Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

É Carnaval, chefe!

  Aproveito esta charge e seu clima carnavalesco para divulgar o blog Quadrinhos Gonzo, da jornalista e cartunista Jussara Nunes.

Todos os dias um quadrinho supersarcástico, sempre sobre a vida na Redação Muito feliz

Quem me deu a dica foi o professor Paulo Ramos, do Blog dos Quadrinhos Jóia

Bom Carnaval a todos!

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h49

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Participe da nova série do blog! =)

  Mal acabou a última série e já pensamos em outra Bem humorado

Vai se chamar "O que [coloque seu nome aqui] quer saber sobre jornalismo".

A ideia é a seguinte: vocês dizem o que têm curiosidade de saber sobre o trabalho em um jornal impresso e nós tentamos transformar em vídeo e colocar aqui.

Por exemplo:

  • Como é o dia de um diagramador de Cotidiano
  • Como um colunista prepara seu artigo do dia seguinte
  • Como uma repórter específica faz um certo tipo de matéria
  • Como é a tarde de um editor da Folhinha
  • Como é a hora do fechamento em uma editoria bem quente, em um dia bem quente etc.

Pode ser sobre um tipo de trabalho, ou uma certa editoria ou um jornalista (redator, repórter, infografista, fotógrafo, colunista etc) específico ou uma determinada cobertura. É claro que pode acontecer de o jornalista não querer participar ou de ficar difícil de acompanhar uma cobertura em algum dia, mas vou tentar atender a todos os pedidos. Depois que tiver uma boa quantidade, vamos pingando aqui semanalmente.

E aí, tem alguém curioso e cheio de ideias? Muito feliz

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h23

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Como consigo trabalho sendo recém-formada?

  Ontem postei os pré-requisitos mais pedidos para webjornalistas a os mais comuns nos concursos da Folha dos últimos três meses.

Hoje decidi ir um pouco além: peguei as exigências para trabalhar em 20 empregos variados de jornalistas, que tirei de todas as divulgações de vagas que a gente tem feito desde janeiro aqui no blog.

São trabalhos e estágios de vários Estados do país, de vários tipos de veículos e várias áreas de atuação diferentes. Ou seja: são um pequeno retrato do mercado de trabalho que os jornalistas encontram no país inteiro.

E vejam o que o mercado quer:

Além do curso de jornalismo, que se destaca esmagadoramente, chamam a atenção algumas qualidades, nesta ordem:

  • Experiência
  • Domínio de inglês
  • Domínio de informática
  • Ser proativo
  • Organização

As duas últimas são qualidades que qualquer pessoa pode ter, que nascem ou não com a gente e podem ser desenvolvidas se nos focarmos nisso.

(Parentêsis: alguém mais detesta a palavra "proativo"? Eca! Insatisfeito)

Inglês e informática são requisitos que exigem cursos, prática e constante investimento.

E a danada da experiência?

Como conseguir entrar no mercado de trabalho se até para uma vaga de estágio eles pedem experiência em outros veículos? Como dar esse primeiro passo?

O Poynter respondeu a essa questão, vejam AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h05

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Um pouco mais de humor jornalístico

  Ontem estava circulando na internet uma série de listas com razões e desrazões para se casar com jornalistas e afins.

Entre os 40 motivos para se casar com um jornalista, meus favoritos:

  • Eles não ganham bem, mas isso é bom porque vocês podem aprender a economizar dinheiro;
  • No Natal, Ano Novo, Carnaval… eles provavelmente estarão na redação. Mas, pense pelo lado positivo: antes trabalhando do que vagabundando;
  • Não vai faltar café na sua casa. Café e jornalista são praticamente sinônimos;
  • Gostam de mudar de cidade, estado e até de país. Você conhecerá muitos lugares!

Logo depois, o Gravataí Merengue respondeu em um post com os 40 motivos para não se casar com um jornalista.

Antes, já estava circulando as 50 razões para não se casar com um fotógrafo, por exemplo:

  • fotógrafos vivem cercados de modelos. lindas. sensuais. mais bonitas que você;
  • fotojornalistas vão para guerras, regiões de conflito, desastres. nem sempre voltam;
  • viram psicopatas quando você diz que fotografia é apenas apertar o botão;
  • fotógrafos só fotografam a própria mulher nua se ela estiver grávida. bem grávida.

E, claro, depois fizeram as 21 razões para se casar com um fotojornalista...

