:

Passo a passo para propor uma pauta

Roteiro para você checar se já tem uma pauta

Tipos de pauta

Como achar pautas específicas num tema geral

Construindo uma pauta fria

Como esquentar pautas frias

Como ler jornal ajuda a ter ideias de pauta

Como se organizar para propor pautas (está no pé deste post, no item "perdida nas pautas")

Algumas dicas para encontrar pautas e outras dicas para formulá-las

 


 

PS - nos dois primeiros vídeos, me esqueci de dar crédito para a vinhetinha do trem. Foi feita por meu genial colega MARIO KANNO.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jornalismo cultural, de revista e esportivo

 
 

Jornalismo cultural, de revista e esportivo

Meu colega PAULO WERNECK, editor da Ilustríssima, vai dar uma aula de jornalismo cultural no OficinasImprensa agora em setembro (veja detalhes aqui).

Também há cursos de jornalismo de revista --com os experientes Marilia Scalzo e Thomaz Souto Corrêa-- e jornalismo esportivo, com Tiago Leifert.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Cursos | PermalinkPermalink #

Mais um desexemplo: pergunta ao candidato

  Fizeram a seguinte pergunta a um candidato a senado, hoje:

"Você acredita na vitória?"

E fiquei com a seguinte pergunta na cabeça: o que o repórter espera ganhar com essa pergunta? O que o candidato poderia responder, a esta altura, além de algo como o que ele respondeu ("sempre acreditei e vou continuar acreditando, blablabla")? Para que, afinal, serve essa pergunta?

Fica como reflexão e complemento a ESTE post.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Os livros que a gente lê

 
 

Os livros que a gente lê

Atualizei a lista, com as novas sugestões dos leitores (aqui, ou permanentemente no menu da direita do blog)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h27

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Sugestão de leitura | PermalinkPermalink #

Amanhã...

...estreia a nova série do blog.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h50

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Como eu resolvi que queria ser repórter

Escreve meu leitor João Thiago, que tem um sonho do qual resolveu não desistir:

Ana, lendo seu blog ontem vi o post da Lygia sobre como ela desistiu de ser repórter e seguiu uma oportunidade. Cheguei a fazer um comentário no texto, mas hoje, lendo o título, pensei em mim mesmo e resolvi contar  Como eu resolvi que queria ser repórter.
 
Meu avô dizia que oportunidade só tinha cabelo na frente. Quando passa, a gente perde e não tem mais jeito. Certas coisas só batem na nossa porta uma vez. Não vale a pena esperar para abrir.

Tudo se baseia nas nossas escolhas, não é verdade? Eu escolhi uma coisa difícil. Queria ser repórter. Queria ser um bom repórter, apurador, bom para desencavar pautas interessantes de assuntos sem importância. Era isto o que eu queria: Ser um bom reporter.

Formei-me em 2003. Diploma na mão, nenhuma porta aberta. Santos, dois jornais, algumas TVs, rádios fracas. Uma noiva ansiosa por casar, a necessidade de pagar contas etc. e tal. Tornei-me vendedor e vi quatro anos de faculdade sendo jogadas pelo ralo.

O pior momento não é logo depois que você abre mão do sonho. Ali você está preocupado com outras coisas, problemas que te tomam a cabeça te impedem de olhar para o que você abandonou. O pior é quando, depois de uns anos, você olha para trás e fala "eu abri mão de tudo isso por isto aqui?". O pior é ver o que você tem nas mãos e não ser aquilo que você imaginava anos antes.

Mergulhado em profunda frustração, não parando em emprego nenhum, desistindo de procurar uma vaga como repórter em qualquer meio, comecei a trabalhar como encarregado de RH em uma transportadora.

Comecei a gostar do trabalho. Era bom ajudar as pessoas. Porém o sonho abandonado lá atrás ainda me incomodava. O casamento em crise, o trabalho em crise, contas e mais contas, resolvi que, definitivamente, tudo aquilo de errado que vinha acontecendo nos últimos anos era fruto de uma escolha errada lá atras. Uma escolhazinha: abrir mão daquilo que eu mais queria, daquilo que Samuel Weiner chamaria de "minha razão de viver".

