Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

Leitura nada "aziática" (*)

Mais programa para o fim-de-semana: minha recém-trainee NATÁLIA PAIVA diz que é hilária a matéria da revista "Piauí" sobre como é feito o jornal popular carioca "Meia Hora".

Mas tem que comprar a revista (ou pedir emprestada) porque esta não está aberta no site. Lá dá pra ler, isso sim, a matéria do Mario Sergio Conti sobre o que o presidente Lula diz da imprensa (clique aqui).

(*) E é dessa entrevista que veio a inspiração para o trocadilho do título, que eu roubei do blog do Vinicius (onde ele faz muito mais sentido, já que é sobre economia --crise asiática, crise aziática, deu pra entender, né?).

PS - meu leitor Julio avisa que colocou trecho da matéria sobre o "MZ" no blog dele.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h35

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Corrida maluca

Ou eu estou mesmo obsoleta ou há algo muito maluco, fora da realidade, nas novas mídias e no povo que se ocupa delas.

Pensei nisso ao ler o post de hoje de meu amigo ALEC DUARTE, comentando a corrida pelo furo sobre o avião que caiu no rio Hudson (leia aqui).

O problema não é com o blog do Alec --ao contrário, ele mostra uma face bem nova e surpreendente da nossa profissão.

Mas, como já dizia aquele artigo da Columbia de que falei aqui outro dia, dá a impressão de que parte dos jornalistas (principalmente dos meios eletrônicos) foi picada por uma vespa e desembestou a competir para ver quem faz mais e mais rápido.

Mas quem disse que o público quer sempre mais, ou sempre mais rápido? Será que ele não quer menos, talvez? Ou melhor? 

Pra não perder a piada: às vezes a gente está se achando uma Penélope Charmosa , mas está mais para Irmãos Rocha , mesmo...

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h32

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É mais notícia o fato bom ou o ruim?

 
 

É mais notícia o fato bom ou o ruim?

Esta é pra vocês terem no que pensar no final de semana (acharam que iam ficar livres, né? Nãnaninanão).

A dúvida é do meu leitor Vinicius, de Natal:

Sou jornalista formado e trabalho há cinco anos em redação (sou repórter da editoria de Economia). 

Hoje estava escrevendo uma matéria sobre a pesquisa da cesta básica do Dieese. Sempre que pego este tipo de matéria sei que tenho duas grandes missões: aproximar o assunto do leitor natalense, enfocando a realidade local, e simplificar ao máximo os números, que parecem nunca atrair as donas-de-casa (que deveriam ser as principais interessadas no meu texto).

Mas, depois de olhar por quase meia hora para as tabelas, percebi que havia boas e más notícias. Vai parecer trocadilho, mas a boa é que a cesta natalense era a sexta mais barata do país. Por outro lado, era a mais cara do Nordeste.

Eu optei pela notícia negativa porque ela trazia o elemento regional. Mas se fosse o contrário?

Afinal, o que é notícia: o que é bom ou o que é ruim??? Se você estivesse no meu lugar, o que faria?

Meu comentário

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h49

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webjornalismo

 
 

webjornalismo

Dica de meu leitor Rondinelli: "Trata-se de um e-book sobre webjornalismo e jornalismo cidadão escrito por um jornalista norte-americano e adaptado ao português pelo Carlos Castilho. Caso queira compartilhar, fique à vontade.   Clique aqui para pegar, no meu blog, a pequena apresentação que eu fiz da obra."

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h31

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Mulheres complicam

É um anúncio de cerveja, mas não deixa de ser um excelente infográfico (agradeço a meu leitor i.K., de Londres, pela sugestão).

E vem bem a calhar, já que decidimos ampliar também o programa de treinamento em artes gráficas (para saber mais, leia aqui).

Este aqui foi colocado nos banheiros dos bares:

Para que não restem dúvidas, veja a frase final dos anúncios:

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h30

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Pequenas guerras

A pergunta da sucuri foi mais uma provocação --ou, melhor, um divertimento.

