Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

O que faltou?

O que faltou?

O que faltou?

O que faltou?

O que faltou?

O que faltou?

Todos devem ter lido ou ouvido a pérola do senador Wellington Salgado (PMDB-MG), para quem seus colegas insatisfeitos como governo são "franciscanos" que querem apenas "um chinelo novo": "Não é um sapato de cromo alemão que os franciscanos querem, mas um chinelinho novo. Pode ser até usado, o que ninguém agüenta mais é machucar o pé".

A Folha de hoje fez uma coisa legal, que é explicar quem, afinal, são os franciscanos, ou seja, dar contexto para a frase. Mas o texto publicado, para mim, tem um pecado jornalístico.

Leiam e me digam o que acham:

RELIGIÃO: ORDENS FRANCISCANAS SE BASEAVAM NA POBREZA E HUMILDADE
Franciscano designa um religioso que pertence a uma das ordens criadas por são Francisco de Assis (1182-1226) e, por extensão, uma pessoa de vida frugal. Filho de um rico comerciante, Francisco renunciou aos bens materiais para se dedicar aos pobres. Criou ordens religiosas cujas diretrizes eram a pobreza e a humildade. Vestia-se com roupas modestas e andava descalço, mas seus discípulos usavam sandálias.

Comentário logo acima

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h05

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NÃO É O QUE PARECE

A primeira coisa que me incomodou na notícia sobre a "nota de corrupção" do Brasil foi o título falar em melhora enquanto o texto diz que o resultado está na margem de erro. Ou seja, não mudou. Ficou na mesma.

Ao longo dia fui notando vários outros problemas, muitos deles apontados por vocês:

  • qual é a escala da nota? Vai de 1 a 5? De 1 a 10? De 1 a 7? No final do texto, podemos supor que vai até dez, pois o topo do ranking é 9,4, mas a informação continua faltando.
  • nessa escala, o que vale mais e o que vale menos? A nota máxima é para o menos corrupto ou para o mais? No final, o texto que diz que países com menos de 5 são os que têm mais graves problemas de corrupção. O que quer dizer isso, exatamente?
  • essa nota mede o que, afinal? Como é levantada? Não é uma nota de "corrupção", mas de percepção da corrupção.
  • e percepção de quem? Quem dá opinião? Baseado em quê? (A Transparência Brasil, inclusive, aponta problemas metodológicos na pesquisa)
  • não faz sentido dizer "apesar dos escândalos". Há um fato positivo e outro negativo em relação à percepção de corrupção, ambos acontecidos depois da pesquisa. É o caso de mencioná-los, mas não fazer a contraposição do escândalo à pretensa melhora.
  • apesar de ser bom mencionar o contexto, o texto é pouco cuidadoso com ele. Diz que Renan foi absolvido pelo Congresso, mas a votação foi no Senado.
  • a questão do ranking é mal explicada. Entraram novos países na medição, o que impede comparar anos diferentes. 

COMO TRATAR NÚMEROS E PESQUISAS

Acho que é bom pensarmos em cuidados que devemos tomar quando vamos escrever sobre presquisas:

  1. É preciso explicar como a pesquisa foi feita. Quantas pessoas ouviu? Onde? O que se perguntou a elas? O resultado pode ser aplicado a todo o país ou vale só para aqueles que responderam?
  2. Qual é a escala? O resultado está dentro de que variação? Ou seja, qual seria o pior e o melhor resultado possível?
  3. Dá para comparar um ano com outro? Houve alguma variação de metodologia?  
  4. Palavras têm significado. Corrupção é diferente de percepção de corrupção. Embora quer dizer apesar de. É preciso escolher as palavras certas, que queiram dizer exatamente o que queremos dizer.
  5. Mesmo que o site do instituto que fez a pesquisa diga algo, temos que pensar por nós mesmos. Se está na margem de erro, não subiu nem desceu. É algo que nós mesmos podemos bancar, mesmo que o texto do site oficial diga coisa diferente.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h51

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dia corrido

Gente, hoje o dia está infernal.

Não está dando tempo de escrever nada que valha a pena.

