Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

Como achamos o telefone do presidente

Quem conta é meu leitor @gabrielouback:

A professora da disciplina Jornalismo Internacional era uma das mais temidas. Exigente, cobrava muito mais do que os outros. Não só em assuntos acadêmicos, mas como protótipos de jornalistas que éramos. Qualquer informação ou fato publicado era questionado: "De onde tiramos aquilo? Imaginário coletivo ou apuração?".

Em Jornalismo Internacional, especificamente, a idéia era que os alunos fizessem um livro-reportagem sobre algum país, excluindo o Brasil, claro.

Se o grupo pudesse viajar à nação escolhida, já era um fator positivo a ser considerado no peso da nota. Sempre achei aquilo injusto mas, fazendo uma analogia, é como o jornalista que escreve sobre a Amazônia sem ter ido lá.

Claro que no caso de estudantes isso é diferente. De 10 grupos, acho que só um viajou. O nosso escolheu a Bolívia [a maioria procurava países da América Latina, na esperança de rolar um ‘paitrocínio’ para a viagem, de última hora]. Eram grupos de seis pessoas e cada dupla tinha uma pauta diferenciada.

A minha dupla fez sobre a questão da imigração de bolivianos no Brasil. Na época era discutido um acordo entre os dois países, sobre a legalização dos imigrantes bolivianos. Conseguimos falar com o adido cultural da Bolívia aqui no Brasil, que nos deu um panorama sobre essa questão.

Fomos à Praça da Kantuta, na zona norte da cidade, onde acontece uma feira boliviana aos domingos. Descobrimos no local uma classe de profressores bolivianos ensinando português aos imigrantes. Ficamos viciados nas salteñas e suco de tamarindo. Descobrimos que há, entre eles, a cultura do trabalho manual, por serem muito habilidosos com as mãos. Por isso, há diversos bolivianos enfermeiros e médicos em São Paulo, principalmente nos hospitais da zona norte, como o Mandaqui.

O fio condutor de todas as pautas era as questões sociais do bolivianos. Era o período em que Evo Morales estava se candidatando a presidente e rolou aquela confusão em La Paz e cidades vizinhas. Rolou também a pendenga sobre o gás boliviano, lembra?

Entrevistei um amigo que estava a trabalho no país e quase foi pego em uma emboscada, a caminho de La Paz, quase perdendo o avião que trouxe os brasileiros refugiados. Descobrimos uma reunião do partido de Evo Morales que iria acontecer em São Paulo. Um amigo nosso, o que achávamos o menos preparado para ser jornalista, foi a esse encontro do partido e, ao final, chegou a um dos líderes e pediu o telefone do Evo Morales. Ele disse que não tinha, mas que podia passar o do candidato a vice dele. Ele ligou para o vice, que passou o telefone da casa de Evo Morales. Até hoje, todos os membros do grupo possuem o número em suas agendas.

Lição que tirei disso: ter inglês fluente não basta. Reaprendi a lição quando trabalhei com assessoria de cinema e precisava falar com jornalistas de fora ou até mesmo com atores que falam espanhol.

Quem ligou para Morales foi o próprio que conseguiu o telefone, pois arranhava um pouco de espanhol. Atendeu uma moça, que passou o telefone para ele. Deu depoimento sobre a questão da imigração e sobre o gás boliviano, pois essa era a pauta da dupla do nosso amigo.

Foi ele também quem conseguiu o telefone da casa de um figurão da Petrobras, alto escalão. Como conseguiu? Pesquisou o nome do cara em sites de notícias, jogou na lista telefônica e bingo. Quando atendeu, o funcionário da Petrobras perguntou, irritado: “Quem te deu esse número?! Como você conseguiu esse telefone?!”. Pela lista, respondeu meu amigo.