Claro que não é todo dia --nem todo mês, na verdade nem todo ano-- que aparece uma pauta tão perigosa que faça um repórter parar pra pensar. Como uma guerra, por exemplo (e, se for guerra, alguns malucos como meus amigos IGOR GIELOW, KENNEDY ALENCAR  e SÉRGIO DÁVILA são capazes de sair no tapa pra ver quem vai para o front!!).

Nenhum jornal sério manda repórter pra guerra, como lembra meu professor VINICIUS TORRES FREIRE. Nestes casos, não se convoca; convida-se. E aceita-se placidamente a recusa, se houver, sem que o pobre repórter seja malvisto ou vá para qualquer lista negra. Porque todos sabemos que nossa vida vai além da nossa vontade de fazer o que há de mais emocionante --e arriscado-- na vida de um jornalista.

É bom dizer que, no caso dessas pautas bem malucas --mergulhar atrás da sucuri (credo, essa é das piores), pular de paraquedas, entrar na selva atrás de garimpo ilegal--, na maioria das vezes é o próprio repórter, também maluco, que dá a sugestão --e ainda fica importunando o editor até que ele concorde.

Mas talvez valha a pena mesmo discutir as pequenas guerras, as pautas que não queremos fazer por algum motivo menos crucial, como:

  • achamos a pauta uma bobagem
  • sabemos que a tese do editor é furada
  • não nos sentimos preparados para dar conta

Como bem diz minha colega BRUNA SANIELE num dos comentários, "eu não gosto de dizer não para o editor". Já tendo sido editora, posso dizer que ele também não gosta muito de ouvir "não".

Mas todo repórter e todo editor já deve ter se visto numa dessas pequenas saias justas acima. Nesses casos, em que não há sérios motivos que justifiquem a recusa, o que fazer?

O Vinicius até provocou com alternativas, que eu amplio:

  • tentar convencer o editor de que ele está errado?
  • aceitar a pauta, mas transformá-la em outra?
  • não dizer nada e fazer a pauta do jeito que ele pede, mesmo sendo bobagem?
  • ter uma enxaqueca súbita e --que pena-- ir pra casa?

Claro que não há resposta certa, mas as duas primeiras são opções (e a última é só uma brincadeira, em, gente!? Não vão me dar este golpe e depois dizer que aprenderam no Novo em Folha!!!).

Há momentos em que a conversa cabe; outros em que basta reorientar a pauta. Como em quase tudo, pense no seguinte:

  • o que importa é levar informação correta e interessante ao leitor (portanto, se há erro na premissa, não finja que não viu. E se acha que não dá mesmo conta, peça ajuda a um colega mais experiente)
  • não há pauta tão insignificante que não possa render uma história. Isso depende do nosso interesse, da nossa curiosidade e da nossa capacidade de ampliá-la
  • se acha a pauta perda de tempo, tenha uma boa alternativa. Editor quer solução, não problema --e qualquer um se convence se sua proposta for melhor que a dele
  • nossa profissão também é baseada em relações subjetivas e personalidades. Descubra qual a melhor forma de conversar com seu chefe

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h28

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Personagens e seus ganchos

Dica da Ivy: bom personagem no G1 de hoje.

Uma das graças do jornalismo é poder contar boas histórias. E quando elas têm um motivo jornalístico para virem à tona (o chamado gancho), melhor ainda.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h21

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Bichos horrendos - é preciso encarar?

 
 

Bichos horrendos - é preciso encarar?

E por falar em animais aquáticos e horripilantes, vocês seriam capazes de fazer o que fez este repórter?

Cristian Dimitrius/http://diveadventures.blogspot.com/

Mergulhar por aí atrás de uma sucuri? (para acompanhar toda a história, comece neste post e vá subindo até o encontro final).

Ou, refraseando a pergunta: se um editor te propõe uma pauta como esta, o que você faz?

Meu comentário

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h22

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Dicas para quando você topar com um tubarão

Humor britânico [obrigada, Igor, pela dica!!!].

