
Marcelo Soares contribuiu com nossa campanha por mais humor no jornalismo com a sacada do "Extra" no lide da seguinte matéria:
Professor de biologia leva para casa lote com 200 pênis (Cliquem para ler o lide – o vídeo também complementa bem)
Sério, eu ri muito. E hoje é sexta-feira, então bom divertimento para todos 
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h42
Curso online de ferramentas digitais
- As INSCRIÇÕES estão terminando, só vão até este domingo (30)!
- O curso é do Knight Center para Jornalismo nas Américas, da Universidade do Texas:
- "O objetivo é apresentar técnicas de investigação pela internet e por bancos de dados nacionais. Serão apresentadas ferramentas da Web 2.0 e software especializado. O conteúdo será passado de 14 de setembro a 30 de outubro. A carga horária será de 10 a 15 horas semanais."
- Mais informações AQUI ou AQUI.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h54
Oficinas gratuitas com mestres da fotografia
- Alguns fotógrafos internacionais vão expor suas obras na mostra "A invenção de um mundo", no Itaú Cultural, e dar oficinas gratuitas destinadas a pessoas ligadas às artes visuais.
- As oficinas vão ser entre 13 e 16 de outubro. 12 vagas para cada oficina.
- Inscrições até 16 de setembro, pelo e-mail portfolio@itaucultural.org.br
- Mais informações: www.itaucultural.org.br e 11-8405-4664.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h25
Como investigar gasto público
- Estão abertas as inscrições para o curso gratuito e online que ensina a usar os mecanismos de fiscalização do orçamento público existentes.
- Feito pela ONG Contas Abertas junto com a Abraji.
- Inscrições até 8 de setembro.
(Fiz no Congresso da Abraji e recomendo fortemente
)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h07

Como eu disse aqui anteontem, a Redação participou de um seminário com o VINICIUS TORRES FREIRE sobre o bom uso dos números na reportagem.
Ele falou de várias que ainda poderão render outros posts, mas hoje vou trazer a questão da comparação.
É útil tentar desenhar para o leitor o que quer dizer determinado valor que, por tão tão grande, é de difícil apreensão.
Mas é preciso saber comparar, para que a analogia não fique ainda mais obscura que a informação original.
Ele deu exemplos, que saem corriqueiramente em todos os veículos (são até meio clichês):
De que adianta dizer que uma fazenda tem uma área equivalente a mil campos de futebol? Nós sabemos a dimensão de um campo de futebol. Até de uns cinco, vai. Mas mil?! A própria analogia não toma forma na cabeça do leitor e se torna informação inútil. (E, afinal, quanto mede um campo de futebol? Há só uma medida?)
A mesma coisa é dizer que a quantidade de água desperdiçada daria para encher 50 piscinas olímpicas. Alguém consegue captar a enxurrada de água que isso realmente significa?
Se o jornal publica que uma área do tamanho da cidade de São Paulo foi desmatada na Amazônia, também não vai ser muito útil para o leitor. Dá para se ter uma idéia que é um bocado de chão, principalmente se você for um paulistano que realmente desbravou essa cidadona, mas, solta assim, é informação descontextualizada. Melhoraria se estivesse no texto quantas cidades de São Paulo cabem numa Amazônia.
Pior é quando dizem que o prêmio da Mega Sena, se fosse pago em cédulas de R$ 1, e se elas fossem empilhadas da Terra à Lua, daria para ir e voltar quatro vezes.
Uau!
"Mas e se fossem duas vezes?", provocou o colunista. Se você pode reduzir à metade o valor da comparação e ela continua plausível para o leitor (e ainda inapreensível), então alguma coisa está errada, né.
Tanto faz dizer que foram quatro ou duas vezes, porque ninguém faz idéia de qual é a distância entre os dois corpos. A analogia é completamente inócua.
A mesma coisa para aqueles que dizem que daria para abraçar o planeta Terra duas vezes com a quantidade de crianças passando fome. E se fosse só uma, ainda não seria uma enorme quantidade de crianças – incalculável?
É fácil apontar esses problemas, mas muito mais difícil achar as soluções. Uma que ele deu foi recorrer aos infografistas da editoria de Arte e pedir que eles dêem uma noção – gráfica – de uma dimensão tão grande. Em alguns casos, é possível simplesmente suprimir aquela informação do texto, já que ela não faz diferença para o leitor, não acrescenta nada. Enfim, o que não dá é pra "encher o jornal de NADA", como ele disse.
Aproveito para indicar um texto do blog Toledol, sobre o mesmo assunto. Complementa bem este post 
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h02
Cursos da FGV online e gratuitos
Dica do trainee IURI TÔRRES: a Fundação Getulio Vargas "é a primeira instituição brasileira a ser membro do OCWC (Open Course Ware Consortium), o consórcio de instituições de ensino de diversos países que oferecem conteúdos e materiais didáticos de graça pela internet", segundo a própria.
São 14 cursos até agora, alguns especialmente bons para jornalistas:
- Quiz: jogo das novas regras ortográficas
- Sociologia
- Filosofia
- Ciência e Tecnologia
- Metodologia de pesquisa
Clique AQUI e veja.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h36

