Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Os bastidores da cobertura do julgamento dos Nardoni

 
 

Os bastidores da cobertura do julgamento dos Nardoni

 

Foto: Danilo Verpa/Folha Imagem

  Atendendo ao pedido de alguns leitores, fui para o fórum de Santana, onde os Nardoni estão sendo julgados, para falar com os jornalistas responsáveis pela cobertura.

Estive lá entre 15h e 19h de quarta-feira (24) e falei com jornalistas de todas as plataformas:

  • a repórter da Folha TALITA BEDINELLI
  • o repórter da Folha Online ANDRÉ MONTEIRO
  • o repórter fotográfico do "Agora" RUBENS CAVALLARI
  • o ilustrador da Folha RODRIGO CUNHA
  • o ilustrador do SBT Paulo Stocker
  • o repórter da Globo News Rui Gonçalves
  • o repórter da CBN Paulo Henrique Souza (o áudio dele não ficou bom, não sei por quê)
  • o auxiliar técnico da TV Globo Alexandre Coelho

Mais tarde, com uma câmera de pior qualidade (como vocês verão Sem jeito), falei com a repórter da IstoÉ Rachel Costa.

Também há cenas com a Talita e o André, já na Redação, às 23h30 desta quinta-feira, quando também entrevistei a editora de Cotidiano da Folha Online, LÍVIA MARRA.

Depois de entrevistar essas dez pessoas, acho que deu para retratar bem como está sendo esta semana de uma cobertura gigante, que mobilizou veículos do país inteiro.

Dividi os vídeos em sete partes, por temas:

1) O planejamento da cobertura

2) As equipes

3) A rotina dos jornalistas

4) A busca pelo diferencial

5) As dificuldades

6) A pressão do povo

7) Cenas comuns de se ver ali (extra Muito feliz)

 

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 05h23

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Como se preparar para cobrir Saúde

  A editora-assistente de Equilíbrio e Saúde, FLÁVIA MANTOVANI, deu várias dicas importantes sobre cursos e congressos (ou a falta deles no Brasil) para preparar o repórter dessa área.

Depois que o vídeo já estava pronto, ela complementou a resposta com o seguinte:

"É claro que existe o conhecimento que é adquirido no dia a dia também e que só vem com a experiência. Com o tempo, aprendemos o significado de jargões e termos específicos. Para isso, uma coisa muito importante é não ter vergonha de perguntar. A maior parte dos médicos desfila termos técnicos de sua área na maior naturalidade, pois fazem parte da rotina deles. Só perguntando o significado é possível entender exatamente o que a fonte está dizendo, pensar em como traduzi-lo para o leitor leigo e, claro, enriquecer o vocabulário e familiarizar-se com essas palavras para outras pautas.

Outra coisa importante é aprender a ler e interpretar estudos científicos, para saber quando são dignos de pauta ou não. Nesse caso a gente aprende um pouco na prática e um pouco com a ajuda de especialistas também. Fizemos, por exemplo, uma palestra aqui no jornal com um médico destinada a explicar os diferentes tipos de estudo e o peso que cada um tem como evidência, um pouco de metodologia científica etc."


Adendo: a leitora Natália perguntou como a FLÁVIA seleciona e avalia os melhores estudos científicos e quais os melhores sites para buscar informações de saúde. A resposta da Flávia pode interessar a todos:

"Muitas pautas surgem do contato direto com as fontes, da ida a congressos etc., mas há alguns sites que ajudam, sim. Alguns dos quais me lembro agora são:

No Brasil não conheço muitos sites do tipo, mas vale dar uma ronda nos da Anvisa e do Ministério da Saúde, no da Fiocruz, de algumas universidades, de algumas revistas científicas... Vale também se cadastrar para receber notícias das assessorias dessas instituições e boletins como os da Agência Fapesp, Agência USP etc. O www.scielo.org permite buscar artigos científicos em vários periódicos nacionais e da América Latina.

Para ideias de pautas mais leves, o blog da Tara Parker Pope, jornalista do NY Times, pode ser inspirador: http://well.blogs.nytimes.com

Por último, indico o www.healthnewsreview.org faz críticas de reportagens de saúde publicadas nos EUA. Vale uma visita de vez em quando também."

