Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

Debate em São Paulo

Jornalistas debatem China e Oriente Médio em São Paulo

Rodada de debates acontece na noite do dia 11 de maio e antecede a entrega do Albert Londres, principal prêmio do jornalismo francês.

Os eventos são abertos ao público e gratuitos.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h36

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A outra agenda

Comentei aí embaixo que tenho uma agenda de acompanhamentos e a NATALIE CONSANI perguntou como funcionava.

O curioso é que, apesar de isso ser comum, não tinha tantos posts assim sobre o assunto aqui no blog (talvez porque seja comum mesmo).

Assim como a agenda de contatos, você pode montar sua agenda de acompanhamentos em vários aplicativos diferentes ou até (surpreso) no papel.

A minha, que ainda é magrinha, eu faço no Word mesmo. Mas tem a agenda do Google, tem a do Outlook, o próprio Excel etc.

Para que serve?

Imagina que você apurou uma coisa, durante duas semanas, que acabou caindo por falta de consistência. Você não vai querer desistir de todo o seu trabalho, né?

Mas, como o normal é que um repórter tenha várias pautas correndo simultaneamente (ou idéias para pautas, vai), seria muito complicado lembrar de acompanhar todas só com os papéis picados, bloquinhos e documentos acumulados em cada apuração.

Para facilitar a vida, eu tomo três providências:

  • crio pastinhas, tanto no Outlook como no "Meus Documentos", para agrupar todos os emails e documentos digitalizados referentes àquela apuração
  • crio pastinhas "reais" para guardar documentos impressos referentes àquela apuração
  • coloco um registro na minha agenda de acompanhamentos, com data provável em que poderá acontecer algo de relevante para aquela apuração

É claro que só as apurações mais demoradas rendem tanto documento assim, por isso minha agenda é magrinha. Mas, como alguns registros vão render só dentro de semanas ou meses, sua experiência será proporcional ao tamanho da sua agenda de acompanhamentos.

E, quanto mais cheia ela estiver, mais sinal de que você está com a mente fervilhando de idéias ou cartas na manga para os dias sem grandes acontecimentos.

Vou dar um exemplo com o que está anotado na minha:

  • cobrar uma resposta de certa universidade que está me devendo uma posição
  • ver se um Estado divulgou dados públicos que prometeu divulgar ainda em abril
  • acompanhar uma ação civil pública para registrar quando houver decisão importante (nesse caso, o TJ não tem sistema de push)
  • fazer post sobre o Tarso de Castro pedido por um leitor Bem humorado
  • vence o prazo para o governo cumprir o que prometeu num "outro lado" de janeiro, ver no que deu
  • falar com um promotor para ver se houve novidades num caso

É por aí.

Um outro arquivo, que tem a ver com este, é um que eu batizei de "idéias para pautas": coisinhas que ainda não vingaram, mas que podem render algo algum dia e devem ser relidas vez por outra.

Então, os arquivos que sempre estão minimizados na tela do computador: a agenda de fontes (pra ser atualizada o tempo todo), a agenda de acompanhamentos (idem) e o idéia para pautas.

Mas é importante dizer de novo: esse é o sistema que deu certo para mim (que quase tenho transtorno obsessivo compulsivo Legal). Cada um deve tentar seu próprio método de organização. O importante é otimizar (palavrinha horrorível) o trabalho.

Qual o sistema de vocês?

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h31

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Abertas inscrições para Programa Balboa

  • O Programa Balboa é voltado para jornalistas ibero-americanos com menos de 30 anos e oferecido pela fundação espanhola Diálogos.
  • Dura 26 semanas: 200 horas de aulas e 896 horas de trabalho.
  • Passagens e seguro-saúde são pagos pela fundação, além de bolsa mensal de mil euros.
  • É preciso ter fluência em espanhol comprovada. 
  • As inscrições devem ser feitas até o fim de junho, pelo www.programabalboa.com.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h37

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Não seja ingênuo

Ontem os trainees conversaram com um ex-trainee da Ana que já atuou em assessoria de imprensa de órgão público.
 
Ele nos falou de várias práticas para "cavar o espaço positivo" do órgão no noticiário, algumas das quais nós, do lado de cá da bancada, nem suspeitamos.
 
Para ficar em um exemplo: tem assessor de imprensa que procura nos arquivos temporários do computador usado pelo jornalista numa sala de imprensa para ver como foi a matéria que ele escreveu (!) – e tentar apagar o fogo antes do incêndio da edição seguinte.
 
