Já que eu estava de plantão e não aconteceu naaaaaaaada o dia todo, deu pra fazer o tutorial: um beabá bem básico, mesmo, para quem tem curiosidade de saber o que é twitter, mas tem preguiça de descobrir tudo sozinho.
Veja aqui. (só pra reforçar: já escrevi no passo-a-passo, mas é bom repetir: anote bem a sua senha, porque, se perder, não há como recuperar --pelo menos não de um jeito fácil-- e há coisas que só dá pra fazer com senha)
Depois que tiver feito a sua conta, não deixe de ler a cartilha para usar melhor o twitter e, também, o post sobre usos jornalísticos dessa ferramenta.
Twitter as a learning tool, dica do Alec Duarte
(Também fiz um tutorial pro Google Reader, se interessar a alguém...)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h16
Meu leitor Matheus pede a opinião de vocês:
Eu tenho uma dúvida que eu gostaria de dividir com os outros leitores do blog. A cobertura da imprensa no caso Eloá, e em outros de sequestro que envolveram vítimas, já foi discutido. Se o comportamento da imprensa foi adequado, se atrapalharam as negociações...
Agora, eu tenho uma outra questão que eu gostaria de saber sua opinião, assim como a dos outros leitores. Eu estou morando na Inglaterra, e aqui está acontecendo algo que eu acho muito estranho.
Jade Goodys é uma ex-participante do BB daqui que ficou conhecida por algumas coisas que ela falou e fez no programa ( celebridade de Big Brother como em qualquer lugar do planeta. Ela era tratada como uma celebridade entre tantas outras que também não acrescentam nada.
A questão é que a Jade foi convidada para participar de outro BB, dessa vez só com celebridades. E, durante o programa, descobriu que estava com câncer. A partir desse momento ela passou a ser uma espécie de porta voz de todos que tem câncer.
Particiopou de outros reality shows e programas.
Mas, durante uma sessão de exames, ela descobriu que sua doença não tinha tratamento e que só teria mais alguns meses de vida. A partir desse momento, ela passou a ser capa de todos os jornais ( principalmente os tabloides ). Ela casou semana passada e vendeu os direitos de transmissão do casamento por uma boa quantia.
A questão é: ela gosta de aparecer, fez isso da sua vida, mas, em uma hora tão delicada como essa, a imprensa não deveria ser um pouco mais discreta e não abusar tanto de sentimentalismo. Pra mim pelo menos é horrível ver todo dia a cara dela nos jornais com manchetes do tipo "o último desejo de Jade" "Os filhos de Jade se preparam para perder a mãe"
Você não acha que é muito?
Se você não sabe que história é esta, pode ler aqui uma matéria do britânico "Times".
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h55
Ainda vou --prometo-- fazer um tutorial do twitter, pra facilitar a vida de quem pensa um dia em entrar lá, mas fica com aquela preguiça de descobrir tudo sozinho.
Pra quem já entrou, o Save the Media publica hoje um excelente post: não dá pra perder (em inglês, mas fácil de acompanhar).
E minha leitora Jamila indica esta matéria do New York Times:
É uma matéria bem bacana sobre como alguns jornalistas estõa usando o Twitter para enviar mensagens que não são necessariamente jornalísticas, como dizer que está subindo as escadas para chegar no estúdio de gravação. (!)
Achei bacana porque, como é um instrumento novo, é importante saber o que não fazer para poder acertar com o Twitter. Além disso a matéria fala sobre uma possível febre de Twitter, que deve passar em breve, assim como passou a febre por Pokémons, exemplo do próprio texto. =)
A matéria está em inglês, mas com um texto muito gostoso de ler. O abre é impagável.
Pode até ser que seja mesmo uma febre breve, mas, no momento, anda altíssima. Vejam só a tela que acaba de aparecer para mim! É tanto tweet que eles ficaram "over capacity"!
(tutorial do Google reader)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h37
Minha analogia predileta de ontem, no blog do Vinicius, tratando de um assunto bem árido (crédito):
As novas concessões de crédito estão ou estagnadas ou caindo, a depender da base de comparação.
(...)
Tal crescimento era mesmo insustentável. Mas a brusca parada na evolução do dinheiro novo emprestado vai causar estragos.
