Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

Simpósio sobre jornalismo on-line no Texas

 
 

Simpósio sobre jornalismo on-line no Texas

No Texas?

Tá, sei que não é todo mundo que pode dar um pulinho nos EUA em abril. Mas o simpósio do Centro Knight vai reunir muita gente boa e sempre tem transmissão on-line, por isso quem se interessa já pode se agendar pra acompanhar: será dias 17 e 18 de abril.

Já pra quem pode viajar, as inscrições estão abertas.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h45

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Como escrever para a web - on-line, de graça

Meu prof Marcelo Soares traduziu para o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas o livro "Como Escrever para a Web", do jornalista colombiano Guillermo Franco.

Ele está disponível de graça, em PDF, no site do Knight Center. Baixe neste link a obra.

(notaram a foto da capa, né??)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 22h28

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Vagas

O Comunique-se publicou uma lista de concursos públicos com vagas para jornalistas.

O Comunicaia também posta vagas com frequência.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 22h10

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acho que vcs já repararam, não é?, mas hoje está impossível. Não vou ter outro jeito senão lançar mão do:

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h13

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Delicadeza num caso escabroso

Parecia um pedido inocente: será que ela poderia ajudá-lo a colocar uma porta no batente? Elisabeth Fritzl seguiu seu pai até os porões que ele vinha construindo há meses no jardim da casa da família.

Era um dia quente de 1984, agosto, mês em que Prince lançou seu sucesso Purple Rain, a espaçonave Discovery decolou em sua viagem inaugural e o Alto Volta passou a se chamar Burkina Faso.

Elisabeth desceu as escadas até o porão e o ajudou a arrumar a porta, no confinamento empoeirado de sua criação subterrânea. Quando se virou para sair, um pano embebido em éter foi comprimido sobre sua boa e nariz e seu mundo mergulhou no escuro. Talvez para sempre.

Começa assim (numa tradução que fiz de forma despretensiosa) o ótimo texto do Guardian para o qual minha colega LUCIANA COELHO (editora-adjunta do caderno Mundo) me chamou a atenção:

Sabe aquele caso do Fritzl, o engenheiro austríaco que prendeu e estuprou a filha por 24 anos em um porão? Então, o Guardian de hoje (http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/19/josef-fritzl-austria/print) tem um texto incrível sobre a história, que transforma um caso escabroso _que nos últimos dias vêm sendo coberto de forma ou sensacionalista ou fria_ em quase uma peça literária, com tons humanos e questionamentos legais, psicológicos e sociais.
 
Aqui na Folha a gente tem dado uma cobertura limitada do caso, por acharmos que é uma coisa escabrosa demais e com fim em si mesma, tipo noticiar o crime pelo crime só. Mas o texto do Guardian é um primor, porque trata a história com uma delicadeza impressionante, ainda que não omita detalhes chocantes. Um acerto foi optar pela ótica da filha presa, não do pai estuprador, e enchê-lo de descrições, sem adjetivar em excesso (virou lugar comum títulos como 'monstro austríaco fez tal coisa'). Outro foi universalizá-la, ao abordar questões comportamentais e de legislação na Áustria, além de lembrar das transformações pelas quais o mundo passou e das quais Elisabeth não teve notícia por estar trancada no porão.
 
Enfim, leia e veja o que você acha. Eu achei um exemplo de jornalismo bem-feito num dos nichos onde menos se espera, o do 'mundo-cão'.

A Luciana tem razão. Leiam --e "estudem" a forma como ele foi feito--, que vale a pena.
 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h13

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Seu primeiro emprego em jornalismo

Dica de minha colega NATALIE CONSANI: dia 8 de abril vai ter um curso ao vivo na News-U sobre como conseguir seu primeiro emprego em jornalismo. Custa US$ 15. Quem não puder participar ao vivo pode assistir mais tarde. (saiba mais aqui).

Como diz a Natalie, tem a ver com a dúvida do Tiago, alguns posts abaixo. É claro que o mercado americano é tão diferente do nosso como água e vinho (e, por incrível que pareça, eles são a água nesse momento).

Mas dar uma olhada nos temas que serão tratados na conversa já nos ajuda a refletir sobre nossas próprias decisões. Vejam:

  • Identifying your unique skills and talents
  • Determining where you want to work and why
  • Creating a resume (traditional and video), cover letter and a personal elevator pitch
  • Asking for references
  • Networking
  • Interviewing
  • Negotiating a salary package
  • Developing a long-term career plan
  • Navigating the workplace

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h20

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Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h14

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Veja as Redações

 
 

Veja as Redações

Dica do meu leitor Marcos:

O site http://www.cjr.org/newsroom.php?id=1 traz imagens de redações, estúdios, reuniões... alguns dos muitos ambientes de trabalho dos jornalistas, já que sabemos ser a rua o maior (e melhor) lugar para "brotar" boas reportagens.

