
Harish Tyagi/EFE
Hoje completa um ano que Márcio Marques da Silva, 25, registrou uma queixa na polícia por agressão em seu primeiro dia de aula na Uninove Barra Funda.
Ele disse que foi espancado dentro da sala de aula por quatro veteranos que quiseram pintar sua roupa – como parte de um "inocente" trote – e, ao se depararem com a recusa de Márcio, começaram a agredi-lo.
Márcio se recusara porque tinha que trabalhar depois das aulas e não poderia estar com as roupas manchadas.
Poderia ter se recusado porque não gosta de trote, porque é alérgico a tinta, porque não fazia questão de se enturmar – seja por qual motivo fosse, ele poderia ter se recusado a participar de um trote simplesmente por ser dono de seu próprio nariz.
Mas não é assim que funcionam os trotes.
É assim: veteranos querem recepcionar seus calouros e, muitas vezes, para isso, fazem brincadeiras agressivas, humilhantes ou constrangedoras. Calouros que se recusam a participar, são isolados do grupo. Calouros que participam se vingam nos calouros do semestre seguinte.
[Desculpem-me por generalizar: é claro que existem exceções, também batizadas de "trotes", que são realmente recepções calorosas, com a boa intenção de fazer novos amigos, que não constrangem e pelo menos não são impostas a ninguém.]
Voltando ao Márcio.
Este blog acompanhou todos os seus passos depois de ter sido agredido em trote. Márcio virou bandeira de uma campanha contra a prática medieval:
Hoje, um ano depois, o inquérito continua em aberto, a Uninove continua sem respostas e Márcio continua tocando sua vida, agora no início do segundo período de publicidade.
Cinco dias atrás, a Ana perguntou aqui no blog: "O que você pensa do trote?". Alguns, como o leitor Roberto Takata, pegaram o espírito da coisa: "Trote é coisa de cavalo".
Hoje, um leitor respondeu que denunciar os trotes é da moda do politicamente correto e que os jornalistas que fazem isso deviam "parar de serem chatos".
Respondi com algumas perguntas: "Você acha que um aluno ser espancado durante um trote, uma grávida ser queimada, outros 11 alunos serem queimados com creolina, um sofrer coma alcóolico porque foi obrigado a beber e se lambuzar em fezes, outro morrer afogado (etc etc etc pelo país afora) são fatos meramente "politicamente incorretos"? Não deveriam ser publicados, porque não possuem relevância? Quem divulga uma prática medieval que vem se tornando cada dia mais agressiva atualmente é "chato"?"
A Ana, em agosto, deu argumentos mais específicos.
Não deixemos o que ocorreu com Márcio impune. A bandeira contra uma cultura de violência consentida não pode dar em nada.
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h55
Como fazer textos mais claros

A News University vai fazer um seminário online ensinando como escrever de maneira mais clara.
Segundo eles, o curso de Michael Schwartz vai ensinar a escrever de forma mais exata, fugir dos textos prolixos, descobrir o poder e as armadilhas da pontuação, perceber os artifícios de escrita que prejudicam os textos agradáveis.
Quando: 4 de março
Mais detalhes e inscrição AQUI.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h06

O leitor Raphael faz algumas perguntas:
Comecei em um jornal (diário), e fui colocado para cobrir a editoria de politica de uma das cidades. Preciso sugerir pautas para o jornal, mas como sou novo e conheco pouco, estou tendo sérias dificuldades. Nunca cobri política, e estou tendo dificuldades de fazer as matérias por isso... Fico à mercê de assessores e dos políticos para colocar opiniões, mas nem sempre consigo falar com eles e sinto que as matérias ficam incompletas.
A minha dificuldade é conseguir essas pautas, ou principalmente não tomar muitas furos dos outros jornais, com repórteres mais experientes que já conhecem como funciona a politica de cada cidade. Será que você poderia em ajudar com dicas sobre como driblar essas situações?
Que sugestões vocês dariam ao colega?
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h27
4º Congresso Internacional da Abraji
Fui ao 3º e indico demais. Aprendi muito lá:
"O 4º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo acontecerá entre os dias 9 e 11 de julho no campus da Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.
Com cerca de 50 oficinas, o evento reunirá importantes nomes do jornalismo brasileiro e internacional e contará com a participação de estudiosos sobre diversos assuntos." (Abraji)
Para mais informações:
http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=837
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h47
As dicas de Maria Lígia Prado
Para quem gostou das aulas da professora, ou de seus resumos aqui no blog, fica a bibliografia indicada:
Abramson, Pierre-Luc – Las utopias sociales en América Latina en el siglo XIX.