(...)
Como quase nada de honesto e duradouro cresce sem parar a 30% ao ano, poderíamos até dizer que certos males vêm para bem, como dizem alguns economistas de bancos. (...) Porém, como no triste caso do parque da Aclimação, em São Paulo, o lago será esvaziado por acidente, de uma hora para outra, e muitos peixes e outros animais serão tragados pelo ralo. Nessa correnteza desordenada, os patos do consumo serão arrastados do mesmo modo como os cisnes do investimento.
(parece que a época anda mesmo para mundo animal neste blog... Leia aqui embaixo a entrevista com a Laura sobre os cisnes e veja outra analogia divertida feita por Elio Gaspari).
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h19
Laura e saga dos cisnes-negros

Joel Silva/Folha Imagem
Atendendo a pedidos de leitores que se apaixonaram pela história dos cisnes da Aclimação (e esta), entrevistei a repórter Laura Capriglione (que uma leitora sugeriu que fosse promovida a colunista da Folha
) para ela nos contar um pouco de como foi essa apuração específica e todas as outras que incorporaram seu estilo próprio de narrar.
Sugiro que quem não tenha lido, leia agora; as matérias estão abertas na Folha Online.
Novo em Folha - Como você construiu esse lide cheio de detalhes? Chegou a presenciar o momento em que os cisnes observavam a vazão d’água?
Laura Capriglione - Isso aí é o relato de uma frequentadora que eu citei na matéria [Romilda Queiroz]. E tinha outra mulher junto, que o André Caramante entrevistou no dia anterior, que viu exatamente a mesma cena. Eu achei essa cena tão chocante, tão impressionante os cisnes no meio da coisa e os peixes em volta pulando, que eu achei que o lide devia ser isso.
Novo em Folha - Quando você vai para um lugar assim, fazer esse tipo de pauta, você gosta de procurar aspas legais?
LC - Não precisa muito procurar, porque as pessoas falam. Nesta matéria nem tinha aspas tão bacanas. O que eu estava mais interessada mesmo era na descrição que as pessoas faziam e que papel cada um desempenhava na história.
Novo em Folha - Mas você tenta procurar bons personagens, ou prefere observar e construir seu texto em discurso indireto?
LC - Na verdade, eu cheguei lá 11 horas da manhã. Chegaram as autoridades e eu estava lá nas entrevistas todas que eles deram no local. E aí tinha aquele cisne lá no meio, que era um ímã pra atenção das pessoas. Elas ficavam preocupadas, tanto que eu estava ali entrevistando essas personalidades e o assunto era o tal do cisne _se está atolado, se não está, se vai morrer de fome... Comecei a prestar atenção no cisne. O que eu quis fazer foi uma matéria contando o que foi o investimento de horas daquelas pessoas que não entendem nada de bicho para tentar resgatar um cisne que na verdade era uma metonímia do lago, era aquele serzinho no meio do lago. Achei que era uma boa coisa contar os papéis que cada um desempenhava ali. Fora que eu acho que, numa cidade que é famosa por ser indiferente à vida, uma cidade em que a solidariedade a gente não acredita muito que exista, de repente com aquele monte de gente mobilizada pra salvar peixe e ave... foi emocionante. Essa história não é uma história do cisne, é daquelas pessoas tentando salvar uma vida.
Novo em Folha - Você foi lá já com a intenção de cobrir um foco específico ou para cobrir tudo?
LC - O Conrado [Corsalette] chegou muito cedinho lá, umas 6h, para acompanhar a abertura do parque. Quando o Kassab chegou, já era a minha vez de render o Conrado. Mas aí passei esse material para o Conrado e fiz o específico.
Novo em Folha - Quando você vai se pautar ou ser pautada, já escolhe essas matérias com esse enfoque?
LC - Eu cheguei na redação e propus passar aquela parte para o Conrado porque achei que isso [o específico] seria um bom diferencial do jornal, uma coisa que tem um olhar mais cuidadoso em cima de um fenômeno. Eles concordaram _se o [Rogério] Gentile, meu editor, não tivesse concordado, eu faria de outra maneira_ e por isso foi feito assim.
