
Ontem pedi dicas para a leitora Nan, que queria desempacar na produção de um texto narrativo caprichado.
Uma das dicas, da Natália, foi para um site ligado à Academia Brasileira de Jornalismo Literário que, além de ter vários textos publicados (uns bem legais), permite que você possa publicar seu texto para inspirar outras pessoas 
Como eu sei que pouca gente lê comentários, coloco aqui outras dicas e comentários valiosos:
- Ler o texto da Laura Capriglione sobre os cisnes da Aclimação (Ramiro)
- Se você ainda não achou o lead, pesquise mais um pouco sobre o assunto, entreviste mais gente, observe mais. Especialmente observe mais. (Marcelo Soares)
- O importante é contar o desafio que o personagem principal enfrentou e o que ele fez ou está fazendo para superar tal desafio. As outras histórias que o jornalista apurou servem para apoiar a do personagem principal. Com o material na mão, o jornalista precisa planejar o que e como vai escrever, para que o texto fique interessante para o leitor. (Claudia Tozetto)
- Ler os textos de Eliane Brum, que têm "respeito e diálogo aberto com o personagem". (Alexandra)
- Ler os textos da revista Serafina, do Daniel Bergamasco e do Mario Magalhães – que "tem muita habilidade para fazer descrições de pessoas, de lugares, de emoções". (Desireê)
E a da ANA:
"Algo muito importante é que um bom texto "literário" (não gosto desse adjetivo, acho que ele serve pra muita porcaria e não expressa bem o que queremos) – vamos mudar para texto NARRATIVO, que é melhor – é a apuração.
O bom texto narrativo surge de uma observação cuidadosa e uma apuração criteriosa de informações e detalhes que vão permitir narrar cenas, descrever ambientes e pessoas, levar o leitor para a história. É quase como se estivéssemos projetando um filme. É preciso haver cenário, personagem e trama.
E isso não é feito com palavras vazias, mas com informações."
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h36

Para quem não tem o SoundForge ou similares, para editar programas de rádio, podcasts e afins, uma dica é o Audacity, que é gratuito.
Uma das ferramentas desse programa é o de criar fade in e fade out (tem equivalente em Português para essas expressões?) de sons – o que, segundo a dica do dia do Journalism.co.uk, é bom para os ouvintes.
Em tempos de invasão dos podcasts como complemento dos jornais impressos, a dica é válida para todos.
A leitora Alexandra dá os links para o tutorial do Audacity e seu manual básico.
O leitor Paulo José indica um site que fala sobre o uso do fade in/out, tanto em vídeo como em som. Achei vários artigos legais por lá, na breve fuçada que dei.
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h01

Regina Martelli é jornalista e responsável pela consultoria de moda do jornalismo da Globo. E deu ao blog Telemultimídia algumas dicas de como um jornalista deve se vestir, para "aliar harmonia e credibilidade com uma imagem contemporânea".
Uma parte que achei interessante, porque nunca tinha pensado a respeito mas acho que faz sentido para garantir uma unidade nacional (de uma rede que tem alcance nacional, afinal de contas):
"Sob um calor tropical nordestino e um rigoroso inverno do Sul, o figurino tem de ser rigorosamente fiscalizado para que o telespectador não tenha a impressão de que está assistindo reportagens de outros países em pleno território nacional. O figurino de quem está no Sul não pode parecer da Groelândia. E quem está no Nordeste não pode passar a sensação de que mora no Caribe."
Leiam AQUI.
E mudando um pouco de assunto. Para TV é meio óbvio que a imagem do repórter/apresentador conta muito. Mas quando a preocupação com vestuário também se torna importante para jornalistas de impresso, internet e rádio?
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h47
O livro dos insultos

Em agosto do ano passado, o jornalista MARIO MAGALHÃES perguntou a quatro colunistas da Folha quais os livros que eles indicavam.
Um dos que ELIO GASPARI indicou foi "O livros dos insultos", um dos dois de H.L. Mencken ("Em matéria de estilo devastador, é o pai da matéria") traduzidos para o Português. Mas que estava esgotado há anos.
LUCAS FERRAZ avisa que a Cia das Letras decidiu reeditar esse livro, que já deve estar disponível nas livrarias a partir de hoje.
Aproveitem!
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h29

