Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

Bastidores: Duas pautas derrubadas depois...

A trainee Veridiana Sedeh teve que ir até Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, pra fazer sua reportagem especial de final de curso. Lá, um quinto dos homens passa oito meses por ano longe de casa. Veri foi atrás dos projetos que tentam impedir que os filhos se esqueçam dos pais.

Uma noite fria viajando de ônibus, intoxicação alimentar, celulares sem sinal. Veja o diário com os bastidores do trabalho.

Em julho, o blog continuará a ser atualizado pela Juliana, minha assistente. Comentários serão publicados normalmente. Marcelo Beraba, que já foi ombudsman, secretário de Redação da Folha, editor de cidades e de política, diretor da Sucursal do Rio, editor-chefe do "Jornal da Globo" e diretor de Redação do "Jornal do Brasil", ficará responsável também pelo treinamento e pode responder a perguntas que vocês tenham. Basta escrever nos comentários ou mandar um e-mail para novoemfolha.folha@uol.com.br

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h34

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Bastidores: Conte tudo em 70 linhas. E agora em 18.

Bastidores: Conte tudo em 70 linhas. E agora em 18.

Mais um diário de bordo no ar. Dessa vez, o da Verena Fornetti, que fez a reportagem especial sobre cursos de graduação em pedagogia feitos a distância.


Verena em curso de pedagogia
semipresencial

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Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 02h05

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Bastidores: Aprendendo com os taxistas de Foz

Os trainees Silas e Willian foram até Foz do Iguaçu para fazer o especial sobre a crise econômica e diplomática que atinge a região da Tríplice Fronteira.

O diário de bordo com os bastidores da viagem está no ar e pode ser lido aqui.  

 
Silas (esq.) registra movimento da ponte da Amizade e Willian conversa com mototáxi


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Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 22h22

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Em tempo

Os trainees da 43ª turma, que terminou na última sexta-feira:


Da esquerda para a direita, Rafael Targino, Veridiana Sedeh,
Silas Martí (de vermelho), Mariana Benevides, Clara Fagundes,
Johanna Nublat e Gustavo Gouveia (com a nova edição do Novo
em Folha
), Willian Vieira, Verena Fornetti e Fernando Bueno
(de azul)

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Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h52

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Bastidores: corrida com obstáculos

O Rafael, trainee da 43ª turma, rodou 700 quilômetros de carro pelas ruas de São Paulo e comprovou que as placas de trânsito da cidade não levam o motorista para o caminho certo.

A reportagem especial dele pode ser lida aqui. E o diário de bordo, com os bastidores do trabalho, aqui.

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Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h42

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Da janela lá de casa

Da janela lá de casa

A dica deste post foi dada pelo Beraba.

É sobre o Controle Interno, blog da Luisete, que se apresenta assim: 

Uma mulher comum, uma dona de casa que lava os pratos após o almoço, vai ao supermercado, cuida do neto enquanto a filha vai à faculdade ... Aposentada do Sistema Federal de Controle Interno e inconformada com o marasmo que parece imobilizar a todos nesses tempos de sucessivos escândalos... Enfim, nenhum glamour, mas ... Bem, que tal ler os posts para saber mais?

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Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h27

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Nos bastidores das reportagens especiais

A Ana pediu aos trainees da última turma que fizessem um diário de bordo com os bastidores das reportagens especiais produzidas como trabalho de fim do curso. A idéia era que eles mostrassem o passo a passo do trabalho, contando como foi achar a pauta, como foi a apuração, a edição, quais as piores dificuldades, as surpresas etc.

Nos próximos dias, vamos colocar todos esses diários no site que reúne as tais reportagens especiais, o Novo em Folha.

Por enquanto, já dá pra ver o diário que o Fernando e o Gustavo, que trabalharam juntos na reportagem sobre os refugiados angolanos, fizeram.

Aqui: Diário de Bordo - De volta a Angola


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Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h13

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Meu editor é...

Os dois últimos tipos reunidos na matéria do Metro:

Obviamente, são todos estereótipos. O objetivo destes e dos outros tipinhos que colocamos noutros dias é fazer pensar sobre nossas relações. Até porque, como já dissemos, muitas das falhas que atribuímos a editores podem ser nossas também. E ninguém é só ruim nem só bom.

Clique aqui para ver como a conversa começou.

Outros defeitos: fominha, desligado, incompetente, controlador, injusto, arrogante, coitado, trapaceiro.

Em outro post, uma reflexão sobre por que alguns editores são tão duros.

 

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Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h11

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Selecionando a próxima turma de trainees

A lista de convocados para a terceira e última etapa da seleção do 44º programa de treinamento já pode ser conferida aqui.

