Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

meu editor é...

meu editor é...

e sua variação

A dica faz parte de uma discussão sobre como lidar com os defeitos de seu chefe. Obviamente, são todos estereótipos, e a idéia é só fazer pensar sobre nossas relações. Até porque, como já dissemos, muitas das falhas que atribuímos a editores podem ser nossas também. E ninguém é só ruim nem só bom.

Clique aqui para ver como a conversa começou.

Outros defeitos: fominha, desligado, incompetente, controlador, injusto, arrogante.

Em outro post, uma reflexão sobre por que alguns editores são tão duros.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h51

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Desenvolvimento humano

Desenvolvimento humano

Vão até 7/7 inscrições para o terceiro curso on-line de jornalismo para o desenvolvimento humano.

Ele ocorrerá de 16 de julho a 12 de agosto e será dado à distância, via internet, pelo Instituto Ayrton Senna e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

CARRANCA

Minha colega Adriana Carranca, ótima repórter do "Estado", acabo de inaugurar um blog sobre desenvolvimento, políticas sociais e direitos humanos. A idéia é trazer informações sobre o que está acontecendo no Brasil e no mundo: notícias, boas histórias, novas idéias, projetos bem-sucedidos, análises, curiosidades.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h51

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Repórter no morro

No sábado passado havia sugerido um texto que saiu no Globo sobre como era a vida no subúrbio do Rio (vou ver se consigo o original para colocar no blog), e hoje na capa do caderno de cidades do Estado há um texto de um repórter que percorreu locais do conflito no morro do Alemão.

É um tipo de trabalho difícil, que envolve riscos, admiro a coragem do repórter. Mas me chama a atenção que ele não fale sobre isso. Não conte como conseguiu andar por lá, com quem negociou a entrada no morro.

Ele relata que viu meninos vendendo cocaína, o que significa que o tráfico está no controle da área por onde andou. Para isso, em geral, é preciso ter algum tipo de proteção e seria importante contar ao leitor.

Se foi de outro jeito, mais importante ainda, e aí seria quase obrigatório que ele descrevesse como se sentiu durante a reportagem: teve medo? Em que momentos? Como falou com as pessoas? Identificou-se? 

Leiam, se puderem, e vejam o que acham do resultado. De novo, admiro muito a coragem do repórter e o relato importante que ele faz, mas minha impressão foi a de que faltou "vida".

É uma pena que eu não tenha tempo antes das férias para entrevistá-lo. Tenho certeza de que ele tem histórias muito boas para contar, muito mais que os fatos --relevantes-- que ele descreve hoje no jornal.

De qualquer forma, o Beraba é uma das pessoas que mais entende desse tipo de cobertura --dirigiu a Sucursal do Rio da Folha-- e é um estudioso da violência urbana.

Sugiro que vocês que se interessam pelo assunto --e imagino que sejam todos vocês, não?-- mandem perguntas para ele a partir do dia 10, quando ele fica no meu lugar. Basta escrever para o e-mail do blog: novoemfolha.folha@uol.com.br.

Mesmo que ele não tenha tempo de escrever sempre aqui, a Juliana pode fazer o contato de vocês, leitores, com ele. E, pelo que eu conheço do Beraba --excelente professor--, ele vai gostar de responder.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h09

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O fim e o começo

A 43ª turma de treinamento terminou ontem, mas isso é só um começo.

Cada um dos meninos agora vai passar a aprender de outro jeito: na produção real e cotidiana de um jornal diário.

Eles fizeram reportagens especiais bem legais, que podem ser lidas aqui.

Cada um deles fez um diário de bordo contando passo a passo como foi decidir a pauta, achar entrevistados, editar etc. São textos que vou pôr no ar até segunda, porque, na correria do fechamento de ontem, não deu tempo de preparar. Mas são bem úteis para entender como nasce, cresce e às vezes morre uma reportagem.

Como aperitivo, aqui estão algumas fotos deles nesse trabalho final.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h22

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Palavra do dia

Palavra do dia

Por falar em inglês, YourDictionary tem um serviço que manda por e-mail todo dia uma palavra diferente e comenta como usá-la.

