Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Programa para o fim de semana


O que você acha que o Paul Newman está fazendo com a mocinha?
Assista ao filme e descubra...

Pensando neste caso dos e-mails fotografados --e das informações que alguém nos deixa ver--, um filme que pode valer a pena ver é "Ausência de Malícia", de Sydney Pollack, com Sally Field e Paul Newman.

Foi lançado no Brasil, existe para comprar e imagino que se encontra para alugar, também.

Quem nasceu depois de 1980 também pode ver como eram horríveis as roupas que se vestiam naquela época...  

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h21

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O PNEUZINHO DO SARKOZY

Já falamos das aspas que não precisam ser publicadas.

Hoje é dia de tratar das que têm que sair de qualquer jeito.

Frase boa, que merece ser literal, é aquela que diz algo novo, forte ou de um jeito original. Como esta do porta-voz da Presidência francesa, negando ter pedido que uma foto do presidente Nicolas Sarkozy fosse retocada para eliminar pneuzinhos na cintura [leia a história aqui]. Disse David Martinon:

"A única linha sobre a que trabalhamos
é a linha política e diplomática.
Além disso, manejamos mal o Photoshop."

Bom humor, aliás, é algo que falta no jornalismo.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h55

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JOEL, O TEIMOSO

É muito legal a seleção feita por "Jornalistas&Cia" de entrevistas que Geneton de Moraes Neto fez com Joel Silveira.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h14

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cinema e escrita

cinema e escrita

O CINEMA DE BERGMAN - EM SÃO PAULO

Começa segunda-feira curso sobre o cinema de Ingmar Bergman dado pelo crítico da Folha Sérgio Rizzo.

ESCRITA ACADÊMICA - EM CURITIBA

A professora e colunista da "Gazeta do Povo" Doralice Araújo dá curso para graduandos e pós-graduandos na Casa da Linguagem (41/3336-2076; casadalinguagem@uol.com.br)

SABE DE ALGUM CURSO LEGAL?

Se ficar sabendo de um bom curso, principalmente fora de São Paulo (de onde eu não tenho tanta informação), avise os amigos! Mande para o blog que eu divulgo: novoemfolha@uol.com.br

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h36

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O QUE É QUE O BRASILEIRO TEM

SÉRGIO DÁVILA, nosso "único homem em Bagdá", hoje correspondente da Folha em Washington, fecha meu ciclo de dicas para quem quer fazer jornalismo internacional.

Jornalismo internacional é minha atual paixão profissional –“atual” não é bem o termo, já que o amor à primeira vista aconteceu durante o processo eleitoral que levou George W. Bush à presidência dos Estados Unidos, pela primeira vez, em 2000. Eu era correspondente da Folha em Nova York havia nove meses, e aquela confusão toda na Flórida foi onde pude aprender, na prática, como se faz uma cobertura diária, concorrida, sem hora para acabar, de um tema em que literalmente todos os meios de comunicação do mundo têm interesse e têm representante “in loco”.

Ali, comecei a esboçar uma impressão/tese que ganharia força quando cobri o ataque terrorista de 11 de Setembro e se desenvolveria por completo na cobertura da Guerra do Iraque, em 2003: o jornalismo internacional brasileiro é um “emergente”, no sentido econômico da palavra, como o país. Tem mais recursos que o jornalismo internacional do Senegal, mas menos que o do Japão. Sendo assim, temos de nos sobressair do emaranhado de “correspondentes e enviados especiais do G7” valorizando nossas “commodities”. Nosso “etanol”, para continuar na metáfora, é o olhar único que um jornalista brasileiro (ou argentino, ou egípcio) vai ter numa terra estrangeira.

Complicou? Explico: se houver um terremoto no Peru, um conflito no Líbano ou a enésima reeleição de Hugo Chávez, todos os principais jornais do mundo estarão lá, com todo seu aparato. Só para efeito de comparação, quando chegamos ao Iraque, eu e o fotógrafo Juca Varella, a Reuters já tinha um caminhão com gerador próprio; a CNN, carros blindados e uma escolta de mercenários australianos. Nas equipes, correspondentes experientes, com cinco guerras no currículo. É impossível se destacar num ambiente ultracompetitivo assim. TODAS as principais notícias serão cobertas por esses veículos, melhor e com mais estrutura do que você.

O que fazer: procurar um ângulo inédito ou desprezado pelos grandes. No caso do 11 de Setembro, tive duas grandes sortes. Uma foi ultrapassar as barreiras policiais já na manhã daquele dia e poder ser os olhos, narizes e ouvidos do leitor no jornal do dia seguinte. Foi quando fiz o texto “Corpos e destroços compõem o cenário”, depois de voltar para casa e passar para o laptop todas as anotações que eu tinha feito nos minutos em que rondei os destroços ainda fumegantes, por mais insignificantes ou óbvias que parecessem ao nova-iorquino.

A vantagem do correspondente estrangeiro/enviado especial é essa: muitas vezes, o que parece óbvio e batido para o jornalista local é novidade ou salta aos olhos do jornalista estrangeiro. Muitas vezes leio pautas ótimas sobre o Brasil no “New York Times” ou no “Wall Street Journal” que não estão nas páginas dos nosso diários, que as considerariam “batidas” demais.