Novo em Folha - Dentro do texto tem expressões totalmente anticonvencionais, como o "óóóóóó uníssono" e "paulistano que é bom não sabe nada de natureza": você acha que isso cabe em qualquer matéria, pode ser feito por qualquer repórter?
LC - Não cabe em todo tipo de matéria. Essa era uma matéria de comportamento, necessariamente muito mais impressionista, quase que de descrição do que estava acontecendo. Obviamente não foi todo mundo que falou "óóóóóó", não era todo mundo que estava envolvido com o resgate daquele cisne, não é todo paulistano que não entende nada de natureza. Mas é quase como se você fizesse um retrato impressionista: você pega as cores mais fortes e faz um quadro com pinceladas rápidas. Mas se você precisa fazer uma matéria sobre uma concorrência que foi fraudada, não pode fazer um retrato impressionista, tem que fazer o menos impressionista e o mais detalhista possível.
Novo em Folha - E o que você pensa dos lides convencionais?
LC - O lide quem-que-quando-como-porquê é uma boa receita básica, mas não é a única de lide. Por exemplo, em revista, em que eles lidam com períodos mais largos, o lide é aquela coisa que captura a atenção do leitor. Não necessariamente responde a essas perguntas básicas, mas tem como função principal fazer com que o leitor entre na matéria. Eu acho que esse lide [da matéria dos cisnes] serve um pouco para esse fim, capturar um pouco a atenção, mostrar o cisne no meio daquele lago que estava morrendo, e contar uma história. Não é um lide convencional, mas é jornalisticamente plausível e bom, eu acho.
Novo em Folha - Como que você começou a desenvolver esse seu estilo de "pintar um quadro", quando percebeu que tinha esse talento especial?
LC - Não é um talento, não. Em texto de revista se usa muito isso, porque você precisa fazer muita descrição. Os jornais têm um jeito mais rápido de contar história; o jornal não tem muito tempo, nem espaço e muitas vezes nem interesse em fazer descrições de situações. É um outro jeito de você contar uma história: um fato a partir da forma como outras pessoas viram esse fato. Essa matéria do cisne é exatamente isso: como as pessoas viram aquilo. A forma como as pessoas veem uma cena não é objetiva, mas acaba integrando à objetividade que envolve esse fato. Um fato é aquilo que acontece e mais todas as interpretações sobre ele, não é isso? Quando você agrega ao material jornalístico como as pessoas viram, como reagiram, o que sentiram, você enriquece com uma dimensão a mais na descrição do acontecido. E isso as revistas fazem muito. Como eu trabalhei na Veja durante muito tempo, eu tive que aprender isso. E tem que entrevistar muitas pessoas.
Novo em Folha - Com quantas pessoas você conversou pra fazer essa matéria?
LC - Eu passei o dia inteiro conversando com as pessoas, o dia inteiro perguntando, falando, tentando ver. Acho que falei com mais de 30 pessoas. Cheguei às 11h e saí de lá umas 17h. Falei com funcionários, frequentadores, voluntários no resgate do cisne. Não tem "a" fonte, como nas matérias convencionais. Tem que ouvir um mooooonte de gente. E tem que prestar atenção no cara que fica quieto também.
Novo em Folha - Mas tem uma estratégia para achar bons personagens, como essa mulher que fica picando o miolo de pão?
LC - Não, tem que observar mesmo. Por exemplo, deixei de fora um personagem que se ajoelhou na entrada do parque quando começou a chover e ficou lá até a chuva passar. Eu deixei ele de fora, porque ele estava muito posando pra foto. Estava muito "performando" e eu não queria isso. Procurei personagens mais interessantes. O músico que eu citei não estava atuando, estava lá sensibilizado com a história.
Novo em Folha - Para lembrar disso tudo na hora de construir o texto, você usa as anotações, ou apela para a memória?
LC - Sabe o que eu tenho feito cada vez mais? Vou sempre com uma câmera. Quando eu vejo alguma coisa muito interessante ou que tem muitas dimensões ou muitos detalhes, eu sempre fotografo. Isso, quando eu vou escrever, me ajuda a lembrar e fazer descrições mais completas. Por exemplo, tinha lá tilápia, cascudo, e tinha o tal do mussum. Eu ia esquecer do tal do mussum, um peixe que parece uma cobrinha. Para não esquecer, fotografei. Eu anoto, mas às vezes a anotação não me chama tanto a atenção.
