Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Tropa de Elite vista de fora

Minha leitora Clara Torres é repórter da afiliada da Record na Paraíba.

Ela manda uma sugestão muito legal:

"O NYTimes publicou no último dia 14 uma matéria sobre o filme Tropa de Elite. Na minha opinião a reportagem trouxe um panorama interessante da realidade que o filme retrata. O repórter inicia a reportagem de uma forma brilhante, com um texto bem visual, descritivo e alcança bem sua intenção de envolver o leitor com sua maneira de conduzir a reportagem.

Como a reportagem é direcionada para os americanos, o repórter tb se mostra habilidoso ao comparar as taxas de violência do Rio com as de NY, para exemplificar como o Rio de Janeiro é um verdadeiro campo de batalha.  

Ele também analisa que a maneira como muitos brasileiros estão vendo o Capitão Nascimento (praticamente como um herói pela forma como ele lida com os criminosos) é semelhante ao modo como os americanos vêem o Jack Bauer do "24 Horas" (pela forma como ele lida com os terroristas). Para o repórter, os espectadores parecem aceitar facilmente a violência e a tortura dos dois personagens, "pelo bem da nação".

É interessante observar esse olhar que vem de fora, e de que forma a nossa realidade é retratada para os estrangeiros. Apesar do pré-julgamento inerente ao texto, é sem dúvida uma reportagem muito bem "amarrada". E o lead traz uma "escrita-visual" que pode ser um dos elementos que muitas vezes falta nas matérias e uma das razões que afugentam os leitores."

É um exercício em tanto ler textos sobre nós escritos pelos outros. Para mim, há sempre uma sensação de estranhamento. E me faz lembrar de tomar mais cuidado com o que escrevo.

A Clara manda o link da reportagem original. Ela fez também, generosamente, uma tradução da reportagem [copiei no site do treinamento], mas quem puder deve preferir o original, porque, como ela mesma diz, o estilo do texto é algo a observar neste caso.

Não sei se vocês já assistiram ao filme. Quem não viu deveria ver, entre vários motivos pelo fato de que ele é notícia, incontestavelmente.

Mesmo que fosse ruim, só por ser notícia já seria lição de casa de quem é ou quer ser jornalista.

Não é ruim.

Não sei bem o que dizer dele. Saí do filme muda e fiquei assim por horas.

Minha sorte é que sempre encontro palavras no MARCELO COELHO, que já escreveu pelo menos três bons textos sobre o Tropa.

O mais recente é este sobre o André, para mim o personagem central do filme. Outro post ótimo do Marcelo, que já tratava da questão do André, foi publicado na semana passada, mesmo dia da coluna na Ilustrada que comentei aqui.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h43

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10 SEGUNDOS

Vale a pena subir para o post uma dica que já dei antes e que foi reforçada agora pelo Gustavo, de Bento Gonçalves:

Falou com uma fonte que parece interessante?

Peça telefone e celular e pergunte se pode ligar para ela caso precise de mais informação.

Perguntar não ofende.

São dez segundos que valem um contato e a possibilidade de ligar a qualquer momento, sem constrangimento.

O máximo que pode acontecer é tal pessoa dizer "Olha, prefiro que você não ligue". Voltamos à estaca zero, mas é só.

Tão simples, tão rápido, tão útil e tão indolor.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h32

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Aprendendo um pouco mais

E não é que me esqueci de comentar o exercício sobre o que a Karin não aprendeu?

Pra quem não se lembra, a Karin teve que apurar rebeliões em presídios maranhenses e terminou o dia cheio de dúvidas, que dividi com vocês, leitores (veja aqui o exercício).

E o que responder a ela?

Algumas reflexões:

Precisei ligar várias vezes, porque faltavam informações. Acho que está ainda além da conta - nunca é além da conta. Se precisar ligar cem vezes para ter certeza da informação, não é além da conta, é o necessário.

Quais são as fontes que devo procurar em cada situação? - primeiro pense de que informações você precisa. Depois pense quem pode fornecê-las. Quer saber se rebelião está em curso? Ligue para presídio, polícia, secretaria de segurança. Quer saber se há feridos? Polícia e hospital. Quer falar com parentes? Ligue para um jornal local e peça ajuda ao repórter para achá-los.

Depois a rebelião acabou e a matéria perdeu impacto. Ainda se justificava procurar a diretora? - depende das outras opções que você tiver. Há outras pautas há apurar que podem render mais? Se houver, elas são prioritárias. Se não houver, não se perde nada ligando para a diretora. Talvez renda alguma boa história. No mínimo rende um contato para matérias futuras.