Assim que a poeira baixar eu coloco um post novo, tá?

Bom descanso para vocês, por enquanto.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h38

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Contra os tiros, investigação

O site da Abraji conta que o Correio Braziliense criou uma força-tarefa para prosseguir com as investigações que Amaury Ribeiro Jr. estava fazendo quando foi baleado.

Em 76, nos Estados Unidos, um repórter foi assassinado quando tentava levantar uma história de fraude. Revoltados, colegas de vários jornais se uniram para continuar apurando o caso, no que ficou conhecido como Operação Arizona. Vale a pena ler a história no site do IRE.

Sobre o caso Amaury

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h44

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Como nasce um infográfico

Minha colega BRUNA FONTES me avisa sobre esta página do G1, que mostra passo a passo como é feito um infográfico.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h26

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Capas

Site traz capas de várias publicações, a maioria quadrinhos, mas também revistas.

Dá para ver todas as capas da New Yorker, desde o número 1.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h33

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Todos os homens do presidente

Todos os homens do presidente

Meu amigo EVANDRO SPINELLI, repórter da Folha, recomenda a leitura da entrevista de Carl Bernstein à revista Época: "É legal ele dizer que os jornais de hoje nos Estados Unidos são muito melhores do que os da Era Nixon, quando houve o escândalo do Watergate. Não custa lembrar que Bernstein foi o repórter do caso mais simbólico do chamado jornalismo investigativo, que ajudou a derrubar um presidente dos Estados Unidos".

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h58

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Estudante não se desculpa

Novidades sobre o estudante que xingou Bush no jornal da faculdade.

Para entender o caso, veja aqui.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h43

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três lides

Para vocês compararem, três diferentes "pacotes" de título, linha fina e lide, feitos como exercício por três trainees da 44ª turma:

1) São Paulo conquista o título de campeão do primeiro turno do Brasileiro

Desde 2003, o time que vence o primeiro turno vence o campeonato

De virada, o São Paulo venceu ontem o Paraná por 3 a 2. A vitória deu ao líder cinco pontos de vantagem em relação ao  Santos, segundo colocado. A exemplo do jogo contra o Cruzeiro (2 a 2), o time reverteu dois resultados negativos. O trio de arbitragem facilitou a tarefa do tricolor ao validar o primeiro gol da equipe. Tanto Aluísio quanto Fabão, que participaram do lance, estavam impedidos.

2) De virada, São Paulo vence Paraná e assegura título do 1º turno do Brasileiro

Com um jogo a menos do que o Santos, 2º colocado, tricolor abre 5 pontos de vantagem

Os cerca de 11,5 mil são-paulinos que compareceram ao Morumbi na tarde (noite) de ontem comemoraram um título simbólico, mas que tem um grande significado. Com a vitória por 3 a 2, o São Paulo se isolou na liderança e, faltando x rodadas para o fim da metade da competição, já garantiu o primeiro turno. Desde 2003, quando o Brasileiro começou a ser disputado por pontos corridos, quem chega à metade da competição em primeiro termina campeão.

3) São Paulo vence de virada e garante liderança
 
Mesmo com desfalques, equipe termina o 1º turno na frente e abre cinco pontos de vantagem em relação ao segundo colocado
 
Por duas vezes o torcedor são-paulino temeu que sua equipe fosse derrotada em pleno Morumbi, o que poderia lhe tirar a liderança do campeonato. Mas, foi graças ao zagueiro Alex Silva, crucificado na última rodada por um gol contra, que o São Paulo bateu ontem, de virada, o Paraná, por 3 a 2.
O decisivo tento só saiu aos 32min do segundo tempo. ‘Foi importante porque a gente mostrou que com luta e determinação dá para conseguir o resultado‘, disse Alex Silva.
Mais do que o placar, o São Paulo comemorou _e muito_ o fato de ter terminado o 1º turno do Brasileiro na liderança. Desde de 2003, o primeiro da era dos pontos corridos, quem chega na metade do campeonato na ponta levanta o título.

