Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

INVESTIGAÇÃO JORNALÍSTICA

INVESTIGAÇÃO JORNALÍSTICA

Quem quer ser repórter ou gosta de investigação jornalística deveria considerar seriamente ficar sócio da Abraji. O custo é baixo (R$ 100 por ano) e os sócios terão desconto no congresso, agora em maio em BH --o principal encontro do assunto no país.

Outra vantagem de ser sócio é participar da lista de discussão, em que é possível fazer perguntas, pedir ajuda, tirar dúvidas.

É de lá que eu tiro estas dicas, gentilmente cedidas por meu colega Cláudio Julio Tognolli:

"A plataforma Lattes costuma achar fones e mails de funcionarios públicos e professores em geral. É ferramenta utilíssima. Juízes gostam de ser professores. Secretários de Estado quase sempre foram professores. Por exemplo, dei um Google digitando Pinotti Lattes e apareceu tudo do José Aristodemo Pinotti: http://sistemas.usp.br/atena/atnCurriculoLattesMostrar?codpes=57654"

  • o site belga www.lili.com traz listas telefonicas de todo o mundo, digo todo o planeta, mesmo as antigas.
     
    "Vejamos um grande furo de reportagem dado com o Lili: o ex-presidente da Abraji Marcelo Beraba não se compraz, nunca, com o que lê nos jornais. Quando, há 3 meses, todos os jornais deram arte afirmando que estavam mortos TODOS os militares envolvidos na Operação Condor, Beraba desconfiou.
     
    TODOS os jornais, repito, deram que nenhum brasileiro poderia ser extraditado para a Itália sob acusação de fazerem parte da Condor [Um juiz italiano, para quem desconhece o causo, pediu a cabeça de brazucas. Um juiz espanhol também. Vejamos http://conjur.estadao.com.br/static/text/62761,1http://conjur.estadao.com.br/static/text/62645,1]

TODOS os jornais deram que o gereral EUCLYDES FIGUEIREDO, metido até os sapatos na Condor, estava morto. Beraba desconfiou. Procurou no www.lili.com o nome do general e conseguiu falar com ele via fone!!! Vivo da Silva, porque Beraba não é médium."

  • para quem tiver dúvidas sobre comportamentos de magistrados, o site do Conselho Nacional de Justiça (http://www.cnj.gov.br/) dispõe de uma ferramenta de busca poderosa. Dá pra buscar ali o que é condenável na categoria.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 22h11

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Importa se ele é deficiente?

Fiz há poucos dias uma pergunta aos leitores sobre o garoto cadeirante que ganhou um concurso de matemática.

Em resposta, minha leitora Mariana comenta:

Sempre que preciso de alguma orientação sobre a abordagem do tema "deficiência", entro em contato com a ONG Escola de Gente, do Rio de Janeiro. A fundadora, Cláudia Weneck, também é jornalista e tem uma série de livros publicados sobre o assunto. É uma ótima referência.

Foi ela que me alertou para não utilizar termos como "portador de necessidades especiais" (deficiência não é uma carteira ou um guarda-chuva, para alguém portar) e "excepcional" ou abordagens do tipo "as crianças com síndrome de down têm facilidade para música" (ora, existem meninos e meninas down com e sem essa habilidade, como existem crianças quietas, comportadas, travessas e estudiosas; o legal é que todas sejam tratados simplesmente como crianças).

As deficiências existem e não há por que escondê-las. Os termos mais apropriados seriam, portanto, pessoa (estudante, criança, adolescente...) com ou sem deficiência (se a informação for relevante).

Já a melhor abordagem é aquela que enfatiza o tema em questão (no caso da Folha, o Concurso de Matemática) e que, a partir dele, conta a história dos envolvidos.

No resto, eu publicaria a foto da capa (não há problema algum nela), mas com uma outra manchete. Na hora de contar a história do garoto, aí sim eu diria que ele tem uma deficiência / doença neurológica (o que for) e explicaria como conseguiu driblar as dificuldades. Isso se for esse o gancho, claro.

Uma outra idéia seria mostrar, inclusive em imagens, o Ricardo junto com as outras crianças que participaram do concurso. Dessa forma, ao invés de causar reações do tipo "Nossa, ele tem deficiência e ainda assim conseguiu. É uma exceção!", poderíamos mostrar que um fato assim é perfeitamente possível. Será que os leitores não passariam a olhar de outra forma para esses meninos e meninas?

Ela avisa que a Andi tem um glossário no site, mas, pelo menos numa primeira busca, não achei verbete sobre deficiência.

Ainda vou falar sobre o assunto, por isso, quem quiser comentar está em tempo para escrever.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h01

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Como dormir depois?

