Um dos temas da conversa de Matinas Suzuki Jr. com os garotos da semana de palestras foi "boas histórias bem contadas".
Matinas deu várias dicas e exemplos. Um deles foi um texto escrito por Edward Murrow, jornalista retratado no filme "Boa Noite, Boa Sorte", sobre Londres destruída pela guerra.
Morrow foi correspondente de guerra na capital britânica e publicou um livro a respeito: "This is London".
Reproduzo um pequeno trecho abaixo. Notem como ele consegue nos colocar na cena. Isso é feito com descrição, ação e muita informação.
Como já comentamos aqui: texto é apuração.
Uma noite eu parei em frente a uma doceira destruída e ouvi goteiras lá dentro. Era o único barulho em toda Londres. Duas latas de suco de pêssego foram perfuradas por estilhaços de vidros e o líquido derramava-se pelo chão...
Em uma vitrine, ou algo que costumava ser uma vitrine, eu vi um aviso: QUEBRADA, MAS NÃO FECHADA. Ali pertinho, em outra loja, um outro cartaz, escrito de maneira tosca, avisava: DESTRUÍDA, MAS NÃO ENCERRADA. As duas estavam trabalhando a céu aberto. Meio quarteirão abaixo, havia uma escrivaninha na calçada. Um homem estava sentado atrás dela, com uma pilha de dinheiro debaixo de seus cotovelos. Ele estava pagando a equipe da loja – a loja que havia ali até ontem.
Como fazer uma matéria legal? Precisa de adjetivo?
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h28
A Uninove prometeu apurar a agressão ao garoto e punir os envolvidos. Vamos acompanhar.
Um parágrafo na matéria da Folha Online que diz respeito a todos nós:
Silva teria se negado a participar da recepção aos calouros e teria sido agredido com vários socos e pontapés e teve seu tênis e calças danificados. Os supostos agressores, que seriam estudantes de jornalismo do mesmo campus, só teriam parado após intervenção por parte de seguranças da Uninove.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h16
Verão em Portugal
As universidades do norte de Portugal fazem cursos de verão para aproveitar os turistas-estudiosos (ou os estudiosos-turistas, à sua escolha).
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h53
Os 100 melhores trabalhos jornalísticos do século 20
Ontem os trainees conversaram com Matinas Suzuki Jr., que coordena uma série muito legal da Companhia das Letras, da qual já falamos aqui: a coleção jornalismo literário.
Matinas fez parte da equipe que, nos anos 80, transformou a Folha no que ela é hoje.
Ele contou que se entusiasmou pela série quando viu uma lista feita pela Universidade de Nova York, relacionando os 100 melhores trabalhos jornalísticos americanos do século 20. Poucos haviam sido publicados no Brasil.
Procurando a lista americana na internet para sugerir a vocês, acabei encontrando uma outra, dos 100 melhores livros de não-ficção do século 20, compilada pela Modern Library.
Então é isto: juntando os livros da coleção do Matinas (e esquecendo as sobreposições), são 216 sugestões para vocês se divertirem este ano.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h42
Na última quarta-feira, Marcio saiu da faculdade com hematomas.
Foi espancado dentro da sala de aula. Por colegas "universitários", que queriam, à força, manchar sua roupa de tinta --segundo testemunhas e o relato que Márcio fez à polícia.
Dentre promessas de que faria o possível para apurar, a escola em que ele foi agredido disse que se trata de "um caso isolado".
Por que Marcio é um caso isolado?
Porque mora na periferia da cidade, opera empilhadeira num supermercado e andou mais de 35 quilômetros para chegar a seu primeiro dia de aula?
Não. Muito estudante faz sacrifícios iguais ou piores para conseguir estudar.
Porque resistiu aos cretinos que queriam estragar sua roupa?
Também não. Alguns poucos também têm coragem de resistir ou de, pelo menos, tentar.
Porque foi agredido dentro da universidade, e não na rua?