Para voltar à Guerra, além de descrever os horrores que vi, procurei “levar” de alguma maneira esses horrores á realidade do leitor brasileiro –creio que a comparação do barulho das bombas aos rojões da torcida quando um time de futebol entra num estádio só faz sentido para o leitor brasileiro (ou sul-americano, vá lá); foi o que escrevi no texto “Bagdá, afinal, ‘acorda’ para a guerra”.

Mas o melhor exemplo do tal “olhar brasileiro” –que paradoxalmente pode ser definido como “olhar local”, do ponto de vista do país de onde vem o jornalista, ou “olhar estrangeiro”, do ponto de vista do local onde ele está fazendo a cobertura-- de que falo é o fato de que todos nós, os 180 jornalistas de mais de 100 países que decidimos ficar para cobrir a Guerra, estávamos cercados por táxis e carros velhos que ao resto não dizia nada. Coube aos dois únicos brasileiros perceber que se tratavam dos bons e velhos Passat brasileiros, que os locais nos revelaram chamar de “brazíli”.

Se posso dar uma dica, é essa: destaque-se da manada olhando de vez em quando para a direção oposta do que fazem os grandes veículos internacionais. Você pode encontrar algo que vai interessar mais ao leitor brasileiro do que ao mercado mundial de consumidores de notícias.

Claudia Antunes, editora de Mundo, fala sobre sua área
Raul Juste Lores dá dicas para se especializar em jornalismo internacional

Natali fala sobre armadilhas da especialização

 

 

LEETSPEAK (ou Le3T5Pe4k)

 

Por falar em Sérgio Dávila, dêem uma olhada neste post do blog dele sobre a "linguagem da internet". O "Wall Street Journal" escreveu uma matéria inteira nessa língua esquisita.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h47

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DIGA-ME O QUE VOCÊ ACHA?

O ombudsman da Folha quer saber o que os meus leitores acham sobre este caso abaixo.

Dê sua opinião. De preferência, coloque no comentário, para estimular a discussão e a reflexão.

Mas, se preferir, escreva para o e-mail do blog.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h04

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PÚBLICO OU PRIVADO

A Flávia, de Brasília, me pergunta sobre esta capa de hoje de "O Globo" [para ver on-line, cadastre-se no site]:

É claro que a liberdade de imprensa é de extrema importância, mas até que ponto o jornalista pode avançar sobre assuntos aparentemente sigilosos e de circulação interna, como a troca de emails dos ministros do STF?
 
Tive essa mesma dúvida no episódio em que um cinegrafista da Globo flagrou o gesto obsceno de Marco Aurélio Garcia numa sala do Palácio do Planalto. Para mim, o flagrante não é semelhante, por exemplo, ao episódio que envolveu a modelo Daniela Cicarelli numa praia espanhola. Afinal, ela estava em local público e correu o risco de ter seu comportamento registrado. Mas e no caso do assessor especial do Planalto? Será que ele não tem direito à privacidade ou o fato de ser uma pessoa pública o torna vulnerável a qualquer registro? (o observatório da imprensa publicou um artigo sobre o assunto)
 
Acho que vale a pena discutir o tema porque já percebo uma certa mudança no comportamento da imprensa por conta de episódios como esse. Hoje, na CPI da Crise Aérea da Câmara, por exemplo, na qual a diretora da Anac Denise Abreu foi ouvida, fotógrafos reconheceram membros da Anac na platéia e passaram a registrar o conteúdo na tela do lap top de um deles. Assim que o funcionário percebeu que o foco dos fotógrafos não era a diretora e sim seu computador, fechou o aparelho (e a cara para os jornalistas) e juntou todos os documentos que trouxe consigo.
 
Quais serão as consequências desse comportamento dos jornalistas?
 
A questão que ela levanta é ótima, mas eu vou passar a palavra a alguém muito mais capaz que eu nessa discussão ética: Mário Magalhães, ombudsman da Folha. Este foi o assunto principal da sua crítica diária hoje, que vale a pena ler (clique aqui).
 
Passo a palavra ao Mário não para fugir da resposta, mas porque concordo com a avaliação que ele faz. Em geral, procuro não fazer crítica de mídia aqui no blog, por dois motivos: a) acho que há vários outros fóruns mais adequados pra isso; b) meu objetivo principal é procurar tirar lições que possam ser aplicadas por nós no dia-a-dia.
 
Neste caso específico, o que eu diria para um repórter ou fotógrafo é: registre. Anote, fotografe, tire cópia, grave, recolha todas as informações que puder.
 
Pode ser que, depois, você e seu editor optem por não publicar. Mas essa é uma decisão que cabe sempre melhor na edição, não na apuração. Ou seja, a gente até pode achar que em um ou outro caso o jornal tenha errado em divulgar, mas dificilmente eu reprovaria o repórter por recolher a informação.
 
Outra lição que tiro da coluna do ombudsman são as questões na hora de decidir divulgar ou não (na minha ordem de hierarquia, da mais relevante para a menos relevante):
  1. a informação é de interesse público?
  2. o personagem é figura pública?
  3. estava em local público?
  4. o evento era público? 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h11

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FONTE ARREPENDIDA

Aconteceu com minha amiga CLAUDIA COLLUCCI:

Você cobre saúde. Fica sabendo por algumas fontes de uma nova modalidade de "turismo": estrangeiras aproveitam as férias em julho e agosto e vêm fazer plástica no Brasil. Aqui ela é mais barata, os cirurgiões são bons e mandam até limusines buscá-las no hotel.

