Novo em Folha - O blog do programa de treinamento da Folha
 

Como virar correspondente internacional?

O que acontece quando um jornalista ainda relativamente inexperiente recebe a tarefa de ser correspondente internacional de um jornal como a Folha?

Em geral, o sujeito vira correspondente depois de muitos anos de experiência. Mas nem sempre. A Folha, por exemplo, tem um programa chamado "correspondente júnior", em que jornalistas jovens, com alguns anos de carreira, têm a chance de passar por esse desafio.

Como eles se prepararam para chegar lá? Que dificuldades encontraram? O que fizeram para contorná-las?

São essas perguntas que eu vou fazer a Vinicius Queiroz Galvão, hoje em Nova York, Marco Aurélio Canônico, em Londres, e Bruno Lima, em Buenos Aires (os três fizeram o programa de treinamento da Folha).

As respostas estarão neste blog na próxima semana (Se você também tiver curiosidade sobre como foi a vida deles no estrangeiro, mande sua pergunta para novoemfolha.folha@uol.com.br).

Enquanto isso, pode ir matando a vontade com o livro "Enviado Especial" de Clovis Rossi, colunista da Folha e um dos jornalistas brasileiros com mais experiência no exterior.

Hernano Henning também contou suas histórias como correspondente para a televisão no livro "Via Satélite"

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h13

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mas tem que ler?

A semana de palestras da 43ª turma terminou hoje à tarde, com uma conversa com o colunista da Folha Vinicius Torres Freire. O tema principal foi economia no governo Lula.

Foram dez palestras sobre temas variados, mas o objetivo delas não era propriamente ensinar. Era mostrar o quanto desconhecemos, o quão superficial é nosso conhecimento sobre temas que povoam o noticiário recente.

Jornalista não é obrigado a saber tudo. Mas, quando vai cobrir um assunto, tem que se informar direito sobre ele. Isso implica ler jornal, revistas, mas não só. Para fazer um trabalho decente, mesmo, em que seja capaz de entrevistar criticamente as fontes, sem engolir tudo o que elas dizem, sem publicar o que elas querem que seja publicado, é preciso estudar.

A palavra deu arrepios? Dá preguiça estudar? Não tem tempo para ler? Reflita sobre se você escolheu a profissão certa. Sim, é possível fazer jornalismo sem estudar, até sem ler. Mas jornalismo de qualidade, não. Jornalismo que faça diferença no mundo, não.

O bom disso tudo é que está nas nossas mãos. Dá trabalho, exige sacrifícios, mas vale a pena.

Ana Estela de Sousa Pinto/Folha Imagem - Participantes da semana de palestras da 43ª turma do programa de treinamento da Folha
Participantes da 43ª semana de palestras

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h02

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Cinco sentidos

Cinco sentidos

Simone Iwasso, trainee da 34ª turma que foi repórter do caderno Cotidiano da Folha e hoje é repórter do “Estado”, manda a sugestão abaixo:

Ana, acho que o trabalho do Ryszard Kapuscinski (1932-2007) é essencial para qualquer jornalista, ainda mais para quem está começando. Aqui vai um trecho de um texto tirado de um livro dele, chamado "Os cinco sentidos del periodista", é uma compilação de textos e entrevistas que ele deu sobre sua história e profissão, que foram publicados pela Fundacion para un Nuevo Periodismo, lá de Cartagena. Infelizmente não tem pra vender por aqui (tirei do que eu tenho em casa). Mas acho que vale a dica, até para despertar a curiosidade para quem quiser conhecer mais sobre ele - a Cia das Letras publicou alguns livros, um deles recentemente.

“Creo que para ejercer el periodismo, ante todo, hay que ser un buen hombre, o una buena mujer: buenos seres humanos. Las malas personas no pueden ser buenos periodistas. Si se es una buena persona se puede intentar comprender a los demás, sus intenciones, su fe, sus intereses, sus dificultades, sus tragedias. Y convertirse, inmediatamente, desde el primer momento, en parte de su destino. Es una cualidad que en psicología se denomina ‘empatía’. Mediante la empatía, se puede comprender el carácter propio del interlocutor y compartir de forma natural y sincera el destino y los problemas de los demás. En este sentido, el único modo correcto de hacer nuestro trabajo es desaparecer, olvidarnos de nuestra existencia. Existimos solamente como individuos que existen para los demás, que comparten con ellos sus problemas e intentan resolverlos, o al menos describirlos. El verdadero periodismo es intencional, a saber: aquel que se fija un objetivo y que intenta provocar algún tipo de cambio. No hay otro periodismo posible. Hablo, obviamente, del buen periodismo”.

