Smithsonian Institution/Associated Press

Fotos publicadas pelo New York Times: texto original aqui
Meu colega ALEC DUARTE conta em seu blog a história de uma matéria do NYTimes corrigida 103 anos depois: "Um resuminho: em matéria publicada há 103 anos, o relojoeiro Jonathan Dillon contou ao jornal qual era o teor da inscrição que colocou na parte de dentro de um relógio depois ofertado ao presidente Abraham Lincoln. Só agora descobriu-se o conteúdo real da mensagem". (leia todo o post aqui)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h28

Uma leitora perguntou: "Como é possível encontrar pautas de esportes que não sejam de agenda?".
E meu colega ADALBERTO LEISTER FILHO dá a aula:
Algumas dicas práticas que sigo no dia-a-dia de trabalho na Folha:
1 - Mantenha uma rede de contatos. Há certas fontes que merecem um telefonema diário. Outras, uma ligação semanal. Outras ainda, um contato eventual. E algumas, com o tempo, devem ser descartadas, por não oferecerem mais notícias;
2 - Amplie sua agenda de telefones. Todos os jogos, treinos e eventos que o repórter cobre são uma oportunidade de arrumar novos contatos, aumentar seu leque de fontes. O técnico da categoria de base, o jogador iniciante ou o dirigente em início de carreira de hoje podem se tornar figuras importantes no futuro e serem ótimas fontes de informação. Tenho cerca de 2.000 números de telefone na minha agenda. Acho pouco;
3 - Fuce na internet. É impossível hoje ignorar o que sai na rede mundial de computadores. Ela é ótima fonte para ideias de pauta, especialmente nos sites de jornais estrangeiros, de entidades importantes do esporte (COI, Fifa etc) e páginas eletrônicas especializadas de cada modalidade (cabe ao repórter descobri-las). Páginas de tribunais de justiça ou TCU às vezes podem dar um start para matérias, veiculando andamento de processos;
4 - Fique atento às agências de notícias. Às vezes um noticiário banal das agências pode trazer implicações importantes para o Brasil. Por exemplo, uma nova regra da Fifa, que diminua as vagas para estrangeiros nas equipes europeias terá efeitos imediatos sobre o mercado de trabalho dos jogadores brasileiros;
5 - Tente ver além da documentação oficial. Muitas vezes entidades esportivas (como, de resto, creio que o mesmo ocorra em outros setores) divulgam seus documentos, relatórios oficiais e balanços com informações aparentemente anódinas. Embora quase nunca o repórter de jornal diário tenha muito tempo para se debruçar sobre eles, tais documentos podem ser úteis, especialmente fazendo associações, como com comparações com balanços dos anos anteriores, por exemplo;
6 - Levante números e veja se eles dizem algo. Existe uma máxima que diz que jornalista não sabe fazer conta. É bem possível que seja verdade. Por isso, noções básicas de excel são importantes, especialmente para levantar aquela planilha com números complicados. No sistema da Folha, também temos um programinha que faz contas de porcentagem, acréscimo e decréscimo. Use-o;
7 - Procure personagens. Essa talvez seja a tarefa mais difícil. Novas figuras no cenário esportivo às vezes têm ótimas histórias, que merecem ser contadas. Mas tente sair da mesmice do nadador que teve bronquite na infância ou das batidas "histórias de superação", que as assessorias de imprensa volta e meia tentam vender. Alguns esportes, particularmente, oferecem boas histórias, como boxe, atletismo e basquete;
8 - Selecione os releases. Por dia devo receber uns cem releases. A maioria vai direto para o lixo. Alguns podem ter sacadas para uma matéria. E, em outros, pode haver histórias bacanas até escondido no pé do texto;
9 - Leia seu jornal e a concorrência. Isso serve tanto para não vender para seu editor uma pauta que já saiu em outro lugar quanto para ficar atento a histórias que possam ter desdobramentos e render novas matérias;
10 - Especialize-se. Um bom repórter é capaz de, numa emergência, escrever sobre todos os assuntos de seu caderno. No caso do Esporte, sobre todas as modalidades. No entanto, é sempre bom ter conhecimento especializado em algumas áreas que o profissional tiver mais afinidade. As fontes respeitam mais o repórter quando percebem que ele tem conhecimento sobre o assunto que está perguntando. E esse background irá ajudar a fazer associações, relações e a enxergar além da notícia da agência, do comunicado oficial, do release.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h18
Meu colega RICARDO MIOTO divide com os leitores do blog ótimas dicas do livro "A Field Guide for Science Writers":
Vida de novo jornalista é difícil. Você chega em casa e, em vez de dormir e sonhar com rios de cerveja, sonha com o jornal.
