Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

Curso da FAO

 
 

Curso da FAO

Dica de minha colega LUISA BELCHIOR:

Segue uma sugestão de curso, da FAO (são três, mas só um deles voltado para comunicação). Eles mandaram email avisando que as inscrições estão abertas: http://www.rlc.fao.org/nucleo/cursos.htm

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 22h36

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Humor involuntário

Este é de um blog bem bacana para quem quer acompanhar as novidades do jornalismo digital, o Gjol, da Universidade Federal da Bahia:

Não foi um ataque atômico nem é filme de ficção científica --se bem que às vezes dá até vontade de fazer isso com a nossa...

O que aconteceu foi que jornal impresso e site espanhóis que tinham Redação integrada resolveram separá-las: cada qual cuida do seu quintal.

Meu colega ALEC DUARTE falou disso no blog dele e no texto do próprio Gjol há um link para a matéria em que o editor explica a medida --tomada por motivos empresariais, não jornalísticos.

Logo ali abaixo, humor no infográfico

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h24

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Leis pelo mundo

Dica de meu colega BRENO COSTA:

http://vlex.com/ é um site que reúne documentos jurídicos, como publicações de diários oficiais e acórdãos judiciais, de 102 países do mundo. É pago (bem caro, aliás), mas tem um sistema de busca eficiente, que já te permite pegar dicas de onde procurar determinadas informações sobre uma pessoa ou uma empresa, por exemplo.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h18

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Humor fora dos quadrinhos

Não é só nas charges e quadrinhos que o jornalismo pode ser divertido.

Vejam um detalhe de infografia na matéria de hoje do caderno Ciência:

 Como bem nota o CHICO FELITTI, o texto também é divertido e usa um recurso muito importante quando se precisa explicar algo --em ciência, tecnologia, economia etc.: analogias. Vejam um trecho:

O neurotransmissor tem no gafanhoto um efeito como o da famosa poção tomada pelo bondoso médico Henry Jekyll, transformando-o no maligno Sr. Edward Hyde, do clássico romance do escocês Robert Louis Stevenson (1850-1894).

Assim como no livro "O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde", se suspeitava que os dois fossem pessoas diferentes. Só em 1921 que foi provado que o gafanhoto verde-solitário e o amarelo-gregário eram a mesma espécie. A serotonina faz o bicho pacato enveredar pela formação de quadrilha.

Post mais recente sobre humor

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h14

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Vida marvada

www.malvados.com.br

{Dica do Feltrin}

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h09

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demissão em público

Há erros e erros, punições e punições.

Difícil imaginar um castigo pior que demitir alguém em público, como fez o JT com um repórter que omitiu a data de uma entrevista. Se você não acompanhou o caso, pode lê-lo aqui.

Começamos uma discussão sobre o assunto, mas faltou concluir.

Sobre os erros: há os que lesam leitores e os que lesam as relações de trabalho.

Nas consequências para o "jornalista pecador", os dois podem ser tremendos. Mas acho fundamental marcar bem a diferença.

Se o repórter publicou uma entrevista real com uma pessoa real e não mentiu sobre a data --mas omitiu--, do ponto de vista do leitor, cometeu um erro menos grave. Na minha avaliação, não se vendeu gato por lebre. Vendeu-se galinha no lugar de um frango (o leitor achou que levava carne jovem e fresca, mas o bicho era mais velho, ainda que continuasse sendo um Gallus gallus).

O leitor foi prejudicado, mas a informação no que ela tem de essencial não era falsa.

Já do ponto de vista do editor, é uma falha gravíssima. Ainda que não tenha havido mentira explícita --do tipo "Ei, vamos dar esta entrevista que eu fiz ontem?"--, houve trapaça. Porque há nas Redações regras implícitas: tudo o que o repórter entrega é honesto e novo. Se não for, o editor precisa necessariamente ser avisado.

Editores deveriam policiar mais seus repórteres para evitar falhas como a do JT? Não.

Se precisarem, será impossível trabalhar. Cada editor precisaria de uma equipe de polícia para verificar cada passo de seus repórteres.

Claro que é função dos editores orientar repórteres iniciantes. Prever problemas. Acompanhar e até checar a apuração de um profissional que ele ainda não conhece bem, ou que ainda esteja aprendendo. Deixar claras as regras do jornal: "tal e tal coisa nunca podem ser feitas sem consulta prévia" --ainda mais importante quando o veículo não tem um manual ou regras por escrito.

Mas seria inviável --e até burro-- desconfiar de cada matéria. Se as normas estão claras, o editor precisa confiar no repórter, e o repórter precisa saber que pagará caro se transgredir.

