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Novo em Folha

 

Humor no jornalismo

  O Roberto Takata e o Thiago Meller viram a mesma coisa: as 11 piores matérias de jornalismo já feitas.

Piores por serem óbvias, pelo menos nos trechos selecionados.

Óbvias naquele nível risível que a gente pode colocar na seção "Humor no jornalismo", que já fazia falta Muito feliz

Duvidam? Vejam alguns exemplos:

  • "Se você sentir frio, coloque um agasalho, entre debaixo das cobertas ou ligue o aquecedor, recomendam os médicos."
  • "Um milionário é alguém que possui $ 1 milhão, diz fulano de tal."
  • "'Temos duas teorias por enquanto', fulano disse. 'Uma é que James conhecia a pessoa que fez isso e a outra é que ele não conhecia.'"
  • "Estatísticas mostram que gravidez entre adolescentes cai significativamente depois dos 25 anos."
  • "Estudo mostra que sexo frequente aumenta as chances de gravidez."
  • "Vítimas de homicídio raramente falam com a polícia."

CLIQUEM AQUI pra ver as publicações originais e outros exemplos Brincalhão

Outro post de humor aqui

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 22h58

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Mais uma bolsa na Espanha

 
 

Mais uma bolsa na Espanha

CLIQUE AQUI para ver os detalhes.

Dica da Luisa Belchior Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h41

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O que é preciso para ser jornalista, por Carlos Eduardo Lins da Silva

  O ombudsman da Folha, CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA, dá sua opinião sobre as qualidades de um bom jornalista.

Na terça-feira que vem, alguém que também tem muita opinião pra dar (com o perdão do trocadilho Bem humorado).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h18

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O guia da investigação jornalística

  O site Media Helping Media tem uma seção com dicas valiosas, em sua maioria do jornalista Don Ray, sobre como fazer investigação jornalística.

Dei uma lida nos 11 cursos e escolhi algumas dicas que achei mais importantes. Mas sugiro que visitem o site e leiam tudo com calma, quando tiverem um tempinho. Para isso, CLIQUEM AQUI.

