Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

Não fecho sem meu chocolate


http://www.stuffjournalistslike.com/

Esta dica fofa de minha leitora Carolina eu guardei pra sexta-feira à noite, pra vocês terem tempo de olhar com calma no fimdesemana: o blog "Stuff Journalists Like" (coisas de que jornalistas gostam, como a máquina de guloseimas sem a qual não dá pra fechar num pescoção -*-).

Nas palavras dela, que subscrevo:

É muito engraçado, tem desde o infalível Google, até sacadas como "reclamar do salário", "namorar outros jornalistas", sala de imprensa, bloquinho, entrevistas exclusivas... Ah, e tem também um post sobre arremesso de sapatos.

Para quem já está na carreira, dá para se indentificar e morrer de rir. E para quem está começando, serve para antecipar o que a carreira reserva...
 
Será que jornalista é tudo igual em qualquer lugar do mundo?

-*- pescoção, pra quem não sabe, é um sinistro fechamento na sexta à noite, depois que termina a edição de sábado, quando é antecipada a edição de domingo. Pode se estender madrugada a dentro.


Já que falamos da vida interna de uma Redação, vale lembrar um programa bacana do NYT, o "fale com a Redação" (aqui).

Eu até já comentei neste blog, mas minha colega CARLA ROMERO me lembrou dele no começo da semana, e sempre vale renovar a dica.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h12

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Twitter em jornalismo

A News-U vai fazer um seminário on-line ao vivo dia 11/2, sobre como usar o twitter em jornalismo (veja aqui).

Achei um pouco caro para uma palestra (US$ 25), mas isso depende da avaliação do custo/benefício que cada um faz por si.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h08

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E-mail é coisa de velho

Tem pauta que está na nossa frente --no meu caso, minha filha de 11 anos-- mas a gente só se toca quando lê em algum lugar: no caso, no blog do meu prof ALEC DUARTE (se quiser saber por que e-mail é coisa de velho, clique aqui).


Já que estamos no blog do Alec, na linha do "Como foi feito", ele conta como foi a decisão de cravar que Phelps estava fumando maconha (aqui).


E voltado pras pautas, elas podem estar em qualquer lugar.

No Poynter, um repórter de Washington conta como encontrou, nos obituários, um casal que viveu junto mais de 60 anos e morreu num intervalo de seis horas. A matéria foi sucesso no dia dos namorados (aqui).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h48

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Provocação, pergunta, exercício

Ainda vou escrever aqui sobre o papel e os limites dos assessores e dos jornalistas.

Enquanto isso, deixo vocês com uma provocação, uma pergunta e um exercício:


A PROVOCAÇÃO

Há muitos anos, um colunista de humor do "Washington Post" escreveu um texto hilário sobre até onde chegam os relações-públicas para ver seu peixe divulgado.

Ele fez a vários a promessa de destacar seus produtos se eles contassem algo pessoal e humilhante.

Na coluna, ele cumpre o que prometeu --o que significa, claro, que o povo se submeteu à humilhação em troca de espaço.

Há uma cópia do texto está em http://mightygirl.net/pr.html (obrigada, Marcelo Soares).


A PERGUNTA

Na verdade é de de minha leitora Bianca:

Recentemente, li uma matéria num jornal do interior de SP, em Araraquara, falando mal da assessoria de imprensa da Prefeitura de Américo Brasiliense, cidade que fica há 10 minutos de Araraquara.

Achei a postura do cidadão completamente antiética e até fiz um comentário lá no site com minha indignação.

 Vc acha que ele estava certo?? http://www.jornaldeararaquara.com.br/home.pas?codmat=40754&pub=2&edicao

Ainda não tive tempo de ler, mas já repasso a pergunta a vocês.

 


 

O EXERCÍCIO

Nos comentários do outro post sobre assessores, minha colega BRUNA SANIELE contou o seguinte:

 
Liguei para a assessoria do Corpo de Bombeiros de Campinas pedindo informações sobre um afogamento que ocorreu na região.