Publicar o erro afeta a credibilidade do jornal? Não acredito. Só o mais ingênuo leitor acreditará que jornais não erram. O principal é eles saberem que, se os erros forem descobertos, serão corrigidos.

O jornal precisava expor o repórter? Não poderia ter só pedido desculpas, retificado a informação e cuidado da demissão do jornalista internamente?

Essa é uma pergunta impossível de responder sem conhecer os fatos. Por isso, o que vou escrever abaixo não se refere ao caso específico, mas reflete um raciocínio hipotético.

À primeira vista, parece uma punição desproporcional para o tipo de erro cometido. No que atinge o interesse do leitor, bastaria corrigir a informação e desculpar-se. Para expor publicamente o nome do repórter --e manchar sua reputação-- me parece preciso que haja provas inequívocas de má-fé e desonestidade.

Mal comparando, se um médico erra, o hospital o demite. Mas só divulga seu nome se o considera um perigo para outros pacientes.


PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO

  • sempre entenda as regras de conduta do seu jornal
  • se o veículo não tem um manual de redação, cheque com seu editor quais as regras. Algumas perguntas que se deve fazer:
    • repórter pode fazer apuração disfarçado?
    • pode aceitar convite de fonte? 
    • pode aceitar presentes?
    • pode garantir off?
    • tem que abrir off para o editor?
    • quais as normas sobre gravação de entrevistas?
    • há temas proibidos?
    • há palavras proibidas?
    • que procedimentos exigem conversa prévia com o editor ou autorização da direção?
  • na dúvida, pergunte sempre
  • saiba que seu editor presume que sua apuração foi feita recentemente e por você mesmo. Avise obrigatoriamente seu editor quando algo for diferente disso
  • relações de trabalho também sofrem interferência de afinidades e personalidades. Entenda seus chefes e seus colegas, conheça seus limites, jogue aberto
  • quando errar, admita seu erro, peça desculpas e seja o primeiro a corrigir

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h07

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Excesso (e falta) de didatismo

Meu leitor i.K., de Londres, adora exemplos bizarros.

Ele já havia me contado sobre o serviço "o que fazer quando topar com um tubarão" (se você perdeu esse post, leia aqui) e agora se diverte com uma matéria do "Guardian" que investiga como sobreviver no apocalipse (para lê-la no original, veja aqui).

A matéria é uma grande bobagem, com boas tiradas humorísticas e algumas gracinhas infantis. Para dar um exemplo de trecho de que eu gostei, porque leva o leitor para um cenário:

Você acorda um belo dia e todo mundo está morto. Para efeito do nosso exercício, imagine que uma peste dizimou a humanidade e todos estão levemente chateados porque os trens estão atrasados. Poderíamos imaginar um colapso financeiro ou climático, mas vamos dizer que foi uma peste. Quanto tempo você poderia sobreviver na sua casa?

A resposta é: pouco. De acordo com o pessoal da companhia elétrica, a energia entraria em pane. A água também. Esses sistemas têm botões. Botões precisam de dedos. Dedos precisam de gente que esteja viva. Você tem um dia, talvez dois, de eletricidade, antes de mergulhar nas trevas, sem chance de lavar o rosto.

O que fazer? Você pode furtar comida nos supermercados, mas os corpos em decomposição no chão do Sainsbury´s [rede de lojas] serão fontes fétidas de infecção. E quem ficar em casa esperando a peste passar pode queimar ou afogar-se. Numa tempestade elétrica, o fogo vai pegar e ninguém vai apagá-lo. Se você mora em Londres, a barragem do Tâmisa entrará em colapso sem energia e todas as áreas baixas serão submersas.

Na parte das gracinhas bobas, minha eleita é esta:

Eu poderia tentar uma armadilha de fosso --cave um buraco na floresta, cubra com galhos finos e camufle. É para animais grandes --cervos, javalis, outros jornalistas. (...)

O que o didatismo tem a ver com a história, afinal?

Assim como na matéria do tubarão, há um tom de serviço que soa um pouco estranho (mais naquela, que parecia se levar a sério, do que nesta, que não parece ter pretensão alguma além de ser uma piada).

É um "excesso" de didatismo. Mas o exemplo de hoje tem também uma falta óbvia de didatismo: o texto descreve detalhadamente como fazer fogo ou montar um abrigo. Leia e veja se consegue entender como fazer. Quem conseguir ganha um prêmio.

Para ensinar a fazer algo, a melhor linguagem é arte, não texto (lembram-se daquele exemplo de como dobrar um lençol??). Mesmo que seguisse o tom geral de piada, um infografico viria a calhar: poderia ficar bem engraçado e ainda sim muito mais útil. É um pouco irritante ler uma descrição de algo que não se consegue imaginar como é...

