Programa de Treinamento

Novo em Folha

 

Você publicaria a carta de um serial killer?

Você publicaria a carta de um serial killer?

A pergunta deste domingo é da Manoela, depois de assistir ao filme "Zodíaco":

Um serial killer está aterrorizando a população da sua cidade. Um dia, o jornal que você dirige recebe uma carta supostamente escrita pelo criminoso, em que ele fala das mortes, envia um código que diz conter informações sobre sua indentidade e faz uma ameaça: cometerá uma série de novos assasinatos caso o jornal não publique sua carta na íntegra e na Primeira Página.

Você publica?

COMENTÁRIO DO FIM DO DIA

Não queria estar na pele desse editor. Minha tendência é não atender ao pedido, mas me sentiria culpada até o fim dos dias por cada outra morte que o sujeito cometesse.

Como alguns disseram, ele é serial killer, ou seja, um assassino incurável. E render-se a chantagem é péssima escolha, porque depois de uma sempre vem outra.

Houve um caso muito famoso em 95 --talvez vocês sejam jovens demais pra se lembrar.

Dois dos jornais mais importantes do mundo, "New York Times" e "Washington Post", atenderam à exigência de um terrorista conhecido como Unabomber (o nome verdadeiro era Theodore Kaczynski) e publicaram um manifesto de oito páginas intitulado "A Sociedade Industrial e seu Futuro" (clique aqui para ler trechos traduzidos para o português).

A decisão foi respaldada pelo FBI. Unabomber já havia mandado várias cartas-bombas a cientistas e eles esperavam, com a publicação, impedir novos ataques e talvez ajudar na identificação do criminoso.

Saiu no dia 19 de setembro de 1995. David Kaczynski leu e achou o estilo do texto muito parecido com o de seu irmão, Theodore, ex-professor de matemática da Universidade da Califórnia em Berkeley, formado em Harvard e na Universidade de Michigan.

E o terrorista foi preso. Final feliz, mas, de novo, não queria estar na pele dos editores.

[O NYT tem a matéria em arquivo, mas é preciso pagar para lê-la]

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 22h08

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E que tudo o mais vá pro inferno

O termo "reportagem com auxílio de computador" faz você bocejar?

Você pensa imediatamente em tabelas e mais tabelas, números, porcentagens, orçamento federal ou financiamento de campanha?

Engano seu.

Uma das matérias de maior sucesso do Steve Doig (leia aqui sobre ele) foi sobre... os nomes mais comuns dos cachorros de Miami!

Quer outro exemplo? Este é brasileiro e foi feito por um aluno da ECA, Gustavo Martins.

Orientado por Claudio Tognolli, ele compilou 3.073 rimas de todas as músicas em português que estiveram entre as cem mais executadas em rádio de 2001 a 2005.

Analisou os dados no Excel e descobriu quais são as mais usadas. O eterno Roberto Carlos já sabia:

Não suporto mais/ você longe de mim
Quero até morrer / do que viver assim

é o registro prático da rima mais copiada na música nacional. Veja os 11 pares mais recorrentes:

assim / mim 58
coração / paixão 38
dizer / você 27
fim / mim 24
esquecer / você 22
coração / solidão 18
ver / você 18
amor / dor 15
assim / fim 14
carinho / sozinho 12
coração / mão 12

E para completar o sabadão, ouça aqui Roberto Carlos repetindo a rima mais uma vez.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h21

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O gato sumiu

Vou aproveitar o intervalo de um curso que faço aos sábados para usar os computadores da escola e comentar algo da série "errando e aprendendo".

Fui ontem à tarde filmar para um projeto deste curso, de documentário. De cara, já não levo bolsa, para não ter que me preocupar com isso. É uma dica que vale para reportagens: quanto menos trambolho com que se preocupar, melhor para a apuração.

Mas tinha a mala da câmera (emprestada), a caixa da lente (minha), fitas já gravadas, fitas virgens etc., que deixei num canto da sala enquanto filmava.

Terminada a sessão, olho pela janela e vejo um enorme caminhão de bombeiros, luzes girando, escada magirus começando a subir.

