Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

Trabalha em casa?

Neste blog, dica de sites para quem trabalha como frila:

Coisas úteis que achei nesses sites:

  • Saiba dizer não àquele trabalho que não está muito disposto a atender
  • Como sobreviver a reuniões
  • Guia prático de mudanças
  • Transformando um laptop velho em um media center
  • Uma loja especializada em organização
  • Vários tutoriais de graça
  • Segurança em seu escritório em casa
  • Saiba que você pode receber pelo trabalho feito só depois de publicado
  • Vida de frila também pode ser estável

Aproveitem o feriado e o fim de semana para fuçar bastante Alegre

(CRIS)

A Cris tá de folga até segunda. Eu estou de plantão. O blog irá em ritmo de feriado, mas vou liberando os coments. Inté.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h52

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Flamengo na final em São Paulo

OU: NEM SÓ DE VÍDEO VIVE O JORNALISMO MULTIMÍDIA

Minhas trainees LUIZA BANDEIRA e ESTELITA CARAZZAI fizeram um mapa interativo com os lugares onde torcedores "exilados" em SP podem assistir às finais dos campeonatos dos seus Estados.

Cheque aqui.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h15

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O terceiro bebê da turma

Mais um pouco e abriremos um berçário Legal

A matéria sobre o videocast.

Veja o segundo bebê.

Veja o primeiro bebê.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h43

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Ainda sobre agendas

O MARCELO SOARES disse, nos comentários, que usa a agenda do Outlook e a sincroniza com o celular.

Não dá pra explicar muito bem como isso funciona porque depende do celular, do programa que faz a sincronização e mais um monte de coisas que ele explicou.

Mas fica uma dica legal:

"Quando for escolher um celular novo, tipo smartphone, ou mesmo agenda eletrônica, veja se ela conecta no computador via cabo USB. Se ele ou ela faz isso, é bastante provável que tenha um programa que 'converse' com o Outlook. Precisa ver modelo a modelo como é. Às vezes precisa baixar da Internet."

E outra:

"Acho que é importante ter os dados de contato em pelo menos dois aparelhos (o computador e um portátil). Se puder ter em dois aparelhos e mais um backup online, pode trocar de computador e perder o aparelho à vontade que ninguém te pega." Jóia

 

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h39

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(X / Y) x 100.000

Uma troca de e-mails recente na lista da Abraji resultou em fórmulas bastante úteis para jornalistas que têm que lidar com números e comparações o tempo todo. Vou reproduzir.

Um colega perguntou: "Qual o cálculo utilizado para saber, por exemplo, quantas escolas cada grupo de 100 mil habitantes de uma população possui?"

 

A resposta da Ana:

"Divida a população por 100 mil e você terá quantos grupos de 100 mil há nesta população.
 
Se a cidade tiver menos de 100 mil habitantes, você terá um número decimal menor que um (por exemplo, 0,34).
 
Se ela tiver mais de 100 mil habitantes, terá um número maior que um.
 
Agora divida o número de escolas por esse número que você obteve, e saberá quantas escolas há pra cada grupo de 100 mil habitantes.
 
Se for para uma cidade pequena, o número de escolas por 100 mil habitantes será maior que o número total de escolas.
 
Caso contrário, será menor.

Outra forma de calcular, que vai dar na mesma (é só para vc ver qual raciocínio faz mais sentido pra você), é usar a regra de três:
 
tal número de escolas está para tal população
 
                                assim como
 
número X de escolas está para 100.000

 
 
Ou seja, você vai multiplicar o número de escolas por 100.000 e dividir pela população, e terá o número de escolas por 100.000.

Só pra lembrar, o índice de escolas (ou qualquer coisa) por 100.000 habitantes é uma forma de comparar a situação de cidades ou regiões diferentes.

Se alguém disser que Bauru tem 1.356 escolas e Sorocaba tem 1.408, não dá pra saber qual cidade está mais bem servida de escolas (números hipotéticos).

Já se você disser que Bauru 23 escolas por 100 mil habitantes e Sorocaba tem 20, fica bem mais fácil."

O exemplo do Toledo:

"Segue um exemplo, que pode facilitar:

Escolas: 200
População: 400.000

Taxa de escolas por 100 mil habitantes = (200 / 400.000) x 100.000 = 0,0005 x 100.000 = 50 escolas por 100 mil habitantes

Mas eu faria uma continha a mais e escreveria 1 escola para cada 2 mil habitantes. É mais fácil de imaginar duas mil pessoas em uma escola do que 100 mil em 50, não acha?"

O comentário do Spensy:

"Daria uma sugestão adicional, que não é muito difícil, creio, pelo menos em nível estadual e nacional (imagino que na própria cidade haja acesso relativamente fácil a esse dado também):

considerar essa razão para a população em idade escolar, não para a população toda. Acho que faz mais sentido, em se tratando de escola (no caso de hospital seria diferente, creio).

