Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

Pronto pra tudo

Sem nada pra fazer no final de semana? Já assistiu "Pret-à-porter", de Robert Altman?

Se não viu, siga a dica do editor de Esporte da Folha, JOSÉ HENRIQUE MARIANTE, que hoje deu uma aula na escola de jornalismo da USP, sobre como um jornalista deve se preparar para cobrir esportes.

O filme ele usou como um exemplo da versatilidade que deve ter um repórter. Não é preciso saber de cor todas as escalações do Flamengo desde 1950, mas, sim, saber onde encontrá-las. Da mesma forma, é preciso ter abertura pra saber mais de saúde, psicologia, economia, evasão de divisas, política etc. etc., pois tudo isso está emaranhado no dia a dia dos esportes.

O que têm a ver Tim Robbins e Julia Roberts com isso?

O moço faz um repórter que, por acaso, tem que cobrir um crime ocorrido num desfile de moda, assunto do qual ele não entende n-a-d-a. E das artimanhas que ele cria pra dar conta da tarefa.

 

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h14

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Diploma não serve pra nada; o que importa é a formação

Vamos supor que no mês que vem o Supremo derrube o diploma obrigatório.

Isso quer dizer que os jornais vão preferir contratar quem não cursou jornalismo?

Era a pergunta da Luisa aqui no blog há duas semanas (aqui), e eu concordo com várias respostas dos meus leitores: nada vai mudar de uma hora para a outra.

Até porque, como lembrou o Maurício, ponha-se na pele do editor que está contratando: a não ser que seu jornal tenha uma estrutura de treinamento ou você esteja disposto a ensinar o beabá para sua nova "aquisição", dificilmente vai preferir --dentre dois candidatos com a mesmo nível-- o que não cursou jornalismo.

Isso não quer dizer que o diploma, em si, signifique algo. O que importa é a formação das pessoas. O que elas se mostram capazes de fazer. E o editor vai avaliar isso com um teste, uma entrevista, pela experiência prévia do sujeito ou por indicações (sim, é por isso que indicações funcionam: porque o cara tem algum indício a mais sobre a capacidade do candidato).

Vou repetir aqui: só empresas e editores muito burros querem contratar gente ruim para poder pagar menos. É dar tiro no pé. O que todo mundo quer é encontrar os garotos mais inteligentes, mais talentosos, mais interessados e com mais jeito pra coisa e vê-los brilhar, dar furos, ter novas e boas ideias, ousar, fazer barulho.

A maioria absoluta desses garotos está na faculdade de jornalismo hoje --até por uma questão de afinidade, de gosto pela profissão (tem gosto pra tudo, né?...).


Tomei vergonha na cara pra finalmente dar resposta à pergunta da Luisa porque meu prof ALEC DUARTE escreveu um ótimo post sobre tema semelhante hoje no Webmanario

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h40

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Humor e inteligência

Laerte, um dos caras mais geniais, achando novos caminhos.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h40

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Humor na história

Se você é velho o bastante para:

  • ter saído para uma reportagem levando um pager, caso seu editor precisasse entrar em contato
  • ter carregado tijolos de meio quilo à guisa de celular
  • ter escrito toda a matéria antes de fazer a conexão --discada-- porque era caro pra burro usar a internet
  • saber o que é compuserve e America Online

Então tenho certeza de que vai rir muito deste episódio que imagina a série "24 Horas" em 1994 (neste vídeo, que descobri lendo os tweets de meu leitor Paulinho).

Os que são muito novinhos podem assistir e imaginar, pelos trambolhos com os quais nós fazíamos jornalismo naquela época, como era diferente o ritmo de uma Redação --embora a gente também tenha que resolver nossos pepinos em 24 horas...

Como disse @marcioleijoto, Jack Bouer precisaria de muito mais que um dia.

 


 

ARQUELOGIA DE UMA BARRIGADA

Meu prof ALEC DUARTE também relembra um pouco deste mundo jurássico num post sobre o aniversário do Boimate (uma piada de 1º de Abril que pegou a "Veja" de calças curtas).

Humor no.... jornalismo???

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h54

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Bolsas para Madri e Washington

 
 

Bolsas para Madri e Washington

  • para a Espanha: abertas até 31/7 inscrições para o Programa Balboa, que dá bolsas de 1.000 euros, mais passagens e seguro-saúde, para um perído de estágio e estudos de fevereiro a julho de 2010. Para jornalistas de até 30 anos, com espanhol fluente.