Claro, peguei a câmera e fui lá para fora. Gente se aglomera. "Pula! Pula!", gritam alguns. O que será que tem lá? Os bombeiros operam a escada até que ela encoste num pequeno jardim na fachada do prédio, na altura do sétimo andar. Um sargento sobe pela escada, mais gente comenta, "É um gato!", "Será um gato?", "Deve ser um gato!".

Dou zoom e vejo o bombeiro tentando pegar algo. Ele grita lá pra baixo, a escada precisa mudar de lugar, mais manobras, mais tentativas e o bombeiro sacode o gato agarrado por uma perna. Outro soldado sobe e leva algo que permita ao primeiro trazer o bichano de forma mais confortável (e segura).

Uns mandam ele jogar o bicho, outros ficam indignados, outros incentivam, muitos riem e eu superpreocupada com as coisas que deixei na sala. A operação já dura cinco minutos, todos estão indo embora, se furtarem as fitas que gravei hoje estou frita!!!

E o sargento desce, agora todos aplaudem, chego perto, filmo o bichinho, assustado, coitado, que vai para os braços da dona.

Mas ela está do outro lado, e minhas coisas, e o tempo, e no máximo agora dá para pegar o nome do sargento e voltar correndo.

Final agridoce, estava tudo lá no lugar, mas não contei a história direito, como devia. Moral do caso: antecipe problemas. Meu filme era sobre algo controlado, mas o inesperado não marca hora. O mesmo vale para nossas pautas do dia-a-dia. Carregue o menos possível, tenha tudo pronto para registrar o que aparecer.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 11h18

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Meu computador na UTI

O computador de casa pifou (pela oitava vez este ano) e me impediu de atualizar o blog de manhã.

Vocês, leitores, ficam de folga então neste sábado, pelo menos até as 18h, quando estarei de plantão no jornal (até a meia-noite! Pensa que vida de jornalista é fácil?).

Aproveitem o sol.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h05

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Curtas de sexta

BBC BRASIL PROCURA PRODUTOR

Quem me mandou a dica foi meu leitor Thiago, que acaba de ser demitido da rádio em que trabalhava (vou contar a história dele outro dia). Num ótimo exemplo de solidariedade, ele me sugeriu que divulgasse aqui no blog esta vaga que encontrou, na procura por um novo emprego:

A BBC Brasil está selecionando candidados para a posição de produtor (repórter/redator).

ENTREVISTA COM BORIS CASOY

O Comunique-se vai fazer uma entrevsita interativa com o apresentador do TVJB, Boris Casoy, no dia 28/06, às 14h. O bate-papo terá perguntas feitas pelo presidente do Comunique-se e por usuários do portal (é preciso se cadastrar). Endereço da entrevista: http://webcast.comunique-se.com.br/papo

BANCOS DE CURRÍCULOS

Meu blogbudsman Roberto Takata perguntou se há um "banco de frilas" em algum site.

Meu amigo Ricardo Meirelles, que sabe tudo, lembrou que é possível cadastrar currículos no site do Comunique-se (no menu do lado esquerdo, clicar em "Banco de Empregos"; na página que se abrirá, clicar em "Solicitar oferta" e inserir os dados) e no sindicato de jornalistas do RJ

Não sei dizer se alguma empresa realmente consulta esses cadastros.

CURSOS NO RIO

Agência Consciência dá dicas culturais e informa sobre cursos no Rio.

OS COADJUVANTES DO CASO WATERGATE

Para quem gosta de história da imprensa, Alicia Shepard fala sobre os outros jornalistas que fizeram o caso Watergate acontecer.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 12h09

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Ferramentas de investigação

Ferramentas de investigação


Bagger 288, a maior escavadeira do mundo, tem 240 metros de extensão por
60 metros de altura e é capaz de escavar por dia 240 mil metros cúbicos
(um campo de futebol escavado até a profundidade de 33 metros)

Outro dia eu contei sobre a palestra que Steve Doig deu aqui na Folha.

Aqui estão alguns recursos que ele sugeriu para jornalistas.