Esta semana saí do emprego. Separado, morando com os pais, formado há sete anos, sem experiência formal nenhuma no currículo (apenas alguns freelas que apareceram no caminho), desempregado, mais do que nunca, eu decidi: Eu serei um repórter. Custe o que custar. Eu serei um repórter. Um bom repórter.

P.S.: Hoje encontrei uma ex-colega de faculdade trabalhando como repositora em uma loja de departamentos. Frustração visível no rosto. Será que nós merecemos isso mesmo? Pagar uma faculdade por quatro anos, nos dedicarmos a um sonho, acreditar naquilo e ser obrigados a abrir mão de tudo para poder arcar com o mundo a nossa volta?

Eu serei um repórter. Prefiro esta única certeza do que o mar de dúvidas que me tomava durante o período pós faculdade.
 
Desculpe o texto longo, mas precisava desabafar. rs... Andei meio desacreditado de que era possível conseguir algo assim, mas sei que posso. Obrigado pela iniciativa do blog, que é uma porta aberta para que eu não desista.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Para quem quer estudar na França

Do blog Carreiras: o site  CampusFrance Brasil . tem várias informações para quem quer estudar na França

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h40

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Estagiários submissos, metidos ou "tico-tico-no-fubá" (*)

[Colaboraram com este post meus leitores Nayara e Juliana, de BH; Matheus, dois Marcelos, Cris, Pamela, Sérgio e Anônimo, de SP; Anônimo, do Rio; Eric, de Campinas; Francine, de Ribeirão Preto; Mariana e Camila, de Fortaleza; Michel, de Curitiba; Alysson, de Cariacica, e Karina, de Baureri. Obrigada!! Jóia]

Um estagiário pode dar opinião?

Ou é melhor ser "humilde" e fazer o que mandam sem questionar?

Pode dar ideias e sugestões? Ou é mais prudente mostrar que está lá pra aprender?

O que conta mais? Ser legal com todo mundo e todo mundo te adorar? Ou mostrar um bom trabalho, correndo o risco de ser visto como "metido"?

Eram perguntas de uma leitora, neste post.

Vamos lá...

1. Pra que serve um estágio?

  • para aprender jornalismo na prática
  • para ser conhecido por editores que podem contratá-lo no futuro
  • para fazer contatos com quem pode ser seu futuro colega no futuro
  • para demonstrar experiência no currículo
  • para para garantir o diploma, quando é obrigatório


2. Como tirar o melhor da experiência?

  • interessar-se pelo veículo, suas funções, as pessoas que trabalham lá
  • entender o que é pauta no veículo, o que interessa aos editores
  • aprender com os erros. Como nem todo editor tem tempo ou pendor para isso, faça como a Juliana: "Como a editora nem sempre tem tempo para corrigir os textos comigo, peço que ela mantenha salvos os originais. Assim, consigo ver as modificações e aprimorar meu trabalho"
  • levar a experiência a sério, como sugere a Cris: "tente fazer sua tarefa -por mais chata ou boba que seja- da melhor forma que estiver ao seu alcance. Porque é isso que querem de você: que transcreva a fita ou produza uma nota de 5cm com o mesmo afinco com que faria uma reportagem de capa de revista"


3. Quando vale a pena "dar palpites"?

Antes de listar, vale lembrar o que escreveram o Eric e o Marcelo: "Cada redação trata o estagiário de um jeito".

Vale para qualquer situação profissional, não só para estágios.

Quem é novo no pedaço precisa observar primeiro, até entender a "dinâmica" do lugar. E quando dar palpites?