Como dormir depois?

Meu leitor Rafael, de Brasília, me pediu que entrevistasse os repórteres que cobriram o caso do moço que dirigiu na contramão pela Castello Branco até bater de frente num caminhão e morrer.

Escrevo este e-mail porque as duas matérias me lembraram de uma ocasião na qual eu, estagiário de um site de notícias, tive que entrevistar familiares de uma vítima de homicídio aqui em Brasília. E, tanto naquele momento como agora, me perguntei: "Como, quando e onde falar com familiares de uma vítima (seja de homicídio, acidente de trânsito ou tantas outras causas)?"

O repórter RICARDO WESTIN responde às perguntas do Rafael:

1) Como os jornalistas da Folha entraram em contato com os familiares de Kleber Plens? Foram pessoalmente à casa de cada um dos entrevistados? Ligaram antes para eles, para ver se conseguiam agendar uma entrevista? Fizeram 'plantão' na casa de alguém? Já conheciam algum membro da família, antes do acidente?

Ricardo Westin - Eu entrei em contato com os parentes e os amigos de Kleber Plens pelo telefone. Cheguei a eles por meio da lista telefônica (procurando pessoas na cidade dele com o mesmo sobrenome) e do Orkut, que tem sido uma ferramenta bem útil nesse tipo de cobertura. Meu colega do "Agora" (jornal que também faz parte do Grupo Folha) falou com um primo do Kleber, mas não sei dizer como chegou até ele. Outro colega meu aqui do Cotidiano, Paulo Sampaio, viajou à cidade onde ele havia sido criado e conversou com parentes e amigos.
 
2) É razoável supor que os repórteres tenham tentado falar com outros familiares da vítima. Qual o motivo que esses familiares alegaram para recusar a entrevista? Quando o repórter deve deixar de insistir pela entrevista, considerando toda a dramaticidade da situação?

RW - Os que se negaram a falar fizeram isso sem dar muitas explicações. Disseram: "Neste momento, prefiro não falar". De fato, é um momento bem complicado para abordar os conhecidos da pessoa que morreu. Eu procuro sempre explicar que se trata de uma reportagem séria, que não haverá sensacionalismo (até porque esse não é o perfil do jornal), que o objetivo é fazer com que as pessoas entendam melhor o que ocorreu etc.

Quanto à questão de insistir, isso varia muito do entrevistado, do "clima" no momento. Se a pessoa não responde naquele dia, posso voltar a entrar em contato algum tempo depois.

Uma alternativa é perguntar se ela prefere que seu nome não seja publicado. As informações, então, são atribuídas a "um amigo que pediu que seu nome não fosse publicado". O melhor, claro, é sempre atribuir as informações a uma pessoa com nome.
 
3) Como convencer um familiar a conversar com a imprensa sobre um acidente desses? Você liga para a pessoa e já diz "Sou Fulano de Tal, do jornal X, e estamos fazendo uma matéria..."? Ou tenta ser mais, digamos, 'humano', tentando estabelecer (e até forçar) uma relação de proximidade com o entrevistado? Até que ponto devemos manter um distanciamento numa circunstância dessas?

RW - Prefiro sempre ir pelo lado profissional. Uso os argumentos da resposta anterior.

Tomo o cuidado de dizer, por exemplo, que "sei que este é um momento difícil para você, mas gostaria muito de ouvi-lo para a reportagem". Explico que a entrevista é importante porque não queremos publicar nenhuma informação equivocada.
 
3) Como foi a divisão de trabalho dos três repórteres? Todos os três saíram da redação e apuraram as informações na rua? Comunicavam-se durante a apuração? Entregavam um balanço parcial para um editor? Escreveram o texto a seis mãos?

RW - A divisão do trabalho é feita pelos editores. Eu, por exemplo, não fui para a rua. Meu colega Paulo Sampaio viajou para a cidade. Os repórteres devem sempre manter os editores atualizados, pois são eles que decidirão como a reportagem será publicada (tamanho, destaque, foco etc.).

Também é importante que os repórteres conversem uns com os outros. Foi o que fiz com Paulo Sampaio e Laura Capriglione.

Às vezes, todos os repórteres escrevem juntos a reportagem. No caso do rapaz que morreu na rodovia, eu recebi as informações de Laura Capriglione e do "Agora" e escrevi o texto final.
 
4) Um dos jornalistas que assina a matéria "Rapaz era 'pai coruja'" é do jornal Agora. Como funciona a colaboração/parceria entre a Folha e o Agora?

RW - A "Folha" publica reportagens do "Agora". E vice-versa, já que os dois jornais pertencem ao mesmo grupo. Às vezes, o trabalho é complementar e a apuração é dividida, como nas reportagens sobre o rapaz que morreu na rodovia. Os créditos são sempre devidamente atribuídos.
 