Programas que você pode usar na apuração de uma reportagem:

  1. Word - para achar, com a função "localizar", palavras ou nomes em um documento de muitas páginas
  2. Planilhas (como Excel) - para ordenar dados ou nomes, relacionar dados, fazer cálculos e estatísticas
  3. Bases de dados (Access, Filemaker) - para cruzar dados de origens diferentes
  4. Programas estatísticos (SAS, SPSS) - para tirar conclusões dos dados
  5. Programas de mapas (ArcMap, Google Maps) - traduzem informação de forma gráfica. Veja um exemplo que ele deu, como realmente fica claro e rápido de "ver" o que o texto levaria parágrafos para explicar:
  6. Programas exóticos (GPS, intranets, web, mapas interativos)

Steve também indicou programas gratuitos:

  1. Docs.Google.Com – o Google tem uma planilha de cálculo gratuita e interativa
  2. OpenOffice.org – mais uma planilha de cálculo para software livre [Meu colega GUSTAVO VILLAS BOAS, repórter do caderno Informática, informa: o OpenOffice tem todos os softwares de escritório (editor de textos, programa de apresentação tipo Power Point etc.), como o pacote Office da Microsoft. Os programas são tão bom quanto os pagos; a única coisa que eu lembro para quem usa, ou quer usar, programas em software livre é que é preciso ficar atento ao formato de arquivo na hora de gravar, principalmente se for para abrir em outro computador ou enviar para terceiros. Os formatos padrões não são o mesmos dos programas pagos, mas é só mudar na hora do Salvar Como para documento do tipo Word, por exemplo.]
  3. Google Maps - tem um novo recurso gratuito, “My Maps”

A Redação ideal, para Steve, é aquela em que:

  • Todos os repórteres sabem que os recursos acima existem
  • Muitos são capazes de usar planilhas de cálculo
  • Alguns sabem usar bancos de dados
  • Pelo menos um sabe usar programas de estatística, mapas etc.

Ele também listou sites úteis para achar dados, exercícios, indicações de recursos, dicas de investigação etc.

www.ire.org
PowerReporting.com
www.poynter.org

www.reporter.org/desktop/
Search Google for “cybertimesnavigator” (guia de tecnologia do "New York Times)
www.LexisNexis.com (pago)

e, no Brasil:

www.abraji.org.br
www.ibge.gov.br

Só pra lembrar, neste post, Marcelo Soares dá sugestões de onde conseguir dados no Brasil

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h23

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Qual é a manchete?

Qual é a manchete?

Entre as três notícias (fictícias, claro) abaixo, qual você escolheria para manchete de um jornal como a Folha?

  • Taxa de desemprego cresce 20% no primeiro semestre
  • Estoura guerra civil na Venezuela
  • Parente de presidente admite envolvimento em fraude

Esse tipo de pergunta é comum em testes de seleção. É o típico caso em que vale menos a resposta em si e mais a argumentação que você usa para justificar sua escolha.

O que vocês me dizem? Comento amanhã.

COMENTÁRIO DO FIM DO DIA

Escolha difícil, né? Mas, por mais fictício que seja esse exercício, há dias em que duas notícias excepcionais acontecem e fica duro decidir qual é manchete (três desse porte eu nunca me lembro de ter visto, mas duas, já).

Quando era editora-chefe da "Folha da Tarde", tive que fazer uma escolha desse tipo. No mesmo dia em que Collor renunciou aconteceu o cinematográfico assassinado de Daniella Perez [leitores que forem muito jovens para lembrar desse caso pesquisem no Google. Foi uma comoção].

Na Folha a escolha seria óbvia, mas na "FT", um jornal mais popular, em que violência e televisão são assuntos importantes, era preciso dar muito destaque para o crime.

Collor foi manchete, mas Daniella ganhou uma caixa no alto da capa, em cima do título principal.

Como eu disse, nesses testes de hierarquia, em geral interessam mais os argumentos que a resposta. As três notícias são fortes e poderiam ser manchete. Se houvesse certo ou errado nessa área, os jornais não seriam diferentes todos os dias.

Pra ajudar a pensar, o Manual da Redação da Folha faz uma hierarquia de notícias (com a ressalva de que, dentre as de mesmo impacto, as exclusivas valem mais):

  1. fatos de incontestável interesse geral e notícias de utilidade pública
  2. acontecimentos que provocam grande comoção, dinâmicas de relação entre instituições e público, análises originais
  3. outras

Nosso problema é que as três opções estão na categoria 1, pelos argumentos que vocês colocaram nos comentários: crescimento forte do desemprego afeta diretamente o leitor e tem impacto forte no país; parente do presidente envolvido em fraude, por menor que seja, é crise institucional e pode ter desfecho grave; guerra civil num país vizinho, com histórico conturbado e relações ambíguas com o Brasil, tem importância histórica e institucional e pode ter conseqüência econômicas (por causa do petróleo).