Fica procurando ler tudo sobre a sua área.
Vou contar uma coisa se você prometer que lerá até o final do parágrafo: eu estou cobrindo ciência e o livro "A Field Guide for Science Writers" é ótimo. Adoro ciência e, por mim, todo mundo leria o livro. Mas escrevo especialmente sobre o quarto capítulo, que dá dicas que servem pra todas as áreas (viu como valeu a pena ler até aqui pra descobrir que não aparecerão prótons pela frente?).
Aqui estão alguns dos conselhos de lá, adaptados por mim com coisas que aprendi nos últimos tempos. Várias dicas já apareceram aqui no blog:
Leia o seu texto em voz alta. Assim você consegue captar muito melhor o ritmo e descobrir se as idéias estão fluindo ou se ele está truncado demais.
Não seja tímido. Tanto com os entrevistados, perguntando tudo que você não souber, quanto com o seu editor e com os colegas. É difícil, eu sei, eu ainda tenho dificuldades pra falar com o meu editor sobre o que ele achou do meu texto. Você não vai querer ficar interrogando seu chefe, vai? Mas tento fazer pelo menos uma ou duas perguntas quando vejo que ele não está muito ocupado, torcendo pra ele falar bastante...
Pense no seu lide como uma arma de sedução. O leitor está lá, perdido, dando uma olhada e você... bom, você tem apenas uma chance de conquistá-lo. Mostre logo a que veio, diga de cara por que aquele tema é importante e interessante (o famoso "e daí?") e quais os pontos principais que você vai abordar. O que leva à próxima dica:
Antes de começar a escrever, saiba o que vai falar. Não se constrói uma casa decente sem saber onde colocar cada cômodo antes de começar a mexer nos tijolos, certo?
Ligue os pontos. Sua história precisa fluir. É necessário que exista uma ordem lógica. Um bom texto é uma coleção de fatos, mas nem toda coleção de fatos é um bom texto.
Use analogias. Elas ajudam a entender melhor o que você quer dizer, mas não exagere.
Não use clichês. No seu texto, não existirá luz no fim do túnel, ninguém estará no fundo do poço nem abrirá com chave de ouro qualquer coisa. Não é assim que você quer construir um estilo próprio, é?
Escreva em português. Deixe o jargão e as palavras complicadas para os advogados.
Imagine o seu leitor. Pra quem você escreve? Em ciência, eu acho temos que evitar assustar o leitor. Ele é um bichinho medroso: você tem que se aproximar com calma, medindo bem seus movimentos, senão ele sai correndo. Depois que conseguir a sua confiança, vai poder até pegar no colo. Como a americana Deborah Blum, autora de algumas dessas dicas, eu tento escrever pra alguém que não sabe nada de ciência e, possivelmente, nem gosta muito do assunto. Se você, nas palavras dela, joga na cara do sujeito um termo médico cheio de sílabas estranhas, ele para de ler na hora. É difícil conseguir vencer essa barreira. Admito que muitas vezes a editoria de ciência da Folha falha ao fazer isso, infelizmente.
Explique primeiro, nomeie depois. "Existe um lugar distante de onde muitos cometas vem. Ele se chama Nuvem de Oort", seguindo a idéia de não assustar o leitor, é melhor do que "a Nuvem de Oort é uma região distante de onde muitos cometas vem". Assim, você diz o que significa alguma coisa para quem está lendo sem que a pessoa nem perceba, sem dor, sem que ela bata o olho e pense "não sei o que é isso, vou parar de ler" antes de perceber que a explicação está logo em seguida.
Corte. Muitos detalhes mais confundem do que explicam. Só deixe no texto aquilo que for fundamental para a elaboração da história. Você é pago pra contar boas histórias em poucas linhas. De um editor americano sobre os seus estagiários: "são muito espertos, mas se você pergunta que horas são, eles te dizem como os relógios funcionam".
Quebre. Pode quebrar tudo: frases, parágrafos, textos. Use sem pena o ponto final, o botão enter e intertítulos (aqueles títulos secundários) dentro das matérias. Pode conversar com o seu editor para quebrar a matéria em duas também e fazer uma "sub", uma matéria auxiliar do lado explicando melhor algum ponto. Quando a gente reúne idéias demais num mesmo espaço, as coisas ficam confusas.
