Trabalhou a semana inteira no jornal? Não tem plantão neste fim de semana? Seus problemas acabaram: ocupe seu tempo livre jogando o novo videogame da Nintendo que simula o trabalho do jornalista!
É possível comprar neste site, que descreve como é o jogo. Dentre outras coisas:
"Comece como colunista em um jornal local e termine como um repórter internacional, com seu próprio programa de TV;
Corra atrás de seus furos em uma bicicleta e termine viajando em grande estilo em um helicóptero!"
Sério: em que país esse jornalista vive? Quero ir pra lá passear de helicóptero!
O site UKResistance resolveu acrescentar outras possibilidades:
"Vire frila e aproveite os benefícios da barba crescendo e de nunca mais ver outras pessoas;
Comece como um colunista em um jornal local e termine como um blogueiro depressivo"
O que todos os veículos online (e TV e rádio) fazem?
Acompanham o ritmo da notícia: Paulo Octávio vai renunciar.
Só que, na hora H, já na coletiva, de carta em punho, ele diz que fica.
O leitor @marcusvflacerda levantou uma questão no Twitter: veículos que cravaram que o governador já havia renunciado, como o Noblat fez, deram uma barriga?
O que vocês acham?
Eu vou mudar um pouquinho a questão, a partir do que o Marcus comentou ("Acho que isso ocorre mais hoje em dia com a agilidade dos meios"): os jornais online se precipitam ao não aguardar o desenrolar dos fatos? Deveriam esperar antes de fazer essas análises, para não correrem o risco com os recuos (que, afinal, acontecem o tempo todo)? Ou sua função é justamente se antecipar, cada vez mais, ao que pode estar por vir?
Pensando no leitor: ele ganha mais por saber meia hora antes que o sujeito vai renunciar ou ganha mais por saber meia hora depois (ou um dia, se adularmos os impressos ) que houve um recuo e entender todos os meandros que levaram àquele fato? Ou as duas coisas se complementam sempre? Ou nem há questão a se discutir aqui?
O site da TPM fez uma nota que só tem a foto acima, comparando a TPM de outubro de 2009 com a Vejinha de janeiro de 2010. Um tema só nas duas: "Sabrina Sato é burra?"
Antes, no entanto, a TPM tinha colocado no ar uma nota dizendo que o que a Veja SP fez foi plágio. Apagaram essa nota, mas dá pra ver a chamada do twitter no cache:
Resolvi resgatar o cache porque acho que essa história rende uma discussão aqui no blog.
Existe plágio de idéias? Há algum impedimento, ético ou qualquer, para que uma revista faça uma matéria idêntica à outra, intencionalmente ou não? O que vocês acham?
(Dica da Desireê )
P.S. Um outro plágio – este, sem margem pra dúvidas – que está dando o que falar é o novo Jayson Blair do NYT. O Times parece não ter sorte mesmo com seus repórteres. Vejam AQUI
A Ana me passou um link que é uma aula de como usar os sons ambientes a favor de sua edição de vídeo.
O blog Edit Foundry ensina, passo a passo, e seguindo todo um raciocínio lógico, a aproveitar as vantagens do áudio para tornar o conjunto do vídeo mais marcante, mais chamativo para o espectador.
Resolvi continuar a leitura de posts antigos e encontrei várias outras boas dicas de edição.
Minhas favoritas:
1. Como usar a música em seu vídeo (jornalístico, pois sim)
Ela normalmente é usada de forma abusiva, errada e pouco apropriada, mas, se bem colocada, pode ajudar a dar ritmo à história, revelar um momento e fazer transições entre elementos diversos.
Eu sempre tive mania de usar efeitos de transição, como os que dissolvem uma imagem na imagem seguinte, atenuando o impacto da mudança. Depois de ver este vídeo, que o Edit Foundry usou como exemplo, revi meus conceitos.
E, olha, se você gosta de edição de vídeo (e talvez seja a hora de começar a pensar em gostar), vale a pena ler todos os arquivos desse blog, que foi um achado
O novo e bom blog E&P in Exile chama a atenção para este caso: o "New York Times" admite que um repórter copiava frases de outros sites.
Já vimos dezenas de histórias sobre erros decorrentes de reproduzir informação sem checar. Aqui é um passo além: como diz o informe do NYT, mesmo que a informação tenha sido checada, não dá pra simplesmente copiar o texto.
O moço da foto acima não é um modelo qualquer. É um repórter do jornal novaiorquino "Daily News". Neste texto, ele conta que andava pela rua quando lhe ofereceram uma viagem a Paris e um cachê para fazer o papel de "um homem comum" na propaganda de desodorante.
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