É um típico dia em que haveria pelo menos dois títulos bem fortes na capa, uma manchete, com letras maiores, e uma chamada acima dela, com letras menores, mas destaque correspondente.

Claro que temos poucos detalhes para um julgamento mais completo. Por afinidade pessoal e um pouco de intuição, eu daria manchete para a fraude e colocaria a guerra civil com muito destaque no alto, se possível com foto. E daria, claro, um título bem forte para desemprego, em quatro colunas, logo abaixo da fraude.

Não quer dizer que eu discorde das opções que vocês deram. Como disse, o importante é a argumentação, e isso vocês fizeram muito bem.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h00

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Comes e bebes

Comes e bebes

Tenho que confessar: morro de inveja do blog do Katsuki.

Vocês já deram uma olhada? Ele não é só bem feito, bem-humorado, cheio de informação e atualizado constantemente.

Ele é lindo!

As fotos, a diagramação, as vinhetas, tudo é elegante.

Também, é covardia: o dono do blog também é bem-humorado, cheio de informação, conhece lugares novos todos os dias e ainda é formado em arquitetura e diretor de Arte da Folha Online...

Mas o assunto ainda é como escrever sobre restaurantes (leia discussão anterior), e foi para isso que pedi ajuda ao Katsuki.

Minha principal dúvida era se, pelo fato de o blog ter uma foto dele, isso não o tornava conhecido demais a ponto de influenciar o atendimento. Ele reponde, e ainda chama a atenção para uma questão bem importante nesse tema: quando e como falar do que não é bom:

Oi Ana, tudo bem?
Sinceramente, nunca pensei em fazer crítica de gastronomia. Sempre falo no blog de tudo o que se refira a comida/bebida, mas meu foco é mais entretenimento. Claro que quando a comida é boa acabo comentando, afinal as pessoas esperam alguma opinião minha e acaba funcionando como uma dica ou indicação.

Nunca me identifico, exceto quando sou convidado, e nesses casos fica claro no post pois falo dos outros jornalistas com quem dividi mesa, falo que fui conhecer pratos fora do cardápio e portanto sem preço etc. Mas não acho que isso interfira na comida, pois não dá para um mau cozinheiro fazer milagre na cozinha porque algum jornalista está no restaurante, né?

No máximo a porção pode vir maior, mas não mais saborosa.

Eu procuro sempre dar indicações de lugares novos ou inusitados, que acabo descobrindo andando pela cidade, principalmente a tal da 'baixa gastronomia'. Acho mais divertido, assim como temas como signos x comida, programas de TV e outros assuntos que não são necessariamente pratos, bares ou restaurantes, e que os leitores gostam, comentam, acham divertidos.

Quando vou a algum lugar e encontro problemas na comida ou no atendimento, tomo o maior cuidado para tratar do assunto, e algumas vezes prefiro simplesmente não dar o post. Não por omissão, mas porque precisaria de mais oportunidades para pesquisar o lugar, voltar outros dias, testar outros pratos, para não cometer uma injustiça ou fazer uma crítica leviana. E, como eu quase nunca consigo voltar aos lugares, fica difícil.

Quanto à foto no blog, nunca influenciou em nada, pois continuo sendo atendido como era antes de ter o blog. Ou seja, sem nenhuma mordomia, hehe. Já fui reconhecido por alguns leitores mas é raro.

Acho que o Josimar pode te falar melhor sobre o assunto, afinal ele é o nosso crítico de gastronomia por excelência, né? Eu tô mais pra Guia do que Ilustrada, hehe.

[PS - Ah, Kats, é inveja do bem, tá?]