Antes que eu me esqueça, tudo começou com as 50 razões para não casar com um designer gráfico ("Não sabem trocar uma lâmpada sem fazer um esboço"). Ainda não vi resposta Bem humorado

(Vários deram as dicas de posts: Ivy, Alexandra, Thiago Meller, Nanda... Jóia)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h19

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O que querem de você?

   O Marcelo Soares viu a nuvem de palavras acima em um post sobre as habilidades mais pedidas para webjornalistas. O post é bem legal, ESTÁ AQUI.

Inspirada nele, fui ver quais as habilidades mais pedidas para um jornalista de impresso. Juntei todos os requisitos de todos os concursos da Folha nos últimos três meses e joguei no TagCrowd. Vejam no que deu:

E aí? Estamos investindo direitinho em nossa formação cultural, no domínio da língua inglesa, no acompanhamento do noticiário e até mesmo na língua portuguesa? (Porque experiência em fechamento, redação e reportagem, só com o tempo mesmo, né).


O IURI TÔRRES dá a dica de um post sobre as mil exigências para vagas de jornalistas. AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h01

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Por que as Redações têm que ter diversidade

Jornalistas na Redação da Folha (Caio Guatelli/Folha Imagem)

  Eu estava olhando o perfil da nova turma de trainees, que começa depois do Carnaval, e percebi que ela mantém a característica das turmas anteriores: a diversidade.

Dos 12 selecionados, seis são mulheres, seis são homens.

Cinco são paulistas, da capital e do interior, e o restante é de outros cinco Estados.

Sete fizeram jornalismo, cinco são de outros cursos (há, inclusive, um que fez engenharia química surpreso).

As idades variam de 20 a 26 anos. E também parece haver mistura de tipos físicos e de experiências de vida, embora eu não tenha fuçado tão a fundo assim (é claro que vocês serão devidamente apresentados a eles assim que o programa começar Bem humorado).

E por que será que a Ana se preocupa tanto em ajudar a formar uma Redação diversificada na Folha?

Eu estava lendo um post muito legal do 10,000 Words que fala exatamente sobre isso. Alguns trechos:

  • "Jornalismo – e a própria vida – seria muito chato se todos fossem interessados nas mesmas coisas. E olha que já há uma certa homogeneização de ideias no jornalismo."
  • "Se todos os repórteres ou editores tivessem os mesmos interesse e pensassem da mesma forma, a Redação iria produzir, inconsciente e coletivamente, as mesmas histórias e mirar na mesma audiência, deixando outros setores do leitorado mal servidos e mal representados."
  • "Muitas Redações deixam passar histórias ou objetos de notícias simplesmente porque não estão em seu radar, não porque os omitam intencionalmente." 
  • "Profissionais diversos e com interesses e ideias variados levam a um espectro maior de histórias. (...) Diversidade não quer dizer apenas raça ou gênero, mas uma variedade de fatores, incluindo idade, perfil socioeconômico, e mais. (...) Diversidade em nome da produção de um jornalismo melhor deve ser aplaudida e deve se tornar meta de todas as Redações."

CLIQUEM AQUI para ler o original.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h50

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Curso de cobertura do tráfico de drogas

 
 

Curso de cobertura do tráfico de drogas

  O Centro Knight está com inscrições abertas para o curso de como cobrir o narcotráfico, voltado para jornalistas da América Latina.

  • O curso é online e gratuito. Em espanhol.
  • Dura quatro semanas e exige de dez a 15 horas de dedicação semanal.
  • É muito concorrido e as vagas são limitadas.
  • As inscrições vão até dia 21.
  • O professor do curso é o jornalista colombiano Álvaro Sierra, que fala sobre o cronograma de aulas no vídeo acima.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h54

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Mais vagas para jornalistas

  As últimas cinco vagas abertas, de emprego e estágio:

Primeiros passos para entrar em 13 grandes veículos de comunicação de todo o país

Acompanhe os concursos da Folha

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h43

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"Eleições na Estrada" - lançamento em Brasília

  Quem estiver em Brasília nesta quinta-feira já tem um bom programa: o lançamento do livro dos repórteres EDUARDO SCOLESE e HUDSON CORRÊA, resultado de uma série de reportagens que fizeram para a Folha nas eleições de 2008.

É leitura obrigatória para quem se interessa por política (ou pra quem, simplesmente, se interessa pelo Brasil real, mais distante das lutas partidárias).