A leitora Nan disse, num comentário aí embaixo, que tem um bom material sobre um grupo minoritário, sobre o qual gostaria de dar suas impressões, mas que se sente empacada. Ela quer dicas ou ideias para começar um texto de cunho literário.
Eu acho difícil dar dicas sobre como a pessoa vai escrever um texto com impressões pessoais sobre certo assunto. Porque cada texto é de um jeito e é sempre mais difícil palpitar sobre um relato que se propõe mais solto do que sobre um texto puramente jornalístico, que obedeça às regras da objetividade, concisão, falta de adjetivos etc.
Até porque uma ideia de bom lide pode surgir do nada e trazer consigo todo o rumo dos parágrafos seguintes.
Mas uma dica que todo mundo costuma dar e que me parece muito válida é ler os textos de quem já conseguiu escrever bem.
Há pouco espaço no jornalismo diário para textos de cunho literário e menos ainda para jornalistas colocarem suas impressões (a menos que sejam colunistas).
Mas um desses espaços é o do "depoimento". É quando um repórter pode agregar valor a uma grande notícia que ele presenciou, tendo sido parte dela (ou personagem do fato). Ele escreve as próprias observações, que inclusive humanizam a notícia e aproximam o leitor da situação.
Busquei os últimos depoimentos por aqui para que a Nan (e quem mais tiver curiosidade) possa ler e se inspirar:
- Não há abraços nessa redoma de temor e culpa, por FLÁVIA MARREIRO (sobre a gripe)
- "A paz do sítio foi destruída, e meu pai, despedaçado", por Fares Akram, do Independet (sobre ofensiva em Gaza)
- A cama está se movendo; será que eu bebi?, por JAIRO MARQUES (sobre terremoto em SP)
- "Voltamos aos tempos primitivos", por Manoel Fernandes Neto (sobre chuvas em SC)
- Repórter-ciclista encara trânsito, buraco e palavrões, por PAULO SAMPAIO (escrito em terceira pessoa, mas ainda vale)
Outra dica é aproveitar todo o tempo disponível, se houver, para trabalhar o texto depois de pronto. Burilá-lo, até ficar o melhor possível. Contar com as revisões de outras pessoas (sinceras) para isso é ainda melhor.
Quais outras dicas podemos dar à Nan?
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h57

O jornalista David Cohn fez uma lista com todas as 107 entrevistas que ele já realizou, seja pessoalmente, por telefone ou por email.
Ele justifica essa lista assim: "Adivinhe só – eu não sou tão inteligente. A melhor coisa que eu fiz na minha carreira foi conversar com as pessoas que são e aprender com elas".
Ele lembra bem que jornalista não é especialista (OK, alguns até se tornam depois de anos cobrindo um assunto) e que precisa recorrer a especialistas o tempo todo para aprender e reportar a seus leitores (muitos dos quais também são especialistas!).
É o tipo de arquivo que vale a pena montar. Entrevistou alguém bacana, que sabe tudo sobre determinado assunto? Coloque essa entrevista num banco de dados. Anote o contato da fonte na agenda. Consulte vez por outra. Reaprenda.
Para ler a lista dele, clique aqui.
Para nos contar com quem você mais aprendeu nas entrevistas da vida, clique em comentários 
O Marcelo Soares conta qual é o método dele, que achei perfeito:
No meu computador, eu tenho uma pasta chamada "Entrevistas". Ela tem duas subpastas: "áudio" e "transcrições". Numa eu guardo os MP3 das conversas. Na outra eu mantenho minhas transcrições e anotações relevantes. Para fazer as transcrições, eu criei um formulário do Word que inclui no cabeçalho: nome do entrevistado, qualificações, assunto, data, contatos e para onde eu publiquei. Todas as transcrições e áudios são gravadas com um mesmo código. Assim, fica fácil eu identificar que texto se refere a que áudio, para onde eu fiz a entrevista e organizar todas por ordem cronológica.
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h17