PS da Ana - os livros editados pela FNPI são vendidos no Brasil. Veja o endereço no site da fundação.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 15h39

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Veja como ele anda

Segue o gabarito das questões de português que havia postado ontem.

I - Orientação para os itens de 1 a 14: assinale e corrija o que julgar necessário. Se não houver alterações, escreva SEM ALTERAÇÃO após a frase (frases em branco serão consideradas erradas) 

  1. Uma boa parte do que o MST organiza como formas de pressão, é constituída por membros de famílias de assentados mobilizados para tanto. (sem vírgula antes de "é")
  2. O país recebe cerca de 4,5% de juros pela aplicação dessas divisas, e, ao mesmo tempo, deve pagar este ano 12,5% pelos títulos que emite para adquirir as reservas. (sem vírgula antes de "e")
  3. Com edições de cerca de 200 páginas, o mangá, impresso em preto-e-branco, tem enredo elaborado, e é um fenômeno editorial que há décadas tem entusiastas de todas as idades. (sem vírgula antes do "e")
  4. Temos de manter a pressão. Tratam-se de situações muito graves. (trata-se de)
  5. Pelas projeções do mercado, tanto a inflação deste ano como a do ano que vem deve ficar abaixo da meta de 4,5% fixada pelo governo. (devem)
  6. O problema era que a expectativa de inflação de analistas independentes, influenciados pela inflação corrente ainda elevada, continuava longe das metas. (continuava)
  7. "Apenas quando o Copom decidiu, na sua reunião de abril de 2003, manter a taxa Selic em 26,5% ao ano pelo terceiro mês seguido é que se viu sinais de que a política monetária estava dando resultados." (se viram)
  8. Não devem haver dúvidas quanto à aplicação da nova lei. (deve haver)
  9. Nesse sentido, não porque criticar o governo Lula, que apenas seguiu a estratégia. (por que / o porquê de o)
  10. Sequer existe uma demanda social digna do nome que justifique tal esforço. (nem sequer)
  11. A sensação é de que todo o Brasil está à deriva. (sensação é que / sensação é a de quev)
  12. As duas milhões de pessoas estiveram no litoral sul neste feriado. (os dois milhões)
  13. Nas tiras, à medida em que Norakuro ia sendo promovido como militar, seu astral, curiosamente, ia piorando. (à medida que)
  14. O que deveria envergonhar os brasileiros são as milhares de pessoas seqüestradas e mortas por organizações criminosas. (os milhares)
  15. Neste ano, a Beija-Flor foi a vencedora do Carnaval do Rio. (sem alteração)

 II - Escreva as palavras compostas indicadas abaixo:

  1.  anti + mendigo = antimendigo
  2. mega + rebelião = megarrebelião
  3. mini + reforma = minirreforma
  4. super + pacote = superpacote
  5. anti + democrático = antidemocrático

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 09h46

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Daniela Arrais, que foi minha trainee na 42ª turma, me mandou uma lista de princípios feita pela BBC para seus próprios sites. Existe a versão em inglês e uma tradução em espanhol.

Alguns pontos são bem específicos para websites, mas traduzi abaixo os que servem para nosso trabalho jornalístico em geral:

1.       Faça menos, mas faça bem.

2.       Não tente fazer tudo sozinho: remeta para outros sites de qualidade. Use conteúdo e ferramentas dos outros para melhorar seu trabalho e vice-versa.

3.       Siga adiante: faça pequenas apostas, insista, apóie sucessos e extermine fracassos rapidamente

4.       A internet é um ponto de encontro. Use linguagem corrente. Admita seus erros.

5.       Lembre-se de que sua avó nunca vai entrar no Second Life. Se entrar, terá necessidades diferentes das do seu irmãozinho. Pense também na sua avó.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h54

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A crise do rap e a geração sanduíche

A crise do rap e a geração sanduíche

Marlene Bergamo/Folha Imagem - 5.5.2006

Detalhe do colar do MC Playboy, 40, ganhador do DVD de Ouro da Furacão 2000, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ)

Um bom lugar para ter idéias de pauta é a coluna de Al Tompkins no site do Instituto Poynter.

É em inglês e se refere geralmente a histórias que saíram na mídia americana, mas a maioria das idéias pode ser adaptada para nossos jornais, revistas, TV etc.