A matéria do "Guardian" era sobre ataques de tubarão na Oceania --num deles, a garota foi salva pelo primo, que esmurrou o olho do bicho. Olhem só a mordidinha que ele deu na prancha:

Pois não é que o "Guardian", lá pelas tantas, resolve dar um serviço "para quando você topar com um tubarão"?

Confiram no site deles.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h13

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Chinês na China

 
 

Chinês na China

Para quem quer (e/ou para quem pode) estudar chinês na China: um post de meu colega RAUL JUSTE.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h59

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Me dá uma noticiazinha, por favor...

"Dá uma noticiazinha pra esse sergipano fugido da seca..."

Essa delícia de frase, ainda mais divertida na voz do autor, é de Ancelmo Gois, colunista do jornal "O Globo".

Pena que só peguei o finalzinho da entrevista dele ao programa "Notícia em Foco", da CBN, na noite de ontem. Mas a íntegra está no site da rádio; assim que sobrar um tempo, vou ouvi-la toda.

Na nossa pauta "tire lições de tudo", o que ouvi já valeu a pena para entender como um jornalista experiente e respeitado (além de competente e, importantíssimo!!!, bem-humorado) lida com as fontes.

Pensa que ele fica sentadão na poltrona esperando as notinhas caírem no colo? Enganou-se.

Se você é do tipo que morre de vergonha de "incomodar" as fonte, não deixe de ouvir a entrevista. Acho que sairá reanimado: "Se o Ancelmo insiste, eu posso insistir também".


Como estou "serial-blogger" hoje, faço um índice dos posts do dia. Assim você não tem desculpa para deixar passar batido:

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h38

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Estágio na Finlândia

 
 

Estágio na Finlândia

O governo da Finlândia recebe até 4/3 inscrições para estágio voltado a estudantes ou jornalistas com idade entre 20 e 25 anos e um bom domínio do idioma inglês falado e escrito.

Mais detalhes no site do Ministério das Relações Exteriores da Finlândia.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h14

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Meu dia de cobaia

Nada como ser cobaia dos outros pra entender melhor o que o leitor sente... Por exemplo, quando o autor de um texto acha que está claríssimo, muito bem explicado, mas o leitor, coitado, discorda.

Foi o que aconteceu comigo na semana passada. Se quiser saber detalhes, precisa me acompanhar num vai-e-vem pela cidade.

Começou antes do Natal, com uma cartinha do governo do Estado. Cobrava IPVAs atrasados, de 2001 e 2002, de um veículo X --não tinha a menor idéia de qual fosse.

Gelei na hora. Quem já teve complicações burocráticas sabe por quê.

No boleto vinha um 0800 de informações e, imaginem só, atenderam rapidinho. A surpresa acaba aí, porém: a moça foi gentil e inútil.

--"Você precisa mandar a dúvida por escrito, por e-mail, pelo site da Fazenda", explicou.

--"Por telefone não dá?". Não dava. O telefone servia apenas pra informar que informações só por escrito?

Você recebeu resposta? Nem eu. Passou Natal, Réveillon também passou, e nem sinal de mensagem na caixa de entrada.

A data de pagamento chegava e a ameaça da tal cartinha parecia cada vez mais grave: ou paga ou vai para a dívida ativa do Estado. Não sabia direito nem o que era, mas que dá medo, dá... Dívida ativa!?! Cruz-credo!!

Comecei a vasculhar como louca os sites do Detran e da Fazenda, aos prantos (de raiva, não pensem que sou dessas que choram por qualquer coisinha). Como descobrir que droga de veículo era aquele? E como me defender? Ah, antes disso tudo, como pedir informações ou falar com alguém nesses órgãos? Você pensa que está bem claro lá no site --do tipo "fale conosco", com e-mail, telefone etc.--? Hahahaha (ou, como diz meu amigo Jairo Marques, ).

Arrisquei colocar o renavam no site do meu banco e meu pânico redobrou: a coisa estava mesmo no meu nome. 