O Blog do Fovest avisa: o Ministério da Educação fará uma audiência pública em São Paulo na próxima segunda-feira, dia 18, sobre a revisão curricular no curso de jornalismo.
A audiência vai abordar a necessidade de mudança no currículo diante das transformações políticas, culturais, sociais e tecnológicas.
O evento será no salão nobre da OAB paulista (praça da Sé, 385, 1º andar), das 9h às 12h30.
Para quem ainda está na faculdade, ou acabou de se graduar: você acha que o currículo deve mudar?
Aproveito a dica do ALEC DUARTE para indicar o post sobre as disciplinas que deveriam ser ensinadas nas universidades de jornalismo. É claro que tem lá o jornalismo de multimídia.
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h43

Hoje participamos de uma oficina, das 9h às 18h, com o jornalista Adam Ellick, do New York Times.
Ele era um repórter de texto que, há cinco anos, começou a produzir vídeos para complementar suas reportagens. Já fez dezenas de vídeos pelo NYT nos quatro cantos do mundo – que não dão dinheiro ao jornal, mas atraem um novo público.
Na oficina ele indicou várias técnicas e recursos que funcionam para o web vídeo e deu vários exemplos de trabalhos que ele fez e de como foram realizados (da árdua tarefa de apurar e editar ao maravilhoso momento em que ele pressiona o "play").
Os resultados eram tão legais (e o trabalho árduo não era tão visível ali) que fiquei até com vontade de produzir vídeos pela primeira vez na vida. Para quem também tem essa vontade, aí uma porção de dicas:
- É importante planejar e preparar sua história antes de começar as gravações
- Se o leitor não entendeu bem um parágrafo, ele volta e relê, mas poucos rebobinam o vídeo para ver de novo: é preciso tornar tudo claro de primeira
- Use vocabulário simples, uma idéia por frase
- Perceba qual será sua cena de abertura e de fechamento ainda durante as gravações (com a prática isso vai acontecer, como quando você desperta para o que vai ser o lide do seu texto)
- Grave várias cenas que poderão servir de transição entre cortes
- Lembre-se de que sua narrativa não pode ficar solta, tem que ter uma imagem ao fundo; essa imagem deve casar com o que você está dizendo, para não confundir o espectador
- Grave várias cenas genéricas, de vários ângulos diferentes, de preferência tentando preencher o que você com certeza mencionará em sua narrativa; é um trabalho de previsão constante e há que se ter opções para o momento da edição
- Abuse dos sons (sons ambientes, música, a fala do entrevistado, sua própria narrativa – encontre o equilíbrio)
- Tenha sempre em mente "o que eu quero dizer com aquilo?"
- Dê ao espectador uma noção do local de onde você fala. Um panorama do alto costuma ser bom jeito de fazer isso
- Grave cerca de 15 segundos para cada cena, por precaução – embora você só vá usar uns seis segundos
- Deixe a câmera parada! Panorâmicas e zooms não combinam muito com videojornalismo
- Use tripé! Evite ao máximo as tremedeiras
- Se você for fazer o vídeo e o texto para jornal, faça o impresso primeiro e, a partir dele, defina como o vídeo poderá complementá-lo
- Raramente vale a pena apenas reproduzir sua história do impresso para o vídeo, é melhor usar essa plataforma para complementar, adicionar um tempero, um detalhe que não saiu no papel ou que foi pouco explorado etc