5) Qual a maior dificuldade de apuração de uma matéria dessas (entrevistar familiares de uma vítima de acidente)? E como conseguir dormir depois, quando chegar em casa?

RW - A principal dificuldade foi mesmo encontrar familiares e amigos próximos. As informações básicas foram obtidas da polícia e da empresa que administra a rodovia sem maiores dificuldades. Quanto ao "depois", isso varia conforme a personalidade de cada jornalista. Alguns repórteres se envolvem mais com o drama noticiado, outros menos.

O importante é que o texto descreva o fato com fidelidade, sem distorções decorrentes de sentimentos ou opiniões de quem escreve.

Simone Iglesias fala sobre como entrevistar vítimas de tragédias
Italo Nogueira e a cobertura da morte do menino João Hélio
Algumas dicas para entrevistar pessoas em momentos delicados
Não somos urubus. Somos?
Você quer mesmo passar a vida fazendo isso?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h29

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Correspondente internacional

Correspondente internacional

O trabalho de correspondente --fixo ou enviado especial-- será o tema das três primeiras palestras deste ano na Cátedra Octavio Frias de Oliveira, na Unifiam-faam.

A participação é aberta.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h21

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Melhores jornais do mundo

Melhores jornais do mundo

Meu amigo e professor CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA contou de um livro bem legal: "Os Melhores Jornais do Mundo", de Matías Molina.

O site da editora Globo tem uma entrevista dele para a rádio CBN.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h54

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Resultado otimista

Uma pesquisa feita pela Associação Mundial de Jornais diz que a maioria deles está otimista com o futuro.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h26

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Onde está Harry?

Meu leitor Breno me escreve perguntando se o anúncio de que o príncipe Harry está em missão no Afeganistão não renderia uma boa discussão no blog:

Num caso desses, o que fazer? Houve um pacto entre mídia e governo para manter em segredo a notícia. Isso é comum? Quando que é certo? O Drudge Report "furou", mas o site é americano. Se a Folha tivesse a informação, daria?

Brevemente: acordos como este não são comuns. Existem embargos --uma entidade fornece dados com antecedência, para que jornais preparem melhor a cobertura, mas com o compromisso de que só podem ser publicados depois de certo tempo.

Também existe em alguns jornais --dentre os quais a Folha se inclui-- a norma de não publicar informação que ponha em risco a vida de alguém. É por isso que o jornal só publica notícia de seqüestro se a família autorizar. O caso do príncipe, a meu ver, se enquadra nessa regra.

De qualquer forma, pra quem quiser aprofundar a questão, copio abaixo links de vários bons blogs e colunistas que escreveram sobre o tema [agradeço as indicações a meu amigo Marcelo Soares, que está sempre ligado em tudo]:

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h34

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Clássicos do cinema e do teatro

Clássicos do cinema e do teatro

Curso da Casa do Saber, começa dia 6/3.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h34

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Debates da BBC

Debates da BBC

A BBC faz debates em SP para comemorar seus 70 anos.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h10

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Modo de dizer

Modo de dizer

Sabe aquela reportagem que elogiamos mais cedo, sobre o garoto que ganhou medalha de matemática? Um leitor questionou a maneira como ele foi identificado na capa do jornal.

O que acham vocês? Vêem problema? Fariam diferente? Como?

Meu comentário: no que pensar na hora de escolher palavras
Uma entrevista com o repórter que escreveu a história
Jornalista que também é cadeirante escreve sobre
o uso do termo "deficiente"
Leitora comenta uso de termos "polêmicos"

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h43

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A regra do dois

Uma regra que aprendi com os anos: se duas pessoas falarem com você sobre um mesmo assunto, fique atento --pode ser pauta.

Ontem meu amigo Marcelo Soares sugeriu: "Olhe este gráfico do New York Times". Fui ao site, achei diferente, ousado, mas esquisito, hermético, deixei pra lá.

Mas hoje meu colega EVANDRO SPINELLI me mandou o mesmo link... Então é porque aí tem pauta.

O gráfico está reduzido abaixo, mas vocês podem conferir no próprio site.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h32

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Nossa língua é português!

A professora Doralice me escreveu perguntando se a Folha não usa demais termos em inglês.

Achei que era um bom assunto para PAULO RAMOS, consultor de português da Folha, que responde:


Ouvi nesta semana na rádio CBN que o presidente venezuelano Hugo Chávez quer verter para o castelhano boa parte do vocabulário norte-americano usado no país.

Um dos exemplos citados na reportagem era "mouse", o aparelho usado para mover o cursor na tela dos computadores. Na Venezuela, passaria a ser "ratón".