Pensem nisso: ter alguém que te orienta é o verdadeiro prêmio

O Instituto Vladimir Herzog, criado em junho, acabou de lançar o prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, que tem um diferencial: em vez de dar dinheiro para os jornalistas por boas matérias que eles publicaram, seleciona pautas de estudantes de jornalismo para que, com a orientação de um colega experiente, elas sejam publicadas por algum veículo de comunicação.
Assim, os premiados terão um "curso" de seis meses do "padrinho" escolhido pelo instituto para orientá-los na execução de uma reportagem de verdade.
Conversei com Ivo Herzog, 42, diretor do instituto e filho de Vladimir Herzog:
Como vocês tiveram a idéia de fazer esse prêmio com orientação aos estudantes?
A idéia surgiu quando a gente estava começando a montar o instituto, em conversas com o próprio Fernando Jordão. Não a idéia do prêmio em si, mas que a gente deveria ter algum tipo de bolsa para ajudar os estudantes de jornalismo na sua formação. Existia até o ano passado o prêmio Jovens Talentos Vladimir Herzog, que premiava as melhores reportagens de estudantes de jornalismo. Mas tinham que ter sido publicadas e esse é o grande problema, porque os estudantes têm uma dificuldade tremenda de conseguir publicar alguma coisa. Então a gente resolveu fazer o contrário: vamos premiar os melhores projetos e o prêmio vai ser a articulação para a publicação. Tanto o custeio da realização da matéria, quanto a articulação para a publicação num grande meio de comunicação depois.
Esse veículo não está definido ainda?
Vai depender do projeto. A gente decidiu não definir o meio, deixar livre para os estudantes, e a gente vai ver o que vem.
Quantos poderão ser premiados?
Pode ser em grupo de até três pessoas e se quiserem poderão incluir um professor da escola para fazer parte do projeto. É uma maneira que encontramos pra trazer a escola para nosso projeto. Serão dois grupos premiados e cada um deles terá um jornalista como tutor durante a execução da matéria, por seis meses.
Esses orientadores já estão definidos também?
Não, já tem vários voluntários. Mas a gente vai ver isso mais pra frente.
Quais são os critérios para escolher esse padrinho que vai ajudar a tutoriar?
Vai ser muito em função da mídia que vai ser e do tema, do detalhe da pauta, do projeto. A gente vai apresentar para os candidatos a tutores e o conselho do instituto vai definir quem serão esses tutores.
E quais critérios para escolher os premiados?
Os estudantes devem desenvolver um projeto de pauta dentro da missão do instituto, que é a garantia do direito à justiça e o direito à vida. O meu pai era muito conhecido, os colegas falam, como um jornalista "chato", ou seja, muito exigente com a qualidade da informação, com a questão das fontes, com o trabalho de pesquisa. O modelo de pauta que a gente colocou para os estudantes preencherem é bem detalhado. Então realmente terá que fazer esse trabalho jornalístico mais apurado, dentro do tema do instituto – esses vão ser os critérios pra gente fazer a seleção.
Há outros prêmios com esse enfoque na orientação?
Alguns outros veículos fazem coisas parecidas. Mas dentro dessa concepção de ser um tema ligado a direitos humanos, a questão de não ter um prêmio em dinheiro, essa conotação de ser uma bolsa para realização de uma matéria, isso a gente não conhece.
Você é estudante de Comunicação Social e quer participar do concurso? Leia o regulamento e inscreva-se AQUI, até 2 de outubro.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h16
Leia vários jornais do mundo todo

