Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

Curso no Rio Grande do Norte

 
 

Curso no Rio Grande do Norte

Minha leitora Patrícia avisa sobre curso de jornalismo ambiental para radialistas, no Rio Grande do Norte:

Público-Alvo: 

  • radialistas que participaram dos cursos de Jornalismo Ambiental I e II, de julho/2007 e janeiro/2008, e que estejam trabalhando na área; e a
  • radialistas interessadas/os na produção de features voltados à temática ambiental.

 Nº de participantes: 14 vagas, sendo que duas para radialistas de Natal;

 Condições:  Experiência profissional mínima de 5 anos, sobretudo na área de jornalismo ambiental. Será dada prioridade a: 1) candidatas/os da região Norte e Nordeste; 2) que participaram dos  cursos anteriores; 3) que tenham produzido ou queiram produzir reportagens ou features.

Duração: 60 horas, com 4 módulos de 90 minutos, por dia, em 10 dias úteis.

Quando: De 12 a 23 de janeiro de 2009. Chegada: 11.01.09; Regresso a partir das 15 hs do dia 23.01.09.

Local: Centro de Treinamento João Paulo II, Ponta Negra, Natal, RN

Custos: 

  • - As/os participantes que tiverem sua inscrição aprovada farão depósito bancário de 80,00 Reais pela taxa de inscrição e irão assumir os custos de transporte de sua casa até o Centro de Treinamento, ida e volta.
  • - Alimentação e hospedagem em quartos triplos de domingo 11.01.09 até sexta-feira 23.01.09 serão cobertos pelo projeto.

Informações: Arno Rochol, arnorochol@yahoo.com.br, Vanda Albuquerque, regina_unp@hotmail.com

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h19

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Faça o teste inglês

No blog do Marcelo Soares você fica sabendo como é o "exame da ordem" para jornalistas na Grã Bretanha. Neste site há informações sobre o teste para jornalistas.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h47

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Iguais, mas diferentes

 
 

Iguais, mas diferentes

Já que é feriado e sobra tempo livre (até para quem está de plantão, a não ser que ocorram tsunamis), pensem comigo neste exercício.

Acho que vocês sabem que o programa de treinamento da Folha vai mudar um pouco, para incluir exercícios multimídia.

Na base, ele terá o mesmo conteúdo: que histórias rendem pauta, como organizar uma apuração, como começar um texto informativo, que títulos funcionam melhor e assim por diante.

Até certo ponto, jornalismo é jornalismo, independentemente do meio e da periodicidade. O que isso quer realmente dizer é que, para fazer bom jornalismo em qualquer veículo, é preciso entender primeiro os "fundamentos".

O que me importa agora, no entanto, é pensar sobre as diferenças, porque é delas que vamos tratar no programa de treinamento --e, por consequência, aqui no blog, já que ele é uma extensão do curso.

E foi com isso na cabeça que eu passei cinco dias na praia.

Continuava pensando nisso quando lia um livrinho de contos do Conan Doyle --o criador de Sherlock Holmes--, "Dr. Negro e outros contos de terror e mistério".

E a última história do livro, "A Sala do Pavor", é que rendeu pano pra manga deste exercício.

Infelizmente só achei o texto na íntegra em inglês (clique aqui), mas quem não dominar o idioma pode comprar por R$ 8, em bancas de jornais ou pela internet, uma edição da L&PM em português.

Leiam o conto e me digam: por que o personagem estranho, encurvado e escondido sob um pano negro jamais ficará satisfeito? (nosso tema é que história funciona em cada meio, certo?) 

Meu comentário

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h09

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Mapas jornalísticos

 
 

Mapas jornalísticos

A Abraji lançou o site "Mapas Temáticos Sobre o Brasil", uma ferramenta para produção de reportagens, com mapas sobre educação, criminalidade, eleições, população, meios de comunicação, entre outros.

Todos os mapas podem ser reproduzidos para fins jornalísticos, desde que citada a fonte. Há versões em alta resolução disponíveis para download.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h59

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Na rua sem Madonna

Ayrton Vignolla/Folha Imagem

Meu recém-trainee CHICO FELITTI levou um chá de cadeira de Madonna.

Sim, a vida do repórter tem desses momentos frustrantes, em que se trabalha muito, em condições péssimas, para não produzir nada.

Antes de deixá-los com o relato sempre bem-humorado do Chico, aproveito pra amarrar essa história com as dos fotógrafos que acompanharam o caso Eloá (leia aqui). As duas nos lembram de que

NO PLANTÃO, NÃO VÁ DE CALÇAS CURTAS

Ou seja, prepare-se como quem vai para o deserto.

Calor? Comida? Água? Banheiro? Não espere nada disso fácil ou perto quando for destacado para seguir alguém ou acompanhar um caso quente.

Porque, mesmo que haja uma padaria ali do lado, nesse tipo de cobertura você terá que estar atento e pronto pra sair correndo.

Leve um kit de sobrevivência. Cada um saberá fazer o seu, mas o que me ocorre agora é:

  • rádio FM com fones de ouvido (ou celular com rádio)
  • celular carregado (se sua empresa tiver recursos, leve um extra)
  • capucha (aquelas capas de chuva descartáveis, bem leves)
  • água
  • biscoito ou barra de cereal ou qualquer coisa que não pese muito e tenha calorias
  • um casaco que não seja pesado (no verão, claro, não precisa, mas ele pode servir de almofada)
  • filtro solar (quem já passou o dia num plantão vai me dar razão. Aliás, a última foto deste post sobre as bolsas e mochilas dos trainees já explica tudo)
  • lenço de papel (substitui também o papel-higiênico)

Já para o problema do banheiro, não tenho nenhuma solução fácil. Só consigo pensar em "beba e coma o mínimo necessário"... Será que algum leitor achou uma fórmula mágica pra essa carência? Se achou, mande.

