Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

Meu primeiro mês na Folha

Meu primeiro mês na Folha

Pedi ao RAFAEL TARGINO, que fez a última turma de treinamento, que contasse como foi seu primeiro mês de trabalho.

Como ele fez pra driblar a inexperiência?

Vejam o que ele conta:

Colecionei seis "dicas" que me ajudaram bastante durante essa história do avião da TAM.
 
1. Estudar minimamente o assunto ajuda _além de ser obrigação. Ler o jornal (o seu e o[s] concorrente[s]) resolve o problema de se localizar no assunto. O que estou indo fazer em tal lugar? Conseguir responder a essa pergunta impede que a gente chegue "vendido" nos lugares.
p.s.: Claro que conhecer alguma pouca coisa que seja sobre o asunto também é ótimo. Nessa cobertura do acidente da TAM, tive sorte. Quando trabalhava em Brasília, já tinha coberto a derrocada da Varig e a queda do Boeing da Gol. Ou seja: quase tinha crachá da Infraero. Conhecer esse pouco-quase-nada de aviação deu também uma grande ajuda.
 
2. Tratar bem os assessores que têm informação ajuda bastante. Não é ter uma relação do tipo "não publica isso porque será ruim pra empresa", mas algo franco. Às vezes, uma conversa off durante um café _que dura cinco minutos_ consegue ser melhor do que uma coletiva de duas horas e meia com o chefe fulano de tal. E, claro, não dá pra tomar um café se o assessor ou a fonte te odeiam... Mesmo que você "bata" neles no dia seguinte, se você não escrever nenhuma besteira e as informações estiverem todas certas eles irão te respeitar.
 
3. Grudar em outros coleguinhas. O repórter iniciante é perdido por natureza, então fique perto dos mais experientes. Tirar dúvidas com quem já está na estrada há muito tempo pode te tirar de muitas enrascadas.
 
4. Ser um chato e perguntar. E perguntar. E perguntar. Vamos lá, o que é pior: você não perguntar sobre determinada coisa a alguma autoridade e ficar sem entender ou você ter que dizer para o seu chefe _no fechamento_ que foi para a rua apurar e não entendeu nada do que te disseram? Jornalista é que nem aquelas máquinas de refrigerante. Você coloca o dinheiro e sai o refrigerante, certo? No nosso caso, a única diferença é que o nosso "refrigerante" se chama "pergunta". Coloque uma moedinha e ouça uma pergunta de um jornalista _mais ou menos assim que funciona.
Não entendeu? Pergunte. Não entendeu de novo? Pergunte. De novo? Pergunte. Já parece um chato, mas ainda tem dúvidas? Pergunte, pergunte, pergunte. O que não vale é voltar sem saber de verdade o que aconteceu.
p.s.: Isso vale pro seu editor, quando você não entender o que ele te passou. Só que, com ele, é diferente: se você perceber que ele está ficando muito irritado, peça uma dica para um repórter experiente que esteja ao teu lado.
 
5. Ter calma. Às vezes, as coisas demoram para sair ou acontecer. Tudo bem, o jornal tem que fechar, mas não custa esperar um pouco. Olhou pro relógio e viu que o tempo está apertando? Avise seu editor. Não deixe pra avisar na hora em que te perguntarem "cadê o texto?".
p.s.: Ter calma na hora de escrever é obrigatório. Na afobação, pode sair alguma besteira que a gente só percebe no dia seguinte.
 
6. Ser objetivo. Perguntas objetivas e retornos objetivos são tudo o que assessores, autoridades e principalmente seu editor querem ouvir. Colabore com o sistema auditivo deles, sim? Aproveite e economize sua voz. :)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 20h57

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Viagem ao Xingu

Viagem ao Xingu

COMO SE PREPARAR

 

Uma coisa que o Beraba sempre diz para os trainees é que é fundamental estudar o assunto que se vai cobrir, sob pena de virar apenas uma "capivara de gravador": vai lá, grava e publica as aspas.

 

O repórter tem que ser capaz de mais que isso. Tem que ser capaz de argumentar, entrevistar criticamente, pensar sobre o que está cobrindo.

 

Neste post, RAFAEL CARIELLO conta como se preparou para a reportagem que fez sobre os índios kuikuro:

 

Antes de chegar à aldeia, era necessário saber um pouco mais sobre o grupo indígena que seria visitado. Há uma obra de referência sobre índios no Brasil – que pode e deve ser cotejada com entrevistas com antropólogos e outras fontes, mas que é, em regra, bastante confiável – que é a enciclopédia “Povos Indígenas no Brasil”, organizada pelo ISA (Instituto Socioambiental). Pode ser consultada na internet no endereço http://www.socioambiental.org/pib/index.html

No capítulo sobre os kuikuro, como no de quase todos os grupos do país, há informações sobre língua, organização social, localização geográfica etc.