Os nomes que as fontes dão aos lugares não são necessariamente os mesmos do registro oficial da estrutura burocrática - use os nomes oficiais. Se for relevante, avise: "conhecido como XYZ".

E se diferentes fontes dão diferentes informações sobre um mesmo fato? Aconteceu de alguns detalhes serem diferentes... - se for uma informação relevante, ligue de novo e esclareça: "Você me disse isso, mas Sicrano disse aquilo. Será que entendi mal?". Dependendo da informação, peça alguma comprovação --um documento, outra testemunha.

A MARINA GAZZONI deu uma outra dica bem legal para esse constrangimento de ligar várias vezes para a fonte, porque ficam dúvidas sobrando:

Aprendi no exercício de apuração da pauta sobre o aumento do abandono de pit bulls. Após a entrevista, pedi o contato da assessora de imprensa do Centro de Controle de Zoonoses para anotar na minha agenda de fontes. Mas, quando voltei para a Folha e fui passar o retorno para a editora, percebi que não tinha feito perguntas fundamentais e agradeci por ter deixado uma “porta aberta” com a fonte. Não senti um constrangimento em entrar em contato pela segunda vez e obtive os dados que faltavam. Daqui para frente, sempre vou “avisar” as fontes que eu posso voltar a ligar para elas para chegar informações ou pedir mais dados.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h32

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ENQUANTO ISSO NO PERU

Juliana Laurino

A pedidos, segue a legenda (os trainees estão em negrito):
No alto, da esq. para a dir.: Pablo Solano (de costas), Ricardo Sangiovanni (de óculos escuros), Karin Blikstad, Felipe Modenese, Miucha (de costas), Lucas Ferraz e Sérgio (de verde); na linha intermediária, da esq. para a dir.: Daniela Alarcon, Ricardo Viel, Talita Bedinelli, Taniele Rui, PH Rodrigues e Marina Gazzoni; à frente, da esq. para a dir.: Pilar, Rossana e Juju

A turma de trainees, Juliana e seus anfitriões, se preparando para subir a 4.800 metros de altitude.

Por que o programa tem patrocínio

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h44

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Para entender os EUA

Para entender os EUA

VERENA FORNETTI, que foi trainee na 43ª turma, ganhou um prêmio muito legal: uma viagem aos EUA. Durante dez dias, vai entrevistar 17 pessoas envolvidas em políticas públicas e entender como funciona o governo e o Congresso americano.

O prêmio foi dado pela Patri, uma empresa de relações institucionais, pela reportagem sobre ensino à distância que Verena fez no caderno final do programa de treinamento: Curso de pedagogia à distância opõe governos.

Acho que ela terá bastante coisa pra contar na volta. Mas o preâmbulo todo é para dividir com vocês a recomendação de quatro livros legais para quem está interessado em conhecer melhor os EUA:

Civic Literacy, de Henry Milner (Tufts University Press, 2002)

Crônicas de um País Bem Grande, de Bill Bryson (Companhia das Letras, 1998)

American Vertigo, de Bernard- Henri Levy (Companhia das Letras, 2006)

Gato Preto em Campo de Neve, de Erico Veríssimo (Companhia das Letras, 2006)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h35

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Se você fosse o redator

Se você fosse o redator

Se você fosse um redator e o texto abaixo caísse na sua mão, mudaria algo? Ou sugeriria alguma mudança ao autor? Por quê?

Um criminoso morreu e um PM foi ferido em tiroteio envolvendo mais de dez bandidos armados com fuzis e metralhadoras e cinco PMs, na madrugada de ontem, na al. Barão de Limeira (centro de São Paulo).

O delegado Albano David Fernandes, do 77º DP, suspeita que os criminosos planejavam roubar grande volume de dinheiro -na mesma rua há garagens de transporte de valores.

A PM prendeu em flagrante José Adriano da Silva, 29. Ele estava escondido dentro de um carro. Segundo a polícia, ele afirmou que havia sido chamado pelos criminosos apenas para dirigir o carro. A Folha não teve acesso a ele. No momento da prisão, a reportagem viu PMs o agredirem com tapas. Procurada, a polícia afirmou que irá apurar o caso.

(...)

Segundo a PM, Mike Rosa Benedito, 25, foi morto na troca de tiros. Ele carregava uma metralhadora, quando entrou num Celta, deu ré e bateu em um carro da polícia. Testemunhas disseram que os policiais atiraram diversas vezes contra o Celta, mas não souberam dizer se Benedito reagiu.