Também não. Naquela mesma noite de quarta, houve tumulto na frente da Uninove da Barra Funda, onde Marcio tentava aprender: seguranças tentavam sem sucesso impedir a entrada de "veteranos" que queriam dar trote dentro do prédio. Tiveram que chamar a PM. (Defensores do trote que tiverem argumentos para explicar que tipo de "integração" é essa, que, para ser aplicada, precisa enfrentar seguranças e policiais, por favor, se apresentem.)
Mas por que, então, Marcio é um caso isolado?
Também não é porque ficou com tanto medo da recepção que recebeu --e da aparente impunidade dos marginais-- que pretende nunca mais voltar à faculdade. Infelizmente, essa recepção violenta e consentida, mesmo que por omissão, afasta outros garotos da vida universitária. Quem é que não tem no seu círculo próximo pelo menos uma pessoa que foi agredida durante o trote? Eu tenho. Estou falando de agressão física, claro. Porque, se formos pensar em agressão moral, não é preciso nem levantar a questão.
O Marcio é um caso isolado porque não ficou quieto.
É o que todo estudante, professor, funcionário de universidade que reprova o trote deveria fazer. Não basta ser contra. É preciso fazer algo eficaz a respeito.
É também o que todo estudante, professor e funcionário da Uninove que estiver indignado com este caso deveria fazer. O Marcio só será um caso isolado, só continuará um caso isolado, se vocês deixarem. Eu não consigo acreditar que um punhado de imbecis seja mais forte que 50.000 alunos decentes e bem intencionados. Não é possível que o Marcio se veja tão sozinho, tão isolado, a ponto de ter que abandonar algo pelo que lutou para conquistar.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h15
Juliana Laurino/Folha Imagem
 Os participantes da semana de palestras da 45ª turma, na visita que fizeram ontem ao centro gráfico
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h00
A Ivy conta uma história de pautas que surgem de outras, inspiradas pelo post abaixo. Uma das frases que me chamou a atenção foi a de que ela atribui sua capacidade de observação à experiência como assessora de imprensa.
Sei que alguns dos leitores deste blog trabalham em assessoria e talvez achem que isso não acrescenta nada a sua formação como jornalistas.
Este relato da Ivy pode abrir uma nova perspectiva:
Eu me idenfitquei muito com este post de hoje, porque já encontrei pautas onde elas não foram chamadas várias vezes. Tudo porque eu sempre fui muito observadora, mas também credito este meu olhar a ter trabalhado em assessoria de imprensa: um bom assessor tem que saber encaixar seu cliente nos mais diversos veículos, ser criativo.
Meu irmão fazia medicina na Unifesp e me contou que um padre rezava uma missa para os cadáveres usados nos laboratórios todos os anos. Ele me contou isso em janeiro de 2001. Achei tão interessante que me organizei para publicar no dia de finados daquele mesmo ano. Seria uma reportagem breve, descrevendo a missa, o porquê da missa, quem assiste etc. Tentei vender para vários jornais (a Renata Lo Prete era minha professora de jornalismo III e tentou vender a idéia no Cotidiano, sem sucesso).
Estava triste por não ter emplacado quando tinha um gancho --no caso, a data dos finados. Mas achei a pauta tão surreal que não desisti e comentei com outro professor da faculdade, o Eugenio Bucci.
Ele, para minha sorte, também gostou da idéia e me fez uma série de perguntas. Foi ali que vi que tinha uma outra história nas mãos, da rotina dos cadávares das faculdades de São Paulo. Parece bizarro, e realmente era, mas me rendeu boas histórias.
O Eugenio me indicou para Vera, da Revista da Folha, que publicou a matéria em junho de 2002, ou seja, exatamente um ano e meio depois que eu descobri a missa.
Uma professora da USP, Cremilda Medina, leu a matéria e me convidou para escrever um capítulo de um livro que ela organizava sobre a Faculdade de Medicina da USP.