O redator de Brasil MAURICIO PULS fez uma resenha do livro  Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h56

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Como foi a cobertura do terremoto no Haiti

 
 

Como foi a cobertura do terremoto no Haiti

Foto: Caio Guatelli/Folha Imagem

  A Folha foi o primeiro veículo brasileiro a chegar ao Haiti, no dia seguinte ao terremoto do dia 12/1. Esteve lá com quatro repórteres de texto – JANAÍNA LAGE, FABIANO MAISONNAVE, FABIO ZANINI e LUÍS KAWAGUTI (que ainda está lá) – e dois repórteres-fotográficos – CAIO GUATELLI e ALAN MARQUES.

Ao longo deste mês, eles fizeram vários relatos para o blog, com fotos, vídeos e entrevistas. Decidi juntar todos os 14 posts sobre a cobertura do Haiti, para a gente relembrar:

Como foi a cobertura do golpe em Honduras

Como foi a cobertura do apagão (em vídeos)

Como foi a cobertura do avião da Air France que sumiu

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h05

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Máquina do tempo: jornalismo em 28 semanas

  Quando voltamos para o Treinamento, depois da virada do ano, havia um embrulho à nossa espera. Uma verdadeira preciosidade, enviada por um leitor que preferiu não se identificar: 28 fascículos de um curso de jornalismo por correspondência, que ele fez em 1968.

Pedi para ele contar um pouquinho como foi essa experiência de estudar jornalismo à distância, naquela época. Segue o relato:

"Tenho 61 anos. Optei por fazer o curso por correspondência por dois motivos: tinha a disponibilidade e queria aproveitar o tempo, e jornalismo era o único curso compatível com um prazer meu, o prazer da escrita. O ano era 68, época difícil e turbulenta e eu tinha outros projetos para o futuro que não incluíam o jornalismo, que estudei por talvez seis meses. Guardei apenas dados sobre onde, quando, como, e por quê, e como relatar sem opinar e pirâmide invertida. Desse conhecimento, passei a fazer uso apenas como observador de jornais por mais de quarenta anos. Sempre fui colaborador em pequenos jornais em seções de opinião e crônicas.

Quando mudei para a cidade onde moro hoje, percebi a necessidade de um jornal para a cidade – um jornalzinho para informar, divertir, unir, esclarecer e educar –, mas a idéia nunca foi posta em prática. Até que parei com um comércio que eu tinha e, na condição de desocupado, ajudei a dar forma ao jornal que se iniciou. Da experiência advinda do curso, comecei a observar jornais e percebi que, apesar de um jornalista dever relatar apenas fatos sem opinar, muitos opinam no momento em que escolhem os fatos que vão informar."

Reparem que o leitor não exerceu profissionalmente o jornalismo, mas o curso foi útil para apurar sua visão de leitor de jornais ao longo de toda a sua vida.

Os fascículos que ele me enviou não estão datados (em nenhum dos dois sentidos da palavra Bem humorado), mas o leitor disse que são de 1968. Foram produzidos por um Instituto Técnico Profissional, do Rio de Janeiro.

Selecionei alguns trechos que acho importantes ainda hoje, outros um pouco pitorescos. Atualizei a ortografia daquela época. É só um resumo, o material é bem maior, mas já vai deixar este post gigante. Mesmo assim, recomendo a leitura, que achei deliciosa e com algumas partes de importância histórica:

1ª semana - "Um texto noticioso deve ser escrito de tal forma que todos os leitores do jornal, desde professores de faculdade até aqueles que possuem capacidade intelectual limitada, possam entendê-lo com facilidade."

"'O homem mediano tem um vocabulário de cerca de 7.500 palavras (...) e ele não pode exprimir verbalmente a diferença entre 'pobreza' e 'miséria'. (...) Possui conhecimento rudimentar de geografia local, sabe um pouquinho de história e uns poucos fatos elementares de fisiologia. Acredita (...) que o sereno cai, que a moral era mais pura há vinte anos e que os invernos eram mais longos quando ele era menino.' O redator de notícias, entretanto, deve alcançar a compreensão não apenas do homem médio mas também a de seus semelhantes menos afortunados."

"O texto simples é necessário para obter a clareza e a facilidade de leitura que exige o grande público leitor de jornal. A redação rebuscada é motivo não de elogio, mas de zombaria.

2ª semana -  "A notícia deve ter o tamanho de uma saia de mulher, curta bastante para atrair a atenção e bastante longa para cobrir o assunto."

"O ideal jornalístico de honestidade exige não apenas que o repórter, ao colher e selecionar suas notícias, deva procurar contar ambas as versões da história, mas requer também que o fraseado do seu relato não seja influenciado pelas suas opiniões."

