Para nossa lista de filmes sobre jornalismo, estréia hoje "A Caçada".
A GIULLIANA BIANCONI assitiu e conta que há um personagem recém-formado, cuja história serve para passar boas dicas.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h10

A recém-trainee GIULLIANA BIANCONI, hoje minha colega na editora de Esporte, conta que o New York Times colocou na internet um gráfico com o histórico de todas as medalhas distribuídas, em cada Olimpíada, desde 1896.
É muito dinâmico e completo.
À medida que se clica nos anos em que foram disputadas as edições dos Jogos (na parte superior da tela), muda a disposição dos círculos, que representam os países. E cada vez que se clica em um círculo, o histórico daquele país, naquela Olimpíada, é apresentado na página.
Há a opção de visualização "geográfica" ou "por ranking".
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h20

É inacreditável ler na Folha de hoje a Secretaria de Segurança Pública declarando que, se os repórteres tivessem pedido dados sobre crime, eles teriam fornecido.
Não sei se a vontade maior é de rir ou de chorar de tamanho escárnio.
Com certeza muitos de vocês já tentaram conseguir informação numa SSP e sabem qual é o resultado: nenhum.
E não se trata de uma impressão. A Abraji fez um levantamento objetivo do acesso a informação pública em vários órgãos de todo o país, dentre os quais as secretarias de Segurança, e comprovou que elas não divulgam os dados. A única, dentre 26 Estados, que forneceu os dados pedidos foi a de Tocantins. A de São Paulo negou-se. E olhe que foram feitos quatro pedidos: por telefone, por e-mail e duas vezes por carta, com justificativas e citando os artigos da Constituição que garantem o acesso a informação pública.
Não é exclusividade das secretarias de segurança, claro. A tabela no alto deste post, retirada do site Excelências, ilustra magnificamente a situação do acesso a informação pública no país (no caso, trata-se de órgãos do Legislativo).
Mas --desculpem o mau-humor-- é muita cara de pau vir dizer no jornal que, se pedissem, os repórteres teriam a informação. Já que querem sonegar o que é público, pelo menos tenham coragem de assumir.
Dicas para quando a assessoria de imprensa não ajuda
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h33
Redação e divulgação científica
Começa em 21 de agosto na Cidade Universitária, em São Paulo, a primeira edição da oficina de redação em divulgação científica.
É destinada a estudantes e profissionais das mais diversas áreas – ciências biológicas, exatas e humanas, incluindo os campos da comunicação e da educação.
Informações em www.legulus.com.br/redacao e www.eca.usp.br/njr/redacao.
Curso à distância - Também estão abertas as inscrições para o curso à distância Leitura e Escritura da Divulgação Científica. Informações no site www.leituraeescritura.com/ledc.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h49
por CRISTINA MORENO DE CASTRO:
No meu convite de formatura, altamente sarcástico, tinha um agradecimento ao Google, ao lado dos tradicionais agradecimentos aos pais, aos mestres, a deus etc. Dizia: "Por toda a sapiência adquirida".
As ferramentas de busca são mesmo maravilhosas, principalmente para os jornalistas, mas estão longe de trazer fontes confiáveis para quem vai lidar com a informação.
Muitas vezes a gente acha que site oficial tem a mesma infalibilidade de um documento autenticado em cartório. Está lá no site do governo tal? Pode publicar. No site da secretaria tal? Beleza, é confiável!
Ai se fosse assim.
No treinamento, fiz uma matéria que pedia uma arte sobre preços dos RGs Brasil afora.
Aparentemente, era moleza. Descobri que nem tanto.
Primeiro passo: achei o site de cada Secretaria de Segurança Pública, Polícia Civil e órgãos parceiros e anotei todas as informações de preços que eles davam.
Segundo passo: descobri todos os telefones desses órgãos (ah sim, muitos são quase impossíveis de se descobrir!) e liguei para um por um para confirmar os valores do site.
Resultado: muitos estavam divergentes.
É claro que gastei muito mais tempo para fazer uma arte que eu provavelmente teria feito em meia hora só com as informações dos sites. Mas imaginem se tivesse saído na Folha Online (acessada no país inteiro) um serviço tão importante totalmente errado?