E foi conversando com ela que surgiu outra "pauta": descobrir quem eram aqueles cadáveres, ter uma idéia maior de suas histórias pessoais (não explorei muito isso na matéria) e escrever um texto como se eu fosse o próprio cadáver do laboratório. O texto foi publicado e soube que até usaram num sarau.
Tudo isso só para falar que de uma única e simples pautinha, sobre uma missa de cadáver, surgiram tantas outras coisas. E que eu concordo: é importante sim ficar de olho em tudo o que está ao seu redor. Essa foi apenas uma das muitas pautas que surgiram em conversa de bar, no trânsito, no metrô...
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h57

KARIN BLIKSTAD, minha recém-trainee, outro dia assinou uma matéria em que mostrava que a lei antifumo só teve uma multa desde 2001.
Perguntei como é que ela tinha descoberto a notícia, se a pauta tinha sido dela. Foi, mas num desses casos bem comuns no dia-a-dia, em que a gente mira no que vê e acerta no que não vê.
Proibidos os charutos, Karin foi encarregada de fazer a "repercussão": ouvir várias pessoas sobre a mudança. Numa dessas entrevistas, topou com a informação. Na hora, não percebeu que tinha um novo lide. Mas teve sensibilidade suficiente para contar ao editor o que tinha ouvido. Este, com experiência suficiente para tomar a decisão, redirecionou a matéria.
Está tudo certinho. Não se espera de um repórter nascido ontem que sempre saiba qual é seu lide, que sempre decida o que vale mais. Essa hierarquia é algo que se aprende com tempo e cancha. O que a gente precisa quando é inexperiente é estar atento, lembrar que uma pauta pode desaguar em outra. Resumindo, não usar antolhos --aquela parte do cabresto que força os cavalos a olharem só para a frente, sem visão lateral.
Um exemplo curioso de como uma pauta dá em outro é a nossa conhecida história dos pacientes que moram a vida toda no HC. Quando comentei as reportagens do "Estado" e do "G1", um leitor e uma ex-trainee me escreveram para contar que a Folha já havia dado a história, em 1997: Paciente que mora há 21 anos no Hospital das Clínicas expõe 67 quadros hoje [copiei no site do treinamento para quem não tem acesso à FSP].
Pelo título, você já percebe qual era a pauta inicial: a exposição de quadros. Mas, já no título, a gente vê que Armando Antenore, repórter muito talentoso para descobrir boas histórias, identificou o principal: a moça morava há 21 anos no HC. E, embora o gancho seja a exposição, a reportagem trata majoritariamente da vida dela e do Paulo em seu quarto de hospital (leia, vale a pena).
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h14
Meu colega DIOGO BERCITO escreve sobre uma reportagem que aborda a emancipação do Kosovo sob outro aspecto:
Tenho acompanhado alguns jornais israelenses, por conta de um projeto meu, e me surpreendo em como uma mesma notícia pode ser abordada de muitas formas diferentes.
Por exemplo, cansei de ler que a Rússia e a Espanha não apóiam o Estado de Kosovo porque temem atiçar suas próprias minorias, ou notícias sobre países que retiraram a embaixada, que se manifestaram contra ou a favor etc.
Mas somente o Jerusalem Post me ofereceu uma coisa realmente interessante para ler, hoje.
A reportagem "Kosovo Jews uncertain about future", de Dinah Spritzer, aborda o tema da separação de Kosovo a partir de um ponto de vista muito criativo: fala dos quase 50 judeus que ainda moram na região.
Num texto bastante informativo, a reportagem fala da vida desses judeus, que dificuldades enfrentam, porque ainda estão ali, como fazem para sobreviver --tudo a partir de depoimentos e descrições de personagens, o que mostra que houve esforço de sujar os sapatos e ir até lá investigar.
É claro que alguém pode me dizer que é natural que a abordagem do tema seja essa, já que é um jornal israelense e, portanto, voltado a judeus. Bom, pode até ser. Mas isso não tira o crédito do JP.