Novo em Folha - Há quanto tempo você já faz isso?
LC - De uns três anos pra cá eu tenho feito isso, ajuda muito a lembrar.
Novo em Folha - Já teve matéria que não teria saído sem uma foto, em que a foto foi essencial?
LC - Sabe que teve?, mas agora eu não vou lembrar....
Novo em Folha - Mas sua intenção inicial não foi publicar a foto no jornal, como aconteceu [ela saiu na capa]?
LC - Não, de jeito nenhum, nem pensei nisso. Como eu focalizei muito essa história do cisne, a [editoria de] fotografia tinha um material muito grande do vertedouro, do lago seco, mas do resgate do cisne eles tinham pouco material. Eu faço essas fotos mais para me armar na hora das descrições, esse é o espírito pra mim. O texto pode ser uma boa fotografia também, uma fotografia em movimento. Se a gente conseguir fazer o texto, em algumas oportunidades, como uma fotografia em movimento, agregamos informação para o leitor.
A
proveito este post para me despedir do blog. Continuarei contribuindo sempre que puder, como costumo fazer, mas agora com menos frequência que durante as últimas três semanas, já que não estarei mais aqui na editoria de Treinamento. Espero que tenham gostado da contribuição tanto quanto eu adorei participar 
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h26
No Rio, reportagem investigativa
Vários de meus amigos e professores, todos feras, dão a "Oficina da Reportagem Investigativa".
Começa dia 7/3.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h18

Acompanhe no blog do Alec
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h48
Quando vi a foto da capa de hoje, do Joel Silva,

lembrei de um post que a Ana fez há algum tempo.
Vale reler o post, de tão legal que era.
Depois, é legal se debruçar sobre todos os pequenos detalhes que compõem a foto:

Um festival de fisionomias...
...o desconforto de cada indivíduo...

...um relance incomodado bem no centro geográfico da foto!
(Entenda por centro geográfico aquele depois do corte da edição, que agora toma um sentido)
E o conjunto da obra, um formigueiro, notícia por si só, expandido na versão online:

Para quem gosta de produzir e apreciar fotos, um prato cheio 
Resposta do Joel à pergunta do PH: a foto foi tirada de uma passarela da estação da Sé onde é possível ver os passageiros de uma das linhas (a linha vermelha é acima da azul, ou vice-versa).
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h54
Lembram-se de uma conversa que tivemos aqui no blog dia desses (aqui) sobre blogs pessoais etc.
Pois meu prof ALEC DUARTE aponta pra esta matéria sobre jornalista que foi demitida porque falou mal do empregador no FaceBook.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h40
Bolsa - Nações Unidas
O Fundo de Bolsas Dag Hammarskjöld aceita até 20/3 inscrições para programa de estudos e cobertura da 64ª assembléia geral das Nações Unidas (saiba mais).
Podem concorrer aqueles que:
Are native of one of the developing countries of Africa, Asia, South America or the Caribbean.
Currently live in and write for a publication in their native country.
Are between the ages of 25 and 35.
Have a good to excellent command of the English language.
Are currently employed full-time as professional journalists for bona fide print, television, radio or internet media organizations.
Have approval from their media organizations to spend up to three months in New York reporting from the United Nations.
Receive a commitment from their media organizations that the reports they file during the term of the Fellowship will be used.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h47

Perguntei aí embaixo se o Twitter pode ser usado como ferramenta jornalística e obtive várias respostas.
Fiz o mesmo no meu twitter e ganhei vários links de presente.
Hora de compartilhá-los 
Para os leitores Tai, Alessandra, Estelita, Stella, Natália, Thiago, André, Gabriel e Tiago, o Twitter serve para:
- agregar vários observadores do que está acontecendo no momento
- oferecer pautas
- trocar links úteis
- seguir mestres e aprender com eles
- debater temas
- descobrir informações em tempo real
- difundir informações rapidamente
- ver as opiniões de várias pessoas sobre um mesmo tema
- descobrir pessoas (personagens? fontes?) que gostam de determinado assunto/atividade específicos
- participar de conferências online
- melhorar a relação entre jornais/jornalistas e seu público
No Twitter, Thiago Araújo mostrou que ele também pode ser ferramenta de busca, como o Google.