Assim, por exemplo, 6 a 14 para ensino fundamental, 15 a 17 para ensino médio etc.

Inep e Ipea têm muitos exemplos de cálculos possíveis nesse sentido. Dá, inclusive, para pensar quantos jovens estão atrasados em relação à previsão oficial etc."

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h00

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Estatísticas no Google

 

Isto é muito legal: o Google lançou uma nova ferramenta que torna muito mais fácil encontrar e comparar dados estatísticos públicos.

Pelo que entendi, por enquanto só há dados de desemprego e só dos Estados Unidos. Mas, vindo do Google, podemos esperar muito mais e logo.

Olhe que legal: se você está num computador dos Estados Unidos e digita na busca do Google "unemployment" + "Alabama", por exemplo, aparece um gráfico interativo com as taxas de desemprego do Alabama. Como aqui.

Ao lado, vai aparecer um quadro em que será possível clicar em todos os outros Estados dos EUA, além de várias cidades e do país inteiro, para comparar com as taxas do Alabama.

Qualquer gráfico que você cria vira um link que pode ser enviado pela internet (como já ocorre com o Google Maps).

As possibilidades serão infinitas: logo o Google colocará à disposição dados de saúde, criminalidade, educação etc etc etc, de vários países do mundo – será o paraíso para os jornalistas! Rindo a toa

Vamos aguardar e acompanhar...

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h16

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Para não levar uma porta na cara

Apesar de a nossa discussão recente ter sido sobre falta de emprego, o título deste post é sobre outro assunto.

Já aconteceu de vocês entrevistarem um boa fonte ou personagem e, de tão despreparados, ela perder a paciência e desligar o telefone na sua cara? Ou se levantar e ir embora? Bater a porta da casa? Nem retornar seu e-mail? Fazer comentário debochado?

Se nunca aconteceu, que bom. É o tipo da coisa que não precisa acontecer nunca.

Um dos membros da lista da Abraji, contou uma história verídica, que diz ter acontecido com uma amiga dele:

Ela foi entrevistar, por telefone, o jornalista e pesquisador Sérgio Cabral (pai do atual governador do Rio) para falar de bossa-nova. Afinal, ele já escreveu sobre o Tom Jobim, a Nara Leão e vários sambistas cariocas.

Lá pelas tantas, ela caiu na besteira de dizer: "Sérgio, eu ainda não li o livro todo..."

Ao que Cabral respondeu: "Ah, não leu não? Então vá ler e depois me telefona". E desligou.

Não precisa ser especialista na vida da pessoa, nem na especialidade da fonte (afinal, é pra tirar dúvidas que você vai entrevistá-la e não tem nada mais chato que jornalista que faz perguntas gigantes e quer ouvir só um "sim" como resposta). Mas, se você vai falar com um pesquisador de bossa-nova, é de bom tamanho que tenha lido o trabalho dele antes de entrevistá-lo, né?

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h34

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Erros e acertos do jornalismo investigativo

Uma entrevista com meu professor FREDERICO VASCONCELOS, repórter da Folha e uma das feras no assunto.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h13

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Bolsa para estudo de língua e cultura alemã

 
 

Bolsa para estudo de língua e cultura alemã

Dica do blog Sem Preço

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h09

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Emprego sem estágios

Um conflito, para fechar esta quarta:

  • a maioria dos veículos de comunicação exige experiência profissional antes de contratar alguém
  • a única (com exceções) experiência profissional possível de quem acabou de se formar é o estágio
  • mas mesmo o estágio é concorrido e muitos estágios também exigem experiência profissional anterior (!)
  • resultado: muitos estudantes de jornalismo nunca conseguem estágio e saem da faculdade sem qualquer experiência profissional

A situação se agrava quando constatamos que:

  • quem está numa universidade conceituada tem mais chances de conseguir estágios
  • tendo conseguido uma vez, essa pessoa consegue outras vezes
  • facilitada por esse esquema, essas pessoas sempre têm mais chances de conseguir mais vagas e, depois, atrair mais empregos
  • quem é bom de serviço, entusiasmado e capacitado, mas está em faculdades menos conhecidas ou não consegue estágio por outras razões, acaba sendo menosprezado em muitos testes de seleção

Como resolver essa sinuca? Qual outro critério poderia ser adotado por quem oferece estágios? E empregos? E, afinal, um estágio é experiência suficiente para agregar conhecimento ao estudante? O que vocês acham?

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h36

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A gripe óbvia

Para completar o post sobre como cobrir a gripe suína, coloco uma dica à parte, sugerida pelo RODRIGO VARGAS, que serve para qualquer cobertura: fuja do óbvio.