  • sempre que você tem uma sugestão de pauta
  • quando tem uma ideia que melhora, na prática, o trabalho
  • quando o lugar em que você estagia encoraja sua participação
  • quando pedirem sua opinião (esteja pronto para isso)


4. Como "dar palpites"?

  • como disse o anônimo do Rio, "com humildade pra aprender com quem tem mais experiência"
  • mas lembrando o que escreveu a Cris: "humildade não é sinônimo de submissão"
  • se discordar de algo, perguntas podem funcionar melhor que afirmativas. Em vez de "Não concordo com isso", experimente "Não daria mais certo se fosse assim? Por quê?"
  • tenha sempre argumentos jornalísticos. "Não gosto" não é um deles.
  • se tiver críticas, nunca as faça em público. De preferência tenha uma sugestão de como fazer melhor

5. Ser adorado ou ganhar fama de metido?

  • Tico-tico-no-fubá (*). Como dizem o Alysson e a Camila: "Seja você, e seja profissional". Uma coisa que a vida ensina no tapa: por melhores que sejam suas intenções, por mais cuidadoso e correto que você seja, sempre vai ter alguém que não gosta de você. Esteja seguro do que está fazendo e siga em frente
  • Não tenha medo de mostrar trabalho, mas aprenda a trabalhar em equipe e seja generoso com os colegas. Ninguém precisa pisar nos outros pra subir a escada.


(*) Cultura de almanaque:  "Solteira, casada ou tico-tico-no-fubá?" era o que perguntava o animador Silvio Santos às "colegas de auditório", quando a maioria de vocês não havia nascido. Acabou virando sinônimo de "nem um nem outro"

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h57

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Onde vão parar nossas perguntas?

 

Nós repórteres estamos acostumados a ter controle total sobre nossas perguntas. É uma situação confortável: elas só vão parar no jornal --na revista, na TV, no webvídeo etc.-- se quisermos.

Mas este relato de minha ex-trainee --hoje repórter da Sucursal de Brasíla-- JOHANNA NUBLAT mostra que as coisas não são bem assim:

Acabei de levar um susto com uma entrevista que eu fiz e que foi parar na internet.
 
Fiz uma matéria sobre a eleição para o conselho de representantes brasileiros no exterior, saiu na segunda. Eu queria entrar em contato com os brasileiros que eram candidatos a essas vagas e que, necessariamente, moravam em outros países. Pelo Google, achei dois deles e mandei um e-mail com perguntas básicas. Os dois me responderam e usei as entrevistas na matéria.
 
Um deles, um médico na Alemanha, me perguntou se poderia reproduzir a matéria, com a fonte, no blog dele. Eu disse que sim, sem problemas.
 
Qual não foi a minha surpresa quando eu vi que, além da matéria, ele tinha reproduzido a minha entrevista com ele, perguntas e respostas, citando meu nome e tudo. Minha primeira reação foi: o que exatamente eu perguntei? Será que eu escrevi alguma coisa errada ou fiz alguma pergunta mais ácida? Não, eram questões bem básicas, nada muito importante.
 
De todo jeito, isso me despertou a atenção para o que pode ser feito com uma simples entrevista por e-mail e como você pode acabar abrindo informações que deveriam ficar restritas. Não foi o aconteceu dessa vez, mas poderia ter sido.

VALE A PENA LER DE NOVO:
Blog da Petrobras publica perguntas dos jornalistas

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Fotógrafos e fotos que fazem vídeo

Estava contando minhas peripécias e desastres audiovisuais para minha ex-trainee FLAVIA MANTOVANI (hoje repórter da revista sãopaulo), e ela me falou deste vídeo.

Saiu quando eu estava de férias, por isso não tinha visto.

Foi feito pelos excelentes fotógrafos da Folha DANILO VERPA E LEONARDO WEN.

Reparem como olhar fotográfico faz diferença. (é quase igual aos meus, hehe Com vergonha)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Currículo é como matéria

Já pararam pra pensar que a lógica de construção de um currículo deve ser a mesma de uma matéria:

  • o leitor (no caso, o editor) tem pouco tempo
  • milhares de informações disputam sua atenção
  • é preciso fisgá-lo rapidamente
  • o mais relevante precisa ter mais destaque
  • se fizermos nariz de cera ou errarmos na hierarquia, corremos o risco de perdê-lo antes que ele chegue ao principal

Depois do caso do Guilherme (se você perdeu e quiser saber o que é, clique aqui), uma outra leitora me escreveu falando das dificuldades em achar trabalho em Redação. Avaliem comigo o currículo dela, que está exatamente como eu recebi (formatação etc.) neste link. Aposto que vocês vão identificar o problema tão rapidamente quanto eu.

