Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Dicas para fazer a ronda

Editor de Geral do "Extra" dá dicas para achar bons casos de polícia.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h23

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Frases sobre jornalistas

 
 

Frases sobre jornalistas

 

Boa dica de minha leitora Ivy, esta lista de frases sobre os jornalistas.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h56

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Humor no desejo de pautas mais quentes

De minha ex-trainee DESIREÊ ANTONIO, a excelente ideia de um micro-ondas de pautas (no blog dela, aqui).

 

Post mais recente de humor: papel e tela discutem em cartoon animado.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h41

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Vá, veja e conte

Ana falando:

Não é uma ideia genial nem original a que me ocorreu pra matar o dilema de como dizer no jornal que um serviço funciona.

É até bem simples, corriqueira, e vocês mesmos sugeriram nos comentários: criar uma rotina de sempre testar serviços que noticiamos.

Em vez de apenas avisar que vai começar e depois dar o balanço no final, ligar as duas pontas e sempre ir lá e testar.

Se isso for algo rotineiro, há uma justificativa jornalística para publicar não só quando é ruim mas também quando é bom.

De qualquer forma, é sempre bom lembrar que a tal neurose jornalística é boa e a gente tem que estar sempre com o olhar atento para o que NÃO funciona. Há motivos lógicos para que a má notícia costume ser mais notícia que a boa (leia mais aqui).

Veja exemplos que reportagens que foram, viram e contaram aqui e aqui. E aqui, um exemplo de serviço testado ao vivo no rádio.


ADENDO EM 22/5 - um dos "perigos" de fazer reportagem falando bem de algo é que você pode estar perdendo algum aspecto negativo, como mostra um dos comentários deste post.

Por isso, sempre que sua checagem de serviço der "positivo", é bom deixar claro no texto quando ela foi feita: "a reportagem foi a tal e tal lugar em tal dia no horário tal e a demora era de dez minutos".

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h53

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Dicas de jornalismo visual

  Cris falando:

O leitor Mauricio esteve na aula do editor de arte da Folha, FABIO MARRA, que indicamos na segunda-feira, e dividiu com a gente o que aprendeu:

·     A Folha e os grandes jornais do mundo costumam utilizar um destes dois programas de paginação: Good News, Hermes (tem outro, mas mesmo pesquisando não me recordo o nome). Eles não usam o Indesign, tão popular nas redações de revistas;

·     Os grandes jornais negociam exclusividade sobre as fontes adquiridas para o projeto;

·     Designer de informação também tem que ler jornal todos os dias, tem que entender a informação e tem que saber o que está acontecendo na redação;

·     O designer trabalha como um jornalista visual, inclusive pesquisa informações para compor os infográficos e, em alguns casos, vai até o local do fato para levantar informações e produzir um info com mais precisão;

·     Um infografista pode trabalhar 15 dias num projeto ou algumas horas, como ocorreu no último acidente da TAM. Tem que ter essa flexibilidade;

·     Um bom designer não deixa detalhes virarem dúvidas;

·     Um designer de informação não precisa saber desenhar. Bons infográficos são feitos por quem tem boas ideias e consegue enxergar a melhor solução para esmiuçar a informação de forma direta e objetiva;

·     Designer é também um eliminador de redundâncias;

·     Os jornais estão se aproximando do modelo de revista;

·     Nem sempre uma foto bonita consegue um bom resultado no papel do jornal, o designer de informação tem que enxergar isso ao bater o olho na imagem;

·     Fotos são sempre mais importantes que um infográfico e este deve ser usado moderadamente (com bom senso);

·     Precisão em um infográfico é tudo. Um erro no posicionamento de um elemento pode transmitir uma informação incorreta;

·     A equipe de arte da Folha é bem diversificada, tem artista plástico, jornalista, designer gráfico, etc.