Nessa fase, 40 candidatos vão passar uma semana inteira na Folha. Entre as atividades programadas estão cursos e palestras, entrevistas, visitas à Redação e ao parque gráfico do jornal.

 

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Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h38

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Ai, que medo!

Ai, que medo!

A partir de hoje, os ex-trainees começam sua vida no jornal. Divido com os leitores deste blog algumas recomendações que fiz a eles.

Coisas que vocês podem fazer nas primeiras semanas:
 
Não entendeu o que o editor pediu? Pergunte. Não saia de lá sem entender.
 
Entendeu na hora, mas depois ficou em dúvida? Consulte um colega, o assistente, o adjunto e, se ainda estiver inseguro, volte a falar com o editor.
 
O pauteiro passou uma pauta e você não sabe por onde começar? Pergunte para o pauteiro. Além disso, peça ajuda aos repórteres que costumam cobrir essa área. Outra coisa que ajuda muito: olhe no arquivo matérias semelhantes e veja que informações elas trazem e de que fonte elas partem.
 
Grave, grave, grave. Grave tudo. Não dá pra prever declarações polêmicas. Grave.
 
Não gravou e o cara disse algo complicado? Ligue de novo, desta vez gravando, e repita a pergunta.
 
Grave, mas não se fie só na fita. 1) ela pode ficar ruim; 2) dá muito trabalho e leva muito tempo transcrever. Anote.
 
A apuração está muito atrasada? Avise logo o editor. Não deixe para a última hora.

Não sabe qual é o lide da sua história? Peça ajuda pra um colega mais experiente.
 
Nenhum colega à volta? Imagine que vai contar a história pra um amigo: como você começaria?
 
Ainda inseguro sobre o lide?
De novo, olhar reportagens já publicadas sobre o tema podem ajudar a pensar no que é mais notícia.
 
Dúvidas na hora de escrever? Consulte o professor de português, o melhor redator da equipe, sua tia professora de redação.

Dúvidas na hora de fechar? Na emergência, peça ajuda a um redator experiente. Depois, pela mais aulas.
 
Acordou no dia seguinte? Leia seu jornal e os concorrentes. Veja como eles deram o mesmo assunto.
 
Para melhorar sempre: leia jornal todo dia; cultive suas fontes; mande seus textos para alguém de confiança criticar; mantenha contato com colegas experientes; nunca perca uma oportunidade de aprender.
 
PS - ter medo é normal. É até saudável. É um aviso de que há cuidados que devemos tomar. A diferença é esta: ter medo, só, não adianta. É preciso tomar os tais cuidados.

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Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h39

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A prova do treinamento

Aline tem dúvidas sobre a prova do programa de treinamento da Folha:

Além da leitura diária de jornais, que outros meios você considera importantes para a seleção? Percebi pelas provas anteriores que nem só de atualidades é feita a seleção inicial. 

A leitura atenta do jornal já é bastante importante e ajuda muito.

A prova também mede português e matemática, que são coisas que se pode "estudar" (provas anteriores podem ser vistas no site do programa).

Há também questões que tentam medir a profundidade da formação cultural dos candidatos e, neste quesito, não adianta muito "decorar nomes".

Candidatos que não tenham tido ainda a possibilidade de aprofundar sua formação nessas áreas (literatura, música, história, ciências sociais) podem ter isso como meta de médio prazo, mas não há muito o que fazer em relação à prova.

Mas eles sempre podem compensar nos outros quesitos.

Na seleção da 44ª turma, fizemos testes. Foi a primeira vez e ainda vamos ter que aperfeiçoar muito esse sistema. [A convocatória para a semana de palestras deve sair amanhã, 2/7, ou terça.]

Em provas anteriores, tínhamos questões de inglês e de raciocínio jornalístico que, nesta versão, ficaram de fora. Mas queremos incluí-las de novo nas próximas.

É importante lembrar que a seleção é concorrida e comparativa: ela não elimina candidatos e sim classifica os que tiveram, em cada prova, melhor desempenho.

Ou seja, quem não passou não deve desanimar.

Outro ponto, aproveitando o comentário da Renata: há questões mais complexas, mais difíceis, porque é uma etapa de seleção. Ninguém espera que os candidatos acertem tudo. O que se espera é poder avaliar diferenças no grau de conhecimento.

Porque, se a prova for fácil, todo mundo tira 10. Aí, como selecionar?