Use técnicas da ficção. Não precisa levar o Machado de Assis que há em você para a redação, mas, com moderação, coisas como antecipar num parágrafo o tema do próximo, boas aspas e verbos fortes ajudam muito.
Não se impressione. Essa é especialmente para os focas como eu. A gente se impressiona muito fácil mesmo com os colegas de profissão (que sentam do nosso lado, em mesas com as nossas!), imagine com quem está do lado de fora. Não é porque o sujeito é importante (cientista reconhecido, político experimentado, executivo enriquecido, artista de sucesso) e nosso currículo é elogiado no máximo pelo nossa família que não vamos fazer as perguntas que devem ser feitas, ainda que duras.
Divirta-se. Você gosta do assunto que está cobrindo, espero. É muito mais fácil ter boas histórias pra contar sobre algo que nos interessa de verdade, não?
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 23h07
Quem conta é meu trainee RODRIGO RUSSO:
Há algum tempo foi noticiado que em Cambridge o trote obrigou as calouras a simularem a prática de sexo oral.
Não precisamos ir tão longe para descobrir coisa semelhante: nos links (1 E 2), há imagens do trote que ocorreu na Universidade Anhembi Morumbi, campus Vila Olímpia (ou seja, uma universidade privada em região nobre de São Paulo), onde tanto homens quanto mulheres são submetidos à infame simulação com auxílio de uma banana, e resgatam o passado da música e TV brasileiras com a "dança da garrafa".
Os veteranos que os incitam ficam ao lado, distribuindo bebidas e reclamando daqueles que não seguem suas ordens com o grau de submissão que desejam.
O pior de tudo isso é que tais pessoas não veem problemas em suas atitudes, tanto que o nome do autor do vídeo está disponível a todos.
Sei que o jornalismo não pode abraçar todas as causas da sociedade, mas acho que em relação ao trote existe hoje um grande desrespeito aos direitos e à dignidade desses jovens, uma invasão da esfera íntima -ao obrigá-los a praticar atos que por si só nunca praticariam- que merece, sim, maior grau de conscientização e denúncia.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 22h56
Ricardo Lombardi, cujo blog --Desculpe a Poeira-- é uma das revistas mais legais que conheço, me manda este trecho de entrevista com Renato Pomeu.
Além da boa discussão, me chamou a atenção a diferença entre o que propunha a pergunta e o que veio na resposta. (dá para ler mais no Observatório)
IMPRENSA -Você conta que antigamente os editores diziam aos repórteres: "temos que dar essa matéria porque ninguém mais deu". E hoje, nas redações se diz: "não vamos dar isso porque ninguém mais deu". O que mudou?
Pompeu - Não é bem assim. O cientista político francês Régis Debray, que foi companheiro da guerrilha do Che na Bolívia e passou anos lá preso e depois foi conselheiro do presidente François Mitterrand, é que constatou que antigamente o diretor de redação dizia "Opa, vamos dar já isso, ninguém está falando nisso", e hoje o diretor diz "Ora, isso não vamos dar, ninguém está falando nisso". Acontece que antes se dava valor à novidade, ao desconhecido, e hoje se repisa a mesma coisa, por razões mercadológicas, já que grande parte do público se interessa muito mais pelo que já conhece do que pelo que não conhece. Aqui devemos comparar com o médico: o médico deve dar o tratamento que o paciente precisa ou o tratamento que o paciente quer? O jornalista deve dar a informação de que, com sua experiência profissional, ele sabe que o público necessita, ou a informação que o público quer?
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h37
Bia Moraes foi uma de minhas "professoras" sobre como cobrir casos judiciais.
Na lista de discussão da Abraji, ela deu uma superaula, completa e detalhada, da qual aproveitei algumas dicas num livro que escrevi --e um dia sai, sedeusquiser.
Pois hoje ela estreou uma coluna num jornal paranaense. No post em que fala da estréia, em seu blog, ela conta os apuros por que passou quando teve que cobrir férias de um colunista.
É uma leitura divertida que mostra pra quem está começando que ter medo e ficar inseguro não é "privilégio" de ninguém.
Humor negro no erro dos outros
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h31
Mídia e violência
Seminário internacional na Metodista, dia 24/3. Inscrições, gratuitas mas limitadas, vão até 20/3.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h02
Frase de minha trainee ANNA CAROLINA, que passou a tarde ontem na Ilustrada (*):
Ok, as pautas são frias. E daí? Quem diz que pauta fria não esquenta a cabeça?
