Quem lista agora algumas das qualidades importantes para quem quer ser jornalista é o JÚLIO VERÍSSIMO, coordenador da Agência Folha e professor universitário.
Dando continuidade à nossa série de como dar os primeiros passos no mercado de trabalho, coloco agora o guia que vale para entrar em todo o Grupo RBS, presente no RS, SC e SP. São oito jornais impressos (Zero Hora, Diário Gaúcho, Diário de Santa Maria e Pioneiro, do Rio Grande do Sul, e Diário Catarinense, Hora, A Notícia e Jornal de Santa Catarina, de SC), os onlines desses jornais, 25 estações de rádio (RS e SC), quatro portais de internet e três canais de TV (RBS TV, afiliada Rede Globo, TVCOM e Canal Rural).
As informações foram prestadas pela Central de Seleção do Grupo RBS.
Para fazer estágio:
Você precisa estar cursando jornalismo.
Algumas vagas permitem estagiários até do primeiro semestre do curso, outras exigem mais tempo de faculdade ou que você tenha cursado disciplinas específicas.
As vagas surgem de acordo com a demanda, em todo o Grupo RBS. Elas são divulgadas nas universidades dos dois Estados e nos veículos.
Você pode se cadastrar o ano inteiro, seu currículo ficará registrado no banco de currículos da empresa.
A Central de Seleção faz uma triagem dos currículos, com ajuda das universidades, para ver quem atende aos pré-requisitos da vaga que está aberta.
Os selecionados fazem provas (português, conhecimentos gerais e inglês), além de entrevista em grupo e individual.
O estágio é remunerado e dura no máximo um ano.
Os estagiários podem participar de seleções internas para vagas efetivas no Grupo.
Para fazer o programa de Trainee:
Ocorre anualmente e busca identificar novos talentos para os negócios do Grupo.
Para vagas de jornalismo, é preciso ser recém-formado (até dois anos) ou prestes a se formar em curso de Comunicação Social.
O processo seletivo inicia geralmente a partir de setembro. Você precisa se cadastrar no mesmo www.gruporbs.com.br, link Talentos.
O candidato passa por diversas etapas, que incluem provas, entrevistas, dinâmicas de grupo e painel de negócios.
Se for selecionado, você é contratado pela empresa e participará de um programa de desenvolvimento por um ano. Este programa visa desenvolver novos talentos para posições estratégicas, de liderança no Grupo.
Você pode ser chamado para trabalhar em qualquer um dos quatro veículos, passando antes por uma seleção, que varia de acordo com a vaga.
Para tentar vaga de contratado:
Quem fez o estágio tem prioridade no grupo. Estagiários podem participar de seleção interna.
Quando há necessidade, eles buscam a seleção externa. Para participar, cadastre-se no mesmo link do www.gruporbs.com.br, link Talentos.
As vagas são divulgadas nos veículos, nas universidades e na internet (twitter, linkedin...).
Os pré-requisitos de cada vaga variam, mas sempre é preciso ter diploma de jornalismo.
Os processos seletivos também variam de acordo com a vaga (por exemplo, pode haver um teste prático de ferramentas digitais se for uma vaga para o online). Mas sempre há testes e entrevistas.
Um frila que fez um bom trabalho e é indicado para a vaga pelo editor também precisa de passar por processo seletivo com o RH.
O diretor da Casa do Saber vai entrevistar, ao longo de sete encontros semanais, jornalistas que são referência no país. Eles vão falar de suas trajetórias pessoais e profissionais e de seus "hábitos, mentalidades, formas de trabalho, grandes reportagens, furos e projetos".
Vai ser nas terças, quintas e sábados, às 20h (29/10, 05/11, 12/11, 19/11, 24/11, 26/11, 28/11).
Valor: R$ 225 + duas parcelas de R$ 220.
Os entrevistas serão, pela ordem da data: Otavio Frias Filho, Joyce Pascowitch, Ricardo Kotscho, Alberto Dines, Juca Kfouri, Marcelo Tas e Boris Casoy.
No meio da palestra, ela mostrou um vídeo de seis minutos com as opiniões de 14 ótimos jornalistas da Folha sobre quais qualidades são essenciais para quem quer ser jornalista.
A partir de hoje vou postar um depoimento de cada vez, começando com o da RENATA LO PRETE, editora do Painel.
O repórter fotográfico André Dusek, do "Estado de S.Paulo", lançou um site com seu arquivo de mais de 30 anos de fotos de bastidores, desde o tempo do telex.
