Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Humor no jornalismo

  Entrando no ritmo do fim de semana, veja que piada este anúncio, velhíssimo (só posso oferecer essa imprecisão, porque não sei a data exata), que meu amigo BRENO COSTA me mandou:

Em tempos de fim de diploma obrigatório, esses cursinhos devem voltar, né? (Mas deus queira que não baste apenas preencher um cupom para entrar deles – e que as ambições dos candidatos vão além do "prestígio" e "dinheiro" Muito feliz)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h35

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Muito além do divulgado

  A Ivy comentou no post da MARIANA VERSOLATO:

"Nossa, dá gosto de ver uma repórter que não se baseia em release pra fazer pautas."

Dá mesmo, né. Principalmente para o leitor Bem humorado

O José Roberto de Toledo partiu do mesmo princípio para falar como os jornalistas podem se esbaldar com os dados do Pnad.

É muito mais cômodo divulgar com base no release do IBGE. É até necessário, porque ele contém dados amplos, sobre todo o país, que inevitavelmente precisam chegar ao leitor.

Mas dá para ir muito além, se você transportar os dados para uma tabela de Excel e souber manejá-los.

Vejam o exemplo que ele deu AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h24

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Seleção para trainees no Grupo RBS

  • Tem que ter concluído (ou previsão de) curso superior (vários) entre dezembro de 2007 e julho de 2010
  • Inglês fluente, domínio do Office e disponibilidade para mudanças e viagens
  • Inscrição até 29/9 no www.gruporbs.com.br
  • Os resultados saem no mesmo site em 30/9; depois tem outras etapas
  • dez vagas e o resultado final sai em janeiro de 2010
  • Mais informações sobre o treinamento NESTE LINK
Depois tem que fazer provas online (português, inglês, conhecimentos gerais e lógica) no site www.sotalentosrh.com.br/provas até 29/9

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h27

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Dia de várias temperaturas

Hoje é o trainee IURI TÔRRES que divide o que aprendeu em Cotidiano. Ele fez uma daquelas apurações de última hora, decorrente de pauta totalmente improvisada – logo depois de ter passado o dia em outra pauta mais burocrática e de agenda. Conheceu os dois lados de uma cobertura em cidades. E ainda teve um bocado de sorte (?), porque um jornalista da Folha foi diretamente afetado pelo incidente:

  No nosso segundo dia de escala, na quarta-feira, fui para a pauta da editoria de Cotidiano. O pauteiro do caderno, JOSÉ BENEDITO, me pôs para acompanhar o repórter PABLO SOLANO, que cobriria a assinatura de um convênio entre o governo do Estado de São Paulo e o sindicato das distribuidoras de combustíveis.

O evento seguiu todo o protocolo óbvio, com discursos de políticos, inclusive o governador José Serra, e uma aura de pré-campanha eleitoral. Voltamos para a redação às 17h. No entanto, mal houve tempo de ligar o computador, pois chegou a notícia que parte de quatro casas na Vila Madalena haviam desabado. Solano perguntou se gostaria de ir... “Obviamente”, respondi.

A cobertura do ocorrido foi o que sempre imaginei de uma pauta de cidades – quente, bem quente. Ainda não havia chegado nenhum outro veículo (uma das casas afetadas pertence a um jornalista da Folha, que avisou à redação), então pudemos conversar com calma com os moradores, os técnicos da Defesa Civil e até participar de reunião improvisada dos afetados.  

É difícil manter o foco em uma cobertura quente e tão perto do fechamento. Felizmente, não houve feridos no desabamento, mas é fácil gastar tempo nos detalhes. Dá vontade de apurar sobre para onde os moradores levarão o papagaio e o cachorro. Ficar horas ouvindo a senhora que mora na mesma casa desde 1961 e viu a sacada do vizinho desabar.

Voltamos para a redação às 22h. Pablo Solano, repórter bem mais experiente do que eu, fechou texto rapidamente, para não atrasar o jornal. Tive dificuldades para hierarquizar as informações e escrever um texto em tão pouco tempo.

No fim, valeu bastante a pena cair em uma pauta tão quente. Deu para entender como funciona uma das editorias mais loucas do jornal e a importância de um trabalho rápido, preciso e, não menos importante, humano, para saber lidar com pessoas em situações delicadas.

