Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

As últimas vagas abertas

  Estreando com a ideia do nosso leitor mais crítico, seguem as vagas que encontrei nos sites que acompanho em meu Google Reader. Se souberem de mais alguma, coloquem nos comentários e eu subo pro post, ok?

Veja aqui como acompanhar os concursos da Folha. Há um concurso aberto no momento.

Primeiros passos para entrar em 13 grandes veículos de comunicação de todo o país

Acompanhe os concursos da Folha

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h42

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O que é preciso para ser jornalista, por Marcio Aith

  O repórter especial MARCIO AITH, de Dinheiro, fala sobre um aspecto muito importante da nossa profissão: os interesses das fontes.

Na terça-feira que vem, outra repórter especial, de Brasil, vai continuar a série Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h19

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"Dez vezes pior do que Gaza"

Foto: Caio Guatelli/Folha Imagem

  O Comunique-se falou com alguns repórteres que estiveram no Haiti e se disseram chocados com a experiência – pior até do que coberturas de guerra, que alguns deles já tinham feito. Quem faz a comparação com Gaza é o repórter do "Estado de S.Paulo" Gustavo Chacra, que já foi correspondente no Oriente Médio.

Vale ler, AQUI.

Outra boa dica da leitora Meghie é o artigo de Leticia Nunes no Observatório da Imprensa, "Jornalistas não são pedras".

Na semana que vem, vou colocar vários posts sobre a cobertura no Haiti, inclusive uma entrevista com o CAIO GUATELLI, a JANAINA LAGE e o FABIANO MAISONNAVE, repórteres da Folha que estiveram lá Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h11

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Acompanhe os concursos da Folha --e os outros também

 Aposto que você achava chato ter que se lembrar de entrar de vez em quando na página de concursos da Folha para checar se há vagas abertas.

Eu, pelo menos, jamais consigo me disciplinar a ponto de checar sites regularmente. É por isso que não vivo sem o Google Reader, e é por isso que pedi aos webmasters da Folha Online que criassem para nossa página de concursos um RSS --ou seja, uma ferramenta que permite que você descubra muito mais facilmente se há novos anúncios publicados.

Se ainda não usa o Google Reader e quer aprender, tente seguir o tutorial que eu fiz aqui no blog.


VAGAS NO BLOG

Seguindo a sugestão de meu leitor mais crítico, vamos passar a publicar aqui no Novo em Folha notícias sobre todo tipo de vaga: estágios, frilas etc.

Se souber de alguma ou quiser divulgar a sua, mande pra gente!!

Pra começar, aviso: a Folha está contratando repórter/fechador para o caderno Empregos&Carreiras / Negócios

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h57

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Financiamento para TCCs

A Andi selecionará 15 estudantes que receberão R$ 450 mensais por seis meses para desenvolvimento de trabalho de conclusão de curso (leia mais aqui).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h40

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Dois em um

 A gente gosta de cobrir notícia quente; a gente gosta de contar boas histórias.

E o melhor dos mundos é quando dá pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo, como nesta página do "Globo" de ontem.

 

Após 6 dias soterrada, um canto de gratidão

EQUIPE DE resgate de Los Angeles consegue retirar Jeanette dos escombros: marido não desistiu de procurá-la e conseguiu ouvir sua voz das ruínas

 

PORTO PRÍNCIPE.  O haitia-

no Roger (seu sobrenome

não foi divulgado) não

acreditava  que sua mulher

podia estar morta. Mesmo

seis dias após o terremoto,

ainda montava guarda em

frente à montanha de es-

combros da construção em

que ela estava na tarde do

tremor, há uma semana. De

olhos arregalados e tensos,

a cada vez que a imensa es-

cavadeira amarela retirava

uma camada de entulho,

ele saía correndo, subia

nos escombros e gritava o

nome da mulher, Jeanette.

De ouvido colado ao con-

creto, teve sua persistência

finalmente recompensada

anteontem com o imprová-

vel: ouviu a voz dela. Uma

equipe de resgate vinda de

Los Angeles que estava perto

do local foi acionada e come-

çou a retirar os escombros.