Pediram que eu mandasse um e-mail solicitando a informação. Mandei o e-mail e depois de algum tempo recebi a resposta da secretaria de comunicação aqui de SP perguntando se eu não poderia colocar dicas de prevenção de afogamento na matéria.

Respondi que não poderia me comprometer a colocar as informações pq ainda não sabia o espaço que a matéria teria. Eu precisava das informações sobre o afogamento e, se fosse possível, colocaria as dicas.

Recebi a seguinte resposta do tenente/assessor "Tá vendo como só cobrar é fácil?"

Ignorei o e-mail e liguei pedindo as informações. E o tal tenente me disse por telefone q só passaria se eu divulgasse as tais dicas. 
 
Depois disso pensei em reclamar da postura desse assessor, mas fiquei pensando se vale a pena para o jornal.

Provavelmente esse tipo de reclamação não vai dar em nada e pode dificultar ainda mais para os outros repórteres. Se alguém souber de alguma coisa que posso fazer, aceito sugestões. Não preciso nem dizer que não recebi as informações pelo Corpo de Bombeiros, mas consegui por meio de outras fontes.

O exercício é pensar nestas perguntas:

  • o assessor está certo em condicionar a informação à publicação de dicas de segurança?
  • o repórter ou jornal deve aceitar a condição?
  • se fosse com vocês, o que fariam? Reclamariam do assessor? Por quê?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h39

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Lance seu próprio veículo

Uma leitora me escreveu defendendo que o PL em Foco, site de que falo logo abaixo, não é um jornal on-line.

O argumento dela é que, por estar numa plataforma de blog, não há possibilidade de hierarquização das notícias. Sem isso, não pode ser chamado de jornal.

Minha réplica foi que:

  • sim, é verdade, não há edição (no sentido de hierarquia) e isso é importantíssimo num jornal
  • por outro lado, o leitor do site sabe que encontrará ali as notícias que a editora considerou importante cobrir (a hierarquia foi feita na pauta, não na edição)
  • além disso, o site publica reportagens, não comentários ou conteúdo editado de outras fontes, o que o aproxima muito mais de um jornal que de um blog

E vocês, o que acham? Seria correto chamar o PL em Foco de jornal? Eu mesma não fechei questão.


 Por coincidência, amanhã haverá uma discussão no "webcast ao vivo" da Universidade Columbia (uma das melhores em jornalismo no mundo) justamente sobre como lançar seu próprio veículo de comunicação.

Não vou ter tempo de traduzir o e-mail que recebi.

Como o que importa aqui é o serviço, segue a íntegra, em inglês:

[Another webcast you can catch live (or via recording) from Columbia Journalism School. See our full archive of sessions (40+), on a wide variety of fascinating media topics, at http://www.blogtalkradio.com/columbiajournalism ]

Launching Your Own Media Business: Thriving and Surviving in the Changing Media Landscape

[Post your comments, and see resources, at http://columbianm.blogspot.com/2009/02/webcast-launching-your-own-media.html ]

Speakers: Henry Dubroff, J'82 alum and Susan J. Marks, authors of "Battling Big Box: How Nimble Companies Can Out Maneuver Giant Competitors"

Using what they learned via Dubroff's media entrepreneurship experience and their brand-new book, our speakers will help journalists understand how they can be entrepreneurial and take charge of their careers in ways they hadn't imagined. The session will be filled with practical, actionable information and they will take your questions.

Friday, Feb. 6, 2009

1-2 pm ET

10-11 am PT (where Dubroff will be calling from)

11 am-noon CT (where Marks will be calling from) see local time around the world: http://snurl.com/b8a4l

Listen live, or later to a recording, here:

http://www.blogtalkradio.com/ColumbiaJournalism/2009/02/06/Launching-Your-Own-Media-Business

(you can set an e-mail reminder for yourself there)

Call in with your questions (or listen live): +1-646-915-9583

You can also send us your questions - e-mail sree@sree.net (subject = webcast)

If you Twitter about this, please use this hash tag - #columbiaj (see the conversation at http://search.twitter.com/search?q=%23columbiaj )