Desde então, a lista telefônica tem sido consultada constantemente por mim para conseguir o telefone de alguma fonte de difícil acesso. Há mais nomes de gente importante na lista telefônica do que a gente imagina. Ela é uma ferramenta muito útil para um repórter. A outra é ser cara de pau. Muito.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h27

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Humor na publicidade

  Ainda no espírito DESTE POST sobre músicas para jornalistas, o leitor Alfredo deu a dica acima, especial para quem gosta da discussão sobre jornais impressos X digitais e o impacto disso para os anunciantes.

O mais legal é que é uma paródia muito bem bolada da música American Pie, um clássico de Don McLean sobre o fim do rock'n'roll.

Para começar o fim de semana embalado Alegre

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h05

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Correspondente nas ruas de Teerã

 
 

Correspondente nas ruas de Teerã

  O correspondente da Folha RAUL JUSTE LORES esteve no Teerã entre 11 e 18 de junho para cobrir os protestos que ocorreram depois das eleições.

Ele fez, ao todo, 20 matérias (para o impresso) sobre tudo o que envolvia aquelas manifestações: política, religião, direitos das mulheres, a revolução islâmica, populismo e os protestos propriamente ditos.

O repórter esteve lá, no meio da confusão que deixou alguns mortos e vários gravemente feridos, até que o governo iraniano decidiu, no dia 16, cancelar os vistos de todos os jornalistas estrangeiros e divulgar a seguinte mensagem pouco ameaçadora: "Se você for encontrado em qualquer lugar público com seu visto de jornalista, você pode ser preso" Insatisfeito

 

Depois disso, coube a Lores deixar o país e voltar para a China, onde é correspondente. E encerrar sua cobertura com um texto magistral, em primeira pessoa, sobre o fim de sua jornada lá e o destino dos iranianos que ficavam.

Fiz algumas perguntas a ele, por e-mail, para a gente descobrir como foi a experiência, que teve direito a momentos de angústia, desespero e pauladas dos policiais:

 

Novo em Folha - Quantas vezes você já foi enviado para coberturas no Irã?

Raul Juste Lores - Esta foi minha segunda vez no Irã, estive dez dias em fevereiro para cobrir o aniversário da vitória da Revolução Islâmica.

NF - Como suas visitas anteriores ao país puderam te ajudar na atual cobertura?

RJL - A visita anterior foi fundamental para fazer uma boa agenda. No atual caos, quando todo mundo está morto de medo para falar, o que te salva são os contatos anteriores, as pessoas que se lembram de mim. Especialmente porque havia 650 jornalistas estrangeiros em Teerã para cobrir a eleição. Conseguir exclusivas com essa concorrência toda seria impossível se eu não tivesse alguns telefones úteis.

 

NF - Quais as principais dificuldades de trabalhar em um país em situação tão tensa e quais precauções você precisou tomar?

RJL - Na verdade, eu não tomei precaução nenhuma. Até porque cobri o primeiro grande protesto, que passou na frente do meu hotel, e fui seguindo. Não tinha ideia do que aconteceria. O protesto era tão silencioso, tão pacífico, mais da metade dos manifestantes era formada por mulheres que eu, trouxa, achei que não terminaria no boxe que eu vi. Foi nessa vez que apanhei (pouco) dos cassetetes dos policiais. O pior foi ver centenas de pessoas correndo, se empurrando, desesperadas, fugindo da polícia.

 

Meu medo de tropeçar e ser esmagado pela multidão foi o maior pânico que já senti na vida. Todas as grandes avenidas de Teerã têm canaletas bastante largas por onde se escoa a água que derrete da neve das montanhas que cercam a cidade. Além da corrida e da multidão se derrubando, tive que pular por sobre a bendita canaleta umas duas vezes, sempre com medo de cair e quebrar a perna. Fui péssimo esportista na infância, mas com medo a gente faz milagre.

(Continua abaixo)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h31

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Correspondente nas ruas do Teerã - final

 
 

Correspondente nas ruas do Teerã - final

NF - No caso do Irã, ainda houve um problema a mais, que foi a expulsão de jornalistas estrangeiros depois de alguns dias de cobertura. Qual foi sua reação ao saber que seu laptop e celular não funcionavam e que se via em meio a um país em "guerra" cujo governo não te queria lá? Chegou a sentir medo?

