Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Quanto mais a mídia fala, mais gente é salva

  Muito legal o estudo enviado pelo Marcelo Soares que comprova que quando mais a imprensa divulga uma epidemia, mais pessoas se isolam e ficam protegidas do surto.

Esta vai especialmente para aqueles que concordavam com as reticências da OMS no ano passado, alegando que a divulgação dos fatos geraria "pânico". Informação é sempre importante. Quanto mais, melhor.

CLIQUE AQUI para ler.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h56

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Guia para escrever para a web

 
 

Guia para escrever para a web

  O Yahoo lançou há pouco seu manual de estilos – para escrever, editar e criar conteúdo para o mundo digital.

CLIQUE AQUI para ler.

Parece que tem umas coisas legais Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h25

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Mais 12 vagas para jornalistas

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h18

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O que mais marcou o Filipe no Treinamento

"Cheguei aqui pensando que ia mexer com papel"

  Assim como o Luiz, o FILIPE MOTTA também se surpreendeu com o fato de o jornal impresso ter entrado de cabeça no universo multimídia Bem humorado

Outros depoimentos:

  • O que mais marcou o Felipe no Treinamento
  • O que mais marcou a Grazielle no Treinamento
  • O que mais marcou a Aline no Treinamento
  • O que mais marcou o Luiz no Treinamento
  • O que mais marcou o Marcos no Treinamento
  • O que mais marcou o Guilherme no Treinamento
  • O que mais marcou a Nádia no Treinamento
  • O que mais marcou a Thaís no Treinamento
  • O que mais marcou o Elton no Treinamento
  • Conheça os trainees da 49ª turma
  • Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h09

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    Humor nos quadrinhos

      O ótimo blog Wagner & Beethoven, de Mauro A., começou há alguns dias a série Conan, repórter investigativo, engraçadíssima.

    Dentre outras coisas, a gente aprende como lidar com assessores de imprensa (abaixo),  como lidar com as fontes, como agir em entrevistas coletivas (a melhor Muito feliz) e como vender pautas para o chefe. Bom aprendizado!

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h55

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    Inscrições para 51º programa de treinamento vão até segunda

    É agora ou só daqui a seis meses, hein! Bem humorado

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h35

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    Como fazemos: os trainees no jogo Brasil X Chile

     
     

    Como fazemos: os trainees no jogo Brasil X Chile

      Durante os jogos da Copa – todos eles – os trainees se revezam entre várias tarefas: uns cuidam do Twitter e do Facebook do 12 em Campo, outros atualizam o site, outros fazem edição de vídeos, outros ajudam na editoria de Esporte. Trabalham, espiam o jogo, torcem (contra ou a favor), comem pipoca.

    Abaixo, a Editoria de Treinamento durante o jogo do Brasil contra o Chile [protesto porque só a Ana não apareceu, e ela ainda tinha sido filmada fazendo uma dancinha muito engraçada! Muito feliz]

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h23

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    Mais 21 vagas para jornalistas

     
     

    Mais 21 vagas para jornalistas

      Ainda está aberto o concurso para plantonista de Cotidiano.com, com inscrições até domingo.

    E mais, em quatro Estados:

    São Paulo

    Rio

    Minas

    Rio Grande do Sul

    Este blog apenas divulga oportunidades de trabalho que chegam a nosso conhecimento. Não nos responsabilizamos pelas vagas que não são da Folha.

    Primeiros passos para entrar em 13 grandes veículos de comunicação de todo o país

    Acompanhe os concursos da Folha

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h29

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    O que mais marcou o Felipe no Treinamento

    "[Na escala] a gente pôde ver como é que funciona o jornal" 

      O FELIPE LUCHETE citou um consenso entre os trainees de todas as turmas: uma das melhores partes do Treinamento é o dia de escala, em que todos se espalham pela Redação, aprendendo como é o trabalho de um repórter, do redator, da Agência Folha, de cada editoria. Ele conta o que mais gostou de ver em seus dias de escala.

    Outros depoimentos:

  • O que mais marcou a Grazielle no Treinamento
  • O que mais marcou a Aline no Treinamento
  • O que mais marcou o Luiz no Treinamento
  • O que mais marcou o Marcos no Treinamento
  • O que mais marcou o Guilherme no Treinamento
  • O que mais marcou a Nádia no Treinamento
  • O que mais marcou a Thaís no Treinamento
  • O que mais marcou o Elton no Treinamento
  • Conheça os trainees da 49ª turma
  • Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h15

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    O melhor conselho que já recebi

      O site 10,000 Words pediu para que os jornalistas compartilhassem os melhores conselhos que já receberam ao longo de suas carreiras.