Para ler todo o texto, clique aqui. [Se não tiver acesso à FSP, leia o texto no site do programa de treinamento]

Meu comentário

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h25

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Blog de um leitor

Meu leitor Paulinho agora comanda um blog também, da Escola Superior Aberta do Brasil, para quem ele trabalha.

Um dos posts que ele colocou lá é uma ótima sugestão de pauta --o ideal era ter saído no dia do professor, mas, mesmo assim, ainda é pauta. Ele comenta como todos os problemas descritos no clássico "Ao Mestre com Carinho" ainda atormentam as escolas hoje em dia, 40 anos depois do lançamento do filme.

É um símbolo em tanto, e símbolo é algo poderoso em jornalismo.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h10

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De olho nas pesquisas

De olho nas pesquisas

Sobre aquele caso que contei há pouco, de como a Tatiana fez uma blitz contra os números torturados do feriado: Fabiano Angélico avisa que a News-U tem um curso gratuito, on-line, para evitar erros em reportagens sobre pesquisas.

Diz o site que leva duas horas para completar o curso.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h55

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NO MEIO DE MUITOS MORTOS

NO MEIO DE MUITOS MORTOS

Na semana passada, SIMONE IGLESIAS, correspondente da Folha em Porto Alegre, fez um excelente trabalho na cobertura do acidente de ônibus em Santa Catarina.

Na correria da cobertura factual, foi capaz de fazer também textos delicados, cuidadosos e apoiados em narrativa e detalhes, como este sobre o bombeiro internado no hospital. [Copiei no site do treinamento, para quem não tem acesso à FSP].

Mesmo quem nunca fez isso deve imaginar como é difícil entrevistar quem perdeu gente querida numa tragédia e como deve ser complicado recolher informações, checá-las, hierarquizá-las e escrever os textos com hora para fechar, numa cidade desconhecida, sem a estrutura de uma redação.

Sobre isso, Simone fala abaixo. Ela dá pistas preciosas para quem gosta de ser repórter.

Novo em Folha - Uma das principais dúvidas de quem está começando é como abordar familiares de vítimas nessas horas. Como você fez? Que cuidados costuma tomar?

Simone Iglesias - Tento me colocar na situação das pessoas que vou entrevistar. Os familiares, pais, filhos que acabaram de perder alguém, estão muito vulneráveis. Então, o momento exige respeito. Muitos colegas dão chilique. Ignoram completamente o que as pessoas estão sentindo. Querem é sair dali com uma história, de preferência que tenha muita gente chorando.

Eu me aproximo do familiar que estiver menos abalado. Depois que entrevistá-lo, pergunto se pode fazer uma ponte com a esposa ou filho da vítima, por exemplo, se é acessível, se é melhor tentar uma conversa mais tarde.

NF - Já esteve em coberturas semelhantes, de tragédia?

SI - Sim

NF - Como foi a primeira?

SI - Minha primeira experiência foi o acidente com o avião da TAM, em julho deste ano.

NF -  O que aprendeu com essas coberturas, em relação a esse tipo de abordagem?

SI - Aprendi que, mesmo indignados, revoltados e tristes, os familiares das vítimas querem contar histórias, falar sobre a vida da pessoa que acabaram de perder. Mesmo que um pai, um marido, uma irmã resistam um pouco em falar, em seguida, e com muito jeito do repórter, acabam topando uma entrevista.

Agora, nada de tentar falar com quem está chorando muito, com quem foge das câmeras. Não muito enfático é não MESMO.

Nunca insista demais. Nunca perca o respeito pela pessoa que está numa situação difícil. Uma tragédia abala qualquer um. E se ouvir um palavrão, engula. A gente precisa entender que ouvir uma ofensa é muito menos grave do que a situação de um familiar que acabou de perder alguém.

NF - Quando há acidentes grandes, corre muita informação, muito rumor, versões desencontradas. Isso aconteceu dessa vez? Como você faz pra não se perder no meio das versões?

SI - Acontece o tempo inteiro. É, de fato, um problema. Neste tipo de cobertura, há muito “palpiteiro”. O motorista do táxi que ouviu determinada coisa numa rádio, um conhecido de um conhecido de uma vítima que ouviu de um familiar uma informação importante do médico, e por aí vai.

Para não correr riscos e evitar publicar informações que não são verdadeiras, tente se cercar ao máximo das pessoas confiáveis, um irmão que esteja com a cabeça fria, um tio que é advogado, a esposa se não estiver muito abalada.