O único senão é que muitas são de origem latina --estranhas para eles, mas bem conhecidas nossas.

Mas é instrutivo e divertido.

Veja um exemplo abaixo:

Word of the Day: Fard (Noun)

Pronunciation: ['fahrd]

Definition: Facial paint or rouge; any embellishment that conceals imperfection. Originally, the white coloring added to women's faces to conceal the tire-prints of time in the 18th and 19th centuries.

Usage: Used as a verb, today's word can refer to covering blemishes of the face with makeup or hiding faults with anything decorative: "The university uses these faculty dinners to fard over embarrassing dissensions between departments."

Suggested Usage: Should today's word be given a second chance now that makeup is making a comeback? Using it flatteringly might be difficult, "She is such a master at farding her face, you would never dream that her last birthday was her fiftieth." More likely it would be used in unflattering references, "No amount of farding can conceal the wicked tongue of hers." How long would we be able to resist, "That old fard-face uses enough make-up for six women." No, nothing good can come of this one. Let's let it lie.

Etymology: The Oxford English Dictionary claims that the word is untraceable but the Century dictionary relates it to Old Germanic farawa, Middle German varwe, German Farbe "color." The latter relation is difficult to ignore.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h07

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Meu inglês é básico

Minha leitora Tatiana quer se inscrever na seleção do programa de treinamento da Folha, mas tem uma dúvida:

Meu inglês é apenas o básico para leitura. Responda sinceramente: isso, de cara, já elimina as chances de eu ser bem-sucedida no processo de seleção?

Não elimina, não, Tatiana.

A primeira fase da seleção é baseada em todas as informações da ficha.

Inglês é só um dos quesitos.

Outra coisa importante é lembrar que é uma seleção que vai comparar as fichas, não eliminar candidatos.

Ou seja, não ser chamado não significa que a gente ache que o candidato não tem qualidades. Quer dizer apenas que, na análise das fichas, houve outras 200 que foram consideradas mais interessantes desta vez.

De qualquer forma, seria legal que você colocasse entre seus planos estudar essa língua, porque ela nos ajuda muito como jornalistas. Há muito livro bom em inglês, muito entrevistado de todo o mundo que fala o idioma, muitos excelentes cursos dados nessa língua.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h58

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Meu editor é...

Meu editor é...

e seu lado B (para a Gabriela):

A dica faz parte de uma discussão sobre como lidar com os defeitos de seu chefe. Clique aqui para ver como a conversa começou.

Outros defeitos: fominha, desligado, incompetente, controlador

Em outro post, uma reflexão sobre por que alguns editores são tão duros.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h54

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Por que não usar a Wikipédia

Por que não usar a Wikipédia

Achei curioso que, no exercício de anteontem, um leitor citasse que a Tunísia era o 108º país no ranking da densidade populacional segundo a Wikipédia.

No mesmo dia, uma reportagem da Folha citava a mesma fonte e dizia que era a 134ª colocação.

Vejam só o enrosco: na Wikipedia em inglês, o número é 134. Na versão em português, é 108.

As duas dizem que usam no cálculo estimativas de população em 2005 feitas pelas Nações Unidas, mas numa o cálculo dá 62 e na outra, 61.

Já segundo o Instituto Nacional de Estatística da própria Tunísia, a densidade em 2005 era de 64,4 habitantes por km quadrado.

Achei excelente a iniciativa do repórter de procurar uma comparação que ajudasse o leitor a entender o tamanho do dado.

Mas vale lembrar que cada número, cada fato, tem sua fonte mais adequada. Como vocês sabem, a Wikipédia é uma enciclopédia aberta e tem ainda mais erros que as fontes de referência consagradas --Atlas, institutos geográficos, enciclopédias estabelecidas como a Britânica.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 06h58

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Férias

Vou estar fora do Brasil durante 20 dias, a partir de segunda.

Mas o blog não ficará abandonado.

Sempre que der, passarei por aqui para escrever e responder a comentários. Vou sentir saudades da visita diária, da troca de idéias, mas uma menininha de dez anos reivindica minha atenção.

A Ju, minha assistente (aquela que não tem forças suficientes para me bater), vai atualizar sempre o blog.