Para ver o exercício original, clique aqui.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h00

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SORTE DE REPÓRTER

SORTE DE REPÓRTER

SORTE DE REPÓRTER

SORTE DE REPÓRTER

SORTE DE REPÓRTER

SORTE DE REPÓRTER

Reportagem é talento, trabalho e sorte, em proporções desiguais.

Em geral, é muuuito mais trabalho que sorte, e dizem que quanto mais talentoso o repórter, mais a fortuna lhe sorri.

Meu colega EDUARDO ARRUDA é um desses sortudos.

Ligou para o celular do novo técnico corintiano, Nelsino Batista, que recebeu a ligação mas continuou falando com outra pessoa durante vários minutos. Rendeu bastante pano para a manga do repórter, que cobre o Corinthians.

O resultado, pra quem não leu, está na Folha de hoje. [Coloquei também no site do treinamento, para quem não tem acesso.]

Neste post, Arruda conta como foi a apuração:

Novo em Folha - Você ligou para ele com que pauta?

Eduardo Arruda - Ele acabara de sair de um jantar com um diretor do clube que definiu sua contratação.

 
NF - quando percebeu que estava ouvindo a ligação dele, estava onde? Na Redação, onde seria fácil anotar, ou no meio do trânsito, num lugar complicado? Qual foi sua primeira reação?
 
EA - Eu estava na Redação, já era perto das 23h, tinha que fechar a edição SP e precisávamos saber se ele estava contratado ou não pelo Corinthians. Quando ele  atendeu o telefonema, tentei por vezes falar com ele, mas ele não me escutava. Deixou o celular ligado e decidi escutar porque ele estava falando sobre sua contratação.
 
NF - No texto de hoje você menciona por vezes o que disse o interlocutor do Nelsinho. Vc conseguia ouvi-lo também?
 
EA - Sim. Ouvi tanto Nelsinho como o interlocutor
 
NF - No dia seguinte, você chegou a entrevistar de novo o Nelsinho sobre a conversa que ouviu ou preferiu não falar com ele? Se preferiu não falar, por quê?
 
EA - Eu o ouvi na entrevista coletiva de sua apresentação como técnico do Corinthians. Mas lá não perguntei sobre o assunto. Tentei, depois, ouvi-lo, mas o celular estava desligado. Ontem, não dei sorte. 
 
NF - Já houve alguma reação dele hoje?
 
EA - Até agora, nenhuma reação.
 
NF - Você tem outros lances de sorte como este para contar?
 
EA - Já tive, sim. Em um jogo das eliminatórias para a Copa-2006, em Belém, viajei com os jogadores da seleção. Era o único jornalista no avião. Rendeu algumas matérias exclusivas.     

Outro caso de sorte de repórter: Vera Magalhães e o ministro do STF

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h18

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Algo estranho aqui?

Algo estranho aqui?

Algo estranho aqui?

Algo estranho aqui?

Algo estranho aqui?

Algo estranho aqui?

Vejam se vocês acham algo estranho nesta nota, que está no ar hoje em tudo quanto é lugar (já ouvi no rádio, vi nos on-line e, pelo jeito, vai estar daqui a pouco nos jornais):

Brasil melhora "nota" de corrupção apesar de escândalos

da BBC Brasil, em Londres

No momento em que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta uma série de denúncias de corrupção, a organização TI (Transparência Internacional) divulgou um relatório que melhora a nota do país em relação ao combate ao problema.

De 3,3 no ano passado --o pior nível histórico do Brasil-- a nota do país subiu para 3,5 neste ano, na medição anual da ONG, que vai de zero a dez.

No ranking geral, o Brasil caiu da 70ª para 72ª posição, mas esta mudança reflete a entrada de novos países na pesquisa.

Foi a primeira vez que a nota subiu no governo Lula, embora a pesquisa tenha sido feita antes de episódios como a decisão de processar os acusados pelo mensalão e a absolvição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no Congresso Nacional.

Além disso, o porta-voz da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Speck, ressaltou que a mudança é apenas um "passo para o lado" na percepção pública do combate à corrupção, já que se situa dentro da margem de erro da pesquisa --0,2 ponto percentual para cima ou para baixo.

[Se quiser ler o texto completo, clique aqui --o problema que eu vi está nesse trecho.]