Também no treinamento a Carol e eu fizemos uma matéria sobre o festival Comida di Buteco, que acontece em Belo Horizonte (minha terrinha).
Na arte, listamos todos os 41 bares participantes. Chegamos a eles por meio do site oficial da organização do evento. Lá tinha nome, endereço, telefone e nome do prato participante de cada um dos botecos.
Mas nós duas nos dividimos e ligamos para um por um deles para checar todas essas informações e não dar pança no caderno de Turismo da Folha. Até onde sei, não demos mesmo.
Outro dia recebi de uma assessoria de imprensa uma informação de que eu precisava, seguida de "segundo pesquisa do instituto tal". Os números eram tudo o que eu buscava para fazer meu levantamento, mas precisava ver se não eram só virtuais. Liguei para o instituto citado e pedi que me enviassem cópia da pesquisa.
Resultado: eles nunca tinham feito a tal pesquisa e, mais tarde, a assessora confirmou que havia se enganado de instituto.
Checar uma informação nunca é demais. O fantasma que assombra a redação é o do "Erramos" no dia seguinte, mas é a existência dessa ferramenta que faz com que o pessoal se previna por todos os lados (porque, é claro, também há os erros impreviníveis, inerentes a todos os humanos...).
Quero dizer três coisas com este post, que pude aprender ao longo do treinamento e continuo aprendendo sempre:
1- Não basta checar. Muitas vezes é preciso rechecar, mesmo quando a informação inicial partiu de uma fonte teoricamente confiável ou oficial.
2- Quando essa fonte é a internet, a atenção deve ser redobrada.
3- Isso talvez valha ainda mais para aquelas matérias que achamos bobinhas, ou fáceis, ou que fazemos com menos empenho (o texto da arte, por exemplo, já que sempre nos concentramos mais no texto da reportagem). É nesses casos que, por desatenção, preguiça ou falta de empenho, mais cometemos erros "craços" ;)
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h11
A embaixada dos EUA vai selecionar 20 alunos de graduação das áreas de ciência política, relações internacionais e jornalismo para observar as eleições americanas de 2008 nos Estados Unidos.
O programa tem duas semanas e é custeado pelo Departamento de Estado e pela Embaixada dos EUA no Brasil.
Na primeira semana os alunos frequentarão a Universidade do Estado da Carolina do Norte, onde assistirão palestras com formadores de opinião e com o corpo docente da universidade sobre o sistema eleitoral americano.
Na segunda semana, haverá visitas a duas seções eleitorais em diferentes bairros. Após as eleições, o grupo ira a Washington D.C. para visitas culturais.
Os formulários para a inscrição estarão disponíveis a partir do dia 15 de agosto de 2008 no seguinte site: www.usembassyprograms.org.br
Para se inscrever é preciso:
· Ser aluno de graduação a partir do 2º. ano das áreas de ciência política, relações internacionais e jornalismo;
· Ter fluência em inglês comprovada pelo TELP / TOEFL;
E POR FALAR EM ELEIÇÕES
A recém-trainee CRISTINA CASTRO, hoje minha colega em Cotidiano, mostra este texto do Washington Post que analisa a cobertura dos dois candidatos a partir das fotos publicadas (mais americano, impossível!!!!).
Vídeo explica didaticamente como funcionam as eleições americanas
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h33
Dicas para driblar a censura chinesa
Meu leitor Thiago Braga manda o link deste post do blog do Vitor Birner, com dicas práticas do repórteres sem fronteiras para contornar censuras como a da China.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h32

Podem ter muito, embora também existam grandes diferenças nas duas tarefas.
Quem argumenta é Rui Santos, meu ex-trainee, hoje assessor da faculdade de direito da GV, depois de vários anos trabalhando em Redações.
Eu pedi a ele que desse dicas a quem pretende fazer carreira em assessoria. Ele acabou fazendo um excelente pequeno manual, na minha opinião também muito útil para quem está na cobertura, nos jornais:
Comecei a carreira jornalística na Folha, como trainee do 28º programa, recém-formado da minha primeira faculdade, que foi de relações internacionais. Logo depois, ingressei em direito. Além dos dois meses do treinamento, cujo principal resultado foi o caderno sobre a profissionalização do trabalho voluntário, trabalhei 1 mês na Revista da Folha e mais algum tempo em Economia. Depois fiquei 10 dias na Agência Estado e posteriormente trabalhei 7 anos numa assessoria de imprensa, atendendo a empresas da área de seguros, carreira, terceiro setor e direito.