- As entrevistas para vídeo e para impresso são totalmente diferentes. As fontes devem falar frases completas para o vídeo, porque a pergunta do jornalista não vai aparecer. Faça perguntas de modo que as respostas surjam de forma inteligível para vídeo
- Perca seu orgulho e abuse das perguntas óbvias e simples, justamente para conseguir esse resultado do item acima
- Sobre o mesmo assunto, contorne o "nós", "isso", "aquilo", faça com que o personagem responda com substantivos
- Se for preciso, converse com o personagem antes e explique que é importante que ele não olhe para a câmera, diga frases completas etc
- A voz do narrador é entediante, use-a o mínimo necessário; faça com que o personagem conte o que está acontecendo em vez de você
- Grave em locais silenciosos: até vento, barulho de computador, de geladeira e de ar condicionado são captados pelo microfone e atrapalham
- Fique calado: não retruque a fala do entrevistado com "ahams" "uaus" e afins
- Tente produzir um filme mais com cara de documentário e menos com cara de TV (o resultado é mesmo muito melhor!)
- Se o entrevistado vai dizer algo mais emocional, foque no rosto dele; é raro usar o ângulo aberto em entrevistas, que são um momento de intimidade
- Evite filmar com o entrevistado colado numa parede, o ideal é haver espaço atrás dele; com isso, o fundo perde o foco e quem vê se concentra no entrevistado
- Explore 100% de uma das duas luzes, ou a do ambiente externo ou do interno
- Durante as gravações, filme o que você imagina que será o script; durante a edição, faça um script para o que você tem filmado
- Antes do entrevistado começar a falar, ele será introduzido por você na narrativa: tenha imagens dele fazendo coisas do dia-a-dia para esse momento
- Evite cortar as falas antes do final real
- Se precisar de fotos de família para uma narrativa que resgata uma história, peça por 20 fotos: seja precavido, tenha opções
- Tente humanizar a história; dê respiros mais leves depois de muita informação pesada
- Fuja do que a TV já faz muito melhor que você: aproveite os web vídeos para abordar novas perspectivas e fazer narrativas mais analíticas ou criativas, que nunca iriam pra TV
- Crie tensão ou expectativa no público, faça ele querer ver o filme até o fim, busque suspense
- Adicione valor à sua reportagem do impresso e pressuponha que o espectador não leu seu texto
- Aproveite os talentosos jornalistas da própria redação, que são referência na área que cobrem, para fazer vídeos didáticos sobre algum assunto importante (como a gripe suína)
- Você pode fazer toda a apuração junto com o repórter que vai escrever para o impresso ou não, mas sempre há como um colaborar com o trabalho do outro
- Bata um papo com seus personagens até virem assuntos bons; tenha paciência!
Eles produzem com uma equipe de 15 videojornalistas, cerca de 20 vídeos por semana.
Ele deu o exemplo de uma reportagem, se não me engano sobre a Venezuela, em que gastou cinco horas de filmagens para produzir 15 minutos de vídeo. Ou seja: dá trabalho pra danar.
Mas vale a pena: o NYT percebeu o potencial dos vídeos (que são reproduzidos internet afora) e os coloca em sua capa virtual, com chamada de cerca de quatro linhas no jornal impresso.
Mas Ellick ressalva: "There's no revolution going on". O jornal impresso ainda tem seu lugar, só tem que saber se aproveitar dos complementos que podem enriquecê-lo.
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h43