A proposta dele é fazer uma "reunião de pauta" matinal: toda manhã, ele sugere temas quentes, que podem render histórias novas ou enfoques originais.

Você pode receber a coluna todo dia por e-mail: entre na página inicial do Poynter e clique no menu da direita em "register and sign up for e-mail newsletters".

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h15

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História do Brasil - economia

História do Brasil - economia

Indicação de leitura do professor Pedro Puntoni para quem quiser se aprofundar sobre a história econômica do país no século 20, tema da aula de terça-feira passada:

Boris Fausto (org.), História Geral da Civilização Brasileira. São Paulo, DIFEL, 1984, tomo III (5 volumes).

Celso Furtado, Formação Econômica do Brasil. Rio de Janeiro, Fundo de Cultura, 1961 (1959).

José Luís Fiori, Em busca do dissenso perdido: ensaios críticos sobre a festejada crise do Estado. Rio de Janeiro, Insight, 1995.

Carlos Guilherme Mota (org.), Viagem Incompleta : a Experiência Brasileira(1500 - 2000). São Paulo, Senac, 2000, 2 volumes.

Ignacy Sachs e outros (orgs.). Brasil: um século de transformações. Companhia das Letras, São Paulo, 2001.

Wilson Suzigan, Indústria Brasileira: origem e desenvolvimento. São Paulo, Brasiliense, 1986.

Maria Conceição Tavares, Acumulação de capital e industrialização no Brasil. Campinas, Editora da Unicamp, 1986.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h09

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O Brasil, de colônia a nação

O Brasil, de colônia a nação

A primeira aula do professor Pedro Puntoni nesta semana foi sobre a história da sociedade brasileira. A bibliografia sugerida para quem quiser se aprofundar no assunto segue abaixo:

Boris Fausto (org.), História Geral da Civilização Brasileira. São Paulo, DIFEL, 1984, tomo III (5 volumes).

Florestan Fernandes, Circuito Fechado. São Paulo, Hucitec, 1976.

Carlos Guilherme Mota (org.), Viagem Incompleta: a Experiência Brasileira(1500 - 2000). São Paulo, Senac, 2000, 2 volumes.

Fernando A. Novais, Portugal e o Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808). São Paulo, Hucitec, 1979 (1974)

Ignacy Sachs e outros (orgs.). Brasil: um século de transformações. Companhia das Letras, São Paulo, 2001.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h07

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Para escrever bem - 2

 

Thaís Nicoleti de Camargo foi professora dos jornalistas da Folha por muitos anos. No caderno Fovest, analisava frase por frase redações de leitores e dava sugestões para melhorar os textos.

21 dessas correções foram publicadas em "Redação linha a linha". É um livro didático e bem objetivo.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 08h04

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O que pensa o papa

O filósofo Luiz Felipe Pondé, professor da PUC e da Faap, falou hoje sobre o que pensa o papa Bento 16 e o que a visita dele ao Brasil traz para a pauta jornalística.

Para quem quiser saber mais sobre o que pensa Pondé:

O discurso do papa e a modernidade

Momento pode expor progressismo risível

Entrevista

O filósofo publicou também vários artigos na Folha, que podem ser achados facilmente no mecanismo de busca da Folha Online e lidos por quem assina o jornal ou o UOL. Este é o link para um texto sobre a encíclica de Bento 16 que trata do amor: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2901200605.htm


Para quem quer saber mais sobre o que pensa o papa, ele sugere estes livros:


1) VALUES IN A TIME OF UPHEAVAL

by Pope Benedict XVI, Brian McNeil (Translator)

2) O SAL DA TERRA
O CRISTIANISMO E A IGREJA CATOLICA NO LIMIAR DO 3º
 
RATZINGER, JOSEPH (PAPA BENTO XVI)
Editora: IMAGO

3) A FÉ EM CRISE?
Autor: 
RATZINGER, JOSEPH (PAPA BENTO XVI)
Autor:  MESSORI, VITTORIO
Editora: EPU

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 19h10

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Já para o chuveiro!

A dica de hoje é de Juca Kfouri:
Jornalista erra muito. É preciso corrigir, dizer "errei". Se não for por virtude, faça por oportunismo: as pessoas adoram quando você assume seus erros. Acham você superlegal.

