Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

O que é "manter contatos"

Meu leitor M. comenta: "Um dos conselhos que mais ouço dos mais experientes é: "faça e mantenha contatos". Mas, o que é necessariamente manter contato? Mandar parabéns no aniversário, feliz natal e feliz ano novo? Só isso é suficiente? Ainda não consegui entrar no mercado e por isso não me acho um contato muito vantajoso para jornalistas experientes. Como posso reverter isso?

"Manter contatos" é menos cumprir essas formalidades em datas especiais, e mais do seguinte:

  • corresponder-se com seus colegas de faculdade. Encontrar-se com eles de vez em quando, convidar prum chopp.
  • continuar amigo daquele repórter que foi demitido do seu jornal, ou mudou de empresa.
  • participar de listas de discussão, associações de jornalistas (um exemplo é a Abraji)
  • ir a congressos ou cursos, e gastar algum tempo pra conhecer quem mais está lá, trocar cartões --ou simplesmente trocar e-mails.
  • conversar com os colegas dos veículos concorrentes quando estiverem juntos em coberturas, saber o nome deles, tratá-los bem, sem promiscuidade, mas sem arrogância nem distância.

Enfim, é se interessar pelas pessoas e pelo que elas fazem e estar disposto a trocar ideias e experiências.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h35

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    Como se preparar para o mercado de trabalho

    Na próxima terça eu vou dar uma palestra no Espaço Cult (aqui).

    Vou falar principalmente sobre o que os editores esperam quando precisam contratar alguém e sobre como se preparar melhor para trabalhar em jornalismo.

    Não ia divulgar a palestra aqui no blog porque ela é paga (R$ 30) e poderia parecer que quero usar este espaço em proveito próprio.

    Mas depois me ocorreu que:

    • ninguém é obrigado a pagar para me fazer perguntas. Basta usar o blog. Ele serve justamente para isso
    • tanto ele serve para isso que há vários posts sobre o assunto. Parte do que já foi discutido aqui será tema da palestra, mas há mais informação ainda aqui no blog. Para navegar pelos posts que já escrevemos, vc pode começar por aqui
    • pode ser que haja alguém interessado em conversar comigo pessoalmente sobre o assunto, e é justo que eu avise aqui no blog, como aviso sobre qualquer outro curso que pareça relevante (desculpem a imodéstia). A diferença de ir à palestra ou ler o blog é mais ou menos a de fazer uma entrevista pessoalmente ou por escrito --é a possibilidade de trocar ideias, esclarecer respostas incompletas, emendar perguntas

    É isso. Pra quem for, nos vemos por lá. Pra quem não for, continuamos nos falando aqui no blog e no twitter. Piscadela

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h32

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    Técnicas de entrevista do Ruy Castro

      Recentemente a Redação participou de um seminário com o colunista RUY CASTRO em que ele deu várias dicas para nos ajudar a entrevistar melhor.

    Muito do que ele aprendeu foi no trabalho como biógrafo e nos anos de repórter da "Playboy".

    Como o post com as crônicas dele fez sucesso Alegre, achei uma boa idéia trazer as dicas para cá:

    • Primeiro fundamento: prepare-se bem para a entrevista. Muita gente se esquece de fazer isso, ou não tem tempo. Mas a gente deve evitar dar escorregadas feias com o entrevistado, por não sabermos nem o básico a respeito dele. "Tem gente que vai me entrevistar sem nem ter lido o livro de que trata a entrevista".
    • Para se preparar para a entrevista: leia sobre o entrevistado, aprenda tudo o que puder sobre ele; faça uma pauta enorme de perguntas (uma entrevista como a da Playboy tem cerca de 200 perguntas na pauta); mantenha uma certa cronologia na ordem das perguntas, para facilitar a pré-edição e garantir uma lógica na entrevista; não faça perguntas básicas demais, estas você já deve conhecer de antemão e só serão registradas na introdução da matéria.
    • Torne a conversa o mais natural possível, tente quebrar o gelo inicial, crie um clima que facilite a conversa. Em entrevistas difíceis ou polêmicas, comece a conversa com perguntas mais fáceis, mesmo que nem sejam usadas. Elas vão relaxar o entrevistado e te ajudar na hora de entrar com as perguntas capciosas, que realmente interessam. "As pessoas não têm a menor obrigação de me receber, nem de me ouvir, então procuro relaxá-las desde o momento do telefonema para propor a entrevista."
    • Desde o momento da pauta, tente prever as possíveis respostas, para engatar perguntas relacionadas. Coloque, por exemplo: "pergunta 140 – Erasmo, como você reagiu ao Tropicalismo? Pergunta 140a – se ele responder isso, pergunto isso. Pergunta 140 b – se responder aquilo, pergunto aquilo".
    • Não deixe nenhuma pergunta sem resposta: se o entrevistado não respondeu direito e você não quer quebrar o fluxo do pensamento dele, anote no canto e retome o assunto depois, quantas vezes forem necessárias. Ele tem que perceber que você não vai ficar sem a resposta. Não é preciso ser desagradável para isso.
    • Faça apenas uma pergunta de cada vez: se você fizer duas, ele só vai responder à segunda ou à que mais interessar a ele.
    • Muitas vezes acontece de dar um branco no entrevistado. Fica aquele silêncio, aquela situação constrangedora, e você se sente na obrigação de tapar o buraco. Não faça isso. Deixe que ele mesmo tape os buracos. Olha pra cara dele e espere que ele continue. Nessas horas, ele geralmente acaba dizendo o que não gostaria de dizer Jóia
    • Leve pilhas a mais, não corra o risco de ficar na mão. Logo depois da entrevista, verifique se ela foi gravada direito. Se possível, entreviste em mais de uma etapa, se for uma entrevista longa. Entre uma etapa e outra, vão te ocorrer coisas que podem ter te escapado na primeira vez.
    • Se possível, edite a própria entrevista que você fez. Você saberá fazer isso melhor que qualquer outra pessoa.
    • Pingue-pongue tem que ser gravado.
    • Quanto mais famoso e importante é o sujeito para a história que você investiga (por exemplo, Tom Jobim para a bossa nova), mais entrevistada essa pessoa já foi e já cristalizou uma resposta ou discurso decorados, independentemente das perguntas feitas. Por isso, deixe esse personagem para ser entrevistado no final, para que você se prepare o máximo possível e ele não tente te tapear.
    • Anônimos podem ser grandes fontes. Podem ter convivido de perto com seu personagem e, por não serem famosos, nunca foram entrevistados antes e tudo o que vão te contar será fresco e novo.
    • A grande coisa do jornalismo e da biografia é estar frente a frente com uma pessoa que viveu coisas históricas e está ali para te falar sobre isso.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h37

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    Buscadores de significados

      Já tem um tempo que estou para indicar a leitura do caderno de Informática da semana passada, que indica diversos buscadores semânticos.

    Para jornalistas, é uma mão na roda: há buscadores específicos para achar imagens, outros ótimos para apontar artigos acadêmicos, outros que prometem responder a perguntas sobre temas complexos, outros que acham links dentro do Twitter.

    Enfim, um verdadeiro mundo extraGoogle.

    Para ler tudo, CLIQUE AQUI.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h25

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    Grandes programas de estágio e treinamento

    Daqui a dez dias terminam as inscrições para o programa de estágio do Sistema Globo de Rádio, que abre vagas para a CBN, Globo AM e o site das rádios.

    Quem quiser se inscrever deve CLICAR AQUI.

    Conheça outros programas de estágio ou treinamento:

    Se conhecerem outros programas de estágio/trainee legais, nos ajudem a divulgar aqui!

    Logo vamos atualizar a série "Primeiros Passos" com mais dicas.

     


     

    Minha leitora Erica conta que no Espírito Santo, a Rede Gazeta (filiada da Globo) realiza há 12 anos o Curso de Residência em Jornalismo.

    A nova turma começou há duas semanas. Durante quase três meses, em esquema de rodízio, os participantes acompanham jornalistas de várias mídias da rede (TV, impresso, on line e rádio).

      O site: www.gazetaonline.com.br/residencia

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h39

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    Estude fora – e conte como foi

      O site Global Post lançou uma seção chamada "Study Abroad", com relatos de estudantes de jornalismo que foram estudar em outros países e agora dividem o que aprenderam nessa experiência.