    Vejam alguns:

    • "Não seja chato [de ler]."
    • "Quem, que, onde, quando, como e por que são seus únicos amigos honestos."
    • "Omita as palavras desnecessárias."
    • "Todo mundo tem uma história a contar."
    • "Quando você começar a escrever, as ideias vão começar a fluir."
    • "Conheça seu público."
    • "Case com alguém que entenda o jornalismo."
    • "Se acha que a história merece ser feita, brigue por ela."
    • "Evolua."

    Adendo com conselhos enviados pelo Twitter/comentários:

    @abranches: "Do Castelinho (Carlos Castello Branco): "leia poesia todo dia", quando bem jovem lhe perguntei c/o me preparar p/ser colunista".

    @ladislara: "O da Tacy: "matéria boa tem lead, personagem e dados" parece simples, mas sempre funciona."

    Caíque: "'Toda fonte é interessada' - conselho de Maria Libia, coordenadora de jornalismo da FCA PUC Minas."

    Michelle: "Wilson Cid me disse que para ser uma boa jornalista deveria acordar cedo e ler as notícias antes de qualquer coisa, todos os dias."

    Natália: "Se vc deixar de acreditar que a sua breve deveria ser a capa do caderno, pense se realmente escolheu a profissão certa".

    Mais AQUI.

    E mais, com bela dose de bom-humor, AQUI Bem humorado

    A propósito: qual o melhor conselho que vocês já receberam e podem dividir com a gente?

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h58

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    Um olhar atento e uma vira-casaca

     
     

    Um olhar atento e uma vira-casaca

      13 de junho, Austrália X Alemanha. Público: 62.660.

    29 de junho, Espanha X Portugal. Público: 63.599.

    E, em meio a essas 126.259 pessoas, fotografadas por diversas agências e veículos, a repórter MARIA ANGÉLICA MAZZONI, da Folha, descobriu que a torcedora acima é uma vira-casaca, nesta bem-humorada matéria de ontem.

    Como é possível?

    Ontem ela nos contou:

    "Hoje uma das primeiras fotos que chegou do jogo Portugal x Espanha foi dessa menina.

    Como ela é bem bonita achei que daria uma boa foto para abrir a galeria e para home.

    Dois segundos depois me lembrei da torcedora alemã.

    O que me marcou na torcedora alemã? Foi que no primeiro jogo da Alemanha na Copa o Dani, editor, e o Marcelo me encheram que ela estava na home da Fifa e eu não tinha colocado na nossa galeria. (Aqui SEMPRE tem as piadinhas sobre as torcedoras.)

    Fora que ela apareceu em todos os jogos de biquíni e eu fico me perguntando como ela consegue. Os jogadores que ficam no banco de reservas estão usando cobertores para se agasalharem! Muito feliz

    Hoje achei que era ela e comparamos. A reposta definitiva foi quando o Dani conseguiu enxergar uma pinta no queixo dela. surpreso"

    Reparem que, graças a uma ótima memória e a uma capacidade de observação, a repórter conseguiu descobrir uma historinha divertida que não tinha saído em nenhum outro lugar Jóia

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h20

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    Cotidiano de olho na Copa

      Muito legal a galeria de fotos dos jornalistas de Cotidiano assistindo à partida Brasil X Chile. Estão no blog do RODRIGO FIUME, que tem outras cenas ótimas Jóia

    Clique na foto acima para ver toda a galeria.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h57

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    Como fazemos: fotografia de torcida em dia de jogo

     
     

    Como fazemos: fotografia de torcida em dia de jogo

      Brasil e Portugal, na última sexta-feira, 25/6. Saímos com o APU GOMES, fotógrafo da Folha para acompanhar um pouquinho do seu trabalho em dias de jogo. Dessa vez sua missão era fotografar a multidão que assistia à partida no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo.

    Durante o trajeto do prédio da Folha ao local, feito a pé, ele conta como é lidar com multidões e sobre sua trajetória profissional.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h40

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    O que a Alexandra quer saber sobre jornalismo:

    "Como é o dia de um fotógrafo da Folha?"

