Há quase um ano, um torcedor do Vasco tentou suicídio ao ver seu time ser rebaixado.
Hoje, ITALO NOGUEIRA publica a conversa com aquele torcedor, agora de um time que é líder da Série B e poderá voltar à primeira divisão em breve.
Fala que não foi uma sacada muito boa voltar a procurar aquele rapaz?
E mais: isso só foi possível porque, há um ano atrás, a sucursal do Rio pegou todos os contatos do personagem, cuidou de arquivá-los e colocou na agenda que essa era uma boa história para se ficar de olho.
A série original de vídeos que tínhamos gravado acabou ontem, com o conselho de FABIO MARRA. Mas, como vocês estão gostando tanto, decidimos filmar mais pessoas
Iniciamos hoje, portanto, uma nova remessa de vídeos para a série "O que é preciso para ser jornalista". A ideia é publicar duas vezes por semana – toda terça e sexta-feira –, para vocês não enjoarem cedo demais.
O repórter especial GUSTAVO PATU enviou de Brasília o recado que gostaria de dar a quem quer ser jornalista.
Anteontem coloquei as várias coisas que podemos aprender com mestre Hitchcok, mesmo se não somos cineastas.
Hoje, aproveitando o link do próprio 10,000 Words, coloco algumas frases do cientista que, bem aplicadas ao jornalismo, também podem nos inspirar. Escolhi as três melhores:
"Se você não consegue explicar de forma simples, é porque não entendeu direito."
"Qualquer tolo inteligente pode tornar as coisas maiores, mais complexas e mais violentas. Mas é preciso um toque de gênio – e um bocado de coragem – para seguir na direção contrária."
Há exatamente uma semana eu relatava aqui como havia me convertido ao gravador digital e como percebia mil vantagens nele em relação ao meu bom e velho leitor de k7.
Pois bem, depois das primeiras impressões, trago hoje as primeiras decepções.
Já na sexta-feira passada, fiz uma gravação de uma hora e, na hora de passar o arquivo para o computador, ele inexplicavelmente não foi lido pelo Windows Media Player. Como eu estava com pressa, passei de volta para o gravador e ouvi por ele mesmo, anotando os trechos que mais importavam.
O problema é que, como eu já havia percebido no primeiro post, as teclas de "rebobinar" do gravador digital são muito mais lerdas que as do gravador analógico (problema compensado pelos programas de computador, se o áudio estivesse rodando neles).
Hoje foi pior. Conversei por mais de meia hora com uma fonte, acompanhando com atenção a luzinha vermelha que confirma que a gravação está sendo feita. Ao passar para o computador – surpresa! –, nada das minhas gravações. Simplesmente não foram armazenadas pelo bichinho.
(Ainda bem que anotei...)
Ainda vou dar uma terceira chance a ele, mas, se continuar nesse ritmo, desconvertir-me-ei!
P.S. O FÁBIO SEIXAS nos prometeu uma boa história de gravador. Vou cobrar!
Como o próprio título do post diz, achei uma pérola na internet. Cem cursos, online e gratuitos, dos mais diversos idiomas: francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, chinês, japonês, línguas africanas, outras línguas asiáticas, outras línguas européias, latim, aramaico, línguas indígenas...
Dando continuidade à nossa série sobre como entrar nos principais veículos de jornalismo do país, publicamos hoje o guia para entrar no núcleo de jornalismo do SBT.
Para fazer estágio:
Cadastre-se no "Trabalhe conosco" do site www.sbt.com.br.
Você pode se cadastrar a qualquer época do ano. É importante manter seus contatos sempre atualizados, porque podem procurá-lo assim que abrir uma vaga.
É necessário estar no curso de jornalismo.
Os estagiários não precisam ter experiências profissionais anteriores.
Não há número de vagas de estágio definidas, elas surgem de acordo com a demanda das redações.
Os currículos são selecionados de acordo com os perfis que o SBT busca no momento.
Depois, os selecionados passam por avaliações de testes psicológicos e comportamentais, entrevistas por competências e dinâmica de grupo.
O estágio é remunerado.
Não há garantias de que o estagiário será contratado em seguida, mas, se houver vagas disponíveis, os bons profissionais são efetivados.
Para tentar vagas de frila e contratado:
Você precisa ser graduado em jornalismo.