--"Não, calma, não morreu ninguém, não", tive que explicar ao marido, que chegava nesse instante e me encontrou descabelada. Mas que a sensação de vazio e impotência era quase tão ruim, isso era. Pelo menos na hora.

Como o homem entende tudo de sites do governo, logo matou a charada: o veículo em dívida era uma moto Yamaha TT 125, ano 82.

Que eu comprara em 84 e vendera em 86.

Ainda por cima, no CPF do meu pai, porque naqueles idos eu nem trabalhava ainda e não tinha CPF.

E vocês acham que eu tinha algum documento disso? Que eu lembrava pra quem tinha vendido? Há 20 anos? Hahaha. (Aliás, vocês acham que uma porcaria de moto como a TT 125 estaria andando ainda em 2001, quando eles queriam cobrar o tal IPVA?).

A situação piorava: agora, quem corria o risco de ir para a dívida ativa era meu pai. Liguei pra ele:

--"Pai, será que você não guardou esses documentos e tal?" Nada. Logo ele, que é tão organizado, engenheiro, todo certinho.

-- "A declaração de renda você ainda tem?". Tinha. Mas nada da tal moto constando lá.

-- "Tem certeza, pai? Olha que você vai parar na dívida ativa...".

--"Deixa ir", respondeu ele, acho que já sabendo que eu não deixaria.

No dia seguinte, toca para o Detran, uma verdadeira Babel desmoronada, centenas de pessoas com seus papeizinhos ensebados ou amarrotados na mão tentando descobrir alguma coisa, pagar, não pagar, cadastrar, habilitar,  lacrar, uma imensidade de verbos assustadores. Bloquear, me orientam.

--"Mas não dá pra eu saber antes se essa moto ainda está no meu nome?". Ah, dá, sim. Precisa puxar um sei-lá-o-quê da placa no Capresp/Propresp/Deprop (ou qualquer nome à sua escolha).

Nova fila.

Na minha frente, o primeiro sinal de alívio: várias papeletas iguais à minha nas mãos de muita gente com cara de aflita. Não dá para acreditar que esse povo todo tenha se enganado, não acham? O erro só pode ser do governo. E era, mesmo: o extrato mostrava, com todas as letras: moto recolhida para a sucata em 1993. Baixa definitiva.

Não, vocês não leram errado, nem foi erro de digitação. A moto deu baixa em 93 (eu disse! uma TT não podia durar tanto tempo!). E o governo me cobrava IPVA de 2001. E eu ainda tinha que me dar por feliz por ter essa informação: imaginem os pobres diabos cujos veículos que lhes foram atribuídos ainda estão rodando por aí? Como vão conseguir provar inocência?

Pra encurtar, depois de uma passada pela ouvidoria da Fazenda, acabei num posto fiscal onde foi superbem atendida (de verdade, não é ironia) por um sujeito que, antes de mim, ouvira --por baixo-- uns 100 casos iguais.

--"A cobrança foi errada. Basta ignorar", disse ele.

--"Nossa, passei o dia todo atrás disso", suspirei, e foi aqui que veio a frase fatídica que deu origem a este post:

--"Ah, mas não precisava ter todo esse trabalho, não. Bastava você ter entrando na página da nota fiscal paulista com a sua senha. Lá já daria para checar tudo. O problema é que as pessoas não leem direito as informações..."

--"Você tá brincando, né? Eu li tudo, todos os sites, todas as páginas, e acho que eu tenho uns dois neurônios, mas não consegui descobrir nada", retruquei.

E ele, candidamente, deu o mote pra nós, jornalistas, pensarmos no que fazemos:

--"É que a gente está tão mergulhado no que faz, que acha que os outros vão entender também. Às vezes é bom mostrar para alguém de fora, para ver se eles também entendem..."

É isso aí. A versão da Fazenda do Estado para a clássica recomendação das Redações: escreva como se estivesse explicando para a sua avó.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h11

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Programa para simular um banco de dados

Meu prof Marcelo Soares ensina, no blog dele, a usar o Copernic Desktop (um programa gratuito) como substituto dos caros softwares de bancos de dados.