Excesso de Chávez? Talvez sim, talvez não. Depende muito do ponto de vista.

Há pessoas que não vêem tantos problemas no uso de termos estrangeiros. O argumento central é que vivemos num mundo globalizado e isso é reflexo da mistura lingüística entre as nações.

Se há um excesso de termos norte-americanos, é porque o inglês é a principal língua comercial usada no planeta.

Um bom contra-argumento é observar se há uma via de mão dupla, ou seja, se os Estados Unidos traduzem termos de outros países.
Será que nosso "Tropa de Elite" será intitulado assim nos cinemas de lá? "Cidade de Deus" não foi.

Pelo menos os seriados de lá, quando cá exibidos nas TVs a cabo, vêm do jeito como foram imaginados. "Friends" é "Friends", "The Big Bang Theory" é "The Big Bang Theory", "Lost" é "Lost" (na TV Globo inclusive).

E, quando uma das emissoras decide apresentar cópias dubladas -caso da Fox-, o telespectador chia, o assunto repercute na mídia, o canal reavalia a estratégia.

Já há estudos sérios na academia que indicam haver um processo de influência cultural estadunidense por meio da língua.

Por essa linha de raciocínio, usar gratuitamente termos norte-americanos pode até ser sinal de prestígio social, principalmente no meio corporativo (o tal "business"), mas não deixa de ser uma forma de aculturação.

Esse processo parece ser mais forte no Brasil. Por quê? Porque há conivência do país -ou de parte dele- ao uso de  termos estrangeiros, em particular os norte-americanos.

E não é problema de país subdesenvolvido. Na Argentina, nosso vizinho sul-americano, os mesmos seriados são traduzidos para o castelhano. E não só os seriados.

Há discussões no Brasil para limitar os estrangeirismos. Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei sobre o tema. Mas, bem antes de uma definição nesse sentido, cabe a cada um refletir a respeito e tirar as próprias conclusões.

A Folha de S.Paulo optou, já em 1985, por usar termos aportuguesados. Mas é uma orientação que deve ser vista com bom senso, como tudo o que envolve o uso da língua portuguesa.

Se a sociedade brasileira consagrou o termo "shopping center" e os dicionários já incorporaram a expressão, é difícil remar contra a maré. Use-se, então, o termo em inglês. E sem aspas.

Vale o mesmo para palavras de outras línguas. Pizza (nada a ver com o uso dado a ela em Brasília) vai muito bem sem aspas.

Há uma outra situação. Existem termos estrangeiros que, se traduzidos, criam um automático estranhamento no leitor.

Treinador pessoal ou personal trainer? O que é mais coloquial à realidade do brasileiro? Personal trainer. Num texto jornalístico, que prima pela clareza, seria a melhor opção.

A decisão da Folha é usar sempre que possível termos aportuguesados.

Se não der, pelos motivos vistos acima ou outros, o caminho é consultar o dicionário ou o manual para verificar se tal palavra já é de uso corrente. Se for, usa-se sem aspas. Do contrário, com.

Mas é questão, como comentei, de ponto de vista. E pontos de vista, mesmo divergentes, têm de ser respeitados.

A discussão, pelo menos, é interessantíssima, necessária e revela muito da visão que cada um tem do Brasil e do papel do país no mundo.

Veja num dos dois blogs do Paulo as dicas de português que ele publica regularmente. O outro é sobre quadrinhos.
 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h49

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Não só em SP

Não só em SP

A dica é de minha colega NATALIE CONSANI: o Comunique-se organizou cursos em vários Estados, fora do eixo paulista.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h37

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Idiomas na USP

Idiomas na USP

A faculdade de letras da USP tem vagas em cursos de vários idiomas. As matrículas serão dia 3/3.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h23

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Exemplo de lide

Nas estatísticas, a presença de Ricardo Oliveira da Silva, 19, na sétima série do ensino fundamental contribui para a alta defasagem escolar --repetência-- no país. No mundo real, é a história de um vencedor.

O parágrafo acima abre a reportagem Alfabetizado pela mãe, garoto ganha ouro em matemática, de meu colega ITALO NOGUEIRA, da Sucursal do Rio.

O lide foi elogiado pelo ombudsman, MÁRIO MAGALHÃES, em sua crítica diária. Com justiça. Não só porque é um texto interessante, que expõe logo uma contradição e fisga o leitor sem deixar de informar, mas também porque é em si mesmo uma metáfora do trabalho de reportagem, como bem lembra o Mário: procure as histórias por trás das estatísticas.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h17

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Fraturas expostas

O Fernando tinha perguntado sobre a foto do momento em que o jogador Eduardo da Silva teve sua perna quebrada. Coloquei naquele post como ficou a página da Folha do dia, mas tinha prometido também ouvir o editor de Esporte, JOSÉ MARIANTE.