    São 70 estudantes, espalhados por várias partes do mundo, trazendo histórias, fotos e vídeos que podem ser uma inspiração.

    (Também podem ser julgamentos rasos e por vezes preconceituosos, como este sobre o Brasil).

    O Global Post acredita que "a próxima geração de correspondentes no exterior provavelmente vai sair desse grupo de estudantes que procuram aprender fora".

    Faz sentido. E pode interessar aos futuros aventureiros que lêem este blog Bem humorado

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h15

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    O furo do imposto de renda

     
     

    O furo do imposto de renda

     

      Na quinta-feira passada um monte de leitores da classe média ficou sabendo que poderia ter sua restituição do imposto de renda atrasada para o ano que vem. Uma medida que afeta diretamente a vida de muita gente porque há quem conte com a restituição para pagar diversas contas, e muitas vezes antecipa esse pagamento por meio de empréstimos bancários.

    Quem deu o furo, que colocou o presidente Lula e o ministro Guido Mantega (Fazenda) em saia-justa, foi o repórter da sucursal de Brasília LEONARDO SOUZA.

    Ele topou contar para os leitores como foi a apuração, em respostas enviadas por e-mail:

    Novo em Folha - Como você descobriu que as restituições do IR estavam sendo atrasadas por ordem do Ministério da Fazenda?

    Leonardo Souza - Na terça-feira, publiquei uma reportagem sobre uma operação-piloto da Receita contra fraudes em deduções do IR, praticadas sobretudo pela classe média para aumentar as restituições do imposto.

    Um dia antes (segunda-feira), numa conversa com a chefia da sucursal, debatemos possibilidades de suítes para essa matéria. Fui então verificar como estavam as restituições do IR neste ano. Levantei os números e percebi que havia uma queda significativa em relação aos valores de 2008.

    Como tenho familiaridade com assuntos da Receita, achei que a queda estava relacionada a decisão de governo (por ter sido muito forte, sem razão técnica aparente para tanto). Liguei para uma fonte do governo e perguntei "off the record" [em inglês, literalmente, fora de registro. No jornalismo, indica que a fonte não quer ser identificada ou não quer que a informação seja publicada] se sabia a razão da queda das restituições. Ele disse que não tinha informação precisa, mas sabia que era ordem vinda do Tesouro. Parti então para uma segunda fonte, que falou a mesma coisa, mas sem dar detalhes relevantes. Acionei então uma terceira fonte da equipe econômica, que tinha participado das discussões sobre o tema. Essa terceira fonte não só sabia toda a história, como dispunha de números e documentos. Tive então a segurança necessária para bancar a matéria, sendo grande parte off.

    NF - Quanto tempo você levou desde que recebeu a primeira pista a respeito até a conclusão da reportagem?

    LS - Três dias, entre segunda e quarta-feira.

    NF - Essa reportagem exigiu muita pesquisa sobre os históricos das restituições, ou este é um assunto que você já acompanha de perto e domina?

    LS - Eu acompanho assuntos da Receita de um modo geral já há alguns anos, portanto não tive muita dificuldade para apurar esse caso, principalmente pela ajuda que tive de algumas fontes.

    NF - Foi a primeira vez que isso ocorreu ou havia precedentes em governos passados?

    LS - Houve discussões sobre essa possibilidade no governo passado e no atual, mas até onde eu sei não chegaram a ser postas em prática da forma como ocorreu agora.

    NF - O governo devia saber que uma ordem como essa acabaria sendo descoberta, mas, pela escapada do Augustin e da assessoria de imprensa, você teve a impressão de que eles achavam que tudo passaria em brancas nuvens?

    LS - Não dá para saber ao certo. Minha impressão é que eles se fingiram de morto, apostando que ninguém perceberia.

    NF - Em algum momento da apuração ou da repercussão houve algum tipo de pressão por parte de alguém do governo para deixar pra lá?

    LS - Não houve nenhum tipo de pressão. Nenhum tipo de tentativa de interferência

    NF - Como na primeira matéria você não conseguiu confirmação de ninguém do governo, ela ficou toda respaldada por fontes off. Quando você sente que pode confiar em uma fonte a ponto de assumir toda uma matéria a partir do off dela? 