* Já para o chuveiro é o nome de uma seção do programa "CBN Esporte Clube" em que Juca Kfouri "manda para o chuveiro" quem tenha feito algo "errado" (vai antes para o chuveiro o jogador que é expulso de campo, daí a gíria esportiva). No programa de ontem, Juca mandou a si mesmo para o chuveiro, por um erro que havia cometido na véspera.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h52

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Moacyr Lopes Jr./Folha Imagem

"...eu sou jornalista".
Essa foi uma das últimas frases do colunista da Folha Juca Kfouri na palestra de hoje. Não por acaso, ela retoma a primeira frase da conversa: "Não há diferença entre jornalismo investigativo no esporte ou em qualquer outra área".

Entre uma e outra, ele deu várias dicas. Fiz abaixo um resumo:

Olhar estrangeiro e o pé do Pelé
Jornalistas ficam tão acostumados com o tema que cobrem que acham tudo normal. Quando comecei a cobrir futebol, fiquei chocado com o pé dos atletas: cheios de bolhas, olho-de-peixe, dedo sem unha. Propus uma pauta sobre isso e todo mundo riu. Fui para casa injuriado. Três dias depois, a ficha caiu: eles eram uns idiotas. Eu tinha 24 anos, ia ao estádio havia pelo menos 15, via todos os jogos, lia tudo o que saía sobre o assunto e nem tinha idéia que os pés dos jogadores fossem tão estourados. Assim como eu, os 400 mil leitores não sabiam, e era para eles que eu tinha que escrever. Publicamos uma foto do pé do Pelé com o título "De quem é esse pé?". A matéria ganhou prêmios e ainda lançamos uma nova moda: pedicuros no futebol.

Investigando a melhor cadeira
Não há diferença entre jornalismo investigativo no esporte ou em qualquer outra área. Se te mandarem fazer uma reportagem sobre decoração, você vai ter que investigar qual a melhor cadeira, qual o melhor sofá. Em qualquer editoria, o jornalista faz a mesma coisa: pesquisa, investiga e conta uma história.

Olhos nos olhos
Se você está fazendo uma investigação que pode afetar a vida de alguém, procure entrevistá-la pessoalmente e não por telefone. Por mais que isso seja desconfortável. Cara a cara, é muito mais fácil perceber o grau de sinceridade de cada resposta.

Posso gravar?
Sempre que possível, grave suas entrevistas, mas o ideal é que o entrevistado sempre saiba que você está gravando. Jornalista é jornalista. Não é policial, delegado, promotor nem juiz. Tem que usar as ferramentas que possui e assumir os riscos.

Com você eu não falo
Algumas fontes não vão te dar entrevista, seja ao vivo, seja por telefone, gravando ou sem gravar. O recurso é conseguir as informações pelas bordas e reunir o máximo de documentos possível.

Escreveu, não leu...
Quando não puder gravar uma entrevista, há sempre o risco de as anotações serem imprecisas. Não tenha vergonha de perguntar de novo. Se tiver dúvidas na hora de escrever, ligue e pergunte mais uma vez.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h57

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juca kfouri - continuação

 

A fonte pode ler o texto antes de ser publicado?
Em termos. É preciso ficar sempre claro que ela não poderá alterar sua reportagem. Muitas vezes é até bom que a fonte tenha a chance de garantir que você está reproduzindo exatamente o que ela disse. Outra ressalva: eu só checo com a fonte as declarações dela. Nunca mostro a minha interpretação sobre o que ela disse –por exemplo, a abertura de uma entrevista.

Mudar o mundo
Jornalista que não tem a pretensão de mudar o mundo errou de profissão. Nosso papel é pôr o dedo na ferida, apontar o que está errado. É solitário, pois entre o amigo e a notícia, eu fico com a notícia.

Isso é fácil pra você, que é o Juca Kfouri
Não tem governo, não tem amigo, não tem anunciantes. Tem a notícia. Tem o leitor.
Isso é para ser cumprido a ferro e fogo. Alguém pode dizer "ah, isso é fácil pra você, que é o Juca Kfouri".
Mas eu sou Juca Kfouri hoje. Quando comecei, era só o Juca. O Clóvis Rossi, quando começou, era só o Clóvis. O Elio Gaspari, quando começou, era só o Elio. Eu sou o Juca Kfouri hoje porque nunca rompi com meus princípios.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h57

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História da América Latina

O Memorial da América Latina está com inscrições abertas para um curso de história da América Latina que começa no dia 17 de março.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h06

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o que ler sobre história do Brasil no século 20

Abaixo está a bibliografia sugerida pelo professor Pedro Puntoni para o tema de hoje -política- da aula de história do Brasil. Para saber mais sobre o professor, veja a mensagem que publiquei ontem com a bibliografia sobre exclusão social.