Sempre será a família a receber as primeiras e mais precisas informações.

Também tenha sempre o telefone, endereço ou placa do carro do policial, promotor, delegado responsável pelo caso.

Nunca embarque em informações publicadas em sites ou divulgadas nas rádios. Sempre confirme antes. Rádio e internet vivem de rapidez, o jornal impresso de informação precisa.

Eu sou muito delicada para conversar com pessoas ligadas de alguma forma a alguém que morreu ou está no hospital. Então, procuro sempre antes de chegar com bloquinho, caneta ou gravador na mão, me apresentar, conversar um pouquinho, saber exatamente o que aquela pessoa está sentindo. Nesses casos, a pior coisa que existe é o crachá pendurado no pescoço e o gravador prestes a ser ligado.

Também procuro sempre me afastar dos repórteres de TV, que assustam os potenciais entrevistados porque chegam com toda aquela parafernália. Antes de sermos repórteres, nós somos pessoas, mesmo que uma parcela dos colegas desconstrua isso.

NF - O quanto a tragédia que você está cobrindo afeta você? Como reage em relação a isso?

SI - Afeta bastante. Em determinadas conversas, choro sim, pego filho de alguém que morreu ou está internado no hospital no colo, abraço as pessoas. E sou deste jeito, não consigo deixar de me envolver e sei que isso jamais vai interferir no meu texto, no meu juízo crítico da história.

Na quinta-feira (dois dias após o acidente) estivemos em São José do Cedro (eu, o motorista e o fotógrafo Rogério Cazemiro). Fomos visitar dois maridos que perderam as esposas. Um deles tinha uma filha de 7 anos.

Depois de uns minutos de conversa com o marido e a mãe da vítima, a menininha veio caminhando na minha direção, se encostou na cadeira que eu estava sentada. Não tive a menor dúvida. Coloquei a menina no meu colo, fiz rabinho de cavalo, a avó já aproveitou e foi fazer um cafezinho. Quando estávamos nos despedindo, a menininha me perguntou se eu não queria jogar cartas com ela. Fiquei uns 15 minutos.

Bom, e aí, é impossível não sentir alguma coisa. Depois de enviar o texto, dou uma parada, penso um pouquinho na minha família e vejo fotos que sempre levo arquivadas no computador. Imagino como aquela menina vai ficar sem a mãe. Não é fácil.

NF - Gostei especialmente do texto sobre o soldado no hospital. Foi feito de uma forma que leva o leitor para lá com você, tem muitos detalhes, descreve cenas. Na hora da conversa, você gravou, anotou? Se não fez isso na hora, por quê? E quando fez?

SI - Eu ouço e vou criando a história que está sendo contada na minha cabeça, como se fosse um filme. Geralmente, é difícil gravar ou anotar porque o entrevistado se intimida um pouco ou então vai parando o relato achando que o repórter não está conseguindo anotar tudo. Então, prefiro anotar apenas frases que eu sei que vou utilizar entre aspas.

NF - Como você fez para construir um texto mais narrativo, mais pensado, na correria da cobertura quente do dia-a-dia?

SI - Penso no contexto todo. Parto do princípio que este tipo de texto não tem um lide, mas preciso chegar a algum lugar. Enquanto estou conversando com a pessoa internada no hospital,  familiares de uma vítima ou de quem causou o acidente, presto atenção em pequenos detalhes, a mãe acariciando a barriga da filha que está grávida, a esposa do motorista que causou o acidente lembrando que ele faz um bolo de café maravilhoso etc. Acho que são essas descrições mais humanas que, na correria, ajudam na construção de um texto mais narrativo.

NF - Como começou sua carreira de repórter? Qual o caso mais legal que já cobriu?

SI - Em 1998, comecei como repórter de futebol, numa emissora de TV do RS. Achei a TV muito superficial, desapegada a detalhes. Então, resolvi me dedicar a jornal e, em 1999, passei a ser repórter de política do jornal Correio do Povo, do RS.

Gostei especialmente de cobrir a eleição presidencial de 2002.

NF - Que conselho você dá a um repórter que esteja começando agora sua vida profissional?

SI - Nossa profissão é maravilhosa. Permite conhecer muitas coisas novas e diferentes. Seja crítico, seja imparcial, mas não deixe a sensibilidade e a emoção de lado. Sinta a dor das pessoas numa tragédia. Fique indignado numa entrevista coletiva em que o governo vai anunciar aumento de impostos. Cobre de quem tem que ser cobrado, mas permita que se defenda. Nós não somos os donos da verdade.