 

Dicas para um designer de jornal

 

1.  Mantenha a calma quando todo mundo estiver nervoso;

2.  Fique nervoso quando todo mundo estiver calmo (alguma coisa deve estar errada, agite o pessoal);

3.  Pense sempre no que está por vir e não apenas no que está acontecendo;

4.  Saiba o que está fazendo e se questione sobre o que está esquecendo;

5.  Escute as pessoas que não estão tão envolvidas com o tema;

6.  Grandes histórias merecem grandes surpresas (reportagem boa pode ficar ruim se o designer não ajudar).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h51

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Prêmio CBN de jornalismo universitário

  • Inscrições até 30 de junho.
  • Trabalhos podem ser individuais ou em grupo.
  • Temas das reportagens: meio ambiente, diversidade cultural e inclusão social.
  • Dúvidas e inscrição AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h37

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Repórter exige respeito

  Cris falando:

Mulher sofre preconceito em vários lugares, situações e profissões – e no jornalismo não seria diferente.

No meio esportivo, o preconceito pode ser ainda mais comum, já que é uma área tradicionalmente coberta por repórteres homens, além de ter mais homens jogando o esporte mais transmitido e noticiado do país.

Assim, se uma repórter consegue fazer um bom trabalho, haverá pessoas maldosas para dizerem que ela só consegue porque está saindo com a fonte.

Quem conta isso é a repórter Joanna de Assis, da SporTV, é um desabafo no blog De Primeira:

"É impressionante. Se eu faço uma entrevista com um jogador bacana, pronto, é porque estou saindo com ele. Se um técnico me liga para passar alguma informação, pronto, é porque estou saindo com ele também. Se eu fosse homem será que falariam alguma coisa? Provavelmente, não. Se eu fosse homem eu seria um bom repórter. Mas como sou MULHER, eu não sou, não tenho méritos. Aliás, tenho... mas aí seriam outros méritos... Afinal, eu só consigo as coisas porque tenho cabelo loiro e manequim 38. Não preciso de cérebro."

O assunto é bom e pode entrar pro rol dos posts polêmicos junto com o texto abaixo.

Por outro lado, para não ser injusta com os homens que respeitam suas colegas, eis aqui um link para três relatos feitos neste blog em que as moças não se sentiram alvo de preconceito.

Leitoras do Novo em Folha: vocês já passaram por situação parecida?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h17

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"Jornalistas merecem baixos salários"

  Cris falando:

Um post polêmico para agitar este blog! Bem humorado

Robert Picard, professor de economia de mídia, escreveu um artigo dizendo que, do jeito que as coisas estão, os jornalistas não merecem ganhar bem, por mais que "pensem em seu trabalho em termos morais ou até sagrados".

Ele se explica:

"Pagamentos são uma compensação pela criação de valores. E jornalistas simplesmente não estão criando muitos valores nesses dias".

Continua:

"O valor na economia é criado quando os produtos e serviços finais têm mais valor – determinado pelos consumidores – do que a soma do valor de seus componentes".

"Esse valor adicional [no jornalismo] não existe hoje porque há uma quantidade muito maior de fontes de notícias e informações disponíveis".

Antes que ele apanhe dos colegas, o professor procura a saída:

"Para que a indústria das notícias sobreviva, é preciso achar caminhos para alterar a prática e as habilidades jornalísticas para criar novo valor econômico."

Como?

"O jornalismo deve inovar e criar novos meios de colher, processar e distribuir informações de forma que ofereça conteúdo e serviços que seus leitores/ouvintes/espectadores não poderiam receber de outra forma. De tal forma que os usuários desejem pagar um preço razoável por isso".

Leia todo o artigo clicando AQUI.

E faça jus à polêmica clicando nos comentários abaixo! Alegre

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h55

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Curso de desenvolvimento humano

Treinamento gratuito e online começa em 5 de junho.

Dura cinco semanas.

Inscrições até 1º de junho.

Mais informações AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h30

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Twitter e orkut nas Redações

  Cris falando:

Algumas Redações bloquearam o acesso a sites como Orkut, YouTube e Twitter em suas redes de internet.

São todos sites normalmente usados para entretenimento, diversão e rede de relacionamentos.

Só que também têm um uso jornalístico crescente, tanto para achar pautas como para achar personagens _para ficar no mínimo.