  • Desenvolva e proteja sua rede de fontes essenciais: elas estão lá fora doidas para achar alguém em quem confiar com suas informações. Jornalistas devem aprender que o processo de sedução das fontes envolve a máxima confiança, um ambiente produtivo de checagem de fatos e a compreensão dos interesses que a fonte tem e do que ela espera ganhar com a publicação.
  • Corrupção envolve mais de uma pessoa. Você deve entender o fluxo dos subornos, influências e extorsões mapeando as relações triangulares, quadrangulares (etc) entre cada envolvido. Quanto mais sofisticado é o sistema de leis, mais sofisticadas serão as formas de corrupção. Dificilmente se resumirão a dinheiro trocando de mãos. Jornalistas devem aprender a seguir as rotas de propriedades, promoções, proteções, privilégios e parentescos [um banco de dados robusto ajuda muito nessas horas, depois de alimentado por alguns anos].
  • Mais que em qualquer outra apuração, as de corrupção requerem checagens incansáveis e cruzamento de checagens. Lembre-se que os repórteres são muito visados por aqueles que querem manipular informações privilegiadas.
  • Investigar corrupção não é para qualquer um. É preciso estar ciente de quão vulneráveis nós e nossas famílias somos. É preciso saber responder rapidamente e diretamente às ameaças, sem jogar a toalha ou se esconder.
  • Você cresce à medida que aprende novas ferramentas de investigação, novas lições, novos sinais de perigo. E você quer crescer, né?
  • Vira e mexe nos deparamos com algo que "simplesmente não parece certo" (JDLR, "just doesn't look right"). Pode chamar de desconfiança, de suspeita. O bom jornalista não pode dormir até descobrir o que é aquilo que o incomoda tanto.
  • Pergunte-se quem pode saber a resposta para aquela questão e vá atrás da pessoa. Não fique preso na ideia de que você deve saber de tudo ou uma luz divida vai te dar as respostas para suas dúvidas. Alguém sempre sabe antes e essa pessoa poderá te ajudar a encontrar respostas.
  • Não basta conhecer as respostas para o caso específico que você investiga. É preciso conhecer o funcionamento do sistema em que ele se insere. Como funcionam os trâmites burocráticos de determinado órgão, que jargão é aquele que o departamento de Estado usa, como é a legislação etc. Além de evitar erros, isso pode garantir novas pistas de buracos que sua investigação ainda precisa de preencher.
  • Não prossiga sua leitura de um documento caso não tenha entendido totalmente o que você leu até ali.
  • Dois grandes tipos de fontes: as vítimas e os inimigos. [Acrescento também os "ex", que não necessariamente são nenhuma das duas coisas. Ex-ocupantes daquele cargo, ex-maridos daquela pessoa, ex sempre conhecem bem seu investigado]
  • Siga o dinheiro. Se não há uma rota paralela ou bem definida para alguma quantidade de dinheiro ou de bens, não há o que se investigar. [Dica que o Sérgio Abranches já tinha dado em relação à Amazônia, em outras palavras]
  • 10 dicas para planejar uma investigação sobre um sujeito AQUI. [Acrescento que o site pipl.com é muito útil para trazer pistas sobre alguém]
  • Não vale ligar para o "outro lado" e, num primeiro sinal de telefone ocupado, desistir e colocar na matéria que o cara não foi encontrado – só porque, na verdade, você já tem preconceito sobre a versão que ele vai te passar. O outro lado é fundamental e mesmo o criminoso pode enriquecer sua matéria de diversas formas. Há, em geral, 20 possíveis respostas de um criminoso à sua procura por ele. Dezoito podem ajudar sua investigação. Das outras duas, apenas uma representa um potencial incômodo para você ("ele não diz nada, apenas ameaça sua vida"). E olha que uma ameaça à sua vida pode virar matéria também. CLIQUE AQUI para ler as 20 possibilidades de um suspeito te ajudar.
  • Um documento que cai na mão de um jornalista investigativo deve ser esmiuçado antes de ser levado em conta. Há 25 boas perguntas para fazer a ele quando cair em seu colo (isso quase vale um post sozinho, de tão legal! Alegre). Por exemplo:
    • quem o criou
    • quando
    • se há cópias
    • sua utilidade e valor
    • se é acessível e a quantas pessoas
    • se é verdadeiro
    • se há registros de quem já o viu
    • se há pistas para outras fontes de informação
    • quais caminhos já percorreu
    • se é atualizado.
  • Todos os investigadores recorrem a observações, experiência, treinamento e estudo para resolver problemas nas informações. Se você ainda não pensou em quais são suas principais estratégias, talvez seja a hora de começar a pensar no que deu certo para você em apurações passadas.
  • Um bom roteiro investigativo, se você ainda não criou o seu, é ESTE AQUI. Em resumo:
    • hipótese
    • questões principais
    • listas de "a checar"
    • principais interessados na sua história
    • organização e análise dos dados
    • como apresentar a história
    • quanto tempo e dinheiro ela vai demandar
    • estratégia para apuração
    • organização de fontes
    • conseqüências da publicação
  • Outro bom guia AQUI

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h20

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Bolsas de estudo na Espanha

 
 

Bolsas de estudo na Espanha

  • São 1.645 bolsas de pós-graduação, pagas pelo governo Espanhol.
  • Inscrições já abertas.
  • Mais informações AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h10

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Devo começar um blog? E como faço?

  Outro dia um leitor do blog perguntou o seguinte: "É vantajoso manter um blog ativo? Pergunto isso porque já existem muitos blogs. É dificil chamar atenção de novos leitores."

Fiquei na dúvida sobre que tipo de vantagem ele esperava obter do blog, mas respondi o seguinte:

"Eu não tenho certeza se do ponto de vista profissional é (se vai contar alguma coisa na hora de concorrer a uma vaga, por exemplo), mas sei que é uma ótima maneira de você praticar seu texto, sua capacidade analítica, sua disciplina de manter postagens frequentes, sua capacidade de interagir com outras pessoas, seus conhecimentos de multimídia e mais um monte de outras habilidades que são importantes para um jornalista.