Ah, um pouco de força também pode ser necessário, para subir a ladeira Tim Maia, ao lado da rua Girassol (coisas da Vila Madalena), e empurrar um carro que acabou ficando sem bateria Muito feliz

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h58

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Facebook avançado para jornalistas

  Se você domina inglês, vale a pena ouvir a conversa organizada pela Columbia Journalism School sobre o uso do Facebook na profissão. Assuntos:

Dicas e truques para fazer um melhor uso do Facebook na hora de encontrar fontes, para aprender novas idéias, conseguir mais atenção ao seu trabalho e proteger sua privacidade.

CLIQUE AQUI para ouvir.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h00

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Dois lados de uma entrevista sobre jornalismo esportivo

Entrevista pingue-pongue é boa quando tanto as perguntas quanto as respostas são ricas, interessantes, divertidas.

Um bom exemplo que deixa a sexta-feira ainda mais luminosa é a do blog deste garoto aqui, o Joaquim:

O menino tem 13 anos, mas preparou-se "como gente grande" para entrevistar um dos caras mais legais do jornalismo esportivo, Mauro Beting (aqui).

O resultado interessa a qualquer um que se interesse por jornalismo, mesmo que nem ligue para futebol --Beting fala sobre sua rotina e dá muitas dicas práticas para quem quer, como ele, fazer a diferença nesta profissão.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h23

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Favoritos para multimidiáticos

 
 

Favoritos para multimidiáticos

Excelente dica do Roberto Takata: um site que converte arquivos de um formato para outro, na hora e de graça.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h55

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Olhe ao redor e cave um furo

 
 

Olhe ao redor e cave um furo

A trainee MARIANA VERSOLATO conta como conseguiu dar seu primeiro furo, depois de um mês de treinamento. São dicas preciosas para quem subestima o poder da observação:

  "Hoje foi um dia bem especial pra mim: faz um mês que estamos no Programa de Treinamento e a primeira página da Folha tinha chamadas para duas matérias minhas. Uma é a matéria de capa de Equilíbrio e a outra é um furo (meu primeiro!) de que o Metrô vai ter cinemas, minimuseus de futebol e até pianos para recitais.

Tudo começou quando eu estava voltando pra casa na terça à noite e reparei que havia várias televisões na plataforma e placas com informações em inglês na estação Paraíso. Fiquei curiosa pra saber desde quando aquelas novidades estavam ali e perguntei a um funcionário, que me disse que não fazia muito tempo. No mesmo instante pensei que poderia oferecer isso como pauta no dia seguinte, já que seria nossa escala e eu ficaria em Cotidiano.
 
Antes disso, pesquisei se já havia saído alguma coisa do tipo na Folha ou nos concorrentes. Então ofereci a pauta pro JOSÉ BENEDITO, pauteiro de Cotidiano, que gostou bastante da ideia e disse pra eu ir atrás de mais informações e já marcar o fotógrafo pra tarde. Enquanto isso, conversei com a assessora de imprensa do Metrô, que me disse que ninguém tinha noticiado as mudanças porque eles ainda não tinham feito anúncio e estavam realizando as mudanças aos poucos, de forma silenciosa, já que a Paraíso ainda é um modelo de teste. O engraçado é que ela me perguntou como eu tinha ficado sabendo – "reparando, ué!".  
 
Depois descobrimos que a notícia era muito maior. O pauteiro pediu pro repórter JOSÉ ERNESTO CREDENDIO me ajudar (já que ele tem bem mais experiência do que eu), que resolveu entrar no site do metrô pra ver no edital de licitação quanto o Metrô tinha gastado com as TVs e a nova sinalização. Foi aí que vimos que as mudanças incluíam muito mais do que a sinalização em inglês. Então a matéria cresceu e virou capa de Cotidiano da edição nacional – ela também seria capa da edição São Paulo, mas surgiu uma notícia mais importante (a de que o Kassab vai cortar uma refeição nas creches).
 
Resultado: de uma observação que poderia ser banal, saiu um furo e uma foto na primeira página Alegre Aprendi que um detalhe pode render muito mais história do que ele aparenta e que devemos estar atentos a tudo, sempre.
(Ah, uma mania que eu tenho: às vezes, quando vejo alguma coisa e estou com o celular à mão, escrevo a ideia numa mensagem e salvo como rascunho) Jóia
Outra coisa legal que também aprendi é ir além (como foi o Zé Ernesto, ao checar as licitações) e não depender só de assessoria. Eles não me avisaram das outras novidades mesmo quando eu os procurei para saber mais notícias das placas. E a própria assessora disse que, antes da divulgação oficial, estava mesmo esperando alguém reparar e ir atrás..."