  • para os EUA: começam em maio inscrições para programa que leva jornalistas latino-americados para um período de três semanas no "Washington Post", orientados por pesquisadores do Woodrow Wilson International Center for Scholars

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h27

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Mais ferramentas

 
 

Mais ferramentas

 

Dica da Priscila, de BH:

Não sei se você já conhece, mas de qualquer forma acho que é uma dica legal para dar aqui no blog (não me lembro de ter visto por aqui): o Google lançou uma nova ferramenta de busca, o Google News Timeline. Como o nome sugere, ele organiza os resultados da sua busca (sempre notícias, posts de blogs, scans de revistas) em uma linha do tempo. O link: http://newstimeline.googlelabs.com/

 O journalism.co dá mais dicas de ferramentas para timelines.

Adendo do João, de Curitiba, para post sobre ferramentas multimídia (este aqui):

 

Em http://www.go2web20.net/ tem mais ferramentas. Atualizadas diariamente.

E uma dica de Mark Briggs no twitter: http://www.mediacollege.com

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 06h34

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Mais humor no... jornalismo???

Reprodução/Amanhã no Globo

Este repórter aí de cima é "João Buracão", um boneco de esponja de colchonete e jornais feito por um morador do Rio chamado Irandi da Rocha.

Era um protesto contra um buraco enorme na rua do cidadão. Sentado, João segurava uma vara de cuja ponta pendia um belo peixe de papelão coberto de papel-alumínio.

O jornal "Extra" fez um vídeo sobre a bronca de Irandi --o buraco estava lá havia cinco meses, e João pescava seu peixe havia três semanas-- e encampou o boneco, que ganhou até blog, apanhou de políticos, tomou cafezinho com o prefeito e virou letra de funk carioca.

Os garotos do programa de treinamento do Globo contam que "desde 13 de fevereiro, o caçador de crateras fez com que governos municipais intensificassem os serviços de conservação das ruas. Só no primeiro mês foram fechados mais de 1.500 buracos na Região Metropolitana" (leia o post aqui).

Na lista da Abraji, teve gente que achou que isso não é jornalismo. Discordo.

Noticiar buracos e fiscalizar a atuação do poder público é função do jornalismo. Se o João aumenta o interesse por esse noticiário, melhor ainda. Jornais populares, como o Extra, sempre usaram humor como recurso --e jornais em geral do Rio, bem mais que os paulistas.

 


 

Outro dia saiu esta foto na coluna do Ancelmo Góis. O bicho procriou. Um outro carioca bem-humorado inventou o João Buraquinho:

Humor sobre o jornalismo popular

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h49

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Biblioteca Mundial

 
 

Biblioteca Mundial

A dica é do meu prof ALEC DUARTE: está no ar a biblioteca mundial digital

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h54

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Aprenda com as reportagens premiadas

É de graça e ensina muito, desde que a gente tenha um pouco de iniciativa e disciplina: ler boas reportagens e estudá-las:

  • qual é o lide
  • quem informações há
  • como elas foram hierarquizadas
  • como elas estão relacionadas
  • como aparecem as informações de contexto
  • quem foi ouvido
  • como as fontes aparecem na matéria
  • qual o nível de complexidade, profundidade, abrangência

A Folha Online publica a lista das premiadas pelo Pulitzer, um dos principais --e o mais famoso-- prêmios de jornalismo do mundo, com links.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h16

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28 dicas para uma reportagem investigativa

 
 

28 dicas para uma reportagem investigativa

Dica de meu leitor e blogbudsman Takata: uma lista de recomendações de meu colega FREDERICO VASCONCELOS (e o livro dele, ótima lição de reportagem).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h11

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Vídeos que acrescentam

Dica de minha colega CRISTINA MORENO DE CASTRO:

Um exemplo de como um vídeo pode ser bem-vindo para ilustrar uma matéria é o último post do blog do Fábio Zanini, Pé na África.

Ele conta como o candidato favorito à eleições sul-africanas é peça rara, canta, dança e agita uma multidão de eleitores. Ficamos curiosíssimos para saber como é a música que tem o nome cândido de "Traga minha metralhadora" e como esse personagem político se porta ao cantá-la.

Para saciar a curiosidade, Zanini fez um videozinho desse momento. O que eu chamo de boa sacada! Aqui, o post.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h10

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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