Boris Fausto (org.), História Geral da Civilização Brasileira. São Paulo, DIFEL, 1984, tomo III (5 volumes).
Robert M. Levine, Pai dos Pobres? O Brasil e a era Vargas. São Paulo, Cia. das Letras, 2001.
Lilia Moritz Schwarcz (org.), História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo, Cia. das Letras, 1998.
Thomas E. Skidmore, Brasil: de Getúlio a Castelo. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979.
Thomas E. Skidmore, Brasil: de Castelo a Tancredo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h59

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como vai seu português?

Como prometido, está abaixo o teste de português que corrigimos na aula de quarta (28).

EDITORIA DE QUALIDADE E TREINAMENTO

TESTES DE LÍNGUA PORTUGUESA

 

I - Orientação para os itens de 1 a 14:

 

·         assinale e corrija o que julgar necessário

 

·         se não houver alterações, escreva SEM ALTERAÇÃO após a frase (frases em branco serão consideradas erradas)

 

 

1.      Uma boa parte do que o MST organiza como formas de pressão, é constituído por membros de famílias de assentados mobilizados para tanto.

 

2.     O país recebe cerca de 4,5% de juros pela aplicação dessas divisas, e, ao mesmo tempo, deve pagar este ano 12,5% pelos títulos que emite para adquirir as reservas.

 

3.      Com edições de cerca de 200 páginas, o mangá, impresso em preto-e-branco, tem enredo elaborado, e é um fenômeno editorial que há décadas tem entusiastas de todas as idades.

 

4.      Temos de manter a pressão. Tratam-se de situações muito graves.

 

5.      Pelas projeções do mercado, tanto a inflação deste ano como a do ano que vem deve ficar abaixo da meta de 4,5% fixada pelo governo.

 

continua abaixo

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h56

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continuação

 6.      O problema era que “a expectativa de inflação de analistas independentes, influenciados pela inflação corrente ainda elevada, continuavam longe das metas.

 

7.      “Apenas quando o Copom decidiu, na sua reunião de abril de 2003, manter a taxa Selic em 26,5% ao ano pelo terceiro mês seguido é que se viu sinais de que a política monetária estava dando resultados.”

 

8.      Não devem haver dúvidas quanto à aplicação da nova lei.

 

9.      Nesse sentido, não porque criticar o governo Lula, que apenas seguiu a estratégia.

 

10.  Sequer existe uma demanda social digna do nome que justifique tal esforço.

 

11.  A sensação é de que todo o Brasil está à deriva.

 

12.  As duas milhões de pessoas estiveram no litoral sul neste feriado.

 

13.  Nas tiras, à medida em que Norakuro ia sendo promovido como militar, seu astral, curiosamente, ia piorando.

 

14.  O que deveria envergonhar os brasileiros são as milhares de pessoas seqüestradas e mortas por organizações criminosas.

 

15.  Neste ano, a Beija-Flor foi a vencedora do Carnaval do Rio.

 

continua abaixo

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h56

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continuação

 

II - Escreva as palavras compostas indicadas abaixo:

 

 

1.      anti + mendigo =

 

2.      mega + rebelião =

 

3.      mini + reforma =

 

4.      super + pacote =

 

5.      anti + democrático =

Confira as respostas

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 13h55

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Juca Kfouri

Nesta quinta bem cedo quem vai falar na semana de palestras é Juca Kfouri. Até o final da quinta eu coloco um resumo da palestra e, se der certo, uma foto. 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h17

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para escrever bem

Hoje à tarde a turma teve uma aula de português com Paulo Ramos, o consultor da Folha. O Paulo tem um site no UOL só com dicas de português e um blog sobre quadrinhos: ele acabou de escrever seu doutorado com esse tema.

Na aula, corrigimos questões de gramática. Vou colocar o teste aqui amanhã, pra quem quiser ver como anda seu português ("com as pernas", responderia um amigo meu que odeia esse tipo de construção). O gabarito vai depois de amanhã.

Segue abaixo uma dica do Paulo pra quem quer escrever melhor:

Escrever um texto jornalístico exige uma mudança na forma de trabalhar com as palavras. Na prática, é uma adaptação. É como um computador que precisa ser reiniciado com uma configuração diferente.

A primeira mudança é a produção de frases mais curtas, claras e objetivas. Isso torna o texto jornalístico mais fácil de ser compreendido pelo leitor (sim, alguém sempre lê o seu texto!). Outra dica é construir, sempre que possível, frases na ordem direta (com sujeito, verbo e complemento).