E, agora, deixo vocês com o Chico:

A vaga para ficar de "carrapato" da Madonna durante sua passagem por São Paulo pareceu um prato cheíssimo quando me candidatei a fazer o freelance. E mais apetitosa ainda quando avisaram que eu seria mesmo o "sombra" dos dias brasileiros da artista.

Lembrei que, da última vez que passou pelo Brasil, 15 anos atrás, a loura arrastou um monte de gente para a porta do seu hotel, na rua Augusta. Na época, teve até um bando de doidos que ficaram sem roupa pra prestar homenagem à (então) loucona. Quatro dias de fãs pelados e ensandecidos. O trabalho parecia ser ótimo!  

Só que ela fez 50 anos e mudou. E o público, aparentemente, também.

Notícia "acidental"

No fim, os quatro dias entraram para a lista de coisas mais chatas que já fiz na vida. A equação traumática foi soma de dois fatores bem simples: o esquema de segurança dela parece ter dado aula para o Mossad (serviço de inteligência de Israel) de competente e não tinha uma única alma desesperada de fã no aguardo de um aceno. Ne-nhum.

Ok, minto: no primeiro dia de espreita paulistana, quinta-feira, o total de tietes chegou a... Cinco. Ou um terço do número de jornalistas ali. Fantástico, né? Ainda mais levando em conta que os dois primeiros mal sabiam o que estavam fazendo por lá. Tinham sido "laçados" por repórteres entediados ao serem encontrados no quarteirão do hotel usando camisetas da turnê "Sticky and Sweet".

Notícia "acidental" que não passou de coincidência: os caras estavam indo conhecer a ponte estaiada (que fica a 200 m do hotel), sem fazer a mínima idéia de que a cantora estava hospedada ali. Para os veículos mais desesperado, valeu a regra de que, se não tem fã de verdade, vão os perdidos mesmo.  

Mais do mesmo

Na sexta-feira, a jornada de espera foi de 11 horas, com direito à tríade frio/fome/aperto. Não tinha banheiro no fim de mundo. A única opção de alimentação perto da torre de marfim em que ela subiu era a lanchonete de uma loja de materiais de construção --e ainda era preciso atravessar, correndo, uma avenida de seis faixas. Para piorar, começou a chover assim que anoiteceu, bateu um vento ártico vindo da marginal Pinheiros, transformando os jornalistas subitamente em mendigos que tentavam se abrigrar embaixo de arbustos.

No sábado e domingo, basicamente a mesma coisa. Nada de Madonna; nada dos filhos de Madonna (Lourdes Maria, Rocco e David Banda, decorei em algum momento de tédio); nada do carro de Madonna. Nada, a não ser um pouco mais de agasalhos na mochila, uma caixa de barras de cereal a menos na despensa e mais um charco no toró que alagou a região horas antes do último show, no domingo.

Cama redonda

Ao agradecer o público pela turnê que terminava com aquele show, a garota material soltou para a platéia do Morumbi, no domingo: "Vocês estão todos na minha cama, todos os 50 mil".

Ah, sim todos os 50 mil estão na cama da suíte presidencial, mas os jornalistas não podem chegar ao lobby do hotel nem pra se proteger da chuva em cântaros. Valeu, Madonna!

Passa de novo daqui a 20 anos, sim?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h57

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Pautas que morrem antes de nascer

Minha colega CRISTINA MORENO de CASTRO fala da montanha-russa do jornalismo:

Todo ofício tem seus ossos, segundo reza a lenda. Já descobri vários esqueletos no meu ofício anterior, mas no Jornalismo (que teimo em escrever com maiúscula) ainda estou aprendendo.  

Um deles, talvez o maior, me ocorreu esta semana. E já deve ter ocorrido com todos vocês que me lêem - se ainda não, logo chegará seu dia.  

Resumindo: uma pauta aparentemente muito boa caiu em meu colo há três semanas. Antes de vendê-la aos editores, fiz uma pré-apuração. Como era sobre um assunto que não domino, e que envolvia algum conhecimento jurídico, tive que falar com várias pessoas, imprimir documentos, estudar artigos e leis.  

Ao longo da apuração, a pauta se transformou em algo bem maior, aquele novelo que vai sendo desenrolado nas entrevistas. Chamei um colega para me ajudar no trabalho, que envolveu uma checagem de lei em cada uma das unidades da Federação.   Finalmente, falei com o editor. A esta altura, animadíssima. Ele aprovou.  

 Toda essa apuração foi sendo feita ao longo de três semanas, nos intervalos de matérias para o dia, ou nos dias mais tranqüilos.  

Até que, ontem, ao fazer a entrevista que encerraria meu trabalho de apuração, o entrevistado derrubou a notícia. E foi taxativo nisso.  

Todos os dias, por uma razão ou outra, as pautas podem cair. Mas é triste quando o próprio processo de apuração derruba sua pauta, inda mais quando isso acontece depois de três semanas.  

De tudo, fica alguma lição. A minha costuma ser otimista: neste caso, guardo para mim que nenhuma apuração é em vão. Que aprendi muito com minha pauta e que todo o material acumulado ainda poderá virar uma reportagem em um momento mais oportuno.  

Assim, o osso ainda pode virar carne. E o ofício segue sendo o mais divertido do mundo :)  

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h51

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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