Roger cavava em desespero

com as próprias mãos.

 

O dia já estava escure-

cendo  quando o rosto de

Jeanette pôde ser visto

por uma pequena fresta.

Uma equipe de TV inglesa

pôs um microfone no bu-

raco e conseguiu se co-

municar com ela, em francês. A ví-

tima estava lúcida e falando. Per-

guntaram se ela queria água e,

com a voz forte,  Jeanette respon-

deu que sim, “seria um grande

prazer”.

 

Perguntaram em seguida se ela

estava ferida e Jeanette contou,

mais uma vez com a voz forte e fir-

me, que sim, estava com os dedos

quebrados. Uma minicâmera foi

introduzida no buraco — ela ficou

soterrada na posição horizontal

— e mostrou seus dedos presos

nos escombros.

 

Achava que sobreviveria?, per-

guntaram.

— Sobreviver? Por que não? —

respondeu ela, com um pedido. —

Digam para o meu marido: mesmo

que eu morra, eu te amo muito. Não

se esqueça disso.

 

Após três horas de resgate, os

bombeiros conseguiram retirá-la do

buraco, já de noite. Com o rosto os-

cilando entre uma expressão de dor

e um sorriso, ela gritou:

— Obrigada, meu Deus! — come-

çando em seguida a cantar em tran-

se uma música cuja letra dizia: “Não

tenha medo da morte”.

 

Jeanette contou que não teve a

sorte de estar com algo

para comer ou beber con-

sigo na hora do terremo-

to e que passara o tempo

inteiro soterrada em je-

jum.  Mesmo assim,  os

bombeiros disseram que

ela estava em ótimas con-

dições e que esperavam

uma recuperação com-

pleta. Para seu marido, o

resgate foi um milagre.

 

A equipe de Los Angeles,

com mais de 70 integran-

tes, está no Haiti desde

quinta-feira passada e res-

gatou meia dúzia de sobre-

viventes desde então.

 

Quando Jeanette foi reti-

rada de uma montanha de

entulho,  tão grande que até 

escavadeiras passaram por

cima, um grupo de obser-

vadores aplaudiu e gritou

“EUA, EUA, EUA”.

Jeanette chorou. Foi

amparada com cuidado

pelos bombeiros, ficou

sentada e depois de pé.

 

Deram-lhe água, recebeu

curativos nos dedos e en-

trou num carro  branco e

moderno com o marido.

 

Da janela, era possível 

ver seus cabelos cinzas

da poeira dos escombros, 

seus dois dedos enfaixados e um

sorriso. A sobrevivente foi embo-

ra com o marido como se nada ti-

vesse acontecido.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h23

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Caio Guatelli fala da cobertura do Haiti

Se vocês entrarem agora no UOL, é possível fazer perguntas e conversar com o repórter-fotográfico da Folha, que esteve entre 13 e 18 de janeiro no Haiti.

AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h32

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Dez anos em 92 capas de revista

  Para quem gosta das listas que surgem em finais de décadas, o vídeo acima é um prato cheio. Mais voltado para o noticiário dos Estados Unidos, mas ainda legal de ver.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h58

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Pós em jornalismo literário em SP

 
 

Pós em jornalismo literário em SP

  • Da Academia Brasileira de Jornalismo Literário
  • Duração de 18 meses (R$ 454 por mês)
  • Segundo LUIS FERRARI, que fez o curso,  ele é "voltado para a produção de narrativas de mais fôlego, como grandes reportagens, ensaios pessoais, perfis, biografias, memórias e narrativas de viagem"
  • Inscrições e mais informações AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h43

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Pós em jornalismo digital na PUC-RS

 
 

Pós em jornalismo digital na PUC-RS

Para quem reclama que só colocamos cursos de São Paulo Bem humorado

  • Inscrições até 5 de março
  • Início do curso: 19 de março
  • Curso nas noites de sexta e aos sábados
  • Matrícula + 17 parcelas de R$ 500
  • Veja o programa, o corpo docente e mais informações AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h39