Outros pé-requisitos que eles pedem: agilidade, dinamismo, comprometimento, capacidade de criar e de superar obstáculos, facilidade de comunicação e relacionamento.
Também pedem competências específicas para a posição, como tempo de experiência, que varia de acordo com o tipo de cargo.
Cadastre-se no "Trabalhe Conosco" do site www.sbt.com.br e mantenha seu perfil sempre atualizado.
Se seu currículo for selecionado, você passa por entrevistas e testes psicológicos e comportamentais.
Os selecionados podem atuar nas regionais de Belém, Brasília, Rio de Janeiro, Nova Friburgo, Porto Alegre, Ribeirão Preto e Jaú.
Além dos profissionais selecionados pelo banco de dados do "Trabalhe Conosco", aberto o ano inteiro, há aqueles que são indicados para vagas, ou observados no mercado de trabalho e convidados a integrar a equipe do SBT.
Alguém aí é fã do Alfred Hitchcock? Não precisa de muito para isso: o diretor de Psicose e Janela Indiscreta (e mais de 60 outros filmes) usou técnicas inovadoras para criar seus clássicos.
O site 10,000 Words sugere que, mesmo não sendo cineastas, podemos "roubar" as técnicas de narrativa de Hitchcok para melhorar nossa capacidade de contar histórias nos jornais. Tais como:
Deixe que os personagens contem sua história - Os diálogos de Hitchcock conseguem ser mais interessantes que as cenas de ação. Se você tiver boas aspas ou entrevistas que tornem seu texto mais atraente, use-as. Elas trarão vida e intensidade à narrativa.
Não coloque todas as suas cartas na mesa - OK, é importante dizer ao leitor, logo no lide, a que vem aquela história. Mas alguns tipos de histórias comportam um pouco de suspense, que grude os olhos do leitor até a última linha, como fazia o mestre do mistério. A Ana já deu exemplo de história em que isso foi possível.
Histórias devem ser um vislumbre na vida de outras pessoas - Leve seus leitores para um passeio com o personagem de sua história e faça-os sentir que estão aprendendo algo novo ao ler, observar e interagir com sua história. Laura Capriglione e Eliane Brum fazem muito isso, cada uma à sua maneira.
Crie algo único que os outros vão querer imitar - Assim como Hitchcok criou várias técnicas, copiadas por outros cineastas até hoje, você também pode criar algo que será copiado e lembrado por vários anos. Não é tão difícil assim. O próprio 10,000 Words vive divulgando trabalhos que servem de inspiração para todos nós. O Webmanário fez isso ontem.
Tanto o áudio como o vídeo devem ser atraentes - Algumas cenas são mais marcantes por seus sons, como o barulhos de pássaros trinando, ou de uma gargalhada infantil. Explore áudio e imagem da mesma forma e use-os a favor de sua história.
Efeitos especiais não devem ser muito especiais - Da mesma forma que os efeitos especiais usados por Hitchcock eram espantosos à época sem tirar o foco de suas histórias, nós podemos apresentar as notícias com apoio de flashes e de um design gráfico fabuloso, mas esses apoios nunca devem distrair o leitor do que realmente importa: o conteúdo.
Nada será imediatamente popular - Alguns dos hoje clássicos filmes de Hitchcock fracassaram na época em que foram lançados. Você também pode fazer um belo projeto multimídia que só ganhará o devido reconhecimento depois de algum tempo.
Mantenha a história simples - Corte as informações chatas ou irrelevantes. Evite perder seu leitor. Hitchcok dizia: "O que é a ficção, afinal, senão a vida com seus pedaços maçantes cortados?"
Vale a pena CLICAR AQUI e ler o post na íntegra, porque está recheado de cenas do cinema para ilustrar cada tópico
Léo Drumond fotografando para seu projeto "Os Chicos"
A ex-trainee Desireê Antônio, da mesma turma do Léo Feder (post abaixo), conta o que aprendeu com um fotógrafo muito experiente (também ex-trainee da Ana, Léo Drumond):
"Repórteres sabem o quanto é chato pautar uma foto, dar as instruções para o fotógrafo e receber imagens que nem de longe correspondem ao que tínhamos imaginado. A melhor forma de tentar evitar isso é acompanhar o fotógrafo. Foi o que fiz nessa sexta-feira, numa entrevista com o Tony Bellotto, dos Titãs, que será a capa de uma das revistas para a quais escrevo.