Pode ser que você só conquiste meia dúzia de leitores, mas o desafio é ter que encontrar sempre coisas interessantes para dizer, capazes de conquistar leitores fiéis, ainda que poucos. São esses leitores que sempre acrescentam coisas legais ao blog, trazem ideias, compartilham ótimas sugestões, te ensinam um monte de coisas legais."

O leitor Pablo nos contou, em post recente, que quer criar um blog sobre as eleições 2010, e pediu algumas dicas.

Vou falar só do ponto de vista de alguém que manteve blog por mais de cinco anos e ajuda neste blog há alguns meses, mas sem a pretensão de estar dando alguma receita infalível de nada.

Eu "resumo" minhas reflexões nos seguintes tópicos:

  • Escolha um tema para seu blog, algo que tenha a ver com sua especialidade ou com sua paixão pessoal (um primeiro passo que o Pablo já deu). Blogs muito genéricos têm a desvantagem de não formar leitores cativos, embora possam atrair muitos leitores de passagem. Sendo apaixonado pelo tema, você terá facilidade em encontrar tempo para alimentar seu blog, mesmo nos fins de semana ou madrugada adentro. A ideia é que seu blog dure muito, né? Bem humorado
  • Pense em atrair esses leitores fiéis, que vão sempre acrescentar informações úteis na troca de comentários com você. Eles não são os que entram para esculhambar e nem se dão ao trabalho de ler sua resposta; são os que entram, criticam, comentam, opinam, dividem e voltam várias vezes para continuar o processo.
  • Uma das formas de atrair esses leitores é aproveitar muito o que eles oferecem, interagir muito com eles, mostrar que seu blog é um espaço coletivo (que é a ideia central de todo blog) e não um diário voltado para seu umbigo (como eram os primeiros blogs, lá de 2001/2002, felizmente em extinção).
  • Pensando no item anterior: responda a TODOS os comentários dos leitores, tentando agregar mais informação à informação que eles trazem. Publique posts com as ideias trazidas por eles, sempre que couberem na proposta do blog.
  • Vale a pena moderar os comentários, para evitar ofensas gratuitas, estar sempre ciente de quando há novos comentários e possibilitar que sua resposta a eles venha sempre junto, caso o leitor volte para conferir.
  • Nunca, jamais, apele com um leitor. Em tempos de fla-flu político, tem sido cada vez mais comum a existência de leitores de passagem, movidos por interesses ideológicos (ou financeiro$, porque muitos são pagos para isso), que não acrescentam, só esculhambam. Em blogs políticos, como será o do Pablo, isso é mais comum ainda. Às vezes é difícil, mas respire fundo e responda sempre com educação, elevando o debate. E aprenda com as críticas.
  • Tente outras formas de interação com o leitor, além dos comentários: enquetes, pedido de sugestão de posts, debates e provocações, envio de exercícios para que eles façam (num blog como o Novo em Folha) etc.
  • Não tem tempo para atualizar seu blog todos os dias? Então nem precisa começar.
  • Seus leitores precisam de satisfações a todo momento. Então, se você não puder atualizar o blog por uns dias, avise isso a eles. Tente sempre achar um jeito para liberar os comentários.
  • Blog comporta fotos, vídeos, artes animadas e outra porção de ferramentas, todas fáceis de inserir. Não desperdice a chance.
  • Já que escolheu um tema para seu blog, fique sempre por dentro dele. Crie uma pasta no seu Google Reader chamada "blog" e assine todos os feeds relacionados àquele tema, e acompanhe-os sempre, ao longo do dia. No caso do Pablo, vale assinar todos os blogs de jornalistas políticos, se cadastrar em todos os mailings de órgãos oficiais relacionados (como o TSE), visitar periodicamente sites que agregam informações de candidatos, assinar feeds de todos os sites dos principais partidos e candidatos, acompanhar seus tweets, acompanhar suas agendas diárias, montar um banco de dados e uma agenda com telefones de fontes (políticos, assessores, TREs e tal).
  • Crie uma pasta em algum lugar, chamada "pautas para o blog", e coloque suas ideias para posts futuros lá. É bom não publicar taaaantos posts por dia, porque os leitores não lêem só seu blog (eu tento pôr no máximo quatro por dia aqui no NeF). Tente criar ganchos entre os posts, mas também diversificar os assuntos (dentro da proposta geral).
  • Evite posts longos demais. Se não der, divida-os em tópicos ou ponha subtítulos (ok, sei que não cumpro muito isso... Com vergonha).
  • Divulgue seus posts pelo twitter e outras redes sociais. Divulgue por e-mail apenas aos que quiserem receber seus e-mails. Não coloque o post inteiro no e-mail, apenas uma chamada e o link para o blog. Vale até fazer cartão com o endereço do blog para entregar aos amigos e novos conhecidos, se for levar o projeto a sério. E comprar um domínio pra que o endereço do seu blog, impresso nesses cartões, fique mais curtinho e fácil de memorizar (é barato, coisa de R$ 30 por ano).
  • Escreva posts didáticos, sem linguagem muito rebuscada, dirigindo-se ao seu público-leitor, como se numa conversa. E viva o bom humor Alegre
  • Torne seu blog atraente, com vários links espalhados no texto, remissões a outros blogs, fotos, um perfil dizendo quem você é, histórico do blog, formas de contato, visual sem muitas firulas, endereço fácil de memorizar.
  • Por favor, não coloque aquelas musiquinhas que tocam quando a gente abre o blog e sem a gente pedir ou querer Insatisfeito
  • Crie alguns padrões para seu blog, como todos os veículos fazem. Sempre postar uma série em determinados dias fixos da semana, por exemplo. Criar séries. Sempre se referir ao colega da Folha com caixa alta, por exemplo. Sempre passar a bola pro leitor com texto marcado em rosa, por exemplo.