(*) O exercício deles ontem era observar de perto um dia na Redação. Cada um fez uma coisa diferente. Vou ver se algum se anima a contar aqui no blog.
HUMOR (NEGRO) NUM ERRO DOS OUTROS
Sei que é chato rir do erro dos outros, mas tem horas em que não dá pra evitar.
Nesta matéria de um jornal fluminense (mandada por minha trainee LUIZA BANDEIRA), vejam só o parágrafo final (mais abaixo):


Outro caso hilário de erro provocado por descuido parecido (deixar recados no meio de um texto que vai ser publicado)
Post anterior sobre humor no jornalismo
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h45
O "Jornal Nacional" acaba de dar uma matéria bem legal sobre palmeirenses e são-paulinos que torcem para o Ronaldo.
Tava quicando na minha frente, mas eu não vi.
É pra gente se lembrar de que muito do que acontece no nosso dia-a-dia pode ser pauta. Basta estar atento e acreditar na ideia.
(tá aqui o link da matéria)
PS - já sei que vai ter leitor reclamando: "Só falam no Ronaldo". Mas não dá pra brigar com a notícia. E ele é notícia, sob vários dos critérios clássicos que se usam para defini-la.
Lições do Ronaldo para jornalistas
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h25
A pedido do meu leitor Bruno, meu colega LUCAS FERRAZ conta como é começar a trabalhar na reportagem da Sucursal de Brasília (onde ele está há um ano):
Em Brasília, antes da Folha, trabalhei seis meses no Congresso em Foco, site especializado na cobertura do Legislativo _ Câmara e Senado.
Caí naquele mundo sem nenhuma experiência prévia na cobertura política. O tempo ensina muito, e na maioria das vezes apreendemos na marra. Mas creio que algumas coisas me ajudaram (e ainda continuam ajudando).
- Acompanhamento diário do noticiário. É importante _e indispensável_ por motivos óbvios. Quando caí no Congresso, já conhecia quem era quem. Ou pelo menos tinha uma boa noção.
- Conversar muito. Sem preconceitos, mas também é importante saber a hora de tirar o time de campo. Em Brasília, às vezes a pessoa é fonte e nem sabe. Em praticamente todos os órgãos há um funcionário disposto a conversar, tirar dúvidas e ajudar eventualmente com informações _geralmente ele conhece o local onde trabalha. Para quem cobre determinado órgão é imprescindível manter contato com essas pessoas.
- Estudar, sempre. Ler muito e metodicamente. Seja para cobrir política ou artes plásticas. História é um prato cheio para a área; ajuda muito na cobertura, principalmente para quem trabalha em jornal, que, teoricamente, demanda um trabalho mais contextualizado e analítico, o que pressupõe também mais informações. Portanto, qualquer coisa de história ajuda _biografias, dossiês, teses, livro-reportagens etc.
É importante também conhecer um pouco da Constituição (pelo menos saber consultá-la), pois muita coisa gira em torno dela.
No mais, a rotina ensina. Por exemplo: janeiro é mês chatíssimo em Brasília, com a cidade vazia e com praticamente todas as fontes fora. E aí? No meu primeiro janeiro aqui, olhei o que os jornais fizeram no verão passado. Ajudou como um norte, mas tudo, claro, vai depender da conjuntura política. Como dizem, cada caso é um caso.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h23
Site registra regras de acesso a informação pública no país (aqui).
Se você precisa de informação pública para uma matéria e não querem passar, não desista. Insista.
Leia mais sobre informação pública e assessorias
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h11
Como uma história é contada no vídeo
Não, eu não abandonei o blog. É só falta de tempo, mesmo.
Mas passo pra vocês um exercício que os trainees fizeram ontem:
vejam este vídeo, feito pela Adam Ellick, do "New York Times". É um documentário de 14 minutos.
Depois pensem sobre o seguinte:
- qual é o tema da história? Ou seja, o objetivo do jornalista: o que ele quer dizer ao leitor?
- como ele atinge esse objetivo? Como ele decide contar essa história?
Amanhã (ou outro dia no futuro próximo) eu comento.
Inté
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h04
Desculpe a Poeira publica charges hilárias da revista Piauí (aqui).
Post mais recente sobre humor
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h51
Dica muito legal de meu colega Elton Bezerra: este mapa do NYT que mostra onde estão os imigrantes nos EUA.