    LS - Normalmente a gente não banca matéria off com só uma fonte (nesse caso foram três). Mas quando o repórter conhece a fonte há muitos anos, quando o interlocutor domina o assunto ou participa diretamente das decisões sobre o tema abordado, é possível publicar uma informação com base em uma só fonte. Não há fórmula precisa, depende do assunto, da fonte, se há documentos para embasar o off... São muitas variáveis que têm de ser levadas em consideração pelo repórter.

    NF - Você vem cobrindo essa área do governo há muito tempo? Você acha que um repórter inexperiente, que recebesse essa pista de bandeja, conseguiria apurar a história toda sozinho?

    LS - Todo repórter novo sempre pode dar bons furos e deve persegui-los (dois exemplos, FELIPE SELIGMAN e LUCAS FERRAZ. O primeiro deu um importante furo neste ano sobre doações de imobiliárias para políticos, driblando a lei em vigor. O segundo deu vários furos sobre os gastos de membros do governo com cartões corporativos. Citei só dois exemplos que lembro de cabeça).

    Nesse caso específico das restituições do IR, a experiência de alguns anos de cobertura de Receita foi importante. De duas formas: captar os sinais dados pelos números (a queda acentuada não tinha aparente explicação técnica, logo deveria ser decisão de governo) e ter fontes para checar e obter informações para embasar a matéria. Talvez um repórter mais novo tivesse um pouco mais de dificuldade para apurar a história, mas não quer dizer que não pudesse colocá-la no jornal.

    A Folha incentiva e valoriza a busca pelo furo. Bancar uma reportagem off como essa não é uma atitude isolada do repórter, mas de todo o jornal. Publicar como manchete, mesmo sendo um assunto de grande incômodo para o governo, um desgaste para a imagem do Ministério da Fazenda e do Palácio do Planalto, é uma decisão de valorizar o furo.

    As matérias que mencionei do Felipe e do Lucas tiveram chamadas assinadas na primeira página. Ou seja, a experiência ajuda, é importante, mas o empenho do repórter em trazer matérias exclusivas para o jornal é o fator preponderante.

    NF - Como você se prepara para cobrir administração pública?

    LS - Antes de cobrir a administração pública, fui repórter de economia por muitos anos. Fiz cursos de matemática financeira, Bolsa de Valores, contabilidade e até um MBA incompleto em finanças, entre outros. A base do conhecimento em economia me ajuda muito nessa área de investigação, pois me facilita interpretar números, entender operações financeiras usadas para desvio e lavagem de dinheiro e, acima de tudo, para conversar com fontes de perfil mais técnico.

    NF - Quais cursos ou outras formas de preparação você recomenda ao repórter que pretende investigar os meandros da administração pública em Brasília?

    LS - Considero muito útil para quem quer investigar a administração pública ter conhecimentos de economia. O primeiro caminho é desenvolver o hábito de ler os cadernos de economia (a começar por Dinheiro). Livros e cursos são também muito importantes.

    NF - Você já havia feito uma reportagem que afetasse a tantos leitores ao mesmo tempo, um furo de tamanhas dimensões? Pode comentar experiências anteriores de furos que você deu?

    LS - Considero esse furo importante não só pela repercussão que teve nos outros veículos de comunicação, mas por ser um tema que diz respeito à grande maioria dos nossos leitores. Um assunto fácil de ser compreendido por boa parte de população.

    Há ainda outro tipo de furo, que, além de mobilizar o leitorado, tem também um impacto institucional.

    Foi o caso da entrevista que eu e a ANDREZA MATAIS fizemos com a Lina Vieira, a ex-secretária da Receita Federal, em que ela relatou que a ministra Dilma Rousseff a tinha chamado para uma reunião no Planalto e pedido a agilização de auditoria do fisco nos negócios da família de José Sarney.

    Ou as matérias que eu e a MARTA SALOMON fizemos no ano passado sobre o dossiê montado na Casa Civil com gastos pessoais do ex-presidente FHC. Apesar de a primeira reportagem sobre o assunto não ter sido da Folha (foi da "Veja"), foi um de nossos furos que provocou a abertura de inquérito pela PF – conseguimos uma cópia digital de um arquivo da Casa Civil, provando que o dossiê foi de fato montado dentro do Planalto pela equipe da ministra Dilma.