Aproveite os ganchos do que está acontecendo e que todos, necessariamente, precisam noticiar, e busque pautas correlatas que podem agregar originalidade ao seu veículo.

Exemplo recente: a ministra Dilma Rousseff chamou uma coletiva no sábado passado para anunciar que se submeteria a quimioterapia por causa de um linfoma.

Nenhum veículo foi doido de deixar de noticiar isso. Foi primeira página de domingo de todos os jornais.

A Folha de terça-feira agregou: fez uma matéria dizendo que "apenas 37% dos pacientes diagnosticados com linfoma no ano passado descobriram a doença durante exames de rotina", como aconteceu com a ministra.

No caso da gripe suína, a CNN se saiu bem, em matéria de ontem:

"Não houve mortes confirmadas nos Estados Unidos relacionadas com a gripe suína até esta tarde de terça-feira. Mas outro vírus já matou milhares de pessoas desde janeiro e deve continuar matando centenas de pessoas todas as semanas pelo resto do ano.

Qual? A gripe comum."

É uma pauta legal, que talvez não saísse em outro momento, mas que encontrou um gancho poderoso para justificá-la.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h01

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Nenhum jornalista vive sem

Nenhum jornalista que se preze vive sem uma agenda telefônica própria.

Primeiro porque, na correria das apurações, não dá para descobrir os contatos das pessoas a cada nova entrevista – afinal, várias vezes temos que falar com a mesma fonte, órgão ou instituição para matérias diferentes.

Segundo porque só com a agenda de fontes é possível armazenar preciosidades que, no futuro, podem ser nossas principais fontes. Por exemplo: é impossível você ser um repórter de Saúde sem contatos de vários especialistas na área (inclusive telefones de suas casas, celulares, e-mails pessoais), coisa que você só vai ter em quantidade razoável se tiver juntado por um bom tempo.

A agenda pode ser de papel, pode estar digitada no Word, no Excel, no Access, no celular, pode ser agenda eletrônica etc etc. Cada um tem que descobrir aquela agenda que será mais prática para ser atualizada diariamente.

O importante é que as agendas tenham um backup, possam ser transportadas para as apurações (via pen-drive, por exemplo) e sejam fáceis de consultar.

Eu já tive agenda de papel, tipo esta aí embaixo:

Mas ela começou organizadinha, foi ficando bagunçada, parou de caber as palavras com letras mais concorridas (como A e M) e, no final, eu já não sabia se tinha anotado pelo nome da fonte, sua especialidade ou o instituto onde ela trabalha (ou as três coisas). Acabava perdendo um grande tempo em busca da anotação, o que tira parte do sentido de se ter uma agenda.

Por outro lado, há quem consiga se organizar assim e a agenda de papel é sempre portátil...

Agenda de Excel

Depois decidi aproveitar as horas vagas para passar o conteúdo dessa agenda para uma planilha de Excel. Na época, eu tinha uns 400 contatos. Com a facilidade de atualizar diariamente minha planilha, hoje tenho 908 contatos. Reparem bem: 908 telefones, celulares e e-mails de pessoas que podem ser encontradas, facilmente, por seus nomes e especialidades. É uma mão na roda Jóia.

Dividi minha planilha em 11 colunas: nome, cargo/especialidade, instituição, celular, três telefones, dois e-mails, site e "mais informações" (onde coloco palavras-chave que também facilitarão minha busca. Ficou assim:

Vou dar exemplos de como essa agenda pode ter tesouros escondidos:

- há um ano, fiz uma matéria sobre o fenômeno da maré vermelha, quando conversei com pessoas da Secretaria Especial da Pesca, estudiosos do assunto, uma porção de gente. Meses depois, um colega foi reportar o mesmo fenômeno e passei todas as fontes para ele, que conseguiu apurar tudo muito mais rapidamente;

- em 2007, fiz uma especial sobre maioridade penal e anotei telefones de vários especialistas em direitos da criança e em criminalidade. Este ano, uma colega precisou do celular do padre responsável por um programa de reintegração em São Carlos, e eu tinha;

- tenho celular e telefone da casa da maior biógrafa brasileira de Fidel Castro, da única ministra mulher do Superior Tribunal Militar, de brasileiros expedicionários da Antártida. Todos podem parecer improváveis de serem contatados para uma segunda reportagem, mas são contatos valiosos, às vezes difíceis de conseguir e que, dependendo do tipo de cobertura feito pelo repórter, se tornarão fontes recorrentes.

Essa minha agenda está com 200 kb de espaço, podendo ser gravada até num (ancião) disquete.

Padrão-Google

O JOÃO VARELLA falou de outra agenda com ótimo sistema de buscas: a do Gmail. Na lista de contatos é possível gravar, além do nome da pessoa, seu cargo, empresa, telefone e endereço. Buscando por "jornalista", por exemplo, o Gmail me direciona para um e-mail com esse termo e uma pessoa com essa profissão:

Achei ótimo, principalmente por ser sistema de buscas padrão-Google, mas sugiro que a agenda também seja salva em outro lugar, porque o Gmail também é passível de panes catastróficas... (e, como diz a Ana, perder a agenda é pior que perder o emprego Abismado).