      Neste antepenúltimo episódio da série de terça, a pergunta da leitora Alexandra, de Brasília:

    Não há muita diferença entre o trabalho de um repórter-fotográfico contratado e um frila. Para mostrar como é a rotina deles, pedi que me mandassem depoimentos com exemplos de trabalhos que fizeram.

    Cinco me responderam e o legal é que cada um deles faz um tipo de trabalho bem diferente do outro:

    1. ALAN MARQUES, repórter-fotográfico da sucursal de Brasília:

    "O dia do fotógrafo começa cedo em Brasília e acaba tarde porque segue a agenda da política local. Aquela história que na Capital Federal ninguém trabalha é mito e posso dar o exemplo dos jornalistas daqui, que têm a carga horária diária de 12 horas.

    Algumas vezes o repórter-fotográfico vai para uma pauta que é a mais importante do dia e rala muito, mas não rende. Outras vezes, uma foto que seria banal e levou apenas um minuto para ser feita vira a imagem de destaque do dia.

    Sextas e segundas-feiras são os dias que a gente foge da agenda política da cidade e trabalha nas pautas especiais e nas de fim de semana. No último dia 18, eu já havia feito quatro pautas especiais e passei na residência oficial da Presidência da República, na Granja do Torto, para conferir a decoração da festa junina, que o presidente Lula daria no sábado, 19.

    Era uma pauta sem muita importância e que a gente chama de fria. Ao descer do carro para fotografar as bandeirinhas e os santinhos que enfeitavam a entrada da Granja do Torto, vi uma figura com uma roupa simples, mas que com ar sério conferia a qualidade da decoração. Para minha surpresa, era a primeira-dama, Marisa Letícia, que estava ali para ver se os preparativos para a festas estavam bem feitos. Uma assessora correu em minha direção e pediu para não fotografar porque a primeira-dama não estava arrumada para fotos. Consegui fazer umas seis fotos antes que as duas entrassem na Granja do Torto.

    A pauta que parecia não ter importância foi a foto que publiquei no dia seguinte, porque era muito difícil ver Marisa Letícia tão sem maquiagem.

    Na noite seguinte, a primeira-dama, Marisa Letícia, e o presidente Lula deram a festa junina e abriram para que eu e mais outros três fotógrafos registrássemos a procissão de Santo Antônio, que o casal faz anualmente antes do início do arraial. Lá estava a primeira-dama arrumada de caipira ao lado do presidente. Ela veio para minha direção e me entregou um pãozinho de Santo Antônio e foi embora com os outros convidados. Esta foto não vi em lugar nenhum."

     

    O relato fotográfico do Haiti, por Alan Marques


    2. RAFAEL ANDRADE, repórter-fotográfico da sucursal do Rio:

    "O dia a dia na sucursal Rio é bem variado. Por mês, às vezes chegamos a fazer mais de 50 pautas, trabalhando no mínimo 22 dias – quatro semanas mais um fim de semana. Isso dá numa média aproximada de duas a três pautas por dia, mas tem dias em que fazemos quatro e dias em que fazemos uma.

    Às vezes acontece de uma pauta – como o recente encontro de chefes de estado da Aliança de Civilizações da ONU, ou a cobertura das chuvas no Rio, ou a tragédia em Angra, ou a queda do avião da Air France, ou a simples agenda no Rio de um candidato a presidente – te consumir um dia inteiro, às vezes 10, 12 ou até mais horas.

    Ontem [22/6], por exemplo, cobri a Marina Silva em agenda em Petrópolis. Na cidade, que fica na região serrana, Marina daria coletiva, seguida de caminhada no centro, seguida de evento em hotel.

    A agenda começaria às 13h30. Para chegar lá nesse horário, cheguei à Folha às 10 da manhã – saíriamos às 11h. A Marina atrasou e o primeiro evento só começou por volta de 14h30. Às 16h, ela faria corpo a corpo no centro. Ela só deixou o hotel às 16h30. Não foi direto para o calçadão, antes fez aparição numa TV evangélica de Petrópolis. Só foi caminhar no centro por volta de 18h. Uma hora depois foi para o último evento do dia – que estava marcado para às 18h. Ficou lá até perto de 20h, quando se encerrava a agenda e nosso trabalho.

    Durante o último evento, que era mais controlável – ela falando numa mesa para militantes do PV, transmiti o que tinha de melhor, que era a caminhada no calçadão e o encontro com eleitores nas ruas de Petrópolis. Ao final do último evento, transmiti mais algumas fotos dela discursando e aguardei ela deixar o local.