Sair com o Léo Drumond, que iria produzir a foto (e que foi trainee da Ana da turma de fotografia), foi ótimo não apenas para conversar com ele pessoalmente sobre como imaginava que seria a matéria e proposta editorial da publicação, mas também para ver como foi a negociação dele com o entrevistado.
Para as fotos serem bem feitas, mais do que cuidados técnicos, é preciso deixar o fotografado à vontade. Se ele não entrar no jogo e tiver um mínimo de disposição e vontade para tentar o que o fotografo propõe, as fotos podem ficar péssimas, especialmente em se tratando de revistas.
Por decisão do Léo, a foto foi tirada antes da entrevista, assim que o Tony chegou ao local, o que garantiria mais tempo para a produção e que as imagens tivessem mais frescor.
Logo que se encontraram, o Léo fez uma breve apresentação da revista, de como costumam ser as fotos da capa e o que iria fazer. Claro que a experiência do Tony, que já deve ter feito isso centenas de vezes, ajudou, mas ter um fotógrafo seguro – e muito bom de serviço – e que tinha em mente o que iria buscar ajudou muito. As fotos ficaram ótimas. Espero que minha editora e o Tony também achem.
Uma das coisas mais legais que aprendi com o Léo sobre a relação entre fotógrafos e fotografados veio de uma história que ele me contou enquanto esperávamos o Tony. "Um dia um entrevistado me disse que tinha pouco tempo para me atender e falou: 'Faça suas fotos aí rápido porque estou com pressa'. Eu olhei pra ele e disse: 'Tudo bem. Meu trabalho pode ficar ruim, mas quem vai estar na foto é você.'"
Hoje o ex-trainee Leonardo Feder, que foi ao evento, divide o que aprendeu:
"O seminário discutiu como a mídia retrata a pessoa com deficiência e como esta se expressa, pessoal e politicamente, na esfera pública.
Tuca Munhoz, organizador do evento e presidente do instituto MID para a Participação Social das Pessoas com Deficiência, criticou uma cena na TV do Teleton – campanha que arrecada fundos do público a um centro de reabilitação –, ao exibir crianças com deficiência, para ele, com comiseração.
Marcos Peres, jornalista da Sportv que cobriu as paraolimpíadas de Atenas (2004) e Pequim (2008), considerou essa exposição vexatória. O repórter mencionou que a TV Globo mandou um esportista do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) a Atenas para ajudá-lo a entender as características de cada modalidade. Ele acha que os jornalistas, em geral, ao cobrir o tema da deficiência pela primeira vez, não estão capacitados para lidar com ele e apelam para estereótipos.
Paulo Romeu Filho, analista de sistemas da Prodam ETIC (Empresa de Tecnologia de Comunicação e Informação da Prefeitura de São Paulo), acha inadmissível a mídia errar no modo de cobrir um assunto da deficiência se pode recorrer a instituições que a assessorem. Se estas participam e permitem o equívoco, é que têm algum interesse que deve ser investigado, opinou.
Problemas
Para Jose Luis Aguirre, diretor do Secrad, serviço da universidade católica boliviana San Pablo, em La Paz, para capacitar os profissionais de rádio e TV a falar sobre deficiência o principal problema do jornalista é não ter algo que a universidade não pode ensinar: ser sensível à diversidade.
Mas Carlos Chaparro, doutor em comunicação pela USP, entende que o preconceito ocorre mais da pessoa com deficiência contra o jornalista do que o inverso. Ele diz que, como a função do jornalista é respeitar a linguagem do grupo social que se expressa, as pessoas com deficiência devem aprender a socializar seu discurso para que sua voz apareça na mídia.
Frei Carlos Josaphat, professor emérito de comunicação da universidade de Friburgo (Suíça), concorda que as falhas de cobertura sobre deficiência não são do jornalista. Para ele, são do sistema de comunicação. Sugere mobilizar o sistema (mídia e sociedade) para permitir a participação cidadã de todos os grupos sociais.
Veet Vivarta, diretor da ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância), dividiu as responsabilidades da comunicação entre governo, empresas de mídia e sociedade civil. É preciso, disse, analisar como cada um está desempenhando seu papel para interferir quando há violação de direitos.