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h25

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TV ao vivo

 
 

TV ao vivo

Dias 16 e 17/05, Comunique-se faz curso sobre cobertura ao vivo na TV, no Rio http://is.gd/vmzh

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h32

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O segundo bebê

ANDRÉ MONTEIRO e RODRIGO RUSSO fizeram o segundo videocast do nosso programa de treinamento multimídia. Para quem não viu o primeiro bebê da 47ª turma, veja aqui.

 

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h38

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9º Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica

Inscrições prorrogadas até 6 de maio.

Informações: www.premioreportagem.org.br.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h54

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Como cobrir a gripe suína

Hoje recebi o e-mail de uma amiga apavorada que vai para Nova York em 15 dias. Ela acompanha o noticiário da gripe suína e acha que, assim que puser os pés nos EUA, irá contrair o vírus fatal.

Assim como ela, milhares de outros consumidores de notícia podem ter ficado com muito medo.

E é a partir desse pressuposto que o Dart Center publicou um ótimo post sobre como cobrir a gripe suína (e casos parecidos):

"Jornalistas devem ser responsáveis ao mesmo tempo em que se empenham para ser o mais informativos possível. Eles devem prender a atenção dos leitores, espectadores e ouvintes sem apavorá-los".

Algumas sugestões para conseguir esse equilíbrio necessário:

  • Consiga primeiro os fatos mais básicos - As autoridades da saúde e os epidemiologistas terão as últimas informações sobre a doença em sua região;
  • Mapeie as primeiras suspeitas de surto - Diga ao seu público se a doença é mesmo uma ameaça para ele, que é o que mais querem saber. A proximidade geográfica do surto deve guiar sua cobertura. Não há razão para fazer sensacionalismo de uma epidemia no outro canto do planeta;
  • Encontre especialistas - Ligue para a faculdade de medicina ou de saúde pública mais próxima e procure saber o que as pessoas devem fazer para se proteger;
  • Simplifique as explicações - Tenha certeza de que você entendeu direito o que o especialista te disse, ou seu público também não entenderá depois. Não existem perguntas idiotas nessas horas.
  • Explique como a doença é espalhada - Além de ser uma informação importante, pode ajudar a evitar histerias;
  • Procure grupos especialmente suscetíveis - Explicite quem deve estar sob risco maior de se contagiar (tais como crianças ou idosos) e se dirija também a eles;
  • Mantenha-se antenado - Ao contrário de um incêndio ou tornado, uma epidemia não é fenômeno de um dia só. Continue falando com epidemiologistas e autoridades para pegar as últimas informações. Nem sempre haverá novas histórias.
  • Enfatize as formas de prevenção - Em casos assim, as pessoas se sentem mais resguardadas quando aprendem medidas simples para afastar infecções, mesmo que seja algo como lavar as mãos com frequência;
  • Use infográficos - Um box mostrando informações extras é atrativo para o leitor. Abuse dos links e telefones para que o leitor busque mais informações, se quiser;
  • Seja conciso - As pessoas que estão preocupadas o suficiente para ler sua matéria querem ser informadas e tranquilizadas o mais rápido possível, guarde as firulas para seu romance;
  • Atenção com sua linguagem - As pessoas já estão ansiosas, então não piore a situação usando palavras fortes como "epidêmico". Mesmo que seja a palavra usada pelas autoridades, ela assusta as pessoas. Procure sinônimos mais leves.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h43

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Como escrever um currículo em inglês

 
 

Como escrever um currículo em inglês

Dica do blog Sem Preço (aliás, blog muito legal).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h31

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Como bombar seu site

O trainee ANDRÉ MONTEIRO fala sobre "otimização de sites", técnica que ele aprendeu em conversa com profissionais do UOL:

  O SEO – Search Engine Optimization – é conhecido em português como otimização de sites, otimização para buscas e outros nomes. Trata-se de uma técnica que busca melhorar a posição em que uma página aparece nos resultados dos mecanismos de busca como Google, Yahoo etc. O SEO é muito utilizado pelos departamentos de marketing dos portais, pois a principal "porta de entrada" das páginas hoje são esses mecanismos.

Os objetivos do SEO, então, são:

  • trazer mais "audiência" (page-views) e gerar navegação
  • aumentar a exposição do conteúdo em mecanismos de busca
  • conquistar e fidelizar usuários de busca

Mas como fazer isso?