Acho que neste caso há quase um consenso de que a foto é informação muito relevante. Não há dúvida de que ela acrescenta informação ao texto. Seria muito difícil, se não impossível, descrever exatamente como foi o momento em que o jogador sofreu a entrada.

Como diz Mariante:

Sendo direto, acho que o leitor levanta uma discussão que não ocorreu. Que eu saiba, o mundo inteiro publicou as fotos. Futebol é um esporte bastante duro, faz parte de seu universo esse tipo de episódio _felizmente, de maneira rara. Domício Pinheiro, histórico fotógrafo de esportes, flagrou a perna de Mirandinha dobrando de modo parecido e ganhou diversos prêmios. Esse tipo de imagem, claro, impressiona, mas não é gratuita, dispensável ou sensacionalista.

Para completar, meu colega RAFAEL ANDRADE manda os links para duas outras fotos semelhantes e premiadas: a do Domício Pinheiro, da Agência Estado, que mostra em 1975 o momento da fratura de Mirandinha, citada acima pelo Mariante, e outra de 1981, do fotógrafo Álvaro da Costa, da Folha, em que o zagueiro corintiano João Alves tem a perna fraturada pelo goleiro do Flamengo, Paulo César.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h04

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O ideal e o possível

Sobre o caso da falsa médica que, pela nova versão da polícia, pode ter fingido ter sido assaltada, uma colega --repórter muito séria e aplicada-- me escreve:

Toda vez que uma pessoa disser a profissão agora, a gente vai ter de checar? Checar onde? Um fulano diz: "Sou enfermeiro". A gente vai ter de ligar no Conselho de Enfermagem?
Sobre a compra das versões --principalmente neste caso--, o "segundo a polícia" resolve mesmo?
Alguns disseram que a história era boa demais para ser verdade. Mas não é disso que vive o jornalismo?

São perguntas muito pertinentes. Como o objetivo deste blog não é criticar a mídia, mas pensar em maneiras de fazer jornalismo, é preciso encará-las.

1. o limite da dúvida - realmente há um limite para o ceticismo na apuração. É o caso de checar a profissão do personagem? Pedir que ele mostre a carteirinha? O diploma? Ligar para o conselho regional? Na maioria dos casos, não cabe fazer isso. Nem seria possível. Mas há alguns em que seria necessário: se alguém nos procura dizendo ser ex-advogado do político tal querendo passar informações, é bom verificar antes se a pessoa é quem ela diz --e depois, claro, checar as informações que ele der, mesmo que a identidade se confirme.

2. atribuir resolve? - se o texto dissesse "Segundo a polícia, Fulana, que é médica, foi seqüestrada em tal lugar etc.", o cerne da informação continuaria errado, claro. Mas o leitor teria sido informado de que se tratava da versão da polícia e não de informação apurada e checada pela reportagem.

3. boa demais pra ser verdade - são essas histórias que fazem o coração de um jornalista bater mais rápido. São elas que dão gosto ao trabalho de reportagem. Na minha opinião, é preciso encará-las com empolgação, entusiasmo, não com distanciamento crítico. Obviamente, isso não diminui a importância da checagem. Mas empolgação e rigor técnico não são excludentes.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h23

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Primeiro aniversário

O Paulinho, de SP, me lembra que nesta semana o blog faz um ano.

Obrigada a todos vocês pelas leituras, comentários, perguntas, sugestões.

Como já escrevi aqui, o blog só existe com a ajuda de centenas de colegas, da Folha e fora dela, e com a participação dos leitores.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h10

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18 letras contra um engano

Vamos cobrir um caso de polícia, desses bem horrendos: ladrões seqüestram uma moça, cortam o pulso dela e a obrigam a saltar de uma ponte. Sem saber nadar, ela passa a noite agarrada às plantas da margem até ser resgatada no dia seguinte.

Se formos entrevistar a moça, não há motivo para duvidar do que ela diz, certo? Afinal, ela é a vítima.