Bela dica da LUCIANA COELHO, correspondente da Folha em Genebra:
Pressdisplay
"É um site que você assina e pode ler em PDF vários jornais do mundo. Se não me engano, a assinatura mais cara, por uso ilimitado, custa US$ 29 por mês. E você pode manuseá-los em PDF mesmo quando a versão online dos próprios jornais não conta com esse recurso – caso da Folha."
Segundo meu amigo Alexandre Giesbrecht: "O PressDisplay permite que se veja a primeira página de cada jornal sem pagar, isso sem falar em dois artigos de cada edição, embora estes dois sem a diagramação (apenas o texto). Se alguém tiver curiosidade de ver como funciona "dentro" dos jornais, segue o link para duas páginas internas da Folha de hoje: AQUI. É possível compartilhar até 200 páginas duplas dessa maneira, embora não mais que quatro por edição."
P.S. E não custa lembrar do Newseum, que põe as capas de vários jornal do mundo, de graça.
Outra dica, do leitor Fernando: site NetPapers reúne links de quase de 6.000 jornais do mundo inteiro.
Outra boa dica do Alexandre: Newsstand ("Ele tem jornais com assinatura individual, ao contrário do PressDisplay, mas é possível ainda comprar edições separadas, isso sem falar que as assinaturas que ele cobra são os preços americanos, muito mais em conta que os daqui.")
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h14

Já é até senso comum que jornalista não se dá bem com os números. Não só erra nas contas, mas às vezes também inverte as lógicas ou escreve de forma confusa, quase incompreensível. O que era para ser usado como uma informação a mais, um esclarecimento para o leitor, acaba virando um truncamento completo.
Para evitar isso, o Steve Harrison, do Journalism.co.uk, dá cinco dicas, que resumo abaixo:
- Faça o trabalho pesado pelo seu leitor. Não deixe seu leitor com questões irrespondidas, tendo que recorrer à calculadora para fazer as contas que você deveria ter feito. Não basta dizer que o tíquete, hoje de R$ 3, subiu 15% – tem que registrar que passará a ser de R$ 3,45.
- Saiba arredondar. Há momentos em que o arredondamento é necessário – ninguém pesca 0,5 peixe, por exemplo, e não vale dizer que tal coisa custa R$ 2,778934 reais. Você tem que julgar se o arredondamento vai prejudicar a informação e, se decidir arredondar mesmo, dar uma boa olhada no que está prestes a "jogar fora" de seu número. Pode fazer falta...
- Atenção com números cheios de zeros. Valores grandes demais ou pequenos demais são muito difíceis de serem absorvidos pela mente humana. Ajude seu leitor, fazendo comparações dentro de uma escala apreensível. Um exemplo: descobriram um novo micróbio e que existem 100 bilhões dele na Terra. Existem cerca de 3 bilhões de segundos num século. Você pode escrever, então: "Se você contar três desses micróbios a cada segundo, levará cem anos para terminar de contar todos."
- Não entulhe sua matéria com números. Use no máximo três números por frase, incluindo idades e datas. Prefira analogias, percentuais e médias, que colocam a informação numérica dentro de um contexto.
- Conte toda a história. Números são chatos, mas são informação. Use formas claras e criativas de apresentá-los ao leitor. Por exemplo, gráficos, tabelas, artes. Abuse da internet para trazer esses detalhes ao leitor que quiser ver. O mais importante, acima de tudo, é que os números sejam usados para iluminar a compreensão do leitor, não obscurecer a matéria ainda mais.
Leia na íntegra AQUI.
Amanhã vou participar de um seminário com o VINICIUS TORRES FREIRE sobre como usar menos números e mais cálculos e idéias. Espero trazer coisas legais pro blog.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h52

