Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Viajo hoje para BH, onde participo do congresso da Abraji. Assim que der, libero os coments e escrevo mais. Inté.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h40

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O quanto conta a experiência?

A Amanda, de Santos, escreve:

Sou recém-formada em jornalismo, já me inscrevi no programa de treinamento, e queria saber o quanto as experiências profissionais contam. Eu sempre gostei de escrever, e penso escrever bem, mas meus estágios foram em outras áreas.

Amanda, na seleção do treinamento, a experiência é quase irrelevante. O programa é justamente para quem é inexperiente!

Falta de experiência

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h38

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Ruy Castro on-line

O Rafael avisa que está on-line aquela entrevista com o Ruy Castro que comentei no blog outro dia.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h28

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Aproximação

Pesquisando o blog para preparar uma apresentação que farei amanhã em Belo Horizonte, achei este post com dicas para uma leitora que gostaria de se especializar em jornalismo econômico.

Adaptado, ele pode ajudar a Luisa e outras pessoas que cursam faculdades em outras áreas, mas querem se aproximar do jornalismo.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h52

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Para fazer ilustrações

Meu leitor Leonardo havia perguntado como trabalhar como ilustrador num jornal. Pedi a meu amigo FABIO MARRA, editor de Arte da Folha, para me ajudar a responder:

Conquistar espaço para fazer ILUSTRAÇÕES no mercado editorial é o sonho de centenas de excelentes profissionais além de inúmeros iniciantes e aspirantes árduos por trabalhar em jornais e revistas.

Para quem está começando posso sugerir antes de mais nada ter MUITA PERSISTÊNCIA.

Alguns anos atrás os jornais passaram por uma fase economicamente difícil. O espaço editorial diminuiu e consequentemente as ilustrações foram as primeiras a serem cortadas ou reduzidas. Se agora as perpectivas melhoram, e os jornais voltam a dedicar um espaço um pouco maior às ilustrações, tem-se o agravante da COMPETITIVIDADE, que é brutal e feroz nessa área.

Para ter uma idéia, dois ou três novos ilustradores procuram a Editoria de Arte por semana para apresentarem seus trabalhos e quem sabe conseguir um espaço dentro do jornal.

TALENTO é sim um dos fatores que faz a diferença entres tantos trabalhos. Um traço personalizado, forte, bom uso de cores e acima de tudo um conceito ajuda a valorizar o trabalho, mas posso afirmar que talento só não basta. É preciso acima de tudo MUITA DISCIPLINA para se encaixar na forma de trabalhar de cada redação, quer seja no cumprimento de horários rígidos para a entrega dos trabalhos ou no estilo gráfico ao tratar cada assunto. Não dá para usar um traço infantil, por exemplo, em um caderno para público teen.

Só vejo uma maneira de o ilustrador se aperfeiçoar nisso: TREINO. A única maneira que existe para melhorar é treinar e assim superar as falhas, os problemas na escolha do traço, as cores que não foram bem selecionadas, o prazo que não foi cumprido.

Ah, para quem pensa em começar, é fundamental também montar um bom PORTFÓLIO. Selecione alguns dos melhores trabalhos, de preferência com variação de temas e de estilo gráfico e ainda com as variações que conseguir no acabamento, como texturas ou cores.

Apresentar o trabalho pessoalmente é bom para um primeiro contato, mas não esqueça de fazer uma VERSÃO DIGITALIZADA, primeiro porque mostra as habilidades em lidar com os softwares gráficos, depois porque editor nenhum tem uma gaveta tão grande a ponto de guardar todos os portólios que aparecem.

ACOMPANHAR o que ilustradores profissionais estão fazendo é outra dica que acho fundamental. O blog de quadrinhos do UOL é bem legal para ficar sintonizado com o que está rolando no momento.

Uma outra boa opção é visitar o site da SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil, dirigida pelo ilustrador Orlando, da Folha. A associação promove encontros e debates entre ilustradores, designers e editores de arte de todo o Brasil. Ali vai encontrar também informações sobre o 5º ILUSTRABRASIL,  que acontecerá em junho no Sesc Scipião, onde vários assuntos ligados à profissão serão discutidos.

ESTAR ENTRE ILUSTRADORES FERAS E RENOMADOS, além de  interessados em discutir questões da área, pode ser um BOM COMEÇO.

=)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h58

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Nossos japoneses são mais engraçados que os outros

Pois não é que um ex-trainee meu é uma das mentes por trás do CQC?

Foi só eu colocar a dica do Spinelli ali embaixo que dois colegas da 38ª turma me escreveram pra contar: Marcelo Salinas é produtor do programa.

E além disso, dá ponta no show, como vocês podem conferir nessa "reportagem" sobre imigração japonesa.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h36

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Caldo de cultura

Ouvi em algum lugar ontem que a mulher que diz ter sido presa em casa pelo marido no interior do São Paulo criou coragem para denunciá-lo depois das notícias sobre o engenheiro austríaco que trancafiou a filha.