ABOUT THE AUTHORS: Henry Dubroff, graduated from Columbia Journalism School in 1972. He is founder and editor of Pacific Coast Business Times. Despite operating in the shadow of the region's big-box competition in Los Angeles, Dubroff's publication reached break-even just 18 months after launch and continues to maintain double-digit growth rates. Previously, Dubroff was editor of the Denver Business Journal and business editor at the Denver Post, where he won numerous national awards for excellence in journalism. His entrepreneurial accomplishments have been recognized by the U.S. Chamber of Commerce, the U.S. Small Business Administration, and the California Legislature.

Susan J. Marks is an award-winning journalist, freelance writer, book author, and editor. In her nearly 30 years of newspaper, magazine, and book writing and editing experience, she has chronicled large and small business successes and failures, innovations, and changes.

Post your comments, and see resources, at http://columbianm.blogspot.com/2009/02/webcast-launching-your-own-media.html

Among the recent Columbia J-school Webcasts:

Twitter for Journalists, or everything you ever wanted to know about Twitter, but were afraid to ask http://columbianm.blogspot.com/2009/01/webcast-twitter-for-journalists.html

LinkedIn for Journalists - or everything you wanted to know about LinkedIn, but were afraid to ask http://columbianm.blogspot.com/2009/01/webcast-linkedin-for-journalists-or.html

Columbia Journalism School is doing several webcasts with our faculty, alumni and friends to add to our collection (40+) at http://www.blogtalkradio.com/columbiajournalism (suggestions welcome)

The audio webcasts are also available as downloadable MP3 files for your personal collection and on-the-go listening. If you want to subscribe to these as podcasts on iTunes, go to "Advanced" within iTunes, then select "Subscribe to podcast" and type in http://www.blogtalkradio.com/columbiajournalism/feed

and hit OK.

NON-COLUMBIA-J-SCHOOLERS! Signup to get alerts about future Columbia Journalism School events and webcasts: http://snurl.com/columbiasignup

We list the school's in-person events at http://snurl.com/columbialectures (lots more coming there shortly).

Our events as a Google Calendar: http://snurl.com/columbiajschool

NEW-ISH WAYS CONNECT WITH COLUMBIA JOURNALISM SCHOOL:

Facebook: friend "Columbia J-school"

http://www.facebook.com/profile.php?id=611726581

Twitter: http://twitter.com/j_school

YouTube: http://www.youtube.com/columbiajournalism

Blip.tv: http://cujs.blip.tv/ (five- and 12-minute mini-documentaries about the school + events at the school)

Audio webcasts with faculty, alumni and more:

http://www.blogtalkradio.com/columbiajournalism (set automatic e-mail reminders there for yourself)

MAIN WEBSITE: http://www.journalism.columbia.edu

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h33

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Limites dos assessores

Vai parecer uma desculpa esfarrapada, mas hoje não vou postar porque os dois posts abaixo estão rendendo muitos comentários, e achei mais legal deixar vocês, leitores, trocarem idéias sobre os dois assuntos, antes de afogá-los em novas ideias.

Juntem-se a nós e comentem!!

Abraço a todos!

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h30

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Redação do eu-sozinha

A Regiane é uma garota mineira de 26 anos que resolveu montar seu próprio jornal on-line, focado na cidade em que vive --Pedro Leopoldo, na região metropolitana de BH.

O "PL em Foco" é o que se chama no mundo 2.0 de "hiperlocal", ensina meu amigo ALEC DUARTE (que está por dentro de tudo sobre o mundo digital). Como o próprio nome diz, hiperlocal é o veículo que visa a cobrir uma comunidade específica.

Meu objetivo aqui não é avaliar, criticar ou recomentar o jornal da Regiane, e sim usá-la como exemplo do que a gente pode fazer para continar aprendendo e crescendo profissionalmente, mesmo num mercado de trabalho tão difícil como o nosso.

Fiz algumas perguntas para ela (e "transformei em entrevista" parte das outras mensagens que trocamos):

Novo em Folha - Você se formou há muito tempo?