Além disso, conversei com uma assistente de uma das antropólogas que trabalham com os kuikuro e que também iria ao Xingu para o mesmo evento. Ela me forneceu esclarecimentos iniciais sobre o projeto de documentação daquela cultura indígena em vídeo, o que era o filme, quem tinha realizado etc.

Li sobre o trabalho de Novaes e sobre a série original. A atual, que passa na Cultura, é uma volta ao mesmo parque, às mesmas etnias, 20 anos depois. A série original passou na TV Manchete, em 1985. O ideal seria que eu tivesse assistido a série original, o que não seria difícil (a Cultura tem os antigos episódios), mas não o fiz.


Ajudou na percepção do que estava acontecendo, do que estava em jogo, depois que o chegamos ao local, alguma compreensão do que são as culturas ameríndias, de como elas pensam sua própria sociedade, a natureza, a relação com os brancos etc.

Isso pode ser conseguido, para quem tem interesse no assunto, na leitura de antropólogos brasileiros, que estão entre os melhores do mundo, como Eduardo Viveiros de Castro, Manuela Carneiro da Cunha, Carlos Fausto, Cesar Gordon e outros mais.

 

Leia aqui com surgiu a pauta

Leia o texto integral da reportagem

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h02

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Até breve

                                                                          Juliana Laurino/Folha Imagem

Participantes da 44ª semana de palestras do programa de treinamento

Terminou hoje a 44ª semana de palestras. Até segunda-feira, com a ajuda do Beraba e da Juliana, devo escolher a próxima turma do programa de treinamento.

Não é nada fácil fazer a seleção. Como eu digo para eles, todos os 40 que participaram poderiam estar no curso. Todos são muito bons.

Outro dia achei no "New York Times" este artigo, muito legal, em que Michael Winerip fala sobre a difícil tarefa de selecionar alunos para Harvard [o site do NYT é gratuito, mas é preciso se cadastrar para poder ler].

Nossas realidades são bem diferentes e os motivos pelos quais bons candidatos não são chamados também são diversos, mas a dificuldade que ele relata é bem parecida com a minha.

O que eu sempre digo para quem vem para a semana é "até breve". Porque sei que, mesmo que não estejam no programa, todos vão ter sucesso e muitos virão trabalhar conosco mais cedo ou mais tarde.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h03

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Viagem ao Xingu

Viagem ao Xingu


Marlene Bergamo/Folha Imagem
Cinegrafista indígena durante trabalho de registro
de cantos dos kuikuro, no Xingu

RAFAEL CARIELLO, que foi meu trainee há alguns anos, publicou recentemente na Folha uma reportagem muito legal sobre as relações entre índios e brancos.

O Beraba, que está me ajudando no treinamento até setembro, pediu que ele contasse como a matéria foi feita, da preparação à edição.

Como o texto na internet só é aberto a assinantes, vou primeiro publicá-lo aqui embaixo, para que todos possam lê-lo, depois trago o depoimento do Cariello.

PS - Minha filha Sofia, de dez anos, visitou os kuikuros com a escola e por isso acha que este post é o mais interessante de meu blog.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h36