Meu comentário está aqui.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h12

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Aguardem...

... nesta semana, estreia nova série do blog...

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Vitor por Clarissa; Clarissa por Vitor

Ufa! Nada como um feriado para editar quase todos os vídeos parados na fila.

Com este, vocês agora já conhecem todos os participantes da 50ª turma.

Vamos esperar que eles se animem e comecem a escrever aqui também.

 


 

 Clarissa Falbo, 26 anos, recifense, formou-se em direito pela UFPE e em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco  - Nasci numa quarta-feira, dia 4 do quarto mês do ano de 1984, entre os rios e as pontes da cidade do Recife. Tenho nome de personagem de livro. Minha mãe leu Érico Veríssimo e quis uma menina chamada Clarissa também. Meu brinquedo preferido era uma das pernas de um banquinho de madeira que eu fazia de microfone para entrevistar quem estivesse por perto. Minha avó, curadora do museu da minha infância, guardou o artefato e me deu de presente anos depois. Foi também vovó que arquivou meu primeiro conto. “A menina de Java” é um romance policial em três linhas; as teclas da máquina de escrever emperravam muito e isso atrapalhava um pouco minha atividade literária. Na adolescência, escrevia diários com desenhos, poemas, fotos e tudo mais que coubesse  dentro do caderno. Fiz parte do grupo de teatro do colégio e ganhei o prêmio de melhor atriz coadjuvante pelo papel da mãe fantasma em “Pluft”, de Maria Clara Machado. Na turma do 3º ano do ensino médio, meu apelido era perguntinha. Por que será?! Nessa época, precisava decidir para que curso prestar vestibular. Fiz pesquisas e entrevistas com profissionais de várias áreas, visitei uma redação de TV - onde estagiei depois - e decidi ser jornalista para aprender sobre um assunto novo a cada dia. Para mim, ser repórter ou editora estava bom, mas como meus pais queriam que eu fosse desembargadora, cursei direito também. Não me arrependi. Fazer mil coisas ao mesmo tempo e me interessar por assuntos variados com a mesma paixão virou um estilo de vida. Ah, sim, comer brigadeiro é meu antídoto contra o estresse

Vitor Loureiro Sion, 23 anos, cursa história na USP e se forma este ano em jornalismo na PUC - Morei minha vida quase inteira em São Paulo, mas sempre digo de boca cheia que sou de Santos, onde nasci. Aliás, é pra lá que eu vou quando preciso colocar as ideias no lugar...se quiser me encontrar é só dar um pulo na Vila Belmiro, num sábado, num domingo. Antes de chegar à Folha, trabalhava na editoria de América Latina da agência Ansa. Desenvolvi esse gosto por política externa nos nove meses que passei na Europa entre 2008 e 2009, metade na Espanha, como estudante, e a outra na Irlanda, como garçom. Gosto de sair da rotina e de programar viagens, mesmo que elas ainda não tenham uma data para acontecer...   [Adendo da Ana: joga tênis muito bem (foi quase profissional) e gosta de futebol]


CONHEÇA AS OUTRAS DUPLAS

Marina por Pedro; Pedro por Marina

Natália por Marcelo; Marcelo por Natália

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Quatro cursos de Harvard, gratuitos

 
 

Quatro cursos de Harvard, gratuitos

Seleção de Ricardo Lombardi, no blog Desculpe a Poeira

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Cursos | PermalinkPermalink #

Marina por Pedro, Pedro por Marina

Neste eu acertei! Sorriso

 


 

 

 Marina Mesquita, 24,  vai se formar este ano em direito pela USP, fez especialização em segurança internacional na Sciences-Po - Quando era criança, deixava minha mãe irritada com tantas perguntas sobre casos reais que ela me contava,
queria os detalhes. Sempre gostei de saber as histórias familiares, até mesmo sobre a família da minha "vódrasta". Também adorava ficar parada na banca escolhendo revistas, queria levar todas. Sou muito curiosa também. Mas nunca pensei em jornalismo (?!). No vestibular, prestei vários cursos: economia, direito, administração, ciências sociais e história. Acabei no direito, mas não me apaixonei pelo curso, só pela faculdade. Já quis ser diplomata, astronauta, juíza e defensora pública, mas me encontrei (sem querer) no jornalismo. Não troco mais. Amo viajar, quero cursar história, gosto de cosméticos e de moda.

