O Washington Post e o Woodrow Wilson Center for Scholars em Washington, nos Estados Unidos, oferecem uma bolsa pela qual jornalistas da América Latina e do Caribe passarão três semanas na capital americana cobrindo temas relevantes para seus países de origem. Cinco jornalistas serão selecionados. Inscrições abertas até 28 de maio. (leia mais aqui)
Um leitor do blog, que já trabalha num grande veículo, contou o seguinte:
"Tive que fazer uma solicitação a uns assessores de políticos há uns dias. Alguns responderam tranquilamente, mas, quando liguei para outro, ouvi dele o seguinte: "Não vou te passar as informações porque vi posicionamentos seus no twitter [que é pessoal e não indica o local onde trabalho] que me levaram a deduzir que você vai fazer uma matéria tendenciosa".
Levei um tempo explicando para ele que minhas opiniões não interfeririam no meu trabalho e parece que ficou tudo bem.
Mas restou o aprendizado: em tempos de informações à solta na internet e falta de privacidade, nós, jornalistas, principalmente, temos que tomar muito cuidado com o que fazemos e dizemos no mundo virtual. Tudo poderá ser usado contra nós. Para evitar novos problemas, apaguei os tweets que podem indicar opiniões políticas, que agora interessam só a mim."
Alguém mais já passou por isso? Ou discorda da solução dele (apagar os tweets mais incisivos)?
"O Innovations in Newspapers está acompanhado a produção de infografias sobre as cinzas do vulcão islandês e lançando um desafio para que as representações sejam melhoradas."
A repórter MARIANA BASTOS, que trabalha com jornalismo esportivo há sete anos, fala o que devemos ler, acompanhar e fazer se quisermos nos especializar na área.
Ela trabalha no caderno Esporte da Folha desde março de 2006. Antes, passou pelo "Lance" e pelo UOL Esporte.
1. A linguagem é coloquial, informal. Quem de vocês duvida que a mesma notícia saísse assim:
Cientistas da Universidade Nacional La Plata, na Argentina, detectaram que a habilidade para cantar dos sapos da espécie sapo-de-chifre (Ceratophrys ornata) começa na fase de girino.
Segundo o pesquisador Guillermo Natale. foi observado que os girinos emitem som metálico na presença de outros animais agressivos ou quando são tocados pelos cientistas.
O trecho acima tem toda cara de matéria de jornal, não tem? Mas será que a gente precisa mesmo escrever textos sempre tão formais, artificiais? Por que não tratar o leitor como um amigo a quem a gente conta uma boa história?
2. Os verbo, substantivos e adjetivos são precisos e bem escolhidos e dão cor e graça ao texto
Os sapos são cantores inveterados, mas ninguém imaginava que esse "talento" começasse na fase de girino. Cientistas argentinos detectaram o canto em larvas do sapo-de-chifre (Ceratophrys ornata).
Guillermo Natale, da Universidade Nacional La Plata, mostrou que, confrontados com companheiros agressivos ou com um cutucão dos cientistas, os girinos emitiam um som metálico, facilmente audível. Leia mais na Folha Online (www.folha.com.br/ci720229).
3. O tema ajuda, claro. Mas tenho a impressão de que é possível fazer textos animados sobre quase qualquer assunto, principalmente quando o autor tem este ponto abaixo:
4. Reinaldo Lopes, o autor do texto, tem um talento (sem aspas!) incrível para equilibrar humor e notícia
Minha ex-trainee GIULLIANA BIANCONI acertou na mosca: eu odeio frases do tipo "ninguém imaginava". Além de desnecessárias, são imprecisas. Provavelmente os cientistas argentinos imaginaram que os girinos pudessem cantar e por isso foram cutucá-los etc.
Se o lide fosse "Os sapos são cantores inveterados e esse talento começa na infância", o texto continuaria divertido sem usar a expressão de senso comum.
Alguns leitores falaram também das aspas em "talento". Não me incomodaram neste caso específico. Afinal, os pobres sapos "cantam por necessidade e não por boniteza" (parafraseando Guimarães Rosa, que meu colega XICO SÁ citou recentemente num depoimento que escreveu para meu novo livro). Mas concordo que devemos economizar essas aspas de "ressalva".