E a Alessandra deu o exemplo de como ele pode furar todos os outros veículos.
A Ana me mostrou alguns links que também respondem a minha pergunta.
Um deles é o savethemedia.com, que diz que o Twitter pode "ajudar os jornalistas a criarem uma comunidade, alcançarem seus leitores e descobrirem novidades". E lista uma série de ferramentas que potencializam as vantagens do Twitter.
Outra dica da Ana foi fuçar no Webmanário, site do Alec. Como vêem nesse link, há vários posts sobre o Twitter por lá.
Dois me chamaram a atenção: um que fala do Breaking News On e outro que fala da posse do Obama, que tinha, é claro, um microblog especial.
Outro link é um guia prático, inclusive com a lista dos 30 jornalistas para seguir no Twitter.
Realmente, tudo isso me parece extremamente útil para jornalistas e para o jornalismo. Mas é coisa demais para acompanhar, ler, fazer ao mesmo tempo... Como não ficar louco?
Descobri que não sou só eu que temo esse tipo de tecnologia tão abrangente. Tim Ferris criou um post com as cinco regras para "usar o Twitter e evitar que ele nos use":
- Não poste e leia ao mesmo tempo
- Use bloqueios para te alertar se estiver usando o Twitter por muito tempo
- Siga aqueles que não vão te mandar muitas mensagens diretas
- Não poste a menos que você adicione mais valor do que sua atenção consumida (use o twitter como microblog mesmo, recheado de links para agregar valor etc)
- Interaja, mas não tente responder todo mundo ("Procurar aprovação dos outros é um trabalho em período integral, sem folgas ou benefícios")
Ainda estou apanhando, mas um dia chego lá 
E a coluna de hoje do Nelson de Sá já fala em "Twitter War":
"Washington Post" e o site Politico descrevem como os "tweets" tomam conta da cobertura política americana, no que já é descrito como "a guerra do Twitter". Saiu até até lista dos "dez mais" de Washington. O conflito maior é entre as estrelas de NBC e ABC, David Gregory e George Stephanopoulos, mas a lista traz o marqueteiro Karl Rove como líder. Também na relação, Al Gore, a blogueira Ana Marie Cox e Obama "ou, para ser exato, seus assessores".
Para ler mais completo, no blog dele.
Esta entrevista vale a pena ler: http://olago.wordpress.com/2009/02/26/entrevista-completa-ao-semanario-economico.
O blogueiro é mais um viciadíssimo em Twitter (não sei como ele dá conta de seguir 700 pessoas e responder a todos os seus seguidores!).
Definitivamente não liga pra regra número 5 que pus acima. E já prevê um celular com a tecla exclusiva de acesso ao Twitter.
Alguém duvida?
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h29
Se você --como eu-- sabe que há ferramentas que ajudam muito --economizam tempo, organizam tudo--, mas não tem jeito nem paciência pra descobrir sozinho, seus problemas acabaram (hehe).
Usando minhas habilidades recentemente adquiridas num curso de HTML, fiz um passo-a-passo detalhado sobre como você pode acompanhar seus blogs favoritos (inclusive este, certo?) no Google reader.
Experimente!!
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h34
Na pior em BH

O sabático do repórter da Folha Ranier Bragon vai ser acompanhado de perto por um blog nascido ontem, o "Na pior em BH" (devidamente nos meus favoritos
).