Ele deu algumas dicas para jornalistas que quiserem ganhar alguma malícia nesse jogo de interesses (interesse público X interesse de algum grupo ou instituição):
  • Não há "lado bom": não seja ingênuo
  • Limpe a lixeira do computador usado em sala de imprensa de coletiva. Ou leve seu pendrive e grave só nele
  • Grave TUDO, guarde as fitas
  • Tenha noções básicas de direito, especialmente se for cobrir repartições públicas (os assessores podem tentar te pegar mesmo no jurisdiquês e você tem que entender para avaliar o que é pauta ou não)
  • Fique atento a onde deixa seu laptop
  • Descubra quem é a escolta (o segurança) dos chefes de governo, pode ser útil (é o cara de colete)

E lembretes básicos, mas importantes:

  • Respeite o sigilo da fonte, se ela pedir
  • Use os pronomes de tratamento adequados para as fontes (por exemplo: senhor, em vez de você)
  • Use trajes adequados para a cobertura

Ele também falou do jabá. Muitas vezes o assessor vai te oferecer um jantar, uma viagem, mas não é porque você é um bom camarada. Um dia a conta chega, nem que seja com seu filme queimado. Nenhum presente vem de graça.

A Folha tem uma política, expressa em seu manual de redação, de não aceitar presentes e pagar as contas de almoços com fontes.

Viajar pode?

Mas a viagem é uma outra questão. Às vezes é impossível ir para algum lugar realizar uma pauta se não for com convite. (Por exemplo: um lugar pouco acessível, geográfica, política ou financeiramente). Nesse caso, se a viagem for autorizada, há que se registrar, no pé da matéria, que o repórter viajou a convite de tal órgão/empresa.

Ser transparente é a melhor forma de dar satisfação ao leitor e, ao mesmo tempo, deixar claro ao assessor que você não deve satisfações a ele.

(CRIS)

Dica do Ricardo Lombardi sobre viagens de jornalistas

Os sete mandamentos da viagem a convite

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h32

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Curso de Jornalismo Investigativo

 
 

Curso de Jornalismo Investigativo

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h00

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Quando é melhor esperar

Às vezes uma pauta excelente cai no nosso colo e ficamos superempolgados com ela.

Um telefonema, mesmo de um leitor desconhecido, pode trazer uma bomba.

Apresentamos a pré-pauta ao editor, que também gosta, e começamos a apurar.

Até que um dia, percebemos que há, ali, vários interesses em jogo, e nenhum deles é, exatamente, o chamado interesse público.

Apesar de ser pauta e de termos ficado entusiasmados, às vezes é melhor aguardar até que algo de mais concreto aconteça que justifique aquela reportagem.

Isso aconteceu comigo nesta semana. A história era boa, mas faltava alguma coisa que não me fizesse sentir marionete de jogos particulares. Faltou firmeza.

Não dou mais detalhes porque a pauta ainda não morreu: vou anotá-la na agenda (outro tipo de agenda que todo jornalista tem que ter, a de acompanhamentos) e monitorar a história. Um dia a bomba pode explodir.

(Parêntesis necessário: ou não. Uma experiência anterior me mostrou que pautas – mesmo boas – caem quando a gente menos espera. E a Elvira Lobato, tão mais experiente, diz que só um décimo das pautas vingam – mas é bom não esmorecer)

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h06

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Bolsa para jornalismo científico

Inscrições terminam em 15/5 e interessados devem ser fluentes em espanhol.

Mais informações AQUI.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h15

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Curso para repórter cinematográfico

 
 

Curso para repórter cinematográfico

  • Em Brasília
  • Início no dia 13/5
  • 30 horas, de 19h30 a 22h30
  • R$ 650
  • Promovido pela empresa Animatógrafo cinema e vídeo
  • Informações: (61) 3349-6122 e 3036-7471

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h06

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Como ser correspondente no Oriente Médio

O jornalista GUSTAVO CHACRA, ex-trainee da Ana, ficou oito meses no Oriente Médio, "região mais instável do mundo", de onde escreveu para "O Estado de S.Paulo".

Ele manteve um blog sobre seu trabalho e agora deu uma entrevista de 18 minutos para contar como foi a cobertura lá.

Fala sobre o trabalho em outros idiomas, sobre as dificuldades ou não de acessar os políticos locais para entrevistas, sobre a tensão do dia-a-dia, sobre a cobertura da guerra de um lado só (já que Israel proibiu a entrada de jornalistas na Palestina), além de relatar um pouco da vida naquela região.