    Ainda em 2008, publiquei matérias exclusivas sobre notas frias e empresas fantasmas contratadas pela campanha de José Serra à Presidência em 2002. O governador também teve que dar explicações sobre o caso.

    Neste ano, eu e o ADRIANO CEOLIN fizemos a reportagem sobre a casa do Agaciel Maia que ele escondeu da Justiça colocando-a no nome de um irmão. Essa matéria, sobre um personagem desconhecido do público, causou a queda de Agaciel da direção-geral do Senado (onde estava fazia 14 anos) e serviu como estopim para toda a crise do Senado.

    É difícil dizer qual matéria foi mais importante. 


    Adendo de quinta: foi graças ao furo do Leonardo que hoje (uma semana depois da publicação, portanto) podemos ler a seguinte manchete: "Governo recua e diz que vai restituir IR em 2009". Como bem disse o repórter, é difícil saber qual de seus trabalhos teve impacto maior, mas certamente este provocou um resultado de grandes dimensões e que afeta muita gente Jóia

     

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h16

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    Agropecuária para jornalistas

     
     

    Agropecuária para jornalistas

      Para quem se interessa pelo assunto ou trabalha nos cadernos de agronegócios:

    • Curso de noções básicas em agropecuária para profissionais da Comunicação;
    • Dias 3 e 4 de novembro
    • Em São Paulo
    • Inscrições até 27/10 pelo email inscricoes@bragrocursos.com.br
    • Custa R$ 250 para estudantes, R$ 500 para profissionais
    • Mais informações: contato@bragrocursos.com.br ou 11-5084-1151

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h32

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    Guia para fazer uma boa apuração

      É um breve manual feito por Mark Hunter e indicado pelo professor Marcelo Soares:

    1. Defina suas metas: o que você busca?

    2. Defina seus motivos: por que você procura por isso? Pode explicar a outras pessoas?

    3. Crie uma hipótese: uma história em não mais que poucas frases curtas que contenham os fatos à sua disposição e outros fatos que possam ser verificados e documentados.

    4. Visite suas fontes abertas: documentos, lugares, arquivos e pessoas de fácil acesso. Se possível, reveja documentos antes de falar com pessoas.

    5. Acompanhe o que descobrir:

    • crie uma cronologia que descreva os eventos (lugares, quem estava lá, o que ele disse, o que ocorreu)
    • faça uma lista de pessoas com quem você falou e de seus contatos
    • faça um diagrama com as relações entre os diversos atores envolvidos
    • faça uma lista dos documentos-chave
    • escreva idéias em um bloco de notas. Sempre com você!

    6. Aproxime-se das fontes mais difíceis quando já souber o suficiente.

    7. Mude sua hipótese: na medida em que novas idéias e fatos desafiam sua idéia original, reescreva sua hipótese de acordo com os fatos. Não exclua fatos apenas para garantir sua hipótese!

    8. Teste suas conclusões: tente provar que estão erradas. Tente derrubar sua apuração! Ela se sustenta?

    9. Coloque todo o material em um único arquivo.

    10. Coloque esse material na ordem em que deve ser usado.

    11. Marque seu caminho escrevendo o lide.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h17

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    Exemplos de multimídia do Washpost

      Os dois mapas acima são printscreens de um grande projeto desenvolvido pelo Washington Post sobre as discussões climáticas. O de cima retrata as emissões de carbono em 1950, quando a China ainda era aquela bolinha miúda em sétimo lugar. O de baixo retrata as emissões em 2006, com a China em primeiro lugar, seguida pelos (ainda problemáticos) Estados Unidos.

    O projeto é totalmente interativo, com várias informações para o leitor curioso e com tempo para explorar o assunto.

    Todos os projetos multimídia do veículo (vídeos, mosaicos de fotos, slides, gráficos interativos etc) foram reunidos no blog Innovations in News, que você pode visitar CLICANDO AQUI. Boa inspiração pra gente! Jóia

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h03

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    Manual atualizado do repórter de polícia

      Já falamos aqui do Manual do Repórter de Polícia feito pelo Comunique-se e disponível para download desde 2004.