Regiane Santos - Sou jornalista há dois anos, mas atuo como repórter há cinco (somando os estágios feitos ao longo da graduação!). 

NF - Por que fazer um jornal on-line, em vez de tentar trabalhar nos jornais que já existem?

RS - No final do ano passado, resolvi "chutar o balde" e sair do jornal local onde trabalhava após cinco anos! Cansada de reprimir meu faro jornalístico, reuni minha experiência, a confiança das minhas fontes e conhecimento do município e criei o PL em Foco.

NF - Que outros jornais há em Pedro Leopoldo? O que eles cobrem?

RS - Existem 3 outros jornais impressos na cidade, num dos quais eu trabalhava, de periodicidade é semanal (publicação sempre às sextas-feiras). Nos outros a periodicidade é indefinida: quinzenal (um deles) e mensal ou bimestral (o outro).

Existem também dois programas em duas rádios comunitárias que levam informações diárias sobre a cidade e região à população, mas os apresentadores não são jornalistas.

Sobre a linha editorial: eles noticiam informações sobre a cidade, mas com uma cobertura ainda tímida sobre problemas de cidade. Quase não são publicadas matérias investigativas, tônica que tenho dado à minha página de notícias.

A maioria deles atem-se a crimes e casos de polícia, sociedade e assuntos relacionados à Prefeitura e Câmara Municipal. 

NF - Qual é seu público alvo?

RS - Meu público concentra-se nos jovens e formadores de opinião. E meu número de acessos cresce a cada dia, já que eles passam grande parte de seu tempo em frente à telinha "mágica" do PC. Também é o que acontece com empresários e profissionais liberais, que cada dia trabalham mais --e é no escritório que ficam navegando pela internet.

NF - Você trabalha sozinha? Trabalha só no seu site ou tem outro emprego?

RS - Sim, dedico-me em tempo integral a página de notícias e faço tudo sozinha, desde as pautas até a edição. Tenho as idéias, vou à rua, apuro, redijo, fotografo, penso na edição mais criativa e interativa, reviso e posto no endereço eletrônico.

NF - Notei que você faz bastante reportagem, expõe problemas, mas procura sempre ouvir "outros lados".

RS - Tenho o cuidado de ouvir os envolvidos para não que o PL em Foco não seja mais um veículo de comunicação parcial e partidário, especialmente porque a cidade, embora localize-se na região metropolitana de Belo Horizonte, ainda tem características e marcas de interior.

NF - As fontes te recebem bem? Ou há alguma discriminação?

RS -  Após meu trabalho como repórter durante cinco anos neste jornal local, cultivo boas fontes e com a minha nova linha editorial, tenho conquistado grandes e boas fontes. Mesmo para apurar e checar informações referentes à denúncias, as fontes têm me recebido bem, na medida do possível, mesmo frente a uma situação delicada!

NF - Pelo volume de informações do seu site, imagino que você esteja pautando os outros, não?

RS - Sim, meu site passou a pautar os jornais locais, mas, nem tudo é noticiado com a apuração e checagem devida.

NF - Como você pretende se sustentar?

RS - Com patrocínio, estou em busca dele! Preciso do apoio de empresas para sobreviver, mas com a minha postura profissional, já tenho conseguido viabilizar conversas para inserções comerciais!

Ainda estou aprendendo a lidar e aplicar a linguagem multimídia, mas, espero, em breve, migrar para um site e tranformá-lo em um "sólido" veículo de comunicação local! :-)  


ESCALAS DIFERENTES, SOLIDÕES IGUAIS

Na coluna de hoje do Al Tompkins, como um jornalista americano apura, filma, edita, fotografa, faz tudo sozinho (veja aqui


Já eu, que continuo enrascada, só consigo pensar: como seria bom ser duas ou três...

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h18

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É muito otimismo?

A pergunta é de minha colega CRISTINA MORENO de CASTRO:
Aproveito a deixa de uma discussão que acontece neste instante na lista da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) http://www.abraji.org.br/ para trazer de novo a este blog o velho problema da má assessoria de imprensa _que existe tanto quanto o mau jornalismo.
 