Você ouve vários médicos e confirma a história. Consegue contatos de pacientes. Escreve ou liga para elas, identifica-se como repórter, explica a reportagem.

Uma delas, francesa, responde às perguntas por e-mail assim que as recebe. Nunca pede anonimato.

A matéria sai. Quatro meses depois, a francesa liga furiosa: seus amigos descobriram, pela internet, que ela havia feito a tal operação. Era para ser segredo.

Vejam só a saia-justa. A moça sabia que estava dando entrevista a um jornal brasileiro impresso (que, provavelmente, jamais seria lido pela família e pelos amigos na França), mas se esqueceu de que, hoje em dia, quase todos os grandes jornais estão digitalizados.

Depois de muito estresse, diz a Claudia, ficou a lição: o repórter hoje em dia precisa se cercar de cuidados ainda maiores. Não basta se identificar e explicar a reportagem; é importante lembrá-lo de que há uma versão on-line, principalmente nos casos mais delicados. "E guardar todos os e-mails enviados. Ainda que isso lote minhas pastas no outlook."

VICIADO EM INTERNET, TAMBÉM ARREPENDIDO

Caso semelhante aconteceu quando fizemos no treinamento um caderno sobre "vícios modernos".

Com esse nome, já dá para imaginar o potencial explosivo, certo? Por isso mesmo eu já havia pedido a todos os trainees que, antes de cada entrevista, gravassem uma conversa com a fonte explicando o que era o caderno, o que era a reportagem, por que estávamos ouvindo aquela fonte. A fonte deveria concordar expressamente com a entrevista.

Todos fizeram isso.

Meses depois um dos personagens, "viciado" em internet, me escreve dizendo que iria processar o jornal por ter colocado o nome e a foto dele na reportagem. Mas, vejam: ele havia posado para a foto! Não foi uma imagem roubada. E, por sorte, tínhamos o consentimento dele gravado. A queixa dele não foi em frente.

De novo, a lição: todo cuidado é pouco. Siga sempre esses passos:

1. Identifique-se como repórter e explique exatamente o que é a matéria. Grave o consentimento da fonte ou obtenha-o por escrito (e-mail).

2. Se seu veículo tem versão digital, deixe isso claro.

3. Arquive a fita ou a mensagem que registra o consentimento da fonte (não adianta obtê-lo se não puder mostrá-lo depois)

4. Organize-se! Etiquete as fitas e guarde-as num lugar próprio. Crie uma pasta própria em seu programa de e-mails (não adianta guardar se não conseguir encontrar depois).

5. Guarde fitas, e-mails e anotações por pelo menos seis meses (esse é o prazo que advogados costumam mencionar, mas, como as matérias on-line ficam encontráveis indefinidamente, eu guardaria para sempre).

EPIDEMIA DE ARREPENDIMENTO

Não pense que é um fenômeno localizado.

Leia este artigo na "Online Journalism Review", que encontrei por sugestão de meu colega GUSTAVO VILLAS BOAS. 

No Japão, por exemplo, há jornais que tiraram do arquivo digital todas as matérias sobre crimes.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h07

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CINEMA E JORNALISMO

CINEMA E JORNALISMO

Adendo da Precyla, do Rio, aos livros sugeridos pelo professor João Bonturi no curso de cinema e história:

 "Introdução à teoria do cinema", do Robert Stam, Papirus Editora, 2006 (facilmente encontrado)

 outro mais específico, mas não menos interessante, "O cinema segundo Bergman", S. Bjorkman, T. Manns e J. Sima, ed. Paz e Terra (deve encontrar em sebo - achei disponível em uma livraria, a confirmar). São 13 entrevistas; vale a pena ler no mínimo para ver como são feitas as peguntas.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h18

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CRIME ORGANIZADO

CRIME ORGANIZADO

A Abraji faz dia 28/8, no Rio, uma palestra sobre Cobertura de Crime Organizado. Vão falar: Marcelo Beraba, presidente da Abraji e ex-ombudsman da Folha de S.Paulo; Marcelo Auler, repórter de O Estado de S. Paulo; Chico Otávio, repórter de O Globo e professor da PUC-Rio; Fernando Molica, repórter da TV Globo e diretor da Abraji, e Aziz Filho, repórter da IstoÉ e secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro.

É de graça.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h09

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TRAGÉDIA NA CAPA?

TRAGÉDIA NA CAPA?

Você trabalha num jornal local, de uma cidade de médio porte.

Um garoto de 16 anos morre atropelado quando, de skate, pegava carona numa pick-up. Esse tipo de condução é ilegal, mas comum na cidade.

O fotógrafo do jornal tem uma imagem forte da mãe, quando fica sabendo que seu filho morreu (veja abaixo).

Você dá a foto na primeira página do jornal? Como? Grande ou pequena? Em cima ou em baixo? Por quê?

[Para ler a história toda, clique aqui.]

Veja outros exercícios do blog

O cotidiano de um jornal é tomado por decisões difíceis como esta, que eu encontrei na coluna do Romenesko no site do Poynter.