Também nesse período, Marcelo Beraba vai coordenar a Editoria de Treinamento da Folha.

O homem já foi ombudsman, secretário de Redação da Folha, editor de cidades e de política, diretor da Sucursal do Rio, editor-chefe do "Jornal da Globo", diretor de Redação do "Jornal do Brasil", ou seja, tem um currículo que dá de dez no meu e pode responder a perguntas que vocês tenham.

Como os patos, eu volto no fim do inverno.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h27

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Meu último post

por JOHANNA NUBLAT
 
  Amanhã é o último dia de treinamento. É impressionante como o tempo passou depressa. Estava conversando isso com a Mari (uma das trainees que virou uma grande amiga) enquanto a gente ia buscar o último print da nossa matéria especial.
  Ela olhou para o papel, com textos e artes certinhas, e disse: "Então é isso? Já acabou?". Já, já acabou.
  Eu me lembro perfeitamente do meu primeiro dia como trainee _acho até que escrevi sobre isso no blog. Lembro do encantamento ao receber o crachá da Folha com meu nome _e, dessa vez, não estava escrito provisório, mas "colaborador".
  Lembro que nos juntamos pela primeira vez com a Ana na salinha de reuniões do treinamento. Ela tinha uma pilha de materiais quase escolares: agenda de telefone, caneta, gravador, fios para conectar no gravador, uma pastinha pra guardar papéis.
  Nesses três meses, eu conheci pessoas incríveis no jornal. A receptividade, aliás, me deixou muito impressionada. Tudo bem... algumas vezes, em horários de fechamento em que precisávamos de alguma ajuda, ouvimos coisas como "por causa desses trainees" ou "ah, são esses trainees aí".
  Mas trainees só até amanhã. 
Ei, Johanna, trainee, só até amanhã, mesmo, mas espero que este não seja seu último post

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h17

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Jornalismo no Nordeste é diferente?

Renata, de Recife: "Agora fiquei curiosa: por que "fazer jornalismo no Nordeste é bem diferente daqui do Sudeste"? Sério?"

Camila, também de Recife: "Também fiquei muito curiosa, Ana. Ivy já fez jornalismo no Nordeste?"

As perguntas vêm de um comentário da Ivy, ao sugerir a leitura de "O que é ser jornalista", de Ricardo Noblat: Tem as memórias dele e suas histórias são interessantes porque fazer jornalismo no Nordeste é bem diferente daqui do Sudeste.

Eu nunca fiz jornalismo no Nordeste e não li o livro do Noblat (por isso não sei se o que ele conta tem diferenças em relação ao que eu conheço).

Por isso, fui consultar a Ivy:

Sou meia baiana: nasci em São Paulo, mas passei boa parte da minha vida em Salvador (minha família ainda mora lá). Fazer jornalismo no Nordeste é bem diferente do Sudeste por diversos motivos:

a) falta de grana- lá os jornais não têm condições de ficar mandando repórter para rua, comprar boas fotos, pagam maus salários e temos que nos virar em dobro lá para fazer um bom trabalho;

b) dificuldade de acesso a informação: tente ligar para uma assessoria de imprensa dizendo que você é de um jornal de lá. Depois tente falando que é daqui. A diferença no atendimento ou na hora de ser priorizado para uma entrevista é grande. Minha amiga do Sul também reclama da mesma coisa.

c) coronelismo - Na Bahia, Estado que conhecço bem, o ACM manda na TV Bahia afiliada da Globo) e tem também um jornal, "O Correio da Bahia", além de rádios e canal na tv por assinatura. O jornal é tipicamente carlista, enquanto o concorrente, "A Tarde", não é (e por tal opção é retaliado em publicidade). Estas diferenças políticas fazem uma diferença na vida do jornalista, que muitas vezes encontra má vontade por parte das fontes que são a favor ou contra o jornal.

Estas são opiniões pessoais, claro. Eu falei com o Noblat (cheguei a ser correspondente do blog dele de Nova York) e ele também concordou comigo que o jornalismo lá era diferente (ele trabalhou na "Veja", no "Estado", no "Correio Braziliense"...).