Humor no jornalismo é bom e cabe no noticiário comum. Até mesmo quando o texto é minúsculo, como este, que me fez gargalhar durante o café da manhã. Leiam e tentem identficar os recursos que o Reinaldo usou. Mais tarde eu comento:
BIODIVERSIDADE
Larva de sapo também canta, afirma estudo
REINALDO JOSÉ LOPES DA REPORTAGEM LOCAL
Os sapos são cantores inveterados, mas ninguém imaginava que esse "talento" começasse na fase de girino. Cientistas argentinos detectaram o canto em larvas do sapo-de-chifre (Ceratophrys ornata).
Guillermo Natale, da Universidade Nacional La Plata, mostrou que, confrontados com companheiros agressivos ou com um cutucão dos cientistas, os girinos emitiam um som metálico, facilmente audível. Leia mais na Folha Online (www.folha.com.br/ci720229).
Pra não deixar de ser implicante, pois isso faz parte do meu ofício, há uma coisa de que não gosto nessa notinha. Tentem descobrir o que é. Comento depois, também.
A Luana, de BH, escreveu pedindo bibliografia sobre mídias sociais. Pedi ajuda aos universitários, no caso meu amigo e professor Marcelo Soares, sempre antenado.
O que ele disse:
Tem pouca bibliografia boa sobre isso em português. Muito pouca. Aliás, em português tem muito pouca bibliografia sobre quase tudo que seja modernizante em jornalismo ("Precision Journalism" nunca saiu no Brasil, por exemplo). Um dos mais recentes e bem explicados, além de gratuito e traduzido por mim, é este:
A gente pediu também indicações pra meu colega e professor ALEC DUARTE, que deu a lista abaixo:
BIBLIOGRAFIA
AMARAL, Adriana, MONTARDO, Sandra e RECUERO, Raquel - Blogs.com http://www.sobreblogs.com.br/
BECKETT, Charlie - "Supermedia: Saving Journalism so it can save the world" http://www.amazon.co.uk/Supermedia-Saving-Journalism-Save-World/dp/1405179236
BOWMAN, Shayne e WILLIS, Chris - "We Media" http://www.hypergene.net/wemedia/weblog.php?id=P36
GILLMOR, Dan - "We The Media - Grassroots Journalism by the People, for the People http://oreilly.com/catalog/wemedia/book/index.csp
JENKINS, Henry - "A Cultura da Convergência" http://portalliteral.terra.com.br/lancamentos/cultura-da-convergencia
KEEN, Andrew - "The Cult of the Amateur - How Today´s Internet is Killing our Culture" http://www.amazon.com/Cult-Amateur-Internet-Killing-Culture/dp/0385520808
SHIRKY, Clay - "Here Comes Everybody" http://www.amazon.com/Here-Comes-Everybody-Organizing-Organizations/dp/1594201536
ZITTRAIN, Jonatthan - "The Future of the Internet - And How to Stop It" http://www.amazon.com/Future-Internet-How-Stop/dp/0300124872
WEBGRAFIA
BRADSHAW, Paul - RSS an Social Media for journalism http://www.journalism.co.uk/7/articles/531343.php
CANAVILHAS, João - Da pirâmida invertida à pirâmide deitada http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-webjornalismo-piramide-invertida.pdf
CAVALCANTI, Mario Lima - Jornalismo em dispositivos móveis http://www.bocc.ubi.pt/pag/cavalcanti-mario-propostas-para-uma-boa-escrita-jornalistica.pdf
CHRISTOFOLETTI, Rogério. "Blogs jornalísticos e credibilidade: cinco casos brasileiros" http://www.facasper.com.br/cip/communicare/6_2/pdf/08.pdf
QUERIDO, Paulo - Textos de vários autores sobre o microblog (Twitter) http://delicious.com/ptd/twitter
ROSEN, Jay - The People Formerly Known as the Audience http://journalism.nyu.edu/pubzone/weblogs/pressthink/2006/06/27/ppl_frmr.html
ROSEN, Jay - Migration Point for the Press Tribe http://journalism.nyu.edu/pubzone/weblogs/pressthink/2008/06/26/pdf.html
SALAVERRÍA, Ramón - De la piramide invertida al hipertexto http://www.unav.es/fcom/mmlab/mmlab/investig/piram.htm
SCHMIDT, Michael e SWENSEN, David - News you can Endow http://www.nytimes.com/2009/01/28/opinion/28swensen.html?_r=3&th&emc=th
RECUERO, Raquel - "Discutindo redes sociais e o jornalismo na Internet" http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&idConteudoTipo=2&idConteudo=3801#
VICTOR, DANIEL - How I want to redefine my role, and the reader’s role, in the newspaper http://bydanielvictor.com/2009/01/06/how-i-want-to-redefine-my-role-and-the-readers-role-in-the-newspaper/