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Viagem ao Xingu

Viagem ao Xingu

RAFAEL CARIELLO
ENVIADO ESPECIAL AO XINGU (MT)
Enquanto o pequeno monomotor, com seu carregamento de repórteres, máquinas, câmeras e gravadores, faz a última curva de aproximação para aterrar na pista de pouso da aldeia Ipatse, os cerca de 300 índios kuikuro que ali vivem se preparam para mais uma série de cantos e danças, pintados e vestidos a caráter.
O aparelho pousa macio na pista de terra avermelhada que é um braço ligado à aldeia para darmos início ao que será uma espécie de conflito -de perspectivas, ao menos-, o tempo todo fantasiado de festa.
O avião levantou um bocado de poeira, que envolve os repórteres e suas tralhas ao pularem dos aparelhos. Outro tanto sobe do bater de pés na dança dos homens, que começa no centro do amplo espaço circular rodeado por grandes casas kuikuro. É só atrás delas que aparecem as árvores, que se estenderão em mata espessa por toda a volta, bem preservada somente no interior da Terra Indígena do Xingu.
As crianças são as primeiras a vir receber os brancos; são as que mais se aproximam do monomotor. Mais atrás, outros, jovens, o corpo adornado com pigmento escuro e enfeites amarelos e vermelhos, nos saúdam. Um deles segura uma câmera digital. Enquanto o repórter e Mutuá Kuikuro, 26, caminharem e conversarem até a aldeia -o índio empurrando sua bicicleta vermelha-, o cinegrafista kuikuro não desviará a câmera um segundo sequer do corpo dos brancos.
Fotógrafos e cinegrafistas brancos de um lado, cinegrafistas e outros kuikuro munidos até de celular com fotos do outro, parece o encontro de dois grupos de turistas japoneses.
As razões para estarmos todos aqui são duas: a TV Cultura mostrará à imprensa o primeiro de 16 capítulos da nova série de programas do jornalista Washington Novaes sobre o Xingu, que estréia hoje, às 18h; os kuikuro apresentarão aos brancos dois filmes realizados por eles e farão a inauguração do seu "centro de documentação", que "guardará" sua cultura em imagens e sons.
Tanto Novaes quanto os índios andam preocupados com a continuidade de sua cultura no Xingu. As visões sobre o problema é que divergem.
"Vai se perder"
Carlos Fausto, antropólogo do Museu Nacional, ligado à UFRJ, nesse momento com o corpo pintado e adornado de penas e colares de caramujo, conta que há cinco anos o cacique kuikuro Afukaká mandou chamá-lo para uma tarefa importante. Em tom fatalista, o líder indígena reclamava que os jovens não se interessavam mais em aprender os cantos necessários para a correta realização dos rituais -uns e outros centrais para a manutenção da forma social kuikuro.
"Ele pediu que se registrasse tudo. "Vai se perder", disse. "Estou certo de que isso vai acontecer. Quero que você grave tudo para mim'", conta Fausto.
Com o apoio da ONG Vídeo nas Aldeias, e de recursos de pesquisa seus e de sua mulher, Bruna Franchetto, também antropóloga, deram início à capacitação dos jovens em técnicas de vídeo, para que eles próprios passassem a filmar e a "guardar" seus cantos.
Tecnologia e tradição
Havia um problema: o acesso a esses cantos não podia ser franqueado indiscriminadamente a todos os índios, já que seu saber constitui marca de prestígio, de mestres que os repassam, mediante pagamento em tradicionais bens de luxo, a jovens aspirantes.
Foi necessário realizar pagamentos aos que sabiam os cantos pelo registro. E usar as gravações como um aparato técnico para a transmissão tradicional, e não como uma forma de divulgação irrestrita dessa "riqueza". Fausto diz que está funcionando. Que os integrantes do coletivo kuikuro de cinema -seis ao todo- ganharam prestígio, e que as gravações provocaram uma retomada da procura, pelos mais jovens, do processo de aprendizagem.
A aposta arriscada no domínio da "magia branca", da tecnologia, parece funcionar. Novaes, por sua vez, vê mais riscos de perda que de ganho nesse contato. Com um grande chapéu branco pregado na cabeça, folgadas bermudas e camisa comprida, propõe à reportagem sentar à beira do grande descampado central, enquanto a tarde de sábado cai com velocidade e os mosquitos intensificam a coleta de sangue.
Em 1985, a TV Manchete apresentou dez episódios de sua série "Xingu - A Terra Mágica", que serviu para divulgar a região ao restante do país. No ano passado ele voltou por lá para realizar os capítulos de "Xingu - A Terra Ameaçada".
Novaes diz ficar "com o coração apertado" pelas mudanças por que vêm passando as diferentes etnias do Xingu, especialmente com a incorporação de desejos e objetos dos brancos. Lamenta o ensino bilíngüe nas aldeias, responsável, segundo ele, por abrir, junto com a língua portuguesa, o acesso à televisão e às seduções do "modo de viver" dos brancos.
"Vão sobreviver? Os antropólogos dizem que há muitas culturas que são capazes de absorver elementos das outras sem abrir mão do que é essencial para elas", ele diz. "Diria que, fora da Amazônia, do Xingu, isso não aconteceu."
Daqui a pouco, quando cair a noite, vai começar a projeção dos filmes numa tela branquíssima esticada no meio da aldeia. Primeiro, "O Dia em que a Lua Menstruou", do coletivo kuikuro. Depois, o primeiro episódio da série de Novaes.
Mutuá, o da bicicleta, que vem a ser também presidente da Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu, fala sobre a importância de os índios fazerem seus filmes. "Isso é para o mundo ver qual é a nossa organização aqui na aldeia. Muitos brancos não tiveram a oportunidade de conhecer os índios. Outros nem quiseram saber."
Tukumã Kuikuro, 23, integrante do coletivo, diz que eles são mais capazes de filmar sua própria cultura que os brancos, porque sabem "a seqüência" correta das coisas. "Quando brancos montam, fazem tudo misturado", diz. Yakari Kuikuro, 20, assiste aos filmes. Diz que acha bom estudar português, "para saber a vida dos brancos". Vestido com touca de "bad boy" carioca, diz acreditar que sua cultura não vai acabar.
No filme kuikuro, eles perguntam a algumas índias por que dizem que a Lua menstrua, em dias de eclipse, se o satélite é, em sua cultura, masculino. Muitas respondem: "Sei lá".
Mais tarde é dito que é o próprio eclipse que muda, temporariamente, o gênero do astro. Num dos "extras" do filme (a projeção era de um DVD, produzido por eles), o cacique explica seu projeto de proteção da cultura de seu povo, afirma que "a tradição dos brancos é muito forte", e pergunta, sobre os cantos agora em vídeo: "Será que nossos irmãos vão aprender?". "Sei lá", ele mesmo responde.