Em outubro do ano passado, fui contratado para fazer a assessoria da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (Direito GV) Existem pontos que aproximam e afastam assessores e jornalistas de Redação. Acho que o ponto que aproxima é exatamente este: assessores de imprensa também são jornalistas e, como tais, precisam ter a mesma curiosidade que move um profissional de Redação. Daí, derivam os seguintes conselhos:
DICAS QUE VALEM PRA QUALQUER UM QUE TRABALHE COM NOTÍCIA
- estar sempre de ouvidos atentos e ligados
- ler todos os jornais, revistas, sites e meios de comunicação possíveis para não oferecer pautas batidas ou já superexploradas para os jornalistas. Acho que não tem coisa pior para um jornalista com alguma experiência ou mesmo um novato atender telefonema de assessor vendendo pauta velha. No caso do novato, ele vai vender a pauta pro editor e vai ficar constrangido quando o editor contar que aquilo não é novidade.
- ter bom texto
- ter sacada. Às vezes uma boa pauta não está na superfície. Você precisa refletir um pouco e extrair das informações aquilo que interessa ao jornalista e ao perfil do seu público
- ser transparente: isso é fundamental. Jogo aberto com o jornalista sempre. Tem muitos que agradecem quando você mostra que a matéria tem erro, quando você conta que a pauta que ele está pensando fazer o veículo concorrente já fez há um mês (isso me aconteceu quando Valor e Gazeta tiveram a idéia de fazer uma pauta de RH sobre os talentos que foram perdidos com o ataque às torres gêmeas, no 11 de setembro. A Gazeta queria fazer esta matéria 1 mês depois que o Valor já havia publicado. A jornalista da Gazeta estava em férias e não viu a matéria do Valor. Eu avisei que havia saído. Além de tê-la poupada de levar uma bronca do editor, ficamos amigos e até hoje mantemos uma relação de amizade. Às vezes é melhor perder uma pauta do que sacrificar um relacionamento)
- dependendo da área que o assessor cobrir, há uma lista de jornalistas setoriais que já cobrem o assunto há mais de 15 anos. Seja humilde. Entre em contato com os caras, pergunte que tipo de informação interessa, o que não interessa etc.
- Além de ler jornal, é importante que o assessor interprete as notícias, o estilo da publicação. Às vezes uma pauta maravilhosa sobre trainees em empresas, por exemplo, não cabem em um veículo como o Valor, que dá cobertura para mercado de trabalho para presidentes. E tem muito assessor que quer forçar a barra e acaba queimando o filme com o jornalista. É muito importante oferecer a pauta certa para o veículo certo.
- Planejamento na divulgação de informações é fundamental: há informações que podem produzir matérias exclusivas, com belo destaque, e outras em que não é possível conceder exclusividade a um jornal específico. Às vezes é um assunto para revistas. Seja qual for o caso, transparência é fundamental, novamente.
- Nunca desprezar nenhum veículo por causa de tamanho. Eu tento atender a todos igualmente. Óbvio que sair na Folha dá mais destaque que em "O Liberal", de Belém, mas ambos merecem o mesmo tratamento. Mesmo porque você nunca sabe se o repórter do Liberal que te procurou poderá assumir um cargo de editoria na Veja, no futuro. E jornalistas são vingativos (rs)
Bem, tudo o que disse acima são dicas válidas tanto para o relacionamento entre assessor e jornalista, quanto entre os repórteres e os editores. Agora, abaixo, são os pontos específicos para assessores, que os distanciam --e muito-- de um repórter de Redação
DICAS ESPECIAIS PARA ASSESSORES
infelizmente, por mais que tenhamos nosso senso crítico, há uma certa relação de subordinação entre a empresa que contrata uma assessoria e o assessor. No fundo, no fundo, o assessor é contratado para divulgar as novidades da empresa e, em muitos casos, protegê-la e defender os seus interesses, mesmo que vá contra o seu próprio modo de pensar. Acho que é o principal ponto que um candidato a assessor precisa refletir. É como escolher um emprego: se você é um antitabagista convicto, nunca vai se sentir confortável trabalhando para a indústria do fumo.