    Mas hoje ele está atualizado com as últimas mudanças no Código Penal, referentes a estupro, assédio sexual e corrupção de menores.

    CLIQUE AQUI para baixar e consultar sempre que for preciso  Jóia

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h46

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    Fotos que falam

      Vejam estas fotos, selecionadas pelo blog do Gjol:

    Imagine que no dia 2 de outubro você estivesse isolado de TV, rádio e internet e não tivesse ficado sabendo da decisão do COI.

    E que se deparasse com essas duas fotos no dia seguinte.

    Já seriam suficientes para te informar do que aconteceu, porque elas falam literalmente tudo, né? Ficando velho

    Mais fotos que falam

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h32

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    Trabalho e felicidade

    Não acho que só tem sucesso numa profissão quem está feliz no escritório.

    E a quantidade de bem-sucedidos rabugentos e reclamões que povoam as Redações comprova isso.

    Além disso, há quem divida muito bem os departamentos da vida e procure no trabalho só progresso; felicidade fica para outros guichês.

    Por isso talvez seja um equívoco a pergunta "Você está na profissão certa?", que fiz aqui no blog outro dia. A questão é menos "profissão certa" ou "errada" e mais "que satisfação ela te dá". Mas em jornalismo essa resposta é muito importante porque:

    • a gente trabalha muitas horas, talvez passe a maioria do nosso tempo desperto na lida. Se não estiver minimamente animado, o saldo negativo de satisfação pode acabar pesando cedo demais.
    • do ponto de vista econômico, jornalismo não é a profissão mais adequada pra quem só quer, do trabalho, enriquecer

    A linha dos 28 anos

    Foi bem arbitrária e subjetiva a idade limite para o "post da satisfação". É que eu tinha 28 anos na última vez em que fui submetida a um "teste de estresse": 35 dias de trabalho corrido, sem folgas.

    No final da maratona, seguramente marcaria a terceira opção ("dividida").

     


     

    De qualquer forma, nada como um plantão de feriado pra nos fazer repensar por que, afinal, somos jornalistas. Vale a pena?

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h14

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    Criatividade para o bem e para o "mao"

      As duas últimas crônicas do Ruy Castro, engraçadíssimas, deveriam ser lidas por todo redator de revista ou de cadernos que permitem maior criatividade na hora de bolar títulos, como os de cultura e esporte.

    Na primeira, ele fala dos títulos que começam criativos, mas logo se tornam fórmulas batidas e clichês que deveriam ser abolidos. Um trecho:

    "Na bolsa de títulos mais repetitivos da imprensa brasileira, "Um olhar sobre..." começa enfim a ser aposentado. E já não era sem tempo. Adotado por nós com grande atraso, sua matriz francesa, "Un regard sur...", está fora de moda em Paris desde 1970. Mas, até outro dia, era uma doença por aqui: nove em dez artigos nos cadernos culturais eram intitulados "Um olhar sobre...". Aí seguia-se aquilo sobre o que alguém estava lançando "um olhar": o rock grunge, a Revolução de 1932, os filmes do Mazzaropi.

    Nós, da imprensa, somos assim. Quando adotamos uma fórmula, entregamo-nos a ela com fervor."

    Ele diz que cometeu um título infame seguindo a fórmula de parodiar nomes de filmes clássicos. Mas não vou contar que título foi, porque é justamente a piada do texto do Ruy.

    Na segunda crônica, ele dá o exemplo contrário, de títulos que usavam a criatividade a seu favor. Alguns eram sensacionais Muito feliz

    "Em 1982, dom Ivo Lorscheiter estava num avião e, temendo por sua fé, recusou-se a ir à janela ver uma estranha luz que os passageiros juravam ser um disco voador. O saudoso Chico Nelson decretou: "Ivo não viu o Ovni". E o outro, de Guilherme Cunha, em 1976, quando o mesmo Mao, enfim morto, foi sucedido pelo nº 2 na hierarquia, Lin Piao: "China vai de Mao a Piao"."

    Assinante pode ler tudo AQUI e AQUI.

    Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h28

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    PERFIL

    Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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