 

RJL - Medo nenhum nos últimos dias; desespero por imaginar que a violência continuava em todas as partes e eu não tinha nem como ligar para conhecidos e saber o que estava acontecendo, ou saber o que se dizia na internet. As horas em que fiquei ilhado no hotel foram de angústia. Meu intérprete me desertou e não falo persa...

 

NF - As contribuições da população nas redes sociais e por meio da internet te ajudaram em sua cobertura? Facilitam seu trabalho?

 

RJL - Usei muito pouco a internet enquanto pude estar na rua em Teerã. Não tenho blackberry aborrecido , então só checava a internet ao voltar ao hotel.

 

NF - Você sabe de outros repórteres que decidiram enfrentar a decisão do governo e permanecer no Irã? Afinal, ainda há fotógrafos de agências e alguns de texto que continuam enviando material de lá, certo? Havia condições de segurança para que eles ficassem?

 

RJL - Na verdade o governo expulsou os "enviados especiais", mas jornalistas estrangeiros que moram no Irã ou meios que têm escritórios por lá puderam ficar. A princípio... Depois, os correspondentes da BBC e da Al-Arabiya acabaram sendo expulsos também.

 

NF - Uma outra situação em que você não era bem-vindo pelas autoridades locais foi quando foi cobrir o terremoto em uma pequena província chinesa. Sua experiência anterior pode se comparar de alguma forma com a do Irã? Pôde te ajudar, para saber como deveria agir?

 

RJL - Apesar de ditaduras e bastante repressivas, os chineses e os iranianos não poderiam ser mais diferentes, o que transforma a cobertura. Os iranianos estão loucos para falar, dos fundamentalistas aos reformistas, são muito calorosos de cara e você acaba virando novidade, já que o país recebe poucos turistas estrangeiros e tem poucos correspondentes por lá. Como o governo não vive lá seu momento de maior popularidade, até no caos do Bazar as pessoas queriam dar entrevista. Só depois da violência barra-pesada que as pessoas começaram a pedir que eu não citasse os seus nomes.

 

Já na China, o governo não fala com você, a hierarquia é quase absoluta e é muito difícil que um chinês critique o governo, seja em on ou off. Como há 800 correspondentes estrangeiros em Pequim, jornalistas americanos e britânicos são os únicos que o governo dá alguma bola. Empresários não dão entrevistas porque não querem chamar a atenção do Partido e o povo comum sempre tem medo de falar, depois de décadas de expurgos e vigilância onde qualquer vizinho pode te dedurar. A desconfiança contra a imprensa ocidental, depois de décadas de propaganda do regime contra "o Ocidente", é enorme. Ah, e os chineses ADORAM o seu governo. Então qualquer reportagem mais crítica sofre de ausência de fontes... Ou você acaba recorrendo aos suspeitos de sempre.

 

Novo em Folha - Acha mais difícil ser correspondente eventual no Irã ou ser correspondente fixo na China?

RJL - Na minha curta experiência, trabalhar no Irã, mesmo sendo enviado especial, é mais "fácil" do que ser correspondente na China.

 

 

Fotos: Raul Juste Lores (jun/09)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h30

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Fórmula Quem

  Em tempos de posts sobre obituários, vale a pena visitar o blog do Mauricio Stycer e aprender o que é a "cláusula Quem". O exemplo que ele dá é sobre a Farrah Fawcett, morta ontem.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h29

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Instituto Vladimir Herzog

  Ontem os parentes e amigos do jornalista Vlado criaram o Instituto Vladimir Herzog.

"O instituto nasce com a missão de organizar todo o material sobre o jornalista como textos, fotos, documentos e também dar continidade aos seus ideais."

Quem conta é a Ivy Farias, que também escreveu um texto sobre a vida e os gostos do jornalista, aos moldes do exercício do post abaixo.

CLIQUE AQUI para ler.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h23

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Tarefa pras férias

 
 

Tarefa pras férias

 

  Sem planos para as férias? Uma lista de 30 coisas que aspirantes a jornalista podem fazer nessas semanas.