    Retornamos ao Rio depois da pauta, chegando aqui por volta de 22h. Ou seja, mesmo chegando mais tarde na sucursal, ainda consegui trabalhar 12 horas ontem. E aí vem uma eleição presidencial..."

    Rafael Andrade na cobertura da tragédia do vôo Air France

    Manual dos repórteres fotográficos, por Rafael Andrade

    Blog e Flickr de Rafael Andrade


    3. MASTRÂNGELO REINO, repórter-fotográfico de São Paulo, conta como é a cobertura para a coluna da MONICA BERGAMO:

    "Faço em média duas pautas para a coluna por dia, e isso leva umas quatro horas, depois vou para a minha casa e edito o material e mando ainda durante a noite, já que as fotos precisam estar nas mãos do pessoal da coluna logo cedo para poderem diagramar a página.

    As pautas geralmente são festas badaladas e cheia de celebridades e por isso nem sempre é muito tranquilo, já que sempre tem vários outros fotógrafos e fãs disputando o mesmo espaço que eu. Quanto mais pessoas eu conhecer, melhor. Quando não conheço, procuro no "São Google", ou a assessoria ou os outros fotógrafos me ajudam com isso.

    A coluna leva uma linha não só de colunismo social, ela vai além disso, e aí precisamos ter fotos boas sobre eventos políticos, etc.

    Sempre procuro chegar antes nas pautas para poder tentar fazer um retratão para o abre da página, e quando isso rola, tem que ser feito muito rápido.

    A Redação às vezes me pauta para pautas do dia, e aí pauta outra pessoa para fazer a coluna. Essas outras pautas são de diversas editorias, pode ser o alagamento do Jardim Pantanal, um retrato de um empresário, treino ou jogo de futebol, manifestações etc."

    Flickr de Mastrangelo Reino

    Um dia na coluna da Mônica Bergamo


    4. MOACYR LOPES JUNIOR, repórter-fotográfico de São Paulo, conta como é o plantão de sábado:

    "Sábado, em meu plantão do final de semana, fui pautado para acompanhar, pela manhã, a convenção do PTB, num hotel na zona sul de São Paulo, onde o candidato à Presidente pelo PSDB, José Serra, participaria do encontro de anúncio de sua candidatura.

    Trânsito tranquilo, eu e o sr. Marivaldo, motorista da Folha, chegamos às 9h e já encontramos dois fotógrafos na porta do hotel.

    A convenção estava marcada para as 10 horas. Chegaram correligionários, políticos, repórteres e nada do candidato Serra.

    Eu reconheci um segurança no lobby e fiquei de olho nele – é bom saber identificar quem são os seguranças e assessores porque, mesmo quando não querem falar,  um gesto, uma movimentação entregam os passos de seus protegidos. O segurança continuava tranqüilo, de vez em quando checava o celular, e em seguida espiava a TV, que mostrava um jogo da Copa na recepção do hotel.

    Passava das 11 horas quando foi iniciada a convenção com discursos e homenagens. Todos jornalistas subiram para a reunião e eu preferi ficar distante, observando o segurança que continuava aguardando o candidato. Mais uma checada no celular e o segurança recebe um telefonema, resolve sentar: foi minha dica para entender que o candidato iria atrasar ainda mais, então fui para os discursos, desisti de tentar uma foto exclusiva.

    O difícil de uma cobertura fotográfica é a disputa de espaço com tantos "fotógrafos" com suas câmeras de celulares. Eles entram na frente, esticam o braço, gritam, pedem atenção, modificam a espontaneidade da cena. Tá cada dia mais difícil.

    Não pensaram num lugar para os fotógrafos e cinegrafistas, nos amontoamos no chão.

    Alguns políticos discursaram longamente, meu horário para a transmissão das fotos estava no gargalo, tinha que mandar até 12h30, avisei o editor da Fotografia que o candidato estava atrasado e ele ficou preocupado com o horário, me disse o formato da foto. Quando o Serra entra na sala com mais de uma hora de atraso, o jeito foi resolver o fechamento com uma imagem contextualizada do encontro, ou seja, a proximidade dos dois partidos. Assim que aconteceu a cena, no mesmo local, embaixo da mesa da cerimônia, liguei meu computador, editei quatro fotos, legendei e transmiti para a Redação o mais rápido possível. Deu certo.