Em meu blog, fiz a seleção das imagens que julguei mais interessantes. Caso queira vê-las, o link é este 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h56

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Você acha que a política vai mal?

Experimente acabar com os jornais, então, pra ver como piora.

Outro dia fez barulho uma pesquisa do Instituto Pew em que metade dos leitores diziam não ligar se o jornal da cidade deles sumissem.

Pior pra eles.

Estudo da Universidade Princeton, uma das melhores dos EUA, avaliou o que aconteceu com o fim do "Cincinnati Post", em 2007. Resultados:

  • menos eleitores votando,
  • menos candidatos da oposição se lançando
  • menor renovação no poder
É só um chute, mas acho que se fizessem estudo de impactos econômicos, também daria algum resultado nessa direção... Menos vendas, mais empresas fechando, menos gente sabendo o que fazer com seu dinheiro, mais dificuldade pra achar emprego...
 

Para ler mais, há um resumo no blog "newsosaur" (ótimo nome!) e a íntegra do estudo está aqui.
 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h58

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Mais perguntas que respostas

Se vocês leram as sugestões dos leitores à pergunta do Tiago --"largo o banco para arriscar frilas?"--, devem ter visto como não há caminhos que valham para todos.

Há histórias de quem trabalhou durante toda a faculdade, equilibrou alguns frilas no meio e só foi se lançar mesmo no mundo jornalístico depois.

Há outras de quem arriscou antes.

O Tiago vai ter que pesar seus próprios prós e contras e tomar uma decisão, sabendo que --como tudo na vida-- ela implica abrir mão de alguma coisa.

Perguntas que eu me faria no lugar dele:

  • já sei que tipo de frilas eu poderia fazer? Já tenho contatos nos veículos para oferecê-los?
  • dá para fazer frilas sem largar o banco?
  • sem o salário do banco, é possível terminar a faculdade?
  • se os frilas fracassarem, consigo voltar para o emprego?
  • nos possíveis estágios, vou aprender realmente jornalismo?
  • os possíveis estágios ou frilas são em veículos em que quero trabalhar depois?
  • há outras formas de ganhar experiência e aprender na própria faculdade?
  • vai sobrar tempo para ler, aprender mais, conhecer o mundo?

Uma coisa que pesa a favor é o fato de ser bastante novo. Não que um aspirante mais velho esteja totalmente sem chances --já discutimos isso aqui no blog. Mas, com 20 anos, ainda dá pra errar, voltar atrás, errar de novo etc. pelo menos umas oito ou dez vezes. Sorriso

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h51

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Curso on-line: tráfico de drogas

 
 

Curso on-line: tráfico de drogas

 

Abertas inscrições para curso online sobre cobertura de tráfico de drogas

Jornalistas do Caribe e da América Latina podem se inscrever até 22 de março no curso online Cobrindo Tráfico de Drogas, do Knight Center. O treinamento será dado em espanhol, entre os dias 7 de abril e 5 de maio, pelo jornalista colombiano Álvaro Sierra, que é editor do jornal El Tiempo.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h01

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Chat com o autor de Jornalismo 2.0

 
 

Chat com o autor de Jornalismo 2.0

Dica da Natalie: Ana, o Mark Briggs (autor de Jornalismo 2.0) vai participar de um chat amanhã sobre "jornalismo empreendedor". http://is.gd/nLDm

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h55

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Traumas e vítimas

 
 

Traumas e vítimas

Dica de meu colega e super-repórter RAPHAEL GOMIDE:

P { MARGIN-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: 0px }


Envio aqui um site do Dart Center, que achei interessante (não sei se vc já repassou antes), com dicas para jornalistas, famílias e profissionais de saúde de como tratar casos traumáticos, como desastres, assassinatos, violência doméstica e abordagens de crianças & trauma, abuso sexual, etc.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h02

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Vida de tesoura - como cortar um texto pela metade

Meu leitor Pedro precisa de ajuda numa tarefa da faculdade:

Sou estudante do segundo ano de jornalismo na Universidade de Taubaté, SP. Quero repartir essa dúvida com demais leitores do blog e pedir sua opinião no que fazer com o seguinte problema:
 
Temos um jornal laboratorio e, nesse mês, tive um pauta sobre poluição sonora para realizar. Seguindo orientações,  o texto deveria ter 4.200 caracteres, porém, na hora de diagramar o espaço era muito infeiror, com apenas 2.500 caracteres.
 
