Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Como se preparar para ser jornalista científico

  Enquanto a outra série não fica pronta (está caminhando...), inauguro hoje uma série mais rápida, em que jornalistas da Folha contam como alguém deve se preparar para cobrir determinado assunto.

Hoje os três repórteres de Ciência – REINALDO JOSÉ LOPES, RAFAEL GARCIA e RICARDO MIOTO – contam o que a gente deve ter em mente se quiser cobrir jornalismo científico.

A propósito, visitem o blog deles! Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h33

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A 15ª vaga: repórter-fotográfico na Folha

 
 

A 15ª vaga: repórter-fotográfico na Folha

  • Acabou de abrir concurso na Folha para contratar repórter-fotográfico.
  • Inscrições até o dia 19.
  • Todas as informações sobre pré-requisitos estarão em alguns minutos no www.folha.com.br/trabalhe.

Primeiros passos para entrar em 13 grandes veículos de comunicação de todo o país

Acompanhe os concursos da Folha

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h51

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As últimas 14 vagas para jornalistas

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h31

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Quando não sai coelho do mato

  Os relatos do Felipe e da Grazi me fizeram lembrar de todas as vezes em que tive uma ideia de pauta e ela caiu, pura e simplesmente por falta de sustentação.

Quando eu estava no Programa de Treinamento, pensei em uma pauta sobre o percentual de moradores de rua com títulos de eleitor, como eles votavam, como era a percepção deles sobre os candidatos. Achei a ideia muito boa porque era ano de eleições municipais e o problema dos moradores de rua é diretamente ligado às prefeituras.

Apurei a pauta, descobri um censo de moradores, achei pesquisadores para falar do assunto e faltava praicamente só sair nas ruas para conversar com os próprios personagens, quando descobri que o jornal já tinha feito matéria muito parecida quatro anos antes. Caiu.

Um erro primário: não chequei nos bancos de dados para ver a originalidade da pauta antes de oferecê-la ao editor (no caso, a Ana).

Depois dessa pauta, tive uma ideia para o caderno Empregos e Negócios com base na experiência de uma cunhada. Parti do princípio de que o que ocorrera com ela poderia estar acontecendo no mercado de trabalho como um todo. Sugeri ao editor, mas depois, ao conversar com especialistas, meu palpite não se sustentou.

Erro primário número dois: não pré-apurei direito antes de apresentar a pauta (não há problema em pegar um palpite como ideia para pauta, mas ele tem que ser confirmado por algo além da minha imaginação...).

Em várias outras ocasiões, tive ótimas ideias para "temas" (pré-pautas), mas que não vingaram como pautas (que devem ser mais específicas, localizadas, que devem poder ser tituladas com sujeito, verbo e predicado, pelo menos no hardnews).

E teve aquela outra vez, de que já falei aqui no blog, em que fiquei três semanas apurando uma história e ela caiu.

Nesta semana aconteceu um pouco diferente: vendi uma história, o superpauteiro de Cotidiano teve ideias para melhorá-la, mas não consegui encontrar os dados que levassem a história àquele nível que ele imaginou. É o famoso mato sem coelho (isso não é expressão só de Minas não, né?).

O que os trainees vivem hoje, vão viver várias outras vezes ao longo da carreira, como já ouvi de repórteres muito mais experientes que a gente. Então, o negócio é dar de ombros e seguir atrás de novas histórias Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h53

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Repórter do futuro

Se você for um universitário interessado em se tornar jornalista, pode participar do projeto Repórter do Futuro, que vai começar suas discussões neste sábado.

Para participar, tem que enviar um email para reporterdofuturo@obore.com até as 18h de sexta-feira, dia 12.

O encontro é gratuito.

Mais informações AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h29

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Pauta rasa, lide errado

A trainee GRAZIELLE SCHNEIDER se inspirou com o post do FELIPE LUCHETE (que todo mundo chama de Hiroshi, vai entender...) e contou suas próprias dificuldades para transformar pauta em história. Vejam aí:

 

  "Para a nossa primeira matéria, na semana passada, recebi uma pauta sem foco ou gancho que dizia assim: 'Consultar especialistas para orientar pais de crianças com deficiência mental sobre como educá-las sexualmente.' Não posso nem reclamar, porque a sugestão era minha. (E ainda descobri, depois, que o politicamente correto é dizer 'deficiência intelectual').