Como se preparar para fazer críticas jornalísticas

Como se preparar para ser jornalista científico

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 00h01

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Mais um desexemplo: levanta a bola que eu corto

  Eu estava lendo a transcrição da entrevista que o Aécio Neves deu hoje, em coletiva, para falar do balanço de seu governo.

Saltou aos olhos a seguinte pergunta [dentre outras] feita por algum jornalista:

"O senhor apresentou muitos dados aí que foram superiores ao do Governo Federal. Minas vive uma realidade diferente?"

Cá pra nós: isso é pergunta de jornalista ou de assessor de imprensa? surpreso

Uma pergunta dessas é a deixa para que o governador responda qualquer coisa que vá encaixar maravilhosamente bem em um release.

Na minha opinião, jornalista não pode ficar levantando a bola do entrevistado para ele cortar com as frases mais convenientes. Jornalista tem que ser crítico desde a pergunta. Ou antes ainda, ao pensar no que deve ser perguntado, lá na Redação. Tem que aproveitar o momento da coletiva para contrastar os dados que constam num balanço produzido por uma equipe de relações públicas com os dados reais, que já deveriam ter sido apurados pelo repórter.

Para que toda essa preparação? Para que no jornal do dia seguinte não esteja estampando apenas um amontoado de frases bonitas e desprovidas de informação. Para que o leitor receba uma reportagem o mais crítica possível, em que os dados exibidos em powerpoint encontrem eco na realidade vivida pelo leitor.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h35

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Mais 20 vagas abertas para jornalistas

 
 

Mais 20 vagas abertas para jornalistas

  Mensagem da Sandra Muraki: "Estou procurando um profissional de assessoria de imprensa, com boa experiência em atendimento de contas corporativas (área: indústria). Indispensável ter bom texto, dominar o português (o idioma, é claro...), falar bem o inglês e ter um bom relacionamento com a imprensa da área de negócios. Salário em nível de mercado + benefícios. Caso conheçam profissionais com esse perfil, por favor, peço que indiquem meu e-mail, sandra@tree.inf.br, para envio de currículos." (Em São Paulo)

E mais:

Primeiros passos para entrar em 13 grandes veículos de comunicação de todo o país

Acompanhe os concursos da Folha

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h13

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Em casos quentes, jornalista tem que se manter gelado

     

9 DICAS INSPIRADAS PELO CASO NARDONI

 Boa hora para dividir com todos os leitores as dicas do nosso professor de direito, GUSTAVO ROMANO [quem quiser saber mais sobre direito, principalmente no que tange ao jornalismo, deve acompanhar o blog dele, aqui]:

Cuidados a tomar em casos midiáticos
 
Casos como o da Isabella Nardoni, que movimentam a opinião pública e a mídia, mas nos quais não há provas nem confissão, exigem cuidados por parte dos jornalistas:

1 - Atribuir todas as informações às fontes.  Se um dia descobrirem que eles eram inocentes, o que não foi atribuído às fontes pode ser usado contra a Folha e os jornalistas responsáveis.

2 - Outros veículos de mídia não são fontes. O fato de algum outro jornal ter publicado algo como certo não significa que ele é verdadeiro. Cheque com uma fonte ou, no limite, atribua ao veículo concorrente.

3 - Tome cuidado com suas próprias emoções, Estamos todos emocionalmente envolvidos, mas ninguém sabe o que de fato aconteceu (talvez nem os réus). Tenha certeza que você está reportando fatos e não suas emoções.

4 - Cuidado com o que as pessoas envolvidas no processo falam. É natural que Ministério Público e advogados queiram usar a mídia para influenciar a sociedade, jurados etc. TUDO tem de ter outro lado. Ou outroS ladoS.

5 - O fato de eles serem condenados no fim do processo não quer dizer que eles são culpados: ainda caberá recurso. O mesmo se eles forem absolvidos. O processo só termina com o trânsito em julgado (quando não há mais possibilidade de recurso)

6 -  Há muito jurista dando entrevista para aparecer. E  há muito jurista despreparado por aí. Cuidado para não ser levado por informação errada ou fazer propaganda de advogado.

7 - Não se esqueçam de que todos somos inocentes até que haja prova irrefutável em contrário. Cabe ao Ministério Público provar a culpa, e não à defesa provar a inocência.

8 - Você não gostaria que sua família fosse exposta se você cometesse um crime. O mesmo vale para a família de qualquer acusado. Pondere se há um interesse jornalístico ou se há apenas uma curiosidade mórbida a respeito dos membros da família e amigos.