Neste caso,  preciso reformular o texto para que caiba no espaço, mas minha dúvida é: O que priorizar? Quais informações serião relevantes manter sem que o texto perca o foco, não seja incoerente, e ainda por cima seja compreensivel.
 
Minha outra pergunta: É comum em grandes redações os textos precisarem ser reduzidos (quase a metade, como o meu caso) por causa do espaço? Voce conhece alguem que tenha passado por essa experiência?
 
Espero por respostas!

Pedro, é muito comum a gente ter que cortar textos. Acontece todo dia, várias vezes por dia.

Como fazer?

Depende:

  • de quanto você precisa cortar
  • de como você fez seu texto maior

Se tiver que "talhar fundo", não adianta muito tentar reduzir sentenças e trocar palavras.

Escolha uma informação lateral e tire-a toda fora. Se sua faculdade tem um site, você pode escrever outro texto com esses dados, e fazer uma remissão.

Se tiver escrito o texto maior no que a gente chama de pirâmide invertida, fica mais fácil cortar: pelo pé.

E vocês, colegas. Já passaram por isso? Como resolveram? Reescreveram todo o texto? Pediram para um amigo cortar --os outros têm menos pena...

Ajudem o Pedro.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 06h39

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E palmas para Leme!!!

Universidade expulsa dois alunos e suspende 7 por trote violento em Leme (SP)

Vai entrar na faculdade? Não se conforme com o trote. Reaja, reclame, ande em grupos --com uns caras bem fortões-- e não deixe os cretinos forçarem você a nada.

Eles não valem nada.

Não acredite que quem não participa de trote não se integra na faculdade depois.

É mentira!

No máximo, você não fará parte do grupinho dos cretinos.

Mas quem quer ser do grupo dos cretinos?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h59

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Quero ver você negar

Está no blog do meu professor Marcelo Soares um excelente exemplo real de por que é bom gravar apurações, principalmente as complicadas.

Leia os detalhes no post dele, mas foi o velho e bom gravador que impediu Roseana Sarney e deus e o mundo de desmentirem a apuração do repórter Eduardo Militao.

Ele (NÃO, CLARO QUE NÃO!! Não é o Militão, mas o Dustin Hoffmann em momento parecido!!!) aparece nesta foto abaixo, que na verdade é um vídeo e está no blog do Marcelo (preciso confessar: não sei publicar vídeo no blog... Com vergonha)

 

 


Noutro exemplo de bom uso das ferramentas básicas, repórteres mostram que políticos receberam doações de empresas inidôneas. Veja como eles fizeram isso no Notas Soltas.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h37

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Campineiro voador e as pautas de esportes

Um bom exemplo de pauta de esporte que foge da agenda é esta reportagem que meu colega FABIO SEIXAS publicou em novembro, logo depois da vitória de Hamilton, sobre o piloto brasileiro que pode ter sido o primeiro negro na F-1:

(íntegra para assinantes)

Tinha combinado de entrevistar o Fabio para a seção "Como foi feito", mas nunca tive tempo pra isso.

Só sei que a dica veio de um leitor.

O que me permite adicionar uma recomendação às ótimas já dadas por meu colega ADALBERTO LEISTER. Recorro a uma frase clássica do Samuel Weiner, que me olha num cartaz aqui da sala de treinamento:

"Sempre circulei atento à aparição
do imprevisto, e passei a minha vida
à espera de que algo acontecesse.
Sempre que o telefone tocava
eu corria a atender."

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h58

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Pouca coisa é preta ou branca em jornalismo

As capas da Folha e do Estado hoje dão um bom exemplo de quanto os julgamentos individuais interferem no que se considera notícia --e, mais ainda, notícia digna de estar na primeira página.

Quem puder, dê uma olhada nos jornais, porque as figuras aqui vão estar pequenas, mas só uma dentre todas as notícias escolhidas pelos dois concorrentes é a mesma: o julgamento do "monstro austríaco".



Se quiser saber mais sobre como se edita uma primeira página, leia este post

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h25

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Na Amazônia

 
 

Na Amazônia

O projeto Repórter Futuro recebe até 27/3 inscrições de estudantes de jornalismo interessados no módulo módulo Descobrir a Amazônia - Descobrir-se Repórter.

O curso acontecerá nas manhãs de sábado de maio (9, 16, 23 e 30), no auditório do Instituto de Estudos Avançados (IEA),  na USP, e a viagem para a Amazônia ocorre em julho.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h28

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O estado da mídia

O Instituto Pew divulga seu relatório anual sobre como anda a mídia nos EUA.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h46

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Largo o banco?