Foi aí que percebi a dificuldade de desenvolver uma matéria com uma pauta tão rasa, que, na verdade, era apenas um tema. Falei com diversos especialistas e pais de adolescentes com deficiência e descobri muitas coisas interessantes, mas o que escolher? Como a pauta era aberta, fiquei na maior dúvida sobre o que era a novidade e o que mais era essencial colocar na matéria. No fim, tomei  a decisão errada e o lead ficou com cara de introdução de relatório científico.

Um de meus padrinhos comentou o texto e indicou a informação que deveria estar no lead. Fiquei me perguntando: como foi que não pensei nisso?

Acho que quando terminamos uma apuração, estamos tão contaminados por tudo que não conseguimos enxergar o que realmente importa. Nesse momento, uma pauta bem definida teria resolvido o problema, porque eu ia saber melhor o que estava buscando.

O problema é: pensar numa pauta com gancho e novidade é muito difícil. Todos sofremos com a mesma angústia que o Hiroshi descreveu no post dele. Tomara que o tempo e a experiência deixem nossos corações de jornalista menos ansiosos."

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h25

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Os grandes chefes e as conversas difíceis

  Todos os chefes já tiveram ou terão conversas difíceis com seus subordinados: puxões de orelha, críticas, exigências, cobranças, tudo aquilo que faz parte das responsabilidades de um chefe.

Este post do Poynter fala que, para passar direitinho por esses momentos, os chefes precisam da língua de um orador talentoso, a cabeça de um psicólogo sábio e o coração de um domador de leões. É bem por aí.

É por isso que muitos chefes (e vamos incluir os editores aqui, né?) preferem adiar as conversas difíceis. Mas isso não resolve.

A conselheira do Poynter Jill Geisler dá várias dicas para editores nessa situação:

  • A chave para entrentar as conversas difíceis está em três palavras: preparo, foco e acompanhamento.
  • Preparo: antes de começar a conversa sobre o desempenho de seu empregado, arme-se de fatos e de contextos. Tenha cuidado com o lugar e momento em que vai travar a conversa e com o impacto que ela terá sobre a pessoa. Seja claro sobre o que você quer daquela conversa. Saiba descrever exatamente o que quer que a pessoa mude.
  • Foco: mire no objetivo daquela conversa. Não se distraia com reações como "Mas o João sempre faz isso!" ou "Ninguém nunca me disse que isso é um problema" ou "Mas isso é sua culpa". Mantendo o foco, você vai tocar a conversa de forma calma e racional.
  • Acompanhamento: Tenha em mente que mesmo que você tenha feito a crítica mais modesta do mundo, seu colega vai sentir o peso de sua desaprovação muito depois de você já ter esquecido. Se o empregado resolveu o problema apontado por você, destaque sua aprovação e deixe claro que você percebeu a mudança. Marque novas conversas para discutir os progressos. O acompanhamento tem que existir, mesmo que só na forma de um "muito obrigada".
  • Que tipo de "gerente de crises" é você? Veja aqui.
  • Dez dicas para passar pelas conversas difíceis.
  • Dicas para passar pela pior conversa do mundo: a que trata da demissão.
  • Você sabe ouvir? Veja aqui.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h56

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Mais 26 vagas em todo o país!

 
 

Mais 26 vagas em todo o país!

  Um recorde: 26 vagas novas para jornalistas em todo o país! Estágios, cargos de chefia, em Redação e em assessoria:

Há quatro concursos abertos na Folha. Veja como concorrer.

Primeiros passos para entrar em 13 grandes veículos de comunicação de todo o país

Acompanhe os concursos da Folha

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 23h28

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O dia que não rendeu

Hoje o trainee FELIPE LUCHETE vai estrear a participação da 49ª turma com uma questão que angustia todos os repórteres iniciantes (e não só os iniciantes):

  "'Como é que é?', perguntou o assessor de imprensa, rindo da minha hipótese. Essa foi uma das dificuldades enfrentadas hoje, na difícil tarefa de apresentar uma boa pauta aos editores ANA ESTELA e  FÁBIO CHIOSSI. Isso porque, como eu e os demais trainees descobrimos logo na primeira semana do treinamento, propor uma notícia a ser contada ao leitor não é meramente escolher um tema ou comentar o que ouviu falar.