Aguilar Camín, Héctor e Meyer, Lorenzo. À sombra da Revolução Mexicana.
Aguilar, José Antonio e Rojas, Rafael (orgs.) El Republicanismo en Hispanoamérica.
Ardao, Arturo – Genesis de la idea y el nombre de América Latina.
Bellotto, Manoel Lelo e Corrêa, Ana Maria Martinez (orgs.) – Bolívar.
Bethell, Leslie (org.) – História da América Latina.
Bolívar, Simón – Escritos políticos.
Capelato, Maria Helena Rolim – Multidões em cena. Propaganda política no Varguismo e Peronismo.
Centro de Estudios Históricos. Historia General de México.
Córdova, Arnaldo – La ideologia de la Revolución Mexicana.
Checchia, Cristiane – Terra e capitalismo. A questão agrária na Colômbia (1848-1853).
Contreras, Carlos e Cueto, Marcos. Historia del Perú Contemporáneo.
Cornejo Polar, Antonio – “O indigenismo andino” in Valdés, Mario J. – O condor voa: literatura e cultura latino-americanas.
Deler, J. P. e Saint-Geours, Y. – Estados y naciones en los Andes.
Dominguez, Jorge I. – Insurrección o lealtad. La desintregración del Imperio español en America.
Fernandes, Florestan – Da guerrilha ao socialismo: a Revolução Cubana.
Franco, Stella Maris Scatena – Luzes e sombras na construção da nação argentina. Os manuais de História Nacional (1868-1912).
Funes, Patricia. Salvar la Nación. Intelectuales, cultura y política en los años veinte latinoamericanos.
García Canclini, Nestor – Culturas híbridas.
Gerbi, Antonello – O Novo Mundo. História de uma polêmica (1750-1900).
Gil, Antônio Carlos Amador – Tecendo os fios da Nação.
Gilly, Adolfo – El Cardenismo, una utopía mexicana.
Goldman, Noemi e Salvatore, Ricardo (orgs.) – Caudillismo rioplatense. Nuevas miradas a un viejo problema.
González Casanova, Pablo (org.) – Cultura y creación intelectual en América Latina.
González Casanova, Pablo (org.) – História de Medio Siglo.
Gruzinski, Serge. O pensamento mestiço.
Guerra, François-Xavier – Modernidad e independencia.
Katz, Friedrich (org.) – Revuelta, rebelión y revolución.
Klein, Herbert S. Historia General de Bolivia.
Martí, José – Nossa América.
Passetti, Gabriel - Indígenas e criollos: política, guerra e traição nas lutas no sul da Argentina (1852-1885).
Prado, Maria Ligia Coelho – América Latina no século XIX. Tramas, telas e textos.
Prado, Maria Ligia Coelho – “O Brasil e a distante América do Sul” in Revista de História, no. 145.
Prado, Maria Ligia Coelho - “Esperança radical e desencanto conservador na Independência da América Espanhola”.
Prado, Maria Ligia Coelho, Soares, Gabriela Pellegrino e Colombo, Sylvia. Reflexões sobre a Democracia na América Latina.
Rama, Angel – A cidade das letras.
Reina, Letícia – Las rebeliones campesinas en México (1819-1906).
Rodó, José Enrique – Ariel.
Romero, José Luis – Latinoamérica. La ciudad y las ideas.
Romero, Luis Alberto. Breve Historia Contemporánea de Argentina.
Rouquié, Alain – O extremo ocidente. Uma introdução à América Latina.
Sabato, Hilda e Lettieri, Alberto (orgs.) – La vida política en la Argentina del siglo XIX.
Santos, Luís Cláudio Villafañe – O Brasil entre a América e a Europa.
Sarmiento, Domingo Faustino – Facundo.Civilização e barbárie.
Said, Edward W. – Culture and imperialism.
Soares, Gabriela Pellegrino e Colombo, Sylvia. Reforma liberal e lutas camponesas na América Latina. México e Peru nas últimas décadas do XIX e princípios do XX.
Shumway, Nicolas – The invention of Argentina.
Svampa, Maristela – El dilema argentino: civilización o barbarie.
Terán, Oscar – En busca de la ideologia argentina.
Uchoa, Pablo. Venezuela. A encruzilhada de Hugo Chávez.
Vários Autores. Historia de Colombia. Todo lo que hay que saber.
Villalobos R., Sergio. Chile y su Historia.
Zea, Leopoldo (org.) – América Latina en sus ideas.