Clique aí para ver a primeira parte:

E aí para a segunda:

(CRIS)

Raphael Gomide vai a Gaza

Igor Gielow vai ao Afeganistão

Sérgio Dávila vai ao Iraque

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h45

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Tudo o que você ainda precisa para twittar

[Não faltava mais nada: agora é até verbo, né. Igual googlar!]

A gente já falou muito sobre as várias utilidades do Twitter, inclusive para o jornalismo (ver links abaixo).

Para não perder o hábito, vamos sugerir as dicas do New York Times sobre as ferramentas e utilidades "escondidas" que existem no mundo mágico do passarinho, tipo:

  • como fazer pesquisa em modo avançado

O blog CIRCUITO INTEGRADO, do caderno Informática da Folha, fez um guia sobre completo sobre isso.

  • como twittar via SMS
  • como instalar o Twitter no seu Facebook
  • como guardar seus tweets favoritos
  • como mandar links para fotos pelo Twitter
  • como colocar seu Twitter no seu desktop

etc.

A dica foi do ALEC DUARTE (agora @alecduarte).

P.S. Alguém tem alguma ideia de por que meu Twitter não abre de jeito nenhum?

(CRIS)

Primeiro encontro com o twitter * O twitter do Novo em Folha * Alec e Marcelo Soares explicam * NYT fala do twitter * Há utilidade no jornalismo? * Há utilidade no jornalismo. * Tutorial: como usar o twitter?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h00

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A África é aqui

Para quem não teve coragem (ou o $$) para ir à África, como fez João Fellet, fica a dica do fórum África, com programações durante todo o mês de maio.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h26

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Para que servem os jornais?

Seguindo a linha da Ana no post abaixo, sobre o Gay Talese, publico texto escrito por Tetê Catalão (e não pelo Noblat, como eu disse antes), publicado originalmente no Correio Braziliense em 1999, e recomendado agora pela LANNA MORAIS.

É uma defesa apaixonada dos jornais, com direito a dois pontos de exclamação.

Meus trechos favoritos:

"Um jornal serve para pensar. E ser pensado por gente livre e não administrado por máquinas servis. Um jornal serve quando desperta atitudes. Quando analisa os atos que sofre mas também é ator nada passivo. Serve quando é veículo dos muitos meios, modos, culturas e linguagens componentes de uma sociedade."

"Um jornal serve quando não teme. Nem o conflito natural das divergências nem o confronto acintoso de quem tenta intimidá-lo. Serve quando se expõe até a equívocos mas busca avançar quando a prudência confunde-se com o medo."

"Um jornal serve também para emocionar, dar prazer, informar por inúmeros suportes do fato além do texto, deleitar, entreter, indignar, comover e demonstrar que vive intensamente o seu tempo e a sua região."

"Um jornal serve para servir!"

Assino embaixo Jóia

(CRIS)


Adendo de 7/7: o próprio TT nos enviou o PDF da capa, que agora ilustra este post. Alegre Muito ousada, como outras que o Correio já produziu.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h59

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Por que precisamos de jornais?

"Porque no prédio de qualquer redação de um jornal respeitável, a qualquer momento, há menos mentirosos por metro quadrado do que em qualquer outro prédio. Há mentirosos nos jornais também, mas em menor número. Nos prédios do governo, nas escolas, nas instituições científicas, nos estádios de esporte, nas fábricas, a mentira circula num grau mais alto. Os jornais estão mais interessados na verdade, mesmo se cometem erros, às vezes, erros involuntários."

Resposta de Gay Talese a pergunta de Lúcia Guimarães, em entrevista no Estadão

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h34

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Caminhos para Daniela

Minha leitora Daniela escreve:

Meu nome é Daniela. Tenho 33 anos (na realidade, quase 34), e trabalho há bons anos na área de informática.

Estou cursando relações públicas, pois apesar da minha formação e experiência ser baseado em ciências da computação, sempre fui apaixonada por informação... a vontade era fazer jornalismo, mas no pensamento romântico - de achar que um dia ainda posso querer sair (e conseguir - aqui está o romantismo) - mudar totalmente de área, quis unir informação com a experiência que já tenho...pensando que isto poderia me dar a chance de trabalhar na área de comunicação de uma empresa.
 
Encontrei o link para o seu blog, através da página de uma das minhas professoras.  Quando li o seu perfil (de agrônoma para jornalista...mas, veja bem...uma mudança que aconteceu quando vc ainda era uma jovem de 20 e poucos anos), fiquei tentada a escrever... uma vez quase me inscrevi numa seleção da Folha (antes mesmo do curso de comunicação ser uma possibilidade), mas desisti.
 