Muito leitor pode achar que os jornalistas não se importam com o efeito que uma foto dessas pode ter, seja para a família retratada, seja para o público. Mas, na maior parte das vezes, eles "suam" na hora de decidir.

O editor do Columbian até escreveu uma coluna dizendo "Sabia que seria criticado por publicar esta foto". (leia aqui, em inglês)

Eu, como ele, publicaria. E pensaria muito, mas muito mesmo, na possibilidade de publicar no alto da página, justamente pelos argumentos que ele usa: pelas lições que se tira da notícia. Num jornal local, mais ainda.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h28

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AULA DE TV e RÁDIO

AULA DE TV e RÁDIO

QUANDO EU ERA PEQUENO, QUERIA SER CIENTISTA

por GUSTAVO ROMANO *

Uma personagem do Cony em "Pilatos" diz que, quando era pequena, não era bonita, mas "pegou de ficar feia" quando cresceu.

Eu "peguei de ficar advogado" (o mundo precisa de mais advogados e menos cientistas!), mas como bom frustrado, gasto um tempão fuçando sites de ciência.

Dois sites da BBC que valem muito a pena são o In our time (rádio) e o Sky at night (TV).

Ambos possuem arquivos com os programas (normalmente cobrem um tema por programa) e são feitos por gente que realmente conhece do assunto (alguns dos entrevistados sao prêmios Nobel e todos são professores das melhores universidade nas respectivas áreas).

Acho que é uma aula de o que a TV e o rádio no Brasil deveriam fazer, em vez de perderem tempo com a porta da esperança.

* GUSTAVO ROMANO foi trainee, é formado em direito com mestrado em Harvard e especialização na London Business School e é há cinco anos professor de direito do programa de treinamento. Tem um blog de direito para jornalistas.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h26

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CINEMA DE GRAÇA

CINEMA DE GRAÇA

A Cinemateca Brasileira faz de 4/9 a 16/10 curso gratuito sobre o documentário soviético.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h18

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O QUARTO PASSO

O QUARTO PASSO

Ontem a gente fez um exercício de parágrafos, que comentei à noite (se você não acompanhou, veja aqui).

Minha proposta hoje é dar o "quarto passo".

Explico: há várias etapas do aprendizado e, a cada uma, mais ele é efetivo.

A primeira é ler ou ouvir. A segunda é tentar fazer. A terceira é ter seu resultado comentado por alguém, pensar no resultado. E a quarta é tentar fazer de novo à luz da discussão.

Então? Vamos repetir?

Onde vocês abririam parágrafos neste texto?

Ao menos trinta e oito estudantes, entre crianças e adolescentes, ficaram feridos ontem depois que o ônibus escolar que os levava bateu com um caminhão na BR-163, entre Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante, em Mato Grosso do Sul. Quatro dos feridos sofreram lesões graves e foram internados em um hospital de Dourados (225 km de Campo Grande). Até a conclusão desta edição, um deles continuava na UTI. No hospital de Rio Brilhante, a informação era a de que 44 pessoas haviam sido atendidas. O ônibus era fretado pela Prefeitura de Rio Brilhante e seria usado para levar os estudantes, moradores da zona rural, a escolas de ensino básico, fundamental e médio na cidade. Os feridos tinham, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, entre 8 e 17 anos. De acordo com testemunhas do acidente ouvidas pela Polícia Civil, o ônibus cruzava a rodovia, por volta das 6h, depois de sair da entrada de uma fazenda, quando sofreu a batida em sua parte traseira. No momento do impacto havia uma neblina muito forte no local, o que é característico da região nessa época do ano. Provavelmente, afirmou a polícia, esse foi o motivo para que o motorista do ônibus não tenha visto a carreta se aproximar. Uma investigação determinará as causas do acidente. Depois da batida, o ônibus rodou na pista e tombou. O mesmo aconteceu com o caminhão, cujo motorista nada sofreu. O homem que guiava o transporte escolar sofreu apenas ferimentos leves.

Para padronizar, coloquem o número do parágrafo e as duas primeiras palavras da frase em que ele começa, OK?

COMENTÁRIO DE QUINTA

Ótimo, vocês separaram bem as idéias. Uma das dificuldades dessa tarefa, vocês devem ter percebido, é que há informações afins que ficaram separadas no texto. Isso faz o leitor tropeçar um pouco e nos força ou a abrir um monte de parágrafos ou a fazer parágrafos "franksteins", com pedaços misturados. Marquei com um  o ponto em que isso mais atrapalha.

Dois leitores reescreveram o texto. Comentei a sugestão deles neste link.

Ao menos trinta e oito estudantes, entre crianças e adolescentes, ficaram feridos ontem depois que o ônibus escolar que os levava bateu com um caminhão na BR-163, entre Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante, em Mato Grosso do Sul.

Quatro dos feridos sofreram lesões graves e foram internados em um hospital de Dourados (225 km de Campo Grande). Até a conclusão desta edição, um deles continuava na UTI. No hospital de Rio Brilhante, a informação era a de que 44 pessoas haviam sido atendidas.

O ônibus era fretado pela Prefeitura de Rio Brilhante e seria usado para levar os estudantes, moradores da zona rural, a escolas de ensino básico, fundamental e médio na cidade.