Há um livro muito bom para quem está começando a produzir as primeiras reportagens. A obra se chama "A Arte de Escrever Bem" e foi publicada pela editora Contexto. Dica: o primeiro capítulo está disponível no site da Livraria Cultura. É só clicar e ler.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 21h16

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maioridade penal

Maioridade penal é um dos temas mais quentes do momento. A maioria dos jornalistas iniciantes não deve ter ainda uma opinião formada sobre o assunto, já que, para criticar, é preciso primeiro conhecer.

Quem quiser ouvir o que pensam os que estudam e se ocupam do assunto pode se inscrever neste debate que a Folha vai promover:

A Folha promove na próxima segunda, dia 5, às 19h, um debate sobre redução da maioridade penal e outras medidas para o combate à violência.

Participam da discussão Luiz Antonio Guimarães Marrey, secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Regis Fichtner, chefe da Casa Civil do governo do Rio de Janeiro, e Newton Lima Neto, prefeito de São Carlos (SP). A mediação será de Vinicius Mota, editor de Opinião.

O evento será realizado no auditório da Folha (al. Barão de Limeira, 425, 9º andar, Campos Elíseos, São Paulo). Os interessados em participar do debate podem se inscrever hoje, amanhã e segunda pelo telefone 0/XX/11/3224-3698 ou pelo e-mail eventofolha@folhasp.com.br. É preciso informar nome, telefone e RG.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 18h09

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uma janela para a Redação

O que fazer para atrair mais leitores (ouvintes, espectadores)?

Jornais americanos estão colocando no ar suas reuniões de pauta. O público pode acompanhar ao vivo como os jornalistas pretendem cobrir os assuntos do dia.

Fiquei imaginando que é uma ferramenta interessante para um aluno que queira fazer uma monografia sobre como determinado jornal planeja sua cobertura. É muito raro ter acesso a reuniões internas de jornais, e mais difícil ainda para quem quer estudar a mídia internacional.

Fica a sugestão.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 16h06

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o que ler sobre exclusão social

Todas as manhãs, nesta semana de palestras, estamos fazendo um curso de história do Brasil no século 20. O professor é Pedro Puntoni, do Departamento de História da FFLCH-USP, pesquisador do Cebrap.

A aula de hoje foi sobre exclusão social. Para quem se interessa pelo tema e quer se aprofundar nele, coloco aqui a bibliografia sugerida:

Florestan Fernandes, Circuito Fechado. São Paulo, Hucitec, 1976.
José Luís Fiori, Em busca do dissenso perdido: ensaios críticos sobre a festejada crise do Estado. Rio de Janeiro, Insight, 1995.
Carlos Guilherme Mota (org.), Viagem Incompleta : a Experiência Brasileira(1500 - 2000). São Paulo, Senac, 2000, 2 volumes.
Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil. Rio de Janeiro, José Olympio ed., 1984 (1936).
Márcio Pochmann e Ricardo Amorim (orgs.), Atlas da exclusão social no Brasil. São Paulo, Cortez, 2003.
Ignacy Sachs e outros (orgs.). Brasil: um século de transformações. Companhia das Letras, São Paulo, 2001.

 

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h50

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como dobrar um kamikaze

Dez jornalistas fizeram a última edição do caderno Novo em Folha. O desafio deles era pôr em prática o que tinham aprendido no curso. Como sempre em jornalismo, com mais freqüência no jornalismo diário, houve imprevistos a contornar, problemas a resolver, erros e soluções.

Veja o que eles contam sobre esse trabalho.

Angela Pinho e Renata Summa fizeram uma reportagem sobre ex-kamikazes que, impedidos de cumprir sua missão suicida pela rendição do Japão, emigraram para o Brasil, onde vivem até hoje. As lições que elas tiraram da tarefa são estas:

Renata
: Fazer a reportagem sobre os Kamikazaes foi uma saga. Primeiro, precisávamos encontrar os personagens, o que foi quase fácil comparando com a tarefa seguinte, praticamente impossível: convencer os ex-kamikazes a participar da matéria. Em seguida, tivemos que encontrar boas almas que traduzissem textos literários do japonês para o português, sem cobrar nada. No final, eu e a Ângela estávamos tão envolvidas com a história que adotamos uma linguagem esquisita. Falávamos um português meio nipônico. No final, conquistamos a confiança de Tokio e Tokudome e ganhamos um belíssimo presente de Tokio, que veio à Folha para nos visitar.