Textos variados WINER, Dave - What makes a weblog a weblog? http://blogs.law.harvard.edu/whatmakesaweblogaweblog.html
Em artigo, editor do The Tribune diz que jornalistas devem blogar http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&idConteudo=1687&idConteudoTipo=1&PHPSESSID=96af153c63b9b62e723c37f8ccd88cc0#
O uso de redes sociais (dicas) http://www.pewinternet.org/PPF/r/272/report_display.asp
Continuando nossa série de terça-feira, respondo agora à seguinte dúvida da leitora Aline, de Praia Grande (SP):
Para responder à dúvida da Aline, conversei com a BEATRIZ PERES, que era editora de Saúde e Equilíbrio até março, e com sua assistente FLÁVIA MANTOVANI, que contaram como é a rotina do caderno, quais as diferenças entre os dois cadernos, o que é pauta de cada um etc:
As duas estão agora no novo projeto editorial da Folha, que será lançado em maio. Mesmo assim, achei melhor manter a entrevista que fiz com as duas, porque estiveram por cinco anos à frente de Equilíbrio e acompanharam toda a trajetória de Saúde, criado em outubro de 2008.
Entrevistei a Beatriz no dia 8 de março e a Flávia no dia 9, quando a edição de quinta-feira já estava praticamente fechada. As imagens dos prints ilustram a fala das duas jornalistas.
"Neste ano, já fui procurado por cerca de dez grupos de jovens estudantes de comunicação, que sonham em se formar até o final do ano, com o objetivo de eu ajudá-los em seus trabalhos de conclusão. Em comum, o tema: pessoas com deficiência, "classe" a qual pertenço e que me sinto mais à vontade chamando de "malacabados", lá no meu blog. Aqui na Ana, vou ser mais certinho... (ui)
Somado aos estudantes, engrossaram os pedidos de entrevistas diversos meios impressos, eletrônicos, etc. Até aí, tudo são glórias, não é mesmo?! O que eu mais queria quando criei o "Assim como Você" era colocar os deficientes na pauta midiática, logo, tá tudo bacana! Estamos na moda...
Bem, mas os bastidores desta visibilidade toda são cheios de valores errados arraigados e escorregadas em conceitos e procedimentos dos meus futuros e atuais colegas. Percebo que tudo o que eu tento mostrar com meus textos é aplicado de forma torta em vários dos pedidos que me dirigem.
Como muita gente sabe, a novela da 20h da Globo colocou a personagem central numa cadeira de rodas, a tetraplégica Luciana, interpretada pela atriz Alinne Moraes. Por esses dias, a moça do folhetim, pelo que sei, está às voltas de transar com o namorado, logo, os meios de comunicação querem saber: mas cadeirante faz sexo?!
Acho a discussão válida, uma vez que boa parte das pessoas ainda acha que deficiente é um bichinho que fica preso na gaiola, ou na carriola, e só sai de lá para ir à fisioterapia ou tomar sol na calçada esburacada em frente de casa.
Contudo, o que me incomoda muito é a forma indiscreta e desastrosa com que alguns jornalistas querem falar do assunto. Por acaso alguém já leu, numa publicação séria, a forma como as loiras transam? Ou como as ruivas praticam o ato sexual? Alguém já leu alguma matéria na Veja, por exemplo, falando como os baixinhos são vigorosos na cama?
É assombroso, para mim, ser tratado com uma raça que, inclusive, pode se acasalar. Como já disse, não nego que haja interesse público e do público em torno do assunto, mas me sinto ridículo quando me perguntam: "Dá pra explicar cientificamente como funciona o sexo em cadeirantes?"
Tenho vontade de responder: "Bem, eu começo abrindo o zíper da calça e ..." As pessoas praticam o ato sexual das mais diversas formas e é da mesma maneira com gente deficiente. Como o ato se dá em si tem alguma relevância para o leitor? A meu ver, isso beira a pornografia.
Ninguém me pergunta sobre fertilidade, sobre capacidade de ereção ou ejaculação. Querem saber se dá para transar. Ninguém pergunta se mulheres com deficiência são rejeitadas por homens cretinos que avaliam que elas são frígidas. Perguntam apenas se o ato de "entrar e sair" é igual.