Os feridos tinham, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, entre 8 e 17 anos.

De acordo com testemunhas do acidente ouvidas pela Polícia Civil, o ônibus cruzava a rodovia, por volta das 6h, depois de sair da entrada de uma fazenda, quando sofreu a batida em sua parte traseira.

No momento do impacto havia uma neblina muito forte no local, o que é característico da região nessa época do ano. Provavelmente, afirmou a polícia, esse foi o motivo para que o motorista do ônibus não tenha visto a carreta se aproximar. Uma investigação determinará as causas do acidente.

Depois da batida, o ônibus rodou na pista e tombou. O mesmo aconteceu com o caminhão, cujo motorista nada sofreu. O homem que guiava o transporte escolar sofreu apenas ferimentos leves.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h27

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EVITE AS ARMADILHAS

Quer se especializar em jornalismo internacional? Evite as duas armadilhas apontadas por meu colega e amigo JOÃO BATISTA NATALI:


    Qualquer especialização, esta ou outra, tem sempre inegável utilidade. Mas precisamos evitar duas armadilhas.
    A primeira delas diz respeito à possibilidade de teorização em cima desse campo de especialização profissional. Isso seria falacioso. Jornalismo internacional não possui "teoria" própria; ele se abastece na história, na economia, em outras áreas do conhecimento em que existem modelos e bibliografias consagradas.
    A segunda armadilha seria a de acreditar que um bom curso de jornalismo internacional produz automaticamente um bom jornalista desse campo de especialização. Não é verdade. Há algumas condições prévias para quem deseja entrar na área. A principal delas é a curiosidade e/ou a politização. O jornalista, como cidadão, precisa ter o mapa-múndi na cabeça e saber quais questões o apaixonam (a causa palestina, o socialismo, o problema da Caxemira, a questão camponesa no México ou qualquer coisa ligada aos Estados Unidos).
    Nenhum curso é capaz de transformar um jornalista indiferente em alguém curioso.
    Além disso, as relações internacionais têm uma "gíria" própria. A diplomacia é uma atividade que amadureceu durante três séculos e criou uma competência invejável para aqueles que a exercem. O mesmo se pode dizer das guerras, da tecnologia envolvida, dos interesses implícitos ou camuflados. As questões são sempre muito complexas. Envolvem comércio, organizações internacionais, atavismos derivados do nacionalismo etc. etc. etc.
    Em meu livro, "
Jornalismo Internacional", eu noto que o perfil ideal do jornalista da área é o do "militante". Não que ele utilize o veículo para o qual trabalha para batalhar por suas idéias. Mas porque a militância é uma forma de conhecimento anterior, na história pessoal do jornalista, ao próprio fato de trabalhar numa Redação. Um redator altamente sionista e com conhecimentos aprofundados sobre o Oriente Médio é, nesse sentido, obviamente mais qualificado que alguém que nunca leu um livro sobre aquela região. Mas a militância precisa ser mais ou menos como a subjetividade dos cientistas, naquela velha metáfora positivista: devemos deixá-la no vestiário antes de entrar no laboratório....
    Mas será que ainda há militantes? De vez em quando tenho algumas dúvidas.

MAIS NO BLOG:
Claudia Antunes, editora de Mundo, fala sobre sua área
Raul Juste Lores dá dicas para se especializar em jornalismo internacional

EXEMPLOS DE TEXTO E REPORTAGEM

A dica é da Natalie, de São Paulo: "Para quem gosta de perfis, reportagens e jornalismo literário, vale a pena visitar o site da New Yorker. A maioria do conteúdo é aberto e, para o leitor cadastrado, eles enviam semanalmente uma newsletter com um sumário da edição e links pras matérias. O cadastro é de graça. Essa semana, dois assuntos bons: o ex-"alterego" político do Bush, Karl Rove, e o recém-eleito Nicolas Sarkozy. Vai o link: http://www.newyorker.com

ORIENTE MÉDIO

Recado da Vanessa, de São Gonçalo: "O projeto Lá & Cá do Comunique-se traz o jornalista palestino Khaled Abu Toameh para o Brasil em setembro. Ele fará duas palestras abertas ao público — no Rio (04/09) e em São Paulo (05/09)" (clique aqui para saber mais sobre o projeto).

DEMOCRACIA NO ORIENTE MÉDIO

Dica da Barbara, minha ex-trainee: "Uma entrevista com o antropólogo Talal Asad pode ser vista neste link da globo.com. Ele é um saudita que estuda religião e fala sobre a questão política da separação entre Igreja e Estado e as implicações que isso tem para a democracia no Oriente Médio. Ótimo para entender melhor o que se passa na Turquia, por exemplo. Ele também fala sobre tolerância (bom para linkar com os problemas dos imigrantes árabes na França e com as guerras do Iraque e do Afeganistão), e relativiza as visões que temos sobre o islamismo e o Corão (entre outras coisas). Também é um bom material para problematizar o 'fazer entrevista' ".

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h29

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ONDE QUEBRAR?

ONDE QUEBRAR?

Para mudar um pouco de assunto, vamos fazer um exercício de parágrafos?

Onde vocês abririam parágrafos neste texto?