    É assim, quase sempre dramático, um fechamento de jornal. Parece que não vai dar tempo e o fotojornalista tem a responsabilidade de registrar o fato com precisão e fidelidade sem perder o horário do fechamento porque, afinal, foto boa é foto na página."


    5. JOEL SILVA, repórter-fotográfico de São Paulo, conta por telefone como está sendo a cobertura da Copa, na África (onde está desde 1/6 e vai ficar até 15/7):

    Rotina

    Aqui a gente acorda por volta das 8h e vai dormir por volta das 2h da madrugada, todos os dias.

    Cobertura

    Às vezes deixo o esporte – os treinos e jogos – e vou fazer outras pautas paralelas, para tentar contar um pouco como é a África. Já estive em favelas, em bares... A rotina na Copa não é só esporte.

    Dificuldades

    Uma das maiores dificuldades é ter que estar sempre atento com segurança, ainda mais que a gente anda com equipamento caro. Outros jornalistas da Folha tiveram o cofre do hotel arrombado. Eu fui assaltado dentro do avião, na vinda pra cá. Roubaram o laptop no bagageiro, mas não deu pra ver quem foi.

    Além disso, temos dificuldade de locomoção. Aqui não existe táxi, os táxis são vans. Ontem um colega foi assaltado pelo motorista. Perguntou quanto ficou a corrida e o cara tirou a faca e disse: "Tudo o que você tiver". Sempre tem que alugar carro. A Folha alugou carro pra gente.

    E é muito frio.

    Pautas por dia

    Varia. Ontem fiz duas. Hoje fiz o treino e um jogo. Sempre umas duas ou três pautas por dia. No dia do jogo do Brasil, a gente só faz o jogo. Tenho que ir ao estádio pegar colete, credencial e um tíquete com a posição no campo. Isso demanda tempo. 

    Multimídia

    Estou fazendo cobertura multimídia. Já enviei mais de cinco vídeos para a Folha.com. Eu faço tudo: capto as imagens, vou para o hotel, faço a edição e mando para o Brasil.

    Flickr do Joel Silva

    O que é preciso para ser jornalista, por Joel Silva

    Caras, bocas e a melhor foto do mês

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h29

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    Glossário de termos tecnológicos para jornalistas

      Não sabe o que é app? CSS? embed? flash? Google Wave? Google Buzz? P2P? RSS? SEO? tag? XML? Twitter? blog Nervoso?!

    Se você é um jornalista do século 21, deveria saber.

    E o amigo Marcelo Soares indicou um glossário que poderá ajudar  Jóia

    CLIQUE AQUI e conheça.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h52

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    São Paulo Fashion Week – Manual Básico para iniciantes

    Criações de Ronaldo Fraga no último dia da SPFW (Sebastião Moreira/Efe)

      Uma cobertura como a da São Paulo Fashion Week demanda vários preparos, organização e muita disposição. Atendendo a pedido da leitora Renata Agostine, a editora de Moda da Folha, VIVIAN WHITEMAN, fez um relato detalhadíssimo, que será uma mão na roda para quem for cobrir o próximo evento do tipo. Bem humorado

    Vejam abaixo os cinco passos do trabalho:

    "É bastante complicado montar uma cobertura como a da São Paulo Fashion Week. As notícias saem nos blogs e sites o tempo todo, e o impresso precisa se virar para entregar algum diferencial ao leitor.

    Para isso, é necessário, acima de tudo, montar uma equipe boa, esperta, criativa e de confiança.

    Não existe uma fórmula exata, mas vou detalhar a seguir os passos principais. Baseio esse relato sobretudo na última temporada, que terminou agora em junho, porque foi a minha primeira temporada como editora.

    Primeiro passo – O preview

    Um mês antes do início da São Paulo Fashion Week começam a chegar notícias antecipadas sobre algumas coleções. Nesse período, também costuma ser divulgado o line-up, ou seja, a programação das grifes que devem desfilar em cada um dos dias do evento em questão.

    Nesta temporada, os line-ups de Fashion Rio e SPFW foram divulgados em conjunto. Os dois eventos pertencem ao grupo de investimentos Inbrands e são organizados pelo empresário Paulo Borges (a Luminosidade, empresa de Borges, responsável pela direção das semanas de moda, faz parte da Inbrands).