Se você não sabe ainda o que isso tem a ver com jornalismo, comece a leitura por aqui:

Como montar um banco de dados
Dicas de palestra da Abraji sobre
que programas usar
Onde achar dados para alimentar seu banco e como usá-lo em reportagens
Outras ferramentas para investigação


QUANDO A INTERNET É MOVIDA A LENHA (OU NÃO EXISTE)

A gente está tão acostumada com o Google e a rede, que às vezes tem preguiça de fazer um BD.

Pensa "ah, mas tá tudo na internet, pra que perder tempo".

E se esquece de que um repórter pode ser mandado pra um lugar em que não há conexão (e nem precisa ser nos rincões da África. Pode ser até nas 12 horas de um vôo transatlântico).

Nesses casos, o BD é a salvação.

Meu colega LUCAS FERRAZ, por exemplo, quando foi para Roraima cobrir os conflitos na reserva Raposa Serra do Sol, levou o seu banco de dados e ficou tranquilo.

Ele, lá, só tinha conexão uma vez por dia --e ainda assim, movida a lenha, hehehe. 

Se você optar por uma solução como a que o Soares propõe --o uso do Copernic-- e for mandando numa pauta longínqua, pode levar sua pasta de notícias no pendrive e cuidar de instalar o Copernic no laptop.

Ah, e se quiser usar sinais de fumaça, este site ensina (tem de tudo na internet...)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h28

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comentário sem compromisso: você percebe que uma cobertura está caindo na redundância quando, como ontem, eu peguei um jornal para levar a um lugar em que teria que ficar esperando e, só quando cheguei lá, notei que era o de sexta e não o de segunda...

Indeciso

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h00

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Ainda a guerra

Para continuar pensando sobre como a guerra (e, nunca é demais repetir, os confiltos em geral) afetam nosso trabalho, ontem o Mais! fez uma edição que discute a informação na guerra.

A Folha Online publica microrresumo do artigo do José Hamilton Ribeiro, mas dá para saber mais sobre isso no blog do Alec.

A REPÓRTER QUE TINHA POSIÇÃO

Outra polêmica recente, conta minha colega THAIANE STOCHERO, é a de uma repórter da Globo que cobre o conflito em Gaza e passou a ser atacada na internet por, supostamente, "desprezar os palestinos", o que ela nega nesta nota.

O problema é que, no começo desta década, quando ela se mudou para Israel, criou um blog em que expressava livremente suas opiniões.

O que nos remete para aquela questão da isenção e das afinidades, não acham?

Todo mundo tem direito a uma opinião --e quanto mais fundamentada ela for, melhor, se o sujeito é jornalista. Mas é preciso evitar que ela interfira na cobertura. No caso da moça, o que importa é saber se a cobertura que ela está fazendo é ou não equilibrada.


UM BLOG CONTRA VOCÊ

Cada um toma suas decisões.

Mas, quando eu posso me meter na vida de alguém --como na dos meus trainees, coitados...--, recomendo que evitem fazer blogs públicos principalmente sobre política.

Acho sinceramente que é possível desprezar um fulano e fazer uma matéria equilibrada sobre ele. Mas vai provar isso para o seu chefe quando o assessor de imprensa do sujeito aparecer com cópia do seu blog, em que você, candidamente, dizia cobras e lagartos...

OUTROS BLOGS SOBRE A GUERRA E OS JORNALISTAS
Reportagem, coluna, artigos
Correspondente narra a morte do pai
Julgamentos, interesses
Feijão e isenção

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h40

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Notícia ou contexto? Dez perguntas para checar

Minha leitora Mariana conta que o blog de Ricardo Lombardi dá o link para este texto de Matt Thompson, na Universidade do Missouri, que elenca dez perguntas que todo jornalista poderia fazer para descobrir se está ajudando o leitor a não naufragar na enchente de notícias.

Eu adorei esta frase, que vem no cabeçalho do site do Matt, o Newsless:

Jornalismo explicativo

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h01

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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