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h39

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Esporte, cultura e TV

O Espaço Cult faz curso de jornalismo esportivo, com Juca Kfouri, de jornalismo cultural, previsto para agosto, de música e cultura, com muitos professores que trabalham em jornalismo cultural, e de telejornalismo.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h56

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Bolsas para estudar fora

Bolsas para estudar fora

GRÃ-BRETANHA

O governo britânico recebe, até o dia 31 de julho, inscrições para o Programa Chevening de bolsas de estudo. São 70 bolsas de pós-graduação em universidades britânicas para o ano letivo de 2008/2009, abertas a profissionais em início ou meio de carreira.
 
 

ESPANHA

A Fundação Carolina, criada pelo governo espanhol, mantém um programa permanente de bolsas de estudo na Espanha, voltado para especialização, pós-graduação, pesquisa e formação de professores.
 

 
Estão abertas as inscrições para a seleção do Programa Balboa para Jovens Jornalistas Ibero-americanos, oferecido pela Fundação Diálogos, da Espanha. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de junho. A institutição oferece 20 bolsas, com ajuda mensal de US$ 1.340. Os inscritos concorrerão com jornalistas de toda América Latina.

Candidatos devem ser graduados em jornalismo, ter menos de 30 anos e domínio do espanhol, comprovado por meio de um certificado do Instituto Cervantes ou similar.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h25

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Prêmio para estudantes

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo abriu inscrições para o 3º Prêmio Vladimir Herzog de Novos Talentos.

Podem concorrer estudantes de jornalismo das faculdades do Estado de São Paulo, com matérias sobre direitos humanos veiculadas em jornais-laboratório entre setembro de 2006 e setembro de 2007.

As inscrições vão até 20 de setembro.

PROGRAMA NA ESPANHA
 
O Programa Becas LÍDER leva à Espanha  jovens recém-graduados da Ibero-América para uma imersão de três semanas nos temas mais relevantes da atualidade na Espanha e Portugal.
 
É preciso ser indicado pela sua universidade.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h17

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Carlos Fino no Rio

O jornalista português Carlos Fino, que cobriu ao vivo o bombardeio de Bagdá, irá ministrar nos próximos dias 21 e 22 (quinta e sexta-feira), das 16h às 20h, o curso "Jornalismo Internacional em Tempos de Guerra e Política Depois da Queda das Torres", no auditório da Associação Brasileira de Imprensa – ABI, no Rio.

As inscrições para o curso são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail do Departamento de Comunicação Social do Iacs/UFF (gco@vm.uff.br), indicando o assunto "inscrição - curso de jornalismo internacional". Os interessados devem informar nome, endereço, telefone e profissão (no caso de estudante, indicar o curso e a instituição de ensino).

Informações:
Renata Parreira
Cel: (21) 96213438
E-mail: reparreira@gmail.com

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h25

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Emergências

Emergências

Pensando no exercício de domingo (acidente em Manaus): todos nós estamos sujeitos a isso numa Redação.

Mesmo que você trabalhe na Folhinha ou em Veículos. Pode haver um dia em que você será o único repórter disponível, e vão jogar a batata quente na sua mão.

Como se preparar?

1. cuide bem da sua agenda. O Thiago contou que, na Agência, eles têm uma listona de telefones úteis. Redações costumam ter alguém encarregado de fazer a ronda (ligar para polícia, Bombeiros, Defesa Civil, departamento de trânsito etc.). Em geral, editorias de cidades também fazem uma lista dessas (antigamente, era um caderno chamado de "seboso". Não sei se ainda é assim em algum lugar). Mas não confie nessa muleta. E se o rojão estoura quando nenhum deles está por ali? Peça uma cópia pra eles e anote tudo na sua agenda.

2. mire certo. Se houver pouco tempo para o fechamento, vá no essencial. Neste caso, a única coisa que interessa é saber se um avião caiu ou não. E isso quem vai responder é Aeronáutica ou Infraero, em Brasília. No máximo, a torre de Manaus, mas eles não costumam confirmar. Claro que seria importantíssimo dizer quantos passageiros estavam a bordo, o prefixo da aeronave, o lugar preciso da queda, porque todo leitor que tiver conhecidos viajando na área ficará muito aflito. Mas o primeiro tiro tem que ser para confirmar a queda, pois só há 30 minutos para apurar.
ADENDO: meu colega MAURO ALBANO, coordenador interino da Agência, me informa que a Anac é uma das primeiras a dar informações sobre a eventual queda de um avião. Essas informações, diz ele, são sempre confirmadas pelo Ministério da Defesa (a quem a Aeronáutica e a Anac são subordinadas).