Para nós, que temos essa tendência bem humana a prejulgar os outros e acreditar mais ou menos de acordo com esse prejuízo, esta reportagem de hoje vem bem a calhar (claro, por uma questão de coerência, é para ser lida sempre como versão, nunca como verdade):

Falsa médica é suspeita de forjar roubo no interior

ARTUR RODRIGUES
DO "AGORA"

A Polícia Civil investiga se a mulher que disse ter sido vítima de assalto e tortura em Taubaté (140 km de São Paulo) inventou a história para acobertar uma tentativa de suicídio. O suposto assalto ocorreu no mesmo dia -quinta-feira- em que a Santa Casa de Misericórdia de São José dos Campos a denunciou à polícia por ter trabalhado no hospital por nove meses como falsa médica.
Bruna (nome fictício), 49, relatou à polícia ter sido abordada em uma farmácia em Taubaté por dois homens, um deles com uma faca. Disse, ainda, ter sido obrigada a pular no rio Paraíba do Sul de uma ponte a 15 metros de altura e que, ao resistir -por não saber nadar-, teve os pulsos cortados. Ela afirmou ter sido salva porque se agarrou à vegetação à margem do rio e, na manhã de sexta-feira, dois jovens a socorreram ao ouvi-la gritar.
Bruna disse que os ladrões fugiram com R$ 200.
[a íntegra, para quem assina FSP ou UOL, pode ser lida aqui]

Para repetir, acho muito normal que a gente tenda a acreditar na suposta vítima e duvidar do suposto culpado. Mas nunca é demais lembrar: se você não viu, atribua. Não assuma como fato algo que é versão de alguém.

O trecho abaixo, por exemplo, endossa a história da moça:

Uma médica vítima de um seqüestro relâmpago dirigiu três horas ameaçada por um estilete, teve os pulsos cortados, foi empurrada de uma ponte a 15 m de altura e, embora não soubesse nadar, ficou sete horas imersa no rio Paraíba do Sul, em Taubaté (140 km de São Paulo), agarrada ao mato para não se afogar -foi salva porque dois jovens a ouviram gritar.
O crime foi entre a noite da última quinta-feira e a manhã de sexta. Bruna (nome fictício), 49, foi abordada por dois homens ao sair de uma farmácia -um deles tinha uma faca. Ela entrava no carro, um Fiat Uno. O veículo acabou não sendo roubado -os criminosos fugiram com R$ 200.

Bastavam 18 letras para resolver: um "disse que" e um "segundo ela".

Exercício interno para manter o distanciamento
Duvide, atribua

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h25

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Jornalismo investigativo

A Abraji vai fazer em Belo Horizonte, de 8 a 10 de maio, seu 3º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

Os temas principais serão cobertura de eleições municipais e administração pública, segurança em grandes cidades, fundamentos da reportagem e técnicas de RAC.

O evento terá palestrantes da Inglaterra, Estados Unidos, América Latina e dos principais veículos de comunicação brasileiros.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h13

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Concursos na Folha

A Tainã, do Rio, faz várias perguntas sobre os concursos que a Folha abre quando há vaga (veja neste site):

  • Chegam muitos currículos para as vagas publicadas no setor de empregos do site da Folha?

Depende da vaga. Em geral, chegam entre 200 e 300. Mas já recebemos 600 currículos para uma vaga.

  • Quantos geralmente são selecionados para realizar as provas de seleção para as vagas?

Cerca de dez candidatos

  • Vocês dão preferência para quem é de Sampa [imagino que cheguem currículos de todo o Brasil]?

A primeira pessoa que seleciona os currículos é o editor que tem a vaga. Cada um terá seus critérios, mas imagino que a origem geográfica não é o mais relevante. [Só um detalhe off-topic: só quem é de fora chama São Paulo de Sampa ]

  • Pessoas que se saem bem nesses concursos ficam cadastradas em algum banco de talentos?

Arquivamos os candidatos que foram aprovados no teste e na banca de entrevistas. Eles são considerados concursados e podem vir a preencher vagas sem precisar passar por novo concurso.

  •  Sim, são muitas perguntas; é que colei grau semana passada, estou começando a mandar currículos, tá uma loucura. :-)

Faça quantas perguntas quiser. O blog é para isso mesmo!

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h10

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Concurso para professor

O Agnaldo, de Viçosa, me pede que avise de um concurso para professor na universidade federal.

Inscrições vão até 7/3.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h06

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Acompanhando Márcio

Amanhã faz uma semana que alunos da Uninove bateram num calouro, Márcio, que se recusava a participar do trote, segundo testemunhas e relato feito por ele no 23º Distrito Policial.

Márcio diz que não queria que sujassem suas roupas de tinta, porque teria que trabalhar logo depois.

Com medo de retaliações, não voltou à escola desde então.

A Uninove, em cujas dependências ele foi agredido, não informa se algo foi feito a respeito.