Sinceramente, acho que o Nordeste tem excelentes jornalistas e grandes escolas de jornalismo -a UFBA é um bom exemplo. E acho que, por
estarem fora do eixo Rio-São Paulo, os jornalistas de lá são mais aplicados em buscar informações, livros, filmes, que aqui para gente é bem mais fácil, temos tudo na mão.
 

E vocês, o que acham? Alguém trabalhou nas duas regiões e quer comentar?

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h30

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Meu editor é...

Meu editor é...

A dica faz parte de uma discussão sobre como lidar com os defeitos de seu chefe. Clique aqui para ver como a conversa começou.

Outros defeitos: fominha, desligado, incompetente

Em outro post, uma reflexão sobre por que alguns editores são tão duros.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h10

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Quatro livros

Quatro livros

Minha colega Ivy Farias recomenda quatro livros:
 
"Trânsito Assassino", de Marc Tawil:
 
É um livro reportagem sobre os acidentes de trânsito e fazem parte de uma coleção muito bacana, a Repórter Especial, da editora Terceiro Nome. É um livro pequeno mas é um exemplo de reportagem porque o cara foi a fundo e descobriu um monte de coisas legais, tipo qual foi o primeiro acidente de trânsito do Brasil etc.
"Às Margens do Sena", de Reali Jr. e Gianni Carta, da Ediouro [entre no site e coloque o título na caixa de busca]:
 
O seu Reali pegou todas as memórias dele e contou um pouco da vida de correspondente internacional. As histórias dele são ótimas, ainda bem que viraram livro.
 "Repórter do Século", de José Hamilton Ribeiro, da Geração Editorial:
 
Tem as sete reportagens que ganharam os sete prêmios Esso dele, inclusive a do Vietnã, na qual ele perdeu a perna a serviço dos Diários Associados
 
"O que é ser jornalista", de Ricardo Noblat, da editora Record:
 
Tem as memórias dele e suas histórias são interessantes porque fazer jornalismo no Nordeste é bem diferente daqui do Sudeste

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h47

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Quantos são?

Quantos são?

Você está fazendo uma matéria sobre os usuários do Second Life e conclui que habitam simultaneamente 40 mil pessoas nos 650 km2 virtuais.

Seu editor pede que você contextualize esse dado. Como você faz isso? Que informação usa para contextualizar e como faz para obtê-la?

veja aqui outros exercícios do blog

[AVISO - a resposta hoje vem beeem mais tarde, porque estamos fechando o caderno final desta turma de treinamento]

HOJE, SÓ AMANHÃ

O fechamento aqui ainda vai longe, por isso adio para quinta os comentários sobre o exercício, OK? Boa noite a todos.

COMENTÁRIOS MATUTINOS

Quando a genta pensa em contextualizar um número, em geral há quatro caminhos (que podem ser somados):

  1. mostrar quanto esse número representa no total
  2. dizer se ele está crescendo ou diminuindo
  3. verificar se ele é o menor ou o maior da série ou compará-lo com o menor ou maior já ocorrido na história
  4. compará-lo com fenômenos conhecidos, que permitam ao leitor ter uma idéia do tamanho

Dois cuidados importantes:

  • os números para comparação têm que vir de fontes confiáveis. A internet ajuda, mas nem sempre é segura. E há casos em que é mais rápido abrir um Atlas ou um dicionário que ficar rodando o Google atrás de um dado.
  • Além de informar a fonte, é importante sempre dizer a data dos dados obtidos.

O exercício de hoje vem de uma matéria publicada ontem no caderno Informática (Bolha do Second Life começa a murchar). Vocês deram ótimas sugestões, a maioria delas para o ponto 4:

Gabriela, de Natal, sugeriu comparar com a densidade demográfica do Brasil, disponível no IBGE. Boa idéia e boa fonte de pesquisa. Como lembra o André, de Campinas, a população no Brasil se distribui de forma irregular, por isso talvez pudesse ficar ainda melhor se encontrássemos, numa região do país, uma densidade semelhante.