Para entender melhor o projeto, o ideal é ler a apresentação que Bragon escreveu:
Em novembro de 2008, a empresa em que trabalho aceitou me conceder dois meses de período sabático para que eu tocasse um projeto pessoal, o de escrever um roteiro deliberadamente pé-sujo de Belo Horizonte. Sempre tive uma estranha atração por locais decadentes, malfalados, bolorentos, lugares onde, como diz o vulgo, a criança chora e a mãe não ouve. Espalhada a noticia de meu tão singelo projeto, correu na empresa a insidiosa versão de que incrivelmente conseguira, na verdade, dois meses da mais absoluta vadiagem. E em plena crise mundial. Para provar então a todos os meus detratores que eles estavam cobertos de razão, montei esse blog como forma de documentar o passo a passo da empreitada, que tem início a partir de 4 de maio (alô, minha gente querida de Brasília e da Barão de Limeira, aquele abração!). Com alguma sorte, quem sabe consiga sensibilizar algum incauto editor a patrocinar o livro que escreverei. E como a internet é livre e o português é universal, talvez Hollywood também resolva entrar na jogada. Mas se tudo der errado, resta o divertimento de registrar o diário de um sabático fracassado (ei!... não é que isso dá um título de livro?!). Aqui e ali esse projeto sofre inspiração orwelliana, como devem ter notado. Provavelmente não escreverei um “1984” ou uma “Revolução dos Bichos” depois, mas talvez morra de tuberculose aos 47.
Fica a dica do dia!
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h03
Daquelas durezas de quem trabalha ao vivo, como os repórteres de rádio, é este diálogo hilário que peguei no twitter de meu colega RICARDO VIEL:
Pergunta - Fulano [estudioso em sei lá o quê], qual a influência da invasão holandesa no Carnaval do Recife?
RespOSTA - Nenhuma.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h20

Resolvi seguir o twitter do Novo em Folha e, para isso, criei meu próprio perfil por lá.
Ou seja: como se não bastasse ter sete e-mails, um blog, um site para colaborar, blogs de amigos para visitar, orkut, MSN, trocentas ferramentas do Google à parte e outras coisas que nem me lembro mais que tenho, agora também vou acompanhar mil microtextos alheios no twitter.
E o que é o twitter? Gorjeio, trinado, chilro, pipilo: coisinhas miúdas pra compartilhar na internet.
Serei capaz de me comunicar em 140 caracteres? Até agora foi a única utilidade real que consegui vislumbrar: a prática essencial da concisão.
Atendendo à sensação de goiaba da Ana, sete leitores do Novo em Folha explicaram o funcionamento do twitter e um até achou utilidade melhor que a que eu vi:
"uma idéia legal seria o twitter do Novo em Folha divulgar links que vc ache interessante e fazer chamadas para o seu post".
O Marcelo Tas, em palestra na Semana de Treinamento, mostrou sua própria utilidade.
Mas ainda estou na fase do "Qual é a desse trem?" (sou mineira
).
Para o jornalismo, há alguma utilidade? (O orkut tem!)
O que vocês acham?
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h32
No feriado eu caí no "golpe da velhícia" do Rogério Ceni suspenso (ria da minha cara aqui).
Mas hoje o Marcelo Soares me manda este link sobre como a encrenca é disseminada. Em resumo, o Guardian, numa série, publicou um link de uma matéria de 1974 sobre o IRA. Como buscadores de notícias não fazem a distinção entre o que é velho e o que é novo... Já viram a confusão, né?
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h14
A Fudação McCormick vai patrocinar três projetos executados ou coordenados por jornalistas mulheres (veja aqui). Inscrições vão até 31/3. Os requisitos:
Funding is available for start-ups only.
- Projects must launch (at least a live beta) within 10 months.
- Projects must have a plan for continuing after initial funding has ended.
- Projects must have journalistic value.
- Projects may be independent or housed within traditional media.
- Personal blogs or one-time documentaries will not be funded.
- Awardees will receive funding through a subcontract if they are an individual or affiliated with a business; and through a grant if they are affiliated with a non-profit institution.
Strong applicants would:
- Provide information to help people live their lives or make informed civic choices.
- Adhere to principles of accuracy, truth and fairness.
- Advance women in the news industry.
- Show promise of being replicable or scalable.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h49
Karime Xavier/Folha Imagem

Marcos Andrade, da fabricante de manequins Expor
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h33
Jornalismo e corrupção
Meu amigo FABIANO ANGÉLICO lança em pleno Carnaval seu blog para tratar de jornalismo e corrupção:
É o Notas Soltas http://algumasnotassoltas.wordpress.com/ Ali vou falar da conexão jornalismo-corrupção.
Já coloquei dois dedos de prosa. Um sobre minha admissão na pós-graduação em Transparência, Accountability e Combate à Corrupção na Universidade do Chile. E outro sobre Tribunais de Contas.