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h46

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Faço estágios ou invisto em cursos?

  A leitora Maria, de São Paulo, quer saber a opinião de vocês:

"Estou no terceiro ano de jornalismo e no meu segundo estágio. O primeiro foi muito bom e me ensinou muito. Fiquei lá um ano e oito meses. Estou nesse novo desde fevereiro deste ano e já aprendi tudo o que podia e não vejo chances de aprender mais ou crescer profissionalmente na empresa.

Gostaria de fazer alguns cursos no Comunique-se e Senac, mas não tenho tempo de faze-los trabalhando.

Estou SUPER na dúvida do que é melhor para mim profissionalmente e o que pode melhorar o meu currículo: sair do estágio e procurar um novo quando acabarem os cursos ou continuar estagiando e deixar os cursos para depois.

Eu acho melhor fazer os cursos. Acho que a faculdade é o momento de aprender, já que não preciso sustentar a mim e outras pessoas. Já ouvi opiniões que apoiam as duas opções, mas não estou confiante."

O que vocês diriam a ela?

Um comentário

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h36

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Como enriquecer a notícia com multimídia

  ALEC DUARTE fala, em seu blog, do divisor de águas no jornalismo online – um slideshow, rico em imagens e áudios, usado pela primeira vez para contar uma história (no caso, o ataque de 11 de setembro). Estamos falando de 2001, quando isso era grande novidade, e já acho que o trabalho que o MSNBC fez foi excelente meio de agregar conteúdo às notícias. Imaginem as possibilidades hoje.

Leiam o post do Alec AQUI e vejam o infográfico animado AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h16

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Passo-a-passo para montar seu portfólio online

 
 

Passo-a-passo para montar seu portfólio online

  Uma jornalista chamada Emily Ingram fez um passo-a-passo beeem didático de como montar, em cinco semanas, seu portfólio online caprichado. Isso pode ser ainda mais útil para quem trabalha com artes e fotos.

CLIQUE AQUI para ler.

Adendo com dica do leitor Lucas, de São Paulo: "Uma boa dica de publicação online é a plataforma Issuu, gratuita, que permite alocar páginas para serem folheadas virtualmente. Ótimo para portfólio de textos longos em sites ou revistas."

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h45

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Mostra de fotos do Cartier-Bresson

  Começa hoje e fica em cartaz até 20 de dezembro a mostra de fotos do francês Henri Cartier-Bresson no Sesc Pinheiros, São Paulo.

São 133 fotografias, do nível desta que ilustra o post Bem humorado

Funciona de terça a domingo, em horários e preços variáveis (cliquem no site para ver os detalhes).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h34

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Capacitação para jornalistas ambientais

 
 

Capacitação para jornalistas ambientais

A dica é da leitora Natália, de São Paulo, que já participou e achou incrível Jóia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h44

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Presidente pode ter off?

  O presidente Obama, em uma conversa casual com jornalistas antes de uma entrevista coletiva, chamou Kanye West de "jackass" (mala/idiota) por ter feito uma interrupção meio inconveniente durante o VMA.

Um repórter da ABC que estava lá na hora tuitou: "Pres. Obama acabou de chamar Kanye West de "jackass" por seu rompante no VMA quando Taylor Swift ganhou. ISSO que é atitude de presidente".

Logo depois ele apagou o tweet, mas tarde demais: como é comum no microblog, a frase já tinha se espalhado igual vírus.

Depois disso a ABC pediu desculpas à Casa Branca porque o comentário era supostamente off-the-records.

O Poynter provocou: será que o presidente dos Estados Unidos deveria falar em off ever?

"Repórteres frequentemente travam uma conversa casual antes ou depois de uma entrevista oficial. É assim que repórteres e fontes se conhecem. Mas isso não é o mesmo que off-the-records, e o presente sabe disso mais que ninguém.

Se, no curso da conversa, o presidente dá sua opinião sobre o evento mais falado do dia, é justo – e o Twitter é o lugar ideal para isso – reportar o que ele disse. A fala de Obama que West é um idiota é o tipo de notícia que merece não mais que 140 caracteres."