 

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h42

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Premonição (e a pesquisa de obituário)

  Cris falando:

Em abril os trainees tiveram que fazer o seguinte exercício: criar um texto biográfico sobre alguma personalidade, como se ela tivesse acabado de morrer. A idéia é que fosse um texto de apoio contando a vida daquela pessoa para o jornal do dia seguinte.

É que as pessoas não escolhem a hora de morrer e o jornal fecha, todos os dias, mais ou menos no mesmo horário. Então é preciso saber juntar o máximo possível de informações comprovadas sobre a vida daquela pessoa para que, no dia seguinte, o leitor possa conhecê-la a fundo, se lembrar de fatos importantes daquela vida, ou até guardar o jornal de lembrança (se for um fã que acabou de perder seu ídolo).

É um exercício, portanto, de pesquisa e construção de texto biográfico de pessoas que, normalmente, tiveram muitas histórias boas para contar (e aí entra o exercício de edição, de definição de prioridade etc).

   Pra encurtar a conversa: o trainee RODRIGO VIZEU usou Michael Jackson como personagem para seu exercício. Ficou muito bom, mas – até hoje – tratava-se de um texto puramente ficcional.

Agora que o cantor realmente morreu, o texto entrou na Folha Online (com um segundo parágrafo que o atualiza) como um complemento que enriquece a história de vida do astro e traz muito mais informações do que o burocrático "morreu aos 50 de parada cardíaca" (que muitos leitores já sabiam pelo twitter, por exemplo). Trecho:

Nos anos 80, a vida de Jackson era mais glamourosa, a começar pela alcunha de "rei do pop" e os oito Grammy ganhos em 84. Símbolo sexual, ditava tendências e financiava projetos humanitários.

O sucesso começou cedo. Jackson nasceu em 29 de agosto de 58 em Gary, no Estado americano de Indiana. Aos quatro anos, já era levado pelo pai, o operário Joseph Jackson, para tocar com os irmãos no Jackson 5.

A consagração veio em 69, quando a banda foi contratada pela gravadora Motown. Jackson deixou a banda em 84, dois anos após o solo "Thriller", até hoje o álbum mais vendido da história da música, com mais de 40 milhões de cópias.

Para ler tudo, CLIQUE AQUI.

 


  Bastidores da cobertura no blog de meu professor ALEC DUARTE

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h30

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Ferramentas jornalísticas inspiradoras

  Cris falando:

A Lanna deu uma dica imperdível lá no Twitter dela: um site listou dez trabalhos jornalísticos inovadores (embora simples), da maior qualidade, que abusam das vantagens da web para acompanhar o poder público e levantar dados de interesse para os leitores.

Alguns têm sacadas muito boas e ainda não feitas no Brasil – são ótimas inspirações para todos nós, portanto.

Exemplos:

  • O "Change Tracker" mostra tudo o que mudou nos textos do site oficial da Casa Branca. Eles copiam as páginas e depois indicam o que mudou, vírgula a vírgula. Esse tipo de trabalho pode evitar muitos desenganos (voluntariamente) provocados pela assessoria de imprensa.
  • O "PolitiFact" criou um "obâmetro" que, entre outras coisas, segue todas as mais de 500 promessas de campanha do presidente e acompanha o desenvolvimento de seu governo. Quem sabe não podemos criar um lulômetro? Jóia
  • Há o "California's War Dead", que conta as histórias de todos os militares americanos que morreram nas invasões do Afeganistão e Iraque, desde 2001.
  • O "Know thy congressman" é um dos melhores: coloca uma porção de informações biográficas e políticas sobre todos os atuais senadores e deputados. É uma mistura do que temos hoje no site do TSE e no Políticos do Brasil e no Transparência Brasil. Bem simples, bem útil, bem importante.

Uma coisa que todos eles têm em comum: muito trabalho braçal, muito suor e muita minúcia. São a prova de que fazer jornalismo relevante e com novidades é muito trabalhoso e não é fácil.