A proposta é interessante e o site é muito bem-feito, assim apresentado por ele:
"Já existe hoje uma geração de jornalistas que nunca usou máquinas de escrever. Eu sou do tempo do telex e da telefoto UPI e olha que eu não sou tão velho assim. Hoje em dia é só computador para transmitir textos e fotos, tudo muito rápido. O tempo é curto e infelizmente, curta também é a nossa memória. Essas imagens e histórias foram colhidas por mim ao longo destes mais de 30 anos de carreira, em momentos diversos - coberturas, plantões, esperas e pauleiras - e foram arquivadas com o carinho de quem guarda fotos num álbum de família. Cada imagem traz informações comprimidas que se expandem no momento em que são vistas e lembram histórias que pareciam ter sido esquecidas. "Coleguinhas" é como nós jornalistas nos auto-denominamos e este site tem a intenção de mostrar de uma forma divertida pequenos pedaços de uma história recente do jornalismo brasiliense e de outros lugares."
Além das imagens, ele também colocou casos e explicações histórias. Como a legenda da foto que ilustra este post, tirada durante julgamento, em 2001, dos acusados de matar o índio Galdino Pataxó.
Enfim, um arquivo e tanto! Vale CLICAR AQUI e conhecer o "Fotocoleguinhas".
Já que falei do 10,000 Words, eis um post bem legal, especialmente para editores. Pode ter boas dicas para quem se viu, de repente, coordenando uma equipe, mesmo com pouca experiência:
Você telefona nos fins de semana - Entrar em contato de vez em quando, tudo bem. Mas ligar todo sábado e domingo para perguntar sobre novas histórias ou comentar sobre futuros projetos, não. Guarde essas sugestões para segunda-feira.
A porta do seu escritório fica fechada - Sua equipe não vai gostar de nunca conseguir falar com você, seja porque está sempre almoçando fora, porque sempre chega tarde demais ou por qualquer outra razão que o torne inacessível.
Você não tem as habilidades que cobra dos outros - e perde o respeito.
Você reprime a criatividade - Inovação vem de experimentação. Se nunca houver espaço para criatividade, você acabará com uma equipe chatíssima produzindo trabalhos chatíssimos.
Você não briga por sua equipe.
Você fica rondando os repórteres - Evite aparecer do nada e ficar parado atrás do repórter, qual "assombração"
Você muda o texto sem consultar quem apurou - (Claro que isso vale para mudanças factuais) Uma mudança de um fato, que à primeira vista parece incorreto, pode afetar a credibilidade de todo o texto de quem apurou a história.
Você muda o estilo do texto - Uma coisa é mudar a estrutura, a gramática. Outra é mudar o estilo.
Há muitos editando - Coordene as decisões para evitar prioridades contraditórias e confusões.
Você não prioriza - Se tudo for urgente, nada é. Não adianta passar sete pautas urgentes, tente ajudar o repórter a escolher qual provavelmente será mais importante para aquela edição.
Quem conhece o blog 10,000 Words já sabe que ele traz muitas dicas valiosas para jornalistas interessados em se manter atualizados em informática, design, fotografia e todas as habilidades que estão sendo cada vez mais cobradas nesse universo multimídia.
Pois bem. Seu autor disse que tira a maioria das idéias de posts de cerca de 150 blogs que ele acompanha no Google Reader. E agora ele selecionou 99 desses 150 e os listou por ordem de relevância.
Por exemplo, esse "inspirômetro" que ilustra o post, um blog sobre design gráfico.
A BBC criou um banco de memórias chamado MemoryShare, com relatos da própria emissora e de seus ouvintes desde 1900.
Se você procura pela palavra "war", por exemplo, surgem 70 memórias de todo tipo de gente. Você pode "ouvir" o que diziam sargentos e capitães de batalhas remotíssimas. Por exemplo, o relato de um soldado sobre sua conversa com um alemão na manhã de natal de 1914, em plena Primeira Guerra Mundial.
Dando continuidade à nossa série de como dar os primeiros passos no mercado de trabalho, coloco agora o guia que vale para a Carta Capital. Quem me passou as informações foi Sérgio Lírio, redator-chefe da revista:
Estágio
Há uma vaga para estagiário.
Eles preferem estudantes de jornalismo, mas não é um requisito obrigatório.
O editor faz uma seleção dos currículos e chama alguns para entrevista.
O estágio dura seis meses, renováveis por mais seis.
O estagiário começa cuidando de algumas funções mais burocráticas, como editar a seção de cartas e o índice, e aos poucos contribui na apuração de reportagens, supervisionado por editores.
Desde 2001, quando a revista virou semanal, oito estagiários passaram por lá – dois foram contratados.
Vaga de contratação
Em geral contratam jornalistas mais experientes, já que possuem uma equipe pequena que precisa cobrir assuntos variados.
O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.
Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.