Sério, quem consegue se organizar e achar tempo para entrar em todos os blogs, jornais e páginas que gostaria de ler?
Eu, não. E demorei um tempão para fazer o óbvio, que já conhecia há mais de ano, mas que ficava ali na lista de espera das tarefas a cumprir: criar uma página no Google Reader (ou no organizador da sua preferência).
O Marcelo explica passo a passo como fazer no novo blog dele. Vale a pena ver.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h49

Arranjei uma ótima desculpa para minha lerdeza desgramada aqui no blog nesses dias!!
Virei adepta do "slow blogging"
.
Quem não sabe o que é pode se informar nesta matéria (no original) do "New York Times", ou (para assinantes) na tradução da Folha.
Veja só o que o movimento propõe:

(Na verdade, o que está acontecendo é uma junção de semanas finais da 46ª turma de treinamento, prova do 47º curso e uma gripe "marvada")
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h36
Você trabalha num jornal pequeno? Ou num veículo que sofre muita influência das instituições públicas?
E como faz para se desviar da pressão? Como transforma releases que só interessam a eles em algo que realmente sirva a seu público?
São as dúvidas de meu leitor Rondinelli, de Cachoeiro do Itapemirim (ES):
Trabalhando na imprensa do interior - em Cachoeiro de Itapemirim-ES, conforme te expliquei - a vinculação dos veículos com o setor público é muito comum, de forma que o repórter tem de cortar um dobrado para converter pautas "vindas de cima" em assuntos de interesse público, com personagens e histórias que humanizem uma matéria que não tenha origem, digamos, muito ortodoxas.
Gostaria de saber se aí na Folha e com os outros focas que nos lêem esse problema acontece com frequência. Como atribuir os critérios de noticiabilidade a um tema nem sempre relevante?
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h46
Jornalismo cidadão, ou comunitário, é uma "corrente" que prega mais poder ao público na geração do noticiário e mais integração entre os veículos e seus leitores/ouvintes/espectadores.
É bem mais forte nos EUA que em outros locais do mundo, mas existe por aqui também. A Rádio Sulamérica, que cobre principalmente trânsito, é um exemplo claro disso.
Minha leitora Clara, de João Pessoa, escreveu um post interessante em seu blog sobre reportagem do NYTimes que levanta o papel desse tipo de jornalismo durante os atentados em Mumbai na Índia.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h03
Mundo pelos livros
Minha ex-trainee CINTIA CARDOSO, hoje doutoranda na França e stringer para a Folha, manda a dica:
Acabou de ser lançada aqui na França esta publicação. Uma revista que apresenta a atualidade mundial por meio de livros editados em diversos países, sem3lhante ao estilo do correio internacional.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h29
Tem sido difícil achar tempo para postar nesses dias.
Mas, enquanto isso, para os garotos que querem saber o que fazer quando a fonte pede para ler o texto antes: vejam este post, que já avança bastante no assuto.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h23
Minha trainee RENATA DO AMARAL reparte com vocês o que ouviu de um dos mestres atuais do jornalista visual, Alberto Cairo (clique aqui para saber mais sobre ele):
Infografia não é arte, mas jornalismo visual
Uma das palestras mais interessantes que tivemos durante o treinamento foi com o infografista e jornalista espanhol Alberto Cairo, ex-editor de arte do "El Mundo". Ele defendeu que a infografia deve ser precisa ou não passa de uma ilustração. Em outras palavras, deve haver rigor para passar a informação visual correta, da mesma forma que é essencial haver precisão na hora de apurar uma matéria.
Antes de decidir se o texto virá acompanhado pela arte, ele aconselha o jornalista a checar se há informação suficiente para fazer a infografia e se ela é indispensável. A informação fica melhor em forma de texto ou de arte? Além de preciso, o infográfico deve ser "limpo", pois a poluição visual é um ruído que atrapalha a leitura. Na apresentação, Cairo cita com destaque os três "nãos" da infografia:
- Ela não é arte, mas jornalismo visual.
- Ela não serve para simplificar a informação, mas para torná-la mais rica e completa, ajudando a contextualizar a matéria.
- Ela não é responsabilidade apenas do infografista, mas de uma equipe multidisciplinar que produz a página.
Cairo criticou a "síndrome do storyboard" - para ele, esse método é usado em excesso e sem necessidade, além de muitas vezes não trazer a informação completa. Para ele, é preciso combater o que chama de "visualização estetizante", que só serve para enfeitar, e priorizar a "visualização analítica", que efetivamente facilita a compreensão das informações.
Texto e arte não precisam ser redundantes, mas complementares.
Outra dica do infografista é criar diferentes níveis de leitura, profundidade e contexto para diferentes leitores, que podem optar por qual caminho seguir. Cairo reclamou de ver muito texto para adulto com infográfico para adolescente de 15 anos e disse que é preciso encontrar um meio-termo. Na hora de relacionar variáveis diversas, ele indica o uso do bom e velho Excel. Afinal, textos com muitos números geralmente pedem infografia.
A importância do trabalho em equipe foi um ponto de destaque na palestra. Ele considera que, em vez de apenas passar o briefing, o jornalista deve participar do planejamento e acompanhar o trabalho do infografista –vale a pena gastar cinco minutos passando as informações e ajudando o planejamento. Como saber se deu certo? Eis a dica: "Os designers devem ler o jornal e os repórteres e editores devem ler os gráficos".
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h53
Depois de pensar um pouco, decidi incluir na seção de "humor (negro) no jornalismo" essa espetacular entrevista de meu colega DANIEL CASTRO (que me veio à atenção por obra do SPINELLI):
Pergunta indiscreta
FOLHA - Sua assessora de imprensa nos procurou propondo que fizéssemos uma pergunta indiscreta para você. Ela até sugeriu "Por que você nunca colocaria silicone?" e "Você está mesmo carente de um namorado?". Mas eu queria te perguntar outra coisa: você realmente precisa ter uma assessora de imprensa?
LUCIANA LIVIERO (jornalista, apresentadora do "Fala Brasil", na Record) - Acho que sim. Não porque as coisas deveriam ser assim, mas porque funcionam assim. Hoje em dia, a mídia tem um poder muito grande. Então, muitas vezes, o que tem mais peso não é a competência das pessoas, mas se elas estão na revista ou não estão. Não adianta ser ótima. Se não estiver na revista, não vale nada. Já perdi uma oportunidade na Band porque não tinha mídia.
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Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h59
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