NF - Quando ficou sabendo do acidente, quando te mandaram pro local, como foi chegar lá sem conhecer bem a cidade?

SI - Fiquei sabendo do acidente na noite de segunda-feira. Como Chapecó fica entre o RS e PR, pensei que se o jornal fosse mandar alguém, só poderia ser eu, o Maschio (correspondente em Londrina) ou a Mari (de Curitiba). Sempre mando um e-mail com sugestões de pauta para a agência pela manhã. Naquele dia, estava a caminho de um congresso de psiquiatria, quando o Jairo Marques me ligou e perguntou se tinha vôo de Porto Alegre para Chapecó. Eram 9h45. Telefonei para o aeroporto e tinha um que saía às 12h05. Deu tempo de ir em casa e arrumar a mala.

Não conhecia Chapecó, nem todas as outras cidades que acabei visitando (Maravilha, São Miguel do Oeste, São José do Cedro). É uma aventura.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h39

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internet

Por falar em jornais e internet, a ANJ vai fazer um debate sobre o assunto dia 13/11.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h04

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REUNIÃO DE PAUTA

REUNIÃO DE PAUTA

Não me lembro se já dei esta dica aqui, mas o site do Poynter tem uma coluna bacana para quem anda procurando idéia de pautas.

Chama-se Al´s Morning Meeting, ou seja, Reunião de Pauta do Al (com o trocadilho de que o nome do autor, Al Tompkins, pode ser lido como "all", todos: reunião de pauta de todos).

O que o Al e sua equipe fazem é divulgar toda manhã idéias. Algumas são sacadas, outras já foram publicadas, mas podem ser adaptadas em outros países, outras cidades, outros veículos.

É de graça e você pode receber no seu e-mail. Basta entrar no site do Poynter e clicar ali do lado direito onde se lê "register & sign up for e-mail newsletters".

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h29

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Em Santa Catarina

Em Santa Catarina

A UFSC faz de 22 a 26 de outubro a 6ª semana de jornalismo.


EM MATO GROSSO DO SUL

A UFMS faz de 7 A 9 de novembro semana de jornalismo. Dois craques da Folha vão estar lá: RUBENS VALENTE e JAIRO MARQUES. Rubens, um dos melhores repórteres do país, foi correspondente em Campo Grande. Jairo é do Estado e hoje coordena a pauta da Agência Folha. Os dois conhecem muito bem a realidade do Estado.


EM SÃO PAULO

O Centro de Estudos Americanos da FAAP, em parceria com o Woodrow Wilson International Center for Scholars, realiza, no dia 22 de outubro, o seminário “O panorama das eleições presidenciais e legislativas de 2008 nos EUA e suas implicações para a política externa americana”.


EM SÃO PAULO

Dia 26/10, das 20h às 21h30, o editor da Ilustrada fala sobre reportagem em cultura no auditório da Unifiamfaam, no campus Liberdade.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h13

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Se a gente não se cuida...

...cai como um pato.

É a conclusão do ótimo trabalho de uma colega na lista da Abraji, a Tatiana Farah.

Vejam só:

Ela estava fazendo uma pauta corriqueira, o balanço da "operação aparecida" (movimento nas estradas no feriado).

O release da Secretaria da Segurança era, como ela mesma escreve, festivo: caíram números de mortes (29,7% em relação a 2006); feridos (13,7%); acidentes (20,9%).
 
Eis os números: Operação Aparecida 2007
 de 11 a 14 de outubro: 1043 acidentes, 30 mortes e 651 feridos
 
Tatiana procurou o release de 2006 (porque não encontrou todos os dados no release de 2007 que estava no site). E, para sua surpresa, encontrou o seguinte:
 
Operação Aparecida 2006
 de 11 a 15 de outubro: 908 acidentes, 32 mortes e 556 feridos
 
Ela escreve: "Bem, a do ano passado tem cinco dias, a deste ano tem quatro. Então, não houve queda no número de mortes. E sim um crescimento de 17,18%. A primeira afirmação da Polícia Rodoviária Estadual foi que a estatística é feita com base em outros critérios como aumento da frota etc. Número de mortes é número de mortes. Não é? O dataSUS e a OMS consideram frota?".

Tatiana ligou para a secretaria e reclamou. Meia hora depois, ligam de volta e avisam que o texto estava errado e que seria corrigido. "Resultado: as comparações foram retiradas, assim como o "oba-oba". Nenhuma errata, nenhum alerta às centenas de jornais que publicaram os índices. E o seguinte título: "Operação Padroeira: Polícia Rodoviária realiza 9.790 autuações"."
 