Estereótipos
Julia Hoffman, mestre em comunicação da universidade de Amsterdã (Holanda), classificou os estereótipos da pessoa com deficiência em oito tipos:
1. Invisibilidade– ela não é notícia ou só aparece para falar de sua condição;
2. Coitado ou patético – ela é infantilizada ou inferiorizada;
3. Super-herói – ela é tratada como se compensada com um atributo especial;
4. Ameaça ou maldade – ela é vista com uma insuficiência moral;
5. Melhor estar morto – imagem de que não vale a pena para ela viver assim;
6. Desajustado e amargo – ela é percebida como desolada com sua condição;
7. Fardo – ideia de que ela precisa ser cuidada permanentemente;
8. Impossibilitado de ter sucesso na vida – pensar que ela jamais se realizará.
Tuca Munhoz acha que o jornalista incorre no estereótipo 3 ao usar arbitrariamente o termo "superação". Para Lara Pozzobon, curadora das quatro edições do festival internacional Assim Vivemos – filmes sobre pessoas com deficiência –, o termo não deve ser demonizado, mas usado com moderação.
Ana Rita de Paula, psicóloga e consultora sobre inclusão do Ministério da Saúde e da Unesco, lembrou que a pessoa com deficiência, no século 18, passa a ser vista não mais como fenômeno metafísico (um ser diabólico, por exemplo), mas natural, passível de ser compreendido, explicado e previsto. No século 20, contou, vigorava a visão ecológica: a pessoa era responsável por sua deficiência; assim, modos de prevenção/cura de doenças eram divulgados.
Esse conceito, segundo Paula, mudou a partir dos anos 70, quando surgiu uma visão mais social da questão da deficiência, com outras pautas da sociedade: políticas públicas, leis e educação. "A pessoa com deficiência agora era considerada um ser complexo que não se resumia à sua deficiência."
Inclusão
Essa visão cristalizou-se quando a ONU promulgou a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência (2008), com grande contribuição de parte da sociedade civil que se mobilizou, contou Regina Atalla, presidente da Riadis (Rede Latino-Americana de ONGs de Pessoas com Deficiência e suas Famílias). Ela vê as redes de comunicação como meios de, mesmo à distância, organizar ações coletivas que efetivem os direitos da pessoa com deficiência.
Eduardo Castro, gerente de jornalismo da TV Brasil, afirmou que a emissora pública pensa a deficiência na pauta diária, no modo de se comunicar com o público com deficiência – parte da programação tem áudio-descrição, legenda oculta e tradução para libras – e na realização – uma repórter é tetraplégica.
Cidadania
Ana Rita de Paula opinou que, para garantir a democratização do conhecimento, a liberdade de expressão, a autonomia e o engajamento político à pessoa com deficiência – afinal, "informar", em latim, significa "participar alguém" –, governos e universidades devem criar políticas de incentivo à pesquisa que desenvolva projetos tecnológicos de equipamentos simples, eficazes, de qualidade e de venda a baixo custo."
Dando continuidade à série sobre como entrar nos principais veículos de comunicação do país, hoje informamos quais são os primeiros passos para jornalistas que quiserem trabalhar no site do Terra:
Você pode cadastrar seu currículo no mesmo "Trabalhe Conosco", ou enviá-lo diretamente para o e-mail do gestor do canal pelo qual você se interessa (ex.: esportes, hard news etc).
Os colaboradores que já trabalham há um bom tempo para a empresa também têm prioridade quando abrem vagas de contratação.
Eles são contratados diretamente pelo editorial, sem passar pelo RH.
Você precisa ter terminado uma graduação – não necessariamente em Jornalismo – para concorrer às vagas. Alguns cargos de assistente não requerem graduação completa.
Algumas vagas exigem tempos mínimos de experiência: pelo menos um ano para vagas juniores, dois para plenos e três para seniores.
Eles fazem processos seletivos internos (para profissionais que já estão na empresa como colaboradores, estagiários, ou que querem mudar de área) e externos.
Não é só Caversan, um dos meus primeiros professores de jornalismo, que lança livro no dia 10. Minha chefe (*) Ligia Braslauskas também!!! Mais um que já está encomendado!
(*) Ela nem trabalha mais por aqui, mas há certos chefes que ficam para sempre (risos).
[Neste post, o relato de um dos dias em que aprendi com Ligia Braslauskas]
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