O jornalista RAFAEL CARIELLO viajou a convite da TV Cultura

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h36

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Viagem ao Xingu

Viagem ao Xingu

COMO SURGIU A PAUTA

RAFAEL CARIELLO conta como fez a reportagem sobre os kuikuro:

A pauta surgiu de duas “fontes”: antropólogos do Museu Nacional, no Rio, que trabalham com os kuikuro, etnia localizada no Parque Indígena do Xingu, avisaram a editoria de Ciência do jornal sobre o lançamento de um DVD com filmes realizados por um coletivo de cinema kuikuro.

Conhecia um dos antropólogos que trabalha com o grupo – Carlos Fausto -, e procurei saber da possibilidade de acompanharmos o lançamento do DVD, que seria feito na aldeia.

Havia problemas de orçamento. O custo da viagem – com a necessidade de aluguel de monomotor para levar o repórter e o fotógrafo para a aldeia – era considerado alto pela Secretaria de Redação do jornal, mas estava, de toda forma, ainda em negociação.

Surgiu então o convite da TV Cultura, que, simultaneamente ao lançamento do DVD dos kuikuro, promoveria para a imprensa nacional a nova série sobre o Xingu do jornalista Washington Novaes. O canal de televisão ofereceu ao jornal a possibilidade de levar repórter e fotógrafo até o local, com o que concordamos.

A informação de que a viagem foi custeada pela Cultura é dada ao leitor ao final do texto publicado no domingo – como se trata, em alguma medida, de apresentação de um programa com interesse comercial para eles, ou seja, como é um dos “objetos” da matéria justamente quem custeia a sua realização, era imprescindível a publicação deste fato.

A pauta agora tratava de pelo menos dois “objetos”, “programas”, “produtos”, como quiserem: os filmes kuikuro e o documentário de Novaes.

Leia aqui como Cariello se preparou para a cobertura

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h29

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Mandar currículo por e-mail adianta?

Thiago, à procura de novo emprego, havia me perguntado se adianta mandar currículos por e-mail.
 
Não sei como é em todos os veículos, mas aqui na Folha é inútil. A gente só analisa os currículos se houver alguma vaga aberta. Nesse caso o jornal abre um concurso, deixa claro quais os requisitos para aquela vaga e seleciona os currículos com base nesses requisitos.
 
Não é por desprezo pelos currículos, mas pelo fato de que seria inútil guardá-los. Quando aparecesse uma oportunidade, seria preciso ir ao arquivo, consultar candidato por candidato sobre o interesse por aquela vaga, seria contraproducente. 

O que respondi para o Thiago é que não sabia como funcionava nas rádios, mas ia perguntar a um colega que trabalha numa rádio importante de São Paulo e depois diria algo a ele (conto amanhã o que me disse esse colega).
 
Mas, como ele havia trabalhado dois anos em rádio, sugeri que ele falasse com colegas de outras rádios, que ele tenha conhecido nesse tempo.

Contatos ajudam muito nessa hora, principalmente alguém que conhece seu trabalho e pode falar sobre ele.

O fato de ter experiência também era um ponto a favor dele, por isso acho que valeria a pena mandar também o currículo por e-mail, desde que ele tivesse certeza de quem era a pessoa correta, ou seja, aquele que realmente decide as contratações em cada empresa.
 
Num post passado, a Vanessa me pediu que, quando fosse voltar a esse caso, falasse desses currículos que enviamos sem ser solicitados: "Por exemplo, pro editor de alguma revista que você ache bacana e esteja se oferecendo pra trabalhar lá. Fale com a visão de quem recebe esse currículo. O que deve vir no corpo do e-mail?".
 
Vou falar disso num próximo post, pra não ficar muito longo (como vocês sabem, meu leitor mais crítico odeia posts longos).
 
Leia aqui como começou esta história.
 
Leia mais sobre como começar a trabalhar.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h13

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Netbudsmans

Netbudsmans

O ombudsman da Folha, Mario Magalhães, conversou ontem com a turma da 44ª semana de palestras.

Ele sugeriu a leitura dos blogs dos dois ombudsmans de portais, Tereza Rangel, do UOL, e Mario Vitor Santos, do Ig.