Se foi isso mesmo que aconteceu, é pelo menos um dos motivos pelos quais é preciso noticiar esses horrores (para lembrar aquele post da repórter americana).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h55

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Seção de cartas também tem humor

É do Painel do Leitor de hoje a contribuição a nossa campanha pelo humor no jornalismo.

Dica de meu colega EVANDRO SPINELLI:

Acho que a melhor contribuição para humor no jornalismo nos últimos anos no Brasil vem do CQC, da Band.

Afora a palhaçada com celebridades (de muito melhor nível que Pânico e afins, diga-se), fazem jornalismo de alta qualidade com muito humor. Um exemplo é esta reportagem sobre transporte escolar em São Paulo. O jornalismo deles é ótimo. Se preferir, vale assistir só pelo humor mesmo. É, sem dúvida, o que de melhor há na TV brasileira nessa área atualmente.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h26

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Bate-papo

Minha leitora Gabriela me pede para avisar aqui no blog que, amanhã, vou participar de um bate-papo na Folha Online.

Para quem havia pedido o link da conversa, segue aqui.

Sei que teve gente que não conseguiu perguntar, mas o blog está aberto a qualquer questão, OK?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h53

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Bolsa para experiência na Espanha

Vão até 30 de junho inscrições para o Programa Balboa, que levará 20 jornalistas à Espanha em 2009, por um período de seis meses.
 
Os selecionados vão trabalhar em grandes meios de comunicação em Madri, como "El País", "El Mundo", "ABC", as revistas "Tiempo" e "Época" e a Agência EFE de notícias.

A seleção, segundo os organizadores, leva em conta "a formação acadêmica e a atuação profissional do jornalista, além de fatores como expectativas pessoais e profissionais, capacidade de adaptação e de convívio social e referências". É preciso ser fluente em espanhol.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h57

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Na pele do personagem

GUSTAVO FIORATTI contou pra gente como fez a reportagem em que, durante quatro dias, foi um carroceiro pelas ruas de São Paulo.

Lá pelas tantas ele comentou que, antes de se aventurar, foi ouvir vários colegas experientes, que lhe deram muitas dicas.

Pedi que ele me ajudasse a organizar algumas idéias para quem for, um dia, viver na própria pele uma experiência que valha notícia.

Seguem:

  • estude seus personagens com antecedência. Observe como eles se vestem, como se movem, onde agem
  • aproveite a experiência dos outros. Converse com quem já publicou matérias ou realizou trabalhos parecidos ou com quem domina o assunto a ser tratado
  • crie uma história pessoal; muita gente vai te perguntar sobre seu passado, sobre o que te levou àquela situação
  • faça uma pré-produção, um levantamento do material a ser usado
  • mapeie seu trajeto, esboce um roteiro, ainda que ele não vá ser totalmente respeitado
  • certifique-se de que tudo o que você vai fazer está dentro da lei; apresentar documentos falsos, por exemplo, é ilegal; fazer fotos em lugares privados ou instituições públicas também pode ser motivo de processo legal [um leitor me pediu mais detalhes sobre esta questão da foto. Vou pesquisar e depois informo] 
  • respeite a privacidade dos personagens. Eles não sabem que você é um repórter. Não publique indiscriminadamente informações que eles tenham lhe dado durante seu anonimato
  • reserve um pedaço de seu dia para registrar o que aconteceu, escreva um diário; detalhe absolutamente tudo 
  • uma câmera fotográfica pode ser boa aliada até na hora de escrever o texto. Fotografar é rápido e permite que você descreva melhor, depois, detalhes de lugares, pessoas ou cenas

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h43

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Largo tudo e vou fazer jornalismo?

Minha leitora Luisa escreve:

Vi que você não é formada originalmente em jornalismo e no momento sou estudante de economia. No entanto, não tenho interesse nessa área e no ano passado, bem no meio da faculdade comecei a pensar em fazer jornalismo, mas meus pais não deixaram eu mudar de curso.

Gostaria de saber se há cursos de pós-graduação na área para pessoas que não são formadas em jornalismo, pois andei procurando e só achei um curso que é de comunicação na Cásper Líbero. Ou seria melhor fazer o curso de graduação mesmo em jornalismo?

Existem outros cursos com os quais eu poderia ter contato com o mundo jornalístico para ter uma idéia se me identifico? Qualquer dica seria ótimo porque estou realmente sem saber que caminho tomar.

Luisa, se eu fosse você, terminaria o curso de economia, como seus pais dizem.

Depois, você pode tentar o programa de treinamento da Folha, por exemplo, que aceita candidatos de outras áreas.

E, se realmente gostar do jornalismo, pode fazer a graduação, já que o diploma é obrigatório.

Aliás, vou te contar uma história: quando estava no terceiro ano de agronomia, percebi que não queria seguir aquela profissão. Também quis largar o curso. Meu pai foi contra, e acho que ele tinha razão.

Jamais trabalhei em cadernos agrícolas, mas a formação em ciência me ajudou quando comecei a trabalhar como repórter.