Não é à toa que o Ministério da Saúde criou uma conta nesses três sites para divulgar os dados sobre a gripe suína: eles se tornaram fonte de informações, inclusive oficiais.

Enfim, todos esses sites podem ser usados como ferramentas jornalísticas _que, embora jamais substituam o solado gasto dos pés e a observação do jornalista que vai às ruas, podem e devem ser usados como complemento de apuração.

Conclusão: as redações que restringem o acesso dessas ferramentas aos seus funcionários só perdem com isso.

Ana falando:

Mas é bom também olhar pro nosso cisco antes de criticar as traves dos chefes autoritários.

É preciso reconhecer que os sites acabam desviando parte da nossa atenção para coisas que não têm nada a ver com o trabalho. O que é normal, a gente é de carne e osso e não quer só comida, quer felicidade. Mas é importante tomar decisões 'adultas'.

Se o tipo passa metade da tarde torpedeando no perfil falso que criou no Twitter, as chances de a matéria dele não ficar boa são cavalares. Sou contra proibir o acesso, mas nunca é demais a gente ver se não está usando os recursos para os fins errados.

Ou seja, o negócio é ter argumentos pra convencer seu chefe de que a decisão dele foi errada: mostre pra ele boas ideias que surgiram no twitter, fontes e órgãos oficiais que põem pautas lá etc. E, pra quem ainda tem acesso aos sites, evite dar argumentos pra seu chefe tomar a decissão errada.

O que você acha disso: os sites são mais benéficos ou maléficos para o profissional? Eles são abertos em sua empresa?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h14

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Resenha, sugestão e Tarso de Castro

 
 

Resenha, sugestão e Tarso de Castro

  Cris falando:

No começo deste mês, o leitor mineiro Luciel nos pediu um post sobre o polêmico jornalista Tarso de Castro, um dos fundadores d'O Pasquim e ex-colunista e editor da Folha.

Achei meio difícil pensar num post biográfico que tivesse a ver com os posts usuais do Novo em Folha (que tentam se debruçar mais sobre as técnicas do jornalismo, tal qual aprendemos durante o Programa de Treinamento).

Mas resolvi aproveitar que hoje é aniversário de morte de Castro e que abusamos do blog nos últimos dias para sugerir leituras, e forçar um gancho em favor do Luciel.

A sugestão de agora é o livro "Tarso de Castro – 75 kg de Músculos e Fúria", de Tom Cardoso.

A forçação do gancho é que ainda não li esse livro, então não dá para eu recomendá-lo realmente Embaraçado

Mas foi a resenha de LUIZ FERNANDO VIANNA que me trouxe a este post.

Ele começa seu texto, publicado na Ilustrada de 29/10/2005, assim:

"Tarso de Castro (1941-1991) é um tempo que acabou. Não por culpa dele ou de alguém em particular, mas porque o tal curso da história parece ter fechado as portas para jornalistas combativos (no sentido de raivosos e parciais), polêmicos (de fato, não os caricatos), idiossincráticos (ele escrevia o que vinha na telha, normalmente umedecida pelo álcool) e apaixonados (atacava e ridicularizava os inimigos da hora, que podiam ser os amigos de ontem ou de amanhã)."

Em seguida, Vianna conversa com o autor do livro, traça um perfil biográfico de Tarso, e se permite terminar assim:

"O autor veste, no livro, a camisa de seu (anti-)herói. Isso não significa que tenha omitido características fundamentais de Tarso. Estão lá o irascível, o incontrolável, o inconciliável, o intransigente, o inveterado alcoólatra que não admitia se tratar e morreu de cirrose hepática aos 49 anos ("Prefiro viver pela metade por uma garrafa de uísque inteira a viver a vida inteira bebendo pela metade.").

Também estão o bem-sucedido sedutor, que conquistou muitas e até inalcançáveis mulheres, como a atriz norte-americana Candice Bergen, e o dono de amizades fidelíssimas com Chico Buarque, Caetano Veloso, Glauber Rocha e outros.