A primeira coisa é tentar deixar as páginas mais "indexáveis", ou seja, facilitar a indexação do conteúdo pelos mecanismo de busca. As buscas do Google são muito rápidas porque ele possui vários computadores que vasculham a internet e vão copiando os sites para um banco de dados. Quando buscamos alguma coisa, o Google vai atrás desse banco de dados e nos fornece o link da página copiada. Conteúdo protegido por senha, em formato flash, ou que pede a confirmação de uma informação (como aquelas letrinhas, por exemplo) dificultam a indexação.

A consequência é que a página não aparece entre os resultados de uma busca.

Com a página indexável, você deve tentar satisfazer os critérios de posicionamento dos buscadores. São centenas de critérios, que mudam de tempos em tempos para evitar o que programadores chamam de "black hat": usar as técnicas de SEO para inflar artificialmente a audiência. Então é importante não prejudicar a naturalidade de um texto só para atender a esses critérios, mas usá-los quando for possível.

Os critérios mais básicos que os buscadores usam para organizar os resultados de determinada palavra-chave são:

  • localização
  • repetição
  • ordem dos termos

Por exemplo, se você busca no Google por levantamento de peso, o título "Levantamento de peso é um esporte praticado desde o final do século 19" é organizado antes de "Desde o final do século XIX pratica-se o esporte levantamento de peso", já que a palavra-chave está logo no começo. Isso vale para todo o texto: palavras no primeiro parágrafo contam mais do que aquelas no último.

Repetir a mesma palavra várias vezes ao longo da página também conta pontos. Para evitar redundância, pode-se repetir a palavra em locais diferentes, como título, texto, legendas etc. Uma página pode aparecer melhor mesmo com uma repetição baixa, desde que atenda bem a outros critérios.

Em uma busca por estreia rede de mentiras vai trazer "A estreia de Rede de Mentiras está prevista para 28 de novembro" primeiro do que "Rede de Mentiras tem estreia prevista para 28 de novembro". O motivo é que os termos estão em ordem diferente da buscada. Buscas com aspas só trazem resultados na mesma ordem.

Outra dica importante é saber quais palavras-chaves estão sendo mais buscadas, para tentar usá-las. No Google Insights for Search você pode saber quantas buscas por uma palavra foram feitas em determinado tempo, além de ver um ranking das mais procuradas.


Um dica boa e rápida (ao melhor estilo Twitter) do journalism.co.uk: "Use títulos claros no seu site, além de palavras-chave; isso ajudará a otimizar seu site para os sistemas de busca e ajudará os leitores a te encontrar mais facilmente".

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h52

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Os dez mandamentos

A trainee FLÁVIA MARTIN escreve sobre os quatro dias de aula que a turma teve com o roteirista e jornalista André Rodrigues:

   Muitas vezes, quando estamos numa apuração ou terminando um texto dentro da redação, pensamos que aquela história poderia ser mais interessante ou ter outro desfecho. É nossa imaginação querendo edulcorar a realidade.
 
Também pensava assim o roteirista e jornalista André Rodrigues _ex-editor da Revista da Folha. Cinco minutos depois, porém, o sempre apertado horário de fechamento o trazia de volta ao mundo real.
 
Hoje, André já tem no currículo a autoria de roteiros para séries e programas de TV, como para o Disney Channel e o "CQC". Nas últimas semanas, ele veio conversar conosco, os trainees, sobre as preocupações de quem quer contar uma história por meio de imagens. Tivemos quatro encontros em que assistimos, com os respectivos roteiros em mãos, trechos de filmes como "Cidade de Deus", "Noivo Neurórico, Noiva Nervosa" e até de "Seinfeld".
 
Os pontos de convergência entre um roteiro e o texto jornalístico logo despontaram: ambos têm de ser diretos e objetivos, pois serão lidos por muitas pessoas (o leitorado, no caso do jornal; e bancas de concursos, produtores e diretores, no caso dos roteiros).
 
Outra questão levantada por André foi a importância de ter no roteiro apenas informações que possam ser mostradas com imagens. Por exemplo, evitar indicações do tipo "ele caminhou por meia hora". Ao contrário, pensar em situações que mostrem que o personagem caminhou por vários pontos, possivelmente por meia hora. Ele também apresentou algumas "fórmulas" consagradas que enquadram a história do protagonista.
 