Peço ajuda dos amigos para melhorar o blog. Em todos os sentidos. Forma e conteúdo. Aceito de bom grado críticas e sugestões.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h14
Via blog do Gjol, vi esta aula do Paul Bradshaw sobre princípios básicos do texto na internet.
Não é que haja propriamente novidade. Acho que 90% de nós já ouviu falar de texto curto, interatividade, envolver a comunidade etc.
Mas vale a pena passar pelos slides, porque toma menos de dois minutos, e sempre pode acender alguma luz.
Para mim, acenderam estas:
- na internet se lê mais devagar
- o leitor "procura" notícias. Por isso, o título e o texto tem que deixar bem claro de que se trata
- aliás, a internet é um paraíso para quem gosta de título objetivo, que dá a notícia, vai direto ao fato, bem específico (deu pra notar que eu sou uma das que gostam???)
- o leitor também procura respostas. Descubra como seu texto pode oferecê-las --serviço, utilidade, links, endereçamentos!! A internet é o verdadeiro triunfo do "e daí?"
E pra quem estiver achando o Carnaval um tédio, entrevista do editor de interatividade do New York Times sobre como usar infografia multimídia (tambem via gjol)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h19
No mundo ideal, um repórter pode andar pelas ruas de SP. No real, tem que ver bem aonde vai (e como, e quando, e com quem --estou supondo que o "por quê" foi muito bem respondido na pauta).
Dois colegas ficaram 40 minutos reféns de supostos traficantes na favela de Paraisópolis (aqui). Por sorte, o maior dano foi roubo de equipamento fotográfico.
São Paulo não é o Rio, mas isso quer dizer também que estamos mais despreparados e podemos ser mais ingênuos.
Contra o terror, treinamento e reportagem - sobre os repórteres de "O Dia"
Dicas para reduzir riscos em reportagens
Leitora do blog relata reportagem de risco
Dicas de um correspondente para reduzir risco em zonas de conflito
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h18
Sou meio "exterminadora de aspas". Quase sempre acho declarações literais a) inúteis; b) redundantes; c) confusas, ou seja, verdadeiros entulhos num texto. Se a gente reescrevesse em discurso indireto, geralmente o leitor ganharia.
Mas algumas frases são ótimas pelo que elas são, como a do "pipoco", que comentei aqui na semana passada.
E outras são geniais porque resumem numa idéia toda uma história, uma espécie de "café solúvel".
Esta aqui é minha frase preferida do jornal de ontem. Vejam o quanto ela revela do nosso mundo:
FOLHA - Quando virou travesti?
ANTARA - Há dois anos.
FOLHA - Passou 33 na dúvida?
ANTARA - Não. Primeiro consegui tudo o que eu queria, imóveis, lojas, dinheiro. Agora já posso enfrentar a sociedade.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h54

Meu "Erramos" favorito da edição de hoje:
CIÊNCIA (6.FEV, PÁG. A12) Diferentemente do que diz o texto "Rã é nova ferramenta para definir conservação", o animal usado na pesquisa é uma perereca, não uma rã.
Pra combinar com minha analogia predileta da edição de domingo...
(Se você, como eu, achava que rã e perereca eram dois nomes da mesma coisa e ficou curioso pra saber a diferença, leia esta simpática página da Fiocruz sobre os anfíbios, de onde tirei estas duas fotos. Perereca é aquele bicho ali de cima e rã é este aqui embaixo)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h37
Invoquei com este título na Folha impressa de hoje:
Mau tempo atrapalha a folia em Pernambuco
Em Salvador, Claudia Leitte convoca foliões a quebrarem recorde de beijos
Desfile dos mascarados papangus, em Bezerros, atrasa duas horas; Filhos de Gandhy e Novos Baianos animam Carnaval baiano
(assinante lê aqui)
"Atrapalha a folia" é muito brando, quase desleixado, para o que parece ter acontecido. Vários shows foram cancelados --não é qualquer chuvinha que derruba Carnaval no Brasil, certo? E --você só descobre no nono parágrafo-- uma pessoa morreu.