Pelo menos até a tarde desta terça, a escola não informa se alguém foi identificado ou suspenso. Não informa se há prazos para a apuração. Não informa que tipo de punição pode ser dada aos agressores. E não sabe dizer se Márcio voltou à escola.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h57

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Imagem forte

Fernando, de Belém, me pede para discutir no blog o caso do brasileiro naturalizado croata Eduardo Silva, jogador do Arsenal (Inglaterra), que teve a sua perna quebrada no último sábado após sofrer uma entrada do Taylor, zagueiro do Birmingham:

A cena da contusão do Eduardo foi forte. A televisão inglesa que transmitia o jogo nem reprisou o lance, para "poupar" os espectadores do impacto da imagem. Existem fotos que mostram em detalhe a perna do Eduardo sendo quebrada, e outras mais leves. Vários jornais usaram as fotos, outros não. Não tenho acesso à Folha, então não sei como o jornal publicou este fato. Acho que rende um bom debate sobre sensacionalismo.

Fernando, vou mostrar abaixo como foi que a Folha publicou a foto e pedir ao povo da editoria que comente a decisão de publicá-la, OK?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h06

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New York Times desde o começo

A Sara avisa:

O New York Times colocou na internet as edições de 1851 até 1922. Ou seja, tem desde a primeiríssima edição do jornal seguida pelas dos próximos 70 anos. Dá pra ler em boa resolução todo o material.

[AVISO: por algum motivo, o serviço não está funcionando. Chequei o link e está correto.]

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h20

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Disque-trote

Meu leitor Rafael pesquisou e achou três universidades com números específicos para calouros denunciarem trotes violentos --os chamados "disque-trote":

USP - 0800-121090

Unicamp - (19) 3521-7438

UFPR (Universidade Federal do Paraná) - 0800-6438377

Rafael também informa que outras universidades têm ouvidorias e serviços de graduação que também podem receber e encaminhar as denúncias. Os telefones foram retirados dos sites oficiais das instituições:

UnB - (61) 3307 2205
(Universidade de Brasília)

Unifesp - (11) 5574-5480
(Universidade Federal de São Paulo)

UFRJ - (21) 2598-1718
(Universidade Federal do Rio de Janeiro)

UERJ - (21) 2587-7292
(Universidade Estadual do Rio de Janeiro)

UNESP - (11) 5627 0555

UFRGS - (51) 3308 3004
(Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

UFPE - (81) 2126 7010
(Universidade Federal de Pernambuco)

UFscar - (16) 3351-8107
(Universidade Federal de São Carlos)

PUC-SP (11) 3670 8495 / (11) 9417 4529
(Pontifícia Universidade Católica - SP)

PUC-Campinas - (19) 3343 7171
(Pontifícia Universidade Católica - Campinas)
UFMS - (67) 3345-7010
(Universidade Federal do Mato Grosso do Sul)

UFG - (62) 3521-1000
(Universidade Federal de Goiás)

UFMT - (65) 3615-8138
(Universidade Federal do Mato Grosso)

UFOP - (31) 3559-1323
(Universidade Federal de Ouro Preto)

UFF - (21) 2629-5068
(Universidade Federal Fluminense)

UFES - (27) 3335-7849
(Universidade Federal do Espírito Santo)

UFC - (85) 3366 9519
(Universidade Federal do Ceará)

UNIR - (69) 2182-2180
(Universidade Federal de Rondônia)

UFAM - (92)3647-4240
(Universidade Federal do Amazonas)

UEL - (43) 3371-5850
(Universidade Estadual de Londrina)

UNEB - (71) 3117-2443
(Universidade Estadual da Bahia)

UFBA - (71) 3283 7800
(Universidade Federal da Bahia)

UFRR - (95) 3621-3109
(Universidade Federal de Roraima)

UFAC - (68) 3901-2535
(Universidade Federal do Acre)

UFPI - (86) 215-5640 - ramal 640
(Universidade Federal do Piauí)

UFSM - (55) 3220-8101
(Universidade Federal de Santa Maria)

UFPA - (91) 3201-7649
(Universidade Federal do Pará)

UFMG - (31) 3409-4050
(Universidade Federal de Minas Gerais)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h38

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Jornalismo cultural

Jornalismo cultural

A dica é da minha colega Laura Folgueira:

Estou te escrevendo porque vi que a Faap está abrindo, para este ano, uma pós-graduação em Jornalismo Cultural, e achei que seria uma dica legal para os leitores do blog.
 
O curso parece bem bacana, é coordenado pelo Rinaldo Gama, que trabalhou na Veja e nos Cadernos de Literatura do Instituto Moreira Salles. Trabalhei com ele quando ainda era estagiária, e ele é muito bom! Além disso, os professores são todos do ramo. Parece ser um curso bem voltado para a prática, então deve ser bacana para quem ainda não trabalha com isso, mas quer trabalhar.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h21

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Márcio não foi mais à escola

Como prometi, o blog vai acompanhar o caso do Márcio, que foi espancado dentro da universidade porque, segundo ele, não quis participar do trote.