CLIQUE AQUI para ver todos e guardar os links em seu favoritos (para inspiração).

Você conhece projetos brasileiros parecidos? Recomende aí nos comentários!

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h30

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Cursos grátis de vários idiomas

 
 

Cursos grátis de vários idiomas

 

Ótima dica para quem está sem $$$ para pagar cursos de idiomas (já estou buscando um de francês aqui...):

CLIQUE AQUI PARA VER.

 


 

E aqui, exercícios e testes de gramática do inglês, gratuitos

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h15

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Vou ou fico: o dilema de duas experiências em jornalismo

  Cris falando:

A leitora Luciana escreveu para pedir os palpites dos leitores deste blog sobre um dilema pessoal. Ela trabalha em jornal diário e, formada em jornalismo, também cursa economia:

 "Em março, me inscrevi em um programa de intercâmbio para estudar na Universidade de Valencia, na Espanha, por um ano. Fui aceita na instituição e, agora, não sei o que fazer.

Parece uma ótima oportunidade para estudar, porém estou com medo de me afastar do mercado de trabalho.

Na Espanha, pelo acordo entre as universidades e pelo visto que receberei, deverei me dedicar em período integral aos estudos, não podendo trabalhar.

O que você acha que os editores considerarão mais quando eu voltar: o fato de eu estar há mais de um ano sem trabalhar ou o de eu ter essa experiência no exterior, onde devo praticar o Espanhol e estudar, principalmente, a história da União Europeia e as políticas econômicas do bloco?"

O que vocês acham? Já passaram por situação parecida, ou conhecem alguém que passou? Editores que nos lêem: o que responderiam a ela?


Outros posts sobre o assunto:

Viajo ou procuro trabalho?

Vida de babá

Outros rumos

Viajo quando?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h16

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Humor na vida de um frila

"Quando eu tô com fome, eu como até as palavras".


A frase eu peguei do blog da Ivy, que esclarece: "Marli Moreira, repórter da Agência Brasil, não cobrou cachê por este delírio".

Mas o humor mesmo está em outro post, em que ela conta um diálogo surreal em que um cliente pede um frila, digamos, exótico. (aqui)

Não está a fim de piada hoje? Então use a gravidade do dia pra ler a homenagem ao grande repórter Joel Silveira, também no blog da Ivy (aqui).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h45

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Evite erros de tradução

  Cris falando:

Quem trabalha com jornalismo internacional muitas vezes precisa traduzir textos de agências internacionais.

Se o faz de forma errada, o texto jornalístico pode sair com outro sentido e a informação fica prejudicada.

Alguns falsos cognatos, que causam muita confusão, já estão bem absorvidos por nós. É o caso de "actually" (que não é "atualmente", mas "de fato") e "injury" (que não é "injúria", mas "ferimento").

Outros, no entanto, vira-e-mexe saem errado no jornal. É o caso de "billion" que, no Reino Unido, quer dizer "trilhão" e não "bilhão". E "surgeon general", que recentemente foi publicado como "cirurgião-geral", mas se trata de um cargo que não existe similar no Brasil, que poderia ser traduzido como "a mais alta autoridade médica do país" ou "supervisor dos serviços de saúde pública".

O Manual da Redação da Folha traz uma lista enorme com uma porção de palavrinhas perigosas assim.

Outra coisa que acontece muito é traduzir nomes próprios de forma errada. Nomes de países, por exemplo, que têm um equivalente em português, mas acabam chegando com a grafia em inglês.

Um exemplo é chamar a Letônia de Látvia (em inglês é Latvia). Não consegui ler muito mais exemplos (porque toda vez que abro o link minha internet trava), mas clicando AQUI dizem que é possível ver uma grande lista de dicas.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h32

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Para virar um Gmail Ninja

  Cris falando:

O Gmail tem dicas para quem recebe poucas mensagens por dia até aqueles que recebem trocentos e-mails (como os jornalistas).