 Ah, a matéria tem um vídeo (claro, toda matéria hoje em dia tem que ter um vídeo, não é?). E vídeo é uma ótima plataforma para explicar passo a passo como fazer algo --com a desvantagem de que não se pode imprimir, dobrar e levar no bolso. Mas este não acrescenta quase nada ao texto. A informação nova e divertida, pra mim, foi ver que repórter usa uma bolsa vermelha e fuma --e solta a fumaça na câmera...

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h08

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Como fazer um mapa digital

Marcelo Soares explica passo a passo como usar o google maps para mapear informações quentes (veja aqui).

Ele usa como exemplo as mais recentes demissões, mas o recurso pode atrair e ajudar o leitor em dezenas de outros assuntos: os bares mais legais, os cruzamentos em que há mais assalto, pontos de alagamento, cinemas onde passam filmes indicados ao oscar e assim por diante.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h32

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As indicações do diretor

 
 

As indicações do diretor

Sou eu que trabalho na Folha, mas foi no "Desculpe a Poeira" que dei com as sugestões de leitura do diretor do jornal, Otavio Frias Filho (veja aqui).

Parênteses: o blog do Ricardo Lombardi é excepcional. Se a gente não se cuida, quase morre de inveja. É interessante, breve na medida exata, elegante e incrivelmente produtivo.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h06

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Quantos eram, mesmo?

2.000,  30 mil, 60 mil, 100 mil.

Os quatro números aparecem em matérias sobre uma passeata no fórum social [agradeço ao leitor João Ricardo pelo aviso].

No UOL:

Na Carta Maior:

Tudo indica que os 2.000 tenham sido engano, mas mesmo isso não dá para saber.

Era preciso se inscrever para a passeata? Alguém contou quantos eram? As estimativas são baseadas em quê?

Sem isso, pode até parecer informação --número sempre parece informação, mesmo quando não é--, mas não passa de um enfeite no texto.

Só pra lembrar, há maneiras confiáveis de o próprio jornalista estimar, mesmo que de forma imprecisa, quanta gente era (leia aqui).

Não tem Google maps? Não precisa. Faça assim:

1) Conte quantas quadras ocupava a passeata e multiplique por 100 metros. Exemplo:

Outra opção é usar a regra de que três passos largos equivalem a dois metros. Percorra a passeata do começo ao fim e conte quantos passos você deu. Multiplique o número de passos por 0,67 metro e terá o cumprimento da passeata.

2) meça a largura da rua (não vai dar pra usar uma trena, claro, mas use a regra "três passos = 2 metros", ou seja, multiplique o número de passos por 0,67 metros). Exemplo:

Danilo Verpa/Folha Imagem

3) Multiplique o comprimento pela largura, para saber a área ocupada pela passeata:

4) Uma passeata bem cheia terá, na média, quatro pessoas por metro quadrado. Multiplique a área por quatro e vocè terá uma estimativa da multidão:

5) Não tenha vergonha de bancar a sua apuração. Escreva: "A estimativa, feita pelo jornal com base na área ocupada pela passeata, é que 15 mil pessoas participaram do protesto". Se quiser --ou se alguém mandar--, dê também os números da polícia e dos organizadores. Mas eles não passam de chutes. O seu, não: o seu é informação.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h25

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Pensamento digital

A gente tem um monte de opiniões (de)formadas sobre tudo, até o momento em que precisa mergulhar mais num determinado assunto.

Aí dá até medo de quanto a gente ignora, do tanto que precisa aprender e de como deveria ser bem mais humilde antes de ter convicções.

A filosofia toda vem a propósito do treinamento multimídia, que vamos "inventar" a partir deste semestre (clique aqui se quiser saber mais sobre isso).

Sempre defendi que "jornalismo é jornalismo", o que importa é refletir sobre a base, treinar os fundamentos. Também achava que a questão da plataforma era puramente técnica, fácil de resolver. Ainda encontro vários argumentos pra primeira frase, mas percebi que estava totalmente errada na segunda --e parte disso a gente já está vendo juntos aqui no blog, e vai continuar vendo conforme eu for descobrindo na prática (e, certamente, com as dicas e palpites dos leitores).

Ninguém sabe bem aonde a coisa vai dar, mas parece certo que no mínimo deveríamos estar refletindo sobre as formas como trabalhamos --se é que não deveríamos estar mudando parte delas.