Dá pra ficar o dia inteiro listando coisas no imperativo aqui, né... Mas agora deixo com vocês aí nos comentários Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h12

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Os dez mandamentos do jornalista

  A lista de mandamentos abaixo foi formulada pelo jornalista Jim Lehrer:

  1. "Não faço nada que eu não possa defender
  2. Cubro, escrevo e apresento cada história com o mesmo cuidado que gostaria de ver se a história fosse sobre mim
  3. Considero que há, pelo menos, um outro lado ou versão para cada história
  4. Considero que o leitor/espectador é tão inteligente e bom como pessoa quanto eu sou
  5. Considero o mesmo sobre todas as personagens e fontes de minhas matérias (isso vale até pros políticos corruptos)
  6. Considero que as vidas pessoais são assunto privado, a menos que uma guinada legítima na história demande o contrário
  7. Separo cuidadosamente as opiniões e análises do noticiário e rotulo explicitamente cada um
  8. Não uso fontes anônimas ou aspas sem dono, exceto em ocasiões raras
  9. Ninguém deve ser jamais permitido a atacar outra pessoa anonimamente
  10. Eu não estou no ramo do entretenimento."

O Time Online propõe que os leitores criem sua própria lista de mandamentos que gostariam que os jornalistas seguissem.

Seguindo a sugestão da Lanna, proponho o mesmo aqui: quais são seus mandamentos? Quais mandamentos todo jornalista deveria seguir?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h42

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10 resoluções para 2010 que os frilas devem tomar

  Último post desta série, tirado de um site interessante chamado Freelance Folder.

CLIQUE AQUI para ler as resoluções – e, quem sabe, resolver adotá-las Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h25

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De mala e cuia para virar um frila

  Seguindo com a série de posts sobre frilas (vai que a resolução de ano novo de vocês foi esta? Bem humorado), trago este publicado originalmente no Journalism.co.uk. São dicas de John Brazier, diretor de uma associação de frilas do Reino Unido.