(...) Sua admiração pelo personagem permite que as versões de Tarso sobre os fatos sobressaiam, mesmo que às vezes haja um tanto de folclore nessas versões. Mas também confere paixão ao relato sobre um homem que sempre foi passional."

Não sei quanto a vocês, mas fiquei doida para ler o livro. Por isso, deixo a dica – para Luciel e quem mais tiver curiosidade sobre essa figura pasquineira Alegre

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h13

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Neurose de jornalista

  Ana falando:

 

Do Aurélio: Neurose - Cada um de vários tipos de distúrbio emocional cuja característica principal é a ansiedade, e em que não se observam nem grandes distorções da realidade externa, nem desorganização da personalidade

Hoje cedo fui fazer a tal inspeção veicular.

Alguma coisa já me incomodava desde o dia em que marquei a tarefa: o agendamento é pela internet e o site é razoavelmente claro, escrito em português de gente.

Estranho. Se está tudo dando certo, alguma coisa deve estar errada.

Mas hoje meu espanto foi maior:

  • o posto de atendimento é sinalizado
  • você recebe orientações por escrito
  • as filas são mínimas (havia dez postos, com no máximo um carro esperando)
  • o atendente te explica educadamente como vai ser
  • há cadeiras confortáveis para esperar
  • o processo todo dura mesmo dez minutos, como eles prometem
  • o sujeito que te traz o laudo no final sorri para você, e ainda te lembra que você pode reaver a taxa que pagou no agendamento (e explica, detalhadamente, como fazer)

Tanta eficiência deixou meu espírito jornalístico incomodado. Caramba, o que será que está errado nisso tudo? Deve ter alguma falcatrua. Concorrência fraudada? Superfaturamento? A empresa é do irmão do amigo do tio do cara que a contratou?

Já estava quase surtando, quando me dei conta: é a tal da neurose do título, uma deformação provocada pelo passar das décadas dentro de uma Redação. Não altera sua percepção da realidade, mas coloca um filtro rabugento na frente.

Aí um lado "leitor" começou a atazanar: impossível fazer uma matéria pra dizer que o troço funciona! Funcionar é obrigação. Por outro lado, é tão raro, que passa a ser notícia. Justamente por não ser comum, talvez o leitor devesse ser avisado de que desta vez será diferente?

Mas como fazer isso de uma forma jornalisticamente justificável? Sem parecer que queremos favorecer fulano ou sicrano? O olhar crítico é tão mais fácil (como, por exemplo, no incrível caso da moto que ressuscitou), a gente critica todo mundo e fica com a consciência em paz. "Elogiar" é que é duro.

Depois de queimar neurônios, pensei num procedimento que ajudaria a resolver o dilema. Conto depois de ouvir as sugestões de vocês.

Meu comentário

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h40

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A pauta está na foto

O blog "Amanhã no Globo" conta um bom caso em que a foto levanta a pauta.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h59

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Ei, essa ideia é minha!

A leitora Alexandra fez uma pergunta num post logo aí embaixo, sobre frilas:

"Certa vez uma amiga tentou vender uma pauta para um jornal. O editor disse que não se interessava pela proposta. Ela tentou convencer que era interessante, mas não deu certo. Dois dias depois ela leu, nesse mesmo jornal, a reportagem da pauta que ela havia sugerido.

Há alguma coisa que se possa fazer para se defender disso?"

Algum de vocês já passou por situação semelhante e pode compartilhá-la conosco?

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h50

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Para quem gosta de fotos

Uma lista de vários fotoblogs de várias partes do planeta, AQUI.

Há só três brasileiros. Essa foto aí em cima é de Marcos RS.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h54

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Humor no jornalismo

O cartum animado acima é de Mark Fiore.

O mais divertido é ouvir os discursos prontos dos árduos defensores dos impressos e da internet (que não conseguem enxergar a complementação entre os dois meios).

Divirta-se Muito feliz

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h42

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Julioverniando

O Adam Ellick, repórter do NYT que conversou com os jornalistas da Folha na semana passada, deu uma dica de vídeo para quem se interessa pelo assunto das múltiplas plataformas invadindo redações de jornais:

É bem ficção científica, né.

