
Servem também para substituir o humor dos posts de sexta-feira, porque alguns são muito engraçados.
A dica é da leitora Larissa: sigam o @minicontos! Além de ser um bom teste de concisão, como já provamos no post sobre os contos em seis palavras, é um bom passatempo.
Gostei mais dos assinados por "RS". Amostra:
"Ambos decidiram anunciar no jornal que trocavam uma cama de casal nova por duas de solteiro em qualquer estado. Motivo: mudança."
***
"Sinal verde. O importado arranca, exibindo-se às jovens do lado. Balas espalham-se pelo chão. Um garoto calculara mal o tempo do semáforo."
***
"Bar. Velho serve-se de cerveja. Dedo sujo dentro do copo toca a bebida. Risos. Não notaram os óculos escuros nem a bengala apoiada no balcão."
***
"O pai assumiu ter castigado. O padre assumiu ter corrompido. O povo assumiu ter caçoado. Infeliz, pereceu jovem. Sem jamais ter assumido."
***
"Ela vendou os olhos dele. Amarrou suas mãos. Desabotoou sua blusa. Afastou-se e atirou. Pena de morte executada por mulher é mais sexy."
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h08

O leitor Jeison nos enviou um conto, de sua autoria, sobre "os dilemas éticos enfrentados por um redator de um jornal provinciano", que ele escreveu a partir de experiências vividas por colegas.
Acho que é uma boa oportunidade para a gente pensar o que fazer para ser o mais preciso possível dentro das nossas possibilidades. Espero que renda, também, muitos comentários sobre as experiências de vocês, especialmente os que trabalham em jornais pequenos como o descrito pelo Jeison:
"Um novo atentado de homem-bomba no Iraque preencheria a secundária da página nove. Era próximo das dez horas e o editor aguardava o texto que deveria ser espremido e engarrafado a tempo. O HD mastigava o que o jovem redator oferecia, não sem roncar zangado, engolindo frases truncadas e termos levianos. As informações sobre o número de vítimas seguiam desencontradas. Algumas agências divulgavam 30 mortos, outras 40.
O local da tragédia, de acordo com a France Presse, era um café clandestino onde soldados norte-americanos aproveitavam as horas de folga para esquecer os caprichos da Casa Branca. Já a Agência Estado apontava um pequeno supermercado de Bagdá. Ninguém na redação faria uma ligação para o Oriente Médio. Fossem 30 ou 40, fosse um circo ou um estábulo.
Um jornal pequeno tampouco mandaria um correspondente para saber o número certo. A alternativa poderia ter sido contatar a France Presse, mas a desculpa seria que ninguém ali falava francês ou inglês. Outra possibilidade teria sido telefonar para o Estadão, contudo, nenhum repórter teria a cara-de-pau de ligar e perguntar: "Ei, amigo, afinal, foram 30 ou 40? Estava tentando saquear o site de vocês e fiquei confuso."
Meio termo
O editor tamborilava na mesa e olhava o relógio. De soslaio, mirava o jovem repórter. (...)
Como um soldado que mata criancinhas, o periodista falou à sua consciência. Era apenas uma matéria de pé de página. Uma modalidade de terror daquelas não causaria nem enjôo nos leitores, tamanha a falta de ineditismo. Verdade dos fatos? "Tempo é emprego" na imprensa. Pegou o "Manual da Folha" e tornou o texto equilibrado, conforme a recomendação dos cânones. Entregou-o assim: "Homem-bomba mata 35 no Iraque". Meio termo. Nem 30, nem 40. Afinal, não tinha como confirmar a informação."
Agora eu queria saber: vocês fariam a mesma coisa que o "jovem redator"?
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h50

Essa é a tese do criador do site-serviço MyReporter.com, que acaba de ganhar um prêmio Kight-Batten Citizen Media Award.
E ele parece ter razão, pelo sucesso do site, que recebe 75 perguntas por semana.
A idéia é daquelas simples e boas: uma equipe de jornalistas responde às perguntas dos leitores, sobre qualquer assunto apurável, em até 48 horas. As perguntas e respostas são listadas no site e divididas em categorias, formando um belo material de informações.
Não é à toa que se chama "My Reporter" – a idéia é que os leitores possam ter seu "personal reporter", que vai averiguar questões que interessam a eles e poderão interessar a uma maioria de moradores da mesma região.
Tem esse detalhe: só respondem a questões de assunto daquela região, a costa da Carolina do Norte. Mas esse foco faz ainda mais sentido para esse tipo de jornalismo-cidadão, porque integra "vizinhos" de uma mesma região. Dá para imaginar serviço semelhante só para a cidade de São Paulo, ou só para o Espírito Santo, certo?
CLIQUE AQUI para ler a entrevista com o criador do site.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h36