Isso aconteceu na quarta. De lá para cá, o garoto não foi mais às aulas, com medo de retaliação.

Ninguém foi punido ainda pela agressão.

Hoje de manhã, a Uninove declarou: "Estamos apurando".

O 23º DP declarou: "Estamos investigando".

Nem tudo é letargia, porém. Márcio disse que muitos amigos foram a sua casa dar apoio. Alunos da Uninove que ele conheceu no dia da agressão o procuraram para insistir contra a desistência: "Disseram até que fariam minha segurança particular".

Hoje à tarde, há uma reunião da delegacia. A informação, não muito bem explicada, é que a universidade vai propor um acordo.

Como desde o primeiro momento a escola disse que se tratava de um caso isolado, talvez queira tentar resolvê-lo isoladamente.

É ótimo que se cuide do caso do Márcio, mas acordos isolados não vão impedir que os agressores continuem agindo impunemente. A violência vai continuar, como diz o grande JANIO DE FREITAS, permitida "pela complacência, pelo temor da reação coletiva dos alunos antigos, quando não pelo sadismo enrustido de quem devia proibir, reprimir e punir com exclusão esses desvios de conduta incompatíveis com a formação universitária".

Se olhar só para a árvore e se esquecer da floresta, a Uninove continuará cultivando seus "casos isolados".

Leia o que já foi publicado sobre trotes violentos na Folha Online 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h14

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Violência gera violência

JANIO DE FREITAS
(24/2/8)

(...)
À brasileira
(...)
Mais um período de trotes nas faculdades. A boçalidade rotulada de brincadeira estudantil transborda, com facilidade, em violência que não fica só em boçalidade e violência: é sadismo. Permitido pela complacência, pelo temor da reação coletiva dos alunos antigos, quando não pelo sadismo enrustido de quem devia proibir, reprimir e punir com exclusão esses desvios de conduta incompatíveis com a formação universitária. Como em todos os períodos de trote, aí estão mais agredidos sem provocação, mais feridos, mais punidos assim pelo seu esforço.
É a recepção da universidade à brasileira. Explicativa, por si só, do que dela sai para os exames vergonhosos na OAB, nos hospitais, nos conselhos de profissão, por aí afora.

Leia o caso do garoto que foi agredido dentro da sala de aula na Uninove
Leia a íntegra da coluna do Janio de Freitas, de onde extraí o trecho acima

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h18

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Paguei a língua

O impresso de hoje, pelo menos o que recebi em casa, fechou só depois das 2h e, dos prêmios mais importantes, só não tem melhor diretor.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 06h42

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O Oscar e as batalhas que podemos ganhar

Tem dias em que é duro trabalhar num jornal impresso. Hoje é um deles. Quer coisa mais deprimente que dar "meia cobertura" sobre a parte que deu tempo de assistir do Oscar antes que as rotativas começassem a se mover?

Melancólico, né?

Qualquer pessoa que esteja louca pra saber quem venceu, se já não ficou assistindo até a madrugada, vai ligar o computador e ler os detalhes on-line assim que acordar.

Por mim, lerei feliz a cobertura morna dos premiados menos charmosos. Mas minha filha, que torce para "Juno", já saberá desde as 6h se Ellen Page levou a melhor.

Essa é uma batalha perdida, mas o que me interessa mesmo são os momentos em que papel e tela se unem em favor do leitor. A Folha de hoje tem um exemplo magistral: o caderno Mais! publica um texto de meu ex-trainee ERNANE GUIMARÃES NETO sobre a canção pop "Your Love", que inspirou a música tema de "Tropa de Elite".

Enquanto lia, pensava: "Que canção é 'Your Love', mesmo?". Fui salva pela edição inteligente --no pé do texto uma nota avisava: ouça trechos das músicas na Folha Online.

É um casamento perfeito. Jamais teria tido tempo ou vontade de ficar procurando notícias na vastidão da internet em pleno domingo. Se tivesse, duvido que teria chegado a essa página.

O jornal, versão finita e selecionada da realidade, economizou meu tempo e me fez chegar direto ao que interessava.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h27

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Quer ver a nova Redação do New York Times?

Uma das coisas divertidas deste blog é que vocês, leitores, são superantenados e vivem dando boas sugestões.

A de hoje recebi da Clara, de João Pessoa: um vídeo que mostra a nova Redação do "Times" e uma reunião de pauta (que é feita em pé, no meio das mesas, e não numa sala com todos sentados em torno de uma mesa, como na maioria dos locais).

Ela encontrou o vídeo num blog legal: editor on the verge.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h51

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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