Acha possível este tipo de mudança? Por exemplo, um dia eu sair do escritório de uma multinacional e ir fazer parte de um grupo jornalístico, depois de tanto tempo de experiência diferente? Se acha, você tem casos assim aí?
 
Alguma dica para dar?

Acho possível, sim, embora bastante difícil.

Explico por quê: quando um editor vai contratar alguém, procura por formação ou por experiência --isso depende da vaga.

Ele até pode contratar alguém sem experiência, mas, neste caso, vai tender a chamar alguém que estudou jornalismo, porque terá mais confiança de que a pessoa sabe o que precisa fazer sem que ele tenha que ensinar.

Uma saída seria fazer o curso de jornalismo, mas já ir tentando emplacar umas matérias como free-lancer, para ter serviço para mostrar. Sua formação em computação poderia ser uma vantagem para trabalhar, por exemplo, em cadernos ou revistas de informática, mas o editor sempre ficaria em dúvida sobre sua capacidade de fazer jornalismo. Por isso seria legar ter algum curso e/ou frilas.

Há casos de gente com mais de 30 anos que mudou de área, mas eles são raros.

Tive alguns trainees com essa idade e outras formações (biologia, direito, zootecnia). No primeiro caso, ela chegou a trabalhar algum tempo no jornal, mas voltou para as pesquisas em biologia. No segundo, ele nem chegou a tentar a Redação; voltou para o direito. A terceira terminou o treinamento no semestre passado, fez alguns trabalhos no jornal, mas ainda não está bem consolidada.

Mudar de área nessa fase da vida, quando a gente já tem uma carreira consolidada, é bastante complexo porque implica uma mudança de ritmo, de perspectivas, e um investimento de tempo por um salário baixo, que em geral a gente não está tão disposto a fazer quando já está numa situação promissora e confortável.

É legal lembrar também que nem sempre a gente precisa fazer no trabalho aquilo de que mais gosta. Quem está indo bem numa carreira, com chances de progresso, não precisa viver frustrado o resto da vida só porque aquela não é a atividade que mais lhe dá prazer no mundo. Há outro caminho, que é dedicar-se a essa profissão que está dando certo e fazer o que gosta no tempo livre.

Ainda mais hoje em dia, em que todo mundo pode ser seu próprio editor, com os blogs.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h46

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Wikipédia é fonte?

Já falamos aqui mais de uma vez que a Wikipédia não é fonte jornalística.

É uma ferramenta muito legal, checada por vários moderadores, com o benefício de trazer, no rodapé, montes de links para sites oficiais ou de enciclopédias mais confiáveis, pode até ser pista para o jornalista que não sabe nem por onde começar sua busca.

Mas não é fonte jornalística.

Uma matéria do site Comunique-se exemplifica o porquê dessa convicção:

diz que um estudante irlandês de 22 anos queria provar que a enciclopédia colaborativa não deveria ser usada como fonte primária de informação.

Para isso, inventou uma citação, a atribuiu a um compositor que tinha acabado de morrer e postou no verbete desse compositor dentro da Wikipédia.

Resultado: no dia seguinte, o The Guardian, o The London Independent, o site da BBC Music Magazine, e vários outros veículos sérios reproduziram a citação imaginária nos obituários que fizeram para o compositor.

Os jornais só perceberam a farsa quando o próprio estudante entrou em contato com eles explicando o que havia feito.

Duas morais para esta fábula (e para evitar que seu jornal seja o pato da vez):

  • a Wikipédia não é fonte jornalística (estou sendo repetitiva? Muito feliz)
  • repetindo um dos fundadores do El País: se você quiser escrever um texto jornalístico, é preciso saber saber. E verificar, sempre.

(CRIS)

Em que sites confiar? - um post sobre cuidados na hora de pesquisar na internet

O incrível jogador que não existia
Matando os senadores (uma matéria do "The Independent" sobre apuros da wikipedia)
Marcelo Soares mostra uma armadilha da wikipedia
Quem foi que escreveu?
Agência de notícias proíbe o uso da wikipedia - como saber se uma fonte é confiável

Um mesmo país, dois dados diferentes

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h03

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Banco de Dados do Guardian

O Guardian abriu seu banco de dados para ser usado por quem quiser, de graça.

Há tabelas sobre gasto público, população, defesa, saúde, pobreza, (......) e, claro, sobre a gripe suína.