A Folha de hoje trouxe um exemplo legítimo de jornalismo bem-humorado.
CRISTINA LUCKNER e ESTÊVÃO BERTONI divulgaram a campanha pelo xixi no banho da ONG SOS Mata Atlântica 
"Para alertar a população sobre problemas ambientais e afastar a fama de ecochatos, a SOS Mata Atlântica lançou uma campanha bem-humorada em defesa do xixi no banho", diz a matéria.
Eles ainda consultaram um médico ginecologista para avaliar se há contraindicação 
O site (ilustração acima), que é uma graça, diz que 75% das pessoas fazem xixi no banho (só não diz como descobriram isso...).
Assinantes lêem aqui.
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h59

ESTE blog transcreveu os principais pontos de uma palestra dada pela diretora de conteúdo digital do Guardian, Emily Bell, em que ela prevê como será o jornalismo daqui a dez anos.
Para ela, os jornais impressos continuarão tendo espaço, mas não o principal espaço no futuro.
Além disso, o jornalismo de daqui a dez anos terá cinco características:
1. Irá até a audiência - em vez de esperar que as pessoas vão até tal site para ler ou assistir notícias, os jornalistas terão que levar suas histórias até o público. Isso significa, hoje, publicar as histórias no Twitter, no Youtube, Facebook, podcasts no iTunes etc. Em dez anos, essas plataformas poderão estar diferentes, mas o princípio será igual.
2. Jornalismo será em rede (networked) - Jornalistas terão que se envolver com leitores e espectadores em vez de apenas publicar e pronto. Terão que linkar e conectar leitores em outras histórias e pessoas interessantes, não necessariamente de sua própria empresa.
3. Jornalistas terão que ser confiáveis, fidedignos - Os leitores poderão – e irão – usar os comentários para colocar pingos nos is, acrescentar informações, desconstruir barrigas. O sucesso de um jornalista dependerá de seu conhecimento e de sua capacidade de escrever coisas com credibilidade.
4. Jornalistas terão que estar prontos para compartilhar informações sempre que as tiverem e da melhor forma para comunicá-las à audiência - Isso significa que eles terão que ter habilidades técnicas múltiplas para atuar em várias ferramentas e plataformas diferentes.
5. Não será mais possível jornalismo sem audiência - Graças ao avanço da tecnologia, quase todo mundo carrega gravadores e câmeras digitais e, assim, há "testemunhas digitais" em todos os cantos. É o famoso jornalismo colaborativo.
De onde tirar o dinheiro para sustentar esse jornalismo sempre-alerta e multimídia? Sobre isso, Bell disse o seguinte:
- Notícias nunca foram lucrativas
- Não faz sentido cobrar das pessoas para pagar por conteúdo online; elas não vão
- Anunciantes não irão sumir
Apesar disso tudo, ela é otimista em acreditar que o jornalismo como profissão achará seu caminho para sobreviver – desde que haja pessoas apaixonadas por cobrir e comunicar a verdade sobre questões importantes que afetam nossas vidas.
Vida longa aos jornalistas apaixonados! 
Para ler o resto da palestra, AQUI.
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h58

Quem pode inscrever uma obra para concorrer ao Prêmio Jabuti?
Editores, escritores em geral (inclusive os independentes), tradutores, ilustradores, produtores gráficos e designers.
Que tipo de obra pode ser inscrita?
As 21 categorias do Prêmio Jabuti contemplam praticamente todo tipo de obra e de trabalho editorial. Mas, atenção: só podem concorrer ao Prêmio obras inéditas, que tenham sido editadas no Brasil entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2008.
É necessário pagar alguma taxa de inscrição?
Sim. Para inscrição de obra individual, a taxa é de 165 reais (para associados da CBL) ou 250 reais (para não-associados).
Qual é o prazo final de inscrição?
Dia 29 de maio de 2009. Mas é mais prudente não deixar para última hora!
Regulamento e mais tira-dúvidas AQUI.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h49

Impressionada com um sujeito que disse enviar em média 400 emails por mês e receber cerca de mil, fiz as contas de quantas mensagens eu tive que administrar no mês passado. Chocante: foram 500 emails enviados e 1.663 recebidos em abril.
Isso que dá se inscrever em tudo que é newsletter e sistema de push.
Mas fiquei pensando: como faço para não ficar doida? Meu método é basicamente o seguinte: não deixar nada na caixa de entrada que eu não tenha que ler ou falte providenciar – arquivar (em pastas bem definidas) ou deletar todo o resto.
O jornalista da BBC James Cridland perguntou aos colegas quais são seus métodos para administrar tudo isso e surgiram dicas bem legais:
- Use regras para organizar os e-mails (no Outlook: opções - regras)
- Para nada que obedeças a regras, arquive mensalmente
- Delete tudo que não obedece a regras a cada três meses
- Use o status de "lido" ou "não lido" como um lembrete (se não leu é que precisa ser providenciado ainda)
- Assine newsletters, mas saia delas se perceber que nunca são úteis
- Separe dez minutos do seu dia para verificar se não deixou de ler nada importante
- O uso liberal do botão "delete" ajuda
- Crie regras para que algumas coisas irrelevantes (spam, certos convites etc) caiam direto na lixeira
- Cheque a lixeira a cada dois dias, só para ver se é tudo lixo mesmo
- Use cores para separar e facilitar a organização (por exemplo: cores de emails mandados diretamente para vocês ou para toda sua equipe; cores para "informação preciosa" ou "falta fazer" ou "parcialmente feito")
Há também quem defenda que nenhum email seja deletado nunca, jamais. Eu não dou conta, mas isso é de cada um...
Quais dicas você nos dá?
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h20
Uma das coisas mais legais que um jornalista pode fazer é cortar uma bola bem levantada.
Por exemplo, contar a história de um personagem totalmente desconhecido, mas que, por algum motivo, virou notícia.
Foi o que fez meu colega VITOR MENEGHETTI, do "Agora", nesta página aqui:

Dá pra ver a capa em PDF e ler
os textos todos clicando neste link
Lembram deste garoto? Foi o personagem de uma foto espetacular do RUBENS CAVALLARI que eu postei aqui no blog e que está reproduzida ali na página, do lado direito.
Pois a foto fez tanto sucesso que o jornal resolveu ir atrás do menino. Veja o que conta o repórter:

Eu não estava neste jogo da Portuguesa, mas vi a foto porque ela saiu em muitos blogs e sites. A pauta foi sugerida pelo Secretaria de Redação e passada a mim.
O fotógrafo não havia pego o telefone nem sabia o nome do garoto. Então, fui atrás. Liguei na assessoria da Portuguesa, mas eles não o conheciam. Depois, percebi na foto que ele estava com a camisa da Leões e liguei na torcida.
Eles pegaram meu telefone e passaram para a mãe do garoto. Ela me ligou e marcamos a entrevista no Canindé. A ideia inicial era falar com o garoto sobre o jogo que a Lusa havia perdido, mas ele, bem à vontade, contou muitas histórias legais. Aí resolvi fazer o texto contanto a história dele, que é um apaixonado pelo clube.

A repercussão foi bacana. No Orkut, postaram a matéria e muitas pessoas elogiaram. A mãe dele me ligou agradecendo e disse que a avó do garoto ficou emocionada quando leu.

{Valeu, Carol, pelo aviso}
QUATRO LIÇÕES DESTE CASO:
- quando encontrar um baita personagem numa cobertura quente, pegue o telefone dele. Pode render uma história ótima no próprio dia ou no dia seguinte (nem sempre o fotógrafo consegue fazer isso, porque pode estar a dezenas de metros do retratado, usando uma lente zoom)
- observação quase sempre rende frutos. O Vitor achou o menino porque prestou atenção na camisa dele
- na busca pelo personagem, deixe todos os seus contatos com as possíveis fontes. Há entrevistados que se sentem mais confiantes se eles puderem ligar para você, souberem seu telefone e puderem ter certeza de que você é o jornalista que diz ser.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h51
... ou bobo é quem não pergunta?

Quem perguntou (sem medo de errar!) foi o leitor Fred, comentando a entrevista coletiva dos cem primeiros dias de governo Obama.
O presidente dos EUA teve que enfrentar uma bateria de questionamentos sobre a gripe suína (vai fechar a fronteira com o México?), a crise econômica (quais as opções para a Chrysler e a GM?), tortura (a administração Bush foi conivente com tortura?), Paquistão (vai impedir que o arsenal nuclear chegue às mãos do Taliban e Al Qaeda?), guerra do Iraque (com a atual violência em larga escala, vai mudar os prazos para retirada de tropas?), política interna (qual a situação do partido Republicado após troca de um senador para o partido Democrata?), e assim foi.
Foram todas perguntas inevitáveis, esperadas, razoáveis e necessárias – cabem muitos adjetivos aqui.
Mas o repórter Jeff Zeleny, do New York Times, quebrou a monotonia ao perguntar:
"Em seus primeiros 100 dias de governo, o que o fez se sentir mais surpreso, encantado, humilde e preocupado ao atuar como presidente?" (minha tradução...)
Ao que Obama replicou: "Deixe-me anotar...", levando o auditório às gargalhadas.
Mas depois se deteve na questão e respondeu ponto a ponto o que o repórter queria saber.
Pelos meus cálculos, foi a resposta mais longa de Obama em toda a coletiva.
E, pelo inusitado da questão, poderia ter rendido verdadeiras pérolas que os assessores presidenciais jamais teriam previsto.
O repórter foi ousado, criou uma situação descontraída e conseguiu rechear sua reportagem final.
Existe pergunta boba? Se você sabe aonde quer chegar com sua pergunta, mesmo que ela pareça risível, vá em frente!
Você tem casos parecidos para nos contar?
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h13