Um urubu se chocou ontem com o avião que levava os secretários estaduais de Justiça, Luiz Antonio Marrey, e do Meio Ambiente, Xico Graziano, e o procurador-geral de Justiça do Estado, Rodrigo Rebello Pinho. Com a colisão, na região de São José do Rio Preto (440 km de São Paulo), um buraco foi feito na fuselagem da parte dianteira. Estavam a bordo ainda dois pilotos e um assessor do governo. O jato executivo Beechjet 400-A, operado pela Líder Aviação, havia partido de São Paulo. Pousou normalmente no aeroporto de São José do Rio Preto por volta das 12h. Ninguém se feriu. "No momento em que o avião se preparava para pousar ocorreu um choque violento. Foi um susto", disse Marrey. Poucas horas após o incidente, o governador José Serra (PSDB) também desembarcou, em outra aeronave, no aeroporto de São José do Rio Preto para cumprir sua agenda na cidade. A Líder Aviação divulgou nota na qual disse que o avião já estava em procedimento de descida: "Apesar do incidente, o pouso aconteceu normalmente e todos os passageiros desembarcaram em segurança".

Veja outros exercícios do blog

TRÊS DICAS SOBRE PARÁGRAFOS

1)    Cada idéia num parágrafo

2)    A informação de um parágrafo deve ter relação com a do anterior, ou fazer avançar a história de uma forma suave, sem solavancos.

3)    Parágrafos curtos são melhores que os longos –porque a leitura flui melhor, cansa menos, e o texto fica visualmente menos pesado na página.

Pensando na regra 1, veja um exemplo de quando não abrir um parágrafo:

A Líder Aviação divulgou nota na qual disse que o avião já estava em procedimento de descida.

"Apesar do incidente, o pouso aconteceu normalmente e todos os passageiros desembarcaram em segurança", afirmou a nota.

A segunda frase faz parte da mesma idéia, portanto tem que estar no mesmo parágrafo.

Outro:

O jato executivo Beechjet 400-A, operado pela Líder Aviação, havia partido de São Paulo. Pousou normalmente no aeroporto de São José do Rio Preto por volta das 12h.

As duas frases são tão parte da mesma idéia, que talvez fosse até melhor reescrevê-las: O jato executivo Beechjet 400-A operado pela Líder Aviação, que havia partido de São Paulo, pousou normalmente no aeroporto de São José do Rio Preto por volta das 12h.

Agora um exemplo de quando é fundamental trocar de parágrafo:

Com a colisão, na região de São José do Rio Preto (440 km de São Paulo), um buraco foi feito na fuselagem da parte dianteira. Estavam a bordo ainda dois pilotos e um assessor do governo. O jato executivo Beechjet 400-A, operado pela Líder Aviação, havia partido de São Paulo.

Cada uma dessas frases fala de algo diferente. Se formos manter esSa estrutura de texto, cada uma faz mais sentido num parágrafo isolado.

Como o espaço dos posts é pequeno, coloquei no site do treinamento (clique aqui) observações sobre as propostas que vocês fizeram, uma solução que eu daria para o texto do jeito que está e uma outra proposta minha, reescrevendo o texto.

Quem tiver mais comentários, é só colocar aqui mesmo no blog.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h43

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Assessor inescrupuloso quer ser colunista

É uma dica de filme clássico, passada pelo Saymor, de Salvador:

"A Embriaguez do Sucesso", com Burt Lancaster e Tony Curtis, acaba de sair em DVD.

O Saymor recomenda aos puristas que baixem a versão original, em P&B, pois a nova foi colorizada.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h29

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DOIS SITES

 
Duas dicas da DANI ARRAIS, rata da Internet:
 
1) "É legal esse negócio, apesar da interface meio tosca. É um agregador de notícias, feito pela comissão européia."
 
 
-- Obrigada. Mas você conhece bem este blog? (ou seja, por que eu deveria confiar na seleção deles?)
 
"Ana, já tinha visto links pra esse site em uns blogs de tecnologia. Eles desenvolvem trabalhos pra corporações, políticos.. Tão na área faz quase quinze anos.. acho que são do bem  =)"

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h14

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Para quem vai e para quem fica

Para quem vai e para quem fica

Pensa que vida de jornalista é tranqüila? Leia as dicas que o Insi (Instituto Internacional para Segurança dos Jornalistas) está distribuindo para quem vai cobrir o terremoto no Peru (coloquei a versão em espanhol no site do treinamento).

Para quem está só editando o material que vem de lá, um bom recurso é o site Journalist´s Toolbox, que sempre traz fontes de informação sobre os assuntos mais quentes (o que no momento inclui terremoto, furacão e crise nas Bolsas).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h08

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Internet confiável

Internet confiável

Uma organização de pesquisadores e bibliotecários mantém um índice de sites confiáveis para checagem.

Só para lembrar como isso é necessário, dê uma olhada neste site, que relaciona todas as frases atribuídas incorretamente ao escritor Mark Twain.

Neste blog, outro dia, mostrei um exemplo do problema --dois dados diferentes na mesma wikipedia.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h12

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Tecnologia

Tecnologia


Paula Leite (embaixo, à esq.) durante a 38ª turma de treinamento

O Alexandre, de Belém, quer cobrir tecnologia e me pediu dicas de como se preparar pra isso. Fui consultar minha colega PAULA LEITE, repórter de Informática, que foi trainee e trabalhou também em Dinheiro. Seguem as boas dicas dela:

Oi Ana,
 
como você sabe eu não tenho nenhum tipo de formação específica na área de tecnologia, mas gosto muito dela e tenho muita curiosidade.
 