Outra boa fonte sobre jornalismo é a revista da Universidade Columbia, que é de graça na internet e tem não só análise como também reportagem.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h35

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Que pergunta você faz?

Que pergunta você faz?

No livro "A Arte da Entrevista", que já citei aqui e sobre o qual ainda vou falar bastante, Lawrence Grobel conta que a jornalista italiana Oriana Fallaci começou assim uma entrevista com o aiatolá Khomeini:

Todos nós sabemos que o senhor é um tirano, que o senhor é o novo rei do Irã, que o senhor ocupou o lugar do xá do Irã. Isso posto, gostaria de perguntar-lhe...

O que você acha desta pergunta? Você começaria assim uma entrevista? Por quê? Há outras maneiras de chegar ao mesmo objetivo? Quais são?

No final da quinta eu conto pra vocês a solução do Grobel.

COMENTÁRIO NOTURNO

Antes de mais nada, é bom dizer que a Fallaci não é uma repórter qualquer. É uma das mais reputadas entrevistadoras e faz esse estilo durona.

Ou seja, quando o aiatolá aceitou ser entrevistado por ela, sabia onde estava se metendo.

Querem ver outros exemplos de aberturas de entrevistas da moça? Vejam só:

Com Sean Connery, em 1965: "Pelo que sei, esse nosso encontro é uma ocasião excepcional. Não creio que haja outro ator hoje em dia tão inacessível quanto o senhor. Com certeza não há outro que se defenda da curiosidade alheia com tanta ferocidade e tanto desespero".

Com H. Rap Brown, líder da SNCC (Student Nonviolent Coordinating Comittee), em 1967: "Mr. Brown, há quem diga que os negros estão organizando milícias treinadas em várias cidades americanas e que seu movimento tem algo a ver com isso. É verdade?". [Vejam que aqui ela adota  a estratégia sugerida por alguns de vocês, de colocar a crítica na boca dos outros, mas, mesmo assim, o tom é bastante duro]

Durante a Guerra do Vietnã, sua primeira pergunta ao comandante da força aérea e vice-presidente da República do Vietnã do Sul, Nguyen Cao Ky, foi: "Muitas coisas desconcertantes têm sido ditas sobre o senhor, mas o mais desconcertante que já ouvi foi dito pelo senhor alguns dias atrás: 'Sei que alguém está tentando me matar. Mas esse alguém não será um comunista".

Fallaci não se considera jornalista e diz que enxerga uma entrevista como uma peça de teatro. Justifica suas aberturas como uma tomada de posição. Não quer ser covarde. Quer deixar bem claro o que pensa e o que pretende.

Grobel ouve outros oito jornalistas de prestígio nos EUA e nenhum adota essa técnica. O mais comum é começar a entrevista devagar, ganhar a confiança do entrevistado, deixá-lo a vontade, não correr o risco de queimar a entrevista logo no começo.

No exemplo do Khomeini, Grobel diz que teria mais cuidado. Algumas opções sugeridas por ele:

--Qual a diferença entre ser um xá ou um aiatolá?

-- Há líderes mundiais que o consideram um tirano? Qual sua opinião sobre eles?

-- Como o senhor classifica ( XX )?  E ( YY )? [citando nomes de outros ditadores da história ou atuais]

Veja aqui outros exercícios do blog.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h21

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Meu currículo está bom?

Demitido, o Thiago decidiu mandar currículos e me pediu que olhasse o seu e respondesse se estava bom: "O que eu poderia melhorar? Chama a atenção de quem olha?".

O currículo dele era este:

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Bacharel em Comunicação Social – Faculdade Anglo Latino - FAL
Curso de Bacharel em Comunicação Social concluído em Dezembro de 2003.
Rádio e TV.

OBJETIVO

Produção em Rádio e Televisão
Reportagem em Rádio, Televisão e Mídia Impressa

IDIOMA

Inglês: Leitura e Conversação (intermediário)
Espanhol: Leitura e Conversação (intermediário)

APTIDÕES

 Produção de Rádio e TV;
 Edição de áudio, texto e vídeo;
 Pauta, Produção e Reportagem;
 Editoração e Pesquisa;
 Dinamismo e bom relacionamento em equipe.

CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA

 Internet;
 Pacote Windows (Word, Excel, Power Point);
 Edição de imagens e Vídeos (Adobe Premiere);
 Edição de áudio (Adobe Audition).