- Programa para jornalistas da América Latina organizado pela IJP (Internationale Journalisten-Programme).
- Candidatos devem ter entre 23 e 35 anos e saber falar alemão.
- "Os selecionados deverão trabalhar como redatores, estagiários ou colaboradores fixos em um veículo de comunicação brasileiro (jornal, revista, televisão, rádio ou internet)."
- A bolsa é de 3.300 euros.
- Mais informações aí: www.ijp.org ou na embaixada alemã em Brasília: 61-3442-7026 e pr-1@bras.diplo.de
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h08
- Abertas as inscrições
- Há vagas para 30 áreas diferentes na empresa que edita os jornais O Globo, Extra, Expresso e Diário de S. Paulo
- Mais informações AQUI
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h02

Todo mundo tem seus heróis na vida.
Alguns são porque são. Nosso pai, por exemplo. Claro que ele tem inúmeras e imensas qualidades (isenção jornalística!!
), mas, se não tivesse, a gente inventava.
Outros nós aprendemos a admirar --de súbito, de incríveis eles nos aparecem, ou aos poucos, ao longo do tempo.
Este cara é um dos meus heróis. Chama-se Roberto Hirao e trabalhei ao lado dele na extinta "Folha da Tarde" já faz quase 20 anos (credo!!).
É um baita jornalista, daqueles que fizeram de tudo: de repórter a diretor de Redação. É um supercolega, dos que realmente se interessam pelos outros e não vivem encarcerados na bolha de egocentrismo. Também é um divertido crítico de cinema: conhece tudo quanto é filme, de A a Z, apesar da predileção especial pelos do tipo B.
Sendo assim tão experiente, competente e camarada, já estaria na galeria de seres que admiro.
Mas o Hirao é mais. É um "exemplo de vida" --desculpem, é piegas, eu sei; minha parca habilidade literária me impede de achar termo menos clichê para dizer exatamente isso.
Hirao é um dos sujeitos mais corajosos, persistentes e devotados à profissão que conheço. Isso exige dele enorme esforço físico, mas, afinal, quem disse que os jornalistas escrevem com as mãos?
Esta é uma profissão de raciocínio, inteligência, humor e sensibilidade, e tudo isso ele tem de sobra. Dá pra ver 70 exemplos no livro que ele lança neste próximo sábado, na livraria Cultura da Paulista, das 11h às 14h. Textos muito legais para quem gosta de jornalismo, de notícias, de história e para quem quer refletir mais sobre o que fazemos nas Redações e sobre o papel do ombudsman --função que ele ocupou de 1992 a 1994.
Eu até estou de plantão neste final de semana, mas já troquei para o horário da noite. Não ia perder isso por nada. Se quiser ir também, você acha o endereço aqui.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h27