André também passou os bem-humorados dez mandamentos atribuídos ao cineasta e roteirista Billy Wilder (dos filmes "Crepúsculo dos Deuses" e "A Montanha dos Sete Abutres") _os quais, com alguma boa vontade, também podem ser aplicados para a redação de um texto gostoso de ler e, ao mesmo tempo, bem amarrado (comentários em vermelho):
 
1 - O público é instável. Agarre-o pela garganta e não o deixe fugir ("um lead bom sempre prenderá a atenção do leitor" é regra de ouro no jornalismo) 
 
2 - Crie uma clara linha de ação para o personagem principal
 
3 - Saiba onde você está indo (estruture bem sua reportagem de forma que tudo seja explicado e que as ideias tenham relação umas com as outras)
 
4 - Quanto mais sutil e elegante for a forma pela qual você camufla seus pontos de desenvolvimento na trama, melhor escritor você será (as ligações entre uma ideia e outra devem ser sutis e pouco abruptas)
 
5 - Se você tem um problema com o terceiro ato, o problema está no primeiro (se você encrencou pelo meio do texto, há chances de ter algo errado no início dele)
 
6 - Deixe o público somar dois mais dois. Vai amá-lo para sempre (evite redundâncias, repetições desnecessárias e a mesma informação dita de formas diferentes)
 
7 - Em narrações em off, não descreva o que o público já está vendo (na hora de legendar uma foto, não descreva a cena; avance um pouco e agrege alguma informação à imagem)
 
8 - O evento que acontece no fim do segundo ato desencadeia o fim do filme
 
9 - O terceiro ato deve ser construído em ritmo e ação até o último evento
 
10 - Não vagabundeie (olha o nariz de cera aí, gente! Evite enrolar muito para introduzir o assunto e não encha linguiça para cobrir furos na apuração ou para encher linhas)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h09

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"Eu exijo mais reconhecimento ao povo do fechamento"

 

Frase do meu prof ALEC DUARTE, num post sobre a tarefa de fazer reportagem.

 

Outro post: o redator é o rei da nossa profissão

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h26

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Do lado de cá do crachá

Meu trainee PEDRO ANDRADA conta como dois meses de treinamento mudaram sua visão do jornal:

   Dois jornais; dois meses.

 
Uma das reflexões mais frequentes que me vem à cabeça -- desde que entrei no treinamento da Folha, há dois meses – é a diferença entre o modo como um leitor comum avalia o conteúdo do jornal e o modo como um jornalista o faz.

Isso me ocorre, imagino, por dois motivos: primeiro, pelo fato de que sou leitor do jornal há uns quatro anos, muito antes de me candidatar a uma vaga no treinamento; segundo, pelo fato de que nunca havia tido qualquer contato com questões jornalísticas na minha vida – como exemplo, confesso que entrei no jornal sem saber o que era um lide.
 
No começo, não entedia por que a turma do jornal preocupava-se tanto com a tal da informação exclusiva. Na minha cabeça de leitor, pouco me interessava quem havia dado a notícia primeiro ou quem era o autor de determinada reportagem.

Hoje, depois de fritar um pouco os miolos, compreendo a questão: sem o furo, o jornal pararia; não existiriam denúncias, o veículo perderia a credibilidade diante de seus pares e os profissionais da Redação apenas reproduziriam histórias já repetidas.
 
De uns tempos pra cá, enxergo-me em um processo provavelmente irreversível: comecei a ler o jornal como um jornalista! Critico títulos, lides e “viúvas”, reparo em erros de padronização e até reduzi consideravelmente o tempo que levava para ler o jornal.
 
Em contrapartida, perdi parte de minha “candidez” como leitor e, de modo igual, perdi aquele sentimento de revolta que nutria ao ler uma informação vaga e genérica. Explico: não que agora eu adore ler frases do tipo: “... Um dos maiores”, “... Há uns anos atrás” ou “... O crescimento foi considerável”.
 
Não, eu ainda acho a coisa toda problemática. Contudo, quando o deslize é fruto do seu fruto, quando é você o dono da imprecisão -- como as pérolas que citei acima --, torna-se difícil manter o espírito crítico lá nas nuvens.
 
Estar do lado de cá do jornal, do lado de quem produz, reforçou uma impressão bastante popular: reclamar é relativamente fácil; fazer é quase sempre mais complicado. Por outro lado, a experiência de ter sido leitor e assinante do jornal ajudou-me em um ponto específico: ao fazer jornalismo, leia seu produto como se fosse um cliente do jornal, com a mesma intolerância ao erro, com o mesmo senso crítico da pessoa que paga para ler o seu texto, da pessoa que ignora sua dor de cabeça, seu desinteresse pelo tema etc.
 
Colocar-se na pele do leitor não é fácil, mas este é um dos exercícios, a meu ver, mais complicados e desafiadores da profissão; por isso, acho sempre enriquecedor quando alguém -- um amigo, vizinho, minha mãe -- analisa meus textos e aponta para latentes lacunas de informação.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h35

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Dicas para novatos no telefornalismo

O Telemultimídia tem um bom post sobre o assunto.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h20

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Gripe suína - corintianos com medo de virar palmeirenses (humor na entrevista)

No rádio, vindo pra cá pra Folha, ouvi um boletim médico dizendo que bom-humor combate estresse (achei engraçado que o médico fez uma distinção: tem que ser humor inteligente, não baixaria Alegre).