O Knight Center entrevistou Chris O’Brien, do San Jose Mercury News (que sempre foi um dos mais ousados e inventivos jornais), sobre como deveria ser o dia-a-dia de uma Redação que privilegia o on-line. Fiz uma versão editada e interpretada do que ele disse (a entrevista, em inglês, está neste link):

1) reunião de pauta

a) se sua reunião matinal se limita a elencar os assuntos de cada editoria --e no máximo discutir qual será capa de caderno, qual terá mais destaque na edição e se a fotografia foi avisada--, você vive no velho mundo
b) seu pensamento é digital se vocês escolhem os principais assuntos e se dedicam a discutir quais as melhores formas de tratá-lo nas diferentes opções multimídia: enquete? vídeo? fórum? podcast? gráfico animado?

2) crítica da edição

a) se seu jornal faz a crítica da edição impressa do dia seguinte, está no velho mundo
b) seu pensamento é digital se alguém faz um monitoramento constante, ao longo do dia, de audiência e interação em relação às notícias, e toma decisões com base nisso para melhorar a cobertura

3) deadlines e esforço de edição

a) seu jornal ainda acredita que o deadline para notícias é à noite e, até as 16h, sua Redação fica às moscas? Você vive no velho mundo
b) sua Redação pensa na nova era se entende que há um enorme "tráfico" à procura de notícias pela manhã e faz um reforço de produção e edição neste momento

 4) links (para dentro e para fora)

a) seu jornal é on-line, mas não linka para conteúdo externo nem deixa aberto seu próprio conteúdo? Ele pode até parecer "muderno", mas não entendeu o pensamento digital
b) você está na nova era se pode fazer links para qualquer conteúdo relevante para o leitor e se outros sites podem remeter seus leitores para suas páginas sem que eles tenham que pagar nada

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h59

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Perigos do que é muito fácil

Há tantas bolas quicando sobre o mesmo assunto na internet que sou obrigada a aplicar a "regra do dois" e juntá-las todas aqui: muita informação na internet é casca de banana. Cuidado. Cheque, verifique, tenha certeza antes de publicar.

Se o telefone tocasse e alguém que você nunca viu te dissesse algo, você publicaria?

Duvido.

Agora pense: não é a mesma coisa de um site, um e-mail ou uma página na wikipedia? Você sabe quem escreveu? Como confiar, então?

Vamos às tais bolas quicantes:

  1. A sempre bem escrita coluna do editor de Esporte da Folha Online, EDUARDO VIEIRA, conta a história do incrível jogador que não existe (e notem: quem escorregou nesta foi o britânico "The Times", não um jornalzinho de várzea (leia aqui). [obrigada ao Takata pelo toque]
  2. O "Independent" mostra que a wikipedia anda matando gente antes da hora, o que expõe a fragilidade da já tão exposta wikipedia (leia aqui)
  3. Marcelo Soares também dá exemplos de tal fragilidade no seu blog --sabe aquele ditado sobre a fábrica de salsichas? pois é... (leia aqui)
  4. ADENDO: Marcelo acaba de fazer um novo post sobre o assunto, aqui

 

 

 

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h57

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Suspense

 
 

Suspense

Minha leitora Marina escreveu para sugerir um livro e, na sequência, fazer uma pergunta que tem a ver com o enredo da obra:

O livro é "Os Homens que não Amavam as Mulheres", do sueco Stieg Sarsson.

O livro é muito legal, daqueles que você não consegue largar (li as quase 530 páginas em uma semana) e trata do drama do jornalista Mikael Blomkvist, que trabalha em uma revista de denúncias econômicas e é acusado de caluniar um poderoso empresário.

Há outra trama que se desenrola em paralelo, mas a minha dúvida não tem a ver com ela.

Depois dessa primeira parte, ela me faz uma pergunta sobre algo que acontece com o jornalista, mas nós todos vamos ter que suportar o mistério.

Sabe por quê? Porque --incrível coincidência-- ontem eu ganhei este livro do meu pai, e agora só posso ler a dúvida da Marina depois de terminá-lo...

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h04

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Menos inadimplência

Pra você que está nesta preguiça de segunda-feira e não olhou o blog desde sexta, aviso: paguei praticamente todas as minhas dívidas. A saber:

Agora só falta o exercício sobre lides e títulos, mas para este temos tempo.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h10

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Panela velha também faz comida boa

O vídeo é a vedete da maiora dos sites, mas nem sempre é a melhor plataforma para contar uma história com imagem e sons.