Vocês concordam com ela? Trazendo isso para nossa realidade: se o presidente Lula soltar alguma bobagem desse tipo numa conversa casual, o "off" (se for o caso) deve ser respeitado?

(A dica foi da Lanna Jóia)


Os posts abaixo já falaram do off the records:

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h54

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Dicas para edição de textos para web

  Trago aqui várias dicas para quem quer editar um texto de jornalismo online, que é bem diferente do texto do jornal impresso. As dicas foram dadas por vários editores de online ao Journalism.co.uk:

  • Trate as palavras de forma diferente de como você trata as que vão para o impresso.
  • Se o repórter tiver escrito uma prosa cheia de floreios, troque por frases curtas, diretas e de fácil compressão, cheias de palavras-chave e links.
  • As "keywords" garantem que o texto será facilmente encontrado pelas ferramentas de busca. Pense em quais palavras um leitor digitaria no Google para achar sua história. Nomes, lugares, pessoas e eventos são os básicos.
  • Diga as coisas mais importantes para seu leitor logo no primeiro parágrafo. Não deixe nenhuma "surpresa" para o final.
  • Deixe frases, parágrafos e textos coesos e breves.
  • Use negritos, marcadores e intertítulos para tornar o texto mais palatável para o leitor de internet.
  • Títulos têm que atrair o leitor, contendo as keywords e menos trocadilhos, metáforas e jogos de palavras. Tente escrevê-los com até 60 caracteres para que o Google os reconheça integralmente.
  • Vídeos, imagens e áudios estrategicamente colocados vão dar ao leitor o que não conseguiram obter no impresso. Multimídia traz vida à história e é bom que o editor tenha conhecimento básico de Photoshop e editores de vídeo e aúdio.
  • A vantagem do online é que há maior interação. Instique o leitor a deixar comentários, enviar o texto por e-mail, assinar o feed, votar nas enquetes. Coloque tudo isso à disposição dele.
  • Coloque tags e muitos links. Um conhecimento básico de HTML é desejável para quem está nessa função.

Leia tudo AQUI e AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h08

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Cursos de direito para jornalistas

 
 

Cursos de direito para jornalistas

  • Em São Paulo e Brasília.
  • Com o professor de direito dos trainees da Folha, Gustavo Romano.
  • Cinco aulas com quatro horas de duração, entre 26 e 30 de outubro (em Brasília) e 3 e 7 de novembro (em São Paulo).
  • Turmas de até 20 pessoas.
  • Investimento: R$ 250.
  • Inscrições: ParaEntenderDireito@gmail.com, com curriculo anexado e um ou dois paragrafos explicando o interesse no curso.
  • Mais informações AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h26

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Humor no jornalismo

  Coloquei esta charge do cartunista Marcelo de Andrade que, com humor, mostra uma pergunta inoportuna de uma repórter despreparada.

Outro exemplo de como uma entrevista vira um fiasco se a repórter não se prepara minimamente antes, é ESTE, que chegou até mim pelo Twitter. Um dos sinais de que ela não se preparou é o tempão que demora enrolando para fazer as perguntas, que só recebem monossílabos como resposta. O outro sinal é a desinformação mesmo sobre o principal tema da entrevista.

(OBS.: Não estou criticando ou mesmo julgando o trabalho da repórter em si, até porque não sei o que aconteceu. Podem ter passado para ela uma tarefa de último minuto sobre a qual ela não tinha a mínima idéia, nem tempo de se informar a respeito. Aí ela fez o que pôde...)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h35

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Melhore suas pesquisas online

  Na semana passada, os trainees e toda a Redação assistiram a uma palestra do FERNANDO RODRIGUES sobre organização no trabalho jornalístico, em que ele deu várias dicas de programas que podem ser baixados na internet e que agilizam o trabalho de pesquisa do jornalista e tornam sua rotina mais organizada.

O site Help me investigate postou sete dicas de programas que também ajudam nessa tarefa. CLIQUE AQUI para ver.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h41

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Para cobrir teatro

  Outro dia o Ricardo, de São Paulo, perguntou como é a rotina e a preparação de um repórter que cobre teatro – a área de mais interesse dele.

Perguntei ao LUCAS NEVES, que respondeu o seguinte:

"Que bacana saber que há pessoas interessadas em se especializarem na cobertura de teatro.