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Um ano sem jornal

 História divertida de acompanhar esta encontrada por meu amigo ALEC DUARTE: sujeito que vai tentar passar um ano sem ler (nem olhar para) jornal impresso

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h30

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Dos nossos próprios desexemplos

  O leitor Davi se inspirou no post sobre o desexemplo e teve uma ideia:

"Que tal pedir para os leitores do blog postarem seus próprios desexemplos ou coisas que já fizeram e que não fazem mais?"

Vale aquela técnica que você viu que não funciona bem, uma prática que hoje considera errada, um macete que não vale a pena.

Alguém? Muito feliz

 

Dois desexemplos

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h24

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Oficina de roteiro

 
 

Oficina de roteiro

  • Na Escola São Paulo
  • Curso teórico e prático, nível intermediário
  • 4 aulas/12 horas
  • R$ 440 (aula avulsa = R$ 130)
  • 26 de janeiro a 4 de fevereiro, das 19h às 22h
  • Professor: cineasta Philippe Barcinski
  • Mais informações AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h08

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O que é preciso para ser jornalista, por Clóvis Rossi

  Hoje o colunista CLÓVIS ROSSI dá sua tão esperada e pedida opinião Jóia

Na sexta-feira, um repórter-especial continua a série (que termina na semana que vem Triste).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h22

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"Ela correu risco real de morrer na mão de criminosos da favela"

  Pedi ao Marcelo Moreira, editor-chefe do RJTV/Globo, que comentasse os riscos corridos pela repórter Yara Morais em sua apuração no Morro do Piolho. Moreira é membro do conselho do INSI (International News Safety Institute), ONG criada pela Federação Internacional dos Jornalistas e que trabalha para garantir a segurança dos profissionais de imprensa em todo o mundo. Ele também é vice-presidente da Abraji.

"Fiquei muito apreensivo ao ler a reportagem da estudante, na revista.

Ela correu risco real de morrer na mão de criminosos da favela. 

Respeitando as motivações pessoais da estudante e a linha editorial da revista, que decidiu pela publicação da reportagem, acho que foi desrespeitada a barreira do que define a principal orientação do International News Safety Institute que é a de que nenhuma reportagem vale o custo de uma vida.

Sem dúvida alguma, o risco é um aspecto inerente à profissão do jornalista. O papel do jornalismo é revelar para a sociedade como é o mundo real e para isso muitas vezes o repórter irá se aventurar em um terreno arriscado onde sua segurança vai estar comprometida.

Mas para se fazer isso deve se respeitar regras importantes para que este risco seja o menor possível.

Ao se decidir realizar uma pauta de risco alguns aspectos básicos devem ser observados.

  • O primeiro deles é que a experiência conta muito em situações de perigo. Um repórter inexperiente pode não saber se comportar ao se defrontar com uma situação inesperada e comprometer a sua vida tomando uma atitude impensada, muito provavelmente por imaturidade. O ideal é que o repórter tenha passado por um bom treinamento de segurança.
  • Segundo, nunca se deve entrar em uma área de risco sozinho e sem que haja um bom plano de escape. Se algo errado acontecer, não haverá ninguém para disparar um alarme e tentar resgatar o jornalista da área de risco.
  • Outro aspecto importantíssimo é o planejamento que deve ser feito antes de se ir a campo. Como deve ser a abordagem, com quem será feito o contato, que tipo de terreno e que tipo de riscos podem existir na área. Tudo isso deve ser discutido entre o repórter e os seus editores antes de se decidir em seguir adiante. E sempre tendo em vista se o resultado vai compensar o risco.
  • No caso desta reportagem isso parece não ter acontecido, mas outro item importante é jamais, de forma alguma, se deve entrar em uma área de risco disfarçado ou escondido. Em caso de captura, a consequência pode ser a pior possível. Se, observados todos os aspectos do risco, a decisão for realmente prosseguir com a pauta o repórter deve entrar na região de forma legítima, identificada. 
  • E acima de tudo e apesar de qualquer norma ou regra que se possa seguir nesta hora, prevalece sempre o bom senso. A avaliação sobre dar o próximo passo deve ser feita sempre com esta orientação. Toda regra, por melhor que seja, não é garantia de que tudo vai dar certo. Ela apenas minimiza o risco de algo dar errado. E em última análise, o bom senso do repórter é que deve valer."