Eliane Brum começou a coluna falando do dicionário de clichês que o jornalista Humberto Werneck (do incrível "O Desatino da Rapaziada", que todo jornalista, especialmente os mineiros, deveria ler) escreveu. E acabou filosofando sobre aqueles que vivem de clichês.
Dica da ex-trainee Renata do Amaral, a reflexão que ela faz merece ser lida por todos nós que lidamos com palavras.
O que são os lugares-comuns? "Um imenso nada", para a jornalista. São palavras automáticas, que nos libertam do cansativo trabalho de PENSAR.
E às vezes não são nem o óbvio "nunca antes neste país", absorvido coletivamente, mas o clichê de repetirmos nós mesmos.
Por isso, ela se propôs a se manter sempre inquieta:
Tento policiar-me para escrever sem usar fórmulas, ainda que minhas. Forçar-me a buscar jeitos novos, ser uma parte diferente de mim em cada texto. Nem sempre consigo. Mas tento me obrigar a tentar. (...) Quando vou me tornando um bichinho, enrodilhada em mim mesma, sou também eu que me cutuco com um pedaço de pau para sair da toca. Conforto é bom, mas é também uma não-ação. Sei que apenas chegando cada vez mais perto de mim mesma é que posso alcançar a possibilidade de ser outra. E de fazer do velho em mim algo novo.
Venho aqui propor que a gente tente a mesma coisa. Que percamos o medo do que o também mineiro Hélio Pellegrino chama de "experiência radical de nascimento": "Escrever e criar constituem, para mim, uma experiência radical de nascimento. A gente, no fundo, tem medo de nascer, pois nascer é saber-se vivo – e, como tal, exposto à morte." O clichê é muito mais seguro, mas pobre-pobre-pobre.
Leia a reflexão toda CLICANDO AQUI.
Vitamine suas próprias reflexões nos posts abaixo:
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h26
Curso online de desenvolvimento humano e educação
- Voltado para jornalistas, organizado pela Abraji e pelo Instituto Ayrton Senna.
- Inscrições até 13 de setembro.
- Gratuito.
- Parece bem legal, porque bem prático: "O curso ensinará onde encontrar e como processar dados sócio-econômicos para o Brasil e outros países do mundo. (...) Os participantes também aprenderão a navegar pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, um banco de dados com mais de 200 indicadores de todos os municípios do país."
- Mais informações AQUI.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h48

Quem acompanha o JUCA KFOURI no CBN Esporte Clube sabe que, há um bom tempo, ele nunca se esquece de falar com a dona Nadir que está na hora de seu remédio.
É um bordão e, por isso, muita gente acha que é graça do jornalista, que a dona Nadir veio da mesma imaginação fértil que concebe os "merchans".
Mas não: dona Nadir era uma ouvinte que, como todo mundo apegado ao rádio, ditava as horas do dia pela programação do momento.
Deixou de ditar há duas semanas, como contou RICARDO GALLO no belo obituário de sábado, que levou o leitor Enzo às lágrimas.
A sacada do Juca, que gerou empatia entre todos os ouvintes (e conquistou a simpatia da própria dona Nadir), trouxe uma reflexão bem legal do leitor Ramiro:
"No trânsito sempre sintonizava para ouvir os comentários do futebol do jornalista JUCA. Sabia da história da "dona Nadir" e sempre me diverti com a inteligência em utilizar uma reclamação de uma ouvinte em algo positivo. Sempre pensei que se fosse um jornalista esportivo e uma senhora de 65 anos fosse minha ouvinte, eu me sentiria honrado por traduzir o assunto para um público tão amplo. Juca percebeu isso e marcou UM GOL! Justíssima homanagem ao Juca e também a "DONA NADIR". Esta história REAL já se tornou lenda."
É isso: o Juca percebeu que o que ele fazia era prestação de serviço para o leitor. E criou uma personagem que o aproximava (e continuará aproximando, segundo o obituário) de seus ouvintes, de seu público. Em maior ou menor grau, e de várias formas diferentes, acho que é isso o que qualquer um de nós, jornalistas, devemos querer e tentar fazer.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h12