Por mais que seja festa e o leitor prefira amenidades a tragédias, se é notícia, tem que dar melhor, não? Que todo mundo pulou até cair atrás da Ivete Sangalo é batido demais.
Pra aproveitar a onda ranzinza, também acho que a proporção dos danos não respalda o tom "engraçadinho" com que o texto começa:
A chuva e o vento que atingem Pernambuco desde a noite de sábado alteraram a programação do Carnaval em diversas cidades e obrigaram os foliões a trocarem a sombrinha do frevo pelo guarda-chuva.
Sou a favor, claro, de textos originais. Mas o que manda tem que ser sempre a notícia.
O assunto é o mesmo de um exercício de umas semanas atrás, em que meu recém-trainee MATHEUS MAGENTA tinha dúvidas sobre que título e lide dar em dois acidentes com morte (veja aqui).
Para mim, se morreu alguém, é mais importante que o resto. "Acidente com morte interdita marginal" é melhor que "Acidente com carro e moto interdita marginal". "Ônibus atrapalha e mata ciclista na Paulista" é a notícia. Se parou o trânsito é só uma consequência.
Só me lembro de um caso em que os mortos não foram título ou lide de algo catastrófico: o ataque às torres gêmeas, em 11 de setembro.
Pra ser mais importante que a vida dos outros, tem que ter essa dimensão história.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h19

foto retirada de www.adeja.org.br/jacare.htm
Minha analogia preferida do domingo, do mestre ELIO GASPARI:
É um projeto jacaré: o sujeito só vê o olho,
chega perto e ele abre a boca.
[a coluna, para assinantes]
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h13
A dica é de meu trainee ANDRÉ MONTEIRO:
O jornalista espanhol Paco Sánchez, diretor do "La Voz" da Galícia e professor da Universidade de Navarra, preparou uma "aula" sobre texto jornalístico com base em uma única matéria do "El País".
A aula e a matéria são excelentes, e podem ser conferidas nesse link: http://pacosanchez.bitacoras.com/archivos/2006/03/01/la-narracion-periodistica
Paco dá aula de texto também no programa de treinamento do "Estado" e, pelo que já ouvi, é excepcional professor. Aproveitem!
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h36
Tem algum leitor ligado durante o Carnaval?
Acabo de criar um twitter para o NovoemFolha, mas não tenho a melhor ideia de como ele funciona.
Tá certo que não tenho muita paciência para ler FAQs, mas juro que tentei, e achei totalmente cifrado.
Mas aviso vocês dos progressos, se houver algum.
PRIMEIRO PROGRESSO
Estou me sentindo uma perfeita goiaba, mas pelo menos já entendi como escrever uma mensagem. 
E descobri uns caras que pretendo acompanhar, como meus profs Marcelo Soares, Alec Duarte, Mauricio Tuffani, Fabiano Angelico.
Ah, um aviso: se vcs forem me seguir no Twitter, procurem por anaestela. Eu criei uma conta novoemfolha, mas na verdade a que eu vou usar mesmo é a anaestela, tá legal?
Abraços a todos.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h11

A interatividade tem dessas armadilhas.
Seções como a Mais Lidas são "editadas" pelos leitores, não pelos jornalistas.
Se, como nesta madrugada, sabe-se lá por que motivo, uma centena de leitores clicarem numa notícia de 2001, ela vira a mais lida. Aí o sujeito acorda numa segunda de Carnaval, topa com a "supensão" do Rogério e (meu Deus! Ainda estou bêbado? Botaram LSD no meu guaraná?) , obviamente, clica pra ler, aumentando a audiência da "velhícia" (meu apelido para notícia velha).

ADENDO: fui checar agora (12h31) para ver se a velhícia do Rogério continuava entre as mais lidas, e vi que a FOL tirou da página de Esporte o quadrinho de mais lidas. Parece uma boa solução provisória para que o índice de leitura volte ao normal. Mas a questão de fundo --a da "edição" on-line-- permanece, não acham.
QUANDO A VELHÍCIA CUSTA CARO
Meu prof Marcelo Soares manda esta matéria que conta do dia em que um texto antigo, alçado para os mais lidos pelos leitores, acabou sendo distribuída pelo Google News e fez despencar ações da United Airlines. Está no pé desta matéria.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h09
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