CURSOS EXTRACURRICULARES

 Seminário de Jornalismo Esportivo – Escola de Comunicação Comunique-se;
 Footecon - Fórum Internacional de Futebol.
 MediaON – 1º Seminário Internacional de Jornalismo Online – Itaú Cultural e Terra.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

Rádio XXXXX - 01/2007 - 05/2007
Função: Produtor do programa Esporte Especial
▪  Conteúdo para o programa;
▪  Agendamento de convidados;
▪  Matérias especiais;
▪  Textos para o programa;
▪  Reportagem e edição;

 

 

Rádio YYYYYYY - 07/2005 – 12/2006
Função: Produtor do programa Esporte Especial
▪  Coordenador de jornadas esportivas;
▪  Conteúdo para o programa;
▪  Agendamento de convidados;
▪  Matérias especiais;
▪  Textos para o programa;
▪  Reportagem e edição

SITES

ZZZZZZ (www.zzzzzz.com.br)
     ▪ Colaborador/Repórter

NNNNNN (www.NNNNNN.com.br)
     ▪ Colaborador

MMMMMM (www.MMMMMMM.com.br)
     ▪ Repórter

 

Minha resposta foi que o currículo tinha uma boa estrutura: era sucinto e informativo.

Mas o Thiago tinha uma vantagem, um diferencial, que são os dois anos de experiência.

Por isso, seria interessante começar logo o currículo com o item EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL, ressaltando logo de cara, antes de falar dos veículos e das funções: Dois anos de experiência em produção e reportagem em rádio.

Thiago então me perguntou se adianta mandar currículos por e-mail. Vou escrever sobre isso amanhã.

Leia aqui como começou esta história.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h48

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Minha boa fonte

Minha boa fonte

Três dicas sobre fontes, reforçadas pela palestra que o Gaspari deu aqui na segunda:

  1. Não existe a superfonte, aquela que um dia vai ligar pra você do nada e passar o furo do ano. Fonte é resultado de trabalho (vou escrever mais sobre isso num outro dia).
  2. Uma fonte certa é o "ex". Ex-presidente do BC, ex-secretário da Saúde, ex-diretor da associação de pilotos. Porque: a) não tem mais compromissos com o cargo e, portanto, tem mais liberdade para falar; b) não está mais no foco das atenções, portanto tem mais tempo e mais disponibilidade; c) mesmo que não tenha informação sobre a notícia em questão, pode dar pistas, analisar as hipóteses. Exemplo: o governo diz que vai construir uma estrada nova ligando Rio a SP. O ex-diretor do Dnit pode avaliar se é possível ou não construir essa estrada, apontar os possíveis entraves, explicar onde encontrar o documento que comprova ou desmente o projeto.
  3. A melhor fonte do repórter novo são os colegas da sua geração. É uma aplicação de longo prazo. Seus colegas de hoje serão diretores de empresa, embaixadores, dirigentes esportivos, especialistas médicos, cientistas proeminentes nas próximas duas décadas. Mantenha contatos (ou, como diz o Gaspari, não brigue à toa com os colegas da sua geração).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h22

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Poesia e filosofia

Poesia e filosofia

A Galeria Virgilio organiza vários cursos ligados a artes em geral (moda, cinema, poesia, filosofia).

Dos que estão programados no momento, dois parecem mais próximos do universo jornalístico: poetas da modernidade e filosofia/Nietzsche.

A Casa do Saber também tem vários cursos programados para este semestre em temas dos quais o jornalismo pode se aproveitar: cinema, história, arte, música, filosofia. Em São Paulo e no Rio.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h38

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Fui demitido

Fui demitido

Há várias semanas, Thiago tinha sido demitido da rádio em que trabalhava. Faz tempo que estou pra contar este caso aqui, mas, por conta da viagem e da correria, ficou só pra hoje.

Ele me escreveu o seguinte:

Na semana passada, depois que nos falamos recebi uma notícia desagradável, estava demitido. Ainda não sei o porquê e também não é muito interessante. Por mais que eu tenha feito contatos, não sei agora como (re)começar. É muito estranho ter que pedir coisas para as pessoas, ainda mais quando precisamos. E, há muito tempo eu não ficava assim, sem trabalhar. Quero sentir aquela sensação na hora de apurar, de correr atrás. É como se tudo perdesse o sentido. Nessas horas, o que fazer?

Nessas horas, o que fazer? Minhas primeiras observações são:

  1. Importa, sim, saber o porquê. Não vai reverter o quadro, mas é sempre bom sabermos se há críticas sobre nosso trabalho. Elas podem ser injustas, mas, se forem justas, saberemos no que investir para melhorar.
  2. Ninguém gosta de fazer críticas sobre os outros e editores não são exceção. A maioria dos editores empurrará os problemas para a frente, fará ele mesmo correções que achar necessário sem avisar o repórter, até o dia em que a situação explodir. A hora da demissão é um bom momento para pedir uma avaliação franca. O editor talvez fique mais à vontade para isso, já que não vai mais conviver com você todo dia.
  3. Pode ser que não haja mesmo uma causa para a demissão. Pode ser só corte de custos, por exemplo. Mesmo assim, peça uma avaliação franca sobre seu trabalho. Pontos fortes e pontos fracos. Avaliação e crítica são fundamentais para o crescimento profissional.
  4. Não tome a demissão como um fracasso pessoal. Não se deixe abater. É só uma circunstância profissional. Pode ou não ter sido provocada por uma deficiência no trabalho que você estava apresentando no momento. Em ambos os casos, sempre é possível melhorar.
  5. Fale com colegas de outras rádios. Avise que você está disponível. Colegas são uma das melhores fontes de informação e ajuda nessas horas. O mercado é volátil, sempre aparecem vagas.
  6. Fique tranquilo. Sim, é fácil falar... Mas tente não entrar em pânico. Minha experiência mostra que, em geral, as coisas se ajeitam rapidamente.

Ele me fez uma segunda pergunta sobre currículo, que coloco aqui amanhã. 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h27

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O que você faria?

O que você faria?

RELAÇÃO COM AS FONTES

Pergunta de um participante da semana para Elio Gaspari: o que você faz quando tem nas mãos uma notícia que pode prejudicar uma boa fonte sua? Dá a matéria e perde a fonte? Preserva a fonte? Depende da fonte? Depende da matéria?

O que vocês fariam?

Eu comento no fim da terça-feira.

COMENTÁRIO DO FIM DO DIA

Relacionamento com as fontes é sempre uma questão para todo jornalista. E é um tema em que as respostas nunca são únicas nem gerais.

O Gaspari usa uma boa imagem para falar sobre isso: trate sua fonte como você trata o vizinho do sétimo andar. Com o mesmo tipo de atenção, educação, cuidado e distância.

Ela é uma pessoa que habita seu mundo profissional. A relação com a fonte é de mão dupla.

Vocês têm razão: o primeiro compromisso do jornalista é com o leitor e, portanto, com a informação. Mas, como já sabemos, não existe informação em termos absolutos. Um fato é ou não notícia dependendo da sua importância e em comparação com os outros fatos disponíveis naquele momento.

Há, claro, coisas que nunca vale a pena fazer nessa relação com a fonte. Mentir, por exemplo, para agradá-la. Publicar algo que a interesse sabendo que é mentira. Receber dela uma notícia falsa e mesmo assim continuar com a mesma fonte.

Um repórter pode se deparar com uma informação grave, comprovada, que comprometa um de seus informantes mais fiéis. Na minha opinião, o jornal deve publicá-la, por melhor que seja a fonte. Não necessariamente a matéria precisa ser apurada pelo repórter que já mantém a relação com o personagem da notícia.

E, claro, vocês lembraram de algo importantíssimo: a versão dela tem que estar lá também.

O Gaspari falou também sobre as duas melhores fontes do repórter iniciante. Eu conto na quarta.

AVISO DO MEU COLEGA LUÍS EBLAK

Talvez valha uma indicação de leitura sobre este assunto. O livro (recém-lançado) "Mídia, máfias e rock´n´roll" traz um capítulo sobre perder fontes (narra alguns casos vividos pelo autor, Cláudio Tognolli).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h29

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História e cinema

História e cinema

Estes são os livros recomendados pelo professor João Bonturi para quem se interessa por cinema, história e a relação entre os dois:

BAZIN, André – Charlie Chaplin, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2006

BENZ, Wolfgang e GRAML, Hermann – Europa después de la Segunda Guerra Mundial: 1945 – 1982, Madrid, Siglo XXI, 1990, 3Vols

BRAILLARD, Philippe e SENARCLENS, Pierre – O imperialismo, Lisboa, Public. Europa-América, s/d 

BURKE, Peter – Visto y no visto, Barcelona, Editorial Critica, 2001 

CARNES, Marc C. – Passado imperfeito: a história no cinema. Rio de Janeiro, Record, 1997

CORDELLIER, Serge – Le dictionaire historique et géopolitique du 20eme siècle, Paris, Éditions La Découverte, 2002

CARRIÈRE, Jean-Claude – A linguagem secreta do cinema, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2006

COSTA, Antonio – Compreender o cinema, São Paulo, Globo, 1989. 2ª.ed.

DROZ, Bernard e ROWLEY, Anthony – História do Século XX, Lisboa, Dom Quixote, 1993, 4 vols.