Pauta exige, sim, apuração prévia. E novidade, interesse, importância e o tal gancho jornalístico. Pois bem, ontem de manhã o exercício do dia era uma sugestão de pauta. Baseado na afirmação de um entrevistado na última semana, pesquisei uma possível tendência de mercado no ramo imobiliário, que não se mostrou concreta.

 

O jeito foi investir em novo assunto, dessa vez concreto mas pouco estudado, na área de segurança pública. Hoje insisti em encontrar um foco, até me deparar com a falta de fontes e a risada do citado assessor de imprensa. Não fiquei triste nem considerei como deboche, apenas despreparo.

 

Fui atrás de outra pauta, inspirado por matéria de saúde publicada na Folha. Nova frustração, porque os órgãos responsáveis me encaminharam a uma assessora de imprensa que passou dados já conhecidos. Mostrei a preocupação para a Ana Estela e seu e-mail me tranquilizou com a mensagem de que as coisas caminham assim mesmo.

 

Hoje tivemos também duas aulas muito boas, e claro que a experiência de não emplacar pautas também vale a pena. Mas espero ter novidades e mais sorte amanhã. Alguém tem uma sugestão fresquinha?"

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h19

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O saber ouvir

  Já ouvimos de vários jornalistas experientes que uma das características mais importantes do repórter é a de saber escutar os outros. Eliane Brum é uma que defendem isso. JÚLIO VERÍSSIMO também já falou a respeito. Hoje eu queria trazer para o blog um texto do Rubem Alves que acrescenta mais elementos a essa capacidade essencial dos jornalistas. Está num livro que também tem boas reflexões sobre quase tudo ("Ostra feliz não faz pérola"). Segue:

O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos... Vemos pouco, vemos torto, vemos errado. Bernardo Soares diz que aquilo que vemos é aquilo que somos. Assim, para sair do círculo fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso próprio rosto refletido nas coisas, é preciso que nos coloquemos fora de nós mesmos. Não somos o umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que não somos o umbigo do mundo! Para se ouvir de verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que provisoriamente, as nossas opiniões. Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não acreditasse na verdade daquilo que penso, trocaria meus pensamentos por outros. E se falo é para fazer com que aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus pensamentos pelos meus. É norma de boa educação ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio não é verdadeiro. É apenas um tempo de espera: estou esperando que ele termine de falar para que eu, então, diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que eu penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é estranho. Mas isso jamais acontece. A resposta vem sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer: "Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim mesmo. Não vou perder tempo ruminando o que você disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria, portanto está errado..."."

(Espero que ruminem Bem humorado)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h01

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Cursos e prêmio

 
 

Cursos e prêmio

 

  • Curso Ferramentas Digitais para o Jornalismo de Serviço Público - o curso terá uma parte online e outra presencial, aqui na Folha. Começa no dia 19 de abril e vai até 23 de maio. Os professores serão o jornalista Bruno Garcez, da BBC Brasil, e o Fabiano Angélico, da Transparência Brasil. Um monte de organizações legais estão apoiando o curso.

Inscrições até dia 9 de abril. Mais informações AQUI.

  • Oficina de jornalismo cultural - com Ademir Assunção. De 15 de março a 31 de maio, nas noites de segunda. Inscrições no site www.obarco.com.br ou pelo 11-3081-6986.
  • Prêmio Knight International - aceita, até 2 de abril, nomeações de reportagens que tenham tido grande impacto sobre a comunidade. Mais informações AQUI.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h15

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Para saber direito

 
 

Para saber direito

  A TJ Justiça coloca apostilas do programa "Saber Direito" em seu site.

O leitor Leonardo Léllis, que deu a dica, diz o seguinte:

"Apesar de voltados para estudantes de direito, os programas são bem didáticos e podem ser aproveitados por quem quer conhecer mais o assunto."

CLIQUE AQUI para ver.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h33

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Lançamento do "11 gols de placa"

Um livro com reportagens investigativas sobre o mundo do futebol. Para mostrar que jornalismo investigativo não se restringe a temas políticos.

O lançamento será nesta quarta-feira, às 19h, no Rio de Janeiro.

Mais informações AQUI.


Em SP, o lançamento será em 7/4:

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h00

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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