E a RENATA LO PRETE indica a seção do New York Times em que a diretora editorial de vídeo e televisão do jornal, Ann Derry, responde às dúvidas dos leitores até esta sexta-feira.

(CRIS) 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h18

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Narrativas jornalísticas

 
 

Narrativas jornalísticas

 

Em posts recentes sobre o jornalismo "literário" (e aqui), os leitores deste blog indicaram leituras que são recomendadíssimas para quem quer treinar uma boa escrita.

A leitora Alexandra sugeriu as reportagens de Eliane Brum, premiada repórter que já publicou três livros-reportagem.

Em matéria da Revista da Cultura (recomendação da minha amiga Rachel Costa), a jornalista gaúcha fala um pouco do processo de produção desse tipo de reportagem:

"Eu acredito muito na escuta. E me refiro também à escuta de uma forma mais ampla. Olhar, sentir o cheiro, tocar a textura das histórias, apreender a incrível complexidade do real"

"Fazer reportagem é primeiro um exercício de observação. Só depois a gente entra na cena. Eu gosto de ficar primeiro no canto do quadro, tentando entender o que vejo. Cada história também exige sempre uma apuração diferente"

"[Sobre O Olho da Rua] Reuni dez grandes reportagens publicadas na 'Época' entre 2000 e 2008. Para cada uma delas, escrevi um texto contando a história dentro da história, em que faço uma reflexão sobre os dilemas, sustos e também os erros que cometi ao longo da apuração. A ideia era fazer um mergulho profundo, o que exigia entrega, sinceridade e até um pouco de despudor."

Outros jornalistas também falam disso. Mas o mais legal são as várias indicações de livros para quem se interessa pelo gênero que "permite ao leitor conhecer temas da grande imprensa explorados com profundidade". Segue a lista:

  • Um diário do ano da peste, Daniel Defoe
  • Hiroshima, John Hersey
  • Filme, Lillian Ross
  • Os Sertões, Euclides da Cunha
  • Dez dias que abalaram o mundo, John Reed
  • A Sangue Frio, Truman Capote
  • Corações sujos, Fernando Morais
  • Rota 66, Caco Barcellos
  • O Massacre, Eric Nepomuceno
  • Bar Bodega, Carlos Dorneles
  • 3.000 dias no bunker, Guilherme Fiuza
  • A vida que ninguém vê, Eliane Brum
  • O bandido da chacrete, Julio Ludemir

Sugiram mais, sempre Alegre


O leitor Everton fez uma entrevista bacana com a conterrânea Eliane Brum para o Blog do Capeta.

(CRIS)


ADENDO DA ANA: aqui há uma lista extensa de livros sugeridos por colegas e pelos leitores

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h08

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Sigam-me os bons

O que faz o Twitter ficar interessante são as pessoas que você segue Abismado

E se você gosta de pessoas que falem muito sobre educação, novas mídias, economia, relações públicas, artes gráficas, direito, livros, arquivos, notícias, museus de todos os tipos, saúde – e mais uma porção de coisas – vale clicar AQUI e ver as 101 fontes recomendadas pelo Bachelors Degree Online.

Para jornalistas, bom demais.

Se alguém tiver lista de fontes brasileiras parecida com essa, por favor nos indique!

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h53

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Não mate antes da hora

Se você está cobrindo essa tragédia no Nordeste, em que a cada dia há dados mais sombrios das defesas civis sobre número de vítimas das chuvas, fique atento:

sem corpo, não há morte.

Quem chama a atenção para um princípio tão básico (mas muitas vezes ignorado) é a jornalista Fabi Madeira, dica da leitora Ivy.

Ela conta que "um desabamento de terra em um bairro pobre da cidade acabou com a morte de duas pessoas e outra estava soterrada – já que os bombeiros pararam de procurar pela pessoa assim que anoiteceu. Todos os veículos de Salvador – com a honrosa exceção do A Tarde On Line – deram que foram 3 mortos. Tudo bem... é quase certo que o cara desaparecido está morto. Mas, e se não estiver? Na dúvida, não ultrapasse, quer dizer, não mate".