A colega ressalva que não está para falar mal dos colegas da assessoria, nem para dizer que colegas reproduziram as informações sem usar a regra de três: "Só tô aqui pra desabafar mesmo. A gente sempre engole estatística com facilidade. Esta eu parei pra calcular, em outras ocasiões devo ter caído como uma pata amarela".

É isso aí. Nem preciso falar mais nada. Excelente trabalho, moça!

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h25

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O problema do e-mail

Na véspera de viajarmos para o Peru, meu trainee PH RODRIGUES notou que a Folha havia publicado sábado três entrevistas por e-mail --Edir Macedo (bispo/dono da Universal) [ótima entrevista, apesar de por e-mail], Simon Sebag Montefiore (historiador britânico que escreveu livro sobre a juventude de Stálin) e Antonio Ricardo Ferreira (diretor-executivo do Ibope Mídia).

PH comentava a vantagem de o e-mail servir de documento em assuntos polêmicos. E perguntava sobre as desvantagens.

Na segunda, quando esperávamos o embarque, mostrei para ele este trecho da entrevista feita pessoalmente com Lula pelo repórter KENNEDY ALENCAR:

FOLHA - Roberto Jefferson disse que, quando o informou do mensalão, o sr. encheu os olhos d'água e se curvou, como se levasse um golpe. Foi assim?
LULA
- Não comento Roberto Jefferson.

FOLHA - Por quê?
LULA
- Não merece, não merece [balança negativamente a cabeça]. Não merece que eu faça comentário.

FOLHA - Por quê? Não é um direito da imprensa fazer essa pergunta?
LULA
- É um direito, mas também é um direito meu dizer que não quero comentar.

FOLHA - Foi um caso rumoroso.
LULA
- Porque não acredito.

FOLHA - O sr. não acredita que houve mensalão?
LULA
- É preciso provar. É preciso provar.

FOLHA - O sr. não acredita que houve mensalão?
LULA
- Não é que não acredito. Tem uma denúncia que está num processo de apuração. É um processo que quero que seja julgado. Se alguém praticou mensalão, se alguém deu, alguém recebeu, vão ser condenados. Os que não praticaram vão ser inocentados.

Poucas perguntas já deixam clara a desvantagem. Impossível desdobrar questões, insistir nelas, aproveitar ganchos nas respostas, se não for pessoalmente ou por telefone.

Ia continuar o assunto no blog hoje, mas vi que MARIO MAGALHÃES, ombudsman da Folha, já escreveu quase tudo que havia para ser dito em sua crítica diária de segunda.

[Copiei três entrevistas no site do treinamento, para quem não tem acesso à FSP]

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h37

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Rolex, polêmica

Rolex, polêmica

Rolex, polêmica

Tinha prometido ao Luiz conversar com o editor da página de artigos da Folha, para explicar como ela é feita, como chegaram os textos do Luciano Huck e do Ferréz, como ele administra esse tipo de polêmica e o que acha do caso.

Demorei tanto que já há até capítulo novo na história, mas segue abaixo a entrevista com o coordenador de artigos e eventos, Uirá Machado:

Novo em Folha - Como o artigo do Huck chegou até você?

Uirá Machado - Ele encaminhou o artigo ao jornal.

NF - Foi você que sugeriu uma chamada na primeira página? Por quê?

UM - Sim, sugeri. Era fácil ver que o artigo tinha um calor jornalístico e que atrairia a atenção de muita gente - e que merecia, portanto, ser um dos destaques daquela edição da Folha.

O Luciano Huck, além de ser uma figura bastante conhecida, não costuma aparecer nas páginas de opinião dos jornais.

Esses dois elementos - a celebridade e a novidade - já poderiam justificar um interesse pelo texto, algo como: "Puxa, um artigo do Luciano Huck! Sobre o que ele está falando?".

Aliado a isso, havia um terceiro elemento: essa celebridade, com um discurso bem acessível, estava discutindo segurança pública a partir de um caso concreto - um roubo -, pelo qual a maior parte das pessoas já passou. Ou seja, haveria uma forte identificação com aquela história e com aquele autor - o que talvez se traduza por um grande interesse pelo artigo.
 
NF - O artigo do Ferréz foi pautado por você? Ou ele ofereceu?