Defendo que o jornalista precise mesmo dar um de tolo para arrancar a melhor explicação do entrevistado sobre qualquer assunto, porém, o trato com o ser humano precisa ter um mínimo de delicadeza, sensibilidade, bom senso.
Saber um mínimo sobre aquilo que se pretende reportar é sinal de respeito com seu entrevistado, com o tema que você quer relatar. Não é preciso ter pudores, mas, sim, ter cuidado para não tratar o diferente como exótico, como algo do reino encantado dos "navis", por exemplo.
Uma estudante me abordou assim, na semana passada: "Queremos produzir uma revista ou um documentário sobre vocês!" Olhei ao meu redor e retruquei: "Vocês quem, cara pálida?" Ela queria dizer: uma revista voltada para as questões da deficiência...
Lançar uma visão pré-concebida ou não tentar administrar suas próprias limitações de conhecimento ao abordar o seu "alvo" jornalístico, é naufrágio na certa.
Podem estar certos que o deficiente quer falar sobre a falta de acessibilidade, sobre a falta de vagas decentes no mercado de trabalho, sobre o olhar piedoso que lançam sobre ele, sobre sexo, sobre conquistas. Porém, sempre de uma forma natural, de uma forma que conte a história sem se sentir humilhado, sem se sentir um ser de outro planeta.
Adoro estar na moda e ver o tema da deficiência com mais frequência na mídia. O duro, sem trocadilhos infames, é ser atropelado por nesse processo pela ansiedade de informação, por visões apressadas, por estigmas dos próprios colegas jornalistas..."
Se quiserem ver uma ótima reportagem feita pelo Jairo recentemente e que abordou, dentre outros temas, a vida sexual de um cadeirante, cliquem no Bozo (como diz o Jairo, hehe) Fica como um contraexemplo para a crítica deste post.
[A ilustração foi tirada de outro blog, que também tratou do tema, mas de uma maneira que o Jairo gostou]
* chefe de reportagem da Agência Folha e dono do blog Assim como você
Na oficina de texto que estamos tendo com o professor Carlos Minchillo, aqui na Folha, tivemos a oportunidade de ler um relato delicioso sobre como Graciliano Ramos entende a arte de escrever.
Foi escrito por Joel Silveira e está no livro "Relatórios", que tem vários textos de Graciliano. Vejam como a conversa entre os dois levanta uma tese que deveria ser adotada pelos jornalistas:
"– Quem escreve deve ter muito cuidado para não escrever molhado. Uma página escrita não deve ficar pingando como pano lavado estirado no varal. Deve-se escrever como as lavadeiras lá de Alagoas, particularmente as de Palmeiras dos Índios, fazem com a roupa que estão lavando. Sabe como elas fazem?
– Não.
– Pois lhe conto. Elas começam dando uma primeira lavada. Molham o pano na beira do rio ou do riacho, torcem, molham novamente, enxáguam, mais uma molhada, outra enxaguada. Em seguida, põem-se a bater o pano na laje ou pedra limpa. E tome torcedura: torcem, até não pingar do pano uma só gota. E somente aí é que penduram a roupa na corda. Pois quem escreve deveria fazer a mesma coisa. Enxaguar e enxaguar. Palavra não foi feita para enfeitar como bandeirinha de São João. Palavra foi feita para dizer."
E todos os textos de Graciliano que já li até hoje são assim: essenciais, sem palavras desnecessárias
A Matilde Filmes, em Belo Horizonte, abriu 11 vagas para preenchimento imediato: duas para repórter de TV, duas para repórter cinematográfico, duas para assistente de câmera, duas para editor de texto, duas para editores de imagem, uma para supervisor técnico. Os salários vão ser negociados e vão girar entre R$ 3.000 e R$ 4.000. Interessados devem entrar em contato com Víktor Waewell: 31-3283-4843 ou viktorwaewell@gmail.com. (encerrado)
Cansado de entrevistar professores e palestrantes nos exercícios da faculdade?
Amanhã você tem a chance de fazer algo bem mais realista e divertido. Zico vai estar na sabatina da Folha. Convença seu professor a trocar a sala de aula por esse exercício prático!!
A leitora Tatiana acabou de fazer o seguinte comentário:
A Folha acaba de ter suas Redações completamente integradas, com a fusão do impresso com o online, e uma das vantagens disso pôde ser comprovada na cobertura do lançamento da pré-candidatura de José Serra, neste fim de semana.