Eu acrescento outro palpite para esse tipo de cobertura: não empilhe corpos, não transforme uma tragédia humana num amontoado de números (X desabrigados, Y desalojados e assim por diante).

É possível retratar o drama daquelas vítimas de uma forma muito mais palpável, como fizeram MATHEUS MAGENTA e FERNANDO DONASCI (para assinantes) – que passaram a noite num abrigo improvisado e puderam sentir na pele o que são as moscas, a urina e as comidas perdendo sem geladeira no Maranhão.

É possível fugir do banal e fazer uma matéria única mesmo quando é um assunto que todos os veículos do país monitoram de perto, de uma fatalidade que costuma acontecer todos os anos. A começar pela foto linda aí de cima, que não precisou de nem uma gota de água.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h53

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Frila e espírito empreendedor

A repórter DANIELA ARRAIS indicou um texto, publicado em 2007, que ainda é bem legal e atualizado para quem já trabalha ou quer trabalhar como freelancer.

A jornalista Marta Barcellos resolveu seguir esse caminho depois de 18 anos como repórter contratada em grandes redações de jornais. Diz que foi uma decisão bem pensada e ponderada.

Nesse post, ela fez uma lista de prós e contras dessa nova rotina, que passa pela solidão, excesso de trabalhos, qualidade de vida, empreendedorismo, burocracia, realização, grana e automotivação.

São as principais dúvidas de quem ainda não sabe como funciona essa vida, né.

Um trecho que achei especial (sobre realização):

"Tenho aprendido muito mais agora do que na minha fase final em redação, quando tudo parecia se repetir, e de forma superficial. De repente, você se percebe muito mais versátil do que imaginava, vê um mundo de possibilidades e aprendizados. Mas talvez isso tenha a ver com perfil, com a possibilidade de descobrir novos interesses. No meu caso, apesar de gostar de jornalismo diário, eu me ressentia de não ir mais fundo nos assuntos. Em um livro, isso chega ao cúmulo. Acho que a maioria dos jornalistas não teria saco de ir tão fundo em alguns assuntos. Com o texto é a mesma coisa. Tem que gostar de burilar, reescrever, não se importar com aquelas fases de edição/revisão intermináveis, mais comuns em revista."

Para ler tudo, CLIQUE AQUI.


Um jornalista britânico se apaixonou pela Nova Zelândia e zarpou para lá, levando sua carreira de frila na bagagem. O Journalism.co.uk o entrevistou sobre isso.

Dicas para quem trabalha em casa

Os dez erros que frila não pode cometer

Virei frila. Como emplacar pautas?

Cinco dicas para frilas

Como sugerir pautas para frilas

Por que não é fácil conseguir um frila

Como frilar fora do país

Como driblar a falta de experiência

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h04

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Curso de jornalismo visual

 
 

Curso de jornalismo visual

O editor de arte da Folha, FABIO MARRA, vai participar de um ciclo de palestras nesta terça, às 20h, no Centro Universitário Alcântara Machado.

Para participar, escreva para jornalismo@fiamfaam.br.

Mais informações AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h39

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Álbum de fotografias do Times

Na última sexta-feira o New York Times lançou seu blog Lens (lente, ou objetiva da câmera), "um blog de fotojornalismo que pretende apresentar algumas das mais interessantes reportagens visuais e multimídias: em fotografias, vídeos, slides e qualquer outro meio que se encaixe em nosso formato".

Na apresentação do blog, o editor diz que vai exibir o trabalho dos fotógrafos do Times, mas também mostrar as melhores imagens de outros jornais, revistas e agências e pela internet afora. Vai indicar aos leitores livros, galerias e mostras de museus. E vai inclusive pedir que os leitores mandem suas próprias fotos sobre determinados temas.

Um prato cheio para quem gosta de fotojornalismo.

A propósito: essa foto linda aí em cima é do Bob Marley, na Jamaica, em 1976, clicada por David Burnett.

Ah, e a dica foi do Desculpe a Poeira.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h33

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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