      Sabendo das estreias e novidades, é hora de começar a pensar em um grande destaque para o dia da abertura do evento em questão. Desta vez, na SPFW, apostamos num perfil do estilista João Pimenta, que fez seu primeiro desfile na semana paulistana.

    Foi uma bola dentro porque o desfile do João foi um dos mais bacanas da temporada.

    Mas como chegamos ao João? Havia outras estreias no evento, que não foram destacadas. O caso é que João Pimenta já desfilava há tempos na Casa de Criadores (evento paulistano de moda alternativa acompanhado semestralmente pela Folha), onde vinha apresentando trabalhos excelentes. Com isso em mente, armamos uma entrevista com ele e vimos algumas peças da coleção – por meio dessa amostragem de roupas, chegamos à conclusão de que a coleção como um todo valia a aposta. Produzimos fotos especiais para essa entrevista, tanto do estilista quanto dos modelos com os looks da coleção. Tudo isso é devidamente agendado via assessoria de imprensa do estilista.

    O texto virou um perfil que mixava pontos pessoais da vida de João com sua trajetória até chegar à SPFW. O interessante é que a concorrência toda já havia falado sobre o João, mas nosso foco foi específico, e o material saiu com uma série de informações exclusivas. Para isso, é importante entrevistar ao vivo, bater papo e aprofundar as questões. Além disso, o material fotográfico rico e conectado ao espírito e tema da coleção valorizou o pacote todo.

    Como acertar no preview: É preciso juntar novidade e conhecimento prévio sobre o "destacado". Mesmo no caso de grifes ou estilistas já conhecidos, um foco diferenciado é essencial – um recorte inusitado na história de vida do entrevistado, uma imagem inesperada e impactante etc 


    Segundo passo - A Reunião

    Uma semana ou alguns dias antes do início do evento, é hora de reunir a equipe que vai trabalhar na cobertura.

    O editor precisa ficar atento para ter em sua equipe pessoas com os seguintes perfis: um ou mais ótimos repórteres, alguém que ajude no fechamento, um bom crítico de moda, um repórter "social" (que saiba fazer links entre moda, celebridades e assuntos que orbitam em torno dos desfiles) e um bom "entrevistador".

    Na reunião, todos os participantes oferecem suas sugestões, que são avaliadas pelo editor e discutidas em conjunto. É uma hora ótima para ter todas as ideias do mundo, peneirar as "viagens" e apostar naquilo que pode ser feito e que provavelmente renderá um bom material.

     Algumas pautas são "inderrubáveis", ou seja, uma vez confirmadas, entram de fato na edição. Um exemplo claro são as entrevistas exclusivas com Gisele Bündchen, que são sempre agendadas previamente. Os leitores da Folha, assim como os das maiores revistas de moda do  mundo, adoram Gisele e é bacana que o jornal possa oferecer esse conteúdo de forma diferenciada. Nesta edição, conhecemos o famoso bebê Benjamin e falamos com a top sobre assuntos que vão além da moda, como a questão da amamentação.

    Outras pautas, como direi mais para frente, aparecem na hora.

    Como acertar na reunião: Chame pessoas de confiança, perfis diversificados e faça um plano de pautas com alguns itens fixos e outros móveis


    Terceiro passo – A Diagramação

    Desta vez tivemos de pensar em como adaptar a cobertura ao novo projeto gráfico da Folha. Decidimos que o novo projeto da coluna Última Moda seria aplicado durante a SPFW.

      Tivemos mais espaço para fotos (grandes e impactantes) e textos mais curtos, interligados com conteúdos postados via blog. No final das contas, fizemos uma seleção muito criteriosa, e o leitor da Folha teve acesso a críticas mais extensas sobre os dois ou três melhores desfiles do dia. As apresentações secundárias foram noticiadas na forma de fotos seguidas de comentários curtos.

    Mantivemos ativa a seção Tuitadas (frases de fashionistas retiradas do Twitter), tornando-a uma edição especial só com comentários sobre a SPFW (ou de pessoas que estavam circulando pela Bienal).

    Como acertar na diagramação:  Pesar e pensar a relação conteúdo x forma, trabalhando com os dois a um só tempo


    Quarto passo – A cobertura

    Ao contrário do que muita gente pensa, a cobertura da SPFW é uma pauleira danada. São, no mínimo, 12h diárias de trabalho, do momento em que o carro do jornal pega os jornalistas em casa, lá pelo final da manhã, até o fim da noite (ou início da madrugada).