3. publique on-line. Se seu jornal tem versão on-line, faz sentido dar a nota assim que o acidente for confirmado e ir acrescentando as informações conforme elas forem sendo apuradas.

4. tire vantagem da interação. Publicar on-line costuma ter uma vantagem adicional: interação. Leitores daquela área podem ligar para passar informações ou dar depoimentos. Crie um canal para isso (claro, você terá que checar antes de publicar na matéria).

5. ache alguém no local. Luisa, do Rio, Alexandre, de Rio Preto, e o Diogo, de Floripa, sugerem que se encontre um frila em Manaus, o que, com certeza, é importante nessa hora. O ideal, claro, é que o jornal já tenha alguém na manga, porque será muito difícil achar um frila "no escuro". Sem contar que, como diz o André, de Campinas, é importante ser um jornalista em quem você sabe que pode confiar. Aqui, de novo, agenda é tudo. Aproveite toda chance que tiver de fazer contatos (ou seja, conhecer pessoas e anotar seus telefones, e-mails etc.).

6. consulte a imprensa do lugar. Vitor, de Brasília, lembra que é possível ligar para jornais, rádios e TVs locais. Órgãos de imprensa, como sites, podem ser fontes de referência. É preciso só ter bem claro, como diz o Diogo, de Floripa, que não dá para publicar nada sem ter checado pessoalmente. Os veículos locais também podem ajudar a achar frilas.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h58

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Tempo medido

MARCELO COELHO, uma das pessoas mais inteligentes e gentis que já conheci, lança na terça que vem, dia 26, seu novo livro, "Tempo Medido".

Será a partir das 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h59

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Legenda

Legenda

Este texto-legenda foi publicado ontem na Folha.

Na opinião de vocês, falta alguma informação?

O treinador Lori Sandri, do América-RN, deixa o campo, detido por desacato,
 em Recife. O seu time, que jogou todo o segundo tempo com
um a menos, conseguiu o empate com o Sport (2 a 2)

veja aqui outros exercícios do blog

OBSERVAÇÃO INTERMEDIÁRIA

Ótimos pontos levantados por vocês até agora. Neste ponto, só queria fazer um novo comentário, a partir do que a Gabriela escreveu. Ela opina que, como se trata de uma legenda, deve ser sucinta. Mas, no exemplo específico, se vocês repararem na página (que está muito pequena, talvez, o que não ajuda muito), trata-se de um texto-legenda.

Isso quer dizer que toda a informação que o leitor tem é esta. Não é uma legenda de uma foto que acompanha um texto, mas é tudo o que se explica da foto para o leitor.

COMENTÁRIO DO FIM DO DIA

Quem me chamou a atenção para esse texto-legenda foi o ombudsman, em sua coluna diária de ontem. A gente costuma usar esse elemento gráfico quando tem uma foto muito legal, com bastante informação visual, em que a imagem em si basta para satisfazer o leitor, com a ajuda de uma legenda um pouquinho mais reforçada.

A foto aí de cima é bacana, mas, por todas as dúvidas que levanta e pelo que vocês contam nos comentários, precisava mesmo era de um texto de pelo menos três parágrafos, que contasse toda a história.

Se isso fosse impossível, eu tentaria pelo menos incluir duas informações: quem ele desacatou (a polícia, imagino, mas poderia ser outra pessoa?) e o placar do jogo quando ele foi preso.

Algo mais ou menos assim (os momentos são fictícios): O técnico Lori Sandri, do América-RN, é detido por desacato à polícia em Recife, no segundo tempo do jogo contra o Sport, quando seu time jogava com dez e perdia por 2 a 0. O América conseguiu empatar em 2 a 2

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h58

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Bastidores da profissão

Minha amiga DANI ARRAIS me mostrou um site chamado Foto Salada, escrachado, mas que tem imagens interessantes dos bastidores da profissão.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h42

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liberdade de imprensa

A revista "Imprensa" organiza, nos dias 5 e 6 de julho de 2007, no auditório da USP, um seminário sobre Liberdade de Imprensa & Democracia

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h35

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Quem está começando não pode perder

Quem está começando não pode perder

A FNPI, fundação criada por Gabriel García Márquez que organiza oficinas de jornalismo excelentes, faz de 30/7 a 25/8 um curso para jovens jornalistas.