Veja aqui o comentário

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h00

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carpintaria

carpintaria

carpintaria

Um exercício bem leve para a noite de terça:

Meu leitor João me mostrou este título, que saiu no site de um jornal:

Casagrande sofre acidente, capota carro e vai para UTI

O que vocês acham dele? Mudariam algo? Por quê?

CHARADA MORTA

Essa vocês mataram rapidinho, né?

Como disse um leitor bem-humorado: "Coitado do Casagrande! Além de sofrer um acidente, ainda capotou o carro..." 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h19

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Cyberdemocracia

PH RODRIGUES esteve na palesta que o professor espanhol José Luis Dader deu na sexta à noite, sobre sua pesquisa em ciberdemocracia --o uso da internet para fiscalizar políticos e influenciar decisões de governo. [Embora o título esteja com y, Roberto Takata me lembra, muito apropriadamente, que em português devemos usar com i --ciber--, como na palavra grega.]

Ele divide com os leitores do blog os links desses grupos:
www.vote-smart.org
www.votematch.net
www.monvoteamoi.fr
www.transparencia.org.br

Diz PH: "Um dado interessante é que todos os grupos são, ou melhor, declaram-se apartidários. De qualquer forma, nos EUA e na Europa, essas manifestações civis intervêm em assuntos de governo. E a cobertura de política está atenta ao fenômeno".

Um exemplo legal é este site de um jornal da Flórida, que vai checar tudo o que os políticos dizem

Leia aqui como foi a palestra sobre jornalismo de precisão, no sábado

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h32

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A QUESTÃO DA MARCA

Meu leitor Gabriel viu problemas neste texto de Esporte:
 
Uma segunda linhagem de flamenguistas históricos, privilegiada não só pela genética, mas também pela condição social. É em carrões que os miniastros chegam ao CT de Vargem Grande, na periferia do Rio, longe da Gávea, que formou os ex-craques. E os pais que levam os filhos buscam a discrição. Como Bebeto.
Ao deixar o filho Mattheus e ser avisado pelo segurança de que a reportagem gostaria de uma entrevista, o ex-atacante não quis falar. Fechou o vidro, manobrou a Pajero e partiu.
 
Ele acha que a referência à marca do carro faz propaganda, mesmo que involuntariamente:
Fico em dúvida se trocasse "Pajero" por "pick-up blindada" [se fosse blindada] ou algo do gênero, não seria melhor.
Talvez a cena não ficasse EXATAMENTE como o esperado, mas talvez fosse melhor por questão da marca.
Enxergo diferente do que o caso de hoje, da capa de Cotidiano, onde fala da marca do carro que Casagrande capotou, assim como a marca dos vários carros envolvidos no acidente.
 
Sei que há veículos que evitam divulgar marcas e até entendo o argumento do Gabriel.
 
Pessoalmente, acho a informação relevante. Defendo que o repórter deve ter a ambição de colocar o leitor na cena, de fazê-lo ver o que o repórter viu.
 
Por isso, quanto mais detalhes ele der na descrição, melhor ele constrói a imagem.
 
Parece bobagem, mas faz diferença. Se eu disser que um político come Nescau Cereal pela manhã, você terá dessa refeição uma imagem diferente que se eu contar que ele come Corn Flakes.
 
Ou não?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h21

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XINGANDO BUSH

"FUCK".

As quatro letras acima estão pegando fogo no Estado do Colorado (EUA).

Um estudante na Flórida foi detido durante uma manifestação e levou um choque daquele aparelho conhecido como taser. No conflito, ele gritava "Don´t tase me bro" (não me dê choque, irmão --o verbo é "taser", mas na gíria vira "tase").

Um jornal estudantil, da Universidade do Colorado, publicou na última sexta um artigo com o título "Taser this" e, em seguida, em letras bem grandes: "Fuck Bush" ["fuck", como todo mundo sabe, é um verbo. No contexto da frase, significa algo como "foda-se Bush"].

Palavrão no ar, sem três pontinhos nem nada. Bastou pra irritar muita gente e animar outras.