O Diogo sugere dados do Censo (boa fonte) para comparar o Second Life com municípios brasileiros. A Bruna, de BH, achou uma boa comparação com a cidade em que ela mora, um lugar bastante conhecido pelos leitores. E a fonte que ela sugere também é o IBGE, boa fonte.

A Amanda, de São Paulo, teve idéia parecida e acrescenta algo que faz sentido: dizer se a cidade é uma das maiores ou das menores do país.

Nesse ponto, a Amanda dá uma boa dica para afinar a segunda sugestão da Bruna: achar um país com densidade parecida --o Bahein, diz ela. Faço duas observações: falta dizer de onde sairia esse dado e seria bom dizer se o Bahein é um dos mais ou dos menos populados países do mundo.

É o que o Ricardo e o Rafael sugerem também, mas eu pediria ao meu repórter que não usasse a Wikipédia como fonte. Como vocês sabem, a Wikipédia é uma enciclopédia aberta e tem ainda mais erros que as fontes de referência consagradas --Atlas, institutos geográficos, enciclopédias estabelecidas como a Britânica.

O Rafael lembrou de colocar o Second Life no ranking dos países: entre o 107º e o 108º. Ótimo. Pra ficar perfeito, seria importante dizer quantos países compõem o ranking.

Grazieli, de Porto Alegre, teve uma idéia criativa: é como a população da cidade tal espalhada pela área do Estado Y. Ou, dependendo do caso, é como a população do Estado Z concentrada na área do Estado M. É uma conta fácil de fazer, nem precisa chamar um estatístico.

Roberto Takata põe o pé num outro caminho de comparações, que é o de mostrar outros lugares virtuais. É um contexto que coloca o Second Life dentro do universo geral de que ele faz parte (pontos 1, 2 e 3).

E o Paulinho sugere uma nova pauta: mostrar os outros índices do Second Life. Seria divertido, mesmo, colocá-lo em outros rankings. É bom correr antes que a bolha murche de vez.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h20

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Meu editor é...

Meu editor é...

 

 

A dica faz parte de uma discussão sobre como lidar com os defeitos de seu chefe. Clique aqui para ver como a conversa começou.

Em outro post, uma reflexão sobre por que alguns editores são tão duros.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h08

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Juízo final

"... la vida se encargará de decidir quién sirve y quién no sirve".

É isso que está escrito no site da FNPI para explicar a razão de seus cursos não expedirem diplomas nem fazerem provas.

Precisa mais?

(Agradeço à Thaísa, que me mandou a frase.)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h11

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Meu chefe é...

Dia 11 de junho a editora de economia do jornal "Metro", Lilian Cunha, publicou uma matéria cujo título é justamente "Como lidar com seu chefe".

Ela cita estudos que dizem que o "estilo" do chefe determina até 70% do clima do ambiente de trabalho e diz que a maioria dos problemas vem do julgamento errado que chefe e subordinado fazem um do outro.

A reportagem (que pode ser lida em PDF nos arquivos do jornal) não fala de editores em específico, mas de chefes em geral, nos quais se identificam dez tipos diferentes.

Como todas as classificações, deve ser lida com bom senso, lembra a Lilian. Ninguém é um tipo só nem é igual a vida toda.

Perguntei pra Juliana, minha assistente, que tipo de chefe eu sou. Ela escolheu dois dos dez estilos citados pela Lilian: fominha (que está lá em cima) e desligado (lá embaixo).

Nos dias seguintes vou colocando aqui no post os outros tipos, para você escolher (ou, quem sabe, inventar) o seu.

As descrições que a Lilian faz, as sugestões de como lidar com seu chefe e as ilustrações do Spartacus são muito divertidas e podem ser úteis.

Mas é importante lembrar estamos falando de relacionamento, ou seja, tem duas mãos. A reação do chefe depende também do tipo de chefiado. Um mesmo editor pode ser compreensivo com um repórter e extremamente exigente com outro. Não é porque ele ame um e odeie o outro, mas porque a personalidade e comportamento de cada um deles provocam nele reações diferentes.