"Os lugares-comuns compostos de uma ou várias palavras estão entre os maiores inimigos do interesse. A redação de notícias, no seu nível mais baixo, está cheia dos clichês de repórteres desmazelados e plagiários."

3ª semana - "Aritmética das notícias:

  • 1 homem comum + 1 aventura extraordinária = NOTÍCIA
  • 1 homem comum + 1 vida comum = 0
  • 1 homem comum + 1 esposa comum = 0
  • 1 marido + 3 esposas = NOTÍCIA
  • 1 caixa de banco - 200 mil cruzeiros = NOTÍCIA
  • 1 corista + 1 presidente de banco - 1 milhão de cruzeiros = NOTÍCIA
  • 1 homem + 1 carro + revólver + 1 outro personagem = NOTÍCIA
  • 1 homem comum + 1 vida comum de 70 anos = 0
  • 1 homem comum + 1 vida comum de 100 anos = NOTÍCIA"

4ª semana - "Os jornais são grandemente lidos porque o leitor individual se vê constantemente no jornal. Não quero dizer que ele veja seu próprio nome, mas sim que lê coisas acontecidas com seus semelhantes e que poderiam ter acontecido com ele. Os tópicos intimamente relacionados com o leitor, sua família, seus passatempos e seus negócios constituem a aproximação mais natural aos seus interesses."

5ª semana - "O lead deve ser uma promessa de grandes coisas e a promessa deve ser cumprida."

6ª semana - "Os relatos de discursos são um dos tipos mais comuns de notícias. Para os não iniciados, a tarefa de relatar um discurso parece um trabalho simples. Mas a simplicidade aparente da incumbência é enganadora. Relatar um discurso, de modo que as pessoas que não o ouviram percebam fielmente seu teor e sua significação, requer habilidade em alto grau."

7ª semana - "Cada cópia de um jornal cuidadosamente editado serve como guia de estilo a ser seguido. Quando em dúvida, um repórter deve ser capaz de procurar qualquer número de seu jornal e encontrar resposta às perguntas sobre estilo e forma. O repórter esperto, ao iniciar-se na profissão, faz sempre um estudo detalhando os hábitos do seu jornal."

8ª semana - "O lead pode ser comparado a uma flecha onde cada elemento que prende a atenção é uma farpa introduzida na consciência do leitor." surpreso

9ª semana - "As narrações sobre crimes têm um lado técnico, como todas; mas se referem também a fatos de acentuada importância moral e social, e, quem escreve, não pode perder de vista suas responsabilidades em relação a estes aspectos."

10ª semana - [Sobre vários tipos de lides]

11ª semana - "O lead deve ser conciso, limitado a poucas linhas datilografadas. Quando é longo, cheio de parágrafos, vírgulas e explanações que poderiam esperar para ser contadas mais tarde, torna a leitura difícil e desinteressa o leitor."

12ª semana - "O redator deve estar alerta para descobrir os 'leads enterrados' – isto é, dar no início da história os fatos importantes que às vezes estão perdidos no corpo da história."

"O interesse cada vez maior do público pelo football tem obrigado os jornais a dedicarem todos os dias espaço mais amplo para as notícias sobre esse esporte." Muito feliz

13ª semana - "Na ligação entre os vários parágrafos, são usadas também palavras, frases ou expressões, sempre com o objetivo de dar continuidade à história noticiosa e manter o leitor atento. (...) Eis algumas delas:

  • Tratando-se de tempo: entrementes, por fim, agora que, primeiramente, ao mesmo tempo etc.
  • Para apontar: aqui, neste caso, em tais casos, por isso, nisto etc.
  • Para citar: por exemplo, o caso em discussão é, segundo etc.
  • Para inferir: consequentemente, assim, portanto, como resultado, sendo este o caso etc. (...)"

14ª semana - "'Naturalmente, a história é importante: você deve ter algo a dizer. Mas, muitas vezes, não é tanto a história que importa: é a maneira pela qual é escrita.'"

15ª semana - "Qualquer repórter necessita de conhecimentos de política e economia, mas o redator de notícias financeiras ou de negócios deve ser um especialista."

16ª semana - [Faltou]

17ª semana - "O interessante e bizarro da ciência é escrito para a mente das massas, mais ligadas ao misterioso e trivial do que ao fato importante. Mas, mesmo quando escritos em estilo para consumo popular, tais relatos científicos ou pseudocientíficos devem conter informação valiosa. Se não devotado demais ao sensacional, os artigos valem ainda pelo aumento do vocabulário dos leitores e o ensino de conhecimentos, dado de modo simples."