    Chegando no prédio da Bienal, no Ibirapuera, onde ocorre o evento, subimos para a sala de imprensa, no último piso.

    De lá, o editor entra em contato com a Redação. Na Redação, ficam um fechador e um diagramador. As duas equipes (Bienal e Redação) têm de trabalhar em conjunto. Nas primeiras conversas do dia são discutidos os assuntos principais e o que deve rolar para a edição em questão. Ex: principais desfiles, entrevistas marcadas, reportagens especiais etc

      Em paralelo, conforme assiste aos desfiles, o editor seleciona as fotos que serão publicadas.

    As tuitadas são selecionadas via twitter com a ajuda de todos os repórteres. Só são publicadas as três ou quatro mais bacanas do dia.

    No início da tarde, os repórteres dão retorno de pautas em andamento e, no caso de terem apurado algo fora do cronograma, "vendem" a novidade para o editor. Decidido o que vai entrar, os repórteres finalizam a apuração e escrevem os textos, que passam pelo editor.

    No meu caso, as críticas de desfile ficam sob minha responsabilidade. Só pode fazer crítica quem já cobre moda há alguns anos, quem já treinou muito o olhar e já pesquisou bastante. Eu tive um ótimo professor, ALCINO LEITE NETO (hoje editor do Publifolha), que lapidou meu texto, me ajudou a evitar vícios e jargões e sempre me incentivou a desenvolver minha veia crítica a partir de argumentos e análises sólidos. Pensar sem amarras e escrever sem "rabo preso".  

    Tive e tenho outras professoras: falar com mulheres como Costanza Pascolato, Regina Guerreiro, Gloria Kalil, Lilian Pacce e Erika Palomino é muito enriquecedor. Costanza e Regina são livros ambulantes da moda. Fora os papos com stylists, fotógrafos e com os próprios estilistas.

    Fazer uma crítica de moda é defender uma pequena tese sobre uma coleção. Além dos dados concretos e do briefing passado pelo estilista, é sempre bom ter um "insight" – ou seja, uma "luz" que ajuda a conectar aquela coleção a uma série de referências históricas e contemporâneas. E essa luz vem mais fácil com o treino do olhar e da memória. É um exercício que não pode parar.

    É preciso conhecer a trajetória de cada marca e estilista, ter memória fotográfica (para lembrar das últimas coleções) e reunir conhecimentos específicos sobre tecidos, modelagens, caimentos etc. E, mesmo assim, é sempre necessário checar e conferir mil vezes. Isso não é garantia de não errar nunca (impossível!), mas é um caminho para evitar erros recorrentes e fugir dos chavões vazios. Além disso, pesquiso moda desde a minha adolescência. Moda exige dedicação e uma certa paixão pelo assunto, porque são muitas marcas, muitos estilistas, muitas temporadas, muitas tendências, milhões de referências. Enfim, é preciso ter dedicação e não se entregar à preguiça (às vezes, devido à repetição de fórmulas, ela aparece).

    A hora do fechamento é uma correria, para dizer o mínimo. O editor já passou à equipe de Redação o que terá na edição (ex: uma crítica abrindo a página com duas fotos, seções X, Y, Z, uma reportagem sem foto, um texto-legenda etc). O diagramador envia o "risco" via email e são acertados os detalhes finais. O editor lê todos os textos, faz, modifica ou confere títulos e legendas e transmite tudo via email, já com os tamanhos previamente estipulados.

    A primeira edição, de circulação nacional, fecha por volta de 20h. A segunda, chamada de São Paulo, às 23h.

    Para a segunda edição, atualizamos a página com o que houver de mais quente.

      Nos chamados "bolinhos" (aglomeração de jornalistas atrás de grandes celebridades), um repórter fica na cola do famoso em questão. A colunista do Folhateen e membro do 02 Neurônio NINA LEMOS já fez vários textos hilários sobre as confusões em torno de Gisele, Paris Hilton, e até Jesus Luz. Humor, aliás, é essencial na cobertura. Humor, sempre. Baixaria, intrigas e grosserias, não, obrigada (a não ser que vire notícia, no caso de, sei lá, dois estilistas saírem na mão!).

    Outros pontos vitais: ficar de olho em assuntos "quentes" da moda (padrão de beleza das modelos, cotas, grandes negócios, presença de políticos nos desfiles) e descobrir recortes inusitados em situações aparentemente "banais".