Por isso, não se esqueça também de:

  • tentar pensar em que tipo de chefiado você é (veja quais defeitos atribuídos ao editor se aplicam também a você)
  • manter o diálogo aberto. Uma das coisas que mais funciona é conversar, pedir uma avaliação franca do editor, entender o que ele espera de você
  • se estiver difícil essa conversa, peça ajuda a um editor-assistente, que pode fazer a ponte ou, alternativamente, explicar que problema seu editor tem com você

E vou ficar por aqui, esperando que a Ju me ofereça ajuda, deixe claro que não quer puxar o meu tapete e me lembre de tudo o que costumo esquecer.

 

Em outro post, uma reflexão sobre por que alguns editores são tão duros.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h05

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Fotos que mudaram o mundo

 
 
Meu leitor Gabriel também sugere outras 100 fotos que também mudaram o mundo, estas da "Life".
 
RAFAEL TARGINO, meu trainee, me mostrou esta galeria da NBC: as fotos de 2005, para ver com o som ligado. Um aviso: as fotos são lindas, mas algumas são muito fortes e muito tristes. Escolha o momento certo para ver... (e não veja se estiver deprimido...)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h58

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Odeio meu editor (ou meu editor me odeia)


Esta gracinha de cartaz está pendurada no mural da minha assistente, Juliana

Faz umas semanas, contei sobre um enorme erro que cometi no primeiro mês de trabalho e o apuro que passei com uma editora impaciente.

Na época, alguns leitores me pediram que falasse mais sobre a relação entre chefes e chefiados. L., de São Paulo, escreveu:

O tom geralmente não é civilizado entre subordinados e chefes, principalmente no jornalismo, você sabe. Geralmente as broncas são seguidas de ameaças de demissão etc. Como reagir quando se é novo na área? Ainda mais num país em que você tem sempre de estar pensando em não se queimar, ter de deixar a porta aberta, fica complicado. Me formei recentemente, 1 ano, não estava acostumado com esse tipo de situação, de tratamento, chefe chamando funcionário de "ESSA GENTE". E outra, não é a falta de qualificação, um faxineiro seria mais educado e polido -é mediocridade, mesmo. Enfim, a resposta está aí mesmo, eu acho: deixar rolar, ter mais atenção e o lixo que entra por um ouvido sai pelo outro.

Manuela de Recife, foi numa linha semelhante:

Acredito que, em nome do emprego, até é possível engolir um sapo ou outro, mas muitos chefes tratam os subordinados como uma subespécie de jornalista (ou de gente), sem levar em conta questões como a ansiedade e o medo de errar -comuns aos jornalistas mais novos, recém-formados e com pouca experiência.

O assunto merece mais de um post. O de hoje será sobre de onde vem o "tom não civilizado" (ou, como diz o cartazinho da Juliana, como entender seu chefe).

Antes é preciso dizer que há horas em que um editor tem que ser chato. A função principal dele é garantir que o jornal seja o melhor possível. Isso exige cobrança, avaliação crítica, exigências e orientação.

O editor pode estar azucrinando nossa vida porque cobra muito, reclama do que fazemos, exige demais, mas na maioria dos casos ele não faz isso por um prazer sádico de nos ver infeliz. Ele está é olhando só para os fins e deixando de ver os meios.

Editores estúpidos muitas vezes se esquecem de que o jornal será melhor se a equipe trabalhar melhor. Eles se esquecem da última palavra na linha amarela ali de cima: orientação.

No caso que eu contei sobre mim mesma, minha editora queria me matar por um motivo simples: eu era uma péssima repórter. Nesse ponto, ela tinha razão. Eu era mesmo muito ruim, verde, ingênua, desinformada.

A solução que ela viu para mim foi a rua. Um outro editor achou que eu tinha potencial e viu uma alternativa: me pôs num lugar em que eu tinha espaço para aprender.

E isso faz toda a diferença.

Portanto, sim, é verdade, existem editores grossos. Uns poucos são assim de nascença, ou, digamos, por personalidade --congênita ou adquirida, o resultado é o mesmo.

Mas a maioria não é má em si. Tem momentos grosseiros.

Ser chefe num jornal envolve editar bem (escolher as notícias, desenhar boas páginas, ter ótimas idéias novas, melhorar títulos e textos) e isso editores sabem fazer: se foram promovidos, é quase sempre porque são bons jornalistas.