Um recurso bem mais barato e simples, o slide-show funciona superbem se:

  • sua história rende belas imagens, mas não precisa mostrar necessariamente uma ação. (vídeos são imbatíveis para ações, mas são poucas as coberturas em que temos chance de registrar algo em movimento no momento certo)
  • sua história rende bons áudios, mas eles não acontecem no mesmo momento que as boas imagens (isso poderia ser resolvido no vídeo também, usando os bons sons como "cobertura" das boas imagens, ou seja, desassociando som e imagem. Mas o slide-show resolve com mais rapidez e, se as fotos forem boas, até com mais qualidade)

A coluna do Al Tompkins entrevista David Beard, editor do Boston.com, que fala sobre como fazer um bom --e evitar um mau-- slide-show. Tompkins cita como exemplo esta história do Boston.com.

Minha frase predileta:

In the rush to Flip cams and upper-end HD video, we recognize that each story has distinctive multimedia platforms -- and that in some stories, going old school still works best.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h27

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Uma fonte se sente traída

Meu leitor potiguar Aldemir é economista, tem um blog, e anda chateado com alguns jornalistas. Vejam só:

Tenho um blog despretensioso sobre economia do meu Estado (http://www.economia-do-rn.blogspot.com/). Nele tento divulgar inúmeras informações sobre a economia do Estado que a imprensa estadual ainda não divulgou. O blog até já se tornou bastante citado pelos principais veículos de comunicação do Estado.
 
Mas estou enfrentando um certo problema com um veículo: nas últimas duas semanas ocorreu duas vezes: os repórteres do veículo utilizam meu blog como fonte dos dados (quer retirando informações constantes neles, quer aproveitando a temática para fazer uma reportagem abordando o mesmo assunto, citanto os mesmos dados e as mesmas fontes). Mas o problema é que eles não fazem qualquer alusão ao blog.
 
É muita sacanagem. Certa vez eles me ligaram e pediram para eu ensinar como encontrar os dados que eu tinha colocado lá na minha página.  Ensinei tudo direitinho... eles fizeram uma matéria... usaram os dados da forma que eu tabulei... mas não fizeram nenhuma citação ao meu trabalho.
 
Minha dúvida: eu ligo ou não para o editor do jornal reclamando dessa situação?

A internet borrou mesmo, e não só em jornalismo, a questão da autoria e da propriedade das informações.

Como muito repórter já nasceu na área digital, talvez eles não tenham ainda se dado conta de que não é porque algo está disponível on-line que pode ser usado indiscriminadamente.

Por isso, o que eu disse ao Aldemir foi que, antes de ligar para o editor, eu falaria com os repórteres. Pediria claramente a eles que citassem as fontes quando tirassem informações dali.

Também colocaria um aviso no blog, do tipo "Jornalistas são bem-vindos para usar este blog como inspiração para pautas e informações, desde que a fonte seja citada na matéria". Piscadela (em vez de espremer o limão na cara deles, ofereceria a limonada)


TAREFA DE REPÓRTER

Ótimo que um repórter esteja atento a bons blogs e descubra pautas neles. Mas, para virar matéria, alguns passos são indispensáveis:

  • não copie sem checar. De onde vêm as informações? Se são de segunda mão, o ideal é verificar com a fonte original. Mesmo o mais competente blogueiro pode se enganar.
  • sempre indique a fonte dos seus dados

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h58

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Campeões da decisão

Admiro quem faz jornalismo ao vivo.

Não estou falando de quem diz um texto ensaiado, embora também haja uma dificuldade nisso, por causa do risco de errar.

Mas o que é realmente difícil é cobrir algo em curso, enquanto acontece, tendo que tomar decisões "na bucha".

O assunto veio à tona porque finalmente tive tempo para ver o vídeo em que um canal de TV israelense põe no ar o telefonema de um médico palestino cujas filhas haviam acabado de ser mortas num bombardeio (uma leitora propos como discussão neste post).

Quando se trata da dor dos outros, sempre cabe refletir se vale a pena a exposição. Mas neste caso específico, acho que o jornalista agiu certo, porque:

  1. foi o médico que telefonou. Nem sempre ouvir vítimas na hora da tragédia é falta de respeito. Há vezes em que elas querem falar e pode ser importante dar voz a elas
  2. o apresentador manteve a conversa no ar não porque quisesse explorar o drama, mas porque não achou certo desligar o telefone numa situação como aquelas. Para evitar mais exposição sem interromper a ligação, ele mesmo sai do estúdio

Outro ponto curioso neste vídeo foi ver como é difícil não se envolver com a história dos outros: o âncora pede que, se houver tropas assistindo, alguém vá até o endereço do médico para tentar ajudar.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h04

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Boimate

Da séria de charges de 2008 selecionadas pela editoria Brasil (a anterior está logo no post abaixo).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h33

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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