Angela: Dos muitos motivos pelos quais gostei de fazer a matéria sobre kamikazes (e o principal deles foi conhecê-los pessoalmente),
destaco três em especial: ganhar a confiança dos entrevistados, de início resistentes, nem que isso tenha incluído ficar duas semanas sem saber se alguém ia falar; procurar pessoas em listas telefônicas antigas, classificados em japonês e afins; e ouvir uma boa história, que, talvez, daqui a alguns anos não poderia mais ser contada

Carolina Rangel e Krishna Monteiro fizeram um levantamento inédito da votação para deputado estadual em cada município de São Paulo.

Carolina
: o manuseio dos números e a responsabilidade do jornalista foram as minhas maiores lições ao fazer a matéria especial. Cerca de 90% do tempo foi dedicado a montar uma tabela enorme contendo dados eleitorais de 645 municípios, difícil de organizar e de cruzar informações. A persistência teve um energético fundamental: o expert em Excel Paulo Haddad, professor da Folha, que sempre arrumava um jeito ou uma fórmula para facilitar a nossa tarefa.

Apesar de nos dedicarmos à checagem e rechecagem dos números e de um mapinha colorido com seus minúsculos municípios sem nome, acabamos cometendo um erro em um dos textos. Com isso descobrimos que fontes oficiais podem omitir informações de forma não deliberada. Então, atenção na apuração nunca será demais.

Ao longo dos trabalhos tive que lidar com fontes de todo tipo. Algumas pesquisavam sobre sua vida na internet, outras, se recusarem a falar, tentavam te desarmar, e outras só queriam fazer propaganda de seu governo.

Durante a última semana trabalhei 14 horas por dia, embalada pela paciência de meu parceiro de matéria. Confesso que, após o fim do treinamento, quase surtava quando a Ana me pedia para organizar as tabelas para colocar no site, quando eu não agüentava mais olhá-las. Resumindo, fazer jornalismo político é mais difícil do que eu pensava, mas o aprendizado é dignificante.

Krishna: Como sou um apaixonado por política e economia, comecei a amadurecer o tema pensando muito no aspecto estrutural da questão: as novas bancadas de deputados, a coalizão oposicionista, as dificuldades ou facilidades pelas quais iria passar o governo Serra. Ótimo, fiz tudo isso, no fim das contas. Mas, antes, tive que ganhar o que a Ana chamou de "Troféu Paulo Haddad de manipulação de dados".

O que é o troféu Paulo Haddad? Uma homenagem ao nosso professor. Em poucos dias, o Paulo acabou com meu analfabetismo nesse programa. O que foi muito útil, pois eu iria passar 90% do tempo de minha matéria não entrevistando deputados ou analisando bancadas - o que também fiz -, mas... montando planilhas e planilhas de votação para cada um dos municípios do Estado.

Resumo da ópera: jornalismo envolve muito mais variáveis do que nós, em nosso romantismo, estamos acostumados a pensar. Envolve esforço, capacitação técnica, busca incessante pela precisão e, sobretudo, persistência. Obrigado, Paulo!

Bárbara Castro e Estêvão Bertoni contaram a história de nove famílias que, sem encontrar um programa habitacional que atendesse a suas necessidades, tornaram-se "novos nômades" na cidade de São Paulo.

Bárbara
: Foi um desafio tratar de uma temática com a qual simpatizo em uma reportagem especial. É difícil escrever sobre um tema que toque em crenças político-ideológicas suas, mas considero que o resultado tenha sido bom. A paranóia para ouvir todos os lados envolvidos foi maior, o policiamento para deixar o texto equilibrado, também.
No começo não conseguíamos muitos personagens que quisessem falar sobre o tema. Os movimentos sociais, em geral, têm uma desconfiança imensa da imprensa. Por isso é importante insistir, expor do que se trata a matéria e explicar o seu foco. É importante também, sentar, ouvir e entender a história das pessoas, o que as levou a estar ali, mais do que ligar o gravador e disparar perguntas sobre elas. Um retorno sobre a matéria é sempre bem-vindo: envie um exemplar, mostre o por que de ter incomodado suas fontes e dê espaço para elas opinarem sobre os resultados.