A idéia é tirar o máximo de proveito possível dessa ferramenta do Google.

Tem coisas como:

  • Use etiquetas coloridas para facilitar a visualização dos e-mails
  • Use atalhos do teclado para agilizar suas ações
  • Envie e-mails de seu telefone e SMS de seu e-mail
  • "Desenvie" mensagens que acabou de mandar e se arrependeu (essa é ótima!)

Veja todas as dicas AQUI.

 


Mais 20 dicas, estas pra melhorar a procura no Google

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h11

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10 maneiras de se manter de pé depois de exausto

  Cris falando:

Boa dica para jornalistas! Mesmo depois de chegar ao modo "zumbi" de exaustão, que às vezes acomete jornalistas depois de longas horas de apuração, ainda é possível se manter criativo e manter a sensação de que somos invencíveis ou inesgotáveis. As dicas valem ainda mais para os frilas que trabalham em casa.

Estão NESTE LINK.

O resumo bem-humorado da coisa:

  1. Energéticos (mas cuidado para não ficar viciado!)
  2. Exercícios de nerd (depois de horas na frente do computador, vale mexer os membros para se certificar de que o sangue ainda corre!)
  3. Cochilo (esse é o mais perigoso, porque a idéia é "capotar", mas não pegar no sono!)
  4. O susto-surpresa (coloque o despertador em horários aleatórios e no volume mais alto e aguarde...)
  5. Youtube (sempre tem coisa engraçada e inspiradora no site, mas não ultrapasse 30 minutos!)
  6. Passeio até a cozinha (mantenha todos os seus alimentos lá e tire energia deles!)
  7. Corrida biológica (precisou ir ao banheiro? Vá correndo! Volte correndo!)
  8. Palitos de fósforo (é perigoso, mas os desenhos animados os utilizam desde a aurora dos tempos, então talvez valha a pena arriscar colocá-los entre a sobrancelha e a bochecha, esticando os olhos...)
  9. Choque térmico (encha sua banheira de água geladíssima e boa sorte!)
  10. Batalha da resistência ("Esse último truque é provavelmente a melhor solução. Simplesmente se assegure de que possui ar. Que há luz ao seu redor. Que seu coração ainda bate. Que seus amigos ainda estão lá para carregá-lo do chão quando tiver terminado seu trabalho com êxito. Simplesmente continue trabalhando. Quanto mais cedo você terminar, mais rápido poderá descansar!" Bem humorado)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h12

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O que você gostaria de aprender na faculdade?

  Cris falando:

Agora que a obrigatoriedade do diploma de jornalista caiu, as faculdades de jornalismo terão que se preocupar com mudanças que aprimorem seus currículos (amém!).

A discussão, que conta com grande participação dos estudantes, já ocorre nos Estados Unidos. A Universidade de Sunderland foi uma das que perguntaram a seus alunos quais disciplinas eles gostariam de ver adicionadas a suas grades curriculares.

As três principais respostas:

  • Online (ferramentas, técnicas, habilidades)
  • Especialidades
  • Treinamento empresarial (como montar sua própria empresa de comunicação, como ser empreendedor etc, pelo que entendi)

Os alunos também disseram que as habilidades ligadas à internet são "vitais" para os estudantes de jornalismo.

O que você responderia? (Ou responderá, caso essa preocupação ganhe espaço no Brasil)


Adendo de 25/6: Boas reflexões neste texto que a leitora Lanna indicou.

 

Disciplinas que deveriam ser ensinadas

Trocentos artigos, de todos os matizes, sobre o fim da obrigatoriedade do diploma, no Observatório da Imprensa

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h29

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TCU para jornalistas

 
 

TCU para jornalistas

Dica do Fabiano Angélico, boa para qualquer jornalista:

o Tribunal de Contas da União vai fazer um seminário para explicar como trabalha.

Dia 29/6, em Brasília, na sede do órgão.

Os interessados em participar podem enviar um e-mail para imprensa@tcu.gov.br, ou ligar para  (61) 3316-7208 , informando nome completo e veículo para o qual trabalha.