Michael Moore elogiou a "liberdade de imprensa" dos garotos. Anunciantes irados cortaram US$ 30 mil em verbas, o que deve reduzir o salário de quem trabalha lá. E querem demitir o editor, que defende seu direito de publicar o palavrão.

O curioso é que grande parte da raiva se deve ao fato de o palavrão ter sido publicado por extenso. Se fosse abreviado, a coisa seria mais leve.

Até o incendiário Moore "apagou" as quatro letras no seu site.

Eu gostei do comentário de um leitor do Coloradoan.com, dizendo que lê todos os dias nos jornais palavras bem piores que o "fuck". E ele cita:

abu ghraib
Blackwater
Diebold
Halliburton
Rumsfeld
Attorney General
Patriot Act
Axis of Evil

O QUE FAZER COM OS PALAVRÕES

O caso acima era provocação deliberada num texto opinativo.

Mas todos nós mais cedo ou mais tarde nos deparamos com o palavrão numa notícia. Quando e como publicar?

  1. Cheque com seu editor qual a política do seu jornal sobre isso
  2. Na Folha, só publicamos quando ele é informação relevante (neste post, por exemplo, não faz sentido contar a história sem dizer o palavrão)
  3. Justamente por ser relevante, na Folha, a regra é publicar por extenso, sem abreviar

Editor é advertido por atitude "antiética e antiprofissional", mas não perde cargo

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h51

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VAGAS

O site Jornal da Comunicação tem uma seção em que divulga regularmente vagas de estágio ou de (principalmente) assessoria, em vários Estados.

É preciso se cadastrar no site, mas o acesso é gratuito.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h09

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Grandes entrevistas

Minha rata de internet, DANI ARRAIS, avisa sobre esta página do Guardian.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h37

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PACOTE COMPLETO

PACOTE COMPLETO

Alguns textos do jornal são pensados num pacote: título, linha fina e lide são feitos pela mesma pessoa.

Com isso, o lide muitas vezes avança em relação à notícia. Não é um lide que dá a informação principal logo de cara, porque ela já está no título e na linha fina.

Um exemplo:

Raikkonen vence e dá título à Ferrari

Após manobra controversa sobre Hamilton, Alonso termina logo atrás dos ferraristas e embola disputa entre pilotos

Espanhol fecha a porta para companheiro no único momento de emoção da prova; Massa é o segundo, mas segue distante da taça

TATIANA CUNHA
ENVIADA ESPECIAL A SPA-FRANCORCHAMPS

O GP da Bélgica de F-1 terminou exatamente como começou para os quatro primeiros colocados do grid. Da largada até a bandeirada final, somente um momento de emoção. Que durou pouco, até chegar à mais famosa curva do remodelado circuito de Spa-Francorchamps, a Eau Rouge. 

O leitor que começasse a ler pelo lide ficaria perdido. É, portanto, um recurso a ser usado com cuidado, porque há leitores que realmente fazem isso: pulam o título e vão direto para o texto.

No caso do nosso exemplo ali de cima, a edição é pensada de forma que o título seja tão forte, tão marcante na página, que agarre o leitor primeiro.

Neste exato momento, os trainees estão fazendo um exercício: a partir de dados sobre um jogo, eles vão escrever o pacote completo, com a missão de achar um lide que não repita o título e a linha fina, mas também dê informações importantes que não deixem o leitor no escuro se ele for direto ao texto.

Quem quiser tentar também acha as informações aqui no site do treinamento.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h34

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ROSTINHO BONITO QUE DÁ TRABALHO

por JOHANNA NUBLAT
 
Estava fazendo meu primeiro caderno especial depois do treinamento, em Cotidiano. O assunto é educação.
 
Fui a várias escolas para fazer as entrevistas. Depois disso, pautamos as fotos. Eu descrevi minha matéria para o fotógrafo e sugeri algumas fotos. Lá foram os fotógrafos. O primeiro deles, Leo Wen (meu conterrâneo, de Brasília), fez as fotos e lembrou de levar as autorizações de uso de imagem. E lembrou de pegá-las. Caio Guatelli também levou, mas acabamos nem usando as fotos dele.
 