Estêvão: Um dos problemas que enfrentamos foi o de ter muita informação para pouco espaço. Como tínhamos bastante tempo para apurar a pauta especial, juntamos muito material. Muitas vezes, ficávamos em dúvida sobre qual rumo dar à matéria. É muito fácil perder o foco quando se tem muita coisa para falar sobre um assunto. Por isso, é preciso ter sempre em mente qual é a notícia e abrir mão de informações supérfluas.

(continua)

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h12

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sem depender de ninguém


 
Felipe Bächtold e Daniela Arrais mostraram a falta de lixeiras nas principais ruas de São Paulo.

Felipe: Independente do resultado, a reportagem foi para mim uma grande lição sobre como desenvolver uma pauta. Produzimos de maneira simples um levantamento próprio, sem depender exclusivamente de dados oficiais ou de pesquisas de terceiros. Isso deu mais credibilidade à matéria, já que, em estudos feitos por outras fontes, nunca é possível avaliar de maneira minuciosa os critérios e métodos usados.

O assunto pode não parecer muito emocionante para uma reportagem especial, mas a intenção maior era produzir algo original e relevante, o que foi atingido. O tema está diretamente ligado ao dia-a-dia dos leitores - e isso já dá sustentação à matéria.

Daniela: Minhas idéias de matéria especial foram caindo, uma a uma, simplesmente porque não tinham gancho. Ou seja, não queiram fazer a grande matéria da vida de vocês se ela partir apenas de um bom tema. Ela tem que ter relevância. Então, tentem achar um foco legal para a matéria especial. Isso poupa tempo, poupa dor de cabeça e faz com que sua apuração "real" comece mais rápido. E quanto mais tempo você tiver para apurar, melhor será o resultado.

O que eu mais gostei de fazer na matéria especial foi entrar em um mundo desconhecido. Contar lixeiras pelas principais ruas comerciais de São Paulo me pareceu uma tarefa meio tediosa, no começo, mas acabei percebendo que o assunto dava muito "pano pra manga". Aprendi sobre administração pública, aprendi a ler documentos como licitações e portarias... Na hora de botar a mão na massa, vi como é importante adiantar arte e fotos _como Ana diz, são elas que sempre atrasam fechamento. E, por fim, aprendi que espaço é a coisa mais difícil de se conseguir em um jornal. Apesar de ser meio chato não ter tanto espaço quanto você gostaria, é bom aprender a hierarquizar melhor as informações, a só publicar o que realmente importa.

Salvatore Carrozzo contou quais eram os apelidos de infância de artistas e explicou para as crianças o que fazer quando querem te chamar de um nome que você odeia.

Salvatore: fontes muitas vezes "escreva isso, aquilo, aquilo outro...". É preciso ter muito jogo de cintura para explicar o papel, o compromisso e profissionalismo do repórter sem deixar a fonte irritada ou desconfiada. Mesmo quando parece que a história nao vai render, com um pouco de paciência e habilidade é possível pinçar coisas bem interessantes.

Revise o texto, revise e revise de novo. Se der tempo, revise mais uma vez. Se não der, revise assim mesmo. Imprima, leia em voz alta (ajuda muito!!). Ou peça para alguém ler também, em voz alta, e preste atenção para ver se a história o agrada.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 14h12

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Bem-vindos ao programa de treinamento da Folha

A partir de hoje, o programa de treinamento da Folha está on-line. Este blog vai contar o que fazemos no dia-a-dia do curso, dar dicas sobre a profissão, responder dúvidas.

No momento, estamos fazendo a seleção para a 43ª turma: até sexta-feira, 33 candidatos participam de uma semana de palestras, entrevistas e outras atividades. Eles serão convidados para contar, aqui nesta página, o que acharam da experiência.

Nesta mensagem inaugural, os convidados são os meninos que participaram da 42ª turma, que terminou em dezembro. Aqui estão eles:

O caderno que eles seguram na foto entra também hoje no ar, numa versão expandida. Além das reportagens publicadas, há textos feitos só para o site, íntegras de entrevistas, mais imagens e sugestões de link.

Esse caderno, também chamado de Novo em Folha, é o trabalho de conclusão do curso: é a hora de pôr em prática o que foi exercitado durante o curso, enfrentar problemas e contratempos e achar soluções.

É sobre estes contratempos e soluções que o pessoal da 42ª turma vai falar na próxima mensagem.

Escrito por Ana Estela de Sousa Pinto às 17h42

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Ana Estela de Sousa Pinto O blog Novo em Folha é uma extensão do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha. É produzido pela editora de Treinamento, Ana Estela de Sousa Pinto, pelos participantes do treinamento e pela Redação.

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