Miskulin, Silvia Cezar. Cultura ilhada. Imprensa e Revolução Cubana (1959-1961).
Vasconcellos, Camilo de Mello. Imagens da Revolução Mexicana.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h36

Hoje foi a terceira e última aula de História da América Latina da professora Maria Lígia Prado, da USP (leia aqui a primeira e a segunda), que resumo a seguir.
Ela falou basicamente de como a discussão sobre o IMPERIALISMO permeou todo o século 20 e é fundamental para entender a posição de Hugo Chávez e Evo Morales hoje.
Segundo ela, imperialismo já era discutido desde 1830, quando alguns defendiam os Estados Unidos como país-modelo e outros invocavam o perigo de viver nas sombras norte-americanas.
Mas foi a intervenção dos EUA na independência de Cuba, 60 anos depois, que marcou a história do imperialismo, criando uma identidade cultural que opunha América Latina dos Estados Unidos.
História de Cuba
Enquanto todos os países da América já tinham declarado a independência desde o início do século 19, Cuba e Porto Rico quase entraram no século 20 como colônias.
Em sua segunda tentativa de se tornar independente da Espanha, numa guerra de 1895 a 1898, Cuba consegue se libertar.
Mas, antes disso, os Estados Unidos entraram na guerra contra a Espanha, interessados no açúcar cubano e em sua posição estratégica. Resumo da ópera: a independência de Cuba foi creditada ao vizinho do norte e a vitória foi oficialmente norte-americana.
Não à toa, os EUA ganharam de brinde Porto Rico, Filipinas e uma ilha do Pacífico. Também não à toa, o primeiro governador de Cuba foi um general americano. A moeda local era o dólar americano. E a Emenda Platt, de 1901, permitia intervenções armadas dos EUA em Cuba. Dois anos depois, nascia Guantánamo e uma "reciprocidade" comercial que humilhava a economia cubana.
Assim, Cuba deixou de ser colônia da Espanha e se tornou quase um protetorado dos Estados Unidos.
E assim continuou durante o governo de Fulgêncio Batista, que era corrupto e um "fantoche" do país vizinho.
Quando o grupo de Fidel começa a guerrilha na Sierra Maestra, seu manifesto, ainda não socialista, era basicamente reformista, nacionalista e anti-imperialista.
Foi muito por causa da história de Cuba que o anti-imperialismo se tornou um tema e passou a ser usado como explicação – simplista – para o atraso econômico da América Latina.
A idéia de oposição entre EUA e América Latina percorre o século 20 e vai ganhando dimensão política apoiada em acontecimentos e em construções ideológicas.
Fidel se torna Chávez
Isso explica o forte apoio que Chávez tem no continente, por simbolizar um anti-imperialismo que tem fortes raízes na história latino-americana.
Ele tomou a bandeira que antes estava nas mãos de Fidel Castro e agora é o grande líder anti-imperialista da América Latina, usando e abusando da história, buscando aspas favoráveis do herói nacional Bolívar e, ademais, procurando atender em parte a certas reivindicações populares.
Como os populistas fizeram, com a consciência, naquela época, da necessidade de diálogo para que seus governos se prevenissem das revoluções aos moldes da cubana e da sandinista.
Um P.S.: Desculpem pela escolha de imagem tão clichê para este post, mas, como aprendemos com a professora, a discussão sobre imperialismo na América Latina não é de hoje e o tio Sam acabou permeando boa parte dela no século 20 :)
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h45
Desenvolvimento humano on-line
Já estão abertas as inscrições para o 12º curso on-line de Desenvolvimento Humano e Educação para Jornalistas. Realizado pela Abraji em parceria com o IAS (Instituto Ayrton Senna), o treinamento é gratuito e terá início em 13 de março.
http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=836
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h44
O "Never Asked Questions" analisa projetos que tramitam na Câmara com o objetivo de tornar crime a prática do trote violento. (obrigada ao meu leitor Takata)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h15
Desenvolvimento para jornalistas
Minha leitora Jamila avisa:
Não sei se você já ouviu falar que o Instituto de Desenvolvimento Humano Sustentável -IDHS- oferece cursos de profissionalização sobre indicadores sociais, um deles voltado especialmente para jornalistas. O curso é ministrado sob demanda e necessita de um mínimo de 40 alunos.
Mais aqui: http://www.virtual.pucminas.br/idhs/01_idhs/cursos/s1i0000a.htm
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h57
Jornalismo 2.0 - à distância
Curso do Centro Knight aceita inscrições até 22/2.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h39
O projeto Excelências da Transparência Brasil criou uma ferramenta que cruza doações eleitorais com patrimônio declarado de congressistas (aqui).