É uma versão curta do mestrado de um ano que Miguel Angel Bastenier conduz no "El País", da Espanha.

Eles costumam dar bolsas.

Honestamente, é uma chance que ninguém deveria deixar passar (pena que eu não me enquadro mais nos requisitos...).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 10h39

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O que você faz?

O que você faz?

A questão abaixo fazia parte de um teste de seleção para a Agência Folha, departamento que coordena, em São Paulo, a cobertura em todas as unidades federativas do país, com exceção do Rio e do DF:

É domingo. São 20h e a primeira edição do jornal fecha às 20h30. Você está sozinho na Agência Folha em São Paulo e fica sabendo que houve um acidente aéreo em Manaus [onde o jornal não tem correspondente fixo]. O que você faz?

Responda sem medo de errar --o objetivo é justamente refletir. O comentário vem amanhã (segunda) à tarde.

COMENTÁRIO DA TARDE

Pedi a meu ex-trainee THIAGO REIS, interinamente responsável pela pauta da Agência Folha, que contasse um caso real e parecido (vou falar sobre as sugestões que vocês deram amanhã):

Essa pergunta do blog é de matar. Nos primeiros minutos (dois, no máximo), você entra em desespero. Depois, a primeira coisa a fazer é: checar o mais rápido possível se a informação procede e, instantaneamente, avisar a direção do jornal --o que é algo fundamental, mas que lhe renderá uma pressão ainda maior para que consiga aquilo a tempo.
Como conseguir fazer isso em tempo recorde, então? É preciso ligar para tudo o quanto é telefone. Na Agência, há um "agendão", no qual estão telefones importantes de cada Estado do país. Na hora H, quase nenhum funciona, mas há outros caminhos: buscar no Telelistas, digitar no google por meio de palavras chaves. 
Se realmente um avião tivesse caído em um lugar em que não há correspondente, uma outra saída seria acionar um "frila" para ajudar a apurar aquela informação o mais rápido possível. A 30 minutos do fechamento, daria, provavelmente, para fazer um texto básico, apenas com as informações principais. O rescaldo ficaria para o dia seguinte.
 
EU: Era dia 12 de fevereiro de 2005, um sábado. Havia 'acabado' de sair do trainee, em dezembro de 2004, e estava cobrindo férias desde então na Agência. O jornal já havia fechado. Só entraria algo no lugar de alguma reportagem se fosse muito importante (e essa edição já não chegaria para todos os leitores).
Não estava sozinho. Mas havia apenas eu e um repórter, que já estava de saída (eu ficaria até tarde).
Foi quando ligaram dizendo que uma freira havia morrido no meio do Pará (um Estado que não tem correspondente). Como o jornal já estava fechado, a urgência era ainda maior para que o texto ficasse pronto.
Eram poucas as informações (algumas equivocadas, o que só foi possível atestar nos dias seguintes). Direção avisada: o jornal se mobilizou. Repórteres de Brasília foram repercutir a morte. E nós conseguimos falar com a PM e com a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e fechar a matéria (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1302200507.htm).
Foi um sufoco, ainda mais para alguém que não estava acostumado a isso. No fim, foi um golpe de sorte. O outro repórter que fez o plantão, o Fabio Amato, é correspondente em São José dos Campos e teve de voltar para lá na segunda. Acabei ficando com o caso (mesmo sendo um novato na editoria).
Acredito, inclusive, que foi em grande parte devido à cobertura dele que acabei sendo contratado um mês depois. Mesmo depois de todas as matérias em 2005, jamais deixei de acompanhar a história de Dorothy. No ano passado, identifiquei o mandante do assassinato na lista suja do trabalho escravo (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0308200619.htm); neste ano, fiz um material dois anos após o assassinato da missionária (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1102200715.htm) e uma crítica para a Ilustrada de um documentário que abordava o tema (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2603200716.htm).

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h58

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, por Cristina Moreno de Castro e pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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