O leitor Pablo, de Belo Horizonte, fez um monte de perguntas no começo deste mês.
Eu queria que vocês me ajudassem a responder, nos comentários. Depois vou juntar todas as respostas, pegar outras já dadas em outros posts e ver o que a Ana diz, para postar tudo junto.
Mas vamos às dúvidas:
- "Queria muito que falassem sobre os estágios nas próprias universidades, na TV ou no jornal delas.
- Isso vale como experiência, pra colocar no currículo, numa entrevista de seleção?
- O editor leva em conta como experiência profissional?
- Segundo, queria saber se vale mais a pena trabalhar na área ou na universidade sem remuneração ou melhor trabalhar fora da área com remuneração, podendo juntar uma grana pra realizar mais cursos gerais (idiomas, informática e outros).
- Às vezes penso que uma boa ida à feira é mais eficiente pra encontrar boas histórias, pautas, temas, pré-pautas, do que o google.
O que acham??"
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h11

Na última sexta-feira o caderno Empregos&Carreiras da Folha criou o blog Carreiras, que pretende dar "dicas sobre orientação profissional, empregabilidade e qualificação por meio de textos, vídeos e podcasts. Também terá acesso a vagas de emprego, concurso, estágio e trainee, bem como a cursos, palestras e eventos. Será possível ainda tirar dúvidas de carreira com especialistas em recursos humanos, executivos, gestores e 'headhunters'."
Bem útil, para gente de qualquer área. Para pôr em seu Google Reader, clique aqui.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h24
Monte seu mapa

Na aula que tivemos com o Marcelo Soares, ele nos falou de uma ferramenta bem legal, que merece ser testada:
ela transporta dados de uma planilha comum de Excel para um mapa!
Para os fuçadores de plantão, um CLIQUE AQUI.
A propósito, faz tempo que não indicamos o blog do Marcelo: é o Dicas de um Fuçador.
Eu já ia esquecendo de um detalhe: a planilha tem que estar no Google Docs, tá?
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h17

Minha leitora Ana, de Brasília, disse estar com saudades dos exercícios aqui no blog.
Ela tem razão de reclamar, pois há alguns meses estou enfronhada num novo projeto de treinamento da Folha e tenho tido pouco tempo livre --e vocês sabem da minha opinião sobre exercícios, né? São importantes, mas são muito mais eficazes se forem comentados, avaliados depois. E é justamente o tempo de comentar que não estou tendo.
De qualquer forma, vou colocar aqui os quatro exercícios sobre pauta que os trainees fizeram nesta semana. Alguns são só de reflexão, para entender mais o que é notícia e os diferentes caminhos pelos quais ela chega até nós. Nos outros, os trainees tinham que sugerir ideias de reportagens. Quem quiser tentar pode mandar as sugestões nos comentários; farei o possível pra avaliá-las (para facilitar, o ideal é fazê-la mais ou menos no modelo que sugeri aqui).
Para quem ainda não tem muita familiaridade com pautas, pode ser útil ler antes este post (e os que estão linkados nele).
Os quatro exercícios da semana:
- Numa edição de jornal, tentar identificar diferentes tipos de pauta (a classificação em tipos é, claro, arbitrária e serve apenas para estimular a reflexão. Uma proposta de classificação está neste post)
- Ler uma edição recente de jornal e propor pautas que surgem do noticiário quente (as sugestões podem ser de perfis, balanços, entrevistas, pautas de serviço)
- Pesquisar edições bem antigas de jornal e descobrir assuntos que poderiam virar pauta de novo (como ficou tal e tal caso, ou pautas que voltam a ser oportunas)
- Ler várias revistas estrangeiras e encontrar pautas que poderiam ser adaptadas às nossas condições (não pra copiar a ideia, mas para usá-la como ponto de partida)
- Passar quatro horas num lugar movimentado de São Paulo prestando bastante atenção no que vê, no que as pessoas falam, no caminho até lá etc., e tentar sugerir pautas a partir disso
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h09
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