Palestra gratuita com Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.
Organizada pela Fundação Getulio Vargas.
Dia 4 de agosto, às 11h, na rua Itapeva, 432, Bela Vista, São Paulo.
Não é de SP? Pode assistir no www.facebook.com/fgvcenn.
A palestra vai ser em inglês e sem tradução simultânea.
Inscrições AQUI.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h57
Apareceu ali na coluna da direita do blog um anúncio do meu livro.
=)
Eu mesma fui pega de surpresa: estava viajando e não sabia a data exata em que ele estaria pronto.
Quem tiver a chance de folhear verá que vocês todos que acompanham o blog estão mencionados na página de agradecimentos. E repito aqui: obrigada pelas sugestões, perguntas e críticas constantes. Aprendo muito com elas.
O livro não é uma coletânea de posts do blog (embora tenha dois ou três textos retirados daqui).
São dicas, reflexões e exercícios que reuni nos últimos dez anos e que começaram a virar algo concreto mais ou menos na mesma época em que este blog nasceu, em 2007.
Como eu digo na introdução, procurei organizar um conhecimento que é de autoria coletiva: de todos os que vieram antes de nós e dos que trabalham hoje em dia nesta profissão maluca.
Espero que achem útil.
Quando marcarem o lançamento, aviso a todos.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h48
Bom trabalho dos meus colegas ALENCAR IZIDORO e EVANDRO SPINELLI mostra hoje que estavam inflados os dados que a prefeitura divulgava sobre o impacto no trânsito da mudança nos ônibus fretados.
Este parágrafo (da versão impressa, na íntegra) mostra por que uma sociedade piora sem jornalistas:
A Folha identificou a comparação superdimensionada por ter acesso a alguns números oficiais mais completos das medições do trânsito pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) -que a pasta dos Transportes, comandada por Alexandre de Moraes, tem se negado a passar oficialmente.
Se a gente tivesse que ficar na mão dos números oficiais, estava bem desinformada...
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h39
Dois anos retratando a Cracolândia

A gente não vê todos os dias uma foto como esta na capa do jornal. É uma foto nada corriqueira, grave, importante, triste, e, ao mesmo tempo, de alguma forma, bonita. Foi tirada pelo repórter-fotográfico APU GOMES e estampou a Folha da última sexta-feira, quando as operações da prefeitura na Cracolândia chamavam mais atenção do que o impedimento dos ônibus fretados.
APU GOMES tem apenas 25 anos, mas trabalha há sete como fotógrafo. É mineiro de Caratinga e veio para São Paulo aos 6 anos. Quando era motoboy numa agência de publicidade, foi incentivado por um fotógrafo a investir em seu olhar sobre as cenas do cotidiano da cidade e não parou desde então. Fez seu primeiro trabalho para a Folha em 2006, na cobertura dos shows do U2 e dos Stones, continuou durante os ataques do PCC e, em 2007, foi contratado para fazer a cobertura da madrugada.
Desde aquele ano, Apu fotografa a Cracolândia, que fica aqui perto do jornal. Por isso, já conhece bem a região. Em resposta ao pedido da NATALIE CONSANI num post recente, sobre como ele conseguiu essa foto de sexta, Apu deu a seguinte entrevista para o blog:
Novo em Folha - Você já tinha feito fotos na Cracolândia alguma vez?
Apu Gomes - Sim, venho fotografando a Cracolândia desde 2007, quando decidi iniciar um projeto pessoal de documentação da região, onde faço fotos, tento conversar com os usuários do crack. Durante a madrugada a situação não mudou nada desde quando comecei a documentar a área até a sexta-feira da semana passada.
NF - Qual a maior dificuldade de fotografar numa região, por si só degradada, e com tantas pessoas viciadas e em grupo?
AP - As dificuldades são inúmeras. A presença da polícia não é constante na região e, na maioria das vezes, estamos apenas eu, os usuários e os traficantes – sendo que vários usuários também traficam a droga e servem de olheiros para alertar os outros sobre a presença da polícia e algumas vezes do fotógrafo.
NF - Você se aproximou dos personagens para conversar com eles, pegar seus dados, ouvi-los e entendê-los para fazer fotos como esta que estampou a capa do jornal? Ou ficou mais distante e usou lentes para se aproximar?
AG - Sim, me aproximei. Sempre tento me aproximar ao máximo dos personagens e fotografar com lentes grande angular. Acho que com lentes tele-objetivas você não consegue captar a expressão das pessoas, e acaba perdendo a referência dos detalhes. Com tele-objetivas acho que você não consegue mergulhar na história. Eu tento me aproximar das pessoas que me dão abertura para uma
aproximação de uma maneira que elas não se sintam invadidas, porque ali estou lidando com o lado paranóico delas, e isso é complicado.
No caso, a menina chamada Carol, de 16 anos, que saiu na capa do jornal, e o Robson, 28 (seu "amigo droga", como ela se referiu ao companheiro que estava com ela), eu estava caminhando a pé e me aproximei devagar e tranquilamente, comecei a conversar com eles até conseguir a confiança de ambos para fotografá-los.
NF - Você e o repórter de texto ficaram sozinhos com os viciados e longe da polícia, para fazer uma matéria com o teor daquela dos "espanta-moscas", certo? Isso pode ter facilitado a aproximação e o trabalho? Mas havia algum risco?
AG - Nós fomos abordados pela Policia Militar apenas uma vez durante a madrugada para saber o que estávamos fazendo por lá. Após a saída da PM continuamos a incursão sozinhos pela Cracolândia.
Sempre há risco, que é teoricamente calculado, mas faço este trabalho na região há dois anos, por isso atingi este grau de aproximação com os usuários.
NF - Quando chegou na Cracolândia, você já tinha em mente a foto que queria? Já estava atrás daquela foto que saiu na capa?
AG - Não, eu conheço muito bem o tema que fui pautado naquela noite, o que facilitou o trabalho, mas não tinha a foto em mente.
NF - Além de assinar as fotos, você assina o texto junto com o James Cimino. Como foi sua colaboração com o texto? Você já tinha feito isso antes?
AG - Por estar mais habituado com o ambiente, colaborei conversando com os usuários e passando as informações a ele. Já colaborei em outras matérias ajudando na apuração, repasse de informações etc.
NF - Você já tinha feito fotos em lugares ou situações semelhantes? Pode nos contar como foi?
AG - Sim, fotografei usuários de drogas injetáveis na zona leste de São Paulo junto com colaboradores de um extinto programa de redução de danos da prefeitura de São Paulo, em 2005. Nós visitamos diversos pontos de drogas onde os voluntários distribuíam seringas descartáveis para os usuários e traficantes. Mas não me aprofundei como no caso da Cracolândia.
NF - No que esta pauta se difere de outros trabalhos que você já fez?
AG - Como repórter fotográfico posso dizer que a nossa profissão permite e dá o privilégio de aprender com cada pauta. Todas têm o seu diferencial, independentemente do grau de importância, mas posso dizer que aprendo e amadureço profissionalmente e como pessoa com todas elas. Esta pauta em especial me colocou em contato com a degradação de vidas. Nesses dois anos de documentação da região, muitas vezes encontrei pessoas do começo do meu trabalho e pude ver todo o processo de autodestruição delas pela droga.
Aproveito para recomendar a crônica de Ruy Castro, publicada hoje, sobre o problema do crack.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h31