Para se ter uma ideia da beleza da coisa, acabei de acessar esse da gripe suína, às 17h35, e ele mostrou 1.777 casos confirmados por laboratórios no mundo. A tabela é atualizada automaticamente a cada cinco minutos.

A Folha de hoje publicou que, ontem, havia 1.490 casos confirmados. A Folha Online, agora, está nos 1.658 casos.

O Guardian diz que quer que as pessoas peguem seus dados e "os costurem no tecido da internet" (poético! Alegre).

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h44

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Para quem ainda não chegou lá

O Fovest agora tem blog!

E promete "dar um resumo de tudo o que está acontecendo no mundo do vestibular: datas de inscrição das provas, notícias sobre mudanças nos vestibulares, comentários de exames e avisos sobre resultados.

Queremos também ajudar você a escolher uma carreira, indicar livros, filmes e peças para o seu (curto) tempo livre e deixá-lo mais informado sobre os assuntos que podem cair nas provas ou ser tema de redações."

Assim, para quem ainda não decidiu que carreira vai seguir e ainda não chegou à universidade, é uma dica valiosa.

Adicione ao seu Google Reader – assim como você já fez com o Novo em Folha Bem humorado

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h05

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O caçador de aventuras

O ex-trainee da Ana JOÃO FELLET decidiu cruzar o continente africano, da África do Sul ao Egito, e relatar suas aventuras no blog Candongueiro.

Para quem gosta desse tipo de reportagem superemocionante, vale muito a pena acompanhar as histórias dele.

Hoje mesmo o repórter colocou um post sobre como foi abordado por tipos suspeitíssimos em Nairóbi, Quênia. E como se livrou deles.

Também é uma boa dica de leitura para quem quiser seguir os passos de Fellet e sair pelo mundo fazendo reportagens independentes. Com direito a muitas fotos.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h03

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Aprendendo com a BBC

A BBC publicou seus princípios editoriais em português. São 33 páginas com diretrizes jornalísticas que servem tanto para quem produz telejornais, radiojornalismo ou em veículos impressos.

Dentre as diretrizes – esmiuçadas em vários outros conceitos – estão:

  • Exatidão
  • Imparcialidade
  • Privacidade
  • Decência
  • Dignidade
  • e, minha favorita: Justiça

Nesse último item, eles dizem o seguinte:

"Os colaboradores (fontes e analistas) devem ser tratados com honestidade e respeito. Um bom teste é perguntar, durante a realização do programa [cabe "da reportagem" aqui], se estamos sendo justos."

É um exercício mental que vale a pena de ser feito.

Todo o pequeno manual da BBC ficou interessante, com aquelas boas e velhas reflexões que temos que fazer às vezes, e merece ser impresso e lido de vez em quando.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h02

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Humor na legenda

Duplo sentido, na Folha de hoje:

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h52

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Como escrever para a web

 
 

Como escrever para a web

Meu professor MARCELO SOARES avisa: estão abertas até 13/5 inscrições para curso on-line em espanhol sobre como escrever para a Web, promovido pelo Centro Knight


Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h18

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28 maneiras de editar fotos online

Este site dá as dicas de como editar fotografias online e, pelo que fucei rapidamente, todos os programas são gratuitos.

Não chega a ter nenhuma utilidade jornalística, mas é divertido. Fica como post de humor de hoje.

E a Ana não vai gostar, mas usei a foto dela como teste Muito feliz

Ela virou capa de revista:

Nota de R$ 10:

E até obra de arte! Legal

Bom divertimento!


A ESTELITA lembrou que a reportagem de capa do caderno de Informática de 22 de abril foi sobre isso. Vale a pena ler, aqui, para assinantes.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h32

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Não criemos pânico

Seguindo a linha do post sobre como frilar de casa, sugiro a leitura de uma matéria sobre o que você não deve fazer em momentos de desemprego.

O gancho é a crise e a ideia é saber passar por ela sem entrar em pânico.

Mantenho a dica de leitura mesmo se você (felizmente) não se encaixar no público-alvo, porque a lista dos "dez erros fatais para sua carreira" pode fazer refletir em qualquer momento da vida profissional.

Para ler na íntegra, aqui.

Os dez erros listados pela Universia são os seguintes:

  1. Não ter projeto estratégico
  2. Deixar de se capacitar
  3. Ser pessimista ou autoconfiante demais
  4. Esconder-se
  5. Ficar alheio às mudanças
  6. Ser inflexível
  7. Deixar de inovar e criar
  8. Perder a motivação
  9. Tomar decisões precipitadas
  10. Entrar em pânico

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h41

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Dois desexemplos

A gente não aprende só com exemplo, aprende também com os desexemplos (dei uma de Guimarães Rosa piorada e criei este neologismo, tá gente?).