Meu leitor Gabriel tem 20 anos, está no terceiro ano da faculdade, e pede a opinião de vocês:

Vivo um pequeno dilema em minha vida e gostaria muito de saber sua opinião - e, se possível, a de seus leitores também - sobre o assunto.
 
A situação é a seguinte: estou no terceiro ano de jornalismo, mas há alguns meses trabalho em um banco. Apesar de não ter nada a ver com a profissão que escolhi para a minha vida, o banco garante uma estabilidade que me permite cursar a faculdade sem grandes sobressaltos.
 
O problema é que sinto que o tempo está passando e eu estou marcando bobeira. Queria fazer alguns frilas, para conseguir contatos no mercado e treinar minhas habilidade - e também para levantar um dinheiriho e realizar um sonho. Só que o tempo curto (saio de casa de manhã cedo e só volto quase a meia-noite) e até mesmo a falta de experiência não permitiram que até hoje eu encontrasse qualquer tipo de frila..
 
O que fazer? Será que antecipar minha saída do banco (quando me formar quero migrar definitivamente para a área) é a melhor opção? Ou será que se continuar no banco até o fim do curso, sem ter feito nada em jornalismo durante quase três anos, tenho chances de me posicionar bem no mercado?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h30

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Pulgas a quilômetros de distância


Ilustração a partir de foto de Johnny Horne/AP
Dois exemplos de como meu colega RICARDO MIOTO usa, na prática, dicas que ele dividiu aqui sobre como fazer um texto mais legal:
1. na matéria sobre o cometa Lulin, analogia a favor do didatismo:
 
O Lulin circula em sentido oposto ao dos planetas em torno do Sol. Como a Terra está indo na direção contrária à do cometa, a velocidade aparente do astro será alta. Estima-se que, todos os dias, ele esteja se deslocando cinco graus no horizonte. Isso significa que, se você esticar seu braço em direção ao céu e olhar para sua mão com os dedos juntos, o cometa percorrerá o espaço de três dedos, aproximadamente.
 
(...)
Outros cometas, de período longo, como Lulin, vêm de uma região orbital bem mais distante: a Nuvem de Oort, a 50 mil unidades astronômicas (o mesmo que 50 mil vezes a distância entre a Terra e o Sol). Isso significa que, se a Terra estivesse a um metro do Sol, a Nuvem de Oort estaria a 50 quilômetros (o cinturão de Kuiper estaria a algumas dezenas de metros). Por isso, os cometas de lá, depois de passarem por aqui, demoram para voltar. O Lulin é um deles e leva milhões de anos para completar uma órbita.
Nesta, sobre o cometa que procurará "novas Terra", a analogia foi feita pela fonte, mas ele soube fazer a pergunta certa e escolher bem a frase que viria entre aspas 

A Missão Kepler vai monitorar a luminosidade de 170 mil estrelas simultaneamente para cumprir sua tarefa. Cada vez que o brilho de uma estrela cai, é sinal de que um planeta pode estar passando na sua frente.

Esse método, conhecido como "trânsito", já é usado por outros telescópios. O Kepler, porém, terá uma sensibilidade inédita. Um planeta do tamanho da Terra, se observado a distância, oculta apenas cerca de um décimo de milésimo da luz emitida por sua estrela-mãe, e o novo telescópio espacial poderá enxergar isso.

"Isso equivale à queda de luminosidade que ocorre quando uma pulga passa na frente do farol de um carro vindo na direção contrária a você, de noite, bem longe", disse à Folha Jon Jenkins, da Nasa, um dos criadores do software que servirá como cérebro do Kepler.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h55

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Já ouviu falar de SEO? Não? Vai ouvir...

SEO (sigla em inglês, pronuncia-se "és - i - ou") quer dizer usar palavras em seu texto de forma que ele apareça mais nos buscadores.

Bem usado, é útil: se o objetivo da sua matéria é prestar serviço a quem tem mal de Parkinson, por exemplo, a melhor coisa do mundo é que ela apareça num buscador quando seu público alvo for procurar informação útil sobre esse assunto.

Tenho quase certeza de que em pouco tempo vai aparecer os arautos de sempre pra dizer que é a mercantilização do texto, que é camisa-de-força, burocratização e blablablá. Pra mim, a discussão não é essa, mas sim como usar a serviço da notícia.

Nos EUA, o assunto já esquenta, como mostra este post do blog Gjol.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h46

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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