Você já se perguntou se a estrutura do lugar onde você trabalha tem algum propósito?
Se ela denota a hierarquia entre você e seu chefe ou subordinado? Se facilita a interação entre você e seus colegas? Se as editorias conversam entre si ou estão geograficamente cercadas em seu quadrado?
A revista Wired mostrou que há, sim, uma evolução dos espaços dos escritórios, paralela aos conceitos que cada época tem do trabalho.
Cada época privilegia algum valor diferente: ora abertura, ora privacidade, ora interação, ora autonomia. E todas as épocas, eu acho, valorizam a produtividade.
Assim, do taylorismo, em 1904, ao networking, nos dias de hoje, a cara dos espaços de trabalho (e das redações, pra ficar no nosso universo) mudou:





Vale a pena ler o artigo da Wired, mas, pra resumir, temos um universo altamente hierarquizado tornando-se, aos poucos, mais horizontal. Também mais fechado, para aumentar a concentração e a produtividade, mas sem impedir totalmente a interação entre os colegas (como na maioria das redações que eu conheço, em que as mesas são separadas não por paredes, mas por divisórias baixinhas).
Para matar a curiosidade da leitora Jamila, que indicou a matéria da Wired, a Ana esboçou a estrutura atual da Folha:

Que vai mudar, depois de uma reforma prevista para este ano. Ou evoluir (a ver).
(CRIS)
* Nunca pensei que eu seria capaz de usar esse título num post 
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h53
Inscrições abertas até 31 de julho.
Mais aqui.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h02

Este link aqui vai te levar a um dicionário com mais de 400 mil verbetes, que pode ser útil no dia-a-dia, especialmente das redações que não possuem verificação de ortografia.
Busquei pela palavra "ideofrenia" – que, segundo o Aurélio, é "psicopatia caracterizada por perversão de idéias".
Deu o seguinte resultado:
"Perversão de idéias."
E mais:
Classe gramatical de ideofrenia: Substantivo feminino
Separação das silabas de ideofrenia: i-de-o-fre-ni&m
Possui 10 letras
Possui as vogais: a e i o
Possui as consoantes: d f n r
Ideofrenia escrita ao contrário: ainerfoedi
Ideofrenia escrita em linguagem l337: 1d30phr3n1a
Na numerologia ideofrenia é o número 5
E mais ainda:
Rimas com ideofrenia:
(essa parte ficou meio falha)
E, por fim:
Expressões relacionadas: perversão (com link para o novo vocábulo).
Sem contar que tem aquela ferramenta do Google para quando você digita errado: "você quis dizer..."
Enfim, adorei.
Complemento: usei como exemplo uma palavra difícil, mas agora vi que, com palavras mais fáceis, há muito mais ferramentas.
Por exemplo, com "alugar", o dicionário também dá sinônimos, anagramas e toda a conjugação do verbo.
Com "casa", ainda põe citações na literatura.
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h39

Este site listou todos os serviços do Google – inclusive alguns que ficam meio escondidos – numa só página.
Bem, todos não. Notei que faltou o Google Contatos e o novíssimo e experimental Google Estatísticas.
Mas já ajuda, né.
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h17
A 20ª turma recebe inscrições até 5/7. Veja aqui.
Pra não deixar de falar do da Folha, né?
, as inscrições também são até 5/7 para a 49ª turma.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h05
Até os papagaios andam avacalhando com o jornal impresso... 

O Poynter entrevistou o cartunista, que, sejamos justos, também deu uma "boa notícia" aos "papeleiros":

Que volte o Super-Homem para nos salvar...
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h48
Fabiano Angélico, da Transparência Brasil, é um dos caras que mais bem acompanha a cobertura investigativa.
Portanto, se ele faz uma lista de dez reportagens da semana em seu blog, vale a pena conferir.
Se a lista além de tudo é comentada, melhor ainda.
E o terceiro motivo é que várias das matérias podem ser adaptadas ao contexto --regional, local, até nacional-- do veículo para o qual você trabalha. Ou seja, são boas ideias de pauta.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h35
A Folha recebe até 28/6 projetos de pesquisa em história do jornalismo --no sentido amplo, ou seja, podem ser estudados fenômenos de qualquer época, inclusive a atual.
Três serão selecionados e seus autores receberão reembolso de despesas mensais de R$ 2.300 para poderem se dedicar às pesquisas.
Saiba mais aqui.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h49
Ver mensagens anteriores