Aquilo que foi feito por nós mesmos, ou pelos colegas, de forma errada e que deve ser destacado em post-it na tela do computador para que nunca mais se repita.

Para que a prática não se dissemine. Para evitar o mau jornalismo.

Um colega meu, por exemplo, recortou um "erramos" dele e colou na tela do computador. Deve ter demorado a errar de novo, graças ao reconhecimento do erro.

Hoje vou falar de dois desexemplos. Como a Ana vive dizendo aqui, o objetivo deste blog não é fazer crítica de mídia, mas apresentar lições que possam ser aplicadas por nós no dia-a-dia. É também esta minha intenção aqui.

Release não é reportagem

Na tarde de ontem o governo do Rio de Janeiro publicou em sua página oficial um release sobre inauguração de unidades habitacionais. A assessoria de imprensa de Sérgio Cabral deve ter disparado o mesmo release em sua mailing list, que deve incluir as principais redações do Estado.

Uma hora e meia depois, o site do "O Dia" reproduziu o release quase na íntegra.

Duas horas depois, o site do "O Globo" fez o mesmo.

Qual o problema? O problema é que não houve apuração independente dos dois veículos, que eles reproduziram apenas o oficial, sem qualquer contraditório – fizeram, enfim, a função de um assessor de imprensa, não de um jornalista (lembrando que são coisas totalmente diferentes).

Release é ponto de partida, não de chegada. É pauta, não texto apurado. Deve ser checado, confrontado criticamente, coberto de forma independente e, de preferência, com fontes diversificadas.

Do contrário, os jornais estarão sujeitos a críticas como a que Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, fez em seu blog, dizendo que os veículos não questionam Sérgio Cabral. Como ex, Garotinho seria um exemplo de contraditório a ser buscado nesse tipo de matéria, por exemplo. Ex-qualquer-coisa são sempre boas fontes e evitam o jornalismo chapa-branca.

Plágio não vale

Outro desexemplo foi a reportagem de capa da "Veja" de 22/4 que, segundo esta matéria do Comunique-se, plagiou matéria do "The Wall Street Journal".

A repórter de "Veja" diz que fez sua própria apuração, mas confirmou que não procurou uma das fontes citadas em sua reportagem e que reproduziu sua fala da entrevista que ela concedeu ao WSJ.

Para piorar, disse que isso é comum na revista:

"Fulano fala tal coisa, eu não tô dizendo que ele disse a mim. Quando fala pra gente, a gente coloca: disse à Veja. Às vezes a gente pode pegar, isso não é um plágio".

O problema é que não houve qualquer referência ao WSJ na reportagem de "Veja", que diz, literalmente, o seguinte: "'Há uma perigosa tendência a fazer correlações entre etnia, crime e predisposição genética', alerta Pamela Sankar, professora de bioética da Universidade da Pensilvânia."

Dá a entender, sim, que a professora foi procurada pela repórter de "Veja" e "alertou" a ela tal coisa. Como não foi o caso, deveria ter havido alguma referência: "alertou em entrevista do dia tal a tal veículo".

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h27

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Duas agendas ajudam muito mais

Para provar que agenda é mesmo indispensável ao jornalista, vamos voltar a falar desse assunto.

Para quem não acompanhou, na semana passada demos várias dicas de formatos para guardar os contatos de fontes e depois a dica do MARCELO SOARES sobre como sincronizar a agenda do Outlook com o celular.

Por fim, como ligar o Excel ao Access, para dar mais uma utilidade às agendas.

Agora o Google lançou, finalmente, seu Google Contatos.

E o melhor: ao contrário do que o Marcelo já teve que fazer uma vez, não é preciso redigitar todos os contatos que você já possui no Excel para o Google Contatos.

O programa permite que você simplesmente importe de um lugar para outro. E estará criado, magicamente, seu backup portátil!

Acabei de fazer isso com meus atuais 907 contatos e não demorei dois minutos Jóia

Ficou assim:

Para saber como, leia no post que o Soares escreveu em seu Dicas de um Fuçador.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h24

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Lembrete

Este lembrete é para que você adicione o Novo em Folha em seu Google Reader.

Ainda não é adepto? Deveria!

Não sabe como ou pra quê serve? Leia aqui o Tutorial que a Ana fez em fevereiro.