Outro dia a leitora Mariana Marcial, de BH, chamou a atenção para uma pesquisa sobre o efeito do vinho tinto nas mulheres.
"Nada contra a pesquisa, mas o texto está idêntico em vários meios, essa profusão de release Ctrl C e Ctrl V é um caso a se pensar né!"
Como ontem eu coloquei algumas dicas para assessores de imprensa que querem fazer um bom release, hoje aproveito para puxar a orelha dos jornalistas que apenas copiam o release, sem acrescentar nenhuma apuração e transformá-lo em uma reportagem autônoma.
Isso acontece com mais freqüência no noticiário online, até pela pressa que os sites têm de publicar as informações. O resultado é que os sites ficam idênticos, apenas ecoando e reecoando as mesmas notícias, uma chatice só.
No caso do exemplo da Mariana, não foi bem isso o que aconteceu, pelo que pude ver agora. É que a BBC Brasil publicou a primeira matéria sobre o assunto e vários sites brasileiros têm parceria com o site da BBC e reproduziram a matéria original, mas com o devido crédito. Foi o que fez o UOL, a Folha Online, o G1, OGlobo online e Estadão.
Nesse caso, não é que todas as redações receberam um mesmo release e o copiaram, mas todas reproduziram o texto de uma mesma parceira, a BBC.
Mas ainda serve de exemplo da mesmice.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h52
Curso para estudantes: cobertura em conflitos armados
- Curso do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em parceria com Abraji e Oboré.
- Em São Paulo, dias 19 e 26 de setembro e 3 e 17 de outubro (sábados).
- São 20 vagas.
"Os interessados devem preencher uma ficha de pré-inscrição no site obore.com e comparecer ao encontro de seleção, na manhã de 22 de agosto, na sede da Oboré (Rego Freitas 454 8º andar, Vila Buarque, metrô República). A lista de selecionados será divulgada por internet no dia 29 de agosto."
Os palestrantes são do Exército, do Estadão, da Cruz Vermelha Internacional e da Polícia Militar.
"O curso custa um salário mínimo, mas a Oboré concede bolsas integrais a todos os estudantes que cumprirem os seguintes critérios: não faltar, escrever uma matéria sobre cada encontro e publicar pelo menos uma delas em qualquer veículo que tenha um editor responsável."
Eu fiz esse curso em outubro e achei bem legal
Bom para quem leu ESTE POST e mesmo assim quer cobrir guerras.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h24
O Prêmio "tem como objetivo valorizar as ações e atividades desenvolvidas no Brasil, realizadas por pessoas físicas e jurídicas que estejam comprometidas e que promovam, efetivamente, a defesa dos direitos humanos no mundo do trabalho."
- A categoria "imprensa" terá três finalistas. O vencedor ganha R$ 6 mil e os outros dois ganham R$ 3 mil.
- Inscrições até 30 de setembro.
- Mais informações e ficha de inscrição AQUI ou no email premiodh@anamatra.org.br.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h22

Esta é a promessa do Journalism.co.uk neste post. Mas o melhor é que o que eles pretendem é que o release seja útil e bom para o jornalista que o recebe, mais que para o representado pela assessoria de imprensa. Para tentar atingir essa pretensão, eles se guiaram tanto nos conselhos dos jornalistas quanto nos dos relações públicas.
Algumas dicas:
Antes de escrever o release, pense
- Seu release é realmente necessário?
- Se você estivesse escrevendo uma história baseada neste release, o título e o lide caberiam em até 15 palavras?
- Se sim, por que você está mudando o palavreado de seu release?
Formato
- Não mande um release apenas com um anexo e nenhuma explicação sobre o que contém o anexo; ele será deletado.
- Não mande em PDF.
Títulos
- O mais curtos e interessantes possível.
- Em vez de pôr o nome da organização no título, coloque o valor que o conteúdo do release terá para o leitor.
Assunto e linguagem
- Evite termos vagos ou subjetivos demais, diga de forma simples e clara o que precisa dizer, sem firulas.
- Não use superlativos.
- Não faça links forçados do que está sendo divulgado no release com o noticiário atual.
Tamanho
- Nunca, jamais, escreva mais que duas páginas – de preferência, uma.
- Adicione um link para um post maior, se for necessário mais espaço para detalhes.
Aspas
- Não ponha aspas de pessoas que não estarão disponíveis para entrevistas.
Contatos
- Não saia de férias logo depois de mandar um release, você pode ter que ser contatado logo depois que o release for lido.
- Sempre ponha um número de telefone. Email não é o bastante.
Para ler tudo, CLIQUE AQUI.
Tem mais dicas? Ponha nos comentários! 
Como não virar escravo de release
Release não é reportagem
Manual para assessores de comunicação
Pode ter história bacana no pé de um release
Pauta escondida em um release
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h19

O site Repórteres sem fronteiras achou um jeito bem-humorado de alertar para a enorme quantidade de jornalistas presos.
Segundo seu medidor de liberdade de imprensa, só neste ano
26 jornalistas foram assassinados
e 177 foram presos.
Em tempos de golpe em Honduras, manifestações no Irã, conflitos na China, operações policiais na Cracolândia e várias outras coberturas que envolvem algum tipo de risco para o repórter, não custa relembrar o tema da segurança, que não aparece no blog há algum tempo.
De vez em quando é bom falar o óbvio: não somos super-heróis.
Mas os posts abaixo falam muito mais:
Adendo de terça: Jornalismo nas Américas traz duas notícias que têm a ver com este post. No México, jornalistas vivem como correspondentes de guerra e Repórter de TV na Colômbia é ameaçado repetidamente.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h09


Finalmente assisti "Frost/Nixon", filme sobre o qual fizemos dois posts neste blog (1 e 2), e vou ter que me retratar.
Não é uma aula de entrevista.
É quase uma "desaula" de entrevista.
A lição dali é bem outra: o que salva Frost é a reportagem. Mais especificamente uma das "pernas" (*) da reportagem: a pesquisa.
Como entrevistador, Frost foi medíocre. Foi engolido por Nixon. Escapou do massacre porque um dos produtores descobriu informação nova.
O que fica claro no filme é que jornalista que pretende arrancar de gente escolada --ainda mais políticos-- algo que ela não quer dizer precisa supreendê-lo com informação.
Pesquisa e apuração bem feitas são o espinafre do Popeye: transformam um entrevistador franzino num Gengis Khan do jornalismo.
(*) PERNAS DA REPORTAGEM
As pernas da reportagem, conforme aprendi com meu mestre Marcelo Beraba, são quatro:
- pesquisa
- observação
- entrevista
- documentação.
Recentemente ele me corrigiu e acrescentou uma quinta: a rechecagem.
Mas gosto de ficar só nas quatro, que rendem boa metáfora: a de uma cadeira.
A boa reportagem, como a boa cadeira, precisa das quatro pernas sólidas. Se faltar uma delas --ou basta que esteja fraca--, a coisa não se sustenta e vai pro chão.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h59
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