A menos de uma semana do fechamento, a Alessandra (que estava coordenando o fechamento) me pediu para ir atrás das autorizações que faltavam. Era uma quarta-feira. Liguei para duas escolas e disse que encaminharia as autorizações. A escola disse que entregaria para os alunos no dia seguinte (quinta-feira) e me devolveria na segunda.
 
Primeiro pânico. O fechamento era terça. Por que só na segunda? Porque amanhã (sexta) é feriado. Ah... por essa eu não esperava. Tudo bem, segunda de manhã pego essas autorizações. Frio na barriga.
 
Mas... segunda, depois de três dias longe do caderno, fui fazer pautas do dia e nem lembrei das autorizações. Até 19h40, quando a Alessandra veio confirmar que elas estavam comigo. Segundo pânico. Saí correndo pra ligar pras escolas, achando improvável ainda encontrar alguém por lá. Na primeira, atendeu o porteiro, que burocraticamente me disse que a pessoa já tinha ido embora, que não podia me dar o telefone e que só tinha uma pessoa da diretoria lá, mas estava em reunião.
 
- Moço, então, por favor, vá lá na reunião e diga que a Johanna, da Folha, precisa muito falar com ela.
- Ah, não dá. Ela tá em reunião, liga daqui a pouco.
- Não, moço. Você não entendeu. É urgente, não posso perder essa pessoa. Vai lá.
- Não dá.
- Moço, olha... eu fiz uma entrevista na escola e, se não falar com a pessoa, o jornal não sai amanhã (uma forçadinha).
 
Acho que ele achou importante o jornal não sair e se convenceu. Foi na reunião e voltou pra pegar meu telefone. Achei que não ia dar. Mas deu, a pessoa me ligou de volta e disse que as autorizações estavam lá, que eu podia pegar no dia seguinte.
 
Segunda escola. Liguei pro assessor, disse que precisava das autorizações. Ele disse que seria difícil, mas que ia tentar.
Nesse meio tempo, um anjo ligou pra Alessandra e disse que o fechamento tinha sido adiado por um dia, só fecharíamos na quarta.
 
UUUUfffffaaaaaa
 
No dia seguinte, peguei as autorizações e fechamos o caderno com tranqüilidade.
 
Lição 1: tem criança? Pegue a autorização no mesmo dia.
Lição 2: tenha certeza de que tem os celulares das pessoas-chave da matéria. Daí você não precisa ficar implorando ajuda dos porteiros.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h53

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SOU VELHA DEMAIS?

Minha leitora Andréa, de São Gonçalo (RJ), pergunta:

"Ainda sobre a entrevista de seleção, tenho uma dúvida: a idade é critério de exclusão? Pergunto isso porque tenho 31 anos e estou no 5º período de jornalismo. Sou funcionária pública, mas não gosto da minha carreira, o jornalismo é minha grande paixão e ainda não desisti de seguir esta carreira. Tenho alguma chance se me candidatar no Treinamento da Folha?"

Andréa, para o programa de treinamento da Folha, não é impedimento. Já tive trainees com mais de 30 anos. Numa entrevista para uma vaga, pode ser, sim, mais difícil para os candidatos que aliam idade e falta de experiência na área.

Isso quer dizer apenas que você deve usar toda a determinação que possui, não que deva abandonar seu objetivo.

Sempre que for concorrer a uma vaga, deixe claro que terminou mais tarde o curso de jornalismo, mas que possui tais e tais qualidades que compensam o fato de ainda não ter experiência.

Maturidade emocional, persistência e interesse são capacidades muito importantes numa Redação.

Muito nova para ser trainee?
Outras perguntas e respostas sobre a seleção do programa de treinamento
Como são as entrevistas de seleção
Um exemplo real

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h04

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ETIQUETA

A professora Doralice escreve sobre como ser educado nos blogs.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h28

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OS LIVROS QUE A GENTE LÊ

Nossos leitores indicam 65 livros e dizem por que recomendam a leitura para jornalistas.

Aproveite e separe o seu para o feriado.

[Obrigada!]

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h19

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PERFIL

Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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