Por sorte, é uma área em que há muita atividade na internet, então quando eu me interesso ou faço matéria sobre um assunto específico, leio tudo que acho sobre ele até achar que comecei a entender um pouco.
 
Também troco idéias com amigos que entendem bastante de tecnologia. Algumas dicas: 
 
- Leia, leia, leia: aprende-se muito acompanhando jornais, sites e blogs estrangeiros da área, lendo revistas especializadas, freqüentando fóruns. Se você visita dezenas de sites da área todos os dias e lê com atenção, já está em um bom caminho.
 
- Pergunte: aproveite entrevistas para perguntar como as coisas funcionam. Por exemplo: se estou fazendo uma matéria sobre um software para celular e converso com alguém da empresa, aproveito para perguntar como se faz um software para celular, qual é a diferença em relação a softwares para computador, as vantagens e desvantagens, o que dá e não dá para fazer, quais as tecnologias por trás etc. São coisas que provavelmente não vão entrar na matéria, mas vão te ajudando a entender mais sobre o assunto.
 
- Ponha a mão na massa: não dá para falar de tecnologia sem usar. Baixe um software e fique dias usando só ele. Faça o mesmo com produtos. Leia o manual, a ajuda on-line, o wiki, as resenhas já feitas sobre o produto, mas não deixe de ter a experiência do usuário comum também.
 
- Diversifique: hoje, tecnologia não é mais só computador. Arte, literatura, cinema, jogos, economia, tudo passa pela tecnologia. Então você precisa se manter atualizado em outras áreas também.
 
Existem muitos cursos na área também, de internet, programação, hardware e software, entre outros. Acho que é útil, mas eu pessoalmente ainda não fiz nenhum. 
 

UMA VISÃO DO "NEW YORK TIMES"

Por uma dessas coincidências fortuitas, acabei achando este texto do colunista David Pogue sobre "um lado chato de ser colunista de informática".

Para quem se interessa pela área, é legal acompanhar o blog: http://pogue.blogs.nytimes.com/

Em 2005, o editor do caderno Informática havia me mandado outro texto do Pogue sobre a necessidade de ser didático. Vasculhei todo o arquivo do "NYT" e não achei o link. No blog, o arquivo só vai até março de 2006. Por isso, coloquei no site do treinamento, para quem tiver interesse.

MAIS BLOGUES

Aliás, tecnologia é uma área em que há muitos e bons blogues. A equipe do Informática tem um aqui na Folha Online, Circuito Integrado.

Um ex-trainee meu, Henrique Martim, também tem o seu: Badcoffe.

SOBRE ESPECIALIZAÇÃO

No caminho do jornalismo econômico
Turismo, religiões, suplementos infantis
Jornalismo esportivo
Jornalismo cultural
Claudia Antunes, editora de Mundo, fala sobre sua área
Raul Juste Lores dá dicas para se especializar em jornalismo internacional

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h18

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Fotojornalismo

Fotojornalismo

A Carol, de São Paulo, avisa:

O pessoal da empresa júnior de jornalismo da ECA organizou uma semana de fotojornalismo entre 27 e 30 de agosto. Inscrições até dia 24. No site tem mais informações: pelo que li, o programa está interessante, tem aula em campo e ainda prêmios para as melhores fotografias.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h28

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Tudo é relativo

Tudo é relativo

Este é um exercício para quem gosta de futebol.

O Palmeiras venceu ontem o Flamengo por 2 a 1 no Parque Antarctica, na sua primeira partida no segundo turno do Campeonato Brasileiro.

Que informação normalmente é pouco relevante, mas fica importante no contexto desse campeonato?

E, pensando nisso, como você faria o lide? (Para o exercício valer mais a pena, tente fazê-lo sem ler os textos publicados nos on-line ou nos jornais impressos, OK?)

Não tenha medo de "errar". A idéia é refletir sobre a notícia.

Veja outros exercícios do blog

COMENTÁRIO DO FINAL DO DIA

É isso aí, vocês mataram a charada.

Normalmente, ganhar em casa não é "notícia". É senso comum que no seu próprio estádio o time tem mais chances de vencer.

Mas na atual situação do campeonato, jogo no Parque Antarctica já era motivo pra taquicardia do torcedor palmeirense. Estava duro de o Palmeiras vencer em casa. Já tinha até virado piada, desde que o técnico colocou a culpa no gramado do próprio campo.

Por isso, no jogo de ontem, o fato de ter vencido em casa é que era a notícia.

Meu lide seria este que está abaixo. Não quer dizer que as sugestões de vocês não estejam boas. É só uma outra opção, e nem sei se convence. Me digam o que acham:

O Palmeiras afastou o fantasma de fracassar em casa ao vencer o Flamengo ontem por 2 a 1 no Parque Antarctica. Em dez jogos em seu próprio estádio, essa foi a quarta vitória. O time somou 33 pontos e chegou à quinta colocação --os quatro primeiros têm direito a uma vaga na Taça Libertadores.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h56

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Vida de correspondente

Vida de correspondente

A Associated Press acaba de lançar "Breaking News", em que veteranos repórteres e editores contam as principais coberturas da agência.