9 - Não se esqueçam de  que, se eles forem inocentes eles terão de reconstruir suas vidas do zero. Cuidado para não criarem uma situação na qual essa reconstrução seja impossível. E mais: se eles forem inocentados, suas vidas ainda estarão em perigo. Basta um louco resolver fazer justiça com as próprias mãos. Cuidado para não jogar gasolina na fogueira.

Vale a pena ler de novo:
Vale a pena ver de novo: neste vídeo, MONICA BERGAMO sugere: "Tem que ser um furacão na hora de apurar e um gelo na hora de escrever".

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h23

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Um macaco à solta

  Um exemplo do chamado "jornalismo cidadão": moradores de Tampa (Flórida) viram um macao à solta, fotografaram o bicho, enviaram para um jornal local e viram a história ganhar repercussão na TV, rádio, por todos os cantos.

Quem conta esse caso no site do Poynter é Bill Mitchell, que acrescenta seis lições que ele tirou da experiência.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h37

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Analisando um novo projeto gráfico

  Para quem sentia falta de discutir diagramação aqui no Novo em Folha, a dica do MARCELO COELHO é interessante: o blog do professor da USP Carlos Chaparro analisa o novo projeto gráfico do "Estado de S.Paulo", sob vários pontos de vista.

CLIQUE AQUI para ler.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h27

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O dia-a-dia do New York Times

  O amigo RENAN RAMALHO fez uma descoberta muito legal: o NYT passou a divulgar todo o processo de produção de suas pautas mais importantes de cada dia, desde a reunião de pauta, até a visão do secretário de Redação, até a apuração da repórter de Economia.

É bem o que pretendemos fazer (e estamos produzindo) na nova série do blog Jóia

Clique na imagem para assistir ao vídeo do NYT:

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h02

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O que mais marcou o Elton no Treinamento

"O fechamento é muito difícil"

  Hoje os trainees da 49ª turma completam um mês de Programa de Treinamento.

E a partir de hoje vou convidá-los a contar aqui alguma coisa que tenham aprendido, que os tenha surpreendido, que tenha sido marcante.

A ideia é que vocês, leitores, se sintam mais próximos das atividades dos trainees.

Quem começa a série é o ELTON BEZERRA LIMA, que fala sobre os temíveis fechamentos Bem humorado

Conheça os trainees da 49ª turma

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h41

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Mais 16 vagas para jornalistas

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h47

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Anna e o pontinho branco rolando no campo

Agora é a trainee ANNA VIRGÍNIA BALLOUSSIER que divide esta história engraçadíssima sobre sua primeira experiência no jornalismo esportivo:

  "Antes de começarmos, é bom esclarecer: até ontem, a ideia de me pôr cobrindo futebol era algo como imaginar Paris Hilton se formando em física quântica. Com louvor.

Fiz questão de ressalvar isso quando nossa editora, Ana Estela, perguntou quem topava encarar a cobertura dos jogos durante o programa de treinamento. De cara, me senti atraída pelo desafio. Queria mais é ser expulsa daquela zona de conforto que me deixava de quarentena na cultura (área em que trabalhei nos últimos três anos). Mas, como minha experiência no assunto era zero, fiquei com um medo danado de levar olé jornalístico. Até então, e isso fica entre nós, o caderno de esportes era sempre o último que lia, quando lia.

Ana me desafiou: “Quer apostar que você vai começar a gostar do assunto? Futebol tem disputa, fracasso, superação, emoção, tudo o que uma boa história deve ter”. Argumentação 1 x 0 Anna.

Convencida, pedi minha carteirinha da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) e parti com tudo para cima do Morumbi, onde assisti, no dia 18 de março, à primeira partida in loco da minha vida – São Paulo vs. Nacional, pela Libertadores, placar 3 a 0. Estavam comigo os trainees ALINE PELLEGRINI e FILIPE MOTTA, além da repórter CAROLINA ARAÚJO. Meu "dever de casa" foi escrever sobre impressões e dificuldades. Compartilho com vocês agora:

1) Girls just wanna have... work

A princípio, estranhei que Carol, ela própria trainee em 2008, fosse a única garota entre os repórteres de impresso. Mas o clima não é de piadinhas machistas ou fiufius engraçadinhos. Todo mundo se respeita. Depois do jogo, na coletiva de imprensa, deu para ver mais meninas, sempre jovens (ao contrários dos homens, representados por várias faixas etárias).