O Google Reader (e ferramentas similares, né gente) é uma mão-na-roda para jornalistas Bem humorado

De vez em quando vou lembrá-los disso.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h43

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Conversa com um dos fundadores do El País

Ontem à noite o jornalista Juan Cruz Ruiz veio conversar por uma hora com a redação da Folha.

Ele é conselheiro da direção do El País, jornal que ajudou a fundar, e já atuou por muitos anos como editor de Cultura, de Opinião, foi correspondente em Londres, jornalista de esportes etc. Além de ser escritor premiado e ter um blog (onde já comentou nosso encontro).

Bem-humorado, Cruz passou por vários assuntos. Muita coisa interessante, mas vou ter que escolher algumas para o post não ficar gigante:

1. Checar sempre

Hoje o jornalismo passa por dificuldades, que têm a ver com o aumento da disseminação de informações pela internet. Os principais problemas dizem respeito ao pouco rigor das informações ou respeito por elas.

"O jornalismo de internet parece que não se importa tanto com a verificação dos dados. Se converteu em jornalismo de opinião, não informação".

Cruz quis dividir bem essas duas coisas, que são obviamente diferentes, mas que, segundo ele, estão se misturando de forma errada:

INFORMAÇÃO é diferente de OPINIÃO.

2. Saber saber

Outra coisa que ele apontou é que os jornalistas estão perdendo a autocrítica. "Jornalista está complacente, como se fosse o deus do universo; se considera infalível".

Como consequência, pergunta pouco, consulta pouco e opina muito.

Jornalista não sabe de tudo, mas precisa saber como saber. Não é indo à Wikipédia ou ao Google. (A Wikipédia já até "matou" – com detalhes – um prêmio Nobel que estava vivo).

3. Exemplo

Como exemplo do que deve ser feito, ele citou o caso Watergate, em que a responsabilidade civil do jornal ficou patente. Os editores do Washington Post pediam verificação dos dados pelo menos por três fontes, ou não publicavam.

O jornal deve servir ao país, sem se conformar com a primeira impressão.

4. Formação

Ao ser perguntado sobre se defendia o diploma do jornalista, Cruz disse que defende a preparação, mais que a graduação (embora esta também dê preparação). E preparação por toda a vida.

5. Para escrever bem

O que ele sugere para que escrevamos melhor? Ler poesia.

"Poesia tem uma síntese que não existe em nenhuma outra arte".

Lendo poesia, a gente pode entender uma gama de coisas de forma sintética. "O que dá qualidade ao texto é a capacidade de entendimento das palavras".

6. Mais análise

Como saída para a atual crise dos jornais frente à internet, ele disse que a tendência é que o texto tenha mais análise e menos informação já dada pela mídia eletrônica.

Mas emendou: isso é o que já se fazia no "novo jornalismo" dos anos 60.

A diferença é que havia muito mais dinheiro naquela época...

7. Confiabilidade

Mas os jornais vão acabar? Ele aposta que não. "A sociedade precisa de meios fiáveis. O fim do mundo se dará quando a pessoa não puder se fiar na informação".

Para Cruz, há uma "sensibilidade genética" que nos obriga à verificação e, só com a profusão de opiniões da internet, a informação se torna inconfiável.

Ele disse que o bom texto jornalístico deve ter as seguintes características: ter informação, contemplar todas as perspectivas, estar bem escrito e o jornalista ter gostado de fazê-lo. Com tudo isso, o leitor vai ler do início ao fim.

"Nosso ofício é contar – e contar bem.

8. Para ler

Peço desculpas por não ter anotado todas as dicas de livros que ele deu, mas meu entendimento de espanhol falado está mais precário do que eu imaginava.

De qualquer forma, termino o post com seis autores recomendados: Pablo Neruda, Octavio Paz, Drummond, Hemingway, F. Scott Fitzgerald e Graham Greene (de quem ele indicou "O Fator Humano").

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h14

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Fundo para Jornalismo Investigativo abre inscrições

Jornalistas e freelancers de todo o mundo podem inscrever seus projetos de reportagem ou livro investigativo até 23 de maio.

Financiamentos variam de 500 a 10.000 dólares.

Mais informações aqui ou aqui.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h20

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De onde vêm as notícias?

Bem legal esta dica do journalism.co.uk: para responder às perguntas clássicas sobre o futuro dos jornais impressos e quem vai fazer jornalismo investigativo caso os jornais desapareçam, um site de notícias bastante acessado lá nos Estados Unidos resolveu listar quais foram as fontes de todas as notícias que eles publicaram durante uma semana.