AVISO: em julho, o blog continuará a ser atualizado pela Juliana, minha assistente. Comentários serão publicados normalmente. Marcelo Beraba, que já foi ombudsman, secretário de Redação da Folha, editor de cidades e de política, diretor da Sucursal do Rio, editor-chefe do "Jornal da Globo" e diretor de Redação do "Jornal do Brasil", ficará responsável também pelo treinamento e pode responder a perguntas que vocês tenham. Basta escrever nos comentários ou mandar um e-mail para novoemfolha.folha@uol.com.br

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h32

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Leitura de férias

Leitura de férias

A Editoria de Treinamento tem uma biblioteca que começou com literatura: narrativas consideradas exemplares.

A idéia era ter repertório.

Ler bons textos é uma das maneiras de escrever melhor. Só ler já ajuda. Mas também é possível estudar as boas narrativas, refletir sobre como elas foram construídas e tentar aplicar no jornalismo os recursos da literatura.

Aos poucos o acervo se ampliou com livros de referência e manuais.

Divido com os leitores do blog as últimas aquisições (todas dessa segunda categoria).

Não tenho tempo de postar agora a lista completa, que inclui literatura, mas faço isso quando voltar.

Manual de estilo da "The Economist"

 

"50 Anos de Crimes - reportagens policiais que marcaram o jornalismo brasileiro", organizado por Fernando Molica

 

"The Art of Interview", Lawrence Grobel (biógrafo de Truman Capote)

 

"Writing and Reporting News", Carole Rich

 

"News Reporting and Writing", The Missouri Group - o livro tem uma página de indicação de links na internet

 

"Guia da Câmara para Jornalistas" - contatos dos deputados, dados sobre a Casa, glosssário de termos legislativos

 

"Congresso em Foco" do Diap - perfil e agenda da legislatura 2007-2011

 

"Rumos da Crítica", organizado por Maria Helena Martins, editora senac - conferências de Jacques Leenhardt, Gerd Bornheim, Benedito Nunes, Marcelo Coelho, Eugênio Bucci e Lucia Santaella

 

"Imprensa Brasileira - personagens que fizeram história" volumes 1 e 2, organizado por José Marques de Melo - perfis de intelectuais ligados à imprensa

 

"Redação Linha a Linha", Thaís Nicoleti de Camargo

 

"Rumos do Jornalismo Cultural", reflexões, história, indicações de livros, periódicos, sites e instituições

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h04

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O que você faria?

O que você faria?

CONFIRMADA, MAS EMBARGADA

Chegou um boato até seus ouvidos. Você checa, confirma com a fonte e a informação é verdadeira. Mas ela pede que você não divulgue ainda.

A pauta não foi passada pela fonte, foi seu trabalho de apuração que levou até a informação. Mas a fonte, embora confirme, pede embargo.

O que fazer nesses casos?

Dê sua opinião. Não vou estar aqui para responder amanhã, mas mandei a pergunta para um dos melhores e mais experientes (e mais cuidadosos) repórteres da Folha, RUBENS VALENTE, e amanhã no final do dia a Juliana coloca aqui no blog a resposta dele.

Como prometido, aí vai a RESPOSTA DO RUBENS.

Oi, Ana. Pergunta difícil, mas vamos lá:

A hipótese levantada pelo colega põe em conflito dois pilares do jornalismo: o respeito ao "off" e a independência do jornalista em relação às suas fontes.

São dois conceitos que por vezes se chocam. Como nesse caso, a afirmação radical de um até anularia o outro. Dito isso, minha opinião: o fato de a fonte não confirmar uma apuração anterior do repórter não é suficiente, por si só, para impedir a publicação da matéria. Porque houve uma apuração anterior à confirmação da fonte (é o que entendi da pergunta). Se a fonte confirma uma informação levantada e previamente apurada pelo repórter, mas pede que não seja publicada, o repórter tem o direito e a necessidade de buscar outras formas de confirmação, com outras fontes, documentos. Caso essa nova tentativa de confirmação não sustentasse minha matéria, aí sim, eu não a publicaria.

De outro lado, minha opinião é que não se pode publicar algo com base unicamente numa fonte que pediu o "off" _cujo pedido foi aceito pelo repórter. Não é aceitável receber a informação inteiramente nova da fonte e, à sua revelia, resolver quebrar o "off". Sob o pretexto do "interesse público", por exemplo. Muito embora, em casos extremos, em casos de vida ou morte, por exemplo, é óbvio que isso seja revisto (por ex., aquela velha história de um terrorista lhe dizer "em off" que está para explodir uma escola cheia de criancinhas, e você, em nome da ética jornalística, deixa que ela vá para os ares). Para mim, se o "off" foi aceito pelo jornalista, deve ser preservado a qualquer custo. Não é caso sugerido na pergunta: ali o papel da fonte foi posterior à apuração própria do repórter. E ele não pode ser refém de suas fontes.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h08

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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