Faz parte da sala de debates, que discute imigração e ensino.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h43
Nota no Ancelmo Gois de hoje:

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h04
Verão em Praga
O Transitions On-Line é uma espécie de Abraji theca, e está com inscrições abertas para três cursos em julho, em Praga.
A dica é de minha leitora Patricia, que criou coragem e vai passar uns meses na Europa trabalhando como au-pair --e fazendo um dos cursos. Quem sabe ela vai contando aqui no blog as suas aventuras...
Leitora não sabe se viaja ou começa logo a trabalhar
Qual a hora certa para viajar?
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h27
Minha trainee ESTELITA CARAZZAI fala de seu pedregoso primeiro encontro com o Twitter, e dos seguintes:

Na primeira –-e, até ontem, única-– vez que entrei no Twitter, no feriadão de Carnaval, peguei antipatia quase imediata por esta que é a ferramenta da moda na internet –-ao menos nos círculos que frequento. Achei que parecia uma espécie de Orkut2, com todo mundo bisbilhotando o que você fala, seguidores que você nem conhece e livre acesso às páginas dos seus amigos pra igualmente –-claro-– bisbilhotar.
Tive quatro tipos de arrepio e fechei correndo o navegador.
Mas hoje, voltando à ferramenta na aula sobre jornalismo multimídia do Alec Duarte, descobri que ela pode ser bastante útil –-e bem menos potencialmente perigosa do que o malfadado Orkut.
Meu colega de trainee, o André, falou algo que sintetizou o uso que, a partir de hoje, farei do Twitter: é como um agregador de RSSs, um Google Reader qualquer. Você decide quem ou o que vai acompanhar, e a partir daí todas as atualizações dessa pessoa aparecem na sua página inicial do Twitter. O negócio é encontrar gente bacana, que fale de coisas que lhe interessem.
Foi o ponto de partida pra eu começar a achar a ferramenta até simpática. Ainda a estou descobrindo, mas, pelo menos, já eliminei aquela estranheza inicial. Pra ficar completa, só falta descobrir uma pauta.
Meu prof Marcelo Soares conta no blog dele como cobriu ao vivo, no Twitter, o show do Deep Purple
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h42
Rodrigo Coca/Foto Arena/Folha Imagem

Estou longe de ser corintiana, mas para o Ronaldo eu estava torcendo.
Foi demais ver aquele gol, aos 47 minutos.
E o jogo deixa duas coisas que servem para jornalistas:
- pensar é mais importante que correr
- frase do próprio Ronaldo: "Eu arrisco. Não tenho medo de errar"
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 06h35
Meu trainee ANDRÉ MONTEIRO mostra, com exemplos concretos dos jornais deste sábado, como uma mesma pauta vira duas coisas muito diferentes:

Uma coisa que aprendemos no nosso primeiro exercício de pauta é que o julgamento se uma pauta é boa ou ruim é subjetivo: um editor pode achar que o assunto não vale, é batido, mas outro pode ver um enfoque diferente e ficar empolgado com a história.
Lendo os jornais de hoje [sábado], percebi também que, mesmo com pautas exatamente iguais (que podem chegar via assessoria, por exemplo), as matérias que resultam delas podem ser totalmente diferentes. A apuração e a seleção do que é mais importante em uma notícia também são coisas subjetivas (o que não deve servir de pretexto para esquecer os princípios jornalísticos).
A pauta em questão foi uma pesquisa feita pela Secretaria de Estado da Saúde com usuários do SUS, que avaliaram hospitais públicos e filantrópicos de São Paulo. Ela foi divulgada para os dois jornais, mas, enquanto a "Folha" destacou que o Hospital das Clínicas da USP, um centro de referência, não foi bem avaliado, o "Estado" destacou a boa colocação dos outros hospitais públicos da capital.
Comaparem os dois textos:
Folha: Em "provão", paciente do SUS "reprova" HC de SP
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0703200901.htm (para assinantes)
Estado: Capital tem 6 dos 10 melhores hospitais da rede pública
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090307/not_imp334930,0.php
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h47
Quinta e sexta os trainees "madrugaram" na Folha para duas aulas com ALEC DUARTE, editor-assistente de Esporte, blogueiro, twitteiro e professor universitário de mídias on-line.
Parte disso já foi contada aqui por RODRIGO VIZEU, parte ainda será contada (espero) pelos outros trainees, mas o resumo mesmo das aulas, os slides, os links usados, tudo em detalhes está publicado hoje no Webmanario (aqui).
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h44
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