O Marcelo deu uma entrevista sobre morte de jornalistas em serviço para o site Nós da Comunicação, há duas semanas. CLIQUE AQUI para ler.

Logo o pessoal do CPJ (Comittee to Protect Journalists) também vai nos enviar um comentário.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h19

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"Eu sabia dos riscos e dos prós"

  Ontem conversei por telefone com a Yara Morais, autora da reportagem que estamos analisando sob o ponto de vista do risco, que passou 35 dias num barraco alugado no Morro do Piolho, onde teve contato direto com traficantes e presenciou assassinatos.

Como surgiu a ideia do projeto?

Eu que tive a ideia de morar lá e conversei com meu orientador, Claudio Tognolli. Estou indo lá desde dezembro de 2008, umas três vezes por semana. Primeiro fui sem conhecer ninguém, mas comecei a conhecer as pessoas de lá. Fui assessora numa empresa onde um rapaz da faxina morava lá. Ele me apresentou às pessoas do jardim onde morava, que é bem próximo do Morro do Piolho.

O que seu orientador falou?

Ele perguntou se eu conhecia as pessoas, se eu não ia correr nenhum tipo de risco de vida. Se eu conhecia algum tipo de arma. Me pediu para tomar cuidado, disse como eu deveria me aproximar das pessoas – sempre com cautela, não chegar perguntando diretamente sobre crime e ir ganhando a confiança. Ele me orientou mais que a segurança pública.

Como você se preparou?

Eu sabia dos riscos e dos prós, do que eu poderia adquirir lá. Sabia das histórias de jornalistas que morreram por traficantes, como o Tim Lopes. Eles são pessoas que não gostam muito de ter contato com a imprensa. Entrei em contato com pais de amigos advogados e algumas pessoas da polícia. Chega um momento em que ou você vai ou não vai.

E o que as pessoas da polícia te aconselharam?

Disseram para eu me prevenir de armas. Que a gente sabe que grande parte das favelas é dominada pelo tráfico...

Uma vez lá, que tipo de cautela você tomou?

Tudo o que eu ia fazer naquele momento eu avisava via torpedo ou por telefone para meu orientador e meus amigos, para eles saberem o que eu ia fazer. Quando era crime não dava para avisar antes porque eu ficava sabendo na hora. Às vezes avisava por e-mail, ia a alguma lan house distante.

Qual era sua intenção com o projeto?

Minha intenção era ouvir os moradores. Essas outras pessoas eu acabei conhecendo lá. Elas sempre sabem que você está ali, de alguma forma.

Você se apresentava a elas como estudante?

Sempre me apresentei como estudante de jornalismo. Se eu fosse de algum veículo acho que poderia ter acontecido alguma coisa. O fato de eu não ser de nenhum veículo me ajudou.

Mas eles sabiam que tudo o que era dito e visto poderia ser publicado por você?

Sim, eu nunca deixei de falar isso. Antes de voltar, falei que ia ser publicado e a única coisa que me pediram é que eu trocasse os nomes. Preservei as fontes.

O pessoal da Rolling Stone não sabia que você ia lá?

Não. Entrei em contato com eles depois.

E quando saiu a reportagem num veículo, você avisou aos traficantes?

Eu avisei antes de sair. Eles reagiram bem. Reagiram normal.


Ela pediu para acrescentar o seguinte relato:

"Busquei inspiração na rotina dos moradores da periferia. Essa era a intenção do meu TCC: relatar os prós e contras de um cidadão que vive nas favelas paulistanas. A decisão de ir morar na Zona Sul foi de minha inteira responsabilidade.