2) Não alimente o trainee

Saímos 18h30, para evitar trânsito, e chegamos duas horas antes de o jogo começar, 21h40. Quando chegar sua vez, lembre da dica: vá alimentado. Não precisa juntar um estoque nuclear, mas é bom saber que você sairá de lá, literalmente, no dia seguinte (cheguei em casa à 1h30). Para quem, como eu, não fez uma boquinha pré-jogo (jujuba conta?), a opção foi beliscar dos quatro pacotes de cream cracker que ficavam jogados em cima de uma mesa – luxo, já que Morumbi é “estádio de madame”, como dizem por aí. 

3) Tão perto, tão longe

Emoção de ver o jogador pertinho de você? Da sala de imprensa do Morumbi, pelo menos, enxerga-se quase nada do que está acontecendo. Difícil essa vida de cronista esportivo do Estado de São Paulo, viu? Richarlyson e Dagoberto estão distaaaantes, seu estômago rrrrrronca, e o goooooool sai com ou sem Galvão Bueno para falar que saiu. Mal dá para ver quem é quem no campo.

O pessoal do rádio, pasmem, assiste ao jogo do mesmo lugar, mas consegue descrever cada passe em tempo real. Já eu fico lá, meio perdida, com a vaga impressão de que algo está acontecendo – tem a ver com um pontinho branco rolando de um lado para o outro no gramado.

Para driblar essa dificuldade, a maioria dos jornalistas de impresso acompanha o jogo com fone e radinho (celular também está valendo). Se não quiser ficar boiando, leve o seu – eu e Aline estávamos sem, e a sensação era de ir a um churrasco e esquecer o carvão em casa. 

4) O tempo não para

Já falei sobre o tempo que você tem para, pós-partida, refletir sobre o resultado, escrever um lide legal e enviar do laptop para a redação? Pois é: nenhum. A partida acaba lá para as 23h30 – no gargalo do fechamento. E aí, senta e chora? Acende uma vela para Madame Libera-Lide, que traz a inspiração perdida em 30 minutos?
 
A repórter Carol deu algumas dicas para não tropeçar na hora da correria. Por exemplo: a cobertura da Folha não foca a análise do jogo (se jogador x fez passe y no momento z), e sim contexto (como o time está no campeonato, por que o técnico vive mudando a escalação etc.). Já dá, portanto, para aprontar parte da matéria na redação. O resto ela produz lá mesmo, durante e depois do jogo.  
 
Também é comum faltar tempo e/ou permissão para entrevistar jogadores saindo do campo. Isso, em geral, não interessa à Folha. Em todo caso (vai que alguém diz algo bombástico...), vale recorrer aos coleguinhas. Percebi que, naqueles primeiros minutos pós-partida, muito jornalista pega aspas direto da TV. Outros repórteres colocam a escalação dos times no Twitter minutos antes de o jogo começar. Pode adiantar sua vida, principalmente no caso do São Paulo, cujo técnico muda a escalação do time mais do que Lady Gaga troca de roupa.
 
Não vale, claro, virar "gandula jornalística" - o colega arremessa a ideia, e você vai lá buscar e jogar de volta para o gramado. Isso me lembra uma história que ouvi de um repórter durante visita à CBN (no Rio), nos tempos da faculdade. Lenda urbana ou não, repasso a vocês:
 
Um radialista espertinho, quando não podia estar fisicamente em uma partida (em geral, jogos "menores" e não televisionados, em outras regiões do país), narrava o jogo a partir da cobertura do concorrente. Certo dia, o plagiado decidiu dar o troco. De vez em quando, soltava durante a locução um "GOL!" - e o concorrente, claro, reproduzia para seu ouvinte. Em seguida, porém, o locutor imitado emendava um "GOL! O carro campeão!", como se fosse propaganda da marca do automóvel. Ou ainda: "PENALTY! Imbatível nos artigos esportivos!".
 
É. Tem dias que uma mão lava a outra. Se abusar, vira aperto de mão que dá choque, como aquele priminho que costuma pregar peça nas festas de família."

Aprendendo a jogar

Notas de um trainee carrapato

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h43

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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