E mais: ainda assim, ainda que não sejamos judeus e nem moremos em Jerusalém, vale a pena ler a reportagem. Por quê? Porque é por meio da história da universitária Quono que sabemos, por exemplo, que o desemprego em Kosovo beira os 50% e que o salário médio é de $ 350 por mês -e entendemos a razão de muitos judeus emigrarem para Israel não por sionismo, mas à procura de uma vida melhor.
A matéria está, de graça, no site do jornal.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h14
O que é imprescindível?

Repasso para vocês um exercício que dei para os participantes desta semana de palestra no primeiro dia: depois de conversar por meia hora com um colega, eles precisavam escrever um parágrafo que o apresentasse.
Este texto sairia numa página que já apresentava o programa de treinamento. Ou seja, não seria preciso dizer que Fulano é candidato ao curso nem que gostaria de ser jornalista.
Proponho que vocês pensem sobre a diferença que existe entre informações fundamentais e lide:
informações fundamentais são aquelas sem as quais a notícia fica esburacada. Em termos gerais, são as nossas conhecidas quem, o que, quando, onde, como, por quê, para quê.
Nem sempre todas são fundamentais: na notícia de ontem, “Fidel renuncia”, onde não é imprescindível. Poderia até ser, por exemplo, se ele tivesse se exilado em Miami antes de renunciar. Mas, ontem, não era.
As informações fundamentais não precisam necessariamente estar no lide, mas têm que estar no conjunto do texto, pois, sem elas, o leitor fica desinformado.
Lide, por ser o primeiro parágrafo, deve explicar para o leitor por que ele deve ler aquele texto. Deve atrair o leitor para o texto, convencê-lo de que vale a pena destinar tempo à leitura. Em geral, quando se trata de notícia, de fato quente, uma boa pergunta para descobrir o lide é “e daí?” –como isso afeta o leitor, a cidade, o país, o mundo, dependendo do caso.
Em perfis, features, matérias mais frias, o lide deve provocar o leitor, fisgá-lo, prometer uma boa história.
Minha pergunta, então, é: no texto sobre o colega de semana de palestras, que informações são fundamentais?
Meu comentário
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h27
Ontem pela manhã, na semana de palestras do 45º programa de treinamento, o repórter RUBENS VALENTE mostrou aos trainees em que forma surgem informações e documentos usados em investigação jornalística e falou sobre armadilhas da apuração e algumas formas de evitá-las.
Terrorismo não tinha nada a ver com o tema da aula, mas, na semana passada, Rubens havia me mandado sugestão de bons livros sobre o tema, que aproveito para dividir com vocês:
Seguem minhas dicas de livros sobre EUA e terrorismo. Três de uma safra recente e já bem divulgada, de qualquer forma, insisto porque de fato compõem rico painel. A leitura dos três certamente mudará a forma pela qual o leitor acompanha o noticiário sobre a invasão no Iraque e a guerra americana ao terrorismo:
- "Plano de Ataque", Bob Woodward - o mais chapa-branca dos três, mas ainda assim relevante por trazer o ponto de vista e bastidores de algumas das trágicas decisões do governo Bush;
- "O Vulto das Torres", de Lawrence Wright, vencedor do Pullitzer de não-ficção. Consegue uma narrativa equilibrada e a cada página surpreendente sobre as raízes da Al Qaeda;
- "Cadeia de Comando", do repórter investigativo Seymour Hersh. O "lado B" da chamada guerra ao terrorismo. Mostra os percalços, erros, mistificações dos "falcões" da Casa Branca. O resultado é também uma crítica contundente indireta à mídia norte-americana, quase sempre a reboque das versões oficiais nos momentos-chave.
Sobre a cobertura de EUA X terrorismo, Igor Gielow conta sua viagem ao Afeganistão em 2001, depois do ataque às torres gêmeas O repórter indica livros para quem gosta de cobertura internacional
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h10
Ou: os erros de sempre.