UM - Quando houve aquele enorme reação ao texto do Luciano Huck, entendi que deveria manter a discussão em pauta. Sondei algumas pessoas, entre as quais o Ferréz. Em poucas horas ele me mandou o artigo. Não o pautei, mas ele soube do texto do Huck após falar comigo. O formato e o conteúdo do texto foram iniciativa dele.
 
NF - Quando há uma polêmica dessa monta, você consulta a direção antes de publicar? Ou tem autonomia?

UM - Eu costumo deixar a direção a par dos textos mais polêmicos que vou publicar.
 
NF - Meus leitores acham que os artigos são mais espetáculo que real debate. Você concorda? Por quê?

UM - Discordo. Basta ver que o número de cartas enviadas pelos leitores ao jornal aumentou cerca de 15% nessas duas semanas. Quando publiquei o artigo do Luciano Huck, quase 30% das cartas falavam do texto. Na semana seguinte, com o artigo do Ferréz, quase 40% das cartas discutiam esse assunto. Portanto, houve uma participação intensa dos leitores.

A cada carta corresponde ao menos uma reação, e a cada reação, ao menos uma reflexão.

Poderíamos dizer que a seção Tendências/Debates, pelo menos nos últimos tempos, nunca esteve mais distante do espetáculo do que nessa polêmica, se considerarmos "espetáculo" algo que chama a atenção de uma platéia contemplativa. A polêmica chamou a atenção, sim, mas não se limitou a isso. Despertou um verdadeiro debate e pautou reportagens no jornal e em diversos outros veículos de comunicação - de blogs e jornais a grandes revistas, como "Veja" e "Época".

O interessante dessa polêmica é que ela não se limita à discussão freqüentemente retomada e sempre esquecida sobre segurança pública. Agora também estão sendo discutidas questões normalmente deixadas de lado, como o direito que um rico tem de reclamar de um assalto, a justificação socioeconômica de um roubo, os limites das reivindicações no Estado democrático de Direito etc.

Outro post sobre o caso

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h08

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Jornalismo científico

Jornalismo científico

Jornalismo científico

Associação Brasileira de Jornalismo Científico faz congresso em novembro.

WEBTALK

Coluna do Poynter vai explicar regularmente os termos mais usados no jornalismo on-line. Sim, é em inglês, mas esta é uma área em que os termos costumam ser adotados sem adaptação.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h50

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Saída para investigações

Jornais impressos estão em crise (mais nos EUA que no Brasil, onde o número de leitores até cresceu, principalmente entre jornais populares).

Há quem diga que isso não é um problema, pois vamos apenas mudar de plataforma, do papel para a tela; o jornalismo continuará existindo.

Tudo é imprevisível nesse assunto, mas há uma preocupação de quem estuda mídia que me parece justa: o jornalismo on-line, pelo menos como está hoje, não gera recursos suficientes para bancar o tipo de investigação que é feita nos impressos.

Jornalismo investigativo leva tempo --meses, até anos-- e só isso já custa caro. Algumas implicam viagens, o que aumenta o custo.

Uma saída (tímida, engatinhando, mas real) parece estar nesta matéria do "New York Times", enviada por meu colega FERNANDO RODRIGUES.

São US$ 10 milhões investidos por um casal de financistas democratas californianos no recém-nascido Pro Publica, que será comandado por Paul E. Steiger. Steiger foi por 16 anos o principal editor do "Wall Street Journal" e agora vai comandar reportagens que se costumam chamar investigativas: que exponham o que se quer esconder, que mostrem falhas graves do governo ou de corporações, que estejam comprovadas, documentadas.

O Pro Publica vai ser uma espécie de agência de investigações, sem fins lucrativos. O NYT ouve seu próprio editor, que diz até considerar publicar investigações feitas por terceiros, embora vá sempre preferir aquelas de seu próprio jornal.

Por enquanto, o Times ainda pode bancar suas próprias reportagens.

O que vai acontecer no futuro, lá e aqui, é incerto. Mas é bom estar atento e forte.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h37

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Passo-a-passo para sugerir pautas

Passo-a-passo para sugerir pautas

A Duda precisa sugerir uma pauta para TV, com um tema bastante amplo: saúde e bem estar.

Há alguns "ramos" possíveis de abordagem e, para cada um, maneiras diferentes de tentar achar a pauta.

Só pra lembrar, gente, pauta precisa ter novidade. Ou ser um fato novo, inédito, desconhecido, ou ter uma abordagem diferente ou relevante que justifique tratar de assunto já conhecido.