Primeiro ele cita os prós e contras da vida de frila:

Prós

  • Ser seu próprio chefe
  • Ter liberdade e saber dosar sua vida pessoal com a profissional
  • Não deixar todos os ovos no mesmo cesto, podendo trabalhar em um grande número de projetos para clientes diferentes

Contras

  • Menos segurança
  • Incertezas
  • A amolação de ter que lidar com problemas legais e administrativos
  • Trabalhar sozinho e ser 100% responsável por suas atitudes

Depois ele dá dicas sobre o mercado de trabalho:

  • Antes de virar frila, conheça bem o mercado e tente descobrir onde você pode se encaixar
  • Quantos jornalistas trabalham em sua área? Quanto cobram por seus trabalhos?
  • Tente calcular quanto você pode ganhar por mês. Faça cálculos pessimistas.
  • Calcule os impactos que a mudança para o trabalho freelance vai te custar. O que vai mudar na sua vida?
  • Procure pessoas que possam te ajudar com essas dúvidas (contadores, por exemplo). [Não sei de associações de frilas no Brasil, como esta do Reino Unido, mas deve haver boas dicas práticas na internet, sobre aspectos legais, administrativos, financeiros.]
  • Faça sua rede de contatos.

E depois que já virou frila:

  • Na medida em que for realizando projetos, seu portfólio vai se tornando seu cartão de visitas mais valioso.
  • Coloque exemplos dos seus trabalhos na internet e em portfólios tradicionais. 
  • Inclua exemplos de seus textos, da variedade de assuntos sobre os quais pode escrever e dos tipos de publicações para as quais já escreveu.
  • Sempre mantenha seu portfólio atualizado.
  • Mantenha sua rede de contatos.

Também os aspectos mais práticos:

  • Faça contratos, estabelecendo custos, prazos e formatos, de acordo com os interesses seus e do cliente.
  • Defina o preço de seu trabalho com base no tempo gasto para realizá-lo (semanal, diário ou por hora).
  • Se o cliente não te pagar, cobre (educadamente, mas cobre). Se atrasar demais, aconselhe-se com alguém. [O contrato fica sendo sua garantia...]

E a diversificação:

  • Você sabe como a mídia trabalha e sabe escrever. Então pode diversificar suas tarefas. Dar workshops e cursos, por exemplos.

Ele também fala do que os clientes querem dos frilas:

Segundo frilas que responderam a uma pesquisa, as principais características que acham que possuem para atrair para seus clientes são

  • especialização
  • experiência
  • entusiasmo
  • imparcialidade
  • inovação
  • preço bom

Leia o original AQUI.


Mais dicas para frilas:

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h19

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O que os editores querem dos frilas - dicas para emplacar sua pauta

  A editora de Saúde e Equilíbrio, BEATRIZ PERES, diz que trabalha muito com frilas – mas principalmente com aqueles que ela já conhece e sabe que pode confiar.

Ela recebe cerca de dez propostas de pautas por semana, enviadas por e-mails ou telefone, mas aproveita muito poucas. Justamente porque esses pretendentes a frila não seguem a cartilha que ela ensina pra gente aí embaixo:

"Trabalho mais com frilas no Equilíbrio do que em Saúde porque o semanal é feito com mais tempo e tem pautas mais frias – que podem ser devolvidas e refeitas pelos frilas, se for preciso.

Para emplacar pautas, acho necessário:

1. ser direto, claro e preciso no primeiro contato

Editores costumam ter pouco tempo para entrevistar o repórter e descobrir a pauta que ele tenta vender.

O ideal é ligar ou mandar um email dizendo quem é e o que já fez (não precisa mandar currículo) e propondo a pauta (melhor mandar apenas uma ou duas de cada vez).

2. saber o que é a pauta

Pauta tem que ter título e lide. Isso facilita a comunicação entre repórter e editor, evita surpresas na hora da entrega do texto e obriga o repórter a focar numa pauta de verdade (e não num assunto ou tema amplo).

Por exemplo, não adiantar vender uma "pauta sobre acupuntura" ou uma "pauta sobre terapias com animais". É preciso saber qual é a novidade em relação à acupuntura ou que novos resultados têm as terapias com animais. Ou, ainda, de que maneira nova você pretende abordar esses assuntos.