O "Zero Hora" lançou um programa de prevenção a erros de informação. Segundo o J&C, os mais comuns no jornal gaúcho são estes da lista abaixo. Pela minha experiência, são os mais recorrentes em toda Redação. E vejam como é coisa simples, prosaica, fácil de checar e evitar:
- nomes;
- idades,
- cargos e partidos;
- identificação dos locais citados;
- números e datas;
- telefones e endereços de sites e e-mails
Mantenha a pulga atrás da orelha
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h04

No final do ano passado, a repórter ELVIRA LOBATO foi indicada ao Prêmio Folha pela excelente reportagem em que mostra como a Igreja Universal se transformou em império empresarial.
Baseada em apuração cuidadosa, feita com rigor, a matéria não faz juízo de valor nem entra no mérito "religioso" da questão. É jornalismo puro e dos bons. Tão bom que incomodou a ponto de desencadear uma verdadeira operação padrão: dezenas de ações judiciais simultâneas em várias cidades do país, como relata a Abraji (leia aqui). Além da Folha, estão sendo processados jornalistas do "Extra" (RJ) e "A Tarde" (BA).
Juízes que já apreciaram os casos consideraram que há "assédio judicial" e um proponente foi condenado por isso. Hoje, a ABI se manifestou preocupada com a "grave ameaça à liberdade de expressão" (leia aqui).
"Jornalistas" a serviço da igreja se prestam, agora, ao papel de tentar desacreditar os repórteres.
Quem se interessa por jornalismo deve acompanhar de perto este caso. E, pelo bem do mesmo jornalismo, levantar a voz para impedir que forças obscuras --embora evidentes-- possam intimidar a investigação jornalística.
A Folha publica nesta terça, 19/2, na capa, editorial sobre o caso.
Editorial de ontem d´"O Estado de S.Paulo": empresário quer intimidar imprensa.
Do Julio, de SP:
Uma citação do Machado de Assis pelo Marco Maciel no Tendências/Debates de domingo último na Folha:
"Eu gosto de catar o mínimo e o escondido. Onde ninguém mete o mariz, aí entra o meu, com a curiosidade estreita e aguda que descobre o encoberto. [...] A vantagem dos míopes é enxergar onde as grandes vistas não pegam."
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h32
Um quinhão pra chamar de seu
Um dos temas que surgiram na conversa de hoje à tarde com o diretor da Sucursal de Brasília, MELCHIADES FILHO, foi como tornar a cobertura menos burocrática, mais viva, mais aguerrida.
Em Brasília ainda é comum a figura do "setorista": o repórter que vai todo dia para determinado órgão (Planalto, Congresso, Fazenda etc.), passa todos os dias ali com os mesmos colegas de jornais concorrentes, cobre todo dia aquele mesmo órgão e é o jornalista encarregado de tal assunto.
Minha pergunta para vocês é: quais os prós e contras de ser setorista? Que "perigos" há nessa estrutura e como evitá-los?
Quem já tiver trabalhado numa situação semelhante também pode contar sua história.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h30
A primeira manhã da semana de palestras tinha como objetivo principal apresentar os participantes uns aos outros e estimular todos ao aprendizado constante.
Embora seja uma etapa de seleção, esta semana é considerada parte do treinamento. Por isso fazemos palestras, visitas e exercícios.
Mas um dos principais benefícios, na minha opinião, é conhecer gente de vários lugares do país, com interesses e qualidades diferentes. Gente que, como lembrou o Gaspari numa palestra há algum tempo (leia aqui), pode até ser fonte nossa no futuro. Mas, antes disso --e melhor que isso--, colegas que podem se transformar em bons amigos.
Agora à tarde, o diretor da Sucursal de Brasília, Melchiades Filho, vai falar sobre a cobertura jornalística na capital federal.
Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h06
Começa daqui a pouco a semana de palestras da 45ª turma. Conforme for dando tempo, vou contando para vocês.
Enquanto isso, reflitam sobre os esqueletos que inspiram os jornalistas, escritores de não-ficção. 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h46
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