o que muita gente dentro das empresas não entende --e esta é a missão do assessor de imprensa-- é que os meios de comunicação têm compromisso com o seu próprio-público leitor e não com as empresas. Muitos vêem a mídia como canal de venda de produtos, exposição de marca etc. O jornalista que trabalha como assessor precisa mostrar que a empresa para a qual trabalha tem que ir à mídia não com a intenção de vender nada, mas com o objetivo de prestar esclarecimento público em relação a algum produto, a algum processo, a algum fato. A imagem é uma conseqüência. A dificuldade em admitir publicamente um problema é o principal erro de várias fontes. A missão do assessor é estimular essa mudança de comportamento, o que é muito difícil.
outra coisa bem complicada é dimensionar a mídia para as empresas contratantes: empresas de fundo de quintal, muitas vezes, contratam assessorias com a missão de ser capa da Exame, ou páginas amarelas da Veja. É necessário colocar os pés no chão. são poucos os profissionais fora do jornalismo que têm alguma noção de como funciona uma Redação: e daí é necessário esclarecer constantemente algumas regras básicas (e te juro que estas coisas acontecem diariamente):
- PECADOS MORTAIS DE UM ASSESSOR
- é proibido pedir para ver a matéria antes da publicação (a não ser que os jornalistas peçam, o que é raro);
- marcar entrevistas para as 7h da manhã da sexta-feira (o que é uma crueldade com os colegas que trabalham em jornais que adotam pescoção),
- ligar para jornalistas na hora do fechamento (muitos, educadíssimos, ainda atendem). Ligar na hora do fechamento só se a informação for realmente relevante e inadiável
- ligar apenas por ligar para perguntar o que está fazendo, sem oferecer nenhuma pauta ou ter uma fonte disponível para falar. Às vezes isso vale quando, por exemplo, o governo lança um pacote tributário e você tem um tributarista que pode comentar as mudanças.
assessor precisa ter disponibilidade quase total. Jornalistas de Redações vão te ligar na sexta, 22h, no meio do cinema, para confirmar informações, pegar o celular da fonte que concedeu entrevista há 3 dias para checar algo. E o sucesso está intimamente ligado à agilidade e a correção da resposta. Nunca diga que não vai dar ou que nem vai tentar: fale que está checando e pense em alternativas, sempre, caso a fonte principal não seja encontrada ou não possa falar. Não há coisa pior que fazer com que seu colega de Redação tenha que colocar um calhau porque não conseguiu dar uma resposta a tempo. E não há nada mais gratificante que ver o fruto do teu trabalho bem feito. Esta semana, a capa da Veja, sobre a aurora dos cinquentões, veio com personagem da escola: um agrônomo de 50 anos que voltou a estudar direito. A jornalista da Veja ligou às 21h de quarta-feira, perguntando se havia alguém com este perfil, lembrei deste aluno, soube da idade dela e combinei a entrevista por celular, tudo em meia hora. Ela pautou a foto para a manhã seguinte às 11h, com a condição de conseguir alunos da turma dele. E pedi para um dos alunos mandar e-mail para congregar o maior número possível, tendo em vista que estamos em período de férias. Vieram 7 alunos e a foto pôde ser feita. O resultado foi a divulgação de uma história muito legal, que inspirou o leitor da revista e também conferiu uma boa exposição à GV. Se tivesse sido burocrático e me recusado a atender à jornalista fora do meu horário de trabalho, isso não seria possível
O assessor, como o jornalista, tem vários chefes: o dono da assessoria, caso trabalhe em uma, o superior da empresa ou da instituição, caso seja autônomo (o que é o meu caso atualmente), o próprio jornalista, o gerente de marketing... enfim, quem quiser se aventurar, tem que ter isso em mente.