Mas também envolve contratar, demitir, administrar férias e folgas, evitar e corrigir erros, planejar e contornar planejamentos que furaram, distribuir bem recursos escassos (pouca gente, pouco tempo, pouco dinheiro). Quase nunca um jornalista foi treinado para isso.

No que toca aos relacionamentos, então, eles ficam incivilizados por dois motivos:

  • são inseguros e tentam manter a autoridade por meio do autoritarismo
  • não sabem como desempenhar as funções de gerente
  • são impacientes e intolerantes: em vez de ensinar, reclamam

Tenho que confessar que eu mesma já cometi os três pecados.

Quando virei editora-assistente, aos 20 e poucos anos no meio das cobras de Brasil, tentava me impor pela distância. Daí pra arrogância e a rispidez é um passinho bem pequeno.

Na época da "Folha da Tarde" eu já nem era inexperiente, mas continuava uma bruxa por imaturidade. Acho até que tinha razão nas críticas que fazia e que sabia o que sugerir para melhorar. Mas errava feio no jeito de dizer isso.

Hoje meu maior perigo é a impaciência: como repito muita coisa a cada turma de treinamento, às vezes me esqueço de que este coitado nunca ouviu tal orientação antes, foi o coitado da turma anterior; a culpa não é dele, mas minha, que não expliquei direito.

A boa notícia é que as pessoas melhoram.

Os grossos por inexperiência, por exemplo, ficam cada vez mais experientes e assim menos inseguros. Já os impacientes precisam aprender dando cabeçadas e se arrependendo.

Para quem cai no cargo de editor sem ter sido treinado (e para os outros também), há um livro excelente: "The Effective Editor" (não existe em português). Já salvou muito sujeito em risco de enfartar.

Por fim, é preciso dizer que alguns editores já nascem legais. Ontem mesmo, no plantão de domingo, eu estava ao lado de um.

O cara ouve o que você tem a dizer, pode até discordar, mas leva em consideração, aceita sugestões, não tem medo de arriscar, toma decisões e se responsabiliza por elas.

É seguro, mas não é prepotente. É simpático, mas não paternalista. Não é meu "amiguinho" (editor amiguinho é ainda pior que editor chato, sabia?). É só um chefe de bem consigo mesmo e com os outros.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 06h10

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Folha, história, cultura e mais

PROGRAMA DE TREINAMENTO DA FOLHA

A Folha recebe até 5 de julho inscrições para a 45ª turma do Programa de Treinamento em Jornalismo Diário

HISTÓRIA DO BRASIL CONTEMPORÂNEO 

Começa em agosto curso da FGV de história do Brasil. As aulas são aos sábados, quinzenalmente, das 8h30 às 17h30.

CANÇÃO AMERICANA

A Casa do Saber/Jardins faz curso de oito aulas sobre canção americana, com Zuza Homem de Mello. Começa dia 3/7. Aulas às terças e quintas-feiras, às 20h.

BENS CULTURAIS

Começa em agosto pós-graduação da FGV sobre projetos privados e públicos relacionados a ações culturais e produção de bens culturais. Aulas aos sábados, quinzenalmente, das 08h30 às 17h30

TEATRO MODERNO

Casa do Saber/Jardins começa em 10/7 curso de quatro aulas sobre teatro moderno americano.

CINEMA DOCUMENTÁRIO

A FGV abriu inscrições para mais uma turma da pós-graduação de documentário. As aulas começam e agosto e serão às segundas e terças, das 19h às 22h30

JORNALISMO DIGITAL

As vagas se esgotaram, mas há uma lista de espera para o programa avançado em jornalismo digital que o Master em Jornalismo faz em agosto.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h58

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Quando memória é informação

Quem conseguir pôr a mão numa edição d´"O Globo" de hoje não deve deixar de ler o texto da página 29.

O repórter Rodrigo Fonseca, que cresceu na Penha, usa suas lembranças para contar como surgiu a violência que hoje virou notícia --com 25 mortes e 63 feridos em menos de dois meses.

A história é pessoal sem ser piegas e, embora subjetiva, é cheia de informação.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h59

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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