Honestamente, acho que fazer pós não a ajudaria em nada, já que são cursos descolados da prática e mais voltados para teoria da comunicação.

Meu leitor Mauricio, de São Paulo, também tem boas dicas pra Luisa:

    1. Não tranque economia (embora seja um saco).
    2. Comece a escrever sobre tudo que você acha que gera assunto em economia (preço dos alimentos, rating da S&P, etc.), pesquise, questione professores (acredite: você tem visão privilegiada)
    3. Se tiver tempo, entre em contato, por e-mail, com editores ou repórteres de economia, verifique se há interesse em suas pautas. As portas vão se fechar no começo, mas seja persistente, pergunte o que é interessante incluir numa pauta, como montá-la etc. Você verá que a prática é a melhor escola

[Um adendo meu: se quiser, mande as dúvidas e sugestões aqui pro blog, também, que eu comento, com a ajuda dos leitores. Este blog serve para isso também. Ele é uma construção coletiva e, quanto mais os leitores perguntarem, melhor pra todos]

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h23

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Jornalismo independente

A American Journalism Review tem uma matéria interessante sobre fundações americanas que estão criando agências de notícias. Já tínhamos comentado aqui da ProPublica, que faz investigação jornalística e é mencionada na reportagem. Mas o texto fala também de outras instituições que antes investiam em bolsas para repórteres, mas agora, com a crise da mídia naquele país, estão adotando como estratégia apurar por conta própria.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h48

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Humor extra-jornalismo

Não é jornalismo, mas são muito engraçadas as sugestões de legenda dos leitores do blog de Luiz Antônio Ryff para uma foto bizarra.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h28

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Por que cobrir crimes?

Uma repórter de polícia estava cobrindo o atropelamento (e morte) de um ciclista por um ônibus. Assim que a notícia saiu na TV, o celular dele começou a tocar. Ela estava ali havia uma hora, vendo o corpo e a bicicleta esmagados, mas foi o som do telefone tocando sem parar que a deixou chocada.

Seria a mulher dele, mãe de duas crianças, rezando para que ele atendesse e dissesse "não fui eu"? --pensou.

O caso foi o mote de Melissa Manware, por nove anos cobrindo crimes no "The Charlotte Observer", num texto sobre por que fazer reportagem policial.

Está no site da Sociedade de Jornalistas Profissionais e pode ser uma boa reflexão, em tempos de caso Isabella.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h11

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Dados sobre países

Dados sobre países

Meu colega TARIQ SALEH conta deste site, com vários dados sobre países.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h20

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Dados sobre países

Dados sobre países

Meu colega TARIQ SALEH conta deste site, com vários dados sobre países.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h19

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O melhor do jornalismo americano

Uma das formas de aprender e melhorar o que fazemos é saber como foram feitas reportagens excepcionais.

O Poynter publica todos os anos um livro muito legal, com entrevistas e análises sobre trabalhos premiados.

Al Tompkins fez uma entrevista interessante com duas repórteres do Washington Post que ganharam o Pulitzer de "serviço público" com uma história que está no livro: Walter Reed and Beyond [mostrava como eram (mal)tratados os veteranos de guerra].

Um dos pontos interessantes é como elas combinaram suas diferentes características na apuração. Uma das autoras é uma repórter investigativa, enquanto a outra é narrativa. Os diversos jeitos de olhar para uma pauta, entrevistar, tratar informação, escrever tiveram que ser conciliados, e as duas aprenderam com isso.

Alguns trechos de outros assuntos:

 Working beneath the radar was crucial because we needed to see the problems at Walter Reed with our own eyes.
(Trabalhar sem dar bandeira de repórter era fundamental, porque precisávamos ver os problemas com nossos próprios olhos.)

So we bypassed the normal protocol of requesting permission to visit Walter Reed and be accompanied by an escort. We simply went onto post on our own. We never lied about our identity.
(Por isso, evitamos a praxe de pedir permissão para visitar e ter alguém nos acompanhando. Simplesmente entramos. Nunca mentimos sobre nossa identidade.)

Even though some of these people may have brought me to tears and to the point of red-faced anger, when it came to writing the stories, I was totally cautious and diligent in not overstating anything. In this sense I didn't allow the emotions to do anything but help tell the objective story before us -- in all its outrageousness.
(Embora as histórias me tenham feito chorar ou me deixado com raiva, na hora de escrever tomei o máximo cuidado para que as emoções não interferissem.)

As a journalist you go about your daily work life trying to get a story out or make someone's life better or shine a light on wrongdoing. Most of us don't seek to entertain, we seek to illuminate. 
(Como jornalista você passas os dias tentando publicar matérias que melhorem a vida dos outros ou revelem o que está errado. A maioria de nós não quer entreter; nós queremos iluminar.)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h46

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Música

Meu ex-trainee e hoje advogado (com pé no jornalismo) Luiz Felipe Carneiro lançou seu blog de música

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h06

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PERFIL

Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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