Releases são praticamente equivalentes a matérias. Tem que ter lide para atrair o jornalista, informações checadas, dados claros, para não causar nenhuma dúvida. A vantagem do assessor é que ele pode checar tudo diretamente da fonte. A desvantagem é que várias fontes mudam o seu texto por frases incompreensíveis, jargões, cacofonias, e por aí vai... Tenha sempre um bom manual de redação às mãos
Não existe coisa pior que um assessor desinformado. Tudo bem que você não consiga saber de tudo, mas é necessário ter o mínimo de repertório para travar uma conversa bacana com o jornalista. Em almoço por exemplo, é ideal ler pelo menos as três últimas matérias escritas pelo jornalista, conhecer um pouco de sua trajetória, enfim, buscar subsídios para não ficar mudo na conversa
O extremo também é chato: em encontros, quem tem que brilhar é a fonte, não o assessor. Assessor fala o mínimo possível, principalmente em almoços. Ele tem que falar antes, para brifar a fonte, e depois para dar o retorno e, eventualmente, fazer as correções de rumos necessárias.
Última coisa --a mais chata na minha opinião-- concernente à função de assessor: as boas assessorias e empresas fazem relatórios de aparição da mídia, com número de aparições, às vezes com um valor calculado de centimetragem (quanto o espaço adquirido em determinadas reportagens equivaleria em anúncio, caso a empresa fizesse esta opção). Não é a melhor forma de mensuração, mas por enquanto é a única que temos.
O assessor ideal é um cara acessível, ágil e transparente. Acho que são características para ter sucesso em qualquer área, não apenas em assessoria de imprensa.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h59

Não é a carne seca, não.
Jabá, pra quem não sabe, é o apelido de jabaculê, jargão para presentinhos (e presentões) dados a jornalistas.
Claro que todo mundo gosta de ganhar presente, mas o problema é o que está implícito nessa "gentileza".
O que quer uma empresa que te manda um panetone? Alegrar sua vida? Não, né? Quer que você retribua a doçura nas reportagens. Evidentemente que o jornalista não se torna obrigado a fazer nada. Mas muito jornal (e é o caso da Folha) adota a filosofia da mulher de César --não basta ser honesta, tem que parecer honesta-- e proíbe repórter de receber presente de fonte, a não ser livros, filmes etc. destinados a crítica.
Tudo isso vem a respeito de um comentário do meu leitor Alberto sobre um blog anônimo --pelo menos até onde consegui ver-- contra o jabá.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h29
Cobertura de eleições
A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) promove no dia 23 de agosto, sábado, um seminário sobre cobertura das eleições municipais.
A programação inclui Lei Eleitoral e técnicas de investigação na internet.
As inscrições saem R$ 80 para os não sócios e R$ 50 para os que são sócios da Abraji.
Programação detalhada e instruções para se inscrever estão no site da associação.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h59
O Observatório da Imprensa tem dois artigos hoje, um a favor da obrigatoriedade do diploma e outro contra ela.
Como é um tema que sempre volta à baila (e vive sendo pedido nos trabalhos das faculdades), pode valer a leitura.
Eu, como vocês sabem, sou contra a obrigatoriedade e achei ótimo o artigo de meu amigo Mauricio Tuffani.
[agradeço a sugestão de leitura à professora Rosa Nívea Pedroso, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul]
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h39
The Times na rede
Minha colega LUISA BELCHIOR viu no Comunique-se e divide com a gente:
O jornal inglês "The Times" colocou na internet o arquivo desde o ano de fundação, 1785, até 1985 [o atalho para o arquivo é: http://archive.timesonline.co.uk/tol/archive/]. No site, gratuito, é possível navegar por uma galeria com as imagens mais importantes do século. Há também sistema de busca de matérias com divisões para esporte, guerra e revolução, políticas e direitos civis, crimes e cultura, entre outros serviços. Nos próximos meses, o jornal pretende ampliar o arquivo até os dias atuais.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h43
Há muito tempo citei como exemplo de humor no jornalismo a "bandinha da CBN", mistura de frases reais com discursos do "Bem Amado" que é um achado.
Na semana passada descobri que já dá para ouvi-las na internet, no site do Heródoto Barbeiro.
Humor em título Humor em entrevista Humor na seção de cartas Como pôr humor no jornalismo
Viu algum bom exemplo de humor em jornalismo? Contribua com nossa campanha! Mande para cá que eu publico.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h57
A listinha abaixo eu fiz pra JULIANA LUGÃO e pra CAROLINA ARAÚJO, no primeiro dia delas como redatoras de Brasil.