A rotina de trabalho é a seguinte: a partir do cardápio de estreias teatrais, defino aquilo sobre o que mais vale a pena escrever, com base no histórico da companhia (ou dos atores/diretor envolvidos, se não se tratar de um grupo estável), na relevância do texto dramatúrgico e na possibilidade de associar a nova peça a outras já em cartaz para apontar tendências da cena (por exemplo, a predominância de monólogos ou a força da nova dramaturgia feminina).

Normalmente, peço para assistir a um ensaio do espetáculo. Se não é possível, solicito o texto da peça para poder preparar a entrevista com o dramaturgo/diretor/ator. Algumas estreias são anunciadas com mais de um mês de antecedência, o que permite "bolar" grandes entrevistas/perfis com os envolvidos.

Também é legal ficar atento às efemérides (de morte, nascimento etc.), que podem render pautas interessantes _sempre há projetos em torno desses aniversários, como companhias que montam várias peças de um mesmo autor para marcar, sei lá, os 50 anos de ausência dele. 

A principal dica de preparação é simples: ir ao teatro três, quatro vezes por semana, abarcando desde grandes musicais até experimentos de grupos universitários, para adquirir repertório e assimilar traços reincidentes na carreira de grupos ou diretores específicos.
Ler peças de autores das mais diferentes épocas e nacionalidades também é um bom exercício.
Para a teoria, há algumas obras de referência, como o "Panorama do Teatro Brasileiro", de Sábato Magaldi, e o "Dicionário do Teatro Brasileiro", com a coordenação de Jacó Guinsburg, João Roberto Faria e Mariangela Alves de Lima. Os dois volumes de "Mestres do Teatro", da ed. Perspectiva, são fonte segura de informação sobre autores estrangeiros (até a década de 60, se não me engano)."

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h38

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Curso sobre balanço financeiro para jornalistas

 
 

Curso sobre balanço financeiro para jornalistas

  • Gratuito.
  • Dias 15 a 17 de setembro, das 9h às 13h
  • Inscrições e mais informações pelos e-mails valter@tamer.com.br ou tonico@tamer.com.br
  • "O curso aborda temas como processo e demonstrações contábeis, legislação, tipos de análise, plano de contas, entre outros."

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h48

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Quando a fonte se arrepende do que disse

  Há dez dias eu coloquei uma dúvida da ESTELITA CARAZZAI, que não tinha certeza se deveria cortar as aspas de uma fonte arrependida. Um monte de gente comentou e isso gerou um debate bem interessante. Algumas respostas:

O Ricardo, de São Paulo, disse que o mais importante é considerar o interesse público das aspas. A Angelina Nunes e o Marcelo Soares publicariam (diz ela: "Eu parto do princípio que, ao saber que estou dando uma entrevista, penso duas vezes no que estou falando." Diz ele: "Eu acho o seguinte: no dia em que só toparmos publicar o que for pasteurizado antes pelas assessorias de imprensa, melhor fechar as redações. (...) A quantidade de comentários preocupados com a imagem da empresa ilustra o quanto essa lógica já se entranhou na cabeça do pessoal"). O ANDRÉ MONTEIRO disse que, se fosse publicar, acrescentaria que ela ligou depois e fez a ressalva. O Roberto Takata ponderou que as pessoas têm o direito de se arrepender.

Só por aí já dá para ver que a questão é polêmica e talvez simplesmente não exista uma resposta certa ou errada. Cada caso é um caso, como costuma acontecer em jornalismo.

O Manual da Redação da Folha diz o seguinte: "O entrevistado tem o direito de retificar e acrescentar declarações. Se for relevante, o jornalista pode registrar as duas versões (original e posterior)."

Ou seja, cabe ao jornalista avaliar o que é "relevante". E aí entra a questão do interesse público que o Ricardo citou. Como a coisa é subjetiva demais, acho que todos os comentaristas "acertaram". A fonte tem seus direitos, que devem ser respeitados pelo jornalista, mas que se limitam pelos direitos do público de tomar conhecimento de determinada informação. O segredo é dosar as duas coisas: direito da fonte x interesse público da informação que ela detém.

Arma para fontes descontentes

Fonte arrependida

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h40

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O futuro das notícias

  A Columbia Journalism Review iniciou uma série de debates, ensaios e entrevistas para discutir o futuro das notícias.

Eles pretendem fugir da premissa (a seu ver, equivocada) de que o jornalismo precisa ser "salvo".

Vale a pena acompanhar  Jóia

(Dica do blog do GJol)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h46

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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