3. apurar antes (e fazê-lo direito) 

Eu costumo brincar que "sem pré-apuração não há salvação"... Antes de propor ao editor, é preciso, claro, ter certeza de que o veículo para o qual você está vendendo ainda não deu a sua pauta.

E ver se a pauta vira: entrevistar as pessoas, ir atrás das pesquisas, saber se aquilo ainda não foi feito da maneira como você está propondo.

4. esclarecer a linha a ser seguida com o editor

Qualquer pauta pode virar uma infinidade de textos diferentes. É preciso explicar ao editor o que você pretende fazer e seguir as orientações.

Antes de encerrar a conversa, você precisa saber:

  • quais são as fontes principais a serem ouvidas?
  • o texto será aberto com a pesquisa ou com o personagem?
  • quantos personagens são necessários?
  • de que tipo?
  • além do texto, vai ter algum infográfico?
  • e foto?

5. cumprir o deadline

Por incrível que pareça, é um problema recorrente: o frila sugere a pauta e concorda com o prazo, mas não consegue cumpri-lo. Pega muito mal. A menos que tenha ocorrido uma emergência, parece descaso com o veículo ou falta de organização do repórter.

6. entregar o combinado

Se a pré-apuração for feita direito, não há muitas razões para uma pauta fria cair (ou virar outra) no meio do caminho. Mas o editor precisa ser avisado, se isso acontecer. Não vale mandar o texto diferente do que foi combinado (com personagem a menos, com pesquisa faltando, com infográfico menos detalhado)."


Mais dicas para frilas:

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h50

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Inscrições para 5º Concurso Tim Lopes

  Esse concurso tem um diferencial: em vez de premiar reportagens já veiculadas, oferece dinheiro e apoio técnico para que bons projetos de reportagem possam ser executados. Depois que a reportagem é veiculada, o escolhido ainda ganha R$ 3 mil.

E uma coisa boa é que estudantes também podem se inscrever.

As reportagens devem tratar da violência sexual contra crianças e adolescentes.

O formulário de inscrição está AQUI e deve ser enviado até dia 29 de janeiro.

Todas as informações sobre o concurso estão AQUI e as dúvidas também podem ser esclarecidas pelo timlopes@andi.org.br.


Adendo com a dica da Hulda: a Abraji está com inscrições abertas até o dia 7 de janeiro para o 4º curso online de investigações dos gastos públicos. Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h05

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Primeiros passos, a série

  Atendendo a um velho pedido da leitora Lanna, faço um índice de todos os posts da série "Primeiros Passos", que espero que tenha ajudado alguns recém-formados em jornalismo de alguma forma Bem humorado

  1. Para entrar na Folha (SP e sucursais em vários Estados) 
  2. Para entrar no Grupo Abril (SP) 
  3. Para entrar no O Globo (RJ)
  4. Para entrar no Grupo Estado
  5. Para entrar na Rede Globo e G1 
  6. Para entrar nos Diários Associados (MG)
  7. Para entrar na Carta Capital (SP)
  8. Para entrar no Grupo RBS (Sul)
  9. Para entrar no portal Terra
  10. Para entrar no SBT
  11. Para entrar no Jornal do Commercio (PE)
  12. Para entrar no Correio Braziliense
  13. Para entrar no A Tarde (BA)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h33

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Primeiros passos: para entrar no jornal A Tarde

  Acredito que este será o último post da série, porque outros seis veículos que entrei em contato não me responderam de jeito nenhum. Este também vai sair de forma bem resumida, porque foram as respostas que obtive:

  • O Grupo "A Tarde", de Salvador, trabalha com frilas, efetivos e estagiários. Eles não possuem trainees.
  • As vagas são divulgadas por meio de anúncios nos jornais e por empresas de recrutamento.
  • Os interessados podem se inscrever a qualquer época, porque o grupo possui um banco de currículos permanente.
  • O processo de seleção para estágios e contratados inclui avaliação psicológica, prova e entrevista. Frilas não passam por processo seletivo semelhante.
  • Não há garantia de que os estagiários continuarão no jornal depois.
  • O diploma de jornalismo é exigido em todos os casos.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h11

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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