Com as devidas adaptações, se presta a outras editorias também:
- Leiam jornais todos os dias
- Leiam muito bem o noticiário de política dos três grandes jornais; se não houver outro jeito, sacrifiquem outras leituras, mas acompanhem muito bem a área em que vão trabalhar
- Se preciso, cheguem um pouco mais cedo pra isso
- Lembrem-se sempre de que alguém sempre tem um interesse em política. Nunca se esqueçam disso. Ausência de malícia é algo imperdoável num jornalista de Brasil
- Leiam aqui no blog um post escrito pelo Fernando Barros, editor de Brasil, a respeito desse item acima ("Pacto contra a ingenuidade")
- Fiquem atentas aos sites ao longo do dia
- Chequem nomes e partidos. Chequem mesmo. Não achem, chequem. Não chutem, chequem
- Na hora de cortar um texto, nunca tirem o partido de um político para ganhar espaço, sem consultar o editor. Quase sempre essa é uma informação relevante
- Cuidado na revisão de artes. Não imaginem que eles fizeram certo. Chequem mesmo, com atenção. Cuidado com fotos que podem não ser do tal sujeito. Se vocês não conhecem a cara dele, rechequem. Cuidado com homônimos. Cuidado pra não colocar a cara de um sujeito honesto sobre uma legenda de um bandido, ou vice-versa.
- Cuidado com acusações. Vejam se estão atribuídas a alguém.
- SEMPRE VERIFIQUEM SE HÁ OUTRO LADO. SEMPRE.
- Na dúvida, perguntem. Melhor amolar os outros que errar. Não tenham vergonha de perguntar. Se a pessoa responder de má vontade, problema dela. Não levem para o lado pessoal. Seu compromisso é com o leitor.
Recomendações para os primeiros dias de um repórter Um ex-trainee conta seu primeiro dia no jornal
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h44
Meu colega TARIQ SALEH, colaborador da Folha em Beirute, conta sobre um curso de que participou e dá uma dica muito legal de programa para unir fotos e som [para quem se interessa pelo trabalho de correspondente, coloco no pé do post links para uma entrevista com Tariq].
É curioso: em vários congressos, já ouvi que os "slide-shows" costumam atrair mais tráfego e agradar mais aos leitores que os vídeos. Mas com certeza eles são bastante subestimados pelos sites.
Segue, então, a mensagem do Tariq:
Em julho, a Universidade, com o patrocínio da fundação alemã Heinrich Boll Foundation, concedeu bolsas para jornalistas libaneses, iraquianos, egípcios, sírios e sauditas para uma série de workshop sobre Jornalismo Online e Web 2.0, em que eu fui convidado a dar treinamento para os profissionais árabes sobre jornalismo multímidia, ferramentas de investigação e ética na profissão.
O que para nós, ocidentais, é básico e nem tão novidade, para os jornalistas do mundo árabe (com a exceção de empresas como Al Jazeera) é ainda algo novo, em que carecem de conhecimentos tecnológicos e ferramentas para um jornalismo online. Para piorar, alguns vêm de países onde a censura é muito forte ou os profissionais não recebem investimentos de suas empresas para treinamentos.
A professora Abu-Fadil escreveu um post no The Huffington Post, no qual é colunista sobre mídia.
Mas uma das grandes novidades do workshop foi uma ferramenta que começou a ser usada por grandes estações de rádio dos EUA e sites como do The Washington Post. A ferramenta, que foi criada para jornalismo e virou mania entre blogeiros, se chama SoundSlides e pode ser baixado aqui.
(Se já há conhecimento sobre o software aí no Brasil então desculpe, é que já estou afastado do Brasil há 2 anos.).
O SoundSlides é a união entre áudio e fotografia, em que rádiuos podem apresentar uam reportagem em áudio aliado a um slide com fotos e texto sobre o assunto. Nest link, há um tutorial de como usá-lo.
Uma das grandes reportagens bem aclamadas do Washington Post se chama The Women of Kabul (As Mulheres de Cabul) e foi feito em SoundSlides.
A ferramenta é uma ótima opção para sites de rádios, jornais e blogs. Não vi nada ainda no Brasil.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h01
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