Uma pessoa perguntou: "Qual é o papel dos assessores de imprensa nas apurações nos temas de grande interesse público?" E movimentou, até agora, 23 respostas.
 
Em meu pitaco, resolvi trazer um pouco do que aprendi no curso de relações públicas:
 
"foi-se o tempo em que assessores de imprensa tinham que esconder problemas institucionais para baixo do tapete, fazer pressões e ameaças contra jornalistas que quisessem obter informações espinhosas, omitir elefantes brancos na divulgação de documentos de interesse público.
 
assim como as práticas para atingir os diversos públicos de uma empresa se modernizaram e foi-se o tempo dos releases mandados a torto e direito, dentre outros métodos chatíssimos que costumam conseguir o contrário do que pretendem.
 
as relações públicas melhoraram imensamente nos últimos anos, acompanhadas por teóricos da melhor qualidade, professores das melhores universidades do país. Para ficar em um, temos o Paulo Nassar, diretor da Aberje.
 
no entanto, infelizmente, ainda não caiu a ficha da maioria dos assessores de imprensa, que ainda não atualizou seus métodos de trabalho.
 
se o fizessem, teriam muito a contribuir para o acesso universal às informações públicas, inclusive de empresas privadas – que não têm a obrigação legal de divulgar alguns tipos de informações, mas deveriam ter, justamente por interferirem diretamente na sociedade, no meio ambiente, na economia...
 
felizmente, acho que as mudanças de hábitos tendem a chegar aos pouquinhos e os dinossauros da era da desinformação e da omissão de fatos ficarão pra trás. Otimismo."
 
 
Ao escrever isso, especialmente o trecho "fazer pressões e ameaças contra jornalistas que quisessem obter informações espinhosas", eu pensava numa situação vivida recentemente, durante apuração que fiz nas duas últimas semanas com um colega.
 
Uma das instituições procuradas para se manifestar no "outro lado", logo no início da apuração, preferiu tentar coibir nossa apuração a fornecer os dados e informações _de interesse público_ que pedíamos. Por coibir entendam:
 
- tentaram convencer meu colega que a pauta era furada, que éramos inexperientes, que nossas fontes não mereciam crédito
- entraram em nossos blogs pessoais, talvez em busca de algo que pudesse nos denegrir (aqui, talvez valha ler meu comentário no post http://novoemfolha.folha.blog.uol.com.br/arch2009-01-11_2009-01-17.html#2009_01-12_13_40_12-11540919-0)
- me seguiram durante a apuração in loco
- por fim, no último momento do fechamento, telefonaram ao nosso chefe para tentar dissuadi-lo de fazermos a matéria.
 
Eufemisticamente, acho que dá para dizer que eles prestaram uma má assessoria de imprensa e tentaram (embora sem sucesso, felizmente) atrapalhar nosso trabalho jornalístico por meio de pressões.
 
"Qual é o papel dos assessores de imprensa nas apurações nos temas de grande interesse público?", perguntou o integrante da lista da Abraji.
 
Aqueles que já entenderam a importância das relações públicas para as empresas e sua relação com seus públicos (sociedade, governo, imprensa etc) poderão responder que o papel dos assessores de imprensa é fornecer o maior número possível de informações que facilite o trabalho dos jornalistas, que torne esse trabalho o mais completo e verdadeiro possível, que contemple os argumentos de todas as versões ouvidas. Mesmo que sejam informações concernentes a algum tema espinhoso.
 
Esses que tentaram prejudicar nossa apuração logo perderão espaço. Descobrirão que seus métodos de relacionamento com a imprensa estão totalmente ultrapassados e equivocados.
 
Ou é muito otimismo meu?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h24

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Povo, estou enrascada nesta semana.

Todos os dias tenho um curso às 8h e à tarde um projeto aqui na Folha que me impede de mexer no blog.

Prometo atualizar o máximo possível.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h12

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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