O resultado da pesquisa do Daily Koss foi o seguinte:

  • Jornais impressos - 123 notícias
  • Blogs - 102
  • Organizações jurídicas - 86
  • Televisão - 83
  • Sites de notícias - 59
  • Revistas - 36
  • (e assim vai, num total de 628 notícias listadas)

Duas conclusões óbvias:

  1. os jornais impressos são as principais fontes de informações originais
  2. mas eles respondem por apenas 20% de todo o caldo de fontes de informações do mundo

Minhas ressalvas: este é só um retrato de uma semana em um site de notícias, que nem é referência específica para nada, e não chega a guardar muitas semelhanças com sites brasileiros.

Mas a pesquisa que ele fez foi original e o resultado foi interessante. Tanto para reafirmar a importância dos jornais impressos como para confirmar que eles devem coexistir com outras mídias.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h54

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Ainda mais humor

É a cara do New York Times, mas com textos que remetem aos bons tempos do CocadaboaBrincalhão

O slogan: "Um jornal que não serve nem para limpar a bunda – porque é online".

As principais chamadas de hoje do Sensacionalista, site humorístico criado pelo jornalista Nelito Fernandes são as seguintes:

  • Celebridades - Perna mecânica de Roberto Carlos comemora 50 anos de carreira
  • Cultura - Etiópia exporta modelos para desfiles
  • País - Saci passa para medicina pelo sistema de cotas
  • Mundo - EUA negam criação de gripe suína em laboratório para matar mexicanos
  • Política - Eleitores querem a construção de muro em volta do Congresso

Também dá para seguir o Sensacionalista no Twitter. A dica estava no blog do Mauricio Stycer.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h20

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Humor no jornalismo

O site do programa de treinamento do jornal "O Globo" fez uma entrevista com o cartunista Chico Caruso, com direito a um vídeo mostrando como ele desenhou a charge publicada na terça-feira passada, sobre a (então) gripe suína.

"Quando a pessoa ri de alguma coisa ela percebe mais a realidade que está sendo tratada. O humor faz as pessoas irem mais fundo na notícia."

Ficou bem legal, vale a pena clicar aqui para ver.

E, enquanto minha entrevista com o Angeli (meu chargista favorito, acima) não sai, sugiro que leiam a que ele deu para a comemoração do 1º ano da revista Serafina (aqui, para assinantes).

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h57

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Excel + Access

 
 

Excel + Access

Naquele post sobre as agendas, o ROBERTO TAKATA deu uma ótima dica: criar uma coluna na planilha do Excel só para colocar as observações sobre as reportagens para as quais o contato foi contatado.

Aí é possível pôr os links para as matérias, que, por sua vez, terão as frases do entrevistado, que poderão inclusive ser usadas outras vezes (mantendo-se a referência).

Também é útil para, num futuro contato com a fonte, podermos lembrar bem quem ela é, como nos foi útil, e lembrá-la de como foi nossa última conversa. Costuma ser um bom jeito de reiniciar uma entrevista depois de algum tempo.

Pensei que outra coisa bem legal seria o cruzamento entre o Excel e o Access. Porque este último é mais indicado para formar banco de dados das nossas matérias.

Seria fantástico se pudéssemos clicar sobre um nome na agenda e ele nos levar às matérias que já produzimos com aquela fonte!

Para quem já domina o Excel e o Access, o próprio site do Microsoft Office explica como esses links podem ser feitos.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h41

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O google do futuro

Essa ameba vermelha aí em cima pode logo se tornar mais conhecida e usada que as bolinhas do Google.

O Dicas de um Fuçador, do MARCELO SOARES, fala de um site de buscas que será lançado neste mês e promete ser mais revolucionário que o Google.

O Wolfram Alpha pretende responder às perguntas elaboradas pelos usuários, em vez de apenas apresentar uma lista com os links que possivelmente terão o conteúdo procurado.

Soares aproveita o gancho para discutir o jornalismo que até um robô pode fazer.

Enquanto o google do futuro não chega, vamos ficar com essa reflexão: será que nosso texto está tão burocrático que até um computador poderia escrevê-lo?

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h33

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Como um dia de domingo

Já que estou de plantão, fechada na Redação, com frestas de céu azul passando pela persiana e esse maldito ar-condicionado, nada como sonhar com um domingo aos sete, oito anos de idade, pulando pedra no riacho com meu melhor amigo tigre.

Vocês que estão aí fora, aproveitem. Amanhã é segunda e será "another big day", como lembra em seu blog meu colega RANIER BRAGON.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h18

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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