 Pedro Fonseca, 26, soteropolitano, formado em direito pela UFBA, fez especialização em direito contratual na FGV -  Nasci em Salvador, filho de psicanalistas. Aprendi a desgostar da música baiana mas amar o carnaval mesmo assim. Morei na França, na Inglaterra, no interior de São Paulo. Trabalhei numa escola, numa lanchonete, numa boate, numa empresa multinacional de logística, em dois escritórios de advocacia. Adoro cinema mas nada tão sofisticado. Os pseudo-cult franceses costumam me convencer, Woody Allen me faz rir muito e Almodóvar me mostra o que é o ser humano. Aliás como também já se cantou eu ando pelo mundo, e as cores de Almodóvar chamam a minha atenção.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sou fisioterapeuta; quero ser jornalista

 

Escreve minha leitora Juliana:

Sou fisioterapeuta, especializada em fisioterapia do trabalho, mestranda em ciências da saúde e apaixonada por jornalismo!

Entrei na faculdade com 17 anos. Não sei dizer ao certo porque escolhi fisioterapia...

Durante a faculdade trabalhei no laboratório de neurociências (pesquisa científica básica), o que me estimulou a continuar no curso, já que não me identifiquei com a parte clínica da fisioterapia.

Hoje, com 28 anos e grávida de 5 meses, estou assumindo a minha paixão!

Montei um Blog (Grávida e Bipolar) devido à minha situação atual, e estou muito feliz com o feedback!

Tenho mantido uma rotina de escrever e sinto prazer nisto!

Estou muito interessada em cursar a faculdade de jornalismo. Inclusive, fui muito incentivada pela minha família e amigos jornalistas.

Mas, hoje, lendo o cápitulo 4 do seu livro, fiquei com dúvida!

Até me surpreendi ao ver que você usou como exemplo um fisioterapeuta, sugerindo especialização e cursos de treinamento. Não imaginei que poderia fazer uma especialização.

Isto até é um alívio pois a última vez que estudei as matérias para vestibular foi há 11 anos! Já estava me organizando para prestar para a ESPM.

Já estou inscrita em um curso da Comunique-se, no próximo dia 25, sobre "redação para web".

Gostaria de saber qual especialização você indica e se antes dela devo fazer mais cursos "básicos".

Me sinto insegura pois não sei nada sobre o que envolve a rotina de uma redação e sei pouquíssimo sobre as técnicas.

Por isso achei que precisaria fazer a faculdade.

Você acha que tenho chances de participar de um programa de treinamento?

Outra coisa que me chamou atenção até agora no livro foi que eu poderia escrever para um veículo relacionado à minha área atual e que isso seria uma certa vantagem. Essa informação me animou a terminar o meu mestrado, pois entendi que sendo mestre em ciências da saúde terei um diferencial para veículos da área da saúde. Isso é certo?


Uma coisa que a gente tentou deixar bem clara no livro é que não há respostas certas e únicas para todas as situações.
 
Acho mais fácil pensar nos prós e contras das diferentes opções.
 
Por exemplo, quais as vantagens de fazer nova faculdade?
 
  • aprender noções básicas de jornalismo
  • fazer contatos com professores e outros profissionais da área
  • criar uma rede de colegas que estão na profissão
  • ter um diploma de jornalismo (no momento não é obrigatório, mas pode voltar a ser. Além disse, há veículos que preferem candidatos com diploma)
E as desvantagens?
  • toma muito tempo
  • custa caro
A decisão que a Juliana vai tomar depende de muitas outras coisas que desconheço (por exemplo, quanto tempo e dinheiro  tem para investir, que proximidade tem do meio jornalístico), e há questões imponderáveis, como sorte, características pessoais, de personalidade etc.
 