Voltando aos "ramos", então. Nessa área de saúde, imagino estas opções:

  • novas pesquisas ou tratamentos
  • pautas de comportamento --novas tendências, grupos que se unem para fazer algo, hábitos que eram normais e passaram a ser malvistos
  • pautas de serviço

Onde achar novidades? Algumas pistas:

  • veja se sua universidade tem uma lista de especialistas ou procure nas faculdades de psicologia, odontologia, medicina, educação física, fisioterapia quem são os professores que podem ter novas pesquisas nessas áreas
  • pense em qual é seu principal problema relacionado a saúde e bem estar e no que você gostaria de ler sobre isso
  • faça essa pergunta acima para sua família e seus amigos
  • procure na biblioteca da sua faculdade revistas especializadas, brasileiras e estrangeiras, e veja se não há pautas que você poderia adaptar para sua cidade, sua faixa etária etc.
  • dê uma olhada nas comunidades virtuais, descubra o que tem sido mais comentado ou perguntado nas comunidades ligadas a saúde ou bem estar

Como a pauta é para TV, você precisa estar sempre preocupada em achar um assunto que renda boas imagens e possa ser bem contado em pouco tempo. Ou seja, quanto mais foco melhor.

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Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h18

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de volta

Oi, gente.

Liberei todos os comentários que ficaram presos segunda e terça.

Hoje à tarde escrevo algo novo e dou mais indicações do que fazer para a Duda.

Inté.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h08

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Dois dias no Peru

Queridos leitores,

viajo amanhã cedo com a turma dos trainees para Lima.

Dois dias de pausa no blog.

Na quarta, volta a escrever.

Divirtam-se. E mandem comentários!

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h49

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Sem solução nesta hora

Sobre o visivelmente, ou audivelmente preocupado, o que comentei com meu trainee é que dificilmente a gente conseguiria resolver este problema no texto.

Vejam que ele achou que a fonte estava preocupada.

Mas, como notaram alguns leitores, como ter certeza? E se a voz dele fosse sempre assim? E se ele estivesse rouco por causa de uma gripe?

O importante é lembrar que dúvidas são sempre ótimas como pauta, nunca como texto.

O ideal seria ter resolvido o problema lá na entrevista: "como a preocupação tem afetado seu dia-a-dia? Tem conseguido dormir? Acompanha o noticiário o tempo todo? Seus amigos têm ligado mais para falar sobre isso?".

Se deixamos passar a dúvida quando estamos apurando, fica quase impossível resolver na hora de escrever.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h46

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O DIREITO DE TER MEDO

Desde o caso do Amaury estava pra escrever sobre isso. Com o post sobre a polícia espionando jornalistas, o assunto voltou à tona e mais um leitor me perguntou que cuidados tomar.

Hoje já há várias entidades especializadas em segurança para jornalistas. Uma delas está organizando um curso em breve no Rio.

Cada caso é um caso, claro, mas, em linhas gerais, estes são alguns cuidados que se pode tomar:

  • Não tenha vergonha de ter medo - se sentir que uma cobertura apresenta um risco que você não está preparado para assumir, converse com seu editor. É jornalisticamente aceitável recusar uma cobertura quando há risco à saúde ou à vida. Repórter bom é repórter vivo.
  • Ouça quem já esteve lá - Se sentir que já tem experiência suficiente para se envolver numa cobertura de risco, não deixe de conversar com outros repórteres ainda mais experientes. Peça dicas, pergunte sobre os perigos pelos quais eles já passaram e como contornaram os problemas.
  • Conheça bem o local da cobertura. Levante mapas, fale com a delegacia da região, procure fotos do local. Saiba bem por onde vai andar e como voltar atrás, se for preciso.
  • Amarre as pontas. Se vai entrar num bairro perigoso, faça antes contato com os chamados "líderes comunitários". Infelizmente, há locais nas grandes cidades em que não é possível entrar sem a proteção de moradores do local. Nesses casos, a cobertura pode ficar limitada e talvez seja interessante informar no texto as condições em que foi feita.
  • Equipe-se. Em São Paulo e no Rio, jornalistas já usam coletes à prova de bala e até capacetes em algumas coberturas. Consulte seu editor sobre essa possibilidade, se achar que é o caso.
  • Fique à vista. Só marque encontro com fontes que não conhece em locais públicos, de preferência freqüentados por mais gente, como restaurantes, shoppings, parques. Se tiver que se encontrar com uma fonte em lugar não público, leve um fotógrafo ou outro repórter junto

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h23

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PERFIL

Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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