Cheguei aqui e dei de cara com este divertido post de minha leitora Ivy, sobre as piadas que ela trocou com uma fonte sobre a gripe suína...

Nem sei se o diálogo foi real ou fictício (vou perguntar pra ela), mas com certeza o repórter que pode brincar com o especialista numa entrevista termina o dia mais feliz...

 


ADENDO - Perguntei pra Ivy. A resposta: "Foi verdade. Aconteceu durante a entrevista que fiz ontem com o dr Gustavo Henrique Johanson, médico do ambulatório do viajante da Unifesp. Ele morreu de rir, falou do São Paulo e que o único risco que ele corria era ser campeão da Libertadores. E a piada surgiu porque eu sempre gosto de fazer piadas e, quando recebi a pauta da gripe suína, comecei logo a zoar os palmeirenses.  Como é uma agência de notícias, não dava para colocar a piada na matéria, mas pus no blog."

A matéria "séria" que a Ivy fez está aqui: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/04/27/materia.2009-04-27.2553797709/view

 

Post mais recente sobre humor no jornalismo

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h38

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Cursos na Irlanda

 
 

Cursos na Irlanda

 

Abaixo, links para fazer busca de vários tipos de cursos (com várias ênfases e durações) de especialização em jornalismo, todos na Irlanda:

www.postgrad.ie 

www.nightcourses.ie 

www.gotocollege.ie

http://schoolofmedia.dit.ie/intjrn_01.html  (mestrado em jornalismo internacional)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h55

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Conselhos, exemplos e reflexões

O leitor Alan indicou um texto que o Ricardo Kotscho escreveu em sua revista Brasileiros, que reproduz uma palestra que ele deu, recentemente, a uma turma de estudantes de jornalismo.

Vale a pena ler, porque o jornalista traz algumas ideias legais sobre vários assuntos. Por exemplo:

Ele se pergunta, diante de um auditório lotado de futuros jornalistas, "por que tanta gente quer ser jornalista, exatamente neste momento em que se anuncia a morte dos jornais e a nossa profissão é tão criticada pelo conjunto da sociedade?"

E ousa responder o seguinte: "a maioria estava ali porque jornalismo era a profissão da moda, sem a menor idéia do que gostaria de fazer na profissão, além de aparecer na tela da TV Globo, é claro, ou ter uma coluna na Folha ou na Veja. Aquela velha história de idealismo, compromisso social, mudar o mundo, e todos os sonhos dos meus tempos de estudante, acabou. A grande maioria quer mesmo é se dar bem, fazer sucesso e ganhar uma boa grana, sem saber como."

Ou seja, Kotscho faz uma provocação imensa a esses estudantes. Que quero estimular: tem alguma verdade nisso? O que vocês acham?

Depois de um longo discurso, que traça sua vida de repórter (e editor, correspondente etc etc) em vários veículos, e faz uma reflexão sobre a sobrevivência do jornalismo impresso, Kotscho acaba dizendo o que eu responderia para sua pergunta inicial: "é muito bom poder trabalhar como jornalista num país como o Brasil - onde tanta coisa ainda está por ser construída e tanta história para ser contada."

Muitos querem ser jornalistas, num momento em que a profissão vem sendo tão achincalhada – e apesar disso –, justamente porque acreditam que podem construir com a profissão.

Achei o texto útil também por outras razões. Kotscho dá um conselho, dá um exemplo e solta um pensamento bastante sábio.

  • O conselho:

"Eu, se fosse vocês, querendo mesmo ser jornalista, começaria desde já a trabalhar na internet, nem que seja de graça. Só comecei neste mundo muito recentemente, já chegando aos 60 anos, e confesso que estou gostando muito". (Se vocês não tiverem mais 60 anos, o conselho se torna ainda mais urgente)

  • O exemplo (que não deixa de ser, também, um conselho e uma reflexão):

"O que cada mídia precisa fazer será definir qual é o seu papel nesta história e ser capaz de atender às demandas da sua freguesia. (...)

Voltando à mídia tradicional. Para aproximar novamente um mundo do outro, quer dizer, a fábrica de papel impresso da realidade vivida por sua clientela, só tem um jeito.

É colocar novamente os dois em contato, falar a mesma língua, reaprender a contar histórias da vida real, não só contar mas também explicar o que está acontecendo.

É sair da redação, largar o telefone e as teses dos analistas políticos, botar outra vez o pé nas ruas e nas estradas, olhos e ouvidos bem abertos."

  • E, para fechar este post, o pensamento sábio:

"Precisamos apenas ser honestos naquilo que fazemos, e fazer bem feito o nosso trabalho, qualquer que seja nosso cargo ou função."

O que acham de tudo disso?