Nada menos que oito jornalistas foram mobilizados para acompanhar a cobertura in loco e enviar notícias para um blog minuto a minuto: CATIA SEABRA, SILVIO NAVARRO, VALDO CRUZ, ELIANE CANTANHÊDE, FERNANDO BARROS E SILVA, NOELI MENEZES, MACIO FALCÃO e ANDREZA MATAIS. Além destes, outros cinco trabalhavam nas Redações em São Paulo e Brasília.
A editora de Brasil, VERA MAGALHÃES conta como foi:
"Os oito jornalistas tinham a missão de alimentar um blog ao vivo, o noticiário hard news da FOL e consolidar os textos finais no jornal.
Na redação, eu, FABIANA FUTEMA, VANESSA ALVES BAPTISTA, MALU TOLEDO e VIVALDO SOUSA (Brasília) consolidávamos o material nas duas plataformas, simultaneamente, com um deadline às 14h (além dos deadlines minuto a minuto do blog, hehehe)!
Todos participaram de todas as fases, de forma muito marcadamente diferente. O live blogging com Valdo Cruz, Catia Seabra, Eliane Cantanhede, leva ao internauta um luxo matinal no sábado: as grifes do jornal dando suas impressões a quente, de forma descontraída, bem impressionista.
Tivemos remissões cruzadas – no liveblogging, eu fiz teasers chamando para o impresso, como você viu, e no papel temos chamadas para: 1. íntegras dos discursos 2. Twitter da editoria, que, por sua vez, linka nossas demais iniciativas na web.
O planejamento deu certo porque foi feito na véspera, por mim e pelo Melk (MELCHIADES FILHO, diretor-executivo da Sucursal de Brasília), que dividiu as tarefas de campo. E todos receberam uma senha na véspera e testaram o blog, para que pudessem alimentá-lo do computador ou do celular.
Acho que é mais ou menos por aí, né? Todos nós estamos aprendendo fazendo, mas todos muito animados."
O blog minuto-a-minuto tinha, além dos comentários de todos esses repórteres, fotos e vídeos, como os dois que ilustram este post. O da Eliane Cantanhêde foi o mais visto na Folha Online sábado, com mais de 20 mil cliques até ontem.
E a tendência é que toda a eleição seja assim: com mil plataformas se comunicando e todos os repórteres atuando em todas elas, para que a informação seja o mais rápida, analítica e completa possível. (Mas vamos acompanhar para ver se vai dar certo )
O professor de direito da Folha, Gustavo Romano, reformou seu blog "Para Entender Direito", que agora funciona NESTE LINK.
Ele passou todos os posts antigos para lá, os dividiu em diversas categorias (política tributária, lei antifumo e aborto, por exemplo), e ainda colocou seu livro na íntegra para consulta online.
Uma mão na roda para jornalistas – até porque ele costuma tirar do noticiário a inspiração para explicar os principais conceitos da legislação brasileira.
Na semana passada fui a Belo Horizonte e Mariana conversar com estudantes de jornalismo. O tema principal foi como se preparar, ainda durante a faculdade, para exercer a profissão no futuro.
Há vários caminhos possíveis, que dependem também de quanto a gente já sabe e já fez na vida, de quanta certeza temos sobre em que veículo, área e função queremos trabalhar e de que condições temos (tempo e dinheiro).
Hoje eu recebi um e-mail da Amanda, uma aluna da UFMG que estava numa das palestras, pedindo dicas para se preparar.
A primeira atitude ela já tomou: se interessou por sua própria formação, teve vontade de saber mais. Isso é o fundamental!
dedicar-se bastante aos laboratórios e estágios (a Amanda faz estágio na rádio da UFMG). Aproveitar o estágio para fazer fontes e contatos com colegas e professores.
acompanhar sempre o nosso blog (e outros que ache legais, que tenham informações para quem quer ser jornalista)
fazer contatos, organizá-los, manter em dia as conversas com as pessoas. Uma boa medida, que a Amanda já tomou, é filiar-se à Abraji (http://www.abraji.org.br). Para estudantes, custa só R$ 60 por ano (R$ 0,16 por dia, uma bagatela). Aliás, em julho haverá o congresso da Abraji em São Paulo, que é seguramente o melhor, mais amplo, mais completo e mais interessante evento para jornalistas no Brasil.
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