18ª semana - "Inúmeros relatos que são programados para determinado tamanho nas edições matutinas devem ser reduzidos para dar lugar a outras notícias nas edições vespertinas."

19ª semana - "Repórteres competentes dos negócios municipais vão além da tarefa comum de coleta de notícias. Eles examinam folhas de pagamentos e fichas de contabilidade, listas de taxações, os métodos usados pelos municípios, nas compras, a solução dada aos casos relatados pelo promotor municipal etc."

20ª semana - "'Só a experiência dá ao repórter aquele sexto sentido de que ele necessita para distinguir, no meio de tantos fatos, aquele que se deve colocar no alto de uma notícia'. Mas (...) há um princípio que ajuda bastante os que se iniciam na profissão: colocar-se no lugar do leitor."

21ª semana - "Entre os fatores que operam para obstruir e limitar a ação dos correspondentes estrangeiros, estão:

  1. Os escritórios de Propaganda e Censura (...)
  2. A rapidez (...)
  3. O custo (...)
  4. Hábitos de leitura (...)"

22ª semana - "Sendo um profissional experimentado, nunca declarará simplesmente que o carro de Bishop abalroou o outro, mas dirá que os dois automóveis colidiram. Mencionará as acusações da polícia, deixando bem claro que elas partem da polícia e não são suas ou do jornal. Com tais cuidados, o repórter atinge dois objetivos:

  1. Relembra aos seus leitores que as acusações da polícia não representam um fato já consumado (...);
  2. Protege-se a si mesmo e ao seu jornal, no caso de alguma ação judicial movida pelos acusados."

"Há uma infinita variedade na publicação de assuntos especializados, e um grande número deles trata de produtos ou de interesses de especial atração para as mulheres. Para citar alguns: melhores casas e jardins, cozinha, uso diário para mulheres, educação da infância, loja moderna de beleza." Nervoso

23ª semana - "Há ocasiões em que a apresentação pura e simples de um fato não dá ao leitor, logo à primeira vista, toda a sua verdadeira importância. É preciso, nesses casos, procurar um lead interpretativo para a notícia."

"Uma tendência quase geral dos repórteres esportivos é a de dramatizar certas passagens, ao descreverem uma partida. (...) Se a 'terrível emoção' ou a 'angústia inaudita' foram usadas quando o extrema esquerda do time adversário escapou com a bola, que palavras se há de empregar quando uma cidade espera que joguem sobre ela uma bomba atômica? Não deve o jornalista, deixar-se envolver pelas paixões da multidão."

"Embora alguns empregos, sobretudo nas agências telegráficas e em uma ou outra seção de jornais diários, continuem sendo monopolizados pelos homens, a última guerra mundial provou que as mulheres podem trabalhar em qualquer campo dentro do jornalismo."

24ª semana - "De um modo geral, os tópicos que constituem as notícias estão incluídos num destes itens: guerra, política, esportes, interesse humano, trabalho, ciência, mortes, crimes, acidentes, temperatura, divertimentos, modas, sociedade."

25ª semana - "Os títulos, tal como os conhecemos hoje, não existiram sempre. (...) Há cem anos, a coisa mais parecida a um título, num jornal norte-americano, era o rótulo, uma expressão convencional como Notícias do Estrangeiro ou Assuntos Oportunos."

26ª semana - "O principal objetivo da coluna humorística é entreter. Num grau menor, isso é também verdade com relação aos outros dois tipos, a de ensaios e a de assuntos da cidade. Por isso, sempre que qualquer das três formas de colunismo deixa de entreter, quando se torna monótono, cessa sua utilidade para o jornal."

27ª semana - "O feature (pronuncia-se fitchur) é o nome que o jornalismo americano dá a um certo tipo de história noticiosa em que predomina o interesse humano. (...) O desenvolvimento de um feature tem grande semelhança com a narrativa dos romances."

28ª semana - "De um modo geral, quanto maior o título mais fácil é de ser escrito. Num título em várias colunas, o redator encontra mais recursos para jogar com as palavras e não se vê a braços com o problema de colocar duas ou três palavras de oito ou dez letras cada, numa linha em que só cabem onze ou doze letras."

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h42

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Concurso do Manual dos Focas

  Envie uma foto e um texto de dez a 25 linhas para martins@manualdosfocas.com, até o dia 28, e concorra a um livro do jornalista Bernardino Furtado.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o concurso.

P.S. A charge que ilustra o post é do Marcelo de Andrade, dica da leitora Alexandra Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h48

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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