Resultados: quatro deputados federais, oito deputados estaduais e 73 vereadores disseram ter feito doações em montantes superiores ao patrimônio que declararam ter.
Outros 29 parlamentares não chegaram a doar mais do que seu patrimônio declarado, mas repassaram a campanhas eleitorais mais de metade de seus bens.
Pelo menos no caso dos 85 candidatos que doaram mais recursos do que declararam possuir, é certo que mentiram – ou têm patrimônio maior do que declararam ou o dinheiro que disseram ter doado não era realmente deles.
O estudo completo está em www.excelencias.org.br/docs/doa2008.pdf
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h10
E como o assunto foi aspas, vale a pena ler um texto do Sergio Leo (via Dicas de um Fuçador), sobre como jornalistas "esticam e puxam" as fontes e suas declarações para tentar encaixá-las em seus moldes pré-pautados.
Se o ministro não diz o que queríamos ouvir, tentamos colocar na boca dele. Se mesmo assim ele não engole, fazemos uma mágica no texto. E, como o vício é meio disseminado, todos saem com a mesma história.
A versão, repetida muitas vezes, parece mais real que o fato.
Quem já viu isso funcionando sabe do que eu estou falando. Uma coisa é ser crítico, pressionar, encostar na parede. Outra é esquentar, torcer, distorcer.
Sobre outros erros do caso o Alec já escreveu, o que me poupa tempo.
=)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h00

Patrik Stollarz/AFP
Na segunda aula de História da América Latina (leia sobre a primeira aqui), a professora Maria Lígia do Prado nos falou sobre o México.
E um dos valores que mais norteiam essa história, e todas as revoluções que a permearam, é o das TERRAS.
Se hoje reforma agrária já é um assunto importante, de grandes dimensões, no século 19 era muito mais e motivava grandes discussões.
Como não havia industrialização na América Latina, a terra era a grande produtora de riqueza.
Assim, ela era o tema central da briga interna entre liberais e conservadores, que se acirrou em 1864, quando um monarca europeu começou a governar o país, e foi até 1876. Nesse ano, com a vitória dos liberais, Porfírio Diaz se tornou presidente.
Os liberais eram anticlericais e o México é um dos países mais anticlericais que existem, mesmo hoje. A Igreja não pode ter terras ou bens imóveis lá, nem pode haver universidades católicas e o papa chegou a não ser recebido pelo presidente em uma visita, porque não era considerado chefe de Estado (Vaticano).
Os liberais também consideravam as comunidades indígenas um atraso e desestruturaram a comunidade rural indígena em nome das boas intenções dos seus princípios.
Apesar de 80% dos 15 milhões de mexicanos da época viverem no campo, as terras eram extremamente concentradas nas mãos de poucos e ainda havia a prática da escravidão por dívida.
Além disso, Diaz se reelegeu inúmeras vezes, muitas com auxílio de fraude, governando até 1910.
Nesta última eleição, o país camponês e indígena, já com ânimos exaltados, deu início à Revolução Mexicana, que foi uma revolução, antes de tudo, camponesa.
Teve início em 1910, matou cerca de um milhão de pessoas, atravessou o país de norte a sul e só terminou de vez em 1920.
O lema da revolução era o voto e a não-reeleição, mas parte dos manifestantes – liderada por Zapata e Pancho Villa – também queria a reforma agrária e a devolução das terras indígenas usurpadas pelo Estado liberal.
Por fim, depois que Porfírio já tinha sido expulso (tinha fugido, na verdade), os revolucionários se dividiram e começaram a brigar entre si.
Os burgueses venceram os camponeses e, em 1917, criaram uma Constituição que não deixou de lado as reivindicações do grupo de Zapata (a esta altura, uma figura do herói revolucionário) e fez uma ampla reforma agrária.
Esse começo da vida republicana do México e ainda a questão das terras explicam as revoltas em Chiapas, do Exército Zapatista de Libertação Nacional contra o governo.
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h42
O leitor Paulo José Pires deu uma dica muito interessante de um site da PUC-RS que traz várias publicações de revistas de universidades.
O mais legal é o sistema de edição e armazenamento das revistas, chamado OJS (Open Journal Systems), iniciativa da universidade canadense British Columbia.
Pelo que entendi da explicação do sistema, não é preciso programas tradicionais de edição e diagramação, como o Page Maker, porque tudo é feito online.
Se a moda pegar, logo teremos muitas revistas científicas para nos servir de fontes.
(CRIS)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h51
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