Como meu orientador possui um histórico de investigação que dispensa comentários (pois ele ficou infiltrado por um tempo em torcidas organizadas, religiões, traficantes,etc), decidi que todas as minhas decisões passariam por ele.

Eu jamais sabia que ia encontrar o que eu encontrei. Falei com a polícia antes de ir morar lá, mas apenas para saber o histórico dos moradores da área. O índice de mortalidade por armas de fogo e a qualidade de vida daquelas pessoas eram inicialmente minhas principais buscas.

Quando me vi em contato com o crime, minha reação foi ligar para o meu orientador e informá-lo de tudo o que estava acontecendo. (Eu o informava de todas as situações e riscos). Minha pergunta era uma só: como eu reagiria naquele momento?

E ele, com toda a sua experiência me informou que quando testemunhamos um crime como esse, você não tem como barrar sob pena de você também ser assassinado.

Só quem passou por tudo o que eu passei sabe como é difícil e complicado viver longe da família. Meu objetivo era sair viva de lá para passar a minha experiência aos leitores. Um exemplo que sempre tive comigo é o do jornalista Tim Lopes, e repito, sair viva de lá para relatar essa experiência foi o meu foco naquele momento.

Discutimos muito metodologia: escolhi a pegada do Hunter S. Thompson, pai do jornalismo Gonzo, um defensor da ideia de que jornalista tem de viver a historia que relata, as vezes até como personagem da mesma.

Só quem já se infiltrou terá condições de discutir a ética dessas situações: sob pena de parecer um medium, que relata o outro lado da vida, sem saber se ele existe, por intermedio de um espirito intocável. E improvável."

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h54

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Minha opinião: quando vale a pena arriscar a vida numa reportagem?

  Há três condições que precisam estar presentes ao mesmo tempo:

 
Quando essa for 1) a única forma de obter 2) uma notícia 3) imensamente relevante.
 
No caso que estamos discutindo, havia notícia imensamente relevante, que só pudesse ser revelada dessa forma?
 
Na minha opinião, nem notícia havia. Há décadas jornais noticiam que traficantes julgam, matam etc. etc. Julgaram e mataram Tim Lopes, num caso que detonou uma campanha por mais segurança e menos risco no trabalho jornalístico. Impossível ignorar essa realidade.
 
Cada um é livre para fazer o que quiser. Enfiar-se no meio do crime dessa forma é um direito de qualquer repórter. Talvez seja emocionante poder dizer depois: "Eu estive lá, vi tudo com meus próprios olhos e voltei pra contar".
 
É uma razão compreensível, humana, até, para correr-se tamanho risco. Mas não é uma razão profissional.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h44

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Cansou das notícias?

 Confesso que eu mesma cheguei a me pegar pensando "Não aguento mais esse noticiário sobre o Haiti".

Aí vem o genial Laerte, nos dá um chacoalhão e nos faz lembrar pra que serve o jornalismo.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h25

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Quando devemos "despublicar" uma matéria?

  É aquela história: o personagem da matéria sobre casais felizes ressurge, cinco anos depois que ela foi publicada, dizendo que já se divorciou e não quer ver seu nome associado ao da ex em matérias pelo Google afora.

Aquele outro, que tinha obesidade e ilustrava uma matéria sobre cirurgias para redução de peso, agora quer apagar esse passado de sua vida light.

O tempo todo noticiários online recebem pedidos para tirar do ar matérias, muitas vezes publicadas anos e anos atrás.

Quando devem fazer isso? Kathy English, do Toronto Star, responde em seu "To unpublish or not to unpublish", que você pode ler AQUI.

Mas o que vocês acham? Quando é o caso de "despublicar" uma matéria?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h18

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Prêmio da Fundación Nuevo Periodismo

As inscrições estão abertas.

CLIQUEM AQUI para ver.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h15

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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