Respondendo com um alto grau de "intuição", acho que ela deveria entrar, sim, na faculdade, ao menos até conseguir seu primeiro emprego em jornalismo.

A partir daí, pode repensar se é o caso de terminar a graduação ou só complementar a formação, se necessário, com cursos específicos.
 
Sobre os programas de treinamento, sim, ela tem chance. Mas tudo vai depender de quem são os concorrentes.
 
E certamente a formação em saúde é uma vantagem para trabalhar em publicações dessa área.
 
Por fim, sempre que alguém de outra área me escreve querendo mudar radicalmente de vida, tenho um impulso de atuar como advogada do diabo: se seu blog está dando certo, você está feliz com ele etc., será que esta não é uma boa forma de exercitar seu amor pela escrita? Já pensou em fazer isso como hobby, mas continuar na sua profissão? Pelo menos até conhecer melhor a rotina do jornalismo e ver se realmente ela a anima e satisfaz, talvez fosse interessante não descartar de vez essa terceira via.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Natália por Marcelo; Marcelo por Natália

Acham que já fiz bobagens suficientes nos vídeos? Pois neste, da NATÁLIA CANCIAN e do MARCELO MARANINCHI, eu simplesmente deletei as imagens da câmera fixa. surpreso

Está certo que eu estava usando duas câmeras, mas a segunda era para detalhes e coberturas, o que acabou provocando momentos bem bizarros neste vídeo.

Confira você mesmo:

 

 


 

Natália de Castro Cancian, 22 anos, paranaense, formada em  jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG):  Sempre me apresento como paranaense, mas na verdade sou do Sul inteiro. Filha e neta de gaúchos, nasci em Chapecó, Santa Catarina, mas ainda pequena me mudei para a cidade de Pato Branco, no Paraná. De lá, passei por outras cidades - a última foi Curitiba, de onde escrevo agora e faço a minha despedida nesta semana. No jornalismo, estou pronta para o que der e vier: ao mesmo tempo em que começo a me interessar pela cobertura de economia e internacional, tenho uma paixão por matérias ligadas  a cidadania - especialmente por fazer reportagens para a terceira idade. Fiz um livro-reportagem sobre idosos retirados de situações de risco, no ano passado, que hoje guardo na minha gaveta (rs) e na internet. Ainda me recupero da experiência, mas espero voltar a apurar mais sobre o assunto em breve. 
Um dos senhores que eu mais admirava, infelizmente, morreu nesse ano. Levo a experiência das leituras do Saramago comigo, para onde for (desconfio que ele foi "duplicado" também, pelo menos para os seus leitores). Em São Paulo, topo passeios pelos parques e principais pontos turísticos. Se tiver exposições de arte, então, é só chamar - para quem só fazia quadrinhos improvisados para decorar as paredes de casa, estar perto de opções que vão desde as obras de Keith Haring aos clássicos do Masp é uma boa pedida.  [Adendo da Ana: estudou e pratica desenho e adora caminhadas] 

 Marcelo Maraninchi , 23, nasceu em Pelotas (RS), formado em direito pela Universidade Federal de Pelotas, cursa letras na mesma universidade - Fontes off revelaram que boa parte da redação costuma zoar os trainees por conta desse tipo de perfil. Então vou ficar no básico:  me interesso por um pouco de tudo (literatura, cinema, história, economia...) e acho que é isso que me motivou a entrar para o programa de treinamento, já que imagino o jornal como o espaço onde tudo isso se mistura. Tenho vontade de trabalhar em Mundo e Ilustrada; quem sabe tentar uma vaga no Turismo pra viajar por aí, ou no Cotidiano pra escrever os obituários. É, bem provável que eu não escape da gozação... [Adendo da Ana: gosta de música erudita e de Michel de Montaigne]. 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

BUSCA NO BLOG


Treinamento Folha
RSS

ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.