De graça, um vídeo de seis minutos em que repórteres são entrevistados:

BREAKING NEWS - QUICKTIME.MOV

BREAKING NEWS - Windows Media .wmv

Para baixar os plug-ins :

or QuickTime7

No site da AP, uma seleção de grandes fotos das última décadas.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h49

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Virei frila. Como emplacar pautas?

Virei frila. Como emplacar pautas?

Luisa, do Rio, era repórter de um jornal carioca, mas preferiu sair e passar a fazer frilas, atrás de tempo para tocar outros projetos profissionais.
 
Ela pergunta:
 
Há dicas para quem está fazendo ou quer fazer frilas em jornais ou outros veículos de comunicação? Qual é uma forma boa de conseguir pautas e pré-apurar sem estar direto na Redação?
A pergunta dela faz sentido, porque, quando se está no dia-a-dia de um jornal, as pautas aparecem com mais facilidade. Durante uma cobertura a fonte sugere outro assunto, seu chefe manda apurar algo, a agenda do jornal se impõe.
 
Na maioria das vezes, são pautas mais quentes, fatos novos, desdobramentos de notícias já publicadas.
 
Já os frilas, em geral, costumam trabalhar com pautas mais frias, pois os jornais tendem a cobrir o noticiário principal com sua própria equipe.
 
Tudo bem, sobram várias áreas em que um frila pode atuar: comportamento, cultura, saúde, temas infantis, moda, decoração etc. Como há um mundo de veículos que costumam publicar textos de free-lancers --cadernos semanais dos jornais diários, revistas especializadas, revistas femininas, jornais estrangeiros etc.--, o caminho melhor talvez seja descobrir assuntos legais e depois pensar quem poderia se interessar por ele.
 
Como achar as pautas sem estar numa Redação?

O frila tem a desvantagem de não ter uma estrutura empresarial (tem que usar seu próprio telefone, seu carro etc.), mas tem a vantagem de ter mais tempo livre para poder realmente conversar com pessoas, ver a cidade, achar coisas legais.

Quem já teve uma experiência prévia deve ter feito fontes com as quais não deve perder contato. Consulte-as, veja se há novidades nas áreas delas.
Outros bons "fornecedores de idéias" são amigos. Fique de ouvidos e olhos abertos.
 
Uma das dificuldades principais nessa hora é que, para vender uma pauta para um veículo, não basta uma boa hipótese, uma boa idéia geral. É preciso alguma apuração prévia.

Um exemplo: fui buscar meu carro na concessionária e vi um enorme painel "Personalize seu carro. Eco Sport e KA. pintura de pára-choque e retrovisor". Uma luzinha começou a piscar: será que isso é novidade? Está virando moda ou é restrito a um grupo? Que tipo de motorista faz essas pinturas? Será uma coisa mais feminina? Mais boyzinho? Mais tiozinho Sukita? Que modelos de pintura existem (já comecei a imaginar uma arte bem bonitinha com as pinturas)? Todas as marcas fazem? É caro? Dá pra pintar em casa? Enfim, como você viu, comecei a pensar numa pauta para Veículos.
Mas eu teria um problema para apresentá-la como sugestão. Como sou leitora esporádica dos cadernos e revistas da área, não sabia se o assunto era novo. Vai que saiu no mês passado. Já pensou a vergonha que eu iria passar?

A primeira providência, então, é checar nos arquivos. Olhei no da Folha e, desde 2005, não achei nada publicado. No site da Quatro Rodas, também não.
Se não é tema batido, vale a pena então levantar um mínimo de informações antes de sugerir a pauta: ligar pra uma concessionária de cada marca e fazer algumas das perguntas que listei acima. Se tudo der certo, você pode fazer uma sugestão que teria mais ou menos essa cara:
"Barbie e labaredas ganham espaço nos espelhinhos - concessionárias da cidade dizem que procura por retrovisor personalizado dobrou nos últimos meses. Garotas são principal público e escolhem desenhos de todos os tipos, de infantis a mais ousados. Serviço custa R$ 200, em média". Pode até sugerir uma arte, uma tabela de serviço etc.

Se aceitarem a pauta, aí você vai atrás dos personagens, de marcar boas fotos, pensar em detalhezinhos legais etc.

É mais ou menos por aí. Na verdade, não tem muito segredo. Basta estar atenta e curiosa sobre tudo o que está à sua volta, e consciente de que a pauta exige algum trabalho prévio.
 
Só pra relembrar, algumas dicas de como ter idéias de pauta:

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h28

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Programa de domingo

Essas histórias de chefes --de todos os tipos-- me fizeram lembrar um filme que talvez o pessoal mais novo não tenha visto.

É "O Jornal", de Ron Howard, com Michael Keaton.

Vale a pena ver, porque ele retrata muito bem, na minha opinião, o clima de uma Redação.

Claro que não é vida real. É filme. Tudo fica comprimido em duas horas --e no nosso dia-a-dia aquelas situações todas estão diluídas ao longo de meses, anos. Mas acho que é uma boa diversão pro domingão.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h01

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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