    A Folha, vale lembrar, teve papel decisivo nas últimas temporadas na discussão de assuntos como anorexia e cotas para modelos negras.

    Como acertar na cobertura diária:  Misturar boa crítica de moda (independente, analítica e corente), reportagens exclusivas, boas entrevistas, sacadas de cultura pop e tiradas de humor. Estar sempre alerta e tentar manter o pique alto (não é fácil!)


    Quinto passo – O Balanço

    Toda semana de moda termina com um balanço.

    Quais foram as tendências que surgiram, quais foram os melhores desfiles etc.

    Melhor e pior, no entanto, são conceitos construídos. Para isso, é preciso ter critérios: o estilista evoluiu? Qual é a conexão entre essa e a última coleção? Houve inovação de materiais, modelagem ou conceito? A execução da roupa em relação ao tema foi bacana? Qual é o público-alvo dessa marca, o desfile falou bem com esse público? A execução técnica das roupas foi boa? Como o desfile se conecta com tendências maiores, ele é um retrato de seu tempo? Essas são apenas algumas das perguntas que devem ser respondidas na hora de analisar um desfile. Depois da avaliação individual, é preciso confrontar os dados.

    Uma crítica não deve se basear em gostos pessoais do editor do tipo: "Ah, eu nunca usaria isso". É claro que o gosto do crítico está de certa forma envolvido na análise, mas deve prevalecer o olhar de profissional de moda e cultura. A boa moda nunca é só moda – ela revela muito sobre a sociedade que a produz. É tarefa do crítico mostrar ao leitor algumas dessas conexões.

    Como em qualquer conteúdo de moda, escolher boas imagens é essencial. Moda é, acima de tudo, imagem.

    Fazemos um balanço na coluna e outro na revista Serafina. Procuro dar um recorte diferente em cada um deles, para mostrar como é possível ter diferentes leituras sobre o mesmo conjunto de desfiles. E o legal é que essas leituras conversam entre si.

    Como acertar no balanço: rever textos, imagens e "espremer" a essência da temporada a partir dos desfiles mais representativos. Manter o olhar crítico e estabelecer critérios de julgamento firmes e coerentes  

    E tem as coberturas internacionais. Mas isso é uma outra história..."

     

    As fotos foram tiradas DAQUI.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h52

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    O que mais marcou a Grazielle no Treinamento

    "Aprendi mais nesses dois meses dando ideias de pauta do que em quatro anos de faculdade"

      Quase todos os dias os trainees precisam pensar em pautas, como parte do exercício do Treinamento. Às vezes devem pensar em pautas de editorias com que têm menos familiaridade ou afinidade e isso foi um grande aprendizado para a GRAZIELLE SCHNEIDER Alegre

    Outros depoimentos:

  • O que mais marcou a Aline no Treinamento
  • O que mais marcou o Luiz no Treinamento
  • O que mais marcou o Marcos no Treinamento
  • O que mais marcou o Guilherme no Treinamento
  • O que mais marcou a Nádia no Treinamento
  • O que mais marcou a Thaís no Treinamento
  • O que mais marcou o Elton no Treinamento
  • Conheça os trainees da 49ª turma
  • Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h52

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    Mais 12 vagas para jornalistas

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h43

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    Últimos dias para desconto no Congresso da Abraji

     
     

    Últimos dias para desconto no Congresso da Abraji

     

      Nos dias 29 a 31 de julho teremos o 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, o mais abrangente e organizado evento de jornalismo do país.

    E até quarta-feira, dia 30, é possível comprar os ingressos com desconto.

    Este ano haverá palestras e oficinas sobre:

    • cobertura eleitoral,
    • investigação de lavagem de dinheiro,
    •  redes sociais,
    • cobertura de desastres naturais como o terremoto no Haiti e as grandes enchentes brasileiras,
    • investigação de empresas privadas,
    • cobertura da Copa no Brasil,
    • cobertura de crime organizado,
    •  investigações na TV e no rádio,
    dentre vários outros assuntos, só com gente muito fera de vários veículos e de fora do Brasil.

    Enfim, é uma bela oportunidade Bem humorado


    Eu poderia ser suspeita pra falar, porque fui da diretoria da Abraji desde a fundação. Mas acreditem: é seguramente o melhor evento de formação de jornalistas do país. Quem puder não deve perder.

     

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h08

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    Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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