Para ler o texto todo, cliquem aqui.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h17

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O óbvio ululante

Um post recente apontava todas as expressões que o manual da Folha pede para serem evitadas nas matérias (exemplo: "óbvio ululante" Carente), além daquelas frases mais irritantes escolhidas pelo jornalista Dan Miller.

Miller não se referia só a termos usados no jornalismo, mas serviu de inspiração para pensarmos naqueles que devem ser evitados em reportagens.

Vários leitores contribuíram para montarmos nossa própria lista de palavras "desfavoritas". Anotem aí:

  • "Nunca na história deste país" (na maioria das vezes é um exagero para tentar dar importância à notícia, sem oferecer dados concretos de que o fato é inédito)
  • "Brasileiro médio" (é feia mesmo, muito usada e há substituições melhores)
  • "Sendo assim", "Como foi visto", "Por essa razão", "O que resulta"... (expressões de ligação entre parágrafos, muitas vezes dispensáveis, que dão um ar muito formal ao texto jornalístico)
  • "Chegou a" (cacoete dispensável. Exemplos do Chico Felitti: "Economia: '...a produção de bens de capital chegou a cair mais de 70% em alguns setores...' Saúde: '...durante anos, essa região chegou a ser retirada em uma cirurgia chamada lobotomia frontal...' Brasil: 'Em 1995, um grupo argentino chegou a propor ao governo brasileiro...'")
  • "Fatos reais", "planos para o futuro" e demais redundâncias
  • "Gira em torno" (consegue ser mais vago que o "cerca de", que muitas vezes é inevitável mesmo)
  • "Foi-se o tempo em que..." (fórmula batida para começar uma matéria, ou qualquer texto)
  • "Em clima de emoção e revolta" (alguém pensou na Isabella? Esse é o maior clichê em enterros de vítimas de violência...)
  • "Muita gente" (usado vagamente, como em "a crise vem tirando o sono de muita gente". Aliás, essa frase toda, com esse "vem tirando o sono" horrorível. Cadê a informação?)
  • "Chegou às vias de fato" (dispensa explicações, acho)
  • "Disponibilizar" e "alavancar" (tem gente que exagera na criatividade e escreve até "catapultar"!)
  • "Vale lembrar" (supérflua)

Duas coisas:

Esta lista pode não ter fim, porque toda hora surgem cacoetes da moda, expressões que, por uma razão ou outra, começam a ser repetidas à exaustão.

A intenção não é listar palavras e expressões que deveriam ser banidas do universo, nem mesmo do jornalístico, dependendo do caso. Mas destacar alguns termos que, só pelo (mau) hábito, tendemos a usar como muletas para as informações e não carregam, sozinhos, QUALQUER informação relevante. São repetitivos, supérfluos, sem importância, irrelevantes, substituíveis. Mero vício, ou cacoete. Empobrecem o texto e não acrescentam ao leitor.

É claro que, a partir do momento em que a expressão ganhe algum significado que enriqueça o texto, ela deixa de virar um mero cacoete e ganha valor. O leitor Gustavo deu bom exemplo: "A matéria da Ilustrada de hoje [14/4/09], "Com a pulga atrás da orelha", para falar da tese de que não foi o próprio Van Gogh que cortou a orelha, eu achei muito boa". O lugar-comum fez humor.

Além disso, as expressões do terceiro item, por exemplo, não têm nenhum problema em si. Só que, num texto jornalístico, com estrutura mais direta, se tornam um acessório dispensável.

O jeito é usar o bom senso. E reler o mais possível, para captar os clichês.

(CRIS)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h54

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Cris no blog

Ela voltou!!

Como vou ter que me dividir em quatro pelos próximos meses, ganhei de novo o direito de ter ajuda de minha colega CRISTINA MORENO DE CASTRO aqui no blog.

A partir de hoje e --espero-- por muito tempo, ela vai bagunçar o coreto por aqui.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h37

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Cinco mitos sobre textos curtos

Clara Torres traduz argumentos de Roy Peter Clark, do Poynter (aqui).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h10

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"O redator é o rei da nossa profissão"

"No hay como ser redactor, el rey de esta profesión. Ser un buen redactor de periódico -un redactor senior, como ahora se dice- es lo mejor que le puede pasar a uno en la vida".

A frase é de Juan Luis Cebrián, conselheiro do grupo que edita o jornal espanhol El País.

Foi retirada de uma entrevista à Esquire, reproduzida no elpais.com (obrigada, Mauricio).

 


 

Sou minoria. Enquanto a torcida do Flamengo prefere a reportagem, eu gosto de fechamento, edição, redação. Fiz um post sobre isso outro dia (aqui).

Outros posts sobre o trabalho do redator:

12 conselhos para um redator de primeira viagem
Uma redatora explica seu trabalho


Unidos contra a maldição - o trabalho de checagem

Redator, esse desvalorizado
Responsabilidade
nos títulos

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h58

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PERFIL

Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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