DUBY, Georges – Atlas histórico mundial, Madrid, Editorial Debate, 1997

DUROSELLE, J.B e RENOUVIN, P. – Introdução à história das relações internacionais, São Paulo, Difel, s/d

EWALD Fº, Rubens – Dicionário de Cineastas, L&PM Editores, São Paulo, 1988

FAUSTO, Bóris – História do Brasil, São Paulo, Edusp, 1995

FERRO, Marc – Historia contemporânea y cine – Barcelona, Editorial Ariel, 1995,  ed. revista e ampliada

FERRO, Marc – História da Segunda Guerra Mundial, São Paulo, Ed. Ática, 1995

FLORENCIO, Rafael Nunes – Sociedad y política en el siglo XX: viejos y nuevos movimientos sociales, Madrid, Editorial Síntesis, s/d

FORD, Charles e JEANNE, Renè – Historia ilustrada del cine – Alianza Editorial, Madrid, 1984, 3 vols.

FURHAMMAR, Leif – Cinema e política, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1976

GALBRAITH, John Kenneth – Uma viagem pelo tempo econômico: um relato em primeira mão, São Paulo, Pioneira, 1994

HOBSBAWN, ERIC – A era das revoluções:1789-1848, Rio de Janeiro, Paz e Terra

HOBSBAWN, Eric – Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991, São Paulo, Cia. Das Letras, 1995

HOBSBAWN, Eric – Nações e nacionalismo desde 1780: programa, mito e realidade  Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1990

KAEL, Pauline – 1001 noites no cinema, São Paulo, Cia. Das Letras, 1994

KOBAL, John – Las 100 mejores películas, Alianza Editorial, Madrid, 1996

KRACAUER, Siegfried – De Caligari a Hitler: uma história psicológica do cinema alemão, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 1988

LERA, José M.C. – 100 grandes directores del cine, Alianza Editorial, Madrid, 1995

MAGNOLI, Demétrio – O mundo contemporâneo: relações internacionais 1945 - 2000 São Paulo, Ed. Moderna, 2001

MARTIN, Marcel – A linguagem cinematográfica, Brasiliense, São Paulo, 1990

MONTERDE, José Enrique – Cine, historia y enseñanza, Editorial Laia, Barcelona, 1986

PALMER, Alan – Dictionary of twentieth-century history, London, Penguin, 1999

PALMOWSKY, Jan – Dicionário de historia universal del siglo XX, Madrid, Complutense, 1998

PARIS, Robert – As origens do fascismo, São Paulo, Ed. Perspectiva, 1976

PARKER, R.A.C. – El siglo XX: Europa 1918 – 1945, Madrid, Siglo XXI, 1987

PAZZINATO, A.L. e SENISE, M.H. – História moderna e contemporânea, São Paulo, Ed. Ática, 1995

REIS Fº, Daniel (org) – O século XX, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2005, 3 vols.

RÉMOND, René – Introdução à história do nosso tempo: do Antigo Regime aos nossos  Dias, Lisboa, Gradiva, 1994

RUDÉ, George – La Europa Revolucionária: 1783-1815 – Madri, Siglo XXI,  1984

THOMSON, David – Pequena história do mundo contemporâneo, Rio de Janeiro, Zahar, s/d, 3ª. ed.

TORRES, Augusto M. – El cine norteamericano em 120 peliculas – Alianza Editorial,  Madrid, 1994

TRUFFAUT, François – Os filmes de minha vida, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999

VIANNA, Antonio Moniz – Um filme por dia: crítica de choque(1946-1973), São Paulo,   Cia. Das Letras, 2004

WISKEMANN, Elizabeth – La Europa de los dictadores, Madrid, Siglo XXI, 1992

XAVIER, Ismail (org.) – A experiência do cinema: antologia, Rio de Janeiro, Graal, 2003

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h52

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Cinema e história

Oi, gente.

Por vários motivos que não vêm ao caso, fiquei totalmente afastada do blog nas últimas três semanas.

Hoje começa aqui na Folha a semana de palestras do 44º programa de treinamento.

É a última etapa de seleção para o curso, mas também é já uma etapa de treinamento. A gente procura programar palestras e eventos que contribuam para a formação, informação e reflexão dos participantes.

Posso falar depois sobre critérios de seleção etc., mas este post é sobre um ciclo que faremos durante esta semana, sobre história e cinema.

O professor João Bonturi, que é historiador com especialização em relações internacionais, vai relacionar cinco filmes com o contexto histórico neles retratado.

Aqui abaixo estão os filmes, para quem quiser alugar e assistir. No post acima, vai a bibliografia que ele sugere, para quem quiser depois pesquisar um pouco mais sobre os períodos dos quais os filmes falam.

Até breve!

Revolução Francesa – Período do “Terror” – Danton, Andrzej Wajda (1982)

A Crise do Antigo Regime – Carlota Joaquina, Carla Camurati  (1995)

Fascismo e Nazismo – O Grande Ditador, Charles Chaplin (1940)

Guerra Fria - Dr. Fantástico, Stanley Kubrick (1964)

Crise do Leste Europeu - Adeus, Lênin!, Wolfganger Becker (2003)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 07h37

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha de S.Paulo. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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