Mais AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h41

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Não engula qualquer número

  Ana falando:

Um bom post de meu colega FABIO ZANINI sobre estatísticas "chocantes" sobre a África e cuidados que se deve ter com esse tipo de dado.


  Cris falando:

As duas estatísticas:

  • Um bilhão de pessoas passam fome no mundo (ou um sexto da população mundial)
  • 27% dos homens da África do Sul já estupraram uma mulher (ou pouco mais de um quarto)

Pensamento nº 1 de todo ser humano com coração ao ler as duas frases acima: "Nossa!".

No entanto, o jornalista tem a obrigação de ir além do "nossa!" e desconfiar.

O Fábio exlica melhor que eu:

"Uma das máximas do jornalismo é que números, se bem torturados, dizem qualquer coisa. De posse de uma mesma planilha de dados, se faz 'n' matérias diferentes, algumas indo em direções totalmente opostas. (...) Quando aparecer um número chocante, redondinho, bonitinho, é saudável desconfiar."

Mesmo que as organizações que pesquisaram aqueles números e os entregaram aos jornais, mastigadinhos, sejam respeitáveis, especializadíssimas e competentes, pondere.

Faça isso mesmo que sua manchete perca um pouco do impacto final: o importante é que a informação seja o mais precisa possível, certo?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h12

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Brincando de fazer revista

  Cris falando:

A leitora Fernanda deu a dica de um site que permite que as pessoas editem revistas, que podem ser lidas online por várias pessoas, bastando adicionar as fotos e textos na ferramenta de publicação online.

Uma vantagem da revista online é que ela permite que se coloque vídeos para ilustrar as páginas, por exemplo, como neste projeto feito por uma rádio portuguesa.

É possível criar um projeto de 512 kb gratuitamente. Para fazer mais, é preciso comprar pacotes.

Veja outras revistas virtuais AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h53

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Vários cursos para jornalistas em Londres

 
 

Vários cursos para jornalistas em Londres

Uma porção de cursos de um dia, em Londres, promovidos pelo Journalism.co.uk.

Para quem pretende ir para a Inglaterra daqui alguns meses, talvez valha a pena se cadastrar para receber informações de cursos futuros por e-mail.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h06

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Dez capas que chocaram o mundo

  Cris falando:

No auge do caso Monica Lewinsky, o "M" formando um chifrinho na cabeça do Bill Clinton é no mínimo suspeito Diabólico

Outras capas, mexendo com nudismo, racismo e religião, fecham a lista do site Funnybee.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h45

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Outro curso: direito para jornalistas

 
 

Outro curso: direito para jornalistas

  Cris falando:

O curso dura três dias e é gratuito.

Parece bastante útil (porque noções de direito são sempre importantes para jornalistas):

"Os temas serão abordados de maneira didática em termos não-técnicos. Entre eles, a estrutura da Justiça brasileira, dos Poderes e os agentes envolvidos no processo. As dicas apresentadas podem ajudar os profissionais da mídia a afastar erros e impropriedades na atividade de noticiar crimes, processos, leis, organizações dos Poderes, entre outros temas, segundo a instituição."

Está sendo organizado e vai ocorrer no complexo jurídico Damásio de Jesus, no bairro Liberdade, em São Paulo.

Mais informações AQUI.

Boa dica do leitor Thiago Meller Alegre

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h44

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Curso para jornalistas sobre lavagem de dinheiro

 
 

Curso para jornalistas sobre lavagem de dinheiro

A Escola Superior do Ministério Público vai oferecer um curso à distância para jornalistas que quiserem entender melhor um tema corriqueiro na cobertura de política.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h16

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Persistência é qualidade jornalística

Furo do Estadão neste domingo, a reportagem Curió abre arquivo e revela que Exército executou 41 no Araguaia é uma mostra de como vale a pena insistir.

O repórter Leonencio Nossa ficou sete anos atrás dessa história